windmills by fy

01/02/2011

a Dança de Oxum

Filed under: Uncategorized — Fy @ 3:34 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Oxum , que antes gostava de vir à Terra brincar com as mulheres ,

 dividindo com elas sua formosura e vaidade ,

 ensinando-lhes feitiços de adorável sedução e irresistível encanto ,

 recebeu de Olorum um novo encargo :

 preparar os mortais para receberem em seus corpos os orixás .

 

 

 

 

 

 

 

 

Oxum fez oferendas a Exu para propiciar sua delicada missão.

 De seu sucesso dependia a alegria dos seus irmãos e amigos orixás.

 Veio ao Aiê e juntou as mulheres à sua volta,

 banhou seus corpos com ervas preciosas,

 cortou seus cabelos, raspou suas cabeças,

 pintou seus corpos.

 

 

 

 

 

 

O colo cobriu com voltas e voltas de coloridas contas

e múltiplas fieiras de búzios, cerâmicas e corais.

 

Na cabeça pôs um cone feito de manteiga de ori,

finas ervas e obi mascado,

com todo condimento de que gostam os orixás.

 

Esse oxo atrairia o orixá ao ori da iniciada e

o orixá não tinha como se enganar em seu retorno ao Aiê.

 

Finalmente as pequenas esposas estavam feitas,

estavam prontas, e estavam odara.

 

As iaôs eram a noivas mais bonitas

que a vaidade de Oxum conseguia imaginar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Perante Obatalá , Ogum havia condenado a si mesmo

a trabalhar duro na forja para sempre .

Mas ele estava cansado da cidade e da sua profissão .

Queria voltar a viver na floresta ,

Voltar a ser o livre caçador que fora antes .

Ogum achava-se muito poderoso ,

Sentia que nenhum Orixá poderia obrigá-lo a fazer o que não quisesse .

Ogum estava cansado do trabalho de ferreiro e partiu para a floresta , abandonando tudo .

Logo que os Orixás souberam da fuga de Ogum ,

foram a seu encalço para convencê-lo a voltar à cidade e à forja ,

Pois ninguém podia ficar sem os artigos de ferro de Ogum ,

As armas , os utensílios , as ferramentas agrícolas .

 

 

 

 

Mas Ogum não ouvia ninguém , queria ficar no mato .

Simplesmente os enxotava da floresta com violência .

Todos lá foram , menos Xangô .

E como estava previsto , sem os ferros de Ogum ,

O mundo começou a ir mal .

Sem instrumentos para plantar , as colheitas escasseavam

E a humanidade já passava fome .

 

 

 

Foi quando uma bela e frágil jovem veio à assembléia dos Orixás

e ofereceu-se para convencer Ogum a voltar à forja .

 

Era Oxum a bela e jovem voluntária .

 

Os outros Orixás escarneceram dela . . .  , tão jovem , tão bela , tão frágil .

 

Ela seria escorraçada por Ogum

E até temiam por ela , pois Ogum era violento , poderia machucá-la , até matá-la .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim , Oxum entrou na mata .

E se aproximou do sítio onde Ogum costumava acampar .

 

Usava ela tão somente cinco lenços transparentes

Presos a cintura em laços , como esvoaçante saia .

 

Os cabelos soltos , os pés descalços ,

Oxum dançava como o vento

 

 

E seu corpo desprendia um perfume arrebatador .

 

 

 

Ogum foi imediatamente atraído ,

Irremediavelmente conquistado pela visão maravilhosa , mas se manteve distante .

Ficou à espreita atrás dos arbustos , absorto .

 

 

De lá admirava Oxum , embevecido .

Oxum o via , mas fazia de conta que não .

 

O tempo todo ela dançava e se aproximava dele

Mas fingia sempre que não dera por sua presença .

A dança e o vento faziam flutuar os cinco lenços da cintura ,

Deixando ver por segundos a carne irresistível de Oxum .

 

Ela dançava , enlouquecia .

Dele se aproximava e com seus dedos sedutores

Lambuzava de mel os lábios de Ogum .

 

 

Ele estava como que em transe .

E ela o atraía para si e ia caminhando pela mata ,

Sutilmente tomando a direção da cidade .

Mais dançava , mais mel , mais sedução ,

Ogum não se dava conta do estratagema da dançarina .

 

Ela ia na frente , ele a acompanhava inebriado ,

Louco de tesão .

 

 

Quando Ogum se deu conta ,

Eis que se encontravam ambos na praça da cidade .

Os Orixás todos estavam lá

E aclamavam o casal em sua dança de amor .

 

Ogum estava na cidade , Ogum voltara !

.

 

Temendo ser tomado como fraco ,

Enganado pela sedução de uma mulher bonita ,

Ogum deu a entender que voltara por gosto e por vontade própria .

E nunca mais abandonaria a cidade .

E nunca mais abandonaria a sua forja .

.

.

.

 

E os Orixás aplaudiam e aplaudiam a dança de Oxum .

 

 

Ogum voltou à forja e os homens voltaram a usar seus utensílios

E houve plantações e colheitas

E a fartura baniu a fome e espantou a morte .

 

 

 

 

 

 

Os rios, em quase todas as mitologias, são moradas de deuses ou a própria divindade. O rio é um caminho mágico.

Na Europa, os deuses fluviais mais comuns aparecem com a forma de touro, porco, cavalo ou serpente.

Os africanos de Iorubá, bem mais poéticos, fizeram de lindas mulheres as deusas dos seus rios, como o Oiá (Niger) e o Oxun.

Oxun é adorada  às margens do rio que tem o seu nome e deságua na lagoa de Olobá, rente ao golfo de Guiné, após atravessar o território de Ijexá.

Por esse motivo, o toque dos atabaques, que acompanha sua dança no candomblé, é denominado ijexá.

 

 

A dança de Oxun é mímica da mulher faceira, que se embeleza e atavia, exibindo com orgulho colares e pulseiras tilintantes.

 Diante do espelho, sorri, vaidosa e feliz, por se ver tão linda e sedutora.

 E é com muito dengue que ela se abana com o abebé.

Essa doçura de encanto feminino, porém, não revela a deusa por inteiro.

Pois ela é também guerreira intrépida e lutadora pertinaz.

 

 

 

Oxun-Apará foi mulher de Ogum .

Ela acionava com ritmo o fole da forja do deus-ferreiro e a cadência do ruído do fole fez dançar um egungun que passava .

Por isso disseram que ela era a  ”  tocadora do fole musical que faz dançarem os egunguns . “

 

Muitas Oxuns são guerreiras ; outras , ligadas à magia .

Das iyabás , isto é , os orixás femininos , só OXUN tem o direito de penetrar no reino de Ifá , o senhor da adivinhação : ela pode jogar o edilogun , os dezesseis búzios divinatórios de Exu .

 

Quando voltaram à terra , os Orixás organizaram suas assembléias como primado dos homens .

 Oxum , mulher , não foi convidada .

 Mas logo todas as mulheres se tornaram estéreis e as decisões tomadas nas reuniões dos orixás jamais tinham êxito .

 Tudo só voltou ao normal quando Oxum também foi convidada a integrar a assembléia dos orixás .

 Pois Oxum , orixá das águas, é uma deusa da fecundidade e , portanto , da criação .

 As mulheres a ela recorrem , quando desejam ter filhos .

 Oxum ajuda nos partos , como a Artemis Lokeía .

 

Orixá da fecundidade , revive as deusas lunares de várias mitologias , que simbolizam a terra-mãe .

 Nada mais lógico do que esse atributo , pois , sendo o orixá da água doce , sem Oxun não existiriam os vegetais .

 Tudo morreria . Pois são os cursos d’água que irrigam e fertilizam a terra , renovando e perpetuando a vida .

 

 

Fontes:

Reginaldo Prandi > Professor do Curso de Pós-Graduação em Sociologia da USP

Pesquisador do CNPq

Mitologia dos Orixás  -  págs. 524-528

Fernando Augusto

http://caminhosnaumbanda.blogspot.com/

 

 

TocaYo   e   Fy

 

21 Comments »

  1. Tudo o que eu queria!
    Uma cachoeira gelada, Oxum dançando maravilhosa.

    É isto aí. Mulher e mulher.
    O mundo é feito por elas, é delas.

    Dá uma olhada nesta animação : é muito bom este trabalho,mas achei só a 1ª parte, procuro e coloco a segunda depois,

    beijo

    férias, né? e eu mergulhado na 2ª feira!
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 02/02/2011 @ 1:37 AM

    • Uai,

      Vem um pouquinho, faz tempo q vc não vem.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 02/02/2011 @ 4:48 AM

  2. Aloha Jonas,

    Foi assim mesmo que nasceu este post.
    Nós assistimos um trabalho lindo na cachoeira do Pro-Mirim.
    Penso que seja uma entrega, uma consagração à Oxum, e com toda aquela beleza doida de atabaques, cores e lírios pra todo o lado.
    A Carol, Débora, Magui, Fy dançaram com Oxum.
    Bonito.
    Eu ganhei um abraço, cheiroso de Oxum.

    Tamo odara!

    Desce aê, João, tá bem mais calmo agora.

    Abraço
    TocaYo

    Comment by TocaYo — 02/02/2011 @ 2:13 AM

    • Tamo odara!

      [ ele então.... a Oxum grudou nele - que não largava!]

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 02/02/2011 @ 4:50 AM

      • [ ele então.... a Oxum grudou nele - que não largava!]

        huahhhauuuuahhhauuahhauu

        beijo menina,

        TocaYo

        SARAVÁ!

        Comment by TocaYo — 02/02/2011 @ 11:42 PM

        • Saravá!

          [ha-ha-ha-ha]

          coloquei lá.

          bj

          Fy

          Comment by Fy — 02/02/2011 @ 11:55 PM

          • Pronto!

            fiz um pra todo mundo pegar !

            bj
            Fy

            Comment by Fy — 03/02/2011 @ 2:22 AM

  3. Também quero!
    ôoooo Terra Encantada.Porque que eu volto pra cá?
    Lindo lindo lindo post!

    Ogum…. dançou!
    bjinhos

    Ju

    Comment by Juliana — 02/02/2011 @ 2:48 AM

  4. dançou…

    beijo a todos
    tio Gus

    Comment by Gustavo — 02/02/2011 @ 2:56 AM

  5. Ora iê iê! Oxum

    Eparrêi Iansã!

    O doiá Iemanjá!

    … o mundo é delas.

    Como não seria?

    tio Gus

    Comment by Gustavo — 02/02/2011 @ 2:59 AM

  6. Desce de novo Ju, tira uns 10 dias, pelo menos…

    Vou iniciar uma coreografia, voce participa.
    Peguei uns lances super legais de um workshop que eu fiz em Portugal com a Eva Azevedo,fera,fera,fera,é integrante dos Semente, Madandza e Djamboonda e já trabalhou com Rootscaravan e Le Partisan, demaiiiiis.

    Sente:

    A Dança Africana, tendo sido usada em rituais sagrados em contato direto com a mãe natureza (agricultura, pesca, guerreiros, etc.) a dança africana foi, na sociedade moderna, transformada numa atividade cultural que envolve ritmo, sincronia, forma e união. Nesta oficina pretende-se explorar a cultura tribal da Costa Oeste de África, com influências da nossa sociedade contemporânea, acompanhada por música ao vivo com Paulo das Cavernas e músicos do grupo Semente e da Escola Sementinha.

    Na dança africana os pés estão bem assentes na Terra, os saltos são leves como gazelas que exploram o Ar, os movimentos são explosivos e descoordenados como labaredas de Fogo e o nosso corpo flui como Água quando se movimenta num Espaço livre de expressarmos o que o nosso coração sente ao ritmo de um tambor. Este guarda as memórias das tradições e rituais e, faz despertar em nós sensações que nos estão esquecidas mas que estão no fundo do nosso coração.

    ora iê iê no axé de Oshum!
    beijos da Carol

    Que saudade do Dennis!

    Comment by Carol — 02/02/2011 @ 3:12 AM

    • pés estão bem assentes na Terra, os saltos são leves como gazelas que exploram o Ar, os movimentos são explosivos e descoordenados como labaredas de Fogo e o nosso corpo flui como Água quando se movimenta num Espaço livre de expressarmos o que o nosso coração sente ao ritmo de um tambor.

      Ah…. Carol ! que coisa deliciosa.

      e que todo corpo vire bailarino e todo espírito vire pássaro !

      Eu convenço a Ju! pode deixar! Nem que seja em março.
      Se eu voltar antes do carnaval, pode ser no carnaval ?

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 02/02/2011 @ 4:21 AM

      • Ca: UaU!

        olha só :

        Comment by Fy — 02/02/2011 @ 4:46 AM

        • Quem precisa fazer análise depois disto ?
          hahahahahahah

          bj
          Fy

          Comment by Fy — 02/02/2011 @ 4:47 AM

  7. Senhora das Candeias
    Clara Nunes

    Eu não sou daqui, não sou
    Eu sou de lá
    Eu não sou daqui, não sou
    Eu sou de lá (2x)
    A lua cheia
    Quando bate nas aldeias
    A menina das candeias
    Cirandeia no luar
    O seu lamento
    Tem um jeito de acalanto
    Que o rio feito um pranto
    Vai levando para o mar
    Meu coração é feito de pedra de ouro
    O meu peito é um tesouro
    Que ninguém pode pegar, eu não sou
    Eu não sou daqui, não sou
    Eu sou de lá
    Eu não sou daqui, não sou
    Eu sou de lá (2x)
    A noite ficou mais faceira
    Pois dentro da ribeira apareceu
    Com suas prendas e bordados
    Seus cabelos tão dourados
    Que o sol não conheceu
    A menina-moça debutante
    Que namora pelas fontes
    Que a natureza lhe deu é Oxum
    Ê Oxum, ê Oxum
    Senhora das candeias
    Que tristeza que me dá
    Saber que suas mãos são tão pequenas
    Pra matar quem envenena
    Pra punir que faz o mal, cegar punhal
    Cegar punhal que fere tanto
    Pra mostrar que o seu encanto
    É uma coisa natural

    de Romildo e Toninho

    BEIJO
    Marianne

    Comment by Marianne — 02/02/2011 @ 11:21 PM

    • 14.Bom Dia, gente bonita,

      E a Marianne mais uma vez trouxe um tesouro.
      Grande tesouro.
      A rainha Clara Nunes.

      Pra mim, não há como Clara Nunes e Bethânia, cada uma em seu estilo, pra representar com toda a alma que é possível esta tradição afrobrasileira tão forte em nossa cultura, em nossa música.

      Se bem que a musica, como instrumento de resistência é um dos maiores agentes transformadores porque une os seres humanos em um único som, possibilitando
      quebra de barreiras, de etnias, de fronteiras, de preconceitos.

      Através da música é possível aprender,ensinar, conscientizar e mistificar objetos, fatos, religiões, enfim todo e qualquer
      segmento presente na sociedade; ela expressa tanto o nosso real como nosso imaginário, assim como estabelece o dialogo do indivíduo com o meio onde está ou não
      inserido.

      Eu vou colocar a maravilhosa GUERREIRA de João Nogueira e Paulo Cesar, que demonstra claramente, aliás “nos conta”,a Força de uma cultura , mesmo quando violada e massacrada como foi a africana. Essa música saúda as orixás Iançã, Iemanjá, Oxum e Nanã Burukê ligando-as as santas que são sincretizadas como podemos ver:Santa Bárbara: Eparrei, minha mãe Iansã!/ Nossa Senhora da Conceição: otopiabá, Yemanjá!/ Nossa Senhora da Glória: oraieiê, Oxum!/ Nossa Senhora de Santana: Nanã Burukê Saluba, vovó! numa demonstração clara de como estas outras “deusas” foram utilizadas como “veículos” mantenedores de sua transmissão e possibilidade de seus cultos.

      Mais uma homenagem à insuperável Clara Nunes:

      Se vocês querem saber quem eu sou
      Eu sou a tal mineira
      Filha de Angola, de Ketu e Nagô
      Não sou de brincadeira
      Canto pelos sete cantos
      Não temo quebrantos
      Porque eu sou guerreira
      Dentro do samba eu nasci,
      Me criei, me converti
      E ninguém vai tombar a minha bandeira

      Bole com samba que eu caio e balanço o baláio no som dos tantãs
      Rebolo, que deito e que rolo,
      Me embalo e me embolo nos balangandãs
      Bambeia de lá que eu bambeio nesse bamboleio
      Que eu sou bam-bam-bam
      E o samba não tem cambalacho,
      Vai de cima embaixo pra quem é seu fã
      Eu sambo pela noite inteira,
      Até amanhã de manhã
      Sou a mineira guerreira,
      Filha de Ogum com Iansã

      Salve o Nosso Senhor Jesus Cristo, Epa Babá, Oxalá!
      Salve São Jorge Guerreiro, Ogum, Ogum Iê, meu Pai!
      Salve Santa Bárbara, Eparrei, minha mãe Iansã!
      Salve São Pedro, Kawô Cabecilê, Xangô!
      Salve São Sebastião, Okê Arô, Oxóssi!
      Salve Nossa Senhora da Conceição, Odofiaba, Yemanjá!
      Salve Nossa Senhora da Glória, oraieiêio, Oxum!
      Salve Nossa Senhora de Santana, Nanã Burukê, Saluba, vovó!
      Salve São Lázaro, Atotô, Obaluaiê!
      Salve São Bartolomeu, Arrobobóy, Oxumaré!
      Salve o povo da rua, salve as crianças, salve os preto vélho;
      Pai Antônio, Pai Joaquim de Angola, vovó Maria Conga, saravá!
      E salve o rei Nagô

      beijo a todos
      tio Gus

      Comment by Gustavo — 02/02/2011 @ 11:25 PM

  8. Este video da Oxum dançando é surreal, maravilhoso.
    Que post lindo.Dá vontade viajar,dançar,amar!
    Obrigaduuuuuuuu
    beijos
    Adriana

    Comment by Adriana — 03/02/2011 @ 4:54 AM

  9. IJEXÁ:Ritmo suave,de batida e cadência marcadas de grande beleza, no som e na dança. O Ijexá,dentro dos cultos afro-brasileiros, é normalmente um ritmo que se toca para os Orixás das águas, como Oxum e Yemanjá, por exemplo.

    OXUM:Orixá das águas doces, das cachoeiras, dona do ouro. Mas qual será o ouro da Oxum? Ouro é um minério, seria mais prudente associá-lo a Obaluayê, Orixá da Terra, ou a Xangô, que popularmente é conhecido como dono das pedreiras. Ouro não “dá” na água. Então, qual será o ouro da Oxum?

    SINTA: Estou neste momento jogando fora a opinião de todos, os ensinamentos dos livros e tudo que seja mais racional do que emocional. Quero falar da emoção, do sentimento, da energia que sinto e vivo. Ah Oxum, como controlar as lágrimas cada vez que sinto sua presença? Como negar o descompasso que causa em meu coração e o infinito amor que me faz sentir pela humanidade, por Deus, pelo mundo e por tudo que há nele?

    OURO:Não Oxum, seu ouro não é algo que pode ser comprado com dinheiro, seu ouro não pode ser roubado. Seu ouro não pertencerá nunca aos que não merecerem. Seu ouro vale muito, muito mais que o metal mais precioso do mundo, muito mais que qualquer coisa que se possa comprar ou vender.

    AMOR: É isso Oxum, é isso que se oculta aos olhos daqueles que te buscam somente atrás de riquezas e poder. Seu ouro é o amor, que no seu sentido mais amplo, pode ser entendido como o amor a vida. E o que mais uma pessoa precisa para ser feliz do que amar a vida? E o que vale mais que a felicidade? Ah,Oxum, quanto ouro vós me concede. Faz meu coração transbordar em lágrimas, e estas lágrimas dão um outro ritmo a ele. Por isso ele é diferente,Oxum. Meu coração é Ijexá.
    Ricardo Barreira

    Que o ouro de Oxum se derrame sobre voce que homenageou esta orixá tão preciosamente.

    Sálvio D’Oxum
    Ora ie ieuOxum

    Comment by Sálvio D'Oxum — 08/02/2011 @ 8:27 AM

    • Ora ie ieuOxum

      Que o ouro de Oxum se derrame sobre voce que homenageou esta orixá tão preciosamente.

      Este ouro?

      Ah que ele se derrame sobre o mundo!
      Obrigado
      Fy

      Comment by Fy — 09/02/2011 @ 8:23 AM


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