windmills by fy

28/10/2011

O sétimo filho do sétimo filho está dentro de nós – por Billy Shears

Filed under: Uncategorized — Fy @ 9:44 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há muitas estórias sobre a lenda do    sétimo filho do sétimo filho  . 

Na Inglaterra diz-se que esta figura terá poderes mágicos ;

- na metáfora construída pelos autores dos versos acima , ele encarna a figura de um libertador .

Fica difícil ler sobre esta lenda e não lembrar do mito do   Sebastianismo , criado por nossos irmãos lusitanos .

As vicissitudes do agora serão quebradas pela intervenção de alguém: no futuro , 

que restabelecerá a verdade e fará a justiça , trará a cura para vários males ou libertará um povo .

 

 

 Aqui em terra brasilis , durante muito tempo cultivamos a figura do   “ salvador da pátria ” ,

aquele que faria o Brasil deixar de ser o país do futuro e dar o grande salto adiante .

Parece que é comum à humanidade cultivar este tipo de mito , colocando sobre as costas de um outro ,

em um tempo futuro , as mudanças que devemos , nós , fazermos agora .

Por que isto acontece ?

 

 

Será que é por que nós tendemos a supervalorizar

a participação de outras pessoas sobre as dificuldades que encontramos pelo caminho ?

Um exemplo disto é quando estamos às voltas com determinadas situações de competitividade

em que somos levados a pensar :

“ Ah o outro é o inimigo , pensa diferente , quer nos fazer mal , têm interesses que se conflituam com os nossos ” ; pensamos nós .

 

 

E se estivermos certos ?  E realmente exista alguém que , por um ou outro motivo , nos quer mal .

 

 

Mas a saída é odiá-lo ?

 

 

Refletindo com cuidado , vejo que não .

O mestre Yoda vários pensamentos sobre este tema tem . . . rsrs . . .. .

Percebi , na prática , que o sábio Jedi acerta em cheio ;

o ódio nos cega para aquilo que temos dentro de nós e só nos faz ver aquilo que o outro tem de ruim .

Assim , vamos nos tornando piores , à medida em que combatemos o outro com raiva .

Não enxergamos que  “ a força ”  está dentro de nós ; 

- quando a sentimos , as coisas se esclarecem , o inimigo é fraco e por isso nos ataca e ao revidarmos mostramos a ele a nossa fraqueza .

 

 

Apesar da linha que divide a justiça da vingança ser tênue ,

sendo justos venceremos aqueles que se colocarem como nossos antagonistas ;  por outro lado ,

sendo vingativos os convidamos mais e mais a nos atacar .

Ser justo não é ser bom , nem mau .

A virtude está na justiça , assim como o vício está na vingança .

 

 

Mas o que este exemplo tem a ver com o mito do libertador futuro ?

É que a sociedade tem muito em seu bojo o que cada indivíduo carrega em seu interior .

Como ?   O que significa isso que eu falei ?   Explico – ou pelo menos tento…rsrs - 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na mesma medida em que projetamos o mal no outro

e não vemos que ele pode estar presente em nós também . 

A sociedade parece não enxergar que é ela que deve lidar com os males do agora

e que esperar por um salvador que a liberte do atual estado de coisas produz conformismo e inação ,

favorecendo aqueles que possuem as chaves das correntes .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eis a chave :  a razão e a ação ; ou a ação guiada pela razão .

Não uma razão fria , irmã da crueldade ,

mas uma razão com a sensibilidade de conhecer o que temos dentro de nós ,

o que nos anima como indivíduo , uma razão justa .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não existe utopia , existe o Fazer , existe o Agora ! 

 

 

 

 

 

 

Pra descontrair : Se algum engraçadinho for ao show do TFF e pedir para eles tocarem Raul , com certeza eles irão tocar , mas não será Raul Seixas .

RAUUULL !

RAUUUL !

RAUUUL !   HE HE HE HE HE

 

Billy Shears

 

 

 

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