Há muitas estórias sobre a lenda do sétimo filho do sétimo filho .
Na Inglaterra diz-se que esta figura terá poderes mágicos ;
- na metáfora construída pelos autores dos versos acima , ele encarna a figura de um libertador .
Fica difícil ler sobre esta lenda e não lembrar do mito do Sebastianismo , criado por nossos irmãos lusitanos .
As vicissitudes do agora serão quebradas pela intervenção de alguém: no futuro ,
que restabelecerá a verdade e fará a justiça , trará a cura para vários males ou libertará um povo .
Aqui em terra brasilis , durante muito tempo cultivamos a figura do “ salvador da pátria ” ,
aquele que faria o Brasil deixar de ser o país do futuro e dar o grande salto adiante .
Parece que é comum à humanidade cultivar este tipo de mito , colocando sobre as costas de um outro ,
em um tempo futuro , as mudanças que devemos , nós , fazermos agora .
Por que isto acontece ?
Será que é por que nós tendemos a supervalorizar
a participação de outras pessoas sobre as dificuldades que encontramos pelo caminho ?
Um exemplo disto é quando estamos às voltas com determinadas situações de competitividade
em que somos levados a pensar :
“ Ah o outro é o inimigo , pensa diferente , quer nos fazer mal , têm interesses que se conflituam com os nossos ” ; pensamos nós .
E se estivermos certos ? E realmente exista alguém que , por um ou outro motivo , nos quer mal .
Mas a saída é odiá-lo ?
Refletindo com cuidado , vejo que não .
O mestre Yoda vários pensamentos sobre este tema tem . . . rsrs . . .. .
Percebi , na prática , que o sábio Jedi acerta em cheio ;
o ódio nos cega para aquilo que temos dentro de nós e só nos faz ver aquilo que o outro tem de ruim .
Assim , vamos nos tornando piores , à medida em que combatemos o outro com raiva .
Não enxergamos que “ a força ” está dentro de nós ;
- quando a sentimos , as coisas se esclarecem , o inimigo é fraco e por isso nos ataca e ao revidarmos mostramos a ele a nossa fraqueza .
Apesar da linha que divide a justiça da vingança ser tênue ,
sendo justos venceremos aqueles que se colocarem como nossos antagonistas ; por outro lado ,
sendo vingativos os convidamos mais e mais a nos atacar .
Ser justo não é ser bom , nem mau .
A virtude está na justiça , assim como o vício está na vingança .
Mas o que este exemplo tem a ver com o mito do libertador futuro ?
É que a sociedade tem muito em seu bojo o que cada indivíduo carrega em seu interior .
Como ? O que significa isso que eu falei ? Explico – ou pelo menos tento…rsrs -
Na mesma medida em que projetamos o mal no outro
e não vemos que ele pode estar presente em nós também .
A sociedade parece não enxergar que é ela que deve lidar com os males do agora
e que esperar por um salvador que a liberte do atual estado de coisas produz conformismo e inação ,
favorecendo aqueles que possuem as chaves das correntes .
Eis a chave : a razão e a ação ; ou a ação guiada pela razão .
Não uma razão fria , irmã da crueldade ,
mas uma razão com a sensibilidade de conhecer o que temos dentro de nós ,
o que nos anima como indivíduo , uma razão justa .
Não existe utopia , existe o Fazer , existe o Agora !
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Pra descontrair : Se algum engraçadinho for ao show do TFF e pedir para eles tocarem Raul , com certeza eles irão tocar , mas não será Raul Seixas .
RAUUULL !
RAUUUL !
RAUUUL ! HE HE HE HE HE
Billy Shears



