windmills by fy

15/12/2011

All Street-s

Filed under: Uncategorized — Fy @ 1:27 AM

 

 

  

 

 

  

 

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Quase três anos depois do nascimento do Tea Party – o movimento que radicalizou a direita republicana -

a política dos Estados Unidos está às voltas com outra novidade de massa: o Occupy Wall Street  [ OWS ] .

Esse é o nome do movimento que nasceu há alguns meses ,

quando um grupo de jovens decidiu acampar numa pequena praça que tem mais cimento e pedra do que árvores ,

no centro financeiro de Nova Iorque , no sul de Manhattan  .

 

 

No começo , os protestos não chamaram muito a atenção da imprensa , mas ,

na primeira semana de Outubro já haviam triplicado o seu espaço no noticiário .

Com palavras de ordem contra   “ o sistema financeiro e a desigualdade social ” ,

o OWS foi ficando cada vez mais popular  .

 

 

Enfim , não  é mais novidade , já virou moda ,

virou esquerdismo… – direitismo…. – fascismo …. quadrinhos , polêmica e , com certeza musica .

Embora Zuccotti Park , o distrito financeiro de Nova Iorque , pareça um acampamento cigano ,

onde cavalos e cachorrinhos nos dão uma excelente aula sobre como respeitar a diversidade ,

 hippies, punks, veteranos de guerra com longos rabos de cavalo grisalhos ,  

- saias coloridas , sandálias de couro, pessoas dançando , enquanto outros tocam saxofone,

… o [ inevitável grupo de hare krishnas :  [ meio que boca-livre ]  e cheiro de incenso no ar  -  

tudo em meio a um carnaval de solicitações tipo :  o  “ fim das violações dos direitos humanos nas Honduras ” ,

outros querem  “ enforcar a junta turca de 1980 ” . . .

 

- defendem  “ as espécies em extinção ” , pregam  “ um mundo sem carvão ”  e ,

em alguns cartazes, prometem :  “ Vamos vencer o sistema ” . . .  

-  é  importante lembrar , a nível de insatisfação generalizada ,  

que em sua maioria os jovens “ ocupantes ” são ,  universitários com empregos ,

 jovens de terno  e gravata ,

senhores de idade em casacos de couro e senhoras de mãos delicadas

postadas atrás de um balcão improvisado que oferecem café e bolachas aos acampados .

Formando assim o mais curioso  perfil de pessoas

que não estão sufocadas pelas necessidades essenciais >  matriz dos movimentos sociais no capitalismo .

A ocupação é um meio para mostrar que os canais políticos tradicionais

ou estão bloqueados ou insensíveis às demandas em curso  .

 

 

Não há preocupações com direitismos ou esquerdismos !

… à priori .

 

 E esta é a novidade que permanece :

Occupy Wall Street  está mobilizando jovens americanos a protestar contra o atual estado de coisas nos EUA .

Começou em Nova York e se espalha pelo país e pelo mundo .

Ao contrário das manifestações comuns na democracia , ela não se dirige ao governo , mas ao sistema .

É , a rigor , um movimento que clama por reformas radicais ; talvez revolucionárias .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Duas engrenagens  existem e tendem a aproximar, cada vez mais, os movimentos sociais no planeta:

 

1 -  o uso das redes sociais como instrumento de mobilização -

2 - o anseio por mudanças relacionadas às injustiças geradas pela crise global ,

que afeta o sistema capitalista , -

As conseqüências de cada movimento , no entanto , poderão ser distintas ,

considerada a sua localização geográfica .

 

 Enquanto a Primavera Árabe recria instâncias de poder nos países afetados  [ sob uma tênue linha da democracia ] ,

os ocupantes de Wall Street poderão sensibilizar parlamentares e governos a se posicionar

sobre uma agenda social sufocada pelas necessidades de ajuste econômico .

[ E por aqui , continuaremos torcendo pelo time que nos roubar melhor ... ]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                

 

                                                      

 

 

                                                                  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                 E nos envolvendo também .

                                                                              Sem direitismos ou esquerdismos … – apenas sem alienação .

                                                                                                                                                                     Talvez Coerência :    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fy

 

Pesquisa:

Gilberto Rodrigues

Omelete

Irapuan Peixoto

Charlot Bernard  

- Relação com o saber, formação de professores e globalização: questões para a educação hoje. -

http://anarcoblog.wordpress.com/2011/11/30/occupy-the-world-legendas-do-ultimo-post/

29/11/2011

Filosofia 3 – Texto e Poema de Caio Garrido

Filed under: Uncategorized — Fy @ 3:48 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

- Mirei na embarcação . 

Uma rajada de vento dificultava a visão .                                       

Na medida dos meus olhos observava o vermelho se espraiando no horizonte …  Tinha dúvidas …

Era como se um punhado de sol esperneasse  antes de cair no fundo do mundo giratório . - 

 

 

Se tomássemos essa visão como bebida ,

ou empunhássemos esse ângulo de observação na mão ,

e se aí pegando , sentindo , encravando a concretude misturada a um abstratismo urgente ,

poderíamos dizer estar diante de uma obra de arte contemporânea .

 

 

Sou um leigo nesta questão .

Tomei contato com a ferida desta arte há pouco tempo .

Julgo que o que me arrebatou desde então

foi a possibilidade de multiplicar sentidos conforme a perspectiva que se vê uma obra de arte .

E a arte contemporânea  ( falo aqui de pinturas e artes plásticas principalmente )  

é feita a partir da perspectiva do autor .  

Toda a ambivalência de sentidos aí provocada é fruto do encontro entre perspectiva do artista e  do  “ apreciador ” .

 

Segundo o Wikipedia ,  “ o belo contemporâneo não busca mais o novo , nem o espanto ,

como as vanguardas da primeira metade deste século :   

propõe o estranhamento ou o questionamento da linguagem e sua leitura . ”

 

Segundo o artista plástico e escritor  Nuno Ramos , a arte existe para   “ furar ” .  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                       

                                           http://www.culturabrasil.com.br/especiais/centenario-cavaquinho-tres-sambas-para-nelson-4/rugas-por-nuno-ramos

 

 

 

 

 

“ Se você pegar a Igreja Católica , o poder católico , não era para ter sido feita a Capela Sistina . Mas foi .   

 

  . . . Alguma coisa na arte parece conseguir pegar o peso mórbido da vida e dar um rolê . ”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                arrisca-se num gesto que é clichê e , também , completamente absurdo .

                                                                                                                                                                                                Esse é um dos desafios – brincar com as certezas e os estranhamentos ,

                                                                                                                                                                                                com os paradoxos da  própria imagem , de uma forma sutil ,

                                                                                                                                                                                                quase imperceptível …

 

 

 

A arte deve ter o poder de crismar ou excomungar um  “ padre ” , expor a fome de um satisfeito , revelar estéticas escondidas na pobreza …

 

 

Mais do que permitir novos sentidos , a arte provoca uma queda de sentidos e permite a capacidade de contemplar .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Proponho aqui uma discussão sobre a apreensão da beleza .

A beleza , que pode ser extraída até da feiúra , está no olhar e na interação .

E sempre sobra um Vazio porque o Desejo quer   “ pegar ”   o   “ objeto ”   e levar consigo .

Mesmo que se leve um objeto , sempre falta …  A insatisfação faz o desejo continuar gotejando …

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TEXTO :

 

Caio Garrido -

  

Caio Garrido é escritor – psicanalista – poeta e baterista  – and a friend of mine .

Além de autor dos livros “Pena que foi Ontem” (Romance, 2010)

e “Poemas auto-escritos em estado de Sonambulovisão” (Poemas, 2011),

tem os seguintes blogues e trabalhos:

 http://psiqueativa.blogspot.com/

http://nucleotavola.com.br/literatura/blog/

http://nucleotavola.com.br/revista/ - (editor associado da Revista Tavola)

http://caiogarrido.blogspot.com/ 

www.musicocontemporaneo.blogspot.com

http://penaquefoiontem.wordpress.com/

 

 

OBSERVAÇÕES :

Donaldo Shüller

Nuno Ramos

Fy

 

GRAVURAS:

Nuno Ramos

Miró

Internet

 

Fy

21/11/2011

Filosofia ? – 2

Filed under: Uncategorized — Fy @ 10:39 AM

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este mundo :

uma monstruosidade de forças , sem início , sem fim ,

uma Firme , brônzea grandeza de força , que não se torna maior , nem menor ,

que não se consome , mas apenas se transmuda , inalteravelmente grande

em seu todo , uma economia sem despesas e perdas , mas também sem

acréscimo , ou rendimento , cercada de   “ nada ” como de seu limite , nada de

evanescente , de desperdiçado , nada de infinitamente extenso ,

                                                                                                                     mas como força determinada posta em um determinado espaço , e não em um espaço

                                                                                                                     que em alguma parte estivesse   “ vazio ” ,

                                                                                                                     mas antes como força por toda a parte

                                                                                                                     como um jogo de forças e ondas de força ao mesmo tempo um e múltiplo ,

                                                                                                                    aqui acumulando-se e ao mesmo tempo ali minguando ,

                                                                                                                   um mar de forças tempestuando e ondulando em si próprias ,

                                                                                                                                                                                                                                        

                                                                                                                 eternamente mudando , eternamente recorrentes , com descomunais anos de retorno ,

                                                                                                                 com uma vazante e enchente de suas configurações ,

                                                                                                                 partindo das mais simples às mais múltiplas ,

                                                                                                                 do mais quieto , mais rígido , mais frio

                                                                                                                 ao mais ardente , mais selvagem , mais contraditório consigo mesmo ,

                                                                                                                 e depois outra vez voltando da plenitude ao simples ,

                                                                                                                 do jogo de contradições de volta ao prazer da consonância ,

                                                                                                                                                                                                                              

                                                                                                                afirmando ainda a si próprio ,

                                                                                                                nessa igualdade de suas trilhas e anos ,

                                                                                                                abençoando a si próprio como aquilo que eternamente tem que retornar ,

                                                                                                                como um vir-a-ser que não conhece nenhuma saciedade , nenhum fastio , nenhum cansaço  ( … )

                                                                                                                Quereis um nome para esse mundo ?

                                                                                                                Uma solução para todos os seus enigmas ?

                                                                                                                Uma luz para todos nós , vós , os mais escondidos , os mais fortes , os mais intrépidos ,

                                                                                                                os mais da meia-noite ?

                                                                                                                – Esse mundo é vontade de potência – e nada além disso !

                                                                                                                E também vós próprios sois essa vontade de potência – e nada além disso!

                                                                                                                 - NIETZSCHE -

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A hora é de avaliar e buscar perspectivas .

 

 

E nesse sentido a primeira constatação a ser evocada é que a  Dança [ e a Vida ]  

ainda  está  sob  a  égide  da  colonização .

 

 

Apesar  de  atrelada  aos  padrões  do  clássico  europeu  ou  do  moderno  norte  americano , 

conseguiu  no  entanto  se  libertar  do  discurso  narrativo  e  linear.

 

Enredo  e  tema  passaram  a  ser  desnecessários 

e  a  dança  assumiu  o  movimento  como  elemento  suficiente 

para  criação  coreográfica e revelação do espetáculo . 

 

 

O  fenômeno  “ mover-se ”  fala  a  despeito  do  dançarino . 

Esse  mover  re-significa  sua  sensibilidade ,  fisicalidade , história de vida , herança cultural e genética

que : somadas ao seu preparo profissional e artístico

resultam num discurso corporal pessoal e intransferível que promove a dança .

 

 

O mundo  contemporâneo  rompeu  com  a precisão  e a  certeza .

Assumiu o  risco ,  a  fragmentação  e  a  incoerência .

 

 

O virtuosismo baseado na perfeição e na aproximação máxima ao padrão estético estabelecido  caiu por  terra .

 

 

O novo desafio não está  em  aparecer  ao outro ,

mas no  reconhecimento de  si próprio ao  se  apresentar para o outro .

 

 

A proposta é um corpo que dança sua presença singular .

 

 

O processo coreográfico busca as possibilidades criativas geradas

a partir de competências corporais territorializadas .

Não  se  trata mais do  corpo universal ,

mas de um  corpo produzido por  funções  e  saberes  locais

e que por isso se reconhece sujeito capaz de uma performance que é única ,

pois responsável por sua única e insubstituível Vida .

 

 

Tudo está em questão:

Quais os elementos que definem uma coreografia ? Qual o papel do coreógrafo ?

É  possível  falar  de  uma  dramaturgia  da  dança ? 

Há  uma  técnica  eficiente  e  segura  para  preparação  do  dançarino ?

 

 

São infinitas as perguntas e não menos infinitos os caminhos

para os pesquisadores da dança se  debruçarem em investigações .

 

 

Certo é que a dança não quer mais se alienar numa estética estéril .

 

 

Para tanto redimensiona o papel  da técnica e do virtuosismo que tanto lhe promoveu

em outros momentos , para traduzir o estranhamento , o  risco e o  acaso .

 

 

Trata de  rever  as dimensões do  corpo ,  sua  expressão ,  limites  e potenciais .

O produto  e o  processo coreográfico  também  foram  reconsiderados .

O papel do coreógrafo , o  sentido da  improvisação , a  formação do dançarino , tudo está em questão .

 

 

Felizmente  a  dança  não  está  mais  segura  e  timidamente  tenta  afrouxar-se  do  sistema  rígido  de  referência .

Está  “ desconstruindo , ou seja , se deslocando do logocentrismo* , no caso o eurocentrismo* .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Repetindo >  Está  “ desconstruindo , ou seja , se deslocando do logocentrismo* , no caso o eurocentrismo* .

Busca  novas conexões com outros conhecimentos , reconhecendo um mundo sem hierarquias estéticas ou culturais .

 

 

Mergulhados  nessas  questões ,  os  pesquisadores  Lúcia Lobato  e  Sérgio Andrade , 

selecionados  pelo  Programa  PIBIC/2006  da  Universidade  Federal  da  Bahia , 

estão  desenvolvendo  a  pesquisa    intitulada :

 “ Identificação  do Princípio  da Desconstrução de  Jacques Derrida  na  coreografia  contemporânea ” 

que  tem  como  campo  de  observação  o  espetáculo  desconstrucionista 

intitulado   “ Obras  de  uma  carta  anônima ”  do

grupo baiano   CoMteMpu´s .

 

 

- Por que Derrida ?

 

 

Porque esse estranhamento que desafia a atual produção coreográfica poderá melhor

ser absorvido à luz do princípio da   “ desconstrução ”   de Derrida e através de alguns de seus indicadores :

como  o deslocamento da cultura de  referência , o diálogo crítico , a ampliação de conexões com outros  saberes ,

a  revelação que questiona a estrutura interna , o fenômeno do afrouxamento ao sistema rígido , o conseqüente

processo de descolonização , o  respeito às diferenças ,

a alteridade e o  reconhecimento do  inconsciente que  fala  “ a despeito de ” .

 

 

Jacques Derrida  foi um dos fundadores do Pós-Estruturalismo

que reuniu pensadores como Bataille ,  Deleuze , Foucault , entre outros .

 

 

O movimento Pós-Estruturalista  inaugura  com Derrida uma  filosofia que ,  

embora atrelada à tradição do pensamento ocidental ,

propõe a ruptura com esta dependência ,

principalmente  no  que  concerne  à  lógica  da  identidade  herdada  de  Aristóteles . 

 

Por    meio  do  princípio  batizado  como  “ desconstrução ” ,

Derrida deu  início  a uma  inovadora  investigação  sobre  a natureza da  tradição metafísica  ocidental .

 

 

Essa  tradição  fundamentava  seu  argumento  em  três  leis :

 

 

1 -  a  lei  da  Identidade  considerando  que  aquilo que é , simplesmente é ;

2 - a da Contradição definindo que nada pode ser e não ser ao mesmo tempo ;

3 - e a  do Excluído determinando que tudo deve ser ou então não ser .

 

 

É obvio que essas leis não admitem que haja  nos fenômenos características como ,

por exemplo :   a complexidade , a auto-presença e a diferença .   

 

 

Esses três princípios sustentaram o positivismo e o espírito da modernidade .

Mas o movimento Pós- Estruturalista  já não  se  contentava em pensar  as  transformações do mundo 

e das  sociedades  em bases  tão  dicotômicas .

 

 

Afinal  “ ser ou não ser ”   já não era uma questão ,

pois os fenômenos já se apresentavam podendo  ser e não ser ao mesmo tempo .

Foram as idéias dos pós-estruturalistas que apontaram para o que viria a ser

um pensamento pós-moderno . 

Nesse  processo ,  as  investigações  de  Derrida  revelaram  que  a  tradição  era  cheia  de  paradoxos . 

 

 

O  interessante ,  no  entanto ,  é  que ,  apesar  desses  resultados ,  Derrida  não  almejou , 

com  a  apresentação  do  princípio  da  desconstrução , 

apontá-lo  como  um  instrumento  eficaz  para  acabar  com  as  contradições .

 

 

Tampouco  se  colocou  imune  e  capaz  de  fugir  às  exigências  da  tradição  a  partir  de  um  sistema  próprio  e  autônomo . 

Ao  contrário ,  reconheceu  que  é  necessário  não  abandonar , 

pelo  menos  temporariamente ,  os  mesmos conceitos considerados insustentáveis .

Não propôs a ruptura , mas redimensionou a função da metafísica tradicional no processo de  descolonização .

 

 

Apontou a necessidade de desconsiderar a cultura de referência ,

introduzindo o valor do  diferente e o discurso do   “ deslocamento ”

Com esse propósito define o princípio da Desconstrução .

 

 

A compreensão dessa categoria filosófica  passa pelo esclarecimento de que não significa ,

nem é empregada pelo autor como sinônimo de destruição ou

demolição de um dado fenômeno ou argumento em sua totalidade .

 

 

Ao contrário, trata-se de desvelar os  reflexos conceituais ,

as seqüências e associações de idéias que precedem e condicionam os pensamentos ,  

operando > como o inconsciente que fala >  “ a despeito de ”  . 

 

 

Podemos inferir que a desconstrução , tal qual proposta ,

é um processo de revelação que questiona a   “ estrutura  interna ”  do  discurso , 

descobrindo  o  sintoma  do  campo  cognitivo  que  ele  chama  de  “ logocentrismo ” .

 

 

Ou seja, a desconstrução seria uma forma de diálogo crítico .

Mas não seria uma crítica para  reverter  à  oposição ,  mas  sim  para  deslocá-la  do  “ logocentrismo ” , 

afrouxando-a  do  sistema  rígido  de  referência  que  restringe  a  compreensão 

e  não  amplia  novas  conexões  de  conhecimento .

 

 

A  desconstrução  propõe um olhar ampliado e contínuo ,

ao  invés da observação do  fenômeno  localizado e  isolado .

Por essa  razão  não  se  limitou  aos  instrumentos  disponíveis  na  filosofia  tradicional , 

pois  busca  a  pluralização  e  a  adjetivação dos atributos em vez da fixação e substantivação . 

 

 

Trazendo  o  argumento  exposto  para  o  nosso  campo  de  reflexão , 

é  possível  inferir  que  o  principal  desafio da dança contemporânea

que nas diferentes conjunturas históricas  sempre esteve homogeneizada e

modelada  nas  estéticas  dominantes  das  hierarquias  do  poder  tradicional  é  :

exatamente  distender-se  desses  códigos  encarnados

através  da  expansão  e  absorção  de  suas  próprias  realidades 

e  diversidades  étnicas  e  culturais , embora ainda distantes .

 

 

Trata-se  de  enfrentar  as  históricas  estruturas  de  poder . 

Vencer este desafio exige enfrentar os preconceitos

e o caráter elitista de nossa colonização de origem  escravista que 

sempre desprezou  e  inferiorizou   nossas práticas  espetaculares .

 

 

Só vencendo nossos medos  civilizatórios e desconstruindo a estética colonizadora , 

imposta como ” padrão de valor  superior ”  ,

poderemos  vir a descobrir a riqueza e diversidade de nossas danças .  - e de nossas Vidas  - 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia:

 

Derrida , Jacques- Gramatologia

Geertz , Clifford – O Saber Local , Novos Ensaios em Antropologia Interpretativa .

Johnson , Christopher – Derrida , A cena da escritura , São Paulo , UNESP , 2001 .

Lechte , John – Cinqüenta pensadores contemporâneos essenciais : do estruturalismo à pós-modernidade .

 Eliana Rodrigues Silva  – Dança e Pós Modernidade . Salvador , editora da Universidade Federal da Bahia –  EDUFBA , 2005 .

 

 

 

Ilustração:

STEVEN  MEISEL :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fy

 

 

 

 

 

04/11/2011

Filosofia ? – 1

Filed under: Uncategorized — Fy @ 2:38 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este post é uma pequena homenagem ao inigualável   Marques Patrocínio  ,  Alice Valente  , Steven Miesel e sua arte-fotografia ,

e sobretudo ao   Grupo Corpo , esta  “surpreendência” brasileira ,  que  atravessa o mundo , sob intensos aplausos e exclamações :

With its fast footwork and dynamic Brazilian rhythms ,

Ongotô sets out to explore a monumental theme – that of humanity’s place within the vastness of the universe.

Edinburgh International Festival 2010
Grupo Corpo – Ongoto

 

levando nossa arte e sensibilidade , através do maravilhoso trabalho dos irmãos Pederneiras . 

E , claro uma Homenagem à Filosofia e à Dança como Arte .

Mas além de homenagem , um agradecimento ao tio Guz , – que perfazendo um contorno contínuamente em expansão –  ,

brilha neste  meu crescente festival de Vida e , claro , de Amigos : devires-água no meu existir .

“ Como essa escrita é atravessada por muitas forças , para nomeá-las

demandaria um delicado trabalho cartográfico , mas algumas , por sua intensidade ,

não poderiam faltar no traçado afetivo desse mapa de gratidão . “

Porque por aqui  Arte é  Vida  e Vida : Conhecimento :  um eterno e mutante devir .

Fy

 

 

 

 

28/10/2011

O sétimo filho do sétimo filho está dentro de nós – por Billy Shears

Filed under: Uncategorized — Fy @ 9:44 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há muitas estórias sobre a lenda do    sétimo filho do sétimo filho  . 

Na Inglaterra diz-se que esta figura terá poderes mágicos ;

- na metáfora construída pelos autores dos versos acima , ele encarna a figura de um libertador .

Fica difícil ler sobre esta lenda e não lembrar do mito do   Sebastianismo , criado por nossos irmãos lusitanos .

As vicissitudes do agora serão quebradas pela intervenção de alguém: no futuro , 

que restabelecerá a verdade e fará a justiça , trará a cura para vários males ou libertará um povo .

 

 

 Aqui em terra brasilis , durante muito tempo cultivamos a figura do   “ salvador da pátria ” ,

aquele que faria o Brasil deixar de ser o país do futuro e dar o grande salto adiante .

Parece que é comum à humanidade cultivar este tipo de mito , colocando sobre as costas de um outro ,

em um tempo futuro , as mudanças que devemos , nós , fazermos agora .

Por que isto acontece ?

 

 

Será que é por que nós tendemos a supervalorizar

a participação de outras pessoas sobre as dificuldades que encontramos pelo caminho ?

Um exemplo disto é quando estamos às voltas com determinadas situações de competitividade

em que somos levados a pensar :

“ Ah o outro é o inimigo , pensa diferente , quer nos fazer mal , têm interesses que se conflituam com os nossos ” ; pensamos nós .

 

 

E se estivermos certos ?  E realmente exista alguém que , por um ou outro motivo , nos quer mal .

 

 

Mas a saída é odiá-lo ?

 

 

Refletindo com cuidado , vejo que não .

O mestre Yoda vários pensamentos sobre este tema tem . . . rsrs . . .. .

Percebi , na prática , que o sábio Jedi acerta em cheio ;

o ódio nos cega para aquilo que temos dentro de nós e só nos faz ver aquilo que o outro tem de ruim .

Assim , vamos nos tornando piores , à medida em que combatemos o outro com raiva .

Não enxergamos que  “ a força ”  está dentro de nós ; 

- quando a sentimos , as coisas se esclarecem , o inimigo é fraco e por isso nos ataca e ao revidarmos mostramos a ele a nossa fraqueza .

 

 

Apesar da linha que divide a justiça da vingança ser tênue ,

sendo justos venceremos aqueles que se colocarem como nossos antagonistas ;  por outro lado ,

sendo vingativos os convidamos mais e mais a nos atacar .

Ser justo não é ser bom , nem mau .

A virtude está na justiça , assim como o vício está na vingança .

 

 

Mas o que este exemplo tem a ver com o mito do libertador futuro ?

É que a sociedade tem muito em seu bojo o que cada indivíduo carrega em seu interior .

Como ?   O que significa isso que eu falei ?   Explico – ou pelo menos tento…rsrs - 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na mesma medida em que projetamos o mal no outro

e não vemos que ele pode estar presente em nós também . 

A sociedade parece não enxergar que é ela que deve lidar com os males do agora

e que esperar por um salvador que a liberte do atual estado de coisas produz conformismo e inação ,

favorecendo aqueles que possuem as chaves das correntes .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eis a chave :  a razão e a ação ; ou a ação guiada pela razão .

Não uma razão fria , irmã da crueldade ,

mas uma razão com a sensibilidade de conhecer o que temos dentro de nós ,

o que nos anima como indivíduo , uma razão justa .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não existe utopia , existe o Fazer , existe o Agora ! 

 

 

 

 

 

 

Pra descontrair : Se algum engraçadinho for ao show do TFF e pedir para eles tocarem Raul , com certeza eles irão tocar , mas não será Raul Seixas .

RAUUULL !

RAUUUL !

RAUUUL !   HE HE HE HE HE

 

Billy Shears

 

 

 

24/10/2011

Paris for your sunday night

Filed under: Uncategorized — Fy @ 6:18 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                        

 

 

 

 

Outro dia , comentei num post do Anarco , sobre a Felicidade .

Pois é ,  … Wonder/Land  -  Nowhere/Land …  -  In- a- Moment/Land  … Impossible/Land… 

– cada um : cada um .

 

 

Talvez …  , “feliz”  seja  território paradoxal , que vai revelando camadas sucessivas de interpretação ,

abrigando  metamorfoses  que se desdobram e ondeiam na eloquência do dizível ,

aquele …  que nunca morre  de frio ou em uma história que não existe .

Talvez…  seja feita pra quem abre mão de super-poderes . . .

pra quem abre mão do adiado e fantástico   fascínio de viver em histórias que não existem .

Ou percebam que o eterno e a ficção não precisam tanto  de amigos . Nem as paredes .

 

 

Eu penso que a felicidade exige um certo treino .

Uma tremenda coragem e alguma coisa assim . . .   como  uma   curiosidade sem-fim .

Uma importância urgente de estar no mundo e perceber o que é que o mundo tem .

 

 

Vôos , mergulhos , alegrias , tristezas , esperas , abraços , amores ,

perguntas , saudades ,  entregas , exigências, opiniões e ar . Muito ar.

 

 

Felicidade é ser .   Estar . A ousadia de estar  . Em cada busca , em cada encontro , em cada dúvida .

Não é rir à toa .      É rir : É emocionar-se .

Talvez… seja simplesmente :    perceber  .

 

Poizé,

e eu ,  - que já me conformei com o amor , que derepente ,  a chuva passou a sentir pelos meus finais de semana ,

resolvi retribuir-lhe  toooodo este carinho  , com todos os filmes, acolchoados , bis ,  

salgadinhos  e boas companhias ,  

… e nós duas , unidas por esta paixão insisteeeeeente  não podíamos deixar de recomendar ,  ah . . .  o melhor  ,

ou um dos melhores  momentos do Woody Allen e , claro . . . o melhor vinho .

 

 

Gênio , gênio e mais gênio , que  , com toda a simplicidade sofisticada dos gênios  ,

” genialmente “  desprovida de apelações escalafobéticas ,  clichês apocalípticos ,

efeitos esquizofrêncios , ou defasados  espantos cósmicos . . .  ,  

traz  uma mensagem fascinante , verdadeira , sobre a importância dos nossos sonhos ,

nossas singularidades  e a  força de nossas atitudes em direção à Felicidade .

 

 

Uma angústia inexplicável , –  uma esquina  [ em Paris ,  in its total & bewitching  of course...  ] ,

 um convite

e um táxi  que brinca com o tempo , com as imagens ,  com a metade da noite ,

 com os sonhos e com a distância inexistente entre o que somos , o que desejamos . . . e nossa realidade .

Tudo isso em um  conto de fadas . . . pra pessoas de bom gosto .

Se ainda não viu , – ah … não perca  não !

 

- be my guest … -  and  Voilà :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

por  Vinicius Carlos Vieira :

 

 

 

Woody Allen é um cara apaixonado .

 

 

Por seus filmes , por suas mulheres ,

pelas cidades em que passa e , mais que tudo , pelo cinema ,

só isso explica o quanto Meia Noite em Paris é deliciosamente apaixonante .

 

 

 

 

 

E talvez seja essa mesma paixão que mova o cineasta novaiorquino

a começar seu novo filme deslumbrado pelas belezas da capital francesa ,

trocando o fundo preto e os créditos iniciais por um verdadeiro tour pela Cidade Luz ,

como se tivesse a necessidade de se redimir da injustiça

de não conseguir mostrar tudo aquilo durante seu filme .

Ou simplesmente para convidar seu espectador a se apaixonar por aquela cidade ,

como ele parece ter se apaixonado e , consequentemente , seu protagonista .

 

 

A bola da vez agora de interpretar a  “ persona ”  de Allen é responsabilidade de Owen Wilson , que vive Gil ,

um roteirista de Hollywood que vai à Paris com a noiva e os sogros e acaba descobrindo uma nova cidade . . .

depois … das badaladas do início da madrugada.

 

 

Na verdade , é esse casal que Woody  prefere apresentar durante os créditos iniciais , ao invés de seu jazz tradicional .

Ele romântico , . . . tentando escapar do marasmo artístico dos roteiros descartáveis e escrever seu primeiro romance ,

inspirado por tudo que Paris representa  ( e representou ) , -

enquanto ela , vivida por Rachel McAdams , prefere não enxergar nada disso ,

sem conseguir entender qual a obsessão do namorado  por aquela cidade  ( e  pela . . . chuva ) .

 

 

Meia Noite em Paris é então uma história de amor ,-  entre Gil , Woody Allen  ( – o espectador )   . . . e Paris ,

talvez no sentido figurado ,   – e o mais provavel é que  não :

 já que o diretor não se esconde por trás de nenhum simbolismo ou metáfora

para levar seu personagem em uma viagem no tempo de volta à Idade de Ouro dessa cidade ,

durante a década de 20 , cheia de escritores , artistas e personalidades  que , 

não sem exagero , deram o ponta-pé inicial

para muito do que hoje existe em termos de arte .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Woody Allen então convida seu espectador a participar dessa deliciosa viagem , 

pela boemia da Cidade Luz na companhia dessa grande festa onde  personagens  famosos

e verdadeiras homenagens  dão uma vida enorme a seu filme

e parecem dar as caras :  como um enorme playground de referências .

 

 

É impossível não saborear cada linha de diálogo entre Gil e um Ernest Hemingway  -

[ ha ha ha : simplesmente genial ! ]    :

                                                                                                                                                                                                                                                                             

 

 

 

 

 

 

Carey Stoll , que na TV é um dos protagonistas da série Lei e Ordem LA  - 

com cara de bêbado suicida ,

pessimista , galanteador , tétrico e obcecado por sua espingarda de caça .

 

 

 

 

 

 

Meia Noite em Paris não se esconde porá trás de um lado  “ pseudo-intelectual ” ,

que nesse caso é irritantemente representado pelo personagem de Michael Sheen  ( sempre ótimo ) ,

amigo de faculdade da noiva de Gil e ,  aparentemente . . .   

capaz de ser expert em todo e qualquer assunto que exista no mundo .

Na realidade Sheen é talvez a mola central dessa artimanha de Allen

para criar mais ainda esse protagonista simpático ,  já que todos a sua volta , aos poucos , . . . se tornam insuportáveis ,

. . . vazios e céticos , incapazes de viver essas experiências   (  ou se deixarem viver por elas )  .

 

 

É   lógico que Woody Allen faz disso um instrumento , uma arma até ,

contra todos que ainda dão mais valor a uma enciclopédia

do que a vontade de viver essas novas experiências .

 

 

Mais ainda . . .  –  reafirmando-se  nesse   “ tour mundial ”   que vem fazendo ,

saindo de seu habitat em Manhattan , para que seu cinema experimente novos ares ,

da misteriosa Londres em : “Match-Point” ,

da  “ caliente ”   Espanha em :   “ Vicky Christina Barcelona ”  [ inesquecível ! ]  

e agora . . .   toda a poesia de Paris .

 

 

Assim como seu protagonista   ( ou o contrário )  Woody  Allen parece à procura de viver essas experiências

e não de falar sobre elas como se as tivesse lido em um livro ,

e isso é imprescindível para que   “  Midnight in Paris   ”   seja essa experiência tão apaixonante ,

já que é  tão  fácil se sentir como um companheiro de viagem do diretor ,  nessa  louca viagem .

 

 

Mas Allen não se perde nessa paixão ,

Meia Noite em Paris   ainda é ,  sobretudo ,   um   “ filme de Woody Allen ”  ,

com um protagonista frágil , pragmático , preso em um mundo que parece não aceitá-lo ,

mas sem medo de deixar suas opiniões ácidas vazarem por grandes planos de diálogos .

 

 

Também  permite que ele viva essa história de amor fora de época

com uma espécie de  “ musa inspiradora ”   ( a linda Marion Cotillard )  

de um trio de pintores   ( Modigliani , Braque e Picasso ) dos quais foi amante .

 

 

Por outro lado ,   essa   “ viagem no tempo ”   dá ainda a chance de  Woody Allen zombar

da cadeira de vinte mil dólares no presente , ao mesmo tempo em que

se permite ver um quadro de Matisse sendo vendido por quinhentos francos ,

- esse tipo único de ironia que sempre se perpetua pela filmografia do diretor

e acaba sendo uma verdadeira válvula de escape

para que ele possa remexer em mais um monte de assuntos pertinentes .

 

 

 

 

. . .   Ou você não percebeu que a família da noiva vai , em plena Paris ,

ver uma comédia descartável de Hollywood ,

cujos nomes dos atores nem ao menos são lembrados .

E talvez seja isso que Allen mais tenta em sua carreira : 

mostrar que nem tudo precisa ser descartável para fazer sucesso e ser popular .

 

 

Infelizmente , uma discussão que Woody Allen talvez perca ,

já que na maioria das vezes seus filmes

ainda acabem caminhando apenas na borda deste sucesso ,

o que talvez o faça se sentir como seu personagem , 

na divertida conversa com o trio formado por Man Ray ,

Salvador Dali  : um Adrian Brody incrivelmente interessante ,

como todo resto do elenco , –  e Luis Buñuel   ( que depois … , em outro momento ,

ainda ganha  “ de brinde ”  o ponto de partida para seu Anjo Exterminador ,

mesmo sem entender :  -  “ por que eles não conseguem sair daquele lugar ! ”  ) - ,

onde a verdade acaba se perdendo de modo surrealista

entre significados existenciais e rinocerontes .

Como se : mesmo tentando mostrar o que fazer ,     . . . sempre alguém acabe  “ lendo demais ”  algo , 

 . . . que é só feito para ser sentido . [ ! ]

 

 

 

 

E é  então que se percebe que Meia Noite em Paris não quer ser simbólico , metafórico , surrealista  

ou   . . .   cheio de leituras   ( como eu já citei )  ,

mas sim :  só  quer   contar   essa   história ,

juntar esses personagens nessa história de amor e , no final das contas ,

ter a certeza de que o presente sempre parece insuficiente para quem não tem limites para sonhar

e às vezes perceber   . . .  que a única coisa necessária é :   esse momento de chuva sobre Paris .

que . . .   ( realmente )  acaba deixando-a muito mais bonita .

 

 

 

 

E essa impressão . . . , só consegue ser passada realmente por um gênio como Woody Allen que ,

decididamente , é um cara apaixonado , … e  mais que qualquer coisa , apaixonado  pelo cinema .

 

 

 

 

 

 

Escolhi a crítica do Vinicius Carlos Vieira – mas a do Pablo  está genial  e a do Omelete também.

E mais um achado , uma coisa incrível que o Renato achou pra nós :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Fy

 

 

 

20/10/2011

sabadana ave Maria

Filed under: Uncategorized — Fy @ 2:03 AM

 

 

do TocaYo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando veio  

mostrou-me as mãos vazias ,

as mãos como os meus dias

                                                      tão leves  –  tão banais .

 

 

 Pediu-me

Que lhe levasse o medo.

 

eu lhe disse um segredo

« Nao partas    nunca mais. »

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Frases de Pedro Abrunhosa

Frases do TocaYo

08/10/2011

breaking down for friday

Filed under: Uncategorized — Fy @ 6:28 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Algum gênio da raça teve a brilhante idéia de dividir a diversidade humana em doze e , desde então ,

dá-lhe quatro linhas    dia após dia    sobre o futuro sempre brilhante e medíocre do seu signo solar :

um amorzinho nas quintas ,

uma visita amiga na sexta , trabalho duro na segunda ,

sossego e cerveja no fim de semana    – o horóscopo de jornal acabara de ser inventado .

 

 

A receita :

texto difuso e previsível   ( para que todos entendam e imprimam algum sentido nas entrelinhas ) .

Em suma:

chuva de chavões , pingos de autoajuda , bananas de banalidades .

 

 

A n d r é   B r e t ó n   f i c o u   p u t o   e   d e c l a r o u  , nos anos 50  :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O horóscopo do jornal já foi desmascarado por Theodor Adorno

( As Estrelas descem à terra  –  a coluna de astrologia do Los Angeles Times , – um estudo sobre superstição secundária )

e também por Roland Barthes  ( Mitologias )  como discurso a serviço da angústia ( promete-se o mundo ) ,

do fomento do consumo ( vende esmalte , lingeries , celebridades , moda , revistas )

e da indústria de apaziguamento das tensões socais , a do entretenimento .

 

 

Você lembra o que o seu horóscopo disse ontem ?

E anteontem ?    Deve ter lhe prometido algo , tentado lhe acalmar .

 

Do ponto de vista da astrologia , nada mais impotente , fake , terrível , infantil e sem erotismo  – 

a astrologia maravilhosa não é representada  pelo o horóscopo dos jornais .

 

No entanto , sua imagem ao grande público é feita de doze dicas , uma para cada signo solar e , desde então ,

não há astrólogo que não tenha que responder todo mês à graciosa pergunta de simpáticos transeuntes :

“ Hoje é um bom dia para Escorpião ? ” 

“ Peixes combina com Leão ? ”

“ Você acredita mesmo em astrologia ?  – Isso é sério ? ”

                                                       ( esta última me faz concluir que o astrólogo é um charlatão , a priori ) .

 

 

Sem falar que o horóscopo emite a falsa mensagem que a astrologia é um culto monoteísta ao deus Sol ,

reduzindo a complexa estrutura de texto que é o mapa astral a um dos seus elementos , ao signo solar que ,

isolado , diz pouco , muito pouco , quase nada .

 

Para piorar , a grande  ( sic )  mídia insiste na falsa polêmica   astronomia X astrologia  , como se uma respondesse pela outra .

Até o Incrível Hulk sabe que astrologia e astronomia , hoje , são áreas de conhecimento distintos .

Quem liga para um astrônomo para consultar o destino de sua vida profissional ?

Sim , astrologia lida com a ideia de destino .

Quem procura um astrólogo para saber sobre a química da atmosfera de Marte ?

Mas , se até o Hulk sabe , por que a mídia insiste nesta mentira ?

Resposta : para vender revista .

Astrologia é popular – apesar dos seus praticantes mais herméticos e amargos dizerem que não .

Aliás , também tenho lá as minhas dúvidas se realmente é possível popularizar a astrologia sem envergonhá-la .

 

O horóscopo de jornal é um produto da indústria cultural , assim com as palavras cruzadas e as tiras de quadrinhos .

Fico com os quadrinhos .

Tire um destes três dos cadernos de cultura para ver o que acontece com a caixa de email do coitado do editor-chefe do caderno .

Apesar do horóscopo de jornal não representar a força e os mistérios mais profundos e úteis da astrologia ,

o fato é que as colunas de horóscopo continuam firmes e fortes , sem mudança alguma no seu modelo já secular ,

mesmo com a liberdade de meios oferecidos pela Internet   ( por outro lado , é na web que surgem novos modos de trabalhar com o assunto ) .

A pergunta fundamental é :

por que a persona da astrologia não muda na grande mídia   ( revistas , impressos , portais na internet , telefonia ) ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                      Ok , tudo bem , de repente só se quer apenas algumas palavras para levar o dia com mais coragem e alegria , não vejo mal nisso .

                                                                                                                      Mas para isso não é preciso da inteligência astrológica , apenas de discursos messiânicos e/ou motivadores .

 

 

 

 

 

 http://www.casadaculturadigital.com.br/

 

 

Fy 

 

05/10/2011

Control

Filed under: Uncategorized — Fy @ 1:04 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem teve a oportunidade de assistir sabe que é impossível não fazer uma conexão imediata com Minority Report de Philip K. Dick

ou vivenciar uma versão ainda mais punk do  panóptico de Jeremy Bentham .

A punição e a vigilância são poderes  destinados a educar (adestrar) as pessoas

 para que essas cumpram normas , leis e  exercícios de acordo com a vontade de quem detêm o poder .

A vigilância é uma  maneira de se observar à pessoa ,

se esta está realmente cumprindo com todos  seus deveres  –

  é um poder que atinge os corpos dos indivíduos , seus gestos , 

  seus discursos , suas atividades , sua aprendizagem , sua vida cotidiana .

  A  vigilância tem como função evitar que algo contrário ao poder aconteça

  e busca  regulamentar a vida das pessoas para que estas exerçam suas atividades .

Já a punição é o meio encontrado pelo poder para tentar corrigir as pessoas que infligem as regras ditadas pelo poder

e  também é o meio de fazer com  que essas pessoas cometam condutas puníveis

[ testemunhando  a punição as pessoas terão receio  de cometer algo contrário às normas do poder ] .

A  vigilância e a punição podem ser encontradas em várias entidades estatais ,

como hospitais , prisões , escolas , em entidades religiosas , regimes políticos , etc

“ O panóptico de Jeremy Bentham é uma composição  arquitetônica de cunho coercitivo e disciplinatório :

possui o formato de um  anel onde fica a construção à periferia ,

dividida em celas tendo ao centro uma  torre com duas vastas janelas que se abrem ao seu interior

e outra única para o  exterior permitindo que a luz atravesse a cela de lado . . . ”  

( Michel Foucault – Micro-Física do Poder )

 

                                                                                                                         

 

A  relação entre vigiar e punir está no fato de que com ela seria possível  “ adestrar ”  as pessoas

para que estas exercessem suas tarefas como bons cidadãos ,

evitar o  máximo que as pessoas infringissem as normas estabelecidas pelo poder ,

estas  idéias podem ser retiradas do livro  “ Vigiar e Punir ” .  –  Michel Foucault  -

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Michael Suk-Young Chwe  escreveu um livro muito bom ,

 “ Rational Ritual ”  , que pega um monte de temas de teoria social

e lhes aplica uma dose de teoria dos jogos .

Um deles é o Panopticon , do Bentham , citado por  Foucault .

O Panopticon é um modelo de prisão

em que as celas estão dispostas circularmente ,

de maneira que os guardas em uma torre central

têm visão perfeita de todas elas ao mesmo tempo .

 

 

 

Os presos não vêem os guardas na torre , de modo que ,

 

em princípio , os guardas poderiam mesmo sair pra dar

 

uma volta de vez em quando sem que ninguém soubesse .

 

O Panopticon permitiria total visibilidade , e ,

 

portanto , controle , dos prisioneiros ,

e por isso foi escolhido por Foucault como símbolo da sociedade de controle .

 

O que o Chwe faz é discutir se o Panopticon seria mesmo eficiente ,

e. . .  aparentemente , não é , não .

Poucas prisões foram construídas segundo o modelo ,

mas , se lembro bem , elas têm um problema sério :

se alguém conseguir, de alguma forma , começar uma rebelião ,

todo mundo fica sabendo ,

[ porque os presos também vêem quase todos os outros o tempo todo ] ,

 

                                                                                                                                  

 

o que aumenta em muito a chance de sucesso da rebelião .

 

 

Daí que o controle  sempre gera instabilidade e nunca é perfeito .

E  instabilidade  é  só o que temos visto .

[ nem  mesmo no “ panopticon ”  cyberpunk  do J.J. Abrams  / ... mas aí ... vira spoiler ]

- continua …

 

 

 

 

Fy

 

28/09/2011

out & about . . . and everything

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:26 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre Sampa e Rio , 

Rock in Rio à beça .

 

 hibridismo urbano , movimento , estradas ,  guitarras e . . .   com certeza :

uma canção chamada   E v e r y b o d y :    “ CAN ”   sing  !  . . .  -    

 

 

Festival  de  Arte  em Paraty :  ah … delicioso coffee-bar  

sempre inaugurando um momento … nos intervalos dos meus roteiros  .

 

Paraty surpreende , impactando o interesse entre a Fotografia e o Mundo ,

num quase  instante de despromoção humana ,  

 

 

ondeada em dumps enferrujados  na  África steampunk  de  Pieter Hugo  :

 

 

imperdíveis flashs ,  caleidoscópio vintage , cruel e menos-zen que os elefantes , deixando ,

surpreendida em espanto , em cada foto . . .  uma pergunta  .       

        

 

 

 

 

  

Perturbador ,

Impressionante , sim .

Velha África   - que agente prefere não ver .

 

So ,

 Muita chuva  acompanhando palestinas e sionismos floating in the air ,

crises and drachmas having  white coffee and toasts in the breakfast ,

religiosismos saturados no mofo mercenário e  repetido dos sacanas ,  

consumismos e capitalismos  consumidos  pela filosofia [decadente ]

dos anticapitalistas Ltda. : patrocinadíssimos pela Coorporação dos obesos consumistas da produtiva  baixa-igualdade –

 

 

 

 

 

 

Assimque assim , nesta interrupção passageira entre Sampa e Rio numa semana enlouquecida de curvas ,

trabalho , frio , rock&roll e chuva  :  fiquei  meio perdida ,  meio num êrro de casting ,

sem nenhuma pausa pra organizar  uma sequência inteligível 

desta porção de temas levantados pelo post do Cinema , >  que em sua  melhor performance , 

andou mesmo se confundindo entre   Tempo  e …  Movimento .

 

 

Entre Rock in Rio e Paraty    [7º Festival Internacional de Fotografia ]   é  possível transitar ,

rodear e atravessar  as encruzilhadas  do imaginário humano , multiterritorializado ,

multisonorizado e fotografado na dimensão geográfica desta  experiência .

 

 

E em meio a tudo isto , fiquei com mais vontade ainda   de escrever sobre  Nomadismo , 

sobre as migrações , um tema bem atual , bem acontecendo .

Transculturalismo ,  transvivência , transterritorialização > trans :  de trânsito e de transmissão .

 

 

O nomadismo inter/transpessoal , 

o nomadismo pessoal : o render-se a seu poder de autocriação , às surpresas  da multiplicidade .

 

 

 

 

‘ A  realidade nômade cria uma nova circulação de afetos,

expõe o virtual presente no atual , gera saberes inesperados .

 

 

A dificuldade é que esses saberes passam como fluxos ,

não são identificáveis segundo os hábitos acadêmicos de pensamento.

Eles não têm uma identidade .

Não se trata , aí , da produção de uma nova identidade , muito pelo contrário.

São criadas novas intensidades , sim , às vezes evanescentes ( como os quarks na física atômica ) , às vezes duráveis .

Uma conseqüência muito importante é que a pesquisa em ciências humanas  e sociais desenhará mapas de intensidades , e de jeito nenhum ,  mapas, carteiras de identidades.’

 

 

 

 

 

 

Aprender em Ingold  que  o mundo em que habitamos não é nem um mundo de uma natureza dada a priori ,

nem um mundo de uma cultura somente construída .

O mundo se constitui continuamente e nele nos constituímos.

Acompanhar o balanço desta antropologia de inúmeros ritmos ,   

recusar o silêncio histórico das  dicotomias mudas entre natureza e cultura ; humanidade e animalidade ; corpo e mente ;

pessoas e coisas ; sociedade e natureza ;

e  recuperar a relação dialógica do envolvimento mútuo das pessoas no  mundo em que habitam  .

A cultura ,  a vida, o mundo , nesse sentido , constitui-se como um campo de relações .

Mas pra que se possa usufruir desta experiência e , conseguir justificar sua riqueza ,

é preciso se libertar destes despotismos psico – conceituais  de selfs estanques ,

mapeados em  eus superiores e inferiores , des-significar estas autópsias psíquicas ,

deixar-se invadir pela alteridade , pelo outramento,   e reconhecer enfim , uma identidade mutante ,

constantemente suscetível à contínuas atualizações sem que com isto perca sua singularidade .

 

 

 

Btw , hoje no twitter , rolou Lua Nova no Saturnália :

Lua Nova , Lunação de Libra  >  27/09/2011 , às 8h10 ( horário de Brasília ) . O mundo se renova .

 

 

 

 

E eu resolvi começar esta minha enorme pretensão , blogando  com  Foucault ,

re-significando a tal identidade e sugerindo a renovação do olhar .

Sem falta no próximo post .

 

Ah… um momento enorme e  minha homenagem :

 

                                                                                                                                       

 

 

Fy

 

                                                               

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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