windmills by fy

12/11/2009

in the Desert

Filed under: Uncategorized — Fy @ 11:21 PM

In the Desert … –  you can remember your name  . 

On the first part of the journey I was looking at all the life

 There were plants and birds and rocks and things

 There was sand and hills and rings

 The first thing I met was a fly with a buzz

.

Hah  Hahye  hahye  aye  hahye

Tela em branco onde algo

que não sei bem quem

pinta e tece o que quer.

É palimpsesto

onde as íntimas equações

do Universo operam

sua vida honesta

de geometria e fractais mirabolantes.

 

A ÁGUIA 230159-12-moon-flight

Nele vicejam a sacralidade

do meteoro, do tufo de terra,

a tabula rasa, a delirante águia.

– Trechos da música    A Horse with no name – América

– Vídeo:   Kothiboro!   – Ayub Ogada

– Poema:  Mob     http://alquimiarevolta.wordpress.com/

Fy

5 Comments »

  1. Maravilha, Fy! Maravilha!!
    🙂

    Comment by Coringa — 13/11/2009 @ 1:49 PM

  2. Fa,

    >Tela em branco onde algo

    que não sei bem quem

    pinta e tece o que quer.

    É palimpsesto

    onde as íntimas equações

    do Universo operam

    sua vida honesta

    de geometria e fractais mirabolantes.

    Muito bonito isso tudo, de alguma forma, essas coisas que vc faz tem lá no fundo o canto do xamã, um canto de iniciação mesmo, iniciação de sangue – aquela intensidade rasgada, magoada, mas que a gravidade não puxa pruma terra densa que afinal não existe (. Antes o que eu vejo é um gravidade inversa que ao invés de evitar as plantas, a terra, as pedras, atravessa e se funde, sem nunca se perder no processo, mas encontrando e fazendo encontrar – o que vc chama de devir e eu chamo nesse poema de “fractais mirabolantes”. Vc sabe, ultimamente eu tenho estado absorto – e renovadamente espantado – mergulhado na Clarice: “A complete life may be one ending in so full identification with the non-self that there is no self to die”; “Uma vida plena pode ser aquela que alcance uma identificação tão completa com o não-eu que não haja nenhum eu para morrer”. É ecologia pura, vc sabe.

    Eu adoro isso aqui, é música orgânica, repara como seu corpo vai reagir ao som. Depois a gente faz um post sobre a inteligência própria do corpo, (sem essa de instinto, jargão ultrapassado psicopseudocientífico), inteligência mais terrena e completa que a da “pequena razão” – inacessível ao discurso filosófico libido-masturbatório e a essa excrescência mentaloide que é a internet, a web, etc. A gente acabou de presenciar um fenômeno típico dessa doença imbutida…vc viu. Isso é falta de corpo. Corpo é corpo, corpo não é mente falando de corpo. E o Guaco, porralouca que é, é um visionário também. É pra escutar alto =):

    bj bj,
    Mob

    Comment by Mob — 15/11/2009 @ 2:48 AM

  3. aquela intensidade rasgada,magoada

    Dança?

    Bj Bj

    Comment by Fy — 15/11/2009 @ 12:24 PM

  4. Hi again, Stranger,

    Vc me diz:

    como seu corpo vai reagir ao som.

    … fazer-me como o vento, as cores e os sons

    Colocando-me a disposição do Poente

    Para poder navegar no horizonte

    Para poder sair de mim mesma

    E ser o que todos são em essência:

    Infinito.

    [é do Kaslu]

    Bj bj
    Fy

    Comment by Fy — 17/11/2009 @ 4:45 AM

  5. Fy apaga aí que deu defeito tá indo de novo.

    Mob

    Spyder tiro meu chapeu e reverencio teu canto

    total:

    onde as íntimas equações
    do Universo operam
    sua vida honesta
    de geometria e fractais mirabolantes.

    aqui, fotografaste:

    Muito bonito isso tudo, de alguma forma, essas coisas que vc faz tem lá no fundo o canto do xamã, um canto de iniciação mesmo, iniciação de sangue – aquela intensidade rasgada, magoada,

    e a magia:

    mas que a gravidade não puxa pruma terra densa que afinal não existe

    (. Antes o que eu vejo é um gravidade inversa que ao invés de evitar as plantas, a terra, as pedras, atravessa e se funde, sem nunca se perder no processo, mas encontrando e fazendo encontrar – o que vc chama de devir e eu chamo nesse poema de “fractais mirabolantes”.

    Corpo é corpo, corpo não é mente falando de corpo.

    E QUE ATRAVESSA E SE FUNDE:

    é magia:

    Abandonas-te no que te perde,
    colo da tua flor orvalhada
    de pássaro mulher,

    Encontras-te no que te nasce,
    que te invade no calor
    a calar os teus segredos,
    entregues à descoberta

    Libertas
    os humores do teu sangue,
    transportado em clamores unânimes de fogo

    TocaYo

    Aloha

    Comment by tocayo — 17/11/2009 @ 9:17 AM


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