windmills by fy

28/11/2009

Just Living

Filed under: Uncategorized — Fy @ 9:23 AM

 

 

 

 

Soon she’s down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up

 

 –  J u s t    L i v i n g :

 

E que mais é a Vida que não um devir – bailarino?

Nossos Corpos e Almas se aventurando nas Intensidades desta sinfonia  > só assim :  propõem-se a pensar o corpo que dança ou a vida que vive.

 

 

Um corpo vivo é um corpo que dança as complexidades deste tempo dançante – não é?

que exige novos gestos, que compõem novas imagens,

e, para tanto, é preciso que se desprenda  > contínuamente  ….  em atravessamentos , trajetos , devires

 

Devir é areia movediça que desequilibra mapa e rota planejada ;

e marca no corpo desvios , passagens , transgressões .

A intensidade do que está por vir é sempre um fogo que derrete o mutismo ;

uma dança onde os pés são consumidos pelo calor do contato.

 

Não há outra forma de voar.

E não há rotas no céu.

E nem ritmo que impeça o mar de cumprir o seu devir.

 

 

 

Mais devir do que a experiência do sensível ?

 

o Devir é a inexistência de fronteiras ,

onde são traçadas linhas de fuga que não se sabe onde começam ou acabam.

 

 

 

É uma contínua construção e desconstrução de conceitos onde excessos e limites se atravessam em panoramas espontâneos .

 

A VIDA :

um Devir Escritor ,

que se deixa atravessar para compor uma escrita inventiva :

 um   “ Escritor Feiticeiro ”  

 – Deleuze e Guattari -1997 –

 

 

A “ conexão espontânea ” entre alma e corpo : uma coreografia simbiótica , a interação de ambos através do Movimento .

 

alma que atravessa corpo que atravessa alma  

                                                                                                      

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

 

 J u s t  … L  i v i n g  :

 

 

uma reciprocidade total de intensidades, emoções que significam e  apresentam : uma leitura  simultânea da alma e do corpo.

Uma dança onde as múltiplas relações, do Ser com a Vida coexistem, mesmo nas diferentes formas em que são absorvidas.

 

 

Esta unicidade gera um mutualismo plural, uma harmonia semelhante a dos diferentes sons em uma sinfonia.

 

 

Conta-se que, quando perguntaram a Isadora Duncan, em que época começou a dançar, ela teria respondido: “No ventre de minha mãe”.

 

 

Eu , cácomigo , penso que o corpo é a expressão da alma .

Mais … :  

é a forma como ela encontra seu meio de expressão e sua fonte de inspiração.

 

A   D a n ç a   e   a   Alma

 

 

A dança ?    Não é movimento ,
súbito gesto musical
É concentração , num momento ,
da humana graça natural .

No solo não , no éter pairamos ,
nele amaríamos ficar .
A dança – não vento nos ramos :
seiva , força , perene estar .

Um estar entre céu e chão ,
novo domínio conquistado ,
onde busque nossa paixão
     libertar-se  ….   por todo lado  …

Onde a alma possa descrever
suas mais divinas parábolas
“ sem fugir a forma do ser ” ,
por sobre o mistério das fábulas .

Viola de bolso  – 1950-1967 –
Carlos Drummond de Andrade

 

 

– Mas enfim , porque querer dançar  ?

Assim que tentamos responder , somos imediatamente remetidos para o Desejo : para a própria natureza do Desejo .

O que se prende com uma só palavra  : “ Agenciar ” .

Agenciar :  uma palavra de Deleuze e Guattari que nos parece ser a mais apta para exprimir “ o que ” do Desejo se implica no “ desejo de dançar ” .

 

 

O Desejo cria Agenciamentos  > mas o Movimento de Agenciar abre-se sempre em direção de Novos Agenciamentos .

 

 Porque o Desejo não se esgota no prazer mas aumenta : Agenciando-se .

 

O Desejo é portanto Infinito ,

e nunca pararia de produzir Novos Agenciamentos se forças exteriores não viessem romper , quebrar , cortar o seu fluxo .

 

O Desejo quer acima de tudo Desejar > ou Agenciar  > o que é a mesma coisa.  

                     

O Agenciamento do Desejo abre o Desejo e prolonga – o .

 

 

 

Se o Agenciamento abre o Desejo e o aumenta , é porque se tornou Matéria do Desejo , e não seu Objeto  >  

mas sua textura própria :  participando da sua força , da sua intensidade , do seu «impulso vital» para falarmos como Bergson.

 

 

Por outras palavras o Desejo não é só Desejo de Agenciamento , “é” Agenciamento : transforma aquilo que «produz» ou «constrói» em si próprio .

Se o desejo de um pintor consiste em agenciar certas cores de certa maneira , a força do quadro que daí resulta  “é”  o Desejo :

 

As cores e os espaços agenciados desejam.

                        Seja qual for o tipo de Agenciamento , o desejo procura fluir através dele .                     

Nos Movimentos do Pensamento como no fazer do artista ou na elaboração da fala , Desejar é Agenciar para fluir ,

Agenciar para que a Potência de Desejo aumente .  

Por isso o Desejo reconduz a si próprio , transforma , metaboliza todos os elementos que toca , atravessa ou devora .

 

Para o Desejo tudo deve devir  Desejo .

 

José Gil

 MOVIMENTO TOTAL. –  O corpo e a dança –

 

 

Se você realmente dançar  , o pensamento para  .

Se você dançar sem parar , girando , girando e se tornar um redemoinho – todas as fronteiras , todas as divisões desaparecem .

Você nem mesmo sabe onde seu corpo termina e onde a existência começa .

Você se dissolve na existência e a existência se dissolve em você.

Osho

 

Fy

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