windmills by fy

05/12/2009

o Olhar do Outro

Filed under: Uncategorized — Fy @ 4:44 AM

 

 

 

 

 

 

Poderia ser uma simples exposição, lugar e ocasião de admirar, criticar, comparar, classificar .

 Mas logo de saída, nas reuniões com os outros artistas e promotores do evento ,

vi que era um modo – ou submodo –  de sentir  o olhar do outro , de partilhar o visível e o aparentemente incognoscível  – a arte .

 

 

Eu , sumida em uma relação de arte, já não era Eu.

Estação que me tornei , para uma parte minha que pedia passagem , e

 para uma parte do todo que gentilmente me solicitava albergue,

saída ,  para se apresentar em grande encontro , para me fazer sentir : o olhar do    outro.

 

 

Fiz-me maior , cresci … na estatura das esculturas ,

 como um desafio que me empurrava para a frente , para o alto .

Trabalhar para o outro enquanto me expressava , … buscando a síntese de minhas múltiplas determinações ,

ou …    de determinação alguma .

 

 

Criar e saber que partilharia de perto ,    com outros.

 

 

Ao montar as peças na sala ainda vazia ,  –

o  olhar de um colega passeava  arguto , captando traços ,    sentindo as cores ,    

procurando influências , querendo    decifrar os enigmas .

 

 

 Aqui e ali ,  ia fundo em algo , que pensei  . . . era eu .

 

 

Uma e outra observação fazia-me viajar e me juntar com influências outras , desconhecidas , 

não percebidas por mim  em minha trajetória de vida , e agora ali ,  presentes .

 

 

 

 

 

Aquele gesto da escultura parecia algo totêmico ,

aquela boca revelava algo primitivo , quem sabe , tribal .

uma – outra – escultura ,

E aquele rosto da outra mulher parecia divino .

Tão diferentes , mas com um mesmo traço , um tanto expressionista ,  … o mesmo traço ?

 

 

 

 

 

À noite, na abertura, rostos curiosos.

 olhares  atentos , admirados , intrigados , pela arte que , apesar de ter sido feita através de mim ,    

já não era mais de ninguém .

 

 

  Este olhar,  o outro olhar , percorria ,  debruçava-se ,   por vezes  tocava algumas das esculturas .

Desvendava , Conhecendo-me ,    enquanto eu me reconhecia ,    através   …desse olhar .

 

 

 Aqui um olhar compenetrado , ali um sorriso encantado ,  um olhar de incompreensão .

Talvez algo tenha ficado no ar…   ou quem sabe algo tenha o dom de uma linda lembrança , até então … , adormecida .

Alguém descobriu algo sombrio naquela peça ?

A arte , espelho da alma ,  espelho de nossa humanidade ,  –  por que não de nossos submundos interiores ?

 

 

 

 

 

 

 

Solicitaram-me para falar sobre meu trabalho ,  e me ouviam  

e me olhavam tão atentamente quanto observavam as peças que eu estava expondo .

Ouviam e queriam  as idéias , os motivos ,  e com o olhar , tentavam encontrá-las  nas peças ,

em todos os sentimentos e significados que as ideavam ,

mas que se perdiam

e se transformavam em contornos próprios e em contornos significantes e , significados pelo olhar, …  do outro .

 

 

 Alguém disse que tinha ficado muito interessado no anjo .                               

Ao explicar que a imagem era a imagem do vento em forma de mulher – e por que não , vento feminino ? –       alguém retrucou: e por que não anjo?                               

Sim , a escultura já não era só a minha concepção ,   

era agora também : um partilhamento .

 

 

Alguém viu um abraço , no meio do fogo de uma escultura ,

… que bem poderiam ser mãos levantadas de desespero , mas foram vistas ali como um abraço ,

Um abraço que estava tão dentro de mim e do amor eterno do fogo e do acolhimento  e …. súbitamente , o olhar do outro , revelou em mim…

E havia então , em mim , no fundo de mim , um abraço de fogo .

E a emoção , –  e a  descoberta , se apresentava e surpreendia em mim ,  … o olhar do outro .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alguém quiz Francisco , uma escultura cheia de luz .  

Tocava-a com felicidade , queria-a , … com a mesma felicidade que eu a fiz : da mesma forma como eu a quis: como uma cria de luz .

 Levá-la-ia para alguém que ficaria muito feliz em tê-la . 

  Meu coração se alegrou .    

 

 

E, me identifiquei com este outro olhar , ouvindo mais que falando ,

sentindo tanto o cuidado  quanto  o amor  ,  que a arte através de mim,  se fazia sentir : através do olhar , do outro .

 

 

Em algum momento percebi ,

que estávamos um pouco abaixados para apreciar melhor alguns detalhes .                                                                                   

A base das esculturas não estavam bem à altura , ou havia uma criança peixe na escultura que pedia um olhar mais baixo ?

Ou apenas um olhar descritivo , de quem busca detalhes e acabamentos ?

 

 

Uma moça tinha um olhar curioso e muitas perguntas ,

enquanto as mãos se moviam buscando , quase nervosas , quase criando ,  famintas como se quisessem   “ artear ”  .

Perguntava-me a técnica , os materiais .

Seu olhar era de quem foi despertada e queria esculpir a emoção de  despertar , suas mãos diziam isso .

 

 

Alguém quis me encontrar depois , ver meus trabalhos de perto ,

o lugar onde ele acontecia  ou me acontecia , 

– outro alguém disse :   – se eu levar alguma coisa sua sei que estarei levando um pedacinho seu .

 

 

O contato se aprofundava ,

a troca não era suficiente em olhar as esculturas , mas pedia um esclarecimento ,

talvez o conhecimento , as razões , o  porque ou sem-porque  de quem a fez .

 

Nós artistas : estações da arte ,

onde ela chega por corredores e por eles vai trazendo olhares , encontros , partilhamento .

 

 

O olhar do outro não é bom e não é ruim.

Mas, pode ser um partilhamento :

 um ponto de interseção.

 

 

 

 

 

 

 

Un Doux Mystère

 

 

Il y a un espace

hors de l’espace

 

un temps

hors du temps

 

où celui
qui a perdu la memoire ,
le contact ,
n’a perdu
ni l’un ni l’autre .

 

 

 

 

 

 

 

 Fotografias de Mehemet Ozgur

V. Miranda

 

by Fy

 

 

 

 

 

 

 

 

14 Comments »

  1. mais um ilustrador, com fotos de fumaça, tem dó. para.

    Comment by pagnano — 05/12/2009 @ 12:22 PM

    • ahahahahah!

      É só fumaça mesmo !

      Mas, vindo de vc adorei o “ilustrador”. = ilustradora, que eu não sou não, mas você é sim:

      Parabéns, lindos trabalhos.

      Comment by Fy — 05/12/2009 @ 6:35 PM

    • Grato,
      O artista tem
      que estar dentro do
      seu tempo (o futuro)
      cópias do passado, são
      outros tempos, de ilustração.
      rs

      Comment by pagnano — 06/12/2009 @ 11:12 PM

  2. Super interessante Fy, e muito bonito. Muito importante, e como agente sabe, sente, cresce, descobre, ou sofre, depende, ou mesmo desmorona através deste tal olhar do outro.

    Me fez lembrar uma conferência que eu lí, em que a Marie-José Mondzain fala sobre ainda um outro tipo de olhar.

    Tocayo, vc também vai achar interessante. Eu num conhecia este teu lado politicado rs.

    Um dos pontos ressaltados por Mondzain é a dimensão fundamental, no sentido forte, do olhar do outro na constituição da subjetividade, coisa que agente sabe.

    E ressalta que na ausência do olhar do outro e do espectador, resta a barbárie, o retrocesso. A privação de todo olhar é mortal.

    A atenção que ela deu a esse ponto me chamou a atenção , pois embora essa seja uma perspectiva bastante familiar e muito enfatizada tanto pela pela filosofia, pela antropologia e pela psicanálise, a intensificação do comércio dos olhares nas indústrias contemporâneas da visibilidade acabou por mobilizar perspectivas que enfatizam a dimensão seja narcísica, seja voyeurística, seja vigilante, seja puramente comercial deste olhar.

    Realçar o caráter produtivo, criativo e subjetivante do olhar do outro e do homospectator é, pois, essencial na busca de pistas para resistir ao mercado da troca de olhares que vemos nos ambientes midiáticos, “antigos” e “recentes”, esta troca de olhares comercial.

    Uma pista, fornecida por Mondzain, reside na questão, importantíssima, sobre as possibilidades do Ver em Comum.

    De um olhar cujo sujeito não é um eu, mas um Nós. Da imagem que permite o ver e o pensar em comum. Mas esse ver em comum não se confunde com o corpo único de espectadores produzido (sempre como ilusão) pelas mídias de massa (e também pela propaganda fascista).

    A partilha pela imagem, a partir da imagem e do olhar precisa de tempo, precisa dar tempo. Esse tempo é o necessário para haver palavra.

    Só se pode ver junto, ou em comum, o de que se pode falar junto.

    Além de um convite é uma forma de analisar esta profusão de imagens, olhares e falas que compõem a paisagem audiovisual contemporânea, das mídias aos ativismos e às artes.
    Depois escrevo mais.

    Carol
    Beijinhos

    Comment by carol — 09/12/2009 @ 1:09 AM

  3. Fy adorei um por um, me matei de rir com o ego. The dog ran around and around trying to cash its tail. É sim, o rock patológico de muita gente.Mas um rock chic de cantar,Fy, como voce disse, pouca gente sabe como dançar e se tenta não entende a letra e chacoalha, não dança. Jung arrepiô !

    É sim, neste tempo nosso em que a informação gira até antes dagente abrir os olhos, perdemos o olhar. Ou o seu sentido mais afectante.Perdemos também aquele tipo de olhar despretensioso, aquele olhar que não procura, mas muitas vezes acha o que ver, aquele olhar de bobo, o olhar que olha sem julgar, olha sem buscar, sem intenções. O olhar que revela, não o que espreita. Eu tenho sentido que o olhar, tem estado meio que velado, reservado, e se revela algo, é quase que com medo, é um olhar meio que cauteloso.Alerta.
    O olhar com que as pessoas vêem o mundo, é com certeza uma revelação interior. Que assusta agente ou deslumbra e, muitas vezes, afasta.

    É importante não esquecer, como a Carol falou,que temos que estar abertos mas preparados para o olhar do outro, nem sempre ele faz crescer e nem sempre estamos preparados.

    To aqui com a Carol, bem legal a lembrança da Mondzain, ela tem a conferência toda, vou dar uma olhada. a Carol é cinemática tb.
    Legal o video do Pagnano e o som é mto bom, mas as fotografias da fumaça são inacreditáveis.
    Bj e obrigado Fy, legal este canto gostoso pra gente papeá.

    Gabriel

    Comment by gabriel — 09/12/2009 @ 1:10 AM

    • Oi Gabi!

      Legal é vc por aqui.

      o canto é nosso, e vc é bem vindo sempre. A Karina tb.sempre.

      se quizer escrever: publico: à vontade.

      e,

      …o olhar do outro, nem sempre ele faz crescer e nem sempre estamos preparados.

      é, temos que viver com isto. e se surpreender às vezes. noway.

      to dando uma estudada na Mondzain e em outros tb; – a teacher vai fundo, não é?

      Bjs pra Karina e pra vc

      Comment by Fy — 11/12/2009 @ 2:16 PM

  4. Mas tem olhar que zaragunça com agente inteiro.
    Começando aqui a swingar o lance, que é um lance quase sem terminar, vamos lá

    Love I get so lost, sometimes
    Days pass and this emptiness fills my heart
    When I want to run away
    I drive off in my car
    But whichever way I choose
    I come back to the place you are

    And all my instincts, they return
    And the grand facade, so soon will burn
    Without a noise, without my pride
    I reach out from the inside

    In your eyes
    The light the heat
    I am complete
    I see the doorway to a thousand churches
    The resolution of all the fruitless searches
    Oh, I see the light and the heat
    Oh, I wanna be that complete
    I want to touch the light
    The heat I see in your eyes

    Love, I don’t like to see so much pain
    So much wasted and this moment is slipping away
    I get so tired of working so hard for our survival
    I look to this times with you to keep me awake and alive

    And all my instincts, they return
    And the grand facade, so soon will burn
    Without a noise, without my pride
    I reach out from the inside

    In your eyes
    The light the heat
    I am complete
    I see the doorway to a thousand churches
    The resolution of all my fruitless searches
    Oh, I see the light and the heat
    Oh, I wanna be that complete
    I want to touch the light,
    The heat I see in your eyes
    In your eyes
    In your eyes
    In your eyes

    Amor,
    Me sinto tão perdido, algumas vezes.
    Os dias passam e esse vazio abastece o meu coração.
    Quando eu quero fugir eu dirijo o meu carro.
    Mas qualquer caminho que eu pego,
    Eu volto para o lugar onde você está.

    Todos os meus instintos, eles retornam.
    E a maravilhosa fachada, tão breve irá queimar.
    Sem um barulho, sem orgulho.
    Eu consigo alcançar o interior.

    Nos seus olhos
    A luz o calor
    Nos seus olhos
    Eu sou completo
    Nos seus olhos
    Eu vejo a entrada para mil igrejas
    Nos seus olhos
    A resolução de tudo que busco em vão
    Nos seus olhos
    Eu vejo a luz e o calor
    Nos seus olhos
    Oh, eu quero ser de tal maneira completo
    Nos seus olhos
    Eu quero tocar a luz, o calor
    Eu vejo nos seus olhos

    Amor,
    Eu não gosto de ver tanta dor.
    Tão enfraquecido e esse momento fica escorregadiço.
    Eu fico tão cansado de trabalhar tão duro pelo nosso sustento.
    Eu olho para o tempo com você para me manter acordado e vivo.

    E todos os meus instintos, eles retornam.
    E a maravilhosa fachada, tão breve irá queimar.
    Sem um barulho, sem orgulho.
    Eu consigo alcançar o interior.

    Nos seus olhos

    A luz o calor
    Nos seus olhos
    Eu sou completo
    Nos seus olhos
    Eu vejo a entrada para mil igrejas
    Nos seus olhos
    A resolução de tudo que busco em vão
    Nos seus olhos
    Eu vejo a luz e o calor
    Nos seus olhos
    Oh, eu quero ser de tal maneira completo
    Nos seus olhos
    Eu quero tocar a luz, o calor
    Eu vejo nos seus olhos

    Tocayo

    Comment by tocayo — 09/12/2009 @ 1:13 AM

  5. Muito bom, Fy.
    E depois deste final de semana meio cruel aqui pra nosso canto do mundo, um texto leve e tão revelador faz bem.
    Me fez pensar.
    Vai que é um pensar resfriado, mas com todo mundo, no mínimo resfriado, vamos nos entender.
    Existe um other side, importante, também neste tema e que é o “NOSSO ” olhar.
    Este mesmo aí, que como texto explicou tão bem, identifica, desidentifica, significa ou resignifica. O “nosso olhar” talvez seja uma das razões mais poderosas, além de identificar o mundo através da sua singularidade.

    O olhar acaricia as coisas, se detém sobre elas, perambula, ondeia, exclui, liberta, escorrega entre seus espaços, e delas, (pensa comigo) se apropria.
    É neste “nosso olhar” o lugar onde elas permanecem vivas, livres, mortas, estáticas ou deturpadas. O “nosso olhar” reclama para si os direitos de autor e, caraca, OS TEM.

    Justamente por possuir estes direitos que constituem juntos o direito máximo que é significar, o “meu olhar” estabelece o ritmo do meu existir. E do existir do mundo. E é o convite único pra sair de mim, ir em busca do você, do que há ou não há, do que ele pode ou não, através de seu alcance, refletir e vivificar, aqui, no continente da minha individualidade.

    Todos estes significados que “o olhar do outro” define em qualquer arte, transferem, neste texto um poder inigualável pra o “nosso olhar”. E é só no sentido que este “meu olhar” confere ao mundo que posso me reconhecer.

    Do desespero ao abraço de fogo, sister, do anjo ao demônio, de dionísios à torquemadas, cada um escorrega nesta vida a onda do próprio olhar.
    Beijo
    TocaYo

    um olhar e uma lembrança legal

    Comment by tocayo — 09/12/2009 @ 3:53 AM

    • Tocayo,

      Receber este “outro olhar” é como saudar a alteridade que há no outro, e é a via que possibilita saudar em mim aquilo que me excede.

      Assim, me reconheço para poder ultrapassar meus limites.

      Posso acolher o q vem do outro pq o que acolho estava fora de mim.

      Tocayo: de qualquer forma, eu me aproprio.

      Não é não?
      Bjs

      Comment by Fy — 11/12/2009 @ 1:52 PM

  6. Fy

    Às vezes nosso amigo tem razão…. sometimes.

    “Te” lí!

    Depois daquele ShAdOwS Camp (adorei este LaNcE auhauhauh : vou desenhar uma planta assim….) vc tá se soltando aos poucos, voltando pro sol.
    Agente tá brincando mas aquilo teve picos de fazer inveja pro Stephen (king).

    Jung foi feroz; gostei muito

    Mudando-se um pouco a fórmula e trocando-se a palavra Deus por alguma outra força > ou palavra – por ex:
    o “Poder” ou , o “Dinheiro” > [ ou Ditadura > ou…..

    E toda esta confusão de ego, que já virou esquizo mesmo. Jekyll e Hyde foi sensa melhor que o Stevenson, e Jack the Ripper mto legal. Nas igreja da vida é the Enemy, sabia?

    É aquela coisa do insider : (vc tem ainda? alguem tem? o Gabriel, talvez / valia um post) – divinização do self, dissolução de consciencia, nada, ilusão, véu pra todo lado, esta gente nunca…?
    olha, sister, como é legal participar, né é não ? e ser. kd aquele lance do Bob? da santa Simplicity
    Olha irmão, vc salvou um post com aquele lance.Eu já tava apavorado… tinha até encomendado uma noite escura pra minh’alma, cara. Tava me sentindo humilhado.

    CaRolZinha ! que dança PACAS ! êta ego bailarino demais de bom.

    to colocando aqui no local errado, mas não faz mal.

    tá todo mundo aqui, é o legauuu da chuva.

    do DeNnis Hide Stevenson

    (Toca*o kadê ?)

    Comment by dennis — 09/12/2009 @ 3:54 AM

    • Dennis,

      Eu achei o lance do insider.
      Te mostro e vc faz o post!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      Talvez o do Gabi esteja mais completo, é mto legal mesmo.

      Bjs

      Comment by Fy — 11/12/2009 @ 1:59 PM

  7. Tambem gostei.

    e parafraseando ToCaYo/ é importante mesmo trabalhar este tal do “nosso” olhar / de vez em vez ele envesga/ miupía…. auhauhauh e miupiar é fatal.

    Da nossa amiga Arte, roubei ou fui roubado por esta sua filha gostosíssima, a Arquitetura. Linda, fugaz, forte, ininterruptamente criativa, mas, e que me perdoe o amigo Pagnano, herdeira do principal gen materno – aquele que sem-vergonhosamente lhe permite a habilidade da atemporalidade.

    a Arte “escorrega” (by Tocayo) sua sinuosidade no tema e no tempo com a desfaçatez de uma prostituta abençoada, permissiva , confiante.

    É uma captura que se sustêm num instante, é multidimensionalidade que interrompe em seu eterno desenrolar, não é sequencial em seu perpétuo desenvolvimento, um devir focalizado eternamente na sua fase medial. Não há pontas, não há, lá atrás: o início e nem lá na frente: o fim.

    A Arte é mulher.

    Eu gostei pacas do Mehemet e da sua fluidez : permissiva,

    “uma das condições indispensáveis da construção é a ingenuidade da disposição que torna o corpo leve e aberto em consonância com a luminosa vibração do espaço e a sequência fluvial do tempo”

    não me perguntem de quem é, se alguém souber, por favor faça-lhe justiça.

    Alem do link das Esculturas Virtuais, que muito me agradou,
    http://cid-2c3f87e5d431d565.skydrive.live.com/play.aspx/.res/2C3F87E5D431D565!107/2C3F87E5D431D565!128?ref=2

    eu achei este aqui, também do Pagnano e, acrescento meus parabéns,

    Abraço aê e bj s pras meninas

    Dennis

    Comment by dennis — 09/12/2009 @ 3:58 AM

  8. Ninguem lembrou desta:

    pra gente lembrar que nem sempre o outro olhar é mal.

    às vzs é bom demais.

    Bjs

    Fy

    Comment by Fy — 11/12/2009 @ 2:51 PM


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