windmills by fy

26/01/2010

Dr. Jekyll and Mr. Hyde II

Filed under: Uncategorized — Fy @ 10:27 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há também aqueles que pedem para ser juízes, mesmo que só para serem reconhecidos,  culpados.

Na justiça, valem-se de uma conformidade, mesmo se às regras que se inventam, a uma transcendência

 que se pretende revelar ou a sentimentos que os impelem.

A justiça, a justeza são idéias ruins.

A elas, opor a fórmula de Godard: não uma imagem justa, apenas uma imagem.

É a mesma coisa em filosofia, em um filme ou em uma canção: nada de idéias justas, apenas idéias.

Apenas idéias, é o encontro, o devir, o roubo e as núpcias, esse “entre-dois” das solidões.

 

 

 

Até mesmo, se há apenas dois termos, há um  – E –  entre os dois,

 que não é nem um nem outro,

nem um que se torna o outro,

mas que constitui,

precisamente,

… a Multiplicidade.

Gilles Deleuze

 

 

 

 

 

 

O fato é que a psicanálise fala muito do inconsciente, ela até mesmo o descobriu.

Mas é, praticamente, sempre para reduzi-lo, destruí-lo, conjurá-lo.

O inconsciente é concebido como um negativo, é o inimigo.

 

O que a psicanálise chama de produção ou formação do inconsciente, são

fracassos, conflitos, compromissos ou jogos de palavras.

Desejos, sempre há demais, para a psicanálise: “perverso polimorfo”. Vamos

ensinar-lhe a Falta, a Cultura e a Lei.

Não se trata de teoria, mas da famosa arte prática da psicanálise, a arte de interpretar.

E quando se passa da interpretação à significância, da procura do significado à

grande descoberta do significante, não parece que a situação mude muito.

Dentre as páginas mais grotescas de Freud, há aquelas sobre a  fellatio: como o pênis vale por uma teta de vaca, e a teta de vaca por um seio materno.

Maneira de mostrar que a fellatio não é um “verdadeiro” desejo,

 

mas quer dizer outra coisa,  … oculta …  “outra coisa”.

 

 

 

É sempre …  preciso que alguma coisa lembre … outra coisa , … metáfora ou metonímia .

 

 

 

A psicanálise torna – se cada vezmais ciceroniana, e Freud sempre foi um romano.

Para renovar a velhadistinção : desejo verdadeirodesejo falso , a psicanálise dispõe de uma rede perfeita sobre o assunto:

– os verdadeiros conteúdos de desejo seriam as pulsões parciais, ou os objetos parciais;

 

– a verdadeira expressão de desejo seria Édipo, ou a castração,

ou a morte, uma instância par estruturar o todo. [ a Mitologia inteira encontra-se à disposição … ! ! ! ]

 

 

 

 

Assim que o desejo agencia alguma coisa, em relação com um de Pora [ aquele que possui beleza] ,

em relação com um devir : >  destrói-se o agenciamento.

Assim a fellatio : > pulsão oral de sugar o seio + acidente estrutural edipiano.

 

 

 

 

Do mesmo modo para o resto. [ para qualquer coisa – ]

Antes da psicanálise, falava-se com freqüência de manias nojentas de velho; com ela, fala-se de atividade perversa [ e mitológica ]  infantil.

 

 

 

 

 

 

Dizemos o contrário:

 – você não tem o Inconsciente, você nunca “ o ” tem , > o Inconsciente  não é um ” era ” no lugar de quem o  ” Eu ”  deve  advir . –

 

 

 

 

 

 

[ Mesmo porque… onde…  seria este lugar? ]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

–  produzir  Inconsciente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não tem nada a ver com lembranças reprimidas ,

tampouco com fantasias .

 

 

 

 

Não se reproduz lembranças de infância , produz-se , com  : “blocos de Infância”  sempre atuais , > os blocos de devir-criança .  

Cada um fabrica ou agencia , > não com um ovo de onde saiu , nem com os genitores que o ligam a ele ,

nem com as imagens que ele daí tira , nem com a estrutura germinal ,

mas com o pedaço de placenta que ele furtou e que lhe é sempre contemporânea , > como matéria de experimentação .

 

 

Produza Inconsciente , > e não é fácil , não é em qualquer lugar , não com um lapso ,

um trocadilho ou até mesmo um sonho .

O inconsciente é uma substância a ser fabricada , a fazer circular , um espaço social e político a ser conquistado .

 

 

Não há sujeito do desejo , tampouco de objeto .

Não há sujeito de enunciação .

Apenas os fluxos são a objetividade do próprio desejo .

O desejo é o sistema dos signos a-significantes com os quais se produz fluxos de inconsciente em um campo social .

 

 

Não há eclosão alguma de desejo , em qualquer lugar que seja , pequena família ou escola de bairro ,

que não questione as estruturas estabelecidas .

O desejo é revolucionário porque quer sempre mais conexões e agenciamentos .

DIÁLOGOS

Gilles Deleuze e Claire Parnet.

 

 

 

 

 

 

 

Todo o real-desejo já desapareceu: substitui-se a ele um código,

uma sobrecodificação simbólica dos enunciados, um sujeito fictício de enunciação que não deixa chance alguma

aos pacientes.

Deleuze

 

[e  isto estende-se aos fatos, às reações, às diferenças de opinião : e rouba do própria Vida seu real significado : virou religião. ]

Por um bom tempo fomos simulcros ou cópias mal-feitas segundo Platão. Arghhhhhh – ainda somos, segundo os ismos.

 

 

Mas não nos esqueçamos de ser, … … … ” também ”  >  simulacros ou cópias mal reproduzidas da Sra Mitologia.

 

 

 

 

 

 

Lembrando um pouco desta entrevista incrível de Moyers e  Joseph Campbell, o antropólogo, … não o profeta, mas sim aquele…  “de verdade” ,  ” aquele” que estudou os Mitos:

 

MOYERS: Isso não é uma história sobre o que acontece quando seres humanos destroem seu ambiente ?

Destroem seu mundo ?

Destroem a Natureza e as Revelações da Natureza ?

 

 

 

CAMPBELL :  Destroem  “ Sua ”   “ Própria Natureza” , também .

Matam a Música .

 

 

MOYERS :  A Mitologia não é a história dessa Música ?

CAMPBELL : A Mitologia é a Música .

É a Música da Imaginação , inspirada nas energias do corpo .

 

 

 

 

 

 

 

GRAVURAS :

Aka Lousie

Delamare

TEXTO :     

Dialogues – Gilles Deleuze e Claire Parnet

 

 

Fy

3 Comments »

  1. Fy, (pra te dar saudade e água na boca)
    Eis que eu tava dando uma olhada num novo livro sobre dança e me interessei por qualquer coisa sobre Contact Improvision. Hehehe… que eu quase adicionei algumas, faltou você aqui pra me ajudar, e ta faltando mesmo! Mas olha que eu dei de cara com Deleuze. A principal fonte deste trabalho é justamente o livro que você indicou. Dialogues.

    Bom,não é Espinoza na veia,é no corpo inteiro.O que isto me sugere é o seguinte, assim como no Contact, que nós conhecemos e usamos tanto, temos um corpo que reage não só ao som e ao seu nível de receptividade como aos movimentos espontâneos e desta forma inesperados do “outro” bailarino e o vice-versa que compõem aqueles momentos de pura emoção, reconhecimento e reação.Bom,até me emociona lembrar alguns deles. Voltando,isto também implica no que a Alice propôs e o Deleuze também.

    Existe o afecto e ele com certeza interfere e molda nossas reações à nossas emoções. . E Existe tambem um trabalho interno e espontâneo, completamente único dentro de cada um de nós que atua sobre as possíveis emoções que o inconsciente mr Hyde possivelmente esconde dagente, ou nos protege,ou nos protegemos e enfiamos tudo lá escondidinho,não sei.. E se pensarmos em termos de energia,não é possível que permaneça estagnada ao ser desta forma constantemente estimulada pelo convívio que temos não só uns com os outros mas com o mundo,a natureza.
    Copiei um pedacinho que até abraange a área da pedagogia,religião também,deleuzando pra todo o lado,me diga o que você acha,

    Contact Improvisation,uma dança surgida nos Estados Unidos no começo dos anos setenta,às voltas com as experimentações entre artes visuais,música,performances,cultura de massas e os novos discursos filosóficos surgidos na Europa.

    Como diz seu próprio nome,o Contact é basicamente uma dança de contato entre dois ou mais corpos,na qual o movimento se gera a partir da escuta dos gestos surgidos entre os bailarinos.

    A dança se desenvolve a partir da escuta entre eles,que os leva a ritmos conjuntos,onde cada um oferece o próprio peso e apóia o outro.

    No Contact,não existem coreografias a seguir,como tampouco existe um tempo limite de dança,pois se trata de uma dança de improvisação.

    Ademais,não está pensada dentro do formato do espetáculo dirigido ao público,mas do participante.
    Por isso,o Contact nos dá mais uma idéia de fluxos contínuos de movimentos improvisados que de uma fotografia. Retenhamos,pois,essa idéia.

    Uma das grandes dificuldades por parte das instituições e dos que trabalhamos nelas para afrontar o panorama esboçado é que a dimensão pedagógica do institucional procede de um modo que destoa da dimensão pedagógica da arte.

    O pedagógico atua sobre as maneiras de ser dos sujeitos,mas a dimensão pedagógica do institucional além de atuar sobre elas,tende a conduzi-las ao que deveriam se converter.

    Por isso, algumas práticas de arte atual exercem sua intervenção estética diretamente sobre o institucional:algumas funcionam como lente de aumento para dar-nos a ver seu funcionamento,outras se instalam ou se deslizam estrategicamente sobre ele para servir-se de sua estrutura ou burlar seus modos de fazer.

    Já não se trata apenas de resistir ao institucional. As práticas estéticas assumiram um caráter bastante complexo e ensinam-nos que se pode expor o institucional, deslizando-se sobre ele, tergiversando-o, servindo-se de suas estruturas como parasita para alcançar outros propósitos que:a instrução ou regulação de nossas experiências.:)

    – tem a ver com religiões também.
    Vixe, ficou enorme.
    Bjinhos
    Carol e desculpe os erros… desta vez espacei…

    Comment by Carol — 27/01/2010 @ 7:37 AM

  2. Ju beijo pra voce.
    Que saudade,cuida do povo por aí.Pega meu email com a Fy.
    Olha eu virei ladrona de poesia. Alem das do Mob roubei a do V.Simmonsen também.

    Bjinhos da Carol
    aqui tá outra tempestade…

    Comment by Carol — 27/01/2010 @ 7:44 AM

  3. Free Japan

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