windmills by fy

28/01/2010

Dr. Jekyll and Mr. Hyde III

Filed under: Uncategorized — Fy @ 10:44 AM

 

  

  

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Se não fosse assim, ela se tornaria uma doutrina, um signo de reconhecimento para uma comunidade de fiéis.

  

É por isso que não é preciso encobrir as contradições aparentes do filósofo que se ama; ao contrário,

é preciso partir delas e não parar de confrontá-las;

ver aí não aporias definitivas, tal como faria alguém dedicado a refutá-las,

mas o signo seguro de uma perspectiva incomum.

 

François Zourabichvili

Doutor em Filosofia e professor da Université Paul Valery – Montpellier III.

 

 

 

 

 

 

 “A experiência da dualidade é um absurdo , e geradora de todos os absurdos ;

há um  “ dilaceramento máximo da consciência psicológica ”

 

ao passar esta fronteira vê-se que o absurdo e o medo são formas de percepção ou consciência que se adquirem na experiência da dualidade ;

 

 o  “ caminho espiritual  –  ocidental  ” é um caminho do medo ,

porque é um caminho psicológico , é uma fantasia nossa ;

temos de escolher de uma vez por todas se queremos  a  “ Felicidade ”

ou a Bem-Aventurança   [ o caminho das compensações e frustrações emocionais ou Ananda ] ,

que é um estado em si ,   “ eu não tenho caminho porque não há caminho ” ,  é uma experiência direta –  É .

           

– O trabalho consiste em pegar na experiência significativa dual e transformá-la em percepção não-dual da experiência significativa  –

e é um trabalho de mutação ,

é um trabalho sobre a PERCEPÇÃO ;

a  “ experiência significativa ”   tem uma qualidade que permite a percepção não-dual da Realidade .

… ocupa-se mais em descobrimentos , em estabelecer relações e novas aproximações ,

correspondências e analogias de um olhar novo e fresco , revelador do ocultado , do insólito .

 

 

Podemos falar em :

Conjugações das quais resultam imagens , surpreendentes , singulares e novas por definição .

Sim ,   – porque a imagem pressupõe a relação intensa entre seus diversos planos e a realidade .

Como já dissemos , a imagem se dá sempre como um encontro :   uma descoberta .

 

 a idéia de rizoma permite que qualquer ponto seja conectado com outro .

Não se fixa um ponto ,

não há uma ordem necessária , não há raiz que origine todo o restante .

 

 

Há pontos de contato ,  há múltiplas possibilidades de conexões .

 

“ Ele não tem começo nem fim , mas sempre um meio pelo qual ele cresce e transborda .”

 

Ele constitui multiplicidades lineares a n dimensões ,

cresce e transborda , sem sujeito nem objeto , exibíveis num plano de consistência e do qual o Uno é sempre subtraído   ( n – 1 ) .

Uma tal multiplicidade não varia suas dimensões sem mudar de natureza nela mesma e se metamorfosear .

Deleuze / Guattari

.

 

 

 

Há pontos de contato , há múltiplas possibilidades de conexões .

 

 

 

 

 

 

–  assimqueassim : – taí um momentinho conectado num lance gostoso –

do bem e bom demais :   um super encontro > conexão                     –  e um resultado  … transbordante . . .  :

 

 

 

 

 

 Lenni-Kalle Taipale & Sami Kuoppamäki

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Antony  Mattox 

 

 

 

Mas …  também  existem os que gostam de tudo da mesma cor :

o mesmo manual , o mesmo prète à penser , uma dica reconfortante e prática

e dizem … que não requer … esfôrço nenhum :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

às vêzes …  falha . . . acontece . – Mas, é uma falhazinha à toa :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A segunda crítica é a maneira pela qual a psicanálise impede a formação de enunciados.

 

 Em seu conteúdo , os agenciamentos são povoados de devires e de intensidades ,

de circulações intensivas ,

de multiplicidades quaisquer   [ matilhas –  massas –  espécies –  raças –  populações –  tribos . . . ] .

 Olly  Moss

 

E em sua expressão , os agenciamentos manejam artigos ou pronomes indefinidos :

que não são de modo algum indeterminados  [  ” um ” ventre   –   ” umas ” pessoas   –  ” bate-se”  –  ” uma ” criança . . . ]

 – verbos no infinitivo que não são indiferenciados ,

mas que marcam processos  [ andar – matar – amar . . . ]

 – nomes próprios que não são das pessoas , e sim acontecimentos

[ são talvez   grupos , animais , entidades ,  coletivos , tudo o que se escreve com letra maiúscula ]   

[  UM-HANS-DEVIR-CAVALO > alusão a um famoso caso de Freud *  ] .

 

 

O agenciamento maquínico coletivo não é menos produção material de desejo do que causa expressiva de enunciado:

articulação semiótica de cadeias de expressões cujos conteúdos são relativamente os menos formalizados.

Não representar um sujeito , pois não há sujeito de enunciação , mas   programar   um agenciamento .

 Não sobrecodificar os enunciados , mas , ao contrário ,

impedi- los de cair sob a tirania de constelações ditas significantes .

 

 

 Ora , é curioso que a psicanálise , que se vangloria tanto de lógica ,

não compreenda nada da lógica do artigo indefinido , do verbo infinitivo e do nome próprio .

 

 

 A psicanálise quer a qualquer preço que , atrás dos indefinidos haja um definido oculto ,

um possessivo , um pessoal .

 Quando as crianças de Melanie Klein dizem   ” um ventre ”    ou    ” como as pessoas crescem ”  ,

Melanie Klein ouve : ” o ventre de minha mamãe “, ” será que serei grande como meu papai  ?  “

 Quando dizem   ” um Hitler ”   ,   ” um Churchill ”  , Melanie Klein vê nisso o possessivo da mãe ruim ou do bom pai .

 

 

 Os militares e os meteorologistas ,  mais do que os psicanalistas  ,

têm , ao menos , o sentido do nome próprio quando dele se servem para designar uma operação estratégica

ou um processo geográfico :     – operação … : Tufão .

 

 

 Acontece a Jung de relatar um de seus sonhos a Freud:

ele sonhou com um ossuário.

Freud acha que Jung desejou a morte de alguém , sem dúvida sua mulher .

” Jung ,   surpreso  ,    lhe faz observar que havia vários crânios , e não um único . ”  [!]

 Freud , do mesmo modo , não acha que haja seis ou sete lobos : s

ó haverá um . . .   representante do pai .   –  E o que Freud faz ainda com o pequeno Hans :

 – ele não leva em conta o agenciamento   [ imóvel  –  rua  –  depósito vizinho  –  cavalo de ônibus  –  um cavalo cai  – : um cavalo é Chicoteado ! ] ,

 – não leva de modo algum em conta a situação  [ a rua foi proibida para a criança etc. ] ,

 – não leva em conta a tentativa do pequeno Hans  

[ tornar-se cavalo, já que qualquer outra saída foi obstruída:

o bloco de infância ,

o bloco de devir – animal de Hans ,

o infinitivo como indicador de um devir , a linha de fuga ou o movimento de desterritorialização ] .

 Tudo o que importa para Freud é que o cavalo seja o pai , e então é isso .

 

 

 

 Praticamente , um agenciamento sendo dado , basta extrair dele um segmento ,

abstrair dele um momento , para quebrar o conjunto do desejo , o devir em ato   [ um cavalo-meu papai ]

 ou analogias de relações simbólicas demais  [ dar coices-fazer amor ] .

 Todo o real-desejo já desapareceu :

substitui-se a ele um código , uma sobrecodificação simbólica dos enunciados ,

um sujeito fictício de enunciação que não deixa chance alguma aos pacientes .

 Deixa-se psicanalisar , acredita-se falar e aceita-se pagar por essa crença .

 Mas não se têm a menor chance de falar .

 

 

 Formamos um pequeno grupo de trabalho para a seguinte tarefa :

ler os relatórios de psicanálise , sobretudo os de crianças , concentrar-se nesses relatórios e fazer duas colunas :

 

 –  à esquerda :  –  o que a criança disse , segundo o próprio relatório ,

e

 –  à direita :       –  o que o psicanalista ouviu e reteve   

[ cf. sempre ojogo de cartas da  ” escolha forçada ” ]  . É assombroso  .

 

 

 Os dois textos maiores sobre isso são o pequeno Hans , de Freud , e o pequeno Richard , de Melanie Klein .

 É um forcing  incrível  ! , –  como um luta de boxe entre categorias por demais desiguais .

Humor de Richard  , no início  , que zomba de M. K. .

 Todos os agenciamentos de desejo , dele , passam por uma atividade de cartografia durante a guerra ,

uma distribuição de nomes próprios , territorialidades e movimentos de desterritorialização , limiares e transposições .

 Insensível e surda  , impermeável  , a senhora K. vai quebrar a força do pequeno Richard . . .

 

 Leitmotiv  do livro no próprio texto :

 ”  A senhora K.   interpretou , a senhora K. interpretou , a senhora K. INTERPRETOU . . .  ”

. . .

 

 Dizem que já não é mais assim hoje :

a significância substitu u a interpretação ,

o significante substituiu o significado ,

o silêncio do analista substituiu seus comentários ,

a castração revelou-se mais certa do que Édipo ,

as funções estruturais substituíram as imagens dos progenitores ,

o nome do Pai substituiu meu papai .

. . .

Não vemos grandes mudanças na prática .

 

 

 Um paciente não pode murmurar   ” bocas de Ródamo ”   sem se fazer retificar   ” boca da mãe ” ;

outro não pode dizer   ” gostaria de me juntar a um grupo hippie ”  , sem se fazer intimar   ” por que você pronuncia como pipi  ? ” [!]

Esses dois exemplos fazem parte de análises fundadas sobre o mais alto significante .

 E de que uma análise poderia ser feita , se não desses truques onde o analista não tem sequer necessidade de falar ,

já que o analisado os conhece [ os truques ]  tão bem quanto ele ?

 O analisado tornou-se , portanto , analisando , termo particularmente cômico .  !

 Por mais que nos digam :

vocês não compreendem nada ,   –  Édipo não é papaimamãe , é o simbólico . . . , a lei . . . ,

o acesso à cultura ,   é o efeito do significante  , é a finitude do sujeito  ,

é  a    ” falta-de-ser que é a vida ” .   – E se não é Édipo , será a castração e as pretensas . . .  pulsões de morte .

 Os psicanalistas ensinam a resignação infinita  , são os últimos padres   [ não, haverá outros depois] .

 

 

Não se pode dizer que eles sejam muito alegres ;

vejam o olhar morto que têm , sua nuca rígida    

[ apenas Lacan conservou um certo sentido do riso , mas ele confessa que é forçado a rir sozinho ].

 Eles não se enganam ao dizer que têm necessidade de serem   ” remunerados ” para suportar o peso do que ouvem ;

renunciaram , contudo , a defender a tese de um papel simbólico e desinteressado do dinheiro na psicanálise .

 

 

Abrimos , ao acaso , um artigo qualquer de um psicanalista que é uma autoridade , o artigo de duas páginas :

 

” A longa dependência do homem , sua impotência a ajudar a si próprio

 . . .  a inferioridade congênita do ser humano . . . 

a ferida narcísica inerente à sua existência . . .

a realidade dolorosa da condição humana . . .  que implica a incompletude ,

o conflito . . .  sua miséria intrínseca , –  que o conduz , é verdade , às mais altas realizações . ”

 Há muito tempo que um cura seria expulso de sua igreja por fazer um discurso tão despudorado , tão obscurantista .

 

 

 Pois é , entretanto , muita coisa mudou na psicanálise .

 

 

 Ou ela se diluiu , difundiu-se em todas as espécies de técnicas de terapia ,

de adaptação ou até mesmo de marketing , dando-lhes sua matiz particular em um vasto sincretismo ,

sua pequena linha na polifonia de grupo .

 

Ou então se endureceu , em um afinamento ,  um   ” retorno ”   à Freud muito altivo ,

uma harmonia solitária , uma especificação vitoriosa que já não quer aliança a não ser com a lingüística   [  mesmo se o inverso não é verdade ] .

 

 

DIÁLOGOS –

Gilles Deleuze e Claire Parnet.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fy

 

 

 

 

 

3 Comments »

  1. Oi Fy,meu nome é Vítor.
    Excelente trabalho,excelente exposição.Me ocorreu citar a analogia entre a teoria de Inconsciente Coletivo de Jung e a cosmogonia indiana que aponta o Akasha(sânscrito): o elemento éter, o qual junto com água,terra, fogo e ar, forma o quinto elemento dos hindus e o seu conceito de “registros akáshicos” possui óbvias semelhanças com o inconsciente coletivo.
    E de acordo com ambas as definições teremos,certamente que referenciar um panorama paranormal ou supranormal,bastante familiar a Jung, à Blavatski e adeptos do esoterismo, incluindo os espíritas,apesar de encontrarmos nomenclaturas diferentes.
    Diante desta definição dos registros akashicos ou inconsciente coletivo:Inconsciente coletivo: Inconsciente:camada estrutural da psique humana que contém elementos herdados, distintos daqueles do inconsciente pessoal.
    Contém toda a herança espiritual da evolução da raça humana,que eclode de novo na estrutura cerebral de todo indivíduo,incluindo
    padrões e imagens universais comuns a todos os povos (arquétipos),representações simbólicas específicas ou imagens arquetípicas.
    É a camada mais profunda do inconsciente.
    Normalmente inacessível à consciência comum, é de natureza supranormal, universal e não-individual.
    Registros Akashicos:Registros Akáshicos (Akasha é uma palavra em sânscrito que significa “céu”, “espaço” ou “éter”), segundo o hinduísmo e diversas correntes místicas, são um conjunto de conhecimentos armazenados misticamente no éter, que abrange tudo o que ocorre, ocorreu e ocorrerá no Universo.
    Isto implicaria numa interessante busca por inteligências capazes de contatá-los e que nos trouxessem soluções efetivas.Isto claro descartando eufemismos e aplicando o sistema de leitura “fotagráfica”. Como não houve progresso significativo nesta área,e desconhecemos qualquer indicativo prático que possamos citar,leremos frequentemente que o acesso a estes registros akáshicos eterizados só podem ser acessados através do “merecimento”. E temos então instaladas,as mais confusas teorias sobre “merecimento”,que incluem processos de desumanização em todas elas.
    Sob um ponto de vista mais eclético,bem mais coerente em minha opinião e talvez mais afinado com a filosofia de Deleuze e de Parnat no texto que voce nos trouxe,trago a seguinte observação:Seja pela ausência de evidências, seja pela absoluta insignificância de sua influência para fins teóricos e práticos, o fato é que, pela primeira vez, o Éter foi descartado do conjunto dos princípios científicos.Mas Einstein não descartou o Éter, só que, para ele, o Éter é o próprio espaço-tempo.A idéia do Éter de Einstein, aliás, é totalmente coerente com outra versão ainda mais antiga deste mesmo conceito: o Akasha.Na ancestral filosofia Oriental, o Akasha é comparável a um infinito oceano de possibilidades, situado fora do tempo, no domínio do eterno presente ou instante.Dele emergeriam, à partir do concurso da consciência de um observador, todas as coisas do mundo sensível. Não se trata, portanto, de um meio material a que se possa atribuir movimento, mas de um potencial de existir de onde todas as coisas ganham forma (prakriti) e significado (purusha) inseparáveis.
    Em minha opinião isto óbviamente as torna compatíveis mesmo em suas diferenças,permitindo um amplo ou interminável processo de conexões.
    Um abraço e ótimo final de semana.

    Comment by Vítor — 30/01/2010 @ 9:23 AM

    • Oi Vítor,

      É verdade, são 2 conceitos praticamente iguais. E remetem sim a uma idêntica causa.

      O Akasha no esoterismo é a própria quintessência de energia possível. Todas as manifestações de energia nos mundos material, psíquico e espiritual são dele derivadas.

      A Teosofia, na realidade, postula que o universo não é um caos, mas sim um cosmo, ou seja, um todo ordenado.

      Ela afirma que a harmonia, o equilíbrio e a ordem nele existentes são reflexos da atuação de uma inteligência que transcende a nossa capacidade de compreensão.

      … pois é, e aí então temos a Sra Ciencia que, continua sua investigação sem se preocupar nem com a possibilidade de finalmente encontrar esta tal inteligência e nem mesmo com esta afirmação oportuna de que a mesma está e sempre estará acima de nossa compreensão.

      Teosofia, ou qq outra linha de pensamento, religião ou filosofia que se oponha à Ciência, à evolução do homem, à sua busca por compreensão; é obscurantista e alicerçada em dogmas suscetíveis à evolução ou seja, são temerárias em relação à mesma, e a ela se opõem.

      A mesma e senil atitude ocorre em relação à Psicologia.

      Os junguianos ortodoxos,pra quem o processo de individuação é um completo “dogma” incompreensível – com a única intenção de se perder num palavrório ecumênico, sem resultado ou propósito nenhum; mas com uma ampla possíbilidade comercial, – tratam um pós-junguiano como Hillman, por ex; como um Fausto pós moderno. Ou um concorrente significativo.

      Existe uma teimosia em afirmar que a Ciencia precisa e deve romper com os grilhões do materialismo e se voltar para a causa primária dos fenômenos observados.

      Esta, por ex, é uma crítica teosófica. – Pra mim: religiosa. – Mais: infundada. – “se voltar para a causa primária” ? – quem sabe a “causa primária” ? a religião? – alguma ?

      Não acho que a Ciência caminhe apenas pelo materialismo. Acho esta afirmação absurda. Talvez, ela caminhe através e pela observação. O que é muito diferente. À partir da Observação, ela lança perspectivas e avança no sentido de comprová-las ou não. Não estebelece verdades, mas não se contenta com o acreditar cego e vazio. Sorte nossa ! ou ainda estaríamos morrendo de tétano ou pedindo misericórdia a algo “supra-natural” qdo nossos nenems tivessem uma crise de bronquite.

      Claro que o progresso mal estruturado leva ao caos. Mas tudo que é mal estruturado leva ao caos. A religião, seja qual for é tão ou mais ameaçadora quanto a Ciencia, pois serve-se dela descaradamente. Para o mal. Para o bem, pregam um deus inacessível e por isto mesmo: “indiscutível”.

      Transferir este deus, pra o nosso tal de “Self” > ou para o nosso “Inconsciente” > é ganhar dinheiro na manha, não é não?

      Basta comprar um manual dos Significados dos Sonhos – segundo Jung – um precário conhecimento de Mitologia, e pronto. O paciente, a Historia, a própria Medicina, vão pra casa quietinhas com um diagnóstico em grego na mão.- e ?

      Todos viramos Afrodites, Édipos, Perséfones, Sísifos, Narciso, Fausto, Mefistófeles, Dom Quixote, Sancho Pança, Peter Pan, Wendy, Capitão Gancho,Jesus, Lúcifer, uma salada só… e aí vamos… – ? Where we go? – todos somos desiquilibrados sexuais,não nos libertamos da mãe, ou estamos envoltos numa confusa disputa entre ânima e ânimus. – Olha só:

      “Na psique de todo ser humano existe uma falsa criação representada em forma de besta e sua contraparte divinal.
      Esta partes são mencionadas na mitologia antiga: São Jorge e o Dragão, Perseu e a Medusa, Hércules e a Hidra de Lerna, São Miguel e o Diabo, Teseu e o Minotauro… e tantas outras duplas antagônicas.
      Elas representam exatamente o símbolo da Batalha ou Luta Interior, para eliminar o monstro opressor (O Ego).”

      Autor: Samael Aun Weor
      No cristianismo a fórmula é mais degradante ainda. em outros ismos…. – inclusive os políticos, a coisa descamba …se é que é possível….

      – complicado, não é? [ – em Diálogos – Deleuse faz referência a uma citação idêntica e tão esquizo quanto esta, feita por um psicológo . – E… a mais comum interpretação de Jung está contida neste parágrafo do Samuel Aun Weor.]

      Bjs

      E Hillman, é “crucificado” ao afirmar: – Tivemos Cem Anos de Psicoterapia e o Mundo Está Ficando Pior – …

      Sabe, Vitor, eu sou deleuziana mesmo! E Hillman, tb teve fases geniais.

      Bjs

      Comment by Fy — 31/01/2010 @ 8:50 AM

  2. Ontem acabei de ler o post sobre o Jack the Ego,e dei gostosas gargalhadas. Minha intenção era comentar este segmento elaborado por voce,entre Jung, Freud,pós junguianos e filósofos na linha de Deleuze e Maturana,etc,quando fui surpreendido pelo Poema de autoria do KingMob.Meus sinceros parabéns Fy, vocês definitivamente me parecem uma geração cabeça feita incapaz de se deixar absorver por estas, me perdoem a expressão, espalhafatosas doutrinas escapistas, tirânicas em sua desumanização.A própria psicanálise,uma vez envolvida claramente com crenças, rituais e práticas religiosas,perde muito seu valor analítico e investigatório. A afirmação deleuziana que acusa a nova psicanálise de substantivar “sintomas” através de conceitos coletivos é realmente um retrocesso à massificação doutrinária religiosa. Eu, particularmente considero Jung um grande estudioso, um erudito, mas nada me agrada na linha de pensamento que formulou a partir de seu rol de conhecimento. Acredito mesmo que ele tenha confeccionado uma colcha de retalhos, muitas vezes com uma aparência bizarra e falha,tentando emendar trechos e passagens antagônicas, utilizando materiais diversos e antagônicos entre si na construção frankensteiniana de uma colméia a que ele chamou de Inconsciente Coletivo. Considero inclusive que seus desequilibrios deveriam ser considerados quando da “aplicação” de seus métodos experimentais,sendo que os mesmos,pra quem conhece sua biografia,lembram claramente a relação entre o jovem Frankenstein e sua criação.
    Abraço,
    Vítor Simmonsen

    Comment by Vítor — 09/02/2010 @ 8:54 AM


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