windmills by fy

01/02/2010

Chô ! tristeza…

Filed under: Uncategorized — Fy @ 4:51 AM

 

Este texto é pra Clau e pra  um outro amigo meu, que ,  um dia destes , estavam meio tristes,

 

Quem escreveu foi a Fernanda Young , de quem também sou fã de carteirinha e acredito que não precise falar sobre ela.

As ilustrações pertencem a uma artista israelense , e pra quem não conhece  é a Kukula , que tem 28 anos e hoje vive na Califórnia.  Ela sempre foi obcecada por duas coisas :  bonecas e ilustrações.  

Aos 18 anos , em vez de se alistar no exército [  onde não poderia levar suas bonecas !] , decidiu estudar artes .  Suas pinturas trazem meninas-boneca que são frágeis e delicadas –  mas macabras ao mesmo tempo.  Bichinhos fofos, laços, flores e vestidos fazem contraste com expressões tristes , lágrimas , nudez  e  até  mutilação . Kukula   fusiona os contos de fadas com femmes fatales  [ taí uma  excelente definição pra tristeza ! ] .  O trabalho dela é muito bom e referência para vários artistas.  

Kukula já expôs em vários lugares com trabalhos mirabolantes e impressionantes: vale a pena :

Corey Helford Gallery

Copro Nason Gallery

Thinkspace Gallery

Gallery Nucleus

  

  

  

“…deixa eu te dizer antes que o ônibus parta

 que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado,

assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer,

 pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira,

é, não estou sendo agressivo não,

 esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira,

 mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme

que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas,

 e pouco a pouco derrubar todas as paredes

e arrancar o telhado para que você crescesse livremente.”

 Caio Fernando Abreu

  

  

Para a tristeza

  

 

 

 

 

 

 

Companheira, sei que você vai chorar quando ler esta carta, mas quero deixar de ver você por uns temos.

Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas.

Não nego sua importância; em diversos momentos difíceis da minha vida você permaneceu comigo,

mesmo quando todos se afastaram.

  

 

 

 

 

 

 

 

Só que, com você, sinto que não ando para a frente.

Esse seu pessimismo me atrapalha.

Tenho tentado evitar você de todas as maneiras, e isso não é legal. 

Ainda mais porque sei que se magoa por qualquer coisinha.

Mas basta você chegar e lá se vai minha alegria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não agüento mais os seus assuntos mórbidos, a sua cara desanimada.

Até sexo, com você, ficou sem graça.

Nada mais broxante do que gente que chora durante a transa.

 

 

 

Perdi anos de minha vida ao seu lado, Tristeza,

acreditando em tudo que você dizia :

Que o amor não existe e o mundo não tem jeito.

 

 

 

 

 

 

 

Você é péssima conselheira para suas parceiras – que o digam a Marilyn e a Sylvia*.

[ * A autora refere-se à morte da atriz Marilyn Monroe e da poetisa Sylvia Plath. ]

 

Agora, chegou a hora de dar chance à alegria,

que há muito tem mostrado interesse em passar uns tempos comigo.

Ela me elogia , sabe ?   – Você?

O único elogio que eu lembro de ter ouvido de você foi que eu fico bem de olheiras.

 

 

 

 

 

Veja bem: não estou dizendo que quero acabar com você para sempre.

Sei que estou presa a você, de uma forma ou de outra, pelo resto da vida.

 

 

 

 

 

 

E podemos muito bem ter os nossos momentinhos juntas, aos domingos ou em longas tardes de poesia.

 

 

 

Só não posso é continuar à mercê dos seus péssimos humores, dia após dia, sabendo que você nunca irá mudar.

Chega de fornecer moradia à sua pesada existência.

Desde pequena, abro mão de muita coisa pela sua companhia.

Festas a que não fui porque você não me deixou ir,

paisagens lindas nas quais não reparei porque você exigiu de mim total atenção,

amigas que perdi porque insisti em levar você comigo a todos os lugares.

 

 

 

 

 

 

Ora, tristeza, tente ao menos ser mais leve. Sorria de vez em quando, pare um pouco de se lamentar. Ou vai continuar sendo assim: ninguém querendo ficar com você.

Não vou cobrar o que deixei de ganhar por sua má influência , pois sei que tristezas : não pagam dívidas.

Mas quero de volta meus discos de dance music, que você tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que você se
instalou aqui.

Por favor, não tente entrar em contato comigo com as mesmas velhas razões de sempre.

 

 

 

 

 

 

clique e ouça

 

 

 

 

 

 

 

 

Não é a fria lógica dos seus argumentos que irá guiar meu coração daqui por diante.

Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus.

Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim.

Cansei da sua falta de senso de humor, do seu excesso de zelo.

Vá resolver as suas carências em outro endereço.

Como me disse o Lulu, hoje de manhã, no carro,

a caminho do trabalho :  “Não te quero mal, apenas não te quero mais”.

   Bye-bye, 

                 Fernanda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11 Comments »

  1. OI Fy! bacana esse post…. essa do Caio Fernando Abreu é muito boa tbem hein…
    Tava eu lendo um livro na livraria hj (li quase inteiro hahaha, se os donos da livraria soubessem, eu iria ter q pagar uma taxa..rs), e lembrei de vc….
    é um livro de Robert Jhonson- COmo “dominar” o lado sombrio da psique… (http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=368199&ID=C953AC207D80A1E0A130D0418)
    ele, como adepto de Jung, fala sobre a Sombra e a relaçao de paradoxo que deve haver para nos guiar em torno das nossas contradições, isto é, nao devemos abandonar, negar, nem impulsionar nosso lado “obscuro”… É sempre uma relação de síntese, é preciso que a psique “suporte” a existencia de todos os aspectos intrínsecos à Vida…. bom , dá uma espiada no livro e saberá mais…..rs

    para lançar luz à “nossa” sombra, postei mais um texto da serie Namastê, lá no blog:
    http://psiqueativa.blogspot.com/2010/01/namaste-filosofico-busca-pela-verdade.html
    Bj…

    Comment by Caio — 01/02/2010 @ 10:32 AM

    • Aloha, Caio

      Ah…! gostou?

      A Fernanda é demais, Caio. Aliás, esta brincadeira que ela faz com a própria sombra ou sombras, além de ser o leitmotif dos seus melhores livros e textos, é um uso saudável da Imaginação Ativa do Jung. Uma forma de se lidar com as coisas obscuras que todos nós , claro, temos, sim. … somos inteligentes … – dá uma olhadinha no texto: À Culpa, tá aqui nos comments.

      Esta do Caio F. A. é genial.

      Pois é, nessas andanças tão curiosas que agente, que gosta, faz por aí em busca de idéias e canções que expressem o que agente sente, ou cujo ritmo atravesse o do nosso coração e a tal da dança, enfim…, aconteça; eu encontrei este texto.

      É pequeninho, mas…. me fez pensar pra caramba:

      A Sombra veio ter com a Luz a fim de saber o motivo de não lembrar-se da escuridão.

      Luz:

      -Minha cara Sombra, a escuridão se torna parte de mim quando apareço.

      Eu eu posso moldá-la no formato de qualquer matéria, apenas com a direção de meu olhar.

      Sob meu controle, a escuridão imita a realidade.

      Trêmula, a Sombra conclui:

      -A escuridão sou eu. [ !!! ] Sou eu sob teu controle.

      Mas, ainda resta uma dúvida. [ … ]

      – Tu me moldas … ou sou eu que me adapto sob o teu olhar?

      … … … …

      Cala-se … a Luz.

      E do Lucio : o Franco Atirador :

      Bom, todos nós temos uma sombra, não? Uma parte de nós que reúne tudo o que conscientemente rejeitamos mas que, por isso mesmo, tem reservas de energia que nós não temos. Aceitar a sombra faz parte do caminho.

      [ vou ler o livro – sim – aiaiai – deixa comigo ]

      Adorei teu texto novo e já comentei.
      2 coisas:

      – eu parei de assistir Lost pq enjoei – mas este livro explica mesmo o q aconteceu lá? eu achei q o autor da série se perdeu um pouco. rsrsrsrs

      – e quero te agradecer, pq lá no teu blog eu linkei na Marcia Tiburi – Ah Caio, eu gosto tanto dela! – nem sabia que ela tinha site nem blog! thank’s.

      Bj

      Comment by Fy — 02/02/2010 @ 2:47 PM

  2. A tristeza é um dos estados de espírito que mais causam mal ao organismo.

    Talvez muita gente não saiba, mas sentimentos negativos, como a tristeza, a depressão, a raiva, o ódio, o rancor etc, fazem com que o organismo se debilite e, assim, gere doenças de verdade, aquelas que são captadas pelos exames clínicos.

    A tristeza corrói a alma e deixa o corpo com baixa energia, propenso a uma série de enfermidade mentais e físicas.

    De uma tristeza profunda nasce uma depressão, que, com o tempo, pode se tornar crônica e minar as resistências do corpo.

    Uma vez instalada a depressão, o organismo fica suscetível a uma gama enorme de doenças, entre elas as do coração e o diabetes, como exemplos mais claros.

    Muito legal esta da Fernanda.

    Beijo pra voce

    Comment by André — 01/02/2010 @ 10:44 AM

    • Nossa André,

      eu nem ví isso ontem!

      vou te responder lá no outro, mas… esta musica do Cabaleiro é demais. Eu não conhecia.
      Não acreditei na letra!
      Como vc foi lembrar?

      É mais fácil
      Cultuar os mortos
      Que os vivos
      Mais fácil viver
      De sombras que de sóis
      É mais fácil
      Mimeografar o passado
      Que imprimir o futuro…

      Não quero ser triste
      Como o poeta que envelhece
      Lendo Maiakóvski
      Na loja de conveniência
      Não quero ser alegre
      Como o cão que sai a passear
      Com o seu dono alegre
      Sob o sol de domingo…

      Nem quero ser estanque

      Como quem constrói estradas
      E não anda

      Quero no escuro
      Como um cego tatear
      Estrelas distraídas
      Quero no escuro
      Como um cego tatear
      Estrelas distraídas…

      Amoras silvestres
      No passeio público
      Amores secretos
      Debaixo dos guarda-chuvas
      Tempestades que não param
      Pára-raios quem não tem
      Mesmo que não venha o trem
      Não posso parar

      Tempestades que não param
      Pára-raios quem não tem
      Mesmo que não venha o trem
      Não posso parar…

      Veja o mundo passar
      Como passa
      Uma escola de samba
      Que atravessa
      Pergunto onde estão
      Teus tamborins?
      Pergunto onde estão
      Teus tamborins?
      Sentado na porta
      De minha casa
      A mesma e única casa

      A casa onde eu sempre morei
      A casa onde eu sempre morei
      A casa onde eu sempre morei…

      ah, super lembrança !

      Adorei muito.

      Bjs

      Comment by Fy — 01/02/2010 @ 11:50 PM

  3. Caramba eu não me entendo com estes comentários, Não saiu a metade, tá indo aí , vamos ver.

    É, fazer da tristeza um meio de vida é bem punk sim.

    Aceitar que emoções como medo, tristeza e ansiedade são naturais é mais fácil pra conseguir superar algumas barras. Mas fazer disso um meio de vida é doentio, sim.
    Vale ressaltar: ser otimista não significa forçar a barra para estar alegre o tempo todo.
    Afinal, a tristeza tem seu papel. “Quando melancólicos, encontramos poderes que não descobriríamos se continuássemos contentes, queremos encontrar novas maneiras de ser felizes”, e isto é real, pra todo mundo. Quem vive satisfeito não evolui.
    Isto é de um livro que eu li na época em que eu fiquei mal, Fy, é do Jerome Wakefield, professor de serviço social da Universidade de Nova York e co-autor do livro “The Loss of Sadness: How Psychiatry Transformed Normal Sorrow into Depressive Disorder” (A Perda da Tristeza: Como a Psiquiatria Transformou a Tristeza Normal em Desordem Depressiva, inédito no Brasil). E isto é que é foda.
    Ficar triste, não é ser depressivo. Ficar triste é uma busca por um estado de felicidade. Só pessoas doentias entendem a tristeza como algo necessário, ou como sinônimo de santificação e estas balelas todas. Só pessoas doentias não conseguem aprender ou enxergar as lições da felicidade ou da alegria. Talvez porque, pelo próprio desequilíbrio de que são vítimas, a felicidade não as afete como a tristeza.
    Também tem os que na ânsia de ser feliz, tipo anuncio de carro (e por diagnósticos malfeitos), acabam recorrendo a remédios, sobretudo antidepressivos, que só possuem eficácia quando tratam distúrbios. “Esses medicamentos reduzem o afeto negativo patológico, mas não aumentam o afeto positivo”: do psiquiatra Hermano Tavares.
    Legal talvez seja conseguir ver o lado positivo, e não ignorar nossos momentos tristes porque é natural. Mas não fazer deles uma iniciação a sei la que tipo de esquizofrenia,comoeu li lá naquele blog, que papo doentio, Fy. Muita coisa pra comentar.

    Comment by André — 01/02/2010 @ 10:58 AM

  4. É, fazer da tristeza um meio de vida é bem punk sim. > André

    Muita coisa é punk, André.
    E taí uma coisa triste, sim.

    Nada como um deserto, um vale de lágrimas, um abismo, uma cruxificação qualquer, um delírio maso [ masoquista] de deturpados.
    Mas, colocar a mão na massa…. ah, brother, – … que bobagem…. – aliás vc comentou comigo sobre aquele discurso do Pondé. O cara devia ter sido preso. Mas…. segundo os esquizos, ele faz parte da bacia das almas “categorizadas”. Eugenia: sórdida e tendenciosa.

    Sabe, eu tenho visto as pessoas reagirem de uma forma violenta – insuspeitada até – em defesa de doutrinas, de filosofias alienantes, como se fossem donas, proprietárias de verdades superiores; e nem se incomodando em verificar consequências, o making off das mesmas e o resultado de sua influência nas regiões onde se originaram.

    Outro dia, o Coringa me passou uma reportagem, acho que do NY Times tb, preciso achar – que eu quero até postar, esclarecendo a dificuldade que os ocidentais possuem em compreender alguns temas e “emprestarem” a eles esta ou aquela definição. Era um texto indiano, atual, esclarecendo que a palavra Maia, foi mto mal interpretada pelo Ocidente, causando a impressão de que a Índia é um país alienado e que não admite a realidade.

    Mas, como eu adoro qdo as pessoas falam do que sabem, do que perceberam na vivência, na raça mesmo, fica sempre aquela pergunta:

    – Entre tantos véus, maias, vazios e compreensões ” superiores de realidade” , VOCE JÁ FOI À ÍNDIA?

    VC JÁ FOI AO JAPÃO?

    JÁ FOI À CHINA ?

    JÁ FOI AO TIBET? [ com uma máquina fotográfica,…. por ex?]

    JÁ SE DESINTEGROU E SE LIBERTOU DE SUA MATÉRIA “INCÔMODA” … [NA MELHOR DAS HIPÓTESES] ?
    JÁ VIROU SANTO? OU SE INDIVIDUOU?

    Sabe, será que existe um estado mental mais indicado que o nirvana ou samadis múltiplos, nos porôes das bigempresas orientais, onde milhares de infelizes operários produzem e produzem.

    Em algumas fábricas é de assustar as condições nas quais trabalham os operários: sem protetor auricular, muitas vezes sem equipamento de proteção individual e muitas vezes não há nem bebedouro nem banheiro nos work rooms, que são salões imensos dentro dos galpões gigantes onde as fabricas estão instaladas. > e tem muito mais….

    a realidade é uma ilusão, vc não sabia? vixe… tudo mentira: não se preocupe: nada está acontecendo….. : esta é glamourosa teoria das “elites” – seja católica, budista , esquizo, islâmica ou comuna, , ou uma falsa impressão qualquer produzida pelo “ego” …

    – maisdemais um pouquinho, littlebrother: e a “matéria” um obstáculo para a “iluminação” – e então: a mão de obra “iluminada” é praticamente escravidão. …. “funciona”…..que é uma beleza….

    Da mesma forma, a tristeza o desencanto, o tal “virar santo-iluminado” nesta tal de Terra “triste-expiação” é altamente conveniente. Isto falando em termos de Maturana, em termos de sociedade, em uma visão mais generalizada.

    Sobre os efeitos individuais, [ que resultam no social, claro] vc falou mto bem, nada a acrescentar. A não ser que “tristeza” e “amargura” nestes meios doentios é “status”. Alienação também. … ou então: vc é traumatizada!

    “Ter visões é fácil. A mente nunca cessa de exsudar e transudar a seiva e o sumo da fantasia e de, subseqüentemente, congelar seu jogo em monumentos paranóicos de eterna verdade.” – Hillman

    E esta, pra mim, cada dia mais se torna a maior verdade em que já acreditei:

    “O caminho que atravessa o mundo é mais
    difícil de achar que o caminho que o transcende.”
    Wallace Stevens, em “Resposta a Papini”

    daí que: salve o Cabaleiro:

    É mais fácil
    Cultuar os mortos
    Que os vivos

    Mais fácil viver
    De sombras que de sóis

    É mais fácil
    Mimeografar o passado
    Que imprimir o futuro…

    Sabe, André, é preciso Coragem, pra ser Feliz.
    E a Vida… é tão rara!

    Bjs

    Comment by Fy — 02/02/2010 @ 1:18 AM

  5. Fy

    Genial a Kukula. Dei uma olhada no site.Forte,né?,muito doido. Muito triste,meio punk,meio dark,genial,quase indefinível.Eu achei,as bonecas meio parecidas com ela.

    André

    Adorei tudo o que voce colocou. Tristeza faz parte e não é meio de vida e nem de salvação.Ao contrário,demais é enterração.
    A tristeza é comoda,invejosa,e viral.Por isto é oportuna sim. È mais fácil de se ler também. A alegria é mais profunda,é mais rara,é caminho,não é chegada.E não existem caminhos made in Taiwan.

    Ele anda,e faz o seu caminho enquanto anda.
    O rebelde assemelha-se a um pássaro voando no céu;que caminho ele segue?Não existem estradas no céu,não existem pegadas de pássaros ancestrais,de pássaros notáveis,Gautama Budas.Nenhum pássaro deixa qualquer pegada no céu;portanto o céu está sempre aberto.Você voa e faz o seu caminho.
    Encontre a direção que lhe dê alegria.Mova-se para a estrela que toque sinos em seu coração.Você deve ser o fator decisivo,ninguém mais!
    OSHO

    E ele é que era o idiota!

    Mais Fernanda:(que genial voce lembrar,Fy)

    Então chegou o dia em
    que ela disse:Chega.
    Cansada estavade dividir cápsulas
    toda noite.
    E cansada ficava
    mais ainda durante o
    dia, quando o sono
    químico lhe sufocava
    a mente.

    Por semanas
    sentiu seu corpo
    remoer.
    Chorou e riu,
    brigou com muitos
    e vomitou.

    Até que do sangue
    sumiu a dependência
    e os “dois lados” ficaram
    certos.Não mais bipolares.

    Organizada,a moça,
    tomou como “prática”
    os exercícios.

    Mas de noite,na hora
    de dormir,e de manhã,
    assim que acorda,ela
    reza-às vezes ainda
    chora – implorando
    ao caos que dela
    desista.

    Boa Sorte!,pequena
    Garotinha,a sua mãe
    é você mesma.

    Também fico com o Zé Cabaleiro.

    Bjinhos e saudades

    Comment by Carol — 02/02/2010 @ 3:02 AM

  6. Aloha, Carol!!!!!!!!!!!!!!!!

    Mto bomdebom sim.

    Pois é, eu não coloquei as mais assustadoras. Mas é intrigante. Acho q a palavra é esta. Além de lindas, as bonecas são lindas. Mas bem freek. Tem algumas, com o cabelo chanel que até me lembra a Fernanda Young.

    Boa Sorte!,pequena
    Garotinha,a sua mãe
    é você mesma.

    pois é….: Fernanda.

    Eu não sei se vc já leu este. Não tem nos livros que eu saiba.
    Valia um post, mas vai aqui e só vale a pena:

    À culpa!

    O que é isso, companheira? Sei que prometi mandar notícias o quanto antes e andava cheia de remorsos por não tê-lo feito ainda, mas nada justifica as acusações que você me faz.

    Você diz que eu não me importo com você, quando todos sabem que pagar tudo que lhe devo é uma das minhas principais preocupações. Pergunte às minhas amigas: falo de você quase todo dia. De como sinto o coração apertar sempre que me lembro do que você significou em minha vida.

    Curioso que, desde que nos conhecemos, você causa em mim essa sensação de estar deixando de cumprir algum compromisso que assumi. Acho que é a maneira como você franze as sobrancelhas quando olha para as pessoas; parece que está constantemente querendo nos lembrar de alguma coisa importante que esquecemos.

    Desculpas, Culpa, mas fiquei magoada com sua idéia a meu respeito e gostaria de, mais uma vez, deixar claro que não quero me eximir de você. Mesmo que quisesse, seria impossível, psicologicamente falando. Estamos ligadas para sempre, eu e você, por mil motivos: passamos a infância juntas, fomos colegas no colégio católico, éramos inseparáveis na adolescência.

    Enfim, sou incapaz de te esquecer, mesmo quando tento. Tudo me lembra você: as frutas que não como, as ligações que não faço, o remédio que não tomo, a saudade que não sinto

    Tem um livro, Culpa, que me recorda bastante você: O PEQUENO PRÍNCIPE. É lá que está escrito que nós nos tornamos responsáveis por aquilo que cativamos. Acredite, jamais negaria a minha responsabilidade sobre o nosso relacionamento. E fico penalizada de saber que você está assim, tão terrivelmente decepcionada comigo. Faço o que posso, você precisa entender.

    Jurei que ia te visitar e vou, assim que for possível. Parece mentira esfarrapada, mas, com o passar dos anos, tenho estado com menos tempo disponível para eventos familiares. E você, Culpa, eu já considero da família.

    Com certeza, vamos nos ver durante o Natal. Que, para mim, é quase um sinônimo da sua chegada. Senão, fica para o réveillon, quando provavelmente nos encontraremos na hora dos fogos. No máximo, depois do Carnaval – adoro dividir com você as besteiras que faço quando bebo, e me fazem falta seus sábios conselhos.

    Calma, não me esqueço do seu aniversário, que se aproxima – é que não sei se poderei ir. Ausência que doerá mais em mim do que em você, pode acreditar. Mas é que estou de dieta, e suas festas, cheias de tentações deliciosas, engordam-me quilos.

    Culpa, sei que parece que estou fugindo de você, mas se há um pecado que não cometo é o da injustiça. Carregaria você nos ombros, se você sobrasse para mim, somente. Mas nunca faltarão consciências, por aí, para arcar com você, se isso for necessário.

    Tivemos nosso tempo juntas, e agora os anos colocaram distância entre nós. Sinto você aqui comigo, entretanto, neste exato momento. Só que você não é minha nem eu sou sua.

    Melhoras,

    Fernanda Young

    Bjs

    Comment by Fy — 02/02/2010 @ 3:50 AM

  7. Andei de post em post, li, e não consigo mais sair daqui.

    Parabéns,obrigado.

    Comment by duda — 03/02/2010 @ 1:59 PM

  8. Oi Duda, fica mesmo: este “aqui” é de todos nós.

    Bj

    Fy

    Comment by Fy — 04/02/2010 @ 12:31 AM

  9. Very quickly this website will be famous among all blogging viewers, due to
    it’s pleasant articles or reviews

    Comment by stefanie — 24/06/2013 @ 7:41 PM


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