windmills by fy

10/02/2010

Panteísmo I

Filed under: Uncategorized — Fy @ 7:05 PM

  

 

 

 

 

  

 

  

  

 

 

O panteísmo é , sem dúvida , uma das crenças mais antigas da humanidade.  

Mais velho que o budismo, que o cristianismo ou que qualquer outra religião, 

 há mesmo quem defenda que todas as religiões existentes não passam de simples permutações dessa crença primordial. 

  

Quando a reflexão começa de uma percepção de toda realidade finita,

das entidades passíveis de mudança e é dado o “ nome” :  deus  ou deusa …  à  sua totalidade,  

denomina-se Panteísmo Cósmico .  

E é esta a minha percepção  e minha forma de compreender o mundo. 

 

 

O panteísmo identifica a mente e a matéria , e pensa que a unidade é o que se chama de  divino .  

  

E assim , o finito e o infinito tornam-se uma e a mesma coisa, embora : diferentes expressões de uma mesma coisa.  

O universo passa a ser auto-existente , sem começo , embora sujeito a modificações .  

De acordo com o panteísmo , todos os seres e toda a existência são concebidos como um todo . 

Em relação a alguma dúvida sobre a  Individualidade ,  

Deleuse explica  claramente através de sua teoria sobre    Unicidade, Multiplicidade, Rizoma  .   Vale a pena . 

 

  

  

  

  

A condição deste tipo de sistema é a de complexidade ,  

em que não há um decalque ,  

não há uma cópia de uma ordem central ,  

mas sim múltiplas conexões que são estabelecidas a todo o momento ,  

num fluxo constante de desterritorialização e reterritorialização .

  

  

[ existe uma melhor explicação sobre o Universo ou sobre o ser humano? ] 

  

  

  

  

 

An  Infrared  View  of  Saturn

 

 

 

  

Ao contrário dos deístas , o panteísmo não advoga a existência nem de um Deus criador do Universo , 

 tampouco das divindades teístas  “intervencionistas” ,  

mas simplesmente especula que tudo o que existe é divino,

portanto: manifestação divina , autoconsciente . 

  

Clarificando :   

o deus panteísta é o universo mesmo, como entendido pela ciência ,

como percebido com os olhos e outros órgãos sensoriais .  

 

 

 

Realizada essa compreensão  de que para os panteístas : universo é deus ,  

óbviamente temos que o  deus panteísta é visível , palpável , presente , óbvio , absoluto  e  evidente ,   claro como a luz do Sol .  

 

 

  

  

 Muitos dos seus mistérios são os mistérios apontados pela ciência, pela cosmologia, pela física. 

E mais ele se torna maravilhoso . 

 

  

 

 

  

  

  

  

Os panteístas só podem e, realmente o são, colocados na categoria de ateístas

pelos que advogam a realidade de um deus personalizado: como no caso dos “ismos” – todos os ismos…. 

– : são os deuses variados das religiões atuais.

  

 Na realidade, quando o panteísmo revela que deus é o universo,  

o universo do panteísta se diferencia do conceito trivial de universo ,

por ser considerado sagrado no sentido de  :

 ser respeitável , mas : livremente profanável ,  em seus profundos mistérios  

e por ser naturalmente gerador de Vida :  – no sentido de VidaS – e consciência ou conciênciaS . 

  

De alguma forma o conceito de  “deus” surge na humanidade para definir o superlativo ,

o incompreensível , o numinoso , o que transborda os nosso limites ;  

ou seja : inatingível como Papai Noel , entre outras criações de nossa imaginação ,   

ou seja :  –  toma-se uma fábula por realidade e  a  realidade por fábula   –   

– para o panteísta esse mesmo conceito de   “ divino ”    – de uma forma real ,  é atribuído ao Universo .  

Apenas ao Universo . 

  

Em relação à idéia de um mal metafísico , teológico , o problema é estranho ao panteísmo ,  

sendo , de fato , específico   das doutrinas teístas , as quais  – justamente por conceituar um deus plenipotente e sapiente ,

perfeito e bom ,   criador e superior a tudo quando existe   : ficaram “ sem ter a menor idéia de   “ como ” explicar o tal do Mal  ” …   …    

– e por isto ,   geram a necessidade de uma explicação adequada e convincente …  

sobre a criação , origem , existência e atividade do mal ,  

” mesmo ”  dentro do domínio , autoridade e  responsabilidade total   desse  ” tal e mesmo ser que é  supremo ” 

e portador de  todas as virtudes mencionadas .

. . .  afinal , convencer um adulto < que se finge convencer, aliás > é um pouco mais complicado ….  – apesar que não … muito , às vezes … 

escapismo e fuga são prozac não mão do povo.  . . . ópio   .

  

Por considerar inexistente um deus transcendental , o panteísmo esvazia o problema . [ e se responsabiliza pelo bem e pelo mal ]. 

  

  

Como para o panteísta tudo faz parte de uma maneira ou de outra do universo natural ,  

não existe um movimento ou anseio em busca de uma “ salvação meta-física ” . 

E nem mesmo por uma Iluminação escalafobética ::::  – nem em cima, nem atrás e nem porbaixo do mundo e nem de si mesmo , e muito menos em lugar-nenhum. 

  

Tudo é fluído no universo , tudo se transforma , sem exceção, –  inclusive as diversas formas de individualidade. 

  

O panteísta percebe, por observação , intuição e análise , que tudo o que existe já é uma totalidade ,  

uma unicidade  , da qual já faz parte e à qual tende a se integrar , identificar , unir , do ponto de vista subjetivo , “ cognitivo ” ,  

emocional  ( espiritual : em termos panteístas )  , no sentido de vivenciar e experimentar , conhecer essa unicidade . 

Naturalmente . – Não é preciso conquistar o que já lhe pertence . 

  

  

Saber , Perceber , Sentir e Vivenciar essa totalidade é a transcendência do Panteísta , 

 e para perceber – sentir e vivenciar integralmente é necessário corpo e alma.

Ou mente e corpo caso alguém prefira. … 

 

 

  

  E como não ?   

 E   porque não ? 

  

  

  

   

 

  

  

  

                                             

  

  

  

  

   

 … e  as  árvores  aí  talvez  em  mim  tocassem

e  as  flores  comigo  se  ocupassem  .
 
 Sylvia Plath

 

 

 

 

 

 

 

 Fy

 

 

 

 

 

 

 

 

–  continua … –

  

  

Fy 

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

 

 

 

31 Comments »

  1. Como é bom ouvir a TUA voz.

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 11/02/2010 @ 6:41 AM

    • Aloha,

      My friends know the song of my heart
      and sings it to me
      when i forget the words

      – Q calor! eu imagino aí!

      Bj

      Comment by Fy — 11/02/2010 @ 9:45 AM

  2. Obrigado, Fy.

    Super intenso este post sobre panteísmo.
    E como seria bom que todos nós nos lembrassemos da nossa terra, da nossa gente, do sol, da lua. Avida é tão rápida.
    Esquecer tanta bobagem que só complica o dia a dia e não faz ninguem melhor.

    (…)
    Neste delírio
    luminoso e geográfico
    ainda não sei
    se devo ser o país que atravesso
    ou a viagem que faço.

    Valerio Magrelli
    (excertos de poema)
    in Ora serrata retinae
    trad. M.C.L.

    Pra que saber se na verdade somos os dois?

    duda

    Comment by duda — 11/02/2010 @ 9:24 AM

  3. Neste delírio
    luminoso e geográfico
    ainda não sei
    se devo ser o país que atravesso
    ou a viagem que faço.

    Valerio Magrelli
    (excertos de poema)
    in Ora serrata retinae
    trad. M.C.L.

    Pra que saber se na verdade somos os dois?

    Duda, eu adorei isto! : Pra que saber se na verdade somos os dois?

    vou te responder com o Torga, Tá bem? … lembrei dele !

    “Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo.

    O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade

    e o coração, depois,

    … não hesite !”

    Miguel Torga

    Bj

    Comment by Fy — 11/02/2010 @ 9:50 AM

  4. Aloha,

    Calor? kuakuakuakua … Fy….. nem ego aguenta derrete!

    Também gostei duda , gostei mesmo. Sabe meninas, somos os dois, sempre. Só não sabe que “é” os dois quem não viaja.

    Ou quem gruda no roteiro.

    when i forget the words –

    Keep smiling, keep shining
    Knowing you can always count on me, for sure
    That’s what friends are for

    Aloha

    TocaYo

    Comment by Tocayo — 11/02/2010 @ 10:06 AM

  5. Fá,

    Esta sua visão, o panteísmo, chega a mim como um cuidado muito sutil com os movimentos internos da mente. Você sempre comenta: observo. E pra mim o que vc quis passar com o post deflui naturalmente de uma observação muito sensível dos movimentos da mente. Explico. Quando você escreve que Deus seria o próprio universo e cada coisa em sua univocidade este é um movimento, ou antes uma atenção plena (observação)ao que esta aí, um cuidado com o ser que se apresenta na sua imediatidade – sem a necessidade da postulação de qualquer ser “maior” ou plenisciente para pode explicar ou mesmo fundamentar esta experiência, estes objetos. Me parece que este micromovimento (de consequências mega), de passar de um dado imediato à experiência para a postulação de um ser que fundamente ou seja criador desta mesma experiência é mesmo um movimento de alienação, ilogicismo e obscurantismo.

    O mesmo valendo para o mal. O mais comum ao se deparar com o “mal” por aí este movimento de alienação, vê-se um mendigo, uma pessoa doente, ou mesmo uma pessoa feia e: “Aimeudeus, por que isto acontece , por que o mal existe, o mundo é cruel, se aconteceu com ele pode acontecer comigo”. Daí, deste movimento interno de alienação surge a necessidade de postular algo maior que proteja, que ilumine, que dê sentido, necessidade esta que não surgiria em primeiro lugar, se o “mal” fosse meramente observado, seja com os olhos do panteísmo que vêem unicidade em tudo num dia totalmente xamãnico e colorido, seja com os olhos da plena atenção Zen em um dia mais despojado. Sem vazio abissal… a mesma unicidade… a mesma ausência de influência dos movimentos alienantes de medo, culpa, raiva, fuga. Apenas como você tão encantadoramente diz: observo.

    bjo bjo

    Comment by Mob — 11/02/2010 @ 12:54 PM

  6. Sabe,
    olha isso aqui… É do Novalis, de um livrinho fininho, mas amor total, chamado Hinos à Noite. Edição portuguesa. E os portugueses tem um cuidado especial com os livros….

    De entre os seres vivos que têm o dom da sensibilidade haverá algum que não ame, mais do que todas as aparições feéricas do extenso espaço que o rodeia, a luz, em que tudo rejubila as suas cores, os seus raios, as suas vagas; e a suave omnipresença do seu dia que desponta? Como se fora a alma mais íntima da vida, respira-o o gigantesco orbe dos astros sem repouso, que flutua dançando no seu fluxo azul – respira-a a pedra faiscante, em sempiternas paz, as plantas sugadoras e meditativas, e os animais selvagens e ardentes, de tão várias figuras – todavia, mais do que todos, respira-a o excelso Estrangeiro, de olhar pensativo, passos incertos, lábios docemente apertados e repletos de harmonias. Como um rei da terrestre Natureza, ela convoca todas as potências para inúmeras transformações, prende e desprende perenes vínculos e envolve todos os seres terrenos na sua celeste imagem. Somente pela sua presença desvela toda a maravilha dos impérios do mundo.

    Para além me volto, para a sacra, a indizível, a misteriosa noite. Longínquo o mundo jaz – decaído para uma funda cripta – e ermo e solitário é o seu lugar. Nas cordas do peito sopra uma profunda nostalgia. Em gotas de orvalho me quero deixar afundar e misturar-me com a cinza. Longes da memória, anelos de juventude, sonhos de infância e os breves regozijos e esperanças vãs de toda uma vida tão longa vêm, com as suas vestes cinzentas como a névoa da tarde após o sol posto. A luz descerrou noutros espaços os seus álacres panais. Pois não havia ela de regressas para junto de seus filhos, que há esperavam há muito com a fé daí inocência?

    O que é que, de repente, pleno de pressentimentos, brota sob o coração e sorve a doce aragem da melancolia? Também em nós te comprazes obscura Noite. O que é que tu guardas debaixo do seu manto, que me toca a alma com uma força invisível? Um bálsamo precioso goteja da tua mão, de um molho de papoilas. Elevas as pesadas asas de nosso ânimo. Sentimo-nos obscuramente, inexprimivelmente comovidos. Vejo, numa crispação de alegria, um rosto grave, que para mim se inclina suave e pensativo, e até mim traz, por entre infinitas madeixas ondeadas, a tão doce juventude materna. Tão pobre e pueril me parece agora a luz – que júbilo e que benção, ao despedir-se o dia – Assim, só porque a Noite aparta de si seus servidores, semeaste na lonjura do espaço as esferas luminosas, para que testemunhassem da tua omnipresença – do teu regresso – no tempo do teu afastamento. Mais celestes do que aquelas estrelas cintilantes nos parecem os olhos infinitos que a Noite em nós abre. E eles vêem, mais longe do que os mais tênues desses inuméraveis exércitos – sem necessitarem de luz para penetrarem na profundiadade de um espírito que ama – e indizível júbilo preenche assim um altíssimo espaço. Glória à rainha do mundo, à grande mensageira de mundos sagrados, a do amor extasiado – é ela que te envia até mim – doce amada – amável sol da noite – eis que estou desperto – porque sou teu e sou meu – revelaste-me a Noite como Vida – tornaste-me humano – devora de ardor espiritual o meu corpo para que, etéreo, eu possa misturar-me contigo mais intimamente, e seja então eterna a nossa noite de bodas.
    ….und dann ewig die Brautnacht währt.

    >Em gotas de orvalho me quero deixar afundar e misturar-me com a cinza.

    Novalis é uma alma gêmea não tem nem o que discutir….

    >Como um rei da terrestre Natureza, ela convoca todas as potências para inúmeras transformações, prende e desprende perenes vínculos e envolve todos os seres terrenos na sua celeste imagem.

    Sabe é esse o essencial. É isso que importa. Então o resto é o resto. Eu já sei. Pode deixar.

    um beijo

    M0b.

    Comment by Mob — 12/02/2010 @ 4:32 AM

  7. Aloha,

    Entre as mutações infinitas deste universo sem fim, somos uma raça.

    Não estamos em nenhum outro lugar que não seja este aqui.

    Não estamos aqui pra nos prostrar.

    Não estamos aqui pra nos esconder nem em nós mesmos e nem do que criamos em nossa Imaginação.

    Estamos aqui pra explorar os dois.

    De cabeça erguida, orgulhosos do que somos e responsáveis pelo que viremos a ser.

    Com alegria. Com total e extrema Liberdade.

    Mesmo sabendo que Liberdade não é uma coisa fácil.

    —————————

    Todos temos uma pátria mítica ao fundo da alma, uma terra verde onde a vida se renova em pináculos de neve e em mares límpidos.

    Na minha pátria mítica a terra e o homem são um só, mas também a águas, os céus e as montanhas; entre a geada e a neblina, o vigor

    expectante do veado é o coração tranquilo do guerreiro que ateia o lume,

    o grito do falcão, sobre as nuvens atapetadas de prata, e a alma valente do pastor que trepa vales e escarpas.

    É um reino e não um país,

    porque é a vontade dos homens que regula o curso do tempo,a cor das casas , os dias sagrados ,

    os dias para o luto e os dias para o júbilo

    e o temor da noite que conserva nos gestos das crianças a aliança primordial entre os homens e a morte.

    São um povo,

    de saúde férrea enraizada nos minerais do chão,

    de braços fortes como as pedras em pé, altas, eternas ,

    que bordejam o mapa invisível das leis e dos costumes;

    os panos coloridos que incendeiam as raparigas,

    as barbas e os cabelos desgrenhados dos rapazes e a dança dos archotes que lhes une o desejo,

    os modos de se conservar a memória dos mortos no zelo com que se cuida as espadas e os escudos de eras pretéritas, os relógios lentos
    nos edifícios de rocha.

    Nada é um vazio.

    Tudo é pleno de Força antiga, santa.

    Nas horas em que a vida cansa, caminha-se para o manto branco colado ao céu,

    nenhuma coisa é feita de fraqueza, sobe-se , sobe-se com a ajuda dos mortos que antes o fizeram,

    para cima, onde o trono de gelo apazigua as dúvidas amargas,

    a melancolia de ser, o receio da morte e “ERGUE A ALEGRIA DO SANGUE ACIMA DOS MEDOS DO ESPÍRITO !

    Depois : somos pedra na pedra, uma estaca de gêlo sem idade ,

    e sabemos que o paraíso é tão simples como estar sentado no Vento em silêncio, a cortar pão de forno e queijo de ovelha.

    Long Live Scotland!

    Lord of Erewhon

    Nisto sinto Poesia sim, digna de uma raça. Gente que sabe que é gente. Aqui : SER é Dignidade.Vale a pena. Incentiva, continua , abre os olhos !

    Mas … aqui:

    “Havendo isto, há aquilo; quando isto se origina, aquilo se origina.
    Sendo assim, havendo a ignorância, há o nome-e-forma.
    Havendo o nome-e-forma, há os seis órgãos de percepção, há o contato; havendo o contato, há a percepção; havendo a percepção, há o apego; havendo o apego, há o desejo; havendo o desejo, há a existência; havendo a existência, há o nascimento, há a velhice, a morte, a preocupação, a tristeza, o sofrimento, o pesar e o desespero.
    Assim, pois, surge o sofrimento”.

    SIDDHARTHA GAUTAMA (सिद्धार्थ)

    Sinto Horror. Oportunismo. Exatamente como em outras religiões.

    Isto transforma o Homem e o Mundo do Homem nisto:

    Lí lá no Anoitan: onde todo mundo procura a alma , o self, a iluminação…. toooodo dia num lugar diferente e não encontra :

    “Finalmente, o ensinamento da “terceira fase” revela que a compreensão do vazio não é nenhuma outra senão a da natureza de Buda.

    A “ausência de um ser limitado” , individual, “não é o nada”, mas a experiência da “presença desperta”.

    É o “grande ser”, “puro” desde o início.

    A potencialidade para a iluminação existe dentro de cada um de nós, como uma natureza verdadeira, original. ” [ ??? : a nossa é de mentira !!!

    Pois é: isto vem de um livro chamado “Vazio” “Luminoso” !!!!

    Afinal…. : tudo é ilusão.- a “experiencia da presença “desperta”: …. é diferente…..

    MAS AS CRIANÇAS PERGUNTAM:

    – será que “LÁ” neste “LÁ” do tal do 3° Aprendizado – do tam do budismo – ou no paraíso eterno dos “últimos que serão os primeiros” … [!!! ] tem Arroz e Feijão? – ou agente não sente mais fome? NÃO SENTE MAIS NADA?

    Eu não conheço um Treinamento melhor que este pra o Comunismo.

    Repito:

    Alguém já foi à India?

    Ao Tibet?

    Leu sobre isto? – nos jornais, na Vida? na Realidade: não no Vazio…..

    ect e tals….? corações budistas ? de… marré … marré…

    Onde será… onde será que está a Alma destas Humanas Pessoas ?

    Puras ? Iluminadas ? Originais? Divinas? : NO FUNDO DO GANGES, com certeza: crucificadas…. apodrecendo a Vida.

    Real?

    Comment by Fy — 12/02/2010 @ 7:19 AM

  8. Religião Bon

    A religião original do Tibete é chamada Bon. É uma religião animista. Com a introdução do budismo no século VII, iniciou-se uma longa luta pela supremacia religiosa, luta esta que acabou sendo ganha pelos “pacíficos” e “iluminados” adeptos do budismo, mas não sem que este recebesse marcada influência do Bon. A prática da consulta de oráculos, por exemplo, seguida até pelos Dalai Lamas, é um dos exemplos de influência Bon. Viajando pelo Tibete você vai notar que em vários pontos da estrada há montes de pedras com bandeiras com inscrições religiosas, chamadas Manis. Aí está outro exemplo desta religião animista … – entre os vários segmentos que ninguem entende, tal é a quantidade de tipos de budismo – desta “derrota” é que se origina o “budismo tibetano” .

    – Ele desempenhou um papel importante na configuração do que hoje conhecemos como Budismo Tibetano, bem como na formação da singular identidade do Tibete. Por isso, muitas vezes realço a importância de preservar esta tradição.”
    S. S. Dalai Lama

    Mas vamos lá:

    – Antes de 1949, o Tibete não era nenhum Xangri-Lá, mas um país dotado de feudalismo extremamente rígido, miséria (a expectativa média de vida pouco passava dos 30 anos), corrupção endêmica e guerras civis.

    Por temer a insatisfação social e a desintegração, a elite governante proibia o desenvolvimento de qualquer tipo de indústria, de modo que cada pedaço de metal usado tinha que ser importado da Índia.

    Mas isso não impedia a elite de enviar seus filhos para estudar em escolas britânicas na Índia e transferir seus ativos financeiros a bancos britânicos, também na Índia.

    A Revolução Cultural que devastou os mosteiros tibetanos na década de 1960 não foi simplesmente “importada” dos chineses: na época da Revolução Cultural, menos de cem guardas vermelhos foram ao Tibete, de modo que as turbas de jovens que queimaram mosteiros foram compostas quase exclusivamente de tibetanos. – famintos : com certeza –

    Nosso fascínio pelo Tibete o converte numa entidade mítica sobre a qual projetamos nossos sonhos. O filósofo francês Gilles Deleuze [1925-75] escreveu: “Se você está preso no sonho de outro, está perdido”.

    Assim, quando as pessoas lamentam a perda do autêntico modo de vida tibetano – o tal da REALIDADE NÃO EXISTE: É UMA ILUSÃO – , NÃO ESTÃO, na verdade, preocupadas com os tibetanos reais.

    SLAVOJ ZIZEK

    Comment by Fy — 12/02/2010 @ 7:54 AM

  9. O panteísmo trata antes de tudo de CULTIVAR UMA RELAÇÃO ÍNTIMA COM A NATUREZA.

    E o principal: CULTIVAR UMA RELAÇÃO ÍNTIMA COM A VIDA.

    Fy,imagine o impacto político econômico desta afirmação.
    Mesmo que rapidamente,me lembrei de colocar uma reportagem que lí após o inegável e estrondoso sucesso de Avatar.Um sucesso deveras significativo.Ameaçador,eu diria.Uma massiva resposta à beleza ecológica e seu poder natural,sem dúvida,mas acima de qualquer coisa, uma clara e surpreendente empatia com a simplicidade de uma realidade acessível.A mim,o fenômeno Avatar fotografa uma mudança ou o esboço de uma mudança.Esta reação mundial,esta receptividade faminta demonstra fortemente o cansaço do homem em relação às pressões físicas, metafísicas,economicas,certamente psíquicas e opressoras.Isto,me repito,é ameaçador à todas as entidades que lucram e proliferam através da pressão e do medo.Nesta reportagem percebe-se quanto ameaçadas se sentiram:

    Jornal do Vaticano critica filme AVATAR

    L’Osservatore Romano (LOR) dedicou três dos seus artigos da edição do fim de semana ao filme de sucesso de bilheteria dirigido por James Cameron, Avatar, nos quais criticou o sentimentalismo, panteísmo e espiritualismo ecológico do filme.

    Em um primeiro artigo se destaca que Cameron faz um paralelo entre o “genocídio” dos brancos contra as populações nativas dos Estados Unidos, apresentando aos humanos do filme, como aos primeiros e aos segundos como aos “na’vi” do filme que habitam no mundo de Pandora, lugar onde transcorre a ficção.

    A história do diretor, diz o texto, “tem uma aproximação branda, conta-se sem aprofundar e termina por cair no sentimentalismo”.
    “Tudo se reduz –prossegue– a uma parábola anti-imperialista e anti-militarista fácil, logo que esboçada, que não tem a mesma mordente de outros filmes que procuram mostrar estes aspectos”.

    O ecologismo de Avatar, diz o LOR, “inunda-se de um espiritualismo ligado ao culto da natureza que pisca o olho a uma das tantas modas do tempo. A mesma identificação dos destruidores com os invasores e dos ambientalistas com os indígenas aparece logo como uma simplificação que menospreza o âmbito do problema”.

    O segundo artigo expõe o nascimento de um filme de culto com o Avatar. “Inaugurará, talvez –diz o texto– um novo gênero, criando um imaginário coletivo no qual se refletirá uma vez mais a força atrativa dos mundos alternativos, uma certa forma de espiritualismo ecológico hoje de moda e o temor, muito difundido, a viver uma “verdadeira transcendência”.

    O terceiro texto, tomado pelo LOR da revista Mondo e Missione (Mundo e Missão) leva por título “A religião de Pandora” e refere a opinião de alguns colunistas sobre este tema. O texto cita o comentarista de assuntos religiosos do New York Times, Ross Duhat, quem considera que Avatar apresenta “uma apologia do panteísmo, uma fé que faz Deus igual à natureza, e chama a humanidade a uma comunhão religiosa com o mundo natural”.

    Este comentarista, prossegue o artigo, “recorda que esta visão religiosa é uma espécie de cavalinho de batalha de Hollywood mais recente. Para o Douthat a opção panteísta do Cameron e da indústria cinematográfica dos Estados Unidos em geral, segue através deste caminho porque ‘milhões de americanos responderam a ela de maneira muito positiva’”.

    Desta forma,torna-se ainda mais fácil tirarmos nossas próprias conclusões.
    Abraço
    Vítor Simmonsen

    Comment by Vítor — 12/02/2010 @ 1:50 PM

  10. Sabe Fy,poucas pouqíssimas pessoas se aprofundam.Qualquer crença que salve é válida,e é tão fácil jogar jogar a batata quente na mão do vizinho quanto imaginar que coisas caem do céu. Ou estender a mão ou a mente esperando que alguma delas aconteça.Claro que o budismo etc…tem frases agradáveis,princípios positivos,mas a essência da filosofia,é um horror sim. Mas Jung fala sobre isso. Panteístas,naturalistas,ou qualquer pessoa que goste e respeite a vida não participa de uma filosofia assim.Não há explicações por mais surreais que possam explicar ou dar sentido a este embotamento de sentidos. Voce tem razão,não há nada a buscar quando saímos correndo da vida a não ser a morte. Pra que,se chegaremos lá de qualquer maneira. Fora isto,as pessoas usam certas práticas, que sem dúvida são brilhantes e positivas sem terem a menor noção de suas origens. E se afirmam budistas. Taí todo o meu apoio,é uma filosofia escapista sim. Estamos vivos e não podemos esquecer nem do corpo e nem da alma.Embotar os sentidos é falso,é negação.E o resultado tá muito bem exposto neste e em monte de filmes sobre tudo isso.Mas a humanidade: escapa.Ruim de ver.

    Bjinhos e salve a Vida.

    Carol

    Comment by Carol — 13/02/2010 @ 3:04 AM

  11. […] Panteísmo I […]

    Pingback by sobre a obra de kyou ore wa « Animesferoz's Blog — 28/09/2010 @ 6:52 AM

  12. Por que não associar o Panteísmo com o Ateísmo? Sinceramente não fecho diferença.

    Por outro lado, se Deus é o Universo, se Deus está em mim, na árvore, no cavalo fica tão difícil de acreditar quanto Cristo ter morrido na cruz por nós.

    Desculpa, sou ateu e, ás vezes, procuro compreender os panteístas, mas muitas vezes não consigo.

    Comment by Max — 09/12/2011 @ 5:27 AM

    • Welcome aboard Max .

      Associe, caso vc queira , – quem disse que não ?

      Veja, nenhum panteísta reconhece algum deus. [ muito menos algum que se escreva com letra maiúscula. São tantas as religiões que eu não sei de qual deus voce fala. ]

      Talvez, existam diferentes panteísmos tb… – mas aqui, me refiro ao que reconhece a força indiscutível do Universo ou da Natureza. E não “vemos” deus em ninguem : apenas reconhecemos tudo e todo como manifestações desta força.

      Não é o que de fato acontece ?

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 09/12/2011 @ 11:17 AM

      • Com todo respeito, mas fadas, duendes, xamanismo, bruxas, religião celta, mamãe natureza é tão sem pé nem cabeça quanto um Deus ( com letra maiúscula.)

        Comment by Max — 19/12/2011 @ 7:17 AM

        • Hi Max,

          então , eu aqui comigo penso que sem pé e nem cabeça é precisar que tudo tenha pé e cabeça .

          Perceba como ser ateu acaba ficando mto parecido com ser crente.

          Assim os homens construíram os D-euses : cheios de cabeças e de pés .

          Eles falam , discursam , matam , condenam , inventam leis , brincam de x-box… [ é preciso raciocinar pra brincar disso ] brincam de esconde-esconde, etc…..

          Qq coisa q limite ou se desfaça da Imaginação dos homens , condenando-a a ser divina , …. sinceramente…. acaba …virando religião tanto qto qualquer coisa q estabeleça o que tem pé e cabeça e o q não tem .

          bj
          Fy

          Comment by Fy — 19/12/2011 @ 11:00 AM

          • Olá, Fy

            E que pra mim não faz diferença inventar um deus antropomorfo ou as fantasias celtas.

            Acho incoerente criticar quem cultua um deus “homem” e
            Não criticar quem cultua as fantasias celtas. São tudo invenções humanas.

            E ser panteísta não seria ser ateu fantasiado, enfeitado.

            Comment by Max — 20/12/2011 @ 7:06 AM

    • Obrigado.

      Pra vc, qual a diferença entre um panteísta e um ateu?

      Comment by Max — 10/12/2011 @ 6:30 AM

      • A diferença é q o panteísta é o poeta que o ateu pensa q não pode ser .

        Assim penso eu .

        Mas , qual é a sua preocupação ?

        bjs
        Fy

        Comment by Fy — 10/12/2011 @ 1:38 PM

        • Mais, Max – Eu sou contra qq religião .
          Os motivos são óbvios .

          Jamais acreditei em algum deus sentado, brincando de xbox com os miseráveis mortais.

          Não sou a favor de centralizações, ao contrário… descentralizar é transformar .

          Acredito tb que verdadeira “iluminação” ou transcedência, em qq linguagem , seja retornar ao real . Ao q é e ao q nós somos .

          Poucos tem esta coragem . Os q tem, transformam.

          Pra mim, deuses estão para religiões, da mesma forma que Nescau está para Nestlé . Sem excluir a luta pela exclusividade no mercado .

          No mesmo conceito coloco “filosofias” q diminuam o homem e o valor da Vida.

          Mas vc não me respondeu… de que deus vc é ateu ? hahahahaha

          bj
          Fy

          Comment by Fy — 10/12/2011 @ 1:47 PM

          • “A diferença é q o panteísta é o poeta que o ateu pensa q não pode ser .”

            Não, isso não é verdade; aliás, depende, o que é ser poeta para vc?

            Falo de qualquer deus inventado pelo homem. Daquele que está lá do céu alá, javé, deus. O que está entre nós, dentro de nós,a deusa mamãe natureza, bom temos para todos os gostos.

            Comment by Max — 11/12/2011 @ 3:31 AM

    • Max, vc esqueceu de lembrar que Friedrich Nietzsche era um ateu que, certamente foi um grande poeta.

      E não vejo porquê associar ateísmo com panteísmo, porque, de certa forma, o panteísmo é uma religião como outra qualquer.

      Abraço, Feliz Ano Novo

      Comment by Douglas — 04/01/2012 @ 3:18 AM

      • Oi Douglas,

        Welcome aboard .

        Eu acho que o Max não esqueceu, ou talvez tenha entendido melhor o que eu falei. Nit e mais um bom nº de ateus foram grandes poetas. Sagan então, nem me fale .

        Mas eu não disse o contrário.

        Inclusive no post o panteísmo está incluido entre os ismos .

        O gde problema do ateísmo, e alíás o único na minha opinião é exatamente este : o de se tornar uma religião.

        E o que eu entendo como religião ?

        Exatamente tudo aquilo que exclui a liberdade . Melhor: a liberdade de ser : humano . apenas humano .

        O panteísmo, caso vc possa fazer uma análise mais profunda, só “endeusa” – já q estamos falando em religião – a liberdade da imaginação .

        E, a imaginação, é nosso maior e mais precioso recurso ” humano ” .

        Não tenho nada contra ateus, mas não sou a favor de religiões . Nem mesmo budismo …. com todoas as suas maquiagens .

        E nem mesmo ateísmo .

        Muito embora admita que : desde que não se prejudique ninguem além de vc mesmo – que cada um tenha a religião que quiser .

        O Panteísmo, é uma forma de se dirigir à Natureza com mais romantismo e poesia .

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 04/01/2012 @ 5:06 AM

  13. Pois é, existe o conceito de onipresença, onde Deus está presente em todos os lugares. Pois bem, ontem conversava com um colega de trabalho sobre uma situação pendente, onde eu o orientava a respeito de uma conduta inadequada, que produzira uma zona de atrito entre nós – como não sou de guardar rancor, nem deixar pra resolver coisas pelo lado da vingança, tenho por método chamar a pessoa e conversar com ela, para que os 2 lados possam se colocar e produzir entendimento – continuando, para exemplificar essa minha conduta de chamar para conversar, eu falava-lhe sobre um exemplo parecido, no qual um outro colega tinha agido de maneira errada comigo e eu o chamei para conversar, tendo o mesmo após a conversa se desculpado e me agradecido por ter sido franco com ele e lhe aberto os olhos sobre a sua conduta, pois o mesmo entendeu que as minhas palavras eram certas e visavam ao seu aprimoramento profissional; o que de fato ocorreu, uma vez que ele, hoje, é tido como um profissional exemplar. Na hora em que dizia que não iria citar o nome do outro colega, eis que toca o telefone e era o próprio. Na hora pensei: É Deus, mostrando que estou no caminho certo de novo.

    Comment by billy shears — 09/12/2011 @ 1:27 PM

    • Hi Billy,

      Eu tb prefiro esta abordagem simples e direta qdo as peças parecem não se encaixar.
      Mas sabe … tb aprendi q mts vzs não vale a pena .
      Nem só não vale a pena como o fato de não se encaixarem é o sinal de q não vale a pena insistir – mesmo q a razão tente desdizer o coração .

      Qto a deus ou não-deus, – não penso q exista algo mais subjetivo do q este conceito ou sensação . Por isto me parece q ele não pode ser discutido e nem encaixado em nenhuma religião . Isto só seria possível se todos fôssemos iguais .
      … sonho de todas as religiões, ocidentais ou orientais… e do socialismo tb .

      Por mais clichê que possa parecer, eu procuro pelo respostas e pelos caminhos do coração :

      ” Ele nos faz sentir que podemos fazer coisas que nenhum homem comum pode fazer.”

      Parar e perguntar :

      “ Este caminho [ ou decisão ] tem coração ?

      O caminho sem coração se volta contra os homens e os destrói. Não custa muito morrer, e procurar a morte é não procurar nada.

      Para mim o modo se viver o caminho com coração não é introspectivo ou de transcendência mística, mas a presença no mundo. Este mundo é o campo de caçada do guerreiro.”

      Ah … velho Don Juan Matos – Yaqui indian from Sonora – North Mexico – ou um bom sonho de Castañeda … quem sabe ?

      Qdo vc diz q deus parece estar comprovando a certitude: assurance de sua escolha , eu ouço a mesma coisa em meu coração .

      Como poderíamos estar errados ?

      Bj
      Fy

      Comment by Fy — 10/12/2011 @ 2:27 PM

  14. Para os Ateus, Deus é Nada.
    Para os Panteístas, Deus é Tudo.

    Comment by S.Sodré — 21/06/2013 @ 3:59 AM

  15. Ao contrário dos Ateus, os Panteístas não têm qualquer problema com a palavra Deus, usando-a com naturalidade (até porque Ele é a Natureza).

    Comment by S.Sodré — 27/06/2013 @ 10:08 PM

    • S.Sodré ,

      Eu concordo em parte com vc.

      Entre os panteístas não há nada que se possa chamar de “ELE” . Não há centralização : e sim o contrário disto . Não há “DEUS” . Há sim um amor e respeito total ao Universo : e a tudo o que nele existe .

      Existe uma analogia entre a Filosofia de Spinoza e o Panteísmo : mas é preciso perceber que a intenção de Spinoza é justamente dissolver o conceito religioso de “deus” em um todo natural .

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 03/07/2013 @ 6:27 AM

  16. De facto entre os panteístas não há nada que se possa chamar de “ELE” pois isso implicaria distinguir entre Deus e a Natureza ao invés de aceitar uma única substância ou realidade.

    ´Dizem os ateus que não percebem os panteístas, mas esquecem que o panteísmo é anterior ao ateismo. Este é que uma afirmação moderna de desnecessária negação, ou seja a questão deve ser colocada ao contrário: Para quê o ateísmo? Justifica-se ser ateu relativamente a um Deus em concreto (Javé, Alá, Xiva…), agora ateu em abstrato nada adianta relativamente ao panteísmo naturalista…, exeto se for para defender um qualquer novo fanatismo semelhante ao das religiões só que de teor materialista…, como a História já viu e ós povos já condenaram (URRS, etc…).

    Comment by S.Sodré — 17/07/2013 @ 10:18 PM

    • S. Sodré,

      Entre os panteístas não existe, realmente a crença em deus. Ou em um deus, seja ele qual for.

      – o panteísta não vê a Ciência de maneira diversa de um ateu, não atribuindo a nenhum tipo de divindade fatos como a origem do Universo, da Vida e da espécie Humana. Deus, no panteísmo, é todo o Universo. O seu ‘templo’ – o do universo – é qualquer lugar e sua lei é a das Ciências Naturais, a lei natural. –

      Quanto aos ateus não perceberem o panteísmo, não condiciono a nenhum fanatismo . Ser ateu é ser ateu .

      Dizer-se ateu e justificá-lo, não é exatamente ser fanático. Qto à sistemas políticos condenados pela História, geradores de catastrofes e tragédias… ninguem ganha dos religiosos, ou dos que agem em nome de algum deus.

      fy

      Comment by Fy — 19/07/2013 @ 11:35 AM

  17. “A diferença é q o panteísta é o poeta que o ateu pensa q não pode ser .”

    O poeta dá asas à sua imaginação e busca a compreensão do mundo através da poesia; talvez, de “um vir a ser” ideal. É aquilo que ele vê ou que quer ver.

    O ser humano vê aquilo que quer ver. Alguns veem deuses em tudo, ou não veem Deus em nada. Simplesmente querem ver ou não. A questão é: o que existe? o que está por trás daquilo que não posso ver? Para isso, é preciso despir-se de preconceitos. Paradoxalmente, a exemplo do que acontece na ciência, é preciso, também, na tentativa de compreensão de assuntos que envolvam a espiritualidade do ser humano, a utilização do método crítico.

    Temos que partir da premissa: “Não sei “. E a partir daí, abrirmos nossas percepções para os fenômenos que acontecem e que nossa limitada mente não dá conta de absorver completamente o seu real significado. Assim, formulamos nossa opinião, embasada em nossas experiências de vida e, lógico, influenciada por nossa personalidade.

    Poeticamente falando:
    O que existe? aquilo que vejo.
    E aquilo que não vejo? Não sei.
    O que sei? aquilo que existe.
    E o que não existe? Não vejo.
    Então o que não vejo, não existe? Não, necessariamente.
    E o que é necessário para ver? Olhos…e imaginação.

    Heaven beside you….hell within

    Comment by billy shears — 20/07/2013 @ 12:05 PM


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