windmills by fy

17/02/2010

Cinnamon

Filed under: Uncategorized — Fy @ 9:21 AM

 

 

 

 

 

I have promisses to keep , and miles to go before sleep.

Robert Frost

 

 

Panteísmo.

Considere … , –  é religião ?

 

Se acharmos que sim ,  … go on …  –  então …. é a religião da Imaginação.

Aquela que  une  a natureza e a nossa humanidade : assim mesmo …  como seres que somos.

 

Aquela Imaginação que  cria   deuses através dos vínculos que a unem à Vida ,

 

deuses que falam através da linguagem do nosso mundo, com seus mistérios , silêncios , alegrias , dores .  

 

Caso isto seja religião , que ótimo! … mas  vai ser complicado … também ! … é mais difícel  …

 

Volte a considerar : – imagine estes beatos fanáticos que  gritam e gritam :  amar aquilo que jamais viram ,

 

idolatram o nada ou as glórias de um ” paraíso ”  pós-vida , e matam por tudo isso como se vida e lixo fossem sinônimos ,

 

– vivem em samadis  esquisitamente mal  localizados ::: outlife … –  nowhere …  

Imagine – os …    ….    transferindo  toda esta energia para o  Amor e o  Respeito à VIDA .

 

 

 

 

 

 

Neil Gaiman em :

C I N N A M O N

– uma história simples , bem simples :

 

 

 

 

Cinnamon era uma princesa ,  que vivia há muito tempo atrás, num pequeno país quente, onde tudo era muito , muito velho.

 Seus olhos eram pérolas , que davam a ela grande beleza , mas isto significava que ela :

 era cega .

 

Seu mundo era da cor das pérolas: Branco pálido e um rosa suave , brilhando , às vezes   … tênue …

 

 

             [ Vazio ]

 

                     Cinnamon  não  falava .

 

 

Seu pai e sua mãe   :  o Rajah e a Rani  – [ desesperados com sua apatia ] ofereceram um quarto  em seu Palácio,

e mais um campo com árvores de Mangas-anãs e .. também  ” um retrato da tia de Rani ” executado em madeira vitrificada pregado   na parede ,

e um papagaio verde, para qualquer pessoa … que consiga fazer :  Cinnamon >  falar. !   !   !

 

 

 

 

As montanhas circundavam o país de um lado, e do outro   uma imensa  floresta   e  pessoas  e pessoas  vieram  de lugares distantes  para tentar fazer Cinnamon falar.

Pois é   …   …   vieram  : e  ficaram no quarto do Palácio, e cultivaram o campo de Mangas, e alimentaram o papagaio,

e admiraram o retrato da tia de Rani  [ que fora uma beldade muito celebrada,  …   contudo ,  na época , já era uma  velha , corcunda e minada de senilidade e  amargura ] 

 

… … mas :

eventualmente , iam  embora , frustradas,

e xingando a  garota silenciosa .

 

 

Um dia … …   [ Uauh ! …   até que enfim … ] um tigre    veio para o palácio.

 

 

 

 

 

 Ele era imenso e poderoso ,

um pesadelo em preto e laranja ,

e se movia como um deus pelo mundo, … que é … como os tigres se movem .

O povo teve medo .

 

 

“ Não há motivo para terem medo ”  disse o Rajah .

” Pouquíssimos tigres são comedores de gente .”

 

“ Mas eu sou  ! ”   –  disse o tigre .

“ Você pode estar mentindo ” ,   – disse o Rajah .

“ Eu posso estar ” ,  –  disse o tigre , “ Mas não estou ” .  –   Mas ,    ” agora  ”   eu estou aqui para ensinar a garota  a falar ” .

 

 

O Rajah consultou a Rani  sua esposa , e ,  … apesar dos pedidos e lamúrias  da tia de Rani , que foi da opinião de que o tigre deve ser levado para fora da cidade com vassouras e lanças afiadas : 

[ the devil !!! rsrsrsrs]

o tigre foi conduzido ao quarto no Palácio, e  lhe foi oferecido :

 o quadro vitrificado, 

 o testamento do campo de Mangas,

e foi lhe dado o papagaio, …

… que não falou e voou para o forro no teto, onde ficou e recusou-se a descer.

 

 

 

 

Cinnamon foi levada para o quarto do tigre.

 

“Havia uma jovem donzela de Riga”   –  gritou o papagaio , do alto do forro, “que veio dar um passeio com o tigre ” .

Ele voltou do passeio com a donzela dentro dele e um sorriso no rosto  !!! .

“ [ Contudo, no interesse de exatidão literária e histórica, eu sou obrigado a assinalar aqui que o papagaio na realidade citou outro poema ,

muito mais antigo, e um pouco mais longo, com,  uma … mensagem similar . ] “

 

“Aí está ! ”   – disse a [ chata ] tia de Rani , >   “  até o pássaro sabe !  ”

 

 

 

“ Deixe-me a sós com a princesa ”   – disse o tigre .

 

E , relutantemente … , o Rajah e a tia de Rani e os criados do Palácio deixaram a besta com Cinnamon.

 

 

Cinnamon  empurrou seus dedos em sua pelagem e sentiu sua respiração quente em seu rosto .

E o  tigre colocou  sua pata sobre a mão de Cinnamon.

 

 

–  ” D o r ”  –

 

– disse o tigre , e estendeu uma de suas garras afiadas como agulha , dentro da palma da mão de Cinnamon .

A garra perfurou sua pele marrom e macia , e uma gema de sangue brilhante apareceu e começou a se derramar .

 

Cinnamon chorou baixinho .

 

 

–  “ M e d o ”  –

 

– disse o Tigre , e começou a rugir , começando tão baixinho que você mal poderia ouvir ,

aumentando para um ronronado , como um vulcão distante,

e então …  para um rugido tão alto que as paredes do palácio sacudiram .

 

Cinnamon tremia sentindo medo .

 

–  “ A m o r ”  –

 

–  disse o tigre ,    …   e com sua língua áspera  lambeu o sangue da palma de Cinnamon ,

e lambeu seu rosto marrom e macio .

 

–  “ A m o r ? ”  –

sussurrou Cinnamon …

 numa voz selvagem e obscura de desuso .

 

 

Então o Tigre abriu sua boca  …   e riu …  como um deus faminto  , …. que é como os tigres riem  ….

 

E  a  Lua   estava cheia naquela noite.

 

 

 

 

Era uma manhã clara

Címbalos tiniam, e pássaros coloridos cantaram,

 Cinnamon e o Tigre caminharam até Rani e o Rajah, que sentava-se no fim da sala do trono, sendo abanado por folhas de palma por serviçais já velhos.

A tia de Rani sentava-se no canto do salão, bebendo chá num gesto de reprovação .

 

“ Ela consegue falar ainda? ”,  a velha perguntou a Rani .

“ Por que você não pergunta a ela? ” ,   – rugiu o tigre .

“ Você consegue falar ? ”   – o Rajah perguntou a Cinnamon .

A garota balançou a cabeça concordando .

 

“ Hah ! ” gritou a tia de Rani.   “ Ela fala tanto quanto voce consegue lamber suas costas ! ”

“ Silêncio !  ”,  –  disse o Rajah para a tia de Rani. …

 

“ Eu consigo falar ”   – disse Cinnamon.    – “Eu acho que sempre consegui falar . ”

“ Então por que você não falava ? ”   – perguntou sua mãe .

“ Ela não está falando agora ”  –  balbuciou a tia de Rani , balançando um dedo que mais parecia um galho seco . “ Aquele tigre está fingindo a sua voz . ”

“ Alguém consegue fazer esta mulher parar de falar ? ”  –  perguntou o Rajah na sala .

“ Mais fácil  fazer ela parar de falar do que fazer alguém começar ! ”   – disse o tigre, e … aceitou o trato !

E Cinnamon disse :  

 –  ” Por que não ? 

            – Porque eu não tinha nada a dizer. ”

             

                 “ E agora ? ” perguntou seu pai .

 

 

                     “  agora o tigre me contou da floresta,

 

                             da barulheira dos macacos

 

                                 e o cheiro do Por-do-Sol

 

                                     e o gosto da luz da Lua

                                         

                                     e o som que faz o lago cheio de Flamingos quando eles voam ,” ela disse .

 

 

 

 

 

“ E o que eu tenho a dizer é isto : 

 Eu estou indo com o Tigre . ”

 

“ Você não pode fazer isto ! ” –  disse o Rajah . “ Eu proíbo isto ! ”

 

“ Isso é difícil , ” disse Cinnamon , “ como  proibir um  ” Tigre ”  de qualquer coisa que ele queira  ?  ”

 

E o Rajah e a Rani , depois de darem  alguma consideração à questão , concordaram que seria assim .

“ E apesar de tudo  ”  –  disse a Rani , “Ela certamente será mais feliz lá”

 

“ Mas e o quarto no Palácio ? 

  E a plantação de Mangas ?

 E a figura da agora velha tia da Rani?”  

 –  perguntou o Rajah , que sentia que lá , o seu reino , era um lugar “cômodo” no mundo.

 

 

                 “  Dê para o povo  ”

                       … … … 

                      –  disse o Tigre.

 

 

E então um anúncio foi feito para as pessoas da cidade que :

agora eles eram os orgulhosos proprietários de um Papagaio , de um Retrato, de uma Plantação de Mangas …

 

e que a Princesa Cinnamon podia sim :  FALAR    –  

… contudo estava deixando eles por uns tempos … para avançar sua educação.

 

Uma multidão apinhada na praça da cidade ,

e logo os portões do Palácio se abriram e o Tigre e a menina  vieram para fora.

 

O Tigre caminhava devagar , através do povo com a garota em suas costas , segurando firme em sua pelagem macia , e logo os dois foram engolidos pela floresta

 

 

 

 

…  que é como um Tigre   …    deixa um lugar .

 

 

Então , no fim … , ninguém fora comido,  salvo somente a chatérrima  tia de Rani ,

que foi  [ rsrsrsr ] gradualmente substituída na ” mente do povo ” pelo seu retrato ,

que foi pendurado na praça da cidade, e era  assim que … …  ela permanecia a eternamente bela e jovem .

 [ e “real ” ]

 

Neil Gaiman

 

 

 

 

 

 

Ilustrações:

Jill Schwarz

Josephine White

 

Mandalas

Artistas Desconhecidos

 

Beijo pro Gustavo que me enviou o Texto,

 

Fy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14 Comments »

  1. Aê Gustavo,

    Tigrão, este tigre, irmão.

    Não conhecia esta do Gaiman. Também já foi viciado em Sandman? Nossa eu adorava aquilo.Adoro ainda.

    Mas com todo o sarcasmo, o velho e sinistro: ‘deixa pro povo’, e o povo ‘orgulhoso’: engole feliz.difícel.antigo.funcional.

    e lá se foi a Cinamon, … aauhauhauhauh

    é a vida.

    que calor.

    beijo

    Comment by TocaYo — 17/02/2010 @ 3:31 PM

    • é a vida.

      que calor.

      tzk tzk …. baubau

      “Heart , be still !!!!!

      – and …

      it

      will – .

      Margaret Atwood

      Bjs

      Fy

      Comment by Fy — 18/02/2010 @ 2:18 AM

  2. alguem já leu?

    Anansi Boys

    Anansi é um daqueles deuses muito curiosos. Um deus dos panteões animistas da áfrica ocidental, Anansi é o deus-aranha, e fiel à sua natureza, tece. As suas teias são as histórias que formam o tecido da realidade, o tecido dos sonhos. Anansi é um daqueles deuses voláteis em quem não se pode confiar. Volúvel, Anansi toca-nos e o seu toque pode ser benéfico ou prejudicial. Muitas vezes assistimos às histórias de Anansi e ficamos com a sensação de que ele está apenas a brincar conosco, manipulando-nos a seu bel-prazer sem qualquer outra intenção do que o mais puro divertimento. Como diz Neil Gaiman, há muitas histórias sobre Anansi. Nalgumas, Anansi vence, noutras nem por isso. Mas todas as histórias no fim acabam por ser histórias de Anansi.

    Neste livro Neil Gaiman revisita o seu clássico tema de jornada de descoberta, elemento recorrente da sua ficção, com uma história que nos leva a reflectir nas maravilhosas imperfeições da incongruência que é a família – pessoas unidas por laços biológicos e afectivos que passam grande parte do tempo a odiarem-se e o tempo restante com saudades uns dos outros. As famílias perfeitas são ilusões, como todos nós bem sabemos. Comprazemo-nos a infernizar a vida dos que nos são mais próximos precisamente porque gostamos deles.

    Os Filhos de Anansi são um pouco um desvio à norma de Gaiman. Neste livro, Gaiman pega nos seus habituais elementos do fantástico e trata-os sob a perspectiva do humor – não o humor brejeiro da piadinha fácil e asneirosa que tanto anda na moda, nem o humor insondável e leve do simplesmente engraçado. Os Filhos de Anansi são uma obra divertida, onde o humor descarrila em grande estilo, alicerçado pela prosa elegante e coerente de Gaiman. Os Filhos de Anansi é um livro comédia, mas não é comparável a uma daquelas comédias que nos fazem sorrir… antes, é comparável àquelas comédias tresloucadas que nos fazem doer a barriga de tanto gargalhar. Pode parecer que estou a exagerar, mas… leiam, é um imperativo, leiam.

    beijo

    Comment by TocaYo — 17/02/2010 @ 4:18 PM

    • Vou pegar primeiro ! ! !

      Segura aí Gustavo!

      Bjs

      Comment by Fy — 18/02/2010 @ 2:20 AM

  3. Tigrão.

    duda

    Comment by duda — 17/02/2010 @ 4:48 PM

  4. Aloha, amigão

    Excelente lembrança, já lí e coloco à disposição. É sensacional. Ele traz a tona toda a problemática da “família”, toda a desarticulação destas hierarquias mimeticas e o impacto emocional, tambem mimetico, causado pela atitude do “pular fora”, em qualquer sentido. O cara é tão bom que voce acompanha este processo dolorido mijando de rir.

    Fy, e Coraline? – tá precisando de uma reconstrução? Eu achei muito bom, mas vamos dar uma mexida sim, o Gaiman dá uma desconstruida arrasante nestes segmentos junguianos mal elaborados, evocando a sensacional Coraline’s reaction diante de uma síndrome de tédio “infantil”. Principalmente nesta época em que a ANTI-REAÇÃO é o vírus subliminar por trás destas doutrinas esmagantes, sejam ocidentais ou orientais.

    Por falar nisto, recebi por este dias, uma mensagem-email altamente fascista e inserida no cometário que voce fez à respeito do adestramento budista, não sei se voces receberam. O babaca que me enviou, como bom babaca, fez a seguinte observação “pessoal”: Não deixe de ler, é linda. O seguinte: Bhagavad Gita – o “canto divino de Deus” – (simplificado)

    A excessiva profusão de cores e figuras da arte religiosa indiana, na minha opinião já traz em si o intuito de embaralhar o raciocínio do povo; veiculando magnificamente este tipo de lavagem mental:

    Aconteça o que acontecer, “tudo” é bom, ninguem pode te infligir sofrimento ou te matar: não tema, afinal sua “alma” não nasce e não morre. Voce não tem ou perdeu alguma coisa? Não sofra, isto “também” não existe ( otário) voce chegou com as mãos vazias…. e pegou tudo emprestado de Deus.

    É foda ou não é ouvir um discursinho do Fidel ao som de flautas indianas enquanto os ratos almoçam suas crianças e voce sorri diante de um sansara exorcizante e eficaz?Se bem que não há sorrisos e sim esgares,de agradecimento ( é mole?). Sorrir exige flexibilidade muscular e a avitaminose degenera a musculatura.
    Muito bom o seu:Voce já foi à Ìndia? – e a lembrança do Dalai Lama Not My Ass também.

    A historia do “DE PARA O POVO” é só isto.

    Voce tirou o Acorda Brasil por causa da origem fascista, não foi? Pois é, é viscosa a mudança de comportamento daquele radicalzinho icar-comuna se disfarçando de “legal”. Sem dúvida o “assim” de: como caminha a humanidade é cansativamente clichê.

    Cinnamon por baixo do humor sarcástico do Gaiman fala muito sobre esta indiferença perniciosa em relação à vida pregada pelo orientalismo e claro, que pelo cristianismo ocidental também, o que explica o sistema de castas comum à todos os socialismos.

    A reação da Sinnamon ao impacto da realidade causada pelos estímulos do Tigre,nada mais foi que a iluminação verdadeira. O contato e a integração com a vida.

    Acho que é por aí.

    Abração a todos.

    Comment by Gustavo — 18/02/2010 @ 1:14 AM

    • Aloha,

      Adoro você aqui.

      Vamos sim, dar um trato em Coraline. Ó: rima com Wine !!!!!!

      Viu só? icarcomuna: mto bom.

      Nooooooooossa quanta coisa esquisita, não Gus? e eu …. cumprindo meu sansara aquariano … –

      Eu preciso achar uma reportagem que o Coringa me mandou – eu traduzi até – do N Y Times, à respeito deste lance : a India reclamando que o Ocidente não entendeu patavina do significado de Maia e que eles não são alienados …. NÃO… –

      “A caótica definição de Miséria – Tecnologia e Religiosidade. Quem anda pelas ruas de Mumbai, a capital econômica da Índia, não imagina que por trás de tanta miséria, caos social e analfabetismo extremo exista tanta tecnologia de ponta e coleções de Prêmio Nobel. A sede do IV Fórum Social Mundial foi, por si só, uma aula sobre os contrastes sociais do mundo moderno.” O tal – [ ou “a” tal de Maia …. ] é só … …. pra cabrestar o Povo:

      E uma das coisas que causa mais estranheza ao olhar ocidental é a forma serena de o o indiano se comportar diante da miséria explícita nas ruas de cidades como Mumbai, a menos mística cidade indiana.
      A questão era latente: como podem ser tão resignados? Lixo na rua, trânsito caótico, ausência de saneamento básico, desemprego em alta, enorme déficit habitacional, mais de 300 milhões de analfabetos… E ao mesmo tempo, como podem ter tecnologia de ponta em softwares, pesquisas avançadas na área de saúde, uma elite científica com coleções de Prêmio Nobel?

      O déficit social da Ìndia é enorme. Ela ocupa o 127º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU.

      Cerca de 350 milhões de indianos sobrevivem com menos de um dólar por dia.

      Milhares de indianos nascem e morrem nas ruas.

      Alguns até têm uma forma de ‘”ganhar a vida”, mas não têm onde morar.

      O déficit habitacional é muito grande.

      É comum no centro comercial de Mumbai trouxas penduradas em árvores com objetos de pessoas que simplesmente não têm casa e usam dessa prática para guardar coisas pessoais.

      Muitos bairros de Mumbai, cidade que tem 17 milhões de habitantes, são enormes favelas com tendas de pano remendado que servem de abrigo para famílias inteiras.

      Saneamento básico não existe, o esgoto corre a céu aberto.

      E ratos – que junto com a serpente e a vaca são adorados porque segundo a religião Hindu podem ser a reencarnação de alguns familiares – transitam livremente pelas ruas.

      Pelas mesmas ruas onde o comércio ferve durante o dia e cujas calçadas, forradas com papelão, servem de cama para muitos indianos, inclusive crianças, durante a noite.

      Na Índia, existem três vezes mais ratos que a população do país.

      Eles são responsáveis pela destruição de um quarto de toda a colheita da nação e por espalhar várias doenças.

      É difícil caminhar um quarteirão em Mumbai ou parar o carro num engarrafamento sem ser abordado por vários e insistentes pedintes.

      Eles exibem sua miséria sem orgulho e sem violência.

      Pedem muito, mas não roubam nada.
      Se um grande número de indianos não tem onde morar, os que têm raramente possuem geladeira, etc.

      Aliás, eles não almejam muito além da comida de todo dia e um espaço para dormir.

      O trânsito é uma grande confusão. Pouco asfalto nas ruas, menos ainda sinalização, muita poeira e uma balburdia enlouquecedora orquestrada pelo barulho de buzinas, objeto que parece essencial para eles se entenderem, já que está escrito na traseira dos carros: “buzine, por favor”.

      Mas raramente se vê motorista reclamando, brigando ou xingando.

      Eles continuam dirigindo calmamente em meio àquele caos.

      Líderes trabalhistas indianos, no Encontro das Confederações Mundiais de Trabalhadores, que antecedeu o IV FSM, disseram que a situação do trabalhador na Índia é insegura e indigna. Eles informaram que o Tribunal Superior do Trabalho daquele país decidiu no ano passado TIRAR DOS TRABALHADORES O DIREITO DE SE MANIFESTAR .

      “A situação do trabalhador indiano está se degenerando e se encontra nas mãos dos empresários que pressionam os trabalhadores a trabalhar em condições quase escravas. Nossa reivindicação principal hoje é pelo direito de falar, de se manifestar”, desabafaram.

      Agora olha isto:

      ” Para ser um budista, não é preciso abandonar a vida, raspar a cabeça, vestir um manto amarelo e sair por aí recitando sutras. É preciso apenas perceber que as coisas são passageiras e que tudo o que se pode obter na vida também se pode perder.

      Buda veio ao mundo pela última vez com a missão de se iluminar e se tornar um exemplo a ser seguido. Para a prática budista é necessário matar a mente impura por meio da meditação. Podemos escolher: ou a “mente impura” “ou” a “iluminação”.

      Pela meditação, é possível olhar ao nosso redor “sem” a intervenção da mente, ou seja, tomar conhecimento do que ocorre à nossa volta sem julgar, sem condenar, sem dizer sim ou não para tudo. ”

      Não diga NADA my friend ! Sofra…. e voce estará…. Iluminado, zoombieman.

      O “resto” …. Ahhhhhhhhh é chic …. – budistas de marré —- marré!

      Vc VÊ ALGUMA DIFERENÇA? – ou é tudo a mesma fucked doutrininha?

      Salve as Crianças – judieira – ! delas é o reino do “céu”. ou o reino do buda. – Zoombizando: tá bom….. legal, né? Fuck them!

      Bjs

      Fy

      Buda veio ao mundo pela última vez com a missão de se iluminar e se tornar um exemplo a ser seguido. Para a prática budista é necessário matar a mente impura por meio da meditação. Podemos escolher: ou a mente impura ou a iluminação.

      Pela meditação, é possível olhar ao nosso redor sem a intervenção da mente, ou seja, tomar conhecimento do que ocorre à nossa volta sem julgar, sem condenar, sem dizer sim ou não para tudo.

      Comment by Fy — 18/02/2010 @ 3:12 AM

      • aiaiai : colei tudo errado!

        é minha mente “impura”.

        mas é bom ler 2 vzs. quem sabe “replica” ?

        Bjs pro Renato!

        Comment by Fy — 18/02/2010 @ 3:33 AM

  5. Busque o caminho do senhor. Só assim chegarás a Deus.
    Irmão na Luz

    Comment by verdadeiro irmão — 18/02/2010 @ 1:58 AM

    • Hi Truebrother,

      Enquanto eu não chego, beijinhos pro seu!

      Welcome aboard !

      Comment by Fy — 18/02/2010 @ 2:14 AM

  6. Beijo também, querida.

    O vinho está aqui, e a Bel vai descer com a tralha toda. Encontro marcado.

    Linda esta poesia, quem é o poeta ? não conheço .

    Para o “e lá se foi a Cinamon,”… do Tocaio, uma lembrança de coroa:mas boa!

    Mais um pouquinho, para o seu Panteísmo:

    XIX. TO PAN (49 lines)

    (ll. 1-26) Muse, tell me about Pan, the dear son of Hermes, with
    his goat’s feet and two horns — a lover of merry noise.

    Through wooded glades he wanders with dancing nymphs who foot it on some
    sheer cliff’s edge, calling upon Pan, the shepherd-god, long-
    haired, unkempt.

    He has every snowy crest and the mountain peaks
    and rocky crests for his domain; hither and thither he goes
    through the close thickets, now lured by soft streams, and now he
    presses on amongst towering crags and climbs up to the highest
    peak that overlooks the flocks.

    …. Then all the immortals were glad in heart
    and Bacchie Dionysus in especial; and they called the boy Pan
    (32) because he delighted all their hearts.

    (ll. 48-49)

    And so hail to you, lord!

    I seek your favour with a song.

    And now I will remember you and another song also.

    Homero

    ” take care to proclaim that the great god Pan is dead … ”

    Renato

    Comment by Renato — 18/02/2010 @ 4:08 AM

    • Olha…. eu tô me beliscando!

      Um Aquariano, maluco, uraniando o Wind? – também ???????

      Io, Renato!

      “Muse, tell me about Pan, the dear son of Hermes, with
      his goat’s feet and two horns — a lover of merry noise.”
      Homero

      ” take care to proclaim that the great god Pan is dead … ”

      TAKE CARE!

      Ei-lo dançando ao sol do meio-dia, a mais frenética canção,

      pouco ligando se o tempo o sabe ou não ,

      Eis-me aqui na folha caída do carvalho ,

      no musgo sob a rocha ,

      na gota de orvalho , nas escamas da asa do dragão .

      Os olhos esgazeados das mulheres lembram Pan

      quando na ânsia do amor eles brilham e parecem dizer, sou Tudo, sou Tua.

      Pan não morreu : nas encostas : nas escarpadas sendas dos grandes solitários ,

      sua voz expande-se do pó das estrelas às cavernas mais distantes ,

      sua voz ressoa na onda que bate na praia e diz:

      – PAN !

      – das cores do Vento:

      E que eles te tragam sempre!

      Bjs

      Comment by Fy — 20/02/2010 @ 7:11 AM

  7. Renato,

    Entre Aquarianos: – qual Poesia?

    bjs

    Comment by Fy — 20/02/2010 @ 7:17 AM


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