windmills by fy

22/02/2010

Uma sacola verde

Filed under: Uncategorized — Fy @ 10:39 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

– falando das coisas  ,

como as coisas … : simplesmente ,  ‘são’  … 

 

 

 

 Mesmo que ainda se usufrua neste ciberespaço de uma  certa Liberdade ,

 e  eu seja absolutamente e completamente  e mais qualquer mente  

a favor da TOTAL Liberdade de Expressão ,

tenho percebido ,  passeando por aí , 

uma certa negliglência tendenciosa com a tal da    ” tia Coerência ”    ,  

[ lembram ? ]

 ou   com o        Respeito   …   ou com a       Inteligência , ou o     Raciocínio … do próximo …

ou estas   características  ou o   “próximo”     viraram  mesmo … piada  ?

 

 

– Nestes últimos  dias , por exemplo ,  em um blog que sempre acompanhei ,

e que entre outras coisas interessantes ,  publicou vários posts anti-Lula , evidenciando os perigos de uma Ditadura, etcetalz ,

evidenciando  as atrocidades dos Sistemas Totálitarios  ou  a figura de Hitler e do Nazismo ,

condenando  , entre outros absurdos  ,

a recepção entusiasmada fornecida ao presidente do Irã que  NEGA o Nazismo   –   pelo nosso   ” comandante da nação” ;

… que , com certeza , ignora o assunto [ Nazismo] , por não ter …  lido sobre isso.

Ah …. totalmente de acordo. …

 

 

Até que … 

ao ler os Comentários … percebo … perplexa … que o blog é totalmente maestrado

por um ” comentarista” católico ,  fanático e doentio ,  que NEGA :

a    Inquisição  [  http://www.baguete.com.br/colunasDetalhes.php?id=1539  ],

A     Pedofilia dos Padres Católicos  ,  

os Genocídios praticados pela implantação da doutrina : a ferro e fogo, [ … seriam preciso links demais … ]

–  e etc …  e etc … que se perde em talz  ….  

– tudo …. servindo-se de um Proselitismo … tão barato …

que ofende até mesmo  , a inteligência …  menos inteligente.

 

 

e …  só me resta terminar a leitura… me perguntando

se   fascistas  estão declarando guerra entre sí ? [ ? ] . 

ou não … ?

 

 

 

 

                                                                                                                                   um … bom … livro ….

 

 

 

 

 

 

 

 

– continuando meu passeio…  encontro :   Corações , súbitamente  Budistas ….  :

” Compaixão e  Caridade ” ….. :  Oh …    Lovely Hearts …. !

elogiando e exaltando um pseudo-filósofo ,

… que  além de  pseudo…  com certeza não deve ter mãe ….

postando um  ” discurso ” do mesmo ,  

ah …. que  esclarece   todas as  dúvidas sobre Compaixão ou Caridade ,

explicando a Inquisição… assim:             

 

 

 

 

Boçal  ?

Sinistro ? 

Fascista ?

 

 

OU  … Será que todo mundo é tão burrinho   ?

 

Ou será que , lendo estas incoerências ,

não se consegue perceber  uma certa dose de …. desrespeito ….. –

ou uma subestimada … ‘ legalzinha ‘  …. em sua inteligência ….  ?

 

 

Feio , isso !

 

 

 

 

 

 

 

 

ha ha ha   – tão religioso …. – tão político ….    e banal –

 

 

 

 

 

Taí …   voltemos então ao  : – … just … merely ,  que ,

em meio a esta salada mal temperada , me fez lembrar que  

nada é mais importante e sincero

do que esta  vontade imensa de ler sobre o que simplesmente    ” é ”    :

 

 

 

 Não sei se gosto da palavra “esquecer”.

Eu prefiro antes dizer “não lembrar”.

Assim sei que , algures na memória , está um pedaço de vida importante .

Não me quero lembrar dele ;

mas prefiro saber que não o amputei da minha   HISTÓRIA  .

 

 

 

 

 

 

A   B I B L I O T E C A   D E   A L E X A N D R I A

Carl Sagan

Tradução : Maria Auta de Barros et al

Original: Cosmos (1980) Lisboa: Gradiva, 2001, pp. 332–336

 

 

 

Habitamos num universo no qual os átomos são produzidos no centro das estrelas ;

no qual em cada segundo nascem um milhar de sóis ,

no qual a luz do sol e os relâmpagos fazem surgir a faísca da vida no ar

 e na água dos planetas mais novos ;

 

 

no qual o material de base da evolução biológica

resulta por vezes da explosão de uma estrela no meio da Via Láctea;

no qual uma coisa tão bela como uma galáxia se formou cem mil milhões de vezes –

um cosmos de quasares e quarks, de flocos de neve e pirilampos ,

onde talvez existam buracos negros e outros universos

e civilizações extraterrestres cujas mensagens de rádio chegam neste momento à Terra .

 

 

Em comparação com isto ,

quão pobre são as pretensões da superstição e da pseudociência ;

quão importante é para nós continuar esse esforço que caracteriza o homem :

a prossecução e a compreensão da natureza .

 

 

 

Cada aspecto da natureza revela um profundo mistério

e acorda em nós um sentimento de respeito e deslumbramento .

Teofrasto tinha razão .

Quem receia o universo tal como é ,

quem se recusa a acreditar no conhecimento

e idealiza um cosmos centrado nos seres humanos prefere o conforto efêmero das superstições .

 

 

Prefere evitar o mundo a enfrentá-lo .

 

 

Mas quem tem a coragem de explorar a estrutura e textura do cosmos ,

mesmo quando este difere acentuadamente de seus desejos e preconceitos ,

irá penetrar profundamente nos seus mistérios .

 

 

Não há na Terra outras espécies que tenham alcançado a ciência ,

que continua a ser uma invenção humana ,

produzida por uma espécie de seleção natural ao nível do córtice cerebral ,

e isto por uma razão muito simples :   produz bons resultados .

 

 

Sem dúvida que a ciência não é perfeita e pode ser mal utilizada ,

mas é de longe o melhor instrumento que temos ,

que se corrige a si próprio , que progride sem cessar , que se aplica a tudo .

Obedece a duas regras fundamentais:

 

 

primeiro : –  não existem verdades sagradas ,

todas as asserções devem ser cuidadosamente examinadas com espírito crítico ,

os argumentos de autoridade não têm valor ;

 

 

segundo :  – tudo o que estiver em contradição com os fatos tem de ser afastado ou revisto .

 

 

 

Temos de entender o cosmos como ele é

e não confundir aquilo que é com aquilo que gostaríamos que fosse .

Por vezes , o óbvio está errado e o insólito é verdadeiro .

 

 

Num contexto alargado , todos os seres humanos partilham as mesmas aspirações .

E o estudo do cosmos fornece o contexto mais alargado possível .

A atual cultura mundial é uma espécie de arrogante novidade ;

chegou à cena planetária depois de 4 mil e 500 milhões de anos e ,

depois de ter passado os olhos em redor durante uns milhares de anos ,

declarou-se detentora de verdades eternas .

 

 

Mas num mundo em tão rápida mudança como o nosso ,

tal atitude é o caminho certo para o desastre .

 

 

Nenhuma nação , nenhuma religião , nenhum sistema econômico ,

nenhum corpo de conhecimento pode oferecer todas as respostas quando está em jogo a nossa sobrevivência .

 

 

Devem certamente existir sistemas que funcionem muito melhor do que qualquer um dos que temos .

Conforme a boa tradição científica , a nossa tarefa é descobri-los .

 

 

Uma vez ,   já na nossa história ,   houve a promessa de uma brilhante civilização científica .

Resultante do grande acordar jônico ,   a Biblioteca de Alexandria era ,   há dois mil anos ,  

uma cidadela onde os melhores intelectos da antiguidade estabeleceram os fundamentos

para o estudo sistemático da Matemática ,  da Física ,  da Biologia ,  da Astronomia ,  da Literatura ,  da Geografia e da Medicina .

 

 

Ainda hoje edificamos sobre essas bases .

A biblioteca foi construída e financiada pelos Ptolomeus ,

os reis gregos que herdaram a parte egípcia do império de Alexandre o Grande .

 

 

Desde a época da sua fundação ,  no terceiro século antes de Cristo , 

até a sua destruição sete séculos depois , foi o Cérebro e o Coração do Mundo Antigo .

 

 

Alexandria era a Capital Editorial do Planeta .

É claro que na altura não existia a imprensa . Os livros eram caros ;  cada exemplar tinha de ser copiado à mão .

A biblioteca era o repositório das melhores cópias do mundo .

 

 

Foi ali inventada a arte da edição crítica.

O Antigo Testamento chegou-nos diretamente das traduções gregas feitas na Biblioteca de Alexandria .

Os Ptolomeus usaram muita da sua enorme riqueza na aquisição de todos os livros gregos ,

assim como dos trabalhos originários da África ,  da Pérsia ,   da Índia ,   de Israel e de outras regiões do mundo .

 

 

Ptolomeu III Evergeto tentou pedir em empréstimo a Atenas os manuscritos originais

ou as cópias oficiais das grandes tragédias de Sófocles ,   Esquilo  e  Eurípedes .

Para os atenienses , esses textos eram uma espécie de patrimônio cultural –

um pouco como ,  para a Inglaterra ,  os manuscritos ou as primeiras edições das obras de Shakespeare ;

por isso ,   mostraram-se reticentes em deixar os manuscritos sair das suas mãos por um instante que fosse .

Só aceitaram ceder as peças depois de Ptolomeu ter assegurado a devolução através de um enorme depósito em dinheiro .

Mas Ptolomeu dava mais valor a esses manuscritos do que ao ouro ou à prata .

Preferiu por conseguinte perder a caução e conservar ,  o melhor possível ,   os originais na sua biblioteca .

Os atenienses ,  ultrajados ,  tiveram de se contentar com as cópias que Ptolomeu ,  pouco envergonhado ,  lhes deu .

 

 

Raramente se viu um estado encorajar a busca da ciência com tal avidez .

Os Ptolomeus não se limitaram a acumular conhecimentos adquiridos ;

encorajaram e financiaram a investigação científica e deste modo geraram novos conhecimentos .

Os resultados foram espantosos :

 

 

Erastóstenes calculou com precisão o tamanho da Terra ,  traçou o seu mapa ,

e defendeu que se podia atingir a Índia viajando para oeste a partir de Espanha ;

 

 

 Hiparco adivinhou que as estrelas nascem ,  deslocam-se lentamente ao longo de séculos e acabam por morrer ;

foi o primeiro a elaborar um catálogo indicando a posição e magnitude das estrelas de modo a poder detectar essas mudanças .

 

 

 

Euclides redigiu um tratado de geometria com base no qual os seres humanos aprenderam durante vinte e três séculos,

trabalho que iria contribuir para despertar o interesse científico de Kepler ,  Newton  e  Einstein ;

 

 

os escritos de Galeno acerca da medicina e da anatomia dominaram as ciências médicas até ao renascimento .

E muitos outros exemplos , já apontados neste livro .

 

 

Alexandria era a maior cidade que o mundo ocidental já conhecera.

Pessoas de todas as nações iam até lá para viver ,  fazer comércio ,  estudar ;

todos os dias chegavam aos seus portos mercadores , professores e alunos , turistas .

Era uma cidade em que os gregos ,  egípcios ,  árabes ,  sírios ,  hebreus ,  persas ,

núbios ,  fenícios ,  italianos ,  gauleses e iberos trocavam mercadorias e ideias .

 

 

 

Foi provavelmente aí que a palavra    “ cosmopolita ”     atingiu o seu mais verdadeiro sentido –

cidadão ,  não apenas de uma nação ,  mas do cosmos .

 

 

 

(   A palavra   “ cosmopolita ”   foi inventada por Diógenes  , o filósofo racionalista crítico de Platão .  )

 

 

 

Estavam certamente aqui as raízes do mundo moderno .  –  Que foi que os impediu de crescer e florescer ?

 

foto post sacola alexandria2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por que razão o ocidente adormeceu para só acordar um milhar de anos depois ,  quando Colombo ,

Copérnico e os seus contemporâneos redescobriram o mundo criado em Alexandria ?

 

Não me é possível dar uma resposta simples, mas sei pelo menos o seguinte :

não há registro ,  em toda a história da biblioteca , 

de que qualquer um dos seus ilustres cientistas e estudiosos tivesse alguma vez desafiado a sério

os princípios políticos ,  econômicos e religiosos da sua sociedade  . . .

A permanência das estrelas era posta em dúvida  ,   mas não a da escravatura  .

 

 

A ciência e a sabedoria em geral eram domínio de alguns privilegiados , 

a vasta população da cidade não tinha a mais leve noção do que se passava dentro da biblioteca ,

ninguém lhe explicava nem divulgava as novas descobertas ,  para ela a investigação tinha utilidade quase nula .

 

 

As descobertas nos campos da mecânica e da tecnologia do vapor eram sobretudo aplicadas

no aperfeiçoamento de armas ,  no encorajar das superstições e no entretenimento dos reis .

 

 

Os cientistas nunca se deram conta do potencial de libertação dos homens que as máquinas continham .

(  –  À única exceção de Arquimedes , que enquanto esteve na Biblioteca de Alexandria inventou

o parafuso de água , ainda hoje utilizado no Egito para a irrigação dos campos .

 

 

Mas mesmo assim considerava que esses mecanismos engenhosos tinham pouco a ver com a dignidade da ciência . )

 

 

As grandes realizações intelectuais da antiguidade tiveram poucas aplicações imediatas :

a Ciência nunca cativou a imaginação das massas .

Não havia contrapeso para a estagnação ,  o pessimismo ,   e a mais vil submissão ao misticismo .

 

 

E quando por fim a populaça veio incendiar a biblioteca, não houve ninguém que a impedisse de o fazer .

 

 

O último cientista a trabalhar na biblioteca foi  . . .   uma Mulher .

 

 

Distinguiu-se na Matemática  , na Astronomia, na Física

e foi ainda responsável pela escola de filosofia neoplatônica

–  uma extraordinária diversificação de atividades para qualquer pessoa da época .  –

 

 

O seu nome ,   Hipácia .

 

 

Nasceu em Alexandria em 370 .

Numa época em que as mulheres tinham poucas oportunidades e eram tratadas como objetos,

Hipácia movia-se livremente e sem problemas nos domínios que pertenciam tradicionalmente aos homens .

Segundo todos os testemunhos, era de grande beleza .

 

 

Tinha muitos pretendentes , mas rejeitou todas as propostas de casamento .

A Alexandria do tempo de Hipácia –

então desde há muito sob o domínio romano – era uma cidade em que se vivia sob grande pressão .

 

 

Vodpod videos no longer available.

 

 

A escravatura tinha retirado à civilização clássica a sua vitalidade ,

a igreja cristã consolidava-se e tentava eliminar a influência e a cultura pagãs .

Hipácia encontrava-se no meio dessas poderosas forças sociais .

 

 

 

Cirilo, o arcebispo de Alexandria ,  desprezava-a por causa da sua relação estreita com o governador romano ,

e porque ela era um símbolo da Sabedoria e da Ciência, que a igreja nascente identificava com o paganismo .

 

 

Apesar do grande perigo que corria , continuou a ensinar e a publicar até que no ano de 415 ,

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

a caminho do seu trabalho, foi atacada por um grupo de fanáticos partidários do arcebispo Cirilo  .

Arrastaram-na para fora do carro , arrancaram-lhe as roupas e ,

com conchas de abalone , separaram-lhe a carne dos ossos .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os seus restos foram queimados ,  os seus trabalhos destruídos ,  o seu nome esquecido .

Cirilo foi santificado .

CANONIZADO .

 

 

 

 

 

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A glória da Biblioteca de Alexandria é agora apenas uma vaga recordação .

 

 

Tudo aquilo que dela restava foi destruído logo a seguir à morte de Hipácia .

 

 

Foi como se a civilização inteira tivesse efetuado uma lobotomia a si mesma ,

e grande parte dos seus laços com o passado ,  das suas descobertas ,  das suas ideias e das suas paixões extinguiram-se para sempre .

 

A perda foi incalculável.

 

 

Em alguns casos ,  apenas conhecemos os aliciantes títulos das obras então destruídas ,

mas ,  na sua maioria ,  não conhecemos nem os títulos nem os autores .

 

 

Sabemos que das 123 peças de teatro de Sófocles existentes na biblioteca ,  só sete sobreviveram .

Uma delas é o   Édipo Rei  .

 

Os mesmos números aplicam-se às obras de Ésquilo e Eurípedes .

 

 

É um pouco como se os únicos trabalhos sobreviventes de um homem chamado William Shakespeare fossem   Coriolano  e   O Conto de Inverno ,

mas sabendo nós que ele escrevera outras peças ,   hoje desconhecidas embora aparentemente apreciadas na época ,

obras chamadas   Hamlet ,   Macbeth ,   Júlio César ,   Rei Lear ,   Romeu e Julieta . . .

 

 

Do conteúdo científico desta gloriosa biblioteca não resta um único manuscrito .

 

 

 

Carl Sagan

 

 

 

Tudo sobre  Hipatia: 

http://www.pglingua.org/foros/viewtopic.php?f=1&t=1115&p=15123

 

Fy

19 Comments »

  1. Fy

    Muito a calhar esta observação sobre respeito e coerência.Aliás,quem dera que os discursos primassem por isto.A “técnica” de recrutamento político,religioso não evolui,né?Quando agente observa a facilidade com q o PT se mantém,o quanto é barato e fácil esta popularidade,o quanto estes políticos deitam e rolam nesta facilidade.Se voce fizer uma analogia entre a bolsa família e as promessas do apoio divino,ou entre o discurso político e os vômitos de “pastores” analfabetos ou alfabetizados e sofisticados…desde as mais remotas eras,tudo o que se encontra é uma disputa de poder assustadoramente pobre.Isto é mesmo surpreendente.É ofensivo.É tirar uma da carinha da gente mesmo.

    Trazendo isto pra minha profissão,eu digo que é até desanimador.hahahahahaha.O esforço,a dedicação,o esmero em “criar” alternativas, estímulos: mesmo psicológicos,o trabalho de pesquisa,o explorar dos interesses do publico a ser atingido, enfim,todo o cuidado que rola com o planejamento do como afetar o “próximo” como voce bem disse,acaba virando uma bullshitagem sem cabimento.

    Em matéria de background,religião em geral e política brasileira são produtos vendidos no brief “Casas Bahía”,Fy.Éhhhh,lamentável.

    E hahahahahaha a sacola verde foi “a” sacada. Ah Ah Ah: Sta Coerência.Existe?
    Gente que não descobriu as próprias tendências, que se rebusca a mercê de qualquer maré,ou que vive mordendo o rabo como disse tão bem o TocaYo, não tem tempo pra evoluir em si mesmo e nem em redor de si mesmo,não cresce,não acontece,encroa,fazendo pose disto e daquilo.Não se acredita Fy.Aliás,você acredita no que não é? Fia, papomaluco e vazio// será que tem gente que nasce com alguma válvula emperrada,impedindo a própria natureza de salta fora?Me dá a impressão nefasta de um louco dentro de uma camisa de força…roxo de fazer força pra se soltar//!!!//ou então alguem bem fedido constantemente morrendo de asco pelo próprio cheiro,o cheiro de si mesmo.

    E muita pretensão também.Ô//viagem…- não era mais legal não encarar o diazinho quente aqui na agência e “necessitar” dar uma procurada no meu superself?ou achar que a vida é mesmo uma shit a ser cumprida e ficar na minha caminha treinando meu ego competitivo e curioso a mergulhar no delusive estado não ser.Não ser// é bom pra quem tem preguiça de ser.E encarnar cada hora numa tendência diferente,quer saber, é coisa de cafona, mudanças não são aceleradas pela simples proliferação de cases e nem pelas complicadas, rebuscadas,é o contrário: cases vão ser conseqüências de mudanças.

    Hipátia?
    Fy,voce acha que esta raça de gananciosos,iriam enganar mentes como a dela com este tal de deus de ultima hora pobremente elaborado, estas mentes sempre representaram perigo.Rolaram muitas.O Gaiman e o Sagan bateram a mesma tecla:dê pro povo.Não pra Hipátia.
    Fora isso tuuuuuuudo que eu falei//que delícia ler o Carlzinho.

    Abri a torneirinha:saudade.

    bacios amores mios
    Ju

    Comment by Juliana — 23/02/2010 @ 3:26 AM

    • Ju, saudade tb,

      Olha: tem toda a razão. No link que eu deixei, não sei se vc leu, o tal do bispo ganhou a multidão com a gritaria sim. Com um discurso raivoso… emocionante….

      Quando agente observa a facilidade com q o PT se mantém,o quanto é barato e fácil esta popularidade, > Ju

      Ju, o brasileiro se acomoda e para de pensar. Mas, acredito que reaja … no susto.

      O Lula só falta se dirigir aos brasileiros assim: ÔH bando de palhaços! Como vcs me adoram.

      Lula encontrou o Paraíso.

      bj

      Comment by Fy — 23/02/2010 @ 11:10 AM

  2. Oi Fy,
    Saudade também.

    Fui ver Hipatia, sim. É um dos lamentos que ficaram no ar. Alexandria, e tantos mais.

    Este lance de pedofilia na Igreja é a maior podridão que pode existir. Imagine a “idade” deste lance.Esta tal de Vera rebenta mesmo no site dela.Sem comentários e muita porrada.É muita sacanagem.Bom… nem tem o que falar.

    Voce me disse que leu Duna, e eu lembrei de Machiavel também.

    Eu vou colar uma boa análise do Príncipe, feita pelo Tommasini. Religião ou Filosofia são integralmente Política. É a ferramenta de controle. Claro.

    ‘Acatando a sugestão de Tommasini, podemos dizer que, para Maquiavel, não há a menor dúvida de que a origem da religião é puramente humana e possui, como toda instituição, fundadores e chefes. Aliás, e de modo mais preciso, é no ato fundador de uma religião que se revela de modo mais elevado a virtù de um indivíduo: “Entre todos os homens dignos de elogio, os que mais louvor merecem estão os que foram chefes e fundadores das religiões” (Discorsi I, 10). Por ser de origem humana, a religião também está sujeita às leis de nascimento, desenvolvimento e morte que determinam todos os elementos criados: “Nada é mais certo do que o fato de que todas as coisas do mundo têm um termo. (…) Falando de corpos mistos, como repúblicas ou seitas, digo que são salutares aquelas alterações que as reconduzem ao seu princípio” (Discorsi III, 1).

    Ainda que não exista ato humano que traga maior glória a alguém do que fundar uma religião, o valor propriamente dito de uma religião, para Maquiavel, não é derivado da fama de seu fundador, do conteúdo dos ensinamentos, da verdade dos dogmas ou da significação dos mistérios e ritos. Numa palavra, daquilo que se costuma chamar “essência da religião”. Pelo contrário, a grandeza de uma religião decorre da função e importância que ela exerce em relação à vida coletiva. Ambas, função e importância, são de caráter normativo: a religião ensina a reconhecer e a respeitar as regras políticas a partir do mandamento religioso. Essas normas coletivas podem assumir tanto o aspecto coercivo exterior da disciplina militar ou da autoridade política quanto o caráter persuasivo interior da educação moral e cívica para a produção do consenso coletivo.

    E quando se considera o tal do valor interior da educação moral e cívica para a produção do consenso coletivo, o resultado fatal é a Corrupção.
    Não há poder centralizado que não seja corrupto. O que pode haver são níveis de corrupção. Aqui no Brasil, não existe mais nem a preocupação do disfarce, da ‘aparência’ ou da máscara. A coisa rola escancarada. O apelo desesperado desta instituições falidas religiosas, é a mesma coisa. Imagine se o Vaticano estivesse armado? armado mesmo, no sentido da palavra. Irã x Israel? China comuna? A primeira faísquinha nuclear seria lançada pelo nazista Ratszinger. Mas é claro. Puta, ex-nazista, muito pra cabeça.

    Abraço

    João Pedro

    Comment by Pedro — 23/02/2010 @ 4:19 AM

    • Pedro,

      Mto é pouco.

      Lí sim o Príncipe, faz tempo. Ai preciso ler e reler tanta coisa. Cada dia mais !!!!

      a religião ensina a reconhecer e a respeitar as regras políticas a partir do mandamento religioso. Essas normas coletivas podem assumir tanto o aspecto coercivo exterior da disciplina militar ou da autoridade política quanto o caráter persuasivo interior da educação moral e cívica para a produção do consenso coletivo > Pedro

      Perfeito: e tá mais que explicado aqui:

      O “padrão” é inexorável em suas falhas degenerativas.

      Repete-se nos Sistemas de Escravidão,

      Nos Estados do “bem-estar”,

      nas Religiões estratificadas,

      nas Burocracias socializantes:

      em qualquer Sistema que crie e mantenha Dependências.

      Seja um parasita por muito tempo e você não poderá existir sem um Hospedeiro.

      É no Imperador – Deus de Duna

      Eu acho esta citação uma das maiores do F.Herbert .

      – Esta é a forma de qualquer Sistema adquirir e manter o poder: criar parasitas.

      Bj

      Comment by Fy — 23/02/2010 @ 11:43 AM

  3. Vale resumir tudo nesta frase do Carl Sagan:

    Não havia contrapeso para a estagnação, o pessimismo, e a mais vil submissão ao misticismo.

    Não havia e não há.

    Abraço

    João Pedro

    Comment by Pedro — 23/02/2010 @ 4:27 AM

  4. OOi Fy.

    É confortável aceitar que tudo é resolvido depois, assim fica fácil pra todo mundo fingir que está preocupado, e melhor ainda se a instituição oferece alguém que vive do suor alheio como um representante que morrerá velho e viciado deixando no inconsciente de seus seguidores que qualquer coisa que ele tenha feito que não foi de Deus, vai levá-lo ao diabo. É até tentador achar que todas essas pessoas que passam o tempo todo prejudicando os outros e usufruindo de representações divinas vão pagar por seus erros nesse mesmo inferno que criaram em suas mentes e depois venderam ao povo, mas… não sabemos, e é esse o ponto. O problema é fingir que sabe, deturpar o bem, usar coisas que foram ditas pessoalmente e diretamente (ou mesmo que Jesus tenha sido criação mitica, não deixando de ser um salvador, acaba sendo a contradição enterrada no centro da instituição que usa-o mas que NUNCA, nunquinha o seguiu.)como que servindo para outros momentos e outras finalidades que não sejam o amor incondicional e o não questionamento da vontade pessoal, e acima de tudo, a vontade de cada um, até que esta revele-se a si mesma como vitima de si mesma ( totalmente na contramão da formação institucional, mas bem, esse é meu ponto-muito-louco-de-vista), e em relação aos próprios erros, e não de uma cartilha de erros que te esperam ao lado do berço, fenomeno muito mais justificavel por outras crenças, que complementam a safadeza dos que não fazem nada efetivo e real para mudar a realidade. Apenas dizem ser iluminados para adivinehm só: modificar suas PRÓPRIAS realidades.
    O próprio corpo é um toque sutil de que estamos fazendo e respondendo por nós mesmos, e não é a semelhança que nos encaixa em um grupo de animais que vai se sobressair nessa aventura, ainda mais nos grupos desonestos, que confundem os próprios ideiais inconscientes com uma simbologia virtuosa que lhe tornam dependentes do simbolo e da busca por uma virtude que fuja de tudo que não é prazeroso, irônico demais.
    Me troco por muito menos do que pensa que me trocaria.
    Por isso que as vezes fico perdidão pensando que me trocando fico sem poder destrocar🙂
    😀

    Comment by Elielson — 23/02/2010 @ 6:47 AM

    • errata: me troco por muito menos do que ,PENSO, que me trocaria.

      Comment by Elielson — 23/02/2010 @ 6:51 AM

      • Êta saudade!

        Elielson:

        ‘ou mesmo que Jesus tenha sido criação mitica, não deixando de ser um salvador, acaba sendo a contradição enterrada no centro da instituição que usa-o mas que NUNCA, nunquinha o seguiu.)’

        Talvez, mas eu acho improvável que jesus tenha sido uma criação mítica. Se pensarmos bem, é bem difícel. Criação mítica foi o que fizeram com a vida dele. Isto sim.

        Jesus, teve um destino muito parecido com o de Hipátia. Embora tudo sito seja completamente duvidoso. Criaram uma vida pra Jesus de acordo com os interesses das famosas ” religiões do livro” : os ismos. Não há como provar nada. Usaram isto como se fôssemos crianças pelos séculos a fora; > numa tentativa de trazer alguma credibilidade pra algum deus. Tornando-o “mais humano” ainda.

        O grande lance é que agente tem que dar um mergulho lá: na época de Jesus. Quando existe esta contemporização, e se analiza a vida dele, mesmo ciente das varias montagens e remontagens dos evangelhos;ele nada mais foi do que um avant garde em sua época.

        Ele questionou tudo o que representava uma cultura milenar e congelada, que continua congelada até hoje, por sinal.

        Um cara que jamais pretendeu que o cultuassem como um deus. Não há uma única prova disto. Imagine toda a historia do Cristianismo, imagine se ele pudesse saber que em seu nome tais barbaridades seriam cometidas…. Foi um revolucionário, um reformador. Mas, criaram historias, úteis, manipularam tudo e criaram um império, não uma religião. Aliás, as duas coisas são sinônimos.

        Elielson um dos melhores livros que eu já lí foi o Jesus de Saramago.

        Outro mto bom tb é Os Manucritos de Jesus do Michael Baigent.

        Saramago é um filósofo; Baigent um historiador.

        Pra mim, todo o valor de Jesus, assim como o de Hipatia e tantos outros,, reside no fato dele ser humano, – e dentro de sua época, contextualizado com o que conheceu, claro, ter se preocupado e tentado melhorar o que agente chama de Humanidade.

        ‘O próprio corpo é um toque sutil de que estamos fazendo e respondendo por nós mesmos,’ > Elielson

        > não há uma doutrina – repare – que enalteça o corpo e um verdadeiro contato e relação com ele. Perceba. Nem no ocidente e nem no Oriente. Salve sua alma e se liberte do seu corpo. Não deseje, não se incomode com o sofrimento. O “corpo” é o entrave para a Iluminação, etc…..ah … o tal do “ego” também.

        Traduzindo: Salve sua alma e trabalhe pra nós. ou: Salve sua alma: trabalhando pra nós.

        Isto > é “ismo” que coincidentemente também é o sufixo de Comunismo.

        E um monte de Junguiano esquizo que transformou a palavra Self na palavra deus e a palavra ego na palavra corpo. Mas… não deu nem trabalho!rsrsrsrsrs

        “e da busca por uma virtude que fuja de tudo que não é prazeroso, irônico demais.” > papo esquizo, Elielson : acaba fazendo mal pra gente.

        Saramago é um mestre mesmo, vou colocar este dialogo de deus com o diabo, pra vc fazer uma comparação entre a Coca-Cola e a Pepsi:

        Se na Bíblia Satanás tenta Adão e o Diabo tenta Jesus no deserto, nesta obra de Saramago o Diabo tenta diretamente Deus.

        Sabem ambos, porém, que tal proposta é inaceitável já que põe por terra a razão mesma da existência de Deus:

        “Não me aceitas, não me perdoas” – indaga o Diabo;

        “Não te aceito, não te perdoo,quero-te como és, e, se possível, ainda pior do que és agora,

        Por quê ?

        Porque este Bem que eu sou não existiria sem esse Mal que tu és (…)

        Se tu acabas, eu acabo, para que eu seja o Bem, é necessário que tu continues a ser o Mal” (p. 328).

        Não existe, assim, um bem em si mesmo, da mesma forma como não existe um mal em si mesmo.

        Ambos só são possíveis na alteridade, não relação com um outro.

        Mas… estas instituições se tornaram tão arrogantes, com o vício do povo nelas mesmas que tanto a Coca Cola quanto este deus absurdo q eles pregam, estão perdendo para seus arqui-rivais.

        Com a Coca o lance foi forte: em menos de dez anos, o valor da empresa havia caído pela metade, enquanto a Pepsi dobrava de tamanho.

        “” Como pode uma empresa do porte, magnitude e alcance global de uma Coca-Cola, de repente, perder o passo e cair solenemente para a vice-liderança de seu setor? A bombástica pergunta que tornou-se uma espécie de coqueluche entre analistas de mercado, gestores e executivos nos Estados Unidos vem recebendo, no entanto, uma resposta até que simples: o medo de inovar e o apego a velhas fórmulas de sucesso paralisaram a criatividade da empresa. “”

        É…. o mundo anda……- tudo se renova : até o diabo !

        E pensando bem: que ingênuo este jogo de palavras : deus – diabo. Isto me lembra o Edgar Alan Poe > e o Corvo.

        Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore-
        Let my heart be still a moment and this mystery explore;-
        ‘Tis the wind and nothing more.”

        E que lindo é o Vento ! que lindo é este deus!

        O resto…. > é com agente.

        Kd um post?

        Bj

        Comment by Fy — 23/02/2010 @ 9:31 AM

  5. dica…

    A História Universal da Destruição dos Livros

    Livro recentemente publicado no Brasil – História Universal da Destruição dos Livros – traz um assunto polêmico, no máximo; instigante, no mínimo. O autor passou 12 anos estudando, viajando e pesquisando. Fez um trabalho de paleontólogo. Ele é venezuelano. Seu nome: Fernando Báez. Partindo da Antiguidade, avança no tempo e relata como e porque, em diversas épocas de nossa história, a humanidade destruiu milhares de livros e documentos.

    Fernando Báez inicia seu livro contando a história dos livros. “Os primeiros livros da humanidade, feitos de argila, que apareceram na ignota e semi-árida região da Suméria, no mítico Oriente Médio”. Esta observação sustenta a ousadia do autor, ou seja, contar uma história da destruição desse objeto tão discutido, num arco cronológico que começa com as tábuas sumérias e chega à guerra no Iraque – esta recente destruição de livros, resultado dos bombardeios americanos ao país, que também destruiu museus, universidades e outros centros culturais. Com eles, muitos documentos com centenas e até milhares de anos foram “exterminados”. Uma perda irreparável para a humanidade.

    Em seu relato, Baez certamente aborda a histórica destruição da Antiga Biblioteca de Alexandria, uma das maiores do mundo antigo. Conta-nos também sobre o faraó Aknhatón, que era monoteísta, “foi um dos primeiros a queimar livros”. Ao fugir do Egito em direção à terra proibida, Moisés também destruiu livros: “num acesso de cólera, ele atirou as tábuas e as quebrou ao pé da montanha (Êxodo, 32:19)”, o que não impediu os judeus de guiarem a sua vida pelos ensinamentos da Torá sagrada. A ideia de ter a vida guiada pelos ensinamentos de um livro expandiu-se para o Cristianismo que, já em seu início, condenou os evangelhos e doutrinas gnósticos.

    Na Europa medieval e cristã não foi diferente. Apesar do significativo trabalho dos religiosos copistas, é bastante conhecido o trabalho de censura e destruição de livros pela Santa Inquisição. Ainda hoje, a Igreja aconselha aos seus fiéis a não lerem ‘O código da Vinci’, de Dan Brown, como também já o fizeram as autoridades religiosas islâmicas em relação a ‘Versos satânicos’, de Salman Rushdie, considerado um inimigo do Islão, que se pauta pelos ensinamentos do santo Alcorão. A destruição de livros veio para a América, a bordo das caravelas, provocando o desaparecimento de códices pré-hispânicos. O Nazismo, antes do Holocausto judeu, praticou uma espécie de desintegração bibliográfica, iniciada em 30 de janeiro de 1933.

    Os livros lançados na fogueira parecem ter influenciado a criação dos crematórios. Para Báez, a poesia de Heinrich Heine tinha caráter profético:

    ”Onde queimam livros, acabam queimando homens.”

    À poesia de Heine juntamos a de Mário Quintana, que lembra que os livros só estariam a salvo com a destruição dos homens. Além do caráter de denúncia, o livro de Báez se destaca pelas informações a respeito da milenar aventura do homem de fixar a memória através da escrita, o que também parece significar destruí-la.

    Neste livro, os leitores têm a oportunidade de conhecer os motivos, os modos e os sujeitos que causaram esse tipo de assassinato da memória a sangue frio. Atitude tomada, inexplicavelmente, ao longo de 55 séculos. Os modos vão dos desastres naturais ou provocados, passando pela omissão de autoridades em relação a bens e equipamentos culturais como bibliotecas, arquivos e museus de onde são furtados títulos os mais diversos, até os saques e roubos, estes também feitos com o objetivo de alimentar uma rede de compradores espalhados pelo mundo. O livro em questão está repleto desses exemplos e eles não são privilégio de um país ou de um povo em determinado tempo: acompanham tristemente a humanidade em seu percurso histórico, social e político.

    Apaixonado por livros desde garoto, Fernando Báez fez de sua obra uma verdadeira homenagem aos livros. Uma homenagem que destaca como, ao longo dos séculos, o medo, o ódio, a soberba, a intolerância e a sede de poder foram combustíveis para destruir não só os livros do título, mas também todo o vínculo com a memória e o patrimônio das ideias que eles representam.

    (Com base na resenha trad. de Léo Schlafman. Rio de Janeiro: Edirouro, 2006, 440p.)

    Comment by Coringa — 23/02/2010 @ 5:01 PM

    • “Uma homenagem que destaca como, ao longo dos séculos, o medo, o ódio, a soberba, a intolerância e a sede de poder foram combustíveis para destruir não só os livros do título, mas também todo o vínculo com a memória e o patrimônio das ideias que eles representam.”
      Fernando Báez

      Foi como se a civilização inteira tivesse efetuado uma lobotomia a si mesma,
      e grande parte dos seus laços com o passado, das suas descobertas, das suas ideias e das suas paixões extinguiram-se para sempre.
      A perda foi incalculável.
      Carl Sagan

      Bjs

      Comment by Fy — 24/02/2010 @ 7:34 AM

  6. A Roupa Nova do Rei…que veio numa sacola verde!

    Um bandido, fazendo-se passar por um alfaiate de terras distantes, diz a um determinado rei que poderia fazer uma roupa muito bonita e cara, mas que apenas as pessoas mais inteligentes e astutas poderiam vê-la. O rei, muito vaidoso, gostou da proposta e pediu ao bandido que fizesse uma roupa dessas para ele.

    O bandido recebeu vários baús cheios de riquezas, rolos de linha de ouro, seda e outros materiais raros e exóticos, exigidos por ele para a confecção das roupas. Ele guardou todos os tesouros e ficou em seu tear, fingindo tecer fios invisíveis, que todas as pessoas alegavam ver, para não parecerem estúpidas.

    Até que um dia, o rei se cansou de esperar, e ele e seus ministros quiseram ver o progresso do suposto “alfaiate”. Quando o falso tecelão mostrou a mesa de trabalho vazia, o rei exclamou: “Que lindas vestes! Você fez um trabalho magnífico!”, embora não visse nada além de uma simples mesa, pois dizer que nada via seria admitir na frente de seus súditos que não tinha a capacidade necessária para ser rei. Os nobres ao redor soltaram falsos suspiros de admiração pelo trabalho do bandido, nenhum deles querendo se passar por ignorantes, incompetentes ou incapazes. O bandido garantiu que as roupas logo estariam prontas, e o rei resolveu marcar uma grande parada na cidade para que ele exibisse as vestes especiais. Durante a parada, a única pessoa a desmascarar a farsa foi uma criança:

    – O REI ESTÁ NU! Gritou a criança.

    O grito é absorvido por todos. O Imperador se encolhe, suspeitando ser verdadeira a afirmação, mas mantém-se orgulhosamente…e a procissão continua …

    (‘A Roupa Nova do Rei’ (br) é uma conto de fadas de autoria do dinamarquês Hans Christian Andersen, inicialmente publicado em 1837).

    Comment by Coringa — 23/02/2010 @ 5:32 PM

    • A Roupa Nova do Rei…que veio numa sacola verde!

      Olha, este merece ” Uma Sacola Verde II” !!!

      Super lembrança.

      Super oportuna esta lembrança!

      Bjs

      Comment by Fy — 24/02/2010 @ 7:37 AM

  7. Olá a todos,

    Fy,poderíamos falar sobre a ditadura e seus crimes por ‘comentários’ a fio.Com um pouco mais de tempo volto a comentar trazendo um material mais prolixo em terror e arbitrariedade.
    Mas sintetizando seu post,sobre a vida e morte de Hipátia,filósofa e mártir às mãos do fanatismo cristão e da nova ditadura surgida dele,veja como a Wikipédia em português narra a vida e morte de Hipátia:

    Hipátia

    Hipátia (ou Hipácia) de Alexandria (em grego: Υπατία), matemática e filósofa neoplatônica, nascida aproximadamente em 370 e assassinada em 415.
    Índice

    * 1 Biografia

    * 2 ‘Intolerância e fanatismo’

    * 3 A morte trágica de Hipátia

    * 4 Citações sobre Hipátia

    * 5 Obras

    * 6 Referências

    Abraços
    Vítor Simmonsen

    Comment by Vítor — 24/02/2010 @ 8:23 AM

  8. É isto Vítor,

    * 2 ‘Intolerância e fanatismo’

    Eu fiz um post pra Fy publicar, mas eu vou ficando tão puto com estas barbaridades, que acaba ficando agressivo demais.

    nessas horas brother eu não consigo falar bonitinho. Imagine pegar um filha da puta como este Cirilo, “bispo” e com certeza pedófilo e tarado, e…. devagarinho. pro cara entender quarqué coisa que não percebeu. é trágico mas a humanidade está cheia de casos assim, e agente sabe.

    Este tal de “Pondé ou qualquer coisa assim”. vomitou uma dessas e taí. não era pra tá numa fogueira bem tratada,por todo mundo que acha ele bobinho?

    Por trás de ditaduras existem muito mais crimes e miséria humana do que siquer podemos imaginar.

    Coringa trouxe aí um comentário excelente e uma frase total:

    ”Onde queimam livros, acabam queimando homens.”

    taí galera, mais uma lembrança cancerígena da ditadura, pra gente não esquecer o quanto esta doença destrói:

    Tamoaê

    Abraço

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 24/02/2010 @ 11:44 AM

  9. * 2 ‘Intolerância e fanatismo’

    Sabem que vem a cabeça tbm Santos Dummond e Alan Turing, e mais uma pilha de gente que errou por ajudar demais, e é sempre assim não é.

    Comment by Elielson — 25/02/2010 @ 12:16 AM

  10. oi fy, nossa, gostei demais desse post…. e os comentarios tbem, ,,, aliás, a juliana nao tem blog? ela falou muito bem la emcima….

    ja reparou q to meio atrasado na leitura de seus posts?….rs..tiraram ate a internet lá do meu trampo…
    nao dá tempo……..

    bj

    Comment by caio — 27/02/2010 @ 2:29 PM

  11. Okey… eu REALMENTE fiquei impressionado com o Blog e venho lendo com um pouco mais de calma…

    Coincidentemente, algo que escrevi meses atrás:

    http://anarcoblog.wordpress.com/2009/09/08/a-little-less-blog-posting-a-little-more-ranting-please/

    Agora, eu não quero falar mal só de cidades ou de pessoas em geral. Quero tocar em um elemento que, recentemente, eu vi dois grandes amigos meus repisarem e que SEMPRE me irrita profundamente.

    Estou falando de coerência.

    Quando eu digo coerência, eu me refiro à coerência entre seu discurso e seus atos. Talvez eu mude o termo que eu uso pra honra ou fidelidade, pra me adaptar algo que me ensinaram meses atrás.

    Fidelidade não é algo a se devotar a alguém. Fidelidade é entre você e uma idéia. Se você defende uma idéia, ela faz parte de você e você faz parte dela.

    Eu posso tolerar gente incoerente. Posso tolerar gente que tem dois pesos e duas medidas. Pessoas que acham que honra, coerência, fidelidade, ideais, são meramente palavras.

    Mas não respeito nego assim. É bíblico: “Seja quente, seja frio, mas não seja morno que eu te vomito.”

    Eu respeito muito mais um FILHODAPUTA de um comunista que quer nivelar a humanidade por baixo; uma babaca feminista que ficou amarga porque alguém comeu e jogou fora; um yuppie escroto que não tem amigos, tem networking, aprendiz de merda de american psycho; um alternativo inseguro que quer ser diferente porque tem uma merda de sentimento de inferioridade; um bombadinho qualquer que se resume a um par de peitinhos na academia, uma gostosa alpinista social, ou qualquer outra merda de esterótipo que me deixa doente.

    Mas eu respeito mais do que nego que fica fugindo do que fala, do que diz e do que sente.

    Citando frase escrita anos atrás: Sua inteligência é sua lança, sua coerência é seu escudo.

    Comment by Anarcoplayba — 08/03/2010 @ 4:15 AM

    • Fidelidade não é algo a se devotar a alguém. Fidelidade é entre você e uma idéia. Se você defende uma idéia, ela faz parte de você e você faz parte dela.

      Olha Anarco, eu fiquei com vontade de publicar este seu comentário!

      “Seja quente, seja frio, mas não seja morno que eu te vomito.”

      Tb não suporto demagogias, ou carinhas de espanto qdo agente diz q azul é azul, por mais q tenha graduações. Naõ suporto mais chargões decorados que se manifestam com mascarazinhas de inteligência…. “surreal”.

      Não aguento carinhas de “haikais” – surpreendidas qdo vc diz q existe uma total diferença entre o preto e o branco de certas ideologias, e não aguento a apropriação de ideologias estapafurdias pra preencher a falta de compreensão e profundidade das pessoas. Não há ideal. Há apropriação sem discernimento ou compreensão. A vida anda perdendo sua validade e sua riqueza. Ver morrer ou matar tornou-se hábito. E tem …. … explicação.

      Um som que eu gosto aê pro seu comment:

      – xiiii : desativaram este q tá melhor:

      mas lá vai este:

      To change the world,
      Start with one step.
      However small,
      The first step is hardest of all.

      Once you get your gate,
      You will walk in tall.
      You said you never did,
      Cause you might die trying,
      Cause you might die trying.
      Cause you—

      If you close your eyes,
      Cause the house is on fire.
      And think you couldn’t move,
      Until the fire dies.
      The things you never did,
      Oh, cause you might die trying,
      Cause you might die trying.
      You’d be as good as dead,
      Cause you might die trying,
      Cause you might die trying.

      If you give, you, you begin to live.
      If you give, you begin to live.
      You begin, you get the world.
      If you give, you begin to give
      You get the world, you get the world.
      If you give, you begin to live.

      You might die trying.
      Oh, you might die trying.
      Yeah, you might die trying.

      The things you never did,
      Cause you might die trying;
      You’d be as good as dead.
      You never did.

      Bjs
      Fy

      Comment by Fy — 09/03/2010 @ 3:34 AM

  12. “Seja quente, seja frio, mas não seja morno que eu te vomito.”

    Vomito tb para os que ficam em cima do muro: …. nem lá nem cá … imunes aos afectos do mundo, os oportunos prisioneiros do “sou eu mesmo” bordado de … “Iluminação” :

    Bjs

    Fy

    Comment by Fy — 09/03/2010 @ 3:46 AM


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