windmills by fy

24/02/2010

O Perigo da Historia Única

Filed under: Uncategorized — Fy @ 7:15 AM

  

– quando um Poeta me diz coisas assim : 

  

  

  Quando eu era pequeno 

 tinha uma sensação 

 de que as outras coisas 

 eram eu também 

  

  

 que eu podia ser qualquer coisa 

 e que eu ser eu 

 era uma coincidencia 

 um acaso 

 uma gratuidade 

  

  

  

  

  minha “Yoga” 

intuitiva pra ter essa sensação 

era me por de frente pro espelho 

e perguntar “Porque eu sou eu?” 

  

sentia uma alegria gratuita por dentro 

  

  

por isso que eu adoro aquele poema 

do Peter Handke 

KingMob 

  

  

  

– quando leio coisas assim  : 

 

 

  

O P e r i g o  d a  H i s t ó r i a  Ú n i c a 

Eliane Brum 

 

Como castelos nascem nos sonhos pra no real achar seu lugar .

 Oswaldo Montenegro

    Tudo começa nas histórias .

    Tudo começa nas possibilidades .

Anarco

  

  

   

   

Contar uma única versão sobre nós mesmos pode significar : abrir mão de viver. 

  

  

  

Quando a criança era criança, 

andava balançando os braços, 

queria que o riacho fosse um rio, 

que o rio fosse uma torrente 

e que essa poça fosse o mar. 

   

   

   

   

  

  

  

Desde muito cedo percebi que a trajetória de uma vida continha bem mais do que os conflitos visíveis. 

 Em parte, me transformei numa contadora de histórias ao intuir que  : a forma como é contada uma vida pode significar a possibilidade desta vida

Assim como pode determinar sua morte. 

O mundo é um palco onde se digladiam as versões – e o Poder >  é usado para impor a história única como se fosse toda a verdade

Não só entre os países, mas na vida social e também dentro de casa. 

Compreender o poder da narrativa é o primeiro passo para construir uma vida que vale a pena. 

É também a chave para alcançar a complexidade – ou as várias versões – da vida do outro

  

  

  

  

Quando a criança era uma criança 

 era a época destas perguntas :  

Por que eu sou eu e não você ?  

Por que estou aqui , e por que não lá ? 

   

   

   

  –  P R E C I O S A   – 

   

   

Em  Preciosa , filme de Lee Daniels em cartaz nos cinemas , concorrente ao Oscar , a personagem é uma adolescente negra , 

gorda e enorme , abusada sexualmente pelo pai 

e de várias outras maneiras pela mãe , 

e que frequenta há anos a escola sem que ninguém perceba que não sabe ler . 

Preciosa, o  nome enormemente simbólico da personagem , é um nada para muitos 

 – e também para si mesma . 

Um nada difícil de olhar

Ela mesma , quando se olha no espelho, não se reconhece . 

  

  

  

  

 Quando a criança era criança,  

não tinha opinião a respeito de nada , 

não tinha nenhum costume , 

sentava-se sempre de pernas cruzadas , 

saía correndo, 

tinha um redemoinho no cabelo 

e não fazia poses na hora da fotografia . 

   

   

   

   

  Desde que assisti ao filme , na sexta-feira de Carnaval , o recomendo com veemência aos meus amigos. 

Mas , assim como as pessoas ao redor de Preciosa , no filme , tinham dificuldade de olhar para ela , 

alguns amigos têm resistência em ir ao cinema “ assistir àquela desgraceira ” . 

Ou acompanhar uma personagem que contém em seu corpo todas as características relacionadas aos perdedores. 

Alguns amigos viram o trailer  e decidiram : fugir de Preciosa . 

  

  

  

  

  

 Como pode ser que eu , que sou eu ,  

antes de ser eu mesmo não era eu ,  

e que algum dia , eu , que sou eu , não serei mais quem eu sou ? 

   

   

   

   

   

É uma pena . 

E é o que tenho tentado mostrar a eles – e agora a vocês . 

Não ver Preciosa é não permitir que ela seja vista de outra maneira . 

E perder uma oportunidade rara de descobrir que a vida  –  não apenas a dela , mas também a nossa – 

pode ser decodificada de uma forma mais generosa 

se nos reconhecermos em olhos dispostos a enxergar além dos estereótipos

Neste sentido , ao decidir assistir a este filme 

–  tão diferente do que se costuma produzir em Hollywood  – 

o espectador está se tornando parte da transformação de Preciosa

E isso é genial como proposta cinematográfica. 

  

  

  

  

Quando uma criança era uma criança ,  

Uma vez acordou numa cama estranha , 

e agora faz isso de novo e de novo . 

Muitas pessoas , então , pareciam lindas  

e agora só algumas parecem , com alguma sorte . 

   

   

   

   

   

  Na capa do livro de Sapphire  : uma professora do Harlem em cuja obra se baseou o filme, 

há uma frase perfeita : 

“ Você testemunha o nascimento de uma alma ”

É exatamente isso . 

O filme é o caminho de Preciosa  : a partir do momento em que se vê refletida nos olhos da professora que a ensina a ler . 

Olhos dispostos a enxergar uma alma onde a maioria só via banha, violência e miséria . 

   

   

Ao percorrermos com ela esse percurso , vivemos momentos muito duros . 

 Mas é também imensamente redentor . 

No momento em que Preciosa descobre que há outras versões possíveis para a sua vida 

 – e que ela mesma pode construir narrativas melhores – 

o mundo que é  : ela –  se amplia. 

E com essa experiência , >  também o mundo que somos nós é ampliado. 

Pelo menos foi o que eu senti . 

Saí do cinema mais larga . 

E amando a humanidade inteira . 

( Sem contar que a interpretação da atriz que faz o papel de sua mãe já faz parte da história do cinema. 

Se Mo’Nique não ganhar o Oscar de atriz coadjuvante vou jogar tomates na televisão lá de casa . ) 

  

  

  

  

 

  

  

  

Preciosa nos evoca o perigo da história única . 

Até não encontrar um olhar acolhedor onde se reconhecer , ela só se reconhecia no não-olhar de sua mãe . 

A escola que frequentara até então continuava olhando para ela sem ver , 

o que a manteve analfabeta por anos . 

Só quando encontrou uma narrativa alternativa para si mesma , 

Preciosa teve alguma chance de ter não só uma vida , mas também uma alma . 

  

  

Isto ocorreu numa escola alternativa de nome sugestivo : 

 –   Each one teach one    – 

( cada um : ensina um ) 

  

  

E este é o tema da palestra de Chimamanda Adichie , autora de  Meio Sol Amarelo  ( Cia das Letras – 2008 ) . 

Esta escritora de 32 anos pertencia a uma espécie de classe média da Nigéria, filha de um professor universitário e de uma secretária. 

Em sua palestra no TED (Ideas Worth Spreading), ela conta uma história feita de embates narrativos para mostrar como a história única aniquila a vida. 

– e fica pra o próximo post. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

– eu continuo a acreditar que tudo vale a pena.

 

 

 

 

 

 

 

Cada um de nós: Seres Humanos

desejosos de Amor e Felicidade

e que muitas vezes nos perdemos

seguindo os Medos dos outros ,

mas que sempre conservamos a essência do Amor, da Paz e da Realização.

Roberto T. Shinyashiki

 

 

 

 

 

 

Fy   –  KingMob 

– trechos do Poema de Peter Handke 

  

  

36 Comments »

  1. Oi Fy, oi a todos,

    Ficou muito bacana o texto da Eliane Brum prefaciado por KingMob que por sua vez “introduziu” o Peter Handke, poeta que eu não conhecia.

    Eu não vi o filme, assisti o trailer e já conversei sobre ele.A observação da Eliane Brum, é válida de qualquer forma, bastam estes minutinhos de amostra.

    Voce finalizou com o Roberto Shinyashiki. No Carícia Essencial, a Psicologia do Afeto livro de sua autoria, ele chama estas pessoas “roubadas” de seu próprio valor e importância de “Seres Abandonantes”.
    É como se eles fôssem abandonando a si mesmos na tentativa de não sentir dor. A dor da falta do afeto. Vão esquecendo de sí mesmas, ignorando suas necessiadades, passam a sentir desprezo por sí mesmas e por qualquer tipo de emoção, abandonam-se.E muitas vezes moram ao nosso lado.
    Comovente e desafiante
    Obrigado mais uma vez

    Marianne

    Comment by Marianne — 24/02/2010 @ 12:16 PM

    • Olá, Marianne.

      >prefaciado por KingMob que por sua vez “introduziu” o Peter Handke, poeta que eu não conhecia.

      Peter Handke. Este poema é declamado continuamente no filme “Asas do Desejo” do Wim Wenders, que é um dos filmes mais poéticos que eu já vi por aí. Conta a história e desventuras de um anjo pelas ruas de uma Berlim ora preta e branca (no olhar dos anjos), ora colorida (olhar dos carnais seres mortais que nós somos)… Eu recomendo.

      Well. So long, Marianne: Leonard Cohen:

      Mob

      Comment by Mob — 27/02/2010 @ 2:25 PM

  2. Cada um vê de um jeito, existe o que é feito pra que cada um veja do mesmo jeito, após isso existe o que todo mundo vê do mesmo jeito, e o que alguém vê sozinho no meio do que todo mundo vê do mesmo jeito, e existe o que todo mundo vê na pessoa que está vendo sozinha, e existe acima disso o que é visto, as coisas acontecem em torno disso, ora defendendo o que é visto como tudo que há, e ora defendendo o que teoricamente faz surgir tudo que é visto. A loucura se veste de idéia, logo muitas loucuras acham essa roupa bonita e adotam o mesmo visual, logo, temos o pop.

    Há pedras soltas no caminho pra se chegar ao dialogo crescente.
    Todo o respeito e moral que a pessoa inventa sobre como deseja ser tratada e tratar é a melhor fonte de destratos.

    Mas nem sempre é só o vetor que pode ser visto como causador da miopia existencial, as vezes fechamos as janelas mais feias e abrimos somente as bonitas. As vezes as janelas bonitas nos dão visões, mas de onde vem os outros sons?
    Começamos por quebrar as paredes, e vemos que lá fora era tudo uma coisa só, então olha-se pras casas pelo lado de fora agora, e começa tudo outra vez…🙂

    Comment by Elielson — 25/02/2010 @ 1:16 AM

  3. Mas nem sempre é só o vetor que pode ser visto como causador da miopia existencial, as vezes fechamos as janelas mais feias e abrimos somente as bonitas. As vezes as janelas bonitas nos dão visões, mas de onde vem os outros sons?
    Elielson

    mas de onde vem os outros sons?

    – é onde se encontra os disparates das doutrinas: o disparates entre os Discursos e a Realidade. Os sons que estão por trás das palavras vazias, porém “aparentemente” acomodativas. Ou “aparentemente” sofisticadas…. –

    – por falar nisso, vamos e convenhamos…. – existe alguem mais inserido no ideal filosófico da doutrina ocidental cristã ou no anti-desejo pregado pelas doutrinas orientais que a Preciosa?

    – A Opus Dei vende “silícios” > é a dor matando o desejo. É a tal “alma” mutilando o corpo e o “humano” pra que ele se torne “santo” ou “iluminado”.

    – É a morte do desejo, pregado por Buda:

    “Havendo isto, há aquilo; quando isto se origina, aquilo se origina.

    Sendo assim, havendo a ignorância, há o nome-e-forma.

    Havendo o nome-e-forma, há os seis órgãos de percepção, há o contato; havendo o contato, há a percepção; havendo a percepção, há o apego; havendo o apego, há o desejo; havendo o desejo, há a existência; havendo a existência, há o nascimento, há a velhice, a morte, a preocupação, a tristeza, o sofrimento, o pesar e o desespero.

    Assim, pois, surge o sofrimento”.

    SIDDHARTHA GAUTAMA (सिद्धार्थ)

    Colocar “sentidos e interpretações” vestidas com aquela sofisticação pretenciosamente “erudita” ocidentalizada até as tampas… – é ignorar o verdadeiro sentido de uma barbaridade desta. è considerar Preciosa : um ser-humano privilegiado: afinal, esta “desgraceira” toda – como diz a autora – ou é uma “purificação” através da qual ela “ganhará” o prêmio de ser “dispensada” da tal “roda do Sansara”
    ou seja: as tais encarnações que nos fazem visitar este planeta e a Vida: tão maléficos e “irreais”. Ou alguem vai discutir sobre ela estar sofrendo mais ou um pouquinho menos que os ensanguentados santos e jesuses torturados e expostos como exemplo no panteísmo católico ? que alías é o panteísmo do horror.

    Preciosa tem 16 anos, na historia, – eu lí uma reportagem na Época desta semana sobre a dificuldade que está havendo na Inglaterra com jovens muçulmanos desta idade que se declaram fanáticos em missões suicidas de bombardear o ocidente. Pelo deus em que acreditam.

    Melhor ainda: vamos mergulhar cada um em seu Self na tão mal acabada Individuação “mística” Junguiana e as Preciosas que se danem. Meu Self talvez responda o porque delas existirem. E isto basta. De certo elas “apenas” estão incorporando algum Arquétipo do Inconsciente Coletivo… e contra este “mar” …. não há o que se possa fazer.

    “mas de onde vem os outros sons?”

    No real, Elielson > todas estas doutrinas que pregam que os ignoremos… tanto os “feios” quanto os “bonitos” [ aliás : os mais perigosos a todas elas ] são recrutadoras apenas.

    Cada uma delas tem:::: seu rebanho adestrado e eficiente.

    É só observar.

    Ah… depende do que se considera “janelas bonitas” >>>> a malandragem maior é transformá-las em “mera e pobre” … Ilusão. Ou reduzir a Vida e a Beleza a um tal de Pecado.

    Mas no mundo “real”… e pela História – História – a fora , voce conhece algum Investimento Mais Lucrativo do que pregar o Medo e o desinteresse pela Vida entre seus “vássalos” ou … funcionários ?

    Bjs

    Bjs

    Comment by Fy — 25/02/2010 @ 2:43 AM

    • Elielson,

      >Há pedras soltas no caminho pra se chegar ao dialogo crescente.

      Pedras soltas e não a Yellow Brick Road de um para o outro . Este diálogo fecundo e crescente que vc fala aí tem que ter um patamar de confluência, não homogeneidade, não, mas que os códigos se possam traduzir, e os fluxos se misturarem, aí a gente pode brincar, de muitas histórias, metáforas e esquecer esse papo de história única, não é bem verdade?:

      Mob

      Comment by Mob — 27/02/2010 @ 2:42 PM

  4. Eu sei que já coloquei este vídeo no Wind , mas este filme Preciosa me tocou tanto, talvez por vir de encontro ao que eu entenda por viver, afetar, participar, estar e SER que eu vou colocar neste post também:

    Aiaiaiai: tiraram o outro vídeo…

    mas vai nesse:

    Nós os chamamos de calmos
    aqueles corações que não tem cicatrizes pra mostrar
    aqueles que nunca deixam ir embora
    e arriscam as viradas de mesa

    Nós os chamamos de tolos
    os que tem que dançar por entre a chama
    os que arriscam a tristeza e a vergonha
    que sempre vem ao se queimar

    Mas você tem que ser forte quando consumido pelo desejo
    Porque não é suficiente apenas ficar do lado de fora do fogo

    Nós os chamamos de fortes
    aqueles que podem encarar esse mundo a sós
    que parecem se virar sozinhos
    aqueles que nunca aceitaram a queda

    Nós os chamamos de fracos
    os que são incapazes de resistir
    à mais exígua chance de que pode existir amor
    e por causa disso abandonam tudo

    Eles são tão determinados em oferecer,
    andando sobre um fio
    convencidos de que não é viver
    se você ficar do lado de fora do fogo

    Ficando do lado de fora do fogo
    Ficando do lado de fora do fogo
    A vida não é experimentada, é meramente sobrevivida
    se você está ficando do lado de fora do fogo

    Existe esse amor que está queimando
    fundo na minha alma
    constantemente anseando
    por sair de controle
    Querendo voar alto e mais alto
    Eu não posso me conformar
    em ficar do lado de fora do fogo

    Ficando do lado de fora do fogo
    Ficando do lado de fora do fogo
    a vida não é experimentada, é meramente sobrevivida
    se você está ficando do lado de fora do fogo

    Bjs

    Comment by Fy — 25/02/2010 @ 3:24 AM

    • >Existe esse amor que está queimando
      fundo na minha alma
      constantemente anseando
      por sair de controle
      Querendo voar alto e mais alto
      Eu não posso me conformar
      em ficar do lado de fora do fogo

      hahahahaha

      Let it burn, baby… burn baby burn…

      Essa eu danço melhor que tu. E que a Carol. =P

      bj
      Mob.

      Comment by Mob — 27/02/2010 @ 2:49 PM

  5. Estava a conversar agora mesmo com um amigo já crescido, tem seus 60 e tantos, e conversavamos sobre algo que cabe aqui no papo, tipo: o poder e o orgulho.
    O poder desperta a sede quando se observa que nele cabe o exercicio de nossas neuroses. Mas o orgulho chega a ser considerado o pecado de Lucifer, mas não o é se aliado ao poder, por exemplo: vc não pode ter orgulho de não ter muita coisa, muito estudo, mas ainda assim vão chamar isso de pobreza, mesmo que vc não deva nada e nem sinta necessidade de ter algo a mais para então poder ter orgulho.
    Mas no poder vc pode ser orgulhoso, as leis do orgulho nem vão valer, o poder nada mais é do que tirar o ”poder” de qualquer conceito que te faça questionar a vigência.

    No meu caso, vejo que os adornos ao invés de ressaltarem o equilibrio, ressaltam as extremidades, e ainda assim são vendidos como normais, tanto o apelo ao mundo cão para que no final das contas saibamos que viveremos mais felizes enquanto alguém no mundo estiver infeliz, (e assim que nasce o conceito mesmo…), tanto o apelo ao intocado, imaculado, talvez pelo fetiche de desvirginar (vendendo não só o pecado original, como tbm a idéia de que no juizo final vc estará puro), e ter as mesmas sensações que os primeiros conquistadores tiveram ao estuprar corpos e territórios, e tbm a pouca capacidade exigida para balbuciar guturalismos que parecem guiar a humanidade para uma evolução inclusiva, quando na verdade há uma idéia que há caridade na aceitação, idéia essa sim, que tem que ser levada para uma fogueira em algum compartimento de nossa mente.

    Eu tava assistindo um programa do cris rock e ele falava brincando né, mas muitas vezes brincadeiras contam verdades tbm, e ele disse:

    – Quero mesmo que Obama ganhe, mas sabe pq?
    – Pq eu quero parar de ter que dizer merda pro meu filho, tipo: Vc pode ser o que quiser… meu filho, vc pode ser o que quiser…
    – Pq se um pai branco fala isso pro filho dele, o que o filho dele vai dizer?
    – É obvio papai! Por que eu não seria qualquer coisa que quero ser?
    – Então eu quero poder PARAR de ter que dizer isso pro meu filho.

    e é por ai.

    Bjo.

    Comment by Elielson — 25/02/2010 @ 3:29 AM

    • Elielson,

      quando na verdade há uma idéia que há caridade na aceitação, idéia essa sim, que tem que ser levada para uma fogueira em algum compartimento de nossa mente. > Elielson

      Brilhante!

      E eu … outro dia tava conversando, até lembrei deste papo te lendo, e disse que estes chargõezinhos de Caridade e Compaixão, tão lindinhos… são feitos sob medida pra camuflar a palavra Respeito.

      Onde há RESPEITO : não há necessidade nem de Caridade e Compaixão.

      Não neste contexto.

      Bjs

      Comment by Fy — 25/02/2010 @ 6:04 AM

  6. Meus intervalos e WindmillsbyFy.Devo confessar que hoje meus Windmills se aceleraram diante deste Hurricane by Fy.
    Nada com chacoalhar esta modorra individualista que vai se apoderando de nossas vidas nos transformando em autistas ou “devotos” da omissão.Até que ela nos engula.Aí gritaremos.Será que teremos “voz”? O diferencial esplêndido a ser sériamente percebido neste belíssimo poema de Kingmob,a quem pareabenizo novamente,e que me chamou atenção até com uma certa violência benéfica,muito benéfica por sinal,se encontra nesta estrofe:

    minha “Yoga”

    intuitiva pra ter essa sensação

    era me por de frente pro espelho

    e perguntar “Porque eu sou eu?”

    Refiro-me ao fato de não ter lido o usual:QUEM sou eu.Talvez possa parecer uma bobagem,mas isto me fez lembrar que eu gostaria muito de chegar no fim da vida,ou mesmo agora,e responder a alguem mais jovem o Porque eu sou eu,o Porque eu fui eu.

    Volto às minhas cirurgias agradecido por esta emoção.Agora mesmo estarei respondendo a esta sua pergunta Kingmob com o melhor de mim mesmo.
    Abraço,aliás um grande abraço a todos.
    Vítor Simmonsen

    Comment by Vítor — 25/02/2010 @ 3:59 AM

    • Ah, Vítor; voce também me emocionou.

      Isto me deixa feliz por ter escolhido este assunto tão sensivelmente escrito pela Eliane Brum e, num de repente tão natural ter ouvido esta reflexão do Mob, que é mais que um Poema,sim.

      Quando eu era pequeno

      tinha uma sensação

      de que as outras coisas

      eram eu também

      que eu podia ser qualquer coisa

      e que eu ser eu

      era uma coincidencia

      um acaso

      uma gratuidade

      sentia uma alegria gratuita por dentro

      Eu acho que conseguir responder a esta pergunta “Porque eu sou eu” com esta frase … demaisdetotal : “sentia uma alegria gratuita por dentro” , é estar Iluminado.

      Não esquecer o : ” que eu podia ser todas as coisas ” : Todas : é um chamamento, uma tomada de “consciência” e uma homenagem ao devir.

      Quem agradece sou eu.

      Bom te ouvir.

      Bj

      Comment by Fy — 25/02/2010 @ 5:14 AM

    • Vitor,

      >Volto às minhas cirurgias agradecido por esta emoção.Agora mesmo estarei respondendo a esta sua pergunta Kingmob com o melhor de mim mesmo.

      Acho que todos voltamos daqui neste dia respondendo a esta pergunta com o melhor de nós mesmos…

      Eu que fico agradecido.

      abs,
      Mob.

      Comment by Mob — 27/02/2010 @ 2:56 PM

  7. Mais uma vez deixo sinceros parabéns ao Mob. Kingmob.

    A Fy me chamou atenção para o fato de que isto “não é um poema”; foi algo dito em uma conversa.Mas mesmo estando falando sobre um poeta,não posso deixar de exclamar,admirar e me emocionar tanto quanto o Vítor, Marianne, Elielson e mesmo a Fy.E que lindo Poema!

    Parabéns, Rodrigo, e esta pergunta: Porque eu sou eu, também bateu em meu coração.Acredito que quem passar por aqui, a levará consigo.

    Estar vivo é lembrar que poderíamos ser qualquer outro alguem ou algo e tentar responde-la,construindo sua resposta.

    Bj a todos
    Meus parabéns pelos comentários, também me emocionaram.
    Bia

    Comment by Bia — 25/02/2010 @ 4:18 AM

    • Bia, é isto.

      A maior beleza deste Poema é não ter sido um Poema.

      E responder a esta pergunta, construir esta resposta, como vcs disseram é escrever a historia-poema de uma vida.

      E… já respondendo, um pouquinho pro Elielson: com muito orgulho. O orgulho do bem; o que nos faz atingir. O que não nos permite ser “seres abandonantes” e nem “seres abandonadores”; como disse a Marianne.

      O que nos faz estar Vivos dentro da Vida.

      Bj

      Comment by Fy — 25/02/2010 @ 5:22 AM

    • Oi, Bia,

      >Parabéns, Rodrigo, e esta pergunta: Porque eu sou eu, também bateu em meu coração.Acredito que quem passar por aqui, a levará consigo.

      Eu mesmo a estou levando comigo de maneira, nova e mais rica graças a esta troca de ideias e ao carinho da Fy de colocar isso de uma maneira tão direta e bonita assim. Esta pergunta ao meu ver tem tudo a ver com o Windmills, sempre engajado, sempre cuidadoso com todos que aqui frequentam e com a vida, seja ela de que especie for… vida direta, de frente pro espelho, recém-nascidos e já perguntando e respondendo no sentimento e “no melhor de nós”… sem essa de além…. além é pra quem não se acha bonito no espelho… =P

      bjs,

      Mob.

      Comment by Mob — 27/02/2010 @ 4:16 PM

  8. off/topic : mas eu achei muito engraçado. E como diz o Elielson, brincando se diz mts verdades.

    [ Eu não tenho nada contra o Dawkins não acreditar em deus. Tenho com o fato dele comercializar isto, criando polêmicas q nada mais fazem do q promovê-lo. Mas o cara é mto bom em mta coisa, além desta “espertice”.]

    Acabei de ler num blog:

    O Yahoo lançou um Twitter, o Meme.

    Brinquei lá por um tempo e parei porque aquilo era muito viciante.

    Basicamente é como um twitter, mas vc pode colocar vídeos, sons, músicas e texto. Sem limite de dígitos.

    Sabe a grande diversão daquilo? Ver como a informação se propaga sozinha.

    ***

    Por sinal, “meme” é um termo cunhado pelo Richard Dawkins (que por sinal deu uma palestra na Flip).

    Segundo ele, memes seriam “genes de pensamento”. Pequenas unidades de pensamento capazes de se auto-replicar nos cérebros e se auto-propagar. Yep: memes são vírus de computador biológicos.

    Isso é uma coisa tão GRANDE. Já pararam pra pensar? Você cria um código de informação usando sons, cores, cheiros, texturas e sabores (afinal, os nossos sentidos são os periféricos do cérebro) e esse código ganha vida própria.

    Será que a Susan Boyle realmente canta tão bem?

    Ou será que o vídeo dela não foi nada além de um código fonte auto-replicante no nosso cérebro, que disparou as reações corretas e fez com que déssemos “forward” pra todos os nossos amigos?

    Será que os movimentos do Michael Jackson não faziam isso também? Ou a música de Mozart? A poesia de Camões?

    ***

    O Richar Dawkins, por sinal, saiu com uma excelente resposta na Flip quando perguntaram o que ele diria pra Deus se morresse e o encontrasse. Ele, sendo um ateu radical respondeu:

    – Eu perguntaria: “Qual Deus é Você?”

    ————————————————–

    – mas … onde está o espanto? isto só prova q ele é um cara antenado… a par do q acontece no nosso mundinho aqui.

    Bj

    Comment by Fy — 25/02/2010 @ 5:36 AM

    • Tem piadinhas que são dissoluveis e tornam o alvo delas digno de repetição, isso pode ser bom ou ruim, mas quase sempre é ruim.
      E tem comentários engraçados, ou não, que tbm dão tapas de luvas na hipocrisia.
      Tipo aquela vez que o João Lennão falou que beatles eram mais populares que Jesus, putx, mas aquilo não foi tapa de luvas, aquilo foi um tiro na bolha em que as instituições ocidentais que apostam na segregação guardavam seus fiéis…(consumidores?)

      Comment by Elielson — 25/02/2010 @ 11:01 PM

  9. Cheguei aqui por ter sido citado, e fiquei impressionado pelo texto (preferiria sem as imagenzinhas, mas ok).

    Oswaldo Montenegro, músico do qual eu devo ser 50% dos fãs tem uma frase maravilhosa: “Como castelos nascem nos sonhos pra no real achar seu lugar.”

    Tudo começa nas histórias. Tudo começa nas possibilidades. Vale uma lida de Sandman a esse respeito.

    Abraços,
    Anarco.

    Comment by Anarcoplayba — 26/02/2010 @ 2:06 AM

    • Anarco,

      >Cheguei aqui por ter sido citado, e fiquei impressionado pelo texto (preferiria sem as imagenzinhas, mas ok).

      Ah… abre seu coração anarco, meu caro. As “imagenzinhas” também não pertencem a nenhum governo, a nenhum orgão estatal. E não fazem mal a ninguém. Propriedade não-privada da nossa comuna. Enjoy. Ah, fique a vontade para aparecer mesmo sem ser citado…

      Mob.

      Comment by Mob — 27/02/2010 @ 3:03 PM

  10. Bom Dia Windmills –

    Bom Dia Fy,

    Porque eu sou eu? -KingMob

    também bateu em meu coração. Acredito que quem passar por aqui, a levará (esta pergunta)consigo. -Bia

    Tudo começa nas histórias. Tudo começa nas possibilidades. -Anarco

    respondendo a esta sua pergunta Kingmob com o melhor de mim mesmo. -Vitor Simmonsen

    Maravilhoso!

    Renato

    Comment by Renato — 26/02/2010 @ 4:03 AM

    • Olá, Renato

      >Maravilhoso!

      Bacana a montagem que vc fez…

      abs,
      Mob.

      Comment by Mob — 27/02/2010 @ 3:10 PM

  11. Parabens.

    Eu estou com o Anarco! Os outros 50% sou eu, Anarco.

    KingMob, espero um dia responder o porque da sua infância, o porque da minha infância, tambem com o melhor de mim, como o amigo Vítor. E continuar, assistindo os melhores.
    Parabéns à esta Eliana Brum, de quem me tornei admirador.
    Parabéns, Fy,e obrigado.
    Vamos ficar maiores, mais largos, e abraçar.
    E abraçar.

    Tio Gus

    Comment by Gustavo — 26/02/2010 @ 4:14 AM

    • Ola Gustavo,
      e um prazer …

      O Oswaldo Montenegro e fichinha aqui no Rio, ta sempre ali no Leblon conversando, batendo um papo, parece ser um cara simpatico e tranquilo…

      >porque a metade de mim eh o que eu grito, mas a outra metade e silencio
      >que a musica que eu ouca ao longe seja linda ainda que tristeza
      > que a mulher que eu amo seja sempre amada mermo que distante
      > que as palavras que fale nao sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor apenas respeitadas
      > porque metade de mim e o que ouco mas a outra metade e o que calo
      > que essa vontade de ir embora se transorme na calma e na paz que mereco
      > que o espelho reflita em meu rosto um sorriso que eu lembro ter dado na infancia
      > e o que teu silencio me fale cada vez mais
      > porque metade de mim e abrigo mas a outra metade e cansaco
      > e que ninguem tente complicar porque e preciso simplicidade para faze-la florescer
      > e que minha loucura seja perdoada, porque metade de mim e amor e a outra metade tambem….

      Eh…. vcs vao ter que arrumar, outros muitos 50%, pro resto de nos…

      Obrigado por esta…

      abs,
      Mob.

      Comment by Mob — 27/02/2010 @ 3:22 PM

  12. Ficando do lado de fora do fogo
    Ficando do lado de fora do fogo
    a vida não é experimentada, é meramente sobrevivida
    se você está ficando do lado de fora do fogo

    ¨¨¨¨ :> este pegou!
    To saindo com um pouco de tudo: post, comentários, poemas.

    Parabéns a todos

    André

    Comment by André — 26/02/2010 @ 7:42 AM

    • Ola Andre,
      Eu li teu poema outro dia. Bem bacana… silencioso, cuidadoso… Parabens.

      abs,
      Mob.

      Comment by Mob — 27/02/2010 @ 3:29 PM

  13. A Historia Única…

    …é como um oceano com um único peixe…uma floresta com uma única árvore, um único pássaro…o céu com uma única estrela…

    …ou como o homem que leu (ou é sectário de) um único livro:

    é triste, é pobre…quase miserável…de inteligência…de alma…de vida!

    Uma Outra História…

    “…há outras versões possíveis para a [sua] vida …”

    “Compreender o poder da narrativa é o primeiro passo para construir uma vida que vale a pena. É também a chave para alcançar a complexidade – ou as várias versões – da vida do outro .”

    “…Saí do cinema mais larga . E amando a humanidade inteira . ” 🙂

    bjs

    Comment by Coringa — 26/02/2010 @ 1:38 PM

    • Salve, Mr. Joker

      >…é como um oceano com um único peixe…uma floresta com uma única árvore, um único pássaro…o céu com uma única estrela…

      Como… um corpo com uma só alma
      uma mente com uma só ideia…
      um Olimpo só com Zeus
      Um flor de uma pétala só…

      Abs,
      mob

      Comment by Mob — 27/02/2010 @ 3:38 PM

  14. De Mob a Coringa:Windmills in my Mind!

    Anda o sol pelas campinas
    e passeia a mão dourada
    pelas águas, pelas folhas…
    Ah! tudo bolhas
    que vem de fundas piscinas
    de ilusionismo… – mais nada.

    Mas a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.

    Vem a lua, vem, retira
    as algemas dos meus braços.
    Projeto-me por espaços
    cheios da tua Figura.
    Tudo mentira! Mentira
    da lua, na noite escura.

    Não te encontro, não te alcanço…
    Só – no tempo equilibrada,
    desprendo-me do balanço
    que além do tempo me leva.
    Só – na treva,
    fico: recebida e dada.

    Porque a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.”

    muitos beijinhos
    Carol

    Comment by Carol — 26/02/2010 @ 4:30 PM

  15. Cecilia Meireles

    Comment by Carol — 26/02/2010 @ 4:32 PM

  16. Carol,

    >Não te encontro, não te alcanço…
    Só – no tempo equilibrada,
    desprendo-me do balanço
    que além do tempo me leva.
    Só – na treva,
    fico: recebida e dada.

    A Cecília é um titã. Já falei isso. A Cecília é um titã. Dou graças a Cecília, êita, a melhor do mundo… Ela funde tudo e depois recria num átimo o universo, quem viaja com Cecília não precisa de evangelho segundo ninguém, cérebro liberto e alma devassada, nem Rimbaud, nem Bodelér, Cecília e seu punhal de estrelas…

    Abs,
    Mob.

    Comment by Mob — 27/02/2010 @ 3:46 PM

  17. Fy, realmente nossas vidas tem um aspecto de “narrativa”, Ressignificação – esssa é a palavra….
    Ressignificar significa quase reescrever uma história, ….., afinal, nossas vidas são permeadas pela ficção…. o que fazemos dela e o que simbolizamos dela é ficção (não é pura ilusão nao) mas é ficção no sentido de que escrevemo-as e podemos usar nosso livre-arbítrio tanto para criá-la a cada momento, como para simbolizá-la ….
    “o Homem é um Ser simbólico”

    Qto aos conceitos budistas, q vc colocou aí acima a respeito do samsara… a coisa é mais sutil do que a “rígida” colocação das palavras por Buda…..
    Acredito que o que ele quer passar ao desferir aquelas palavras é a noção de que quão descontrolado é nosso apego à vida, e aversão à morte…… Nunca se esqueça que o buda nunca pregou algo niilista… isso é um erro muito comum de interpretar o budismo….. Ele sempre falou sobre o tal “Caminho do Meio”…. Qualquer visão que abarque os extremos (neste caso: a pura existência, eterna, de uma forma que será continua e nao desapaerecerá ou nao mudará de “forma” / até o outro extremo que é o da inexistência absoluta, fato errado tbem…..) afinal estamos aqui nos comunicando e isso é prova suficiente que algo sempre subsistirá como “Forma”.

    O conceito do nao-desejo é tbem algo totalmente interpretado incorretamente …. as palavras tem poder, e usá-las de maneira leviana é cruel…. MAs foi isso que foi realizado com muitas obras budistas, erros de comunicação…..Por isso, acredito que muitas ds interpretaçoes e “traduçoes” da “Obra” de Buda foi feita de maneira errada… Por exemplo: O uso da palavra “Desejo” sempre foi mal utilizado. O “valor” mais aproximado do que ele queria dizer é: “Ânsia”. Não há nada de errado com o Desejo….

    Obras como a de Freud, por ex, tbem sao permeadas por erros crassos de tradução… O próprio conteúdo do que ele falava, por ex, tbem era sentido e ouvido de maneira literal,,,, isso pq, tudo que é “linguagem”, toda forma de linguagem,.. é passível de distorção….

    Um livro excelente, q acho q já recomendei uma vez aqui , é o “Aberto ao Desejo ” de Mark Epstein…

    Bj, lindo esse “post”

    Comment by caio — 28/02/2010 @ 7:32 AM

  18. Só pra constar: Fui assistir ao filme, talvez ainda poste a respeito, mas:

    1) meu comentário quando minha namorada me perguntou se eu gostei: “Não é um filme pra se gostar… é um filme pra você pensar a respeito”.
    2) Ainda que o filme tenha a redenção da heroína ao final, n é uma redenção suficiente pra tirar do peito aquele aperto ruim. Ok, ela melhorou, mas meu… não foi redentor pra quem assistiu. Ainda que exista um “final feliz”, não é feliz o suficiente.
    3) N sei quais indicações ele recebeu, mas a mãe da menina, a menina e até a psicóloga merecem oscar. A Preciosa conseguiu uma coisa que eu vi em poucos filmes: do começo até o fim, ela muda. Os trejeitos, a postura, as expressões.
    4) interessantíssimo aquele jogo de câmeras “trêmulas”.

    E agora, entrando no ponto filosófico da questão.

    5) Eu preciso estudar um pouco mais sobre Jung, notadamente sobre a análise que ele faz do medo. Me falaram na PV que o Medo decorre da ignorância sobre a resposta a 4/5 perguntas: Quem Sou, de Onde vim, para onde vou (se é que vou). A ignorância a respeito de tudo isso (notadamente sobre quem Sou) é um cantinho escuro na alma. Se você não sabe quem é, você não sabe do que é capaz. Se não sabe de onde vem/para onde vai/se é que vai, você tem medo. E esse medo, essa ignorância, essa sombra na alma faz você odiar, agredir, etc. A Mãe agride a preciosa porque ela tinha medo de “perder o homem dela”. E quando a preciosa cresceu, ela “descobriu quem a mãe era”. Ela se tornou mais e (ainda que parcialmente) compreendeu a mãe: A mãe era uma pessoa pequena.

    6) A PReciosa se reconhece quando uma pessoa bonita quando dá. Quando dá a echarpe pra menininha. Amor é a Lei, Amor sob Vontade.

    7) Histórias são a coisa mais importante que existe. A mudança começa com as histórias. Começa no mundo das idéias. Impressionante como é um trabalho importante ajudar os outros a pensar coisas novas. Me deu vontade de voltar a dar aulas.

    Comment by Anarcoplayba — 08/03/2010 @ 4:05 AM

    • Anarco:

      Histórias são a coisa mais importante que existe. A mudança começa com as histórias. Começa no mundo das idéias. Impressionante como é um trabalho importante ajudar os outros a pensar coisas novas. Me deu vontade de voltar a dar aulas. >>

      – dá uma lida neste post aqui: acho q vc vai gostar:

      https://windmillsbyfy.wordpress.com/2009/12/11/o-sabio-e-o-erudito/

      – qto ao medo, mais q Jung recomendo Frank Hebert : autor de Duna : um dos livros inesquecíveis e recomendáveis pra espécie humana: – a taste:

      I must not fear
      Fear is the mind-killer.
      Fear is the little-death
      that brings total obliteration.
      I will face my fear.
      I will permit it to pass
      Over me and through me.
      And when it has gone past
      I will turn the inner eye
      To see its path.
      Where the fear has gone
      There will be nothing.
      Only I will remain

      Eu não devo temer
      O medo é o assassino da mente
      O medo é a “morte-pequena” – que traz a obliteração lentamente total.
      Eu enfrentarei meu medo.
      Eu permitirei q ele passe sobre mim e através de mim.
      E quando ele houver passado
      Eu me voltarei para ver seu trajeto:
      Por onde o medo passou
      Não haverá nada.
      Somente eu
      permanecerei.

      O medo é um filho da puta quimérico com ânsia de ter um corpo.
      VÍTOR SOUSA

      Bjs

      Fy

      Comment by Fy — 09/03/2010 @ 4:33 AM

  19. Que post para se pensar, Fy.
    A complexidade de nascer num ambiente hostil e ter uma sensibilidade de parabólica deve ser algo aterrorizante.
    Carregar no corpo a marca dos outros. Que dor!
    A mulher maltratada e encarcerada que não sabe o que é carinho porque nunca conheceu algo diferente do que ela tinha dentro de casa.
    Ah, me deu vontade de ser voluntária… Só por elas.

    Parabéns, querida.

    Comment by Nayre — 12/03/2012 @ 3:52 AM

    • Ah… [mais ] 1oooo estrelinhas pra Preciosa por ter trazido vc aqui pra nós !

      [ eu já trouxe várias vzs … em vários posts – hahaha > mas adoro q vc esteja pessoalmente ! ]

      .. e como o mundo precisa de voluntários ! Preciosa é um drama muiiiiiito mais comum do que podemos imaginar, – Infelizmente .

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 16/03/2012 @ 2:11 AM

  20. Free Piano

    There are some attention-grabbing time limits in this article but I dont know if I see all of them middle to heart. There is some validity however I’ll take hold opinion till I look into it further. Good article , thanks and we would like extra! Added…

    Trackback by Free Piano — 31/08/2014 @ 12:23 PM


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: