windmills by fy

14/03/2010

Quem sou eu por Francisco Fuchs

Filed under: Uncategorized — Fy @ 6:43 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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 No limite , não há nada a conhecer , tudo está por ser produzido . 

 

 

 Quem  diz :

“ eu sou isto   ou   aquilo ”

 

 

ou

 

 

Quem faz a pergunta:

 ” quem  sou   eu   ? ”

Significando , –  ou em busca de um significado qualquer , –  …  já está derrotado de antemão .

 

 

Não existe resposta a essa pergunta senão no terreno da ficção , do embuste , da má-fé .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Partimos como orgulhosos guerreiros em busca do autoconhecimento e terminamos como Narciso ,

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A quem nos pergunta :    –  ” quem é você  ”   ?

devemos responder :

” eu sou minhas forças , minhas idéias , meus desejos ,  meus afetos ,

e sobretudo os investimentos concretos ou não concretos  de tudo isso num campo social concreto ou   não – concreto . ”

 

 

Tudo isso muda e se reconfigura o tempo inteiro

 

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            e portanto não pode ser encerrado numa imagem ou numa definição .

 

 

 

 

 

”  É claro que, se não tivermos paciência suficiente, poderemos responder :

” eu sou um cheiro de cravo nos cabelos da noite ” ,

ou então :

 “eu sou a trigésima quinta nervura na asa esquerda daquela mosca que acaba de morrer ” .

 

 

 

 

 Nós sempre teremos os problemas que merecemos

de acordo com os nossos investimentos de desejo num campo social .

 

 

(   investimentos por meio dos quais produzimos a nós mesmos e aos demais  ) .

 

 

 

É por isso que eu creio que o Conceito de Autopoiese é bem mais decisivo do que o de Autoconhecimento .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No limite ,

não há nada a conhecer :  tudo está por ser produzido .

 

 

 Francisco Fuchs

 

 

 

 

 

Autopoiese ou autopoiesis (do grego auto “próprio”, poiesis “criação”)

é um termo cunhado na década de 70

pelos biólogos e filósofos chilenos Francisco Varela e Humberto Maturana

para designar a capacidade dos seres vivos de produzirem a si próprios.

Segundo esta teoria, um ser vivo é um sistema autopoiético,

caracterizado como uma rede fechada de produções moleculares (processos),

onde as moléculas produzidas geram com suas interações a mesma rede de moléculas que as produziu.

A conservação da autopoiese e da adaptação de um ser vivo ao seu meio são condições sistêmicas para a vida.

Por tanto um sistema vivo, como sistema autônomo está constantemente se autoproduzindo, autorregulando,

e sempre mantendo interações com o meio,

onde este apenas desencadeia no ser vivo mudanças determinadas em sua própria estrutura ,

e não por um agente externo.

De origem biológica,

o termo passou a ser usado em outras áreas por Steven Rose na neurobiologia,

por Niklas Luhmann na sociologia,

e por Gilles Deleuze e Antonio Negri na filosofia .

http://pt.wikipedia.org/wiki/Autopoiese

 

 

 

 

 

“Temos que desenvolver urgentemente a capacidade de somar, de interagir, de religar, de repensar, de refazer o que foi desfeito e de inovar.”

Leonardo Boff

 

 

 

 

 

O que é afinal o conhecer?

E se o auto-conhecimento for auto-desconhecimento?

Porque o olhar do outro é realmente desconcertante.

Quando há um encontro de verdade

entao há uma explosao dessa autopoiesis,

uma estrutura que se desorganiza pra se estruturar de modo mais complexo em outro nivel.

Este, o olhar do outro. Milady. =D

KingMob

 

 

 

 

 

Texto : 

Quem Sou Eu

Francisco Fuchs

Comentado por :

KingMob

– Autopoiese : Wikipédia

 

Ilustrações:

Alice: Marshall Vandruff

Laura Laine

Fotos:

Duane Michaels

Matt Collishaw

 

 

by Fy

 

 

  

 

 

 

 

24 Comments »

  1. Fah,

    >No limite , não há nada a conhecer , tudo está por ser produzido .
    >Life isnt about finding yourself, life is about creating yourself.

    Sao afirmacoes revolucionarias estas. Eh uma afirmacao da potencia pura. Sao afirmacoes radicais, radicalissimas. O que elas me trazem `a intuicao neste momento eh um renascimento completo – livre-arbitrio na explosao do “momento”. Se tudo esta a ser produzido, e nada ha a conhecer, este suposto sujeito que te escreve na tarde de sabado, eh posto em absoluto xeque, bem como a propria tarde de sabado, as colinas que assomam num relance pela janela afora, e o calor do Rio de Janeiro, e o propio Rio de Janeiro. Todas as faculdades deste sujeito, memoria, pensamento, emocoes, encontram-se recem nascidas de subito, como em uma copula alienigena com os proprios objetos prosaicos do dia a dia: esta mosca, esta jarra, este copo – abstraidos do conhecimento e do conhecedor adquirem feicoes humanas, com direito, a seu proprio e renovado quinhao de amor, tesao, introvisao, vida – se a gente puder fizer um esforco e “torcer” um pouco essas palavras.

    O que eh afinal o conhecer?
    E se o auto-conhecimento for auto-desconhecimento?
    Porque o olhar do outro ‘e realmente desconcertante. Quando ha um encontro de verdade entao ha uma explosao dessa autopoiesis, uma estrutura que se desorganiza pra se estruturar de modo mais complexo em outro nivel. Este o olhar do outro. Milady. =D

    >Nós sempre teremos os problemas que merecemos de acordo com os nossos investimentos de desejo num campo social .

    Por que sera que o autor fala em problemas justamente quando menciona o campo social? Por que ele nao mencionou por exemplo “teremos sempre as realizacoes que merecemos de acordo com os investimentos de desejo num campo social” ? Eh intrigante isto. Pode ser que o autor propondo, mesmo que com alguma relutancia, esta liberdade do tamanho de um universo universando, queira lembrar da pobreza extrema do que comumente se entende por campo social em detrimento disto que o Boff (ui, Bofe =D) diz: ““Temos que desenvolver urgentemente a capacidade de somar, de interagir, de religar, de repensar, de refazer o que foi desfeito e de inovar.” Ha quem so veja problema nisto tudo.

    >contemplando uma imagem,
    uma simples imagem,
    e não é por acaso que terminamos nos afogando nela.

    Contemplar a propria imagem eh se afogar, naturalmente. Mas como eu te disse ontem, poemas e livros muitas vezes sao escritos neste movimento de meio se afogar e meio nadar numa imagem que te abduz e te escraviza: escreva-me ou te devoro. Mas num devorar gostoso….. quase sempre.

    Lindo, como sempre e brilhante como sempre tambem. Eh um orgulho imenso, vc nao sabe o quanto (sabe sim), fazer parte disso.

    Eh urgente, tenho pensado nisso, que sejamos pessoas do nosso proprio tempo. O que o nosso tempo pede que nos pensemos, que nos facamos, que nos acreditemos. Hoje nos temos, ao me ver, possibilidades de vida que nao tinhamos 20 anos atras. Questao de surfar o Caos, na crista.

    bjo,
    Rodrigo

    Comment by Mob — 14/03/2010 @ 8:22 AM

    • … abstraidos do conhecimento
      e do conhecedor

      Mas como eu te disse ontem, poemas e livros muitas vezes sao escritos neste movimento de meio se afogar e meio nadar numa imagem que te abduz e te escraviza: escreva-me ou te devoro. Mas num devorar gostoso….. quase sempre.

      escreva-me ou te devoro. > esta é a tua maneira de renascer > ou de deixar que amanheçam em derepentes simples os mundos que existem em você. Mundos que não se impoem uns aos outros, simplesmente desfronteirizam cores e temas – regras e opiniões – quebram palavras : pequenas pandoras que vivem irmãs em teu coração. Cantam. Cantam sim: escreva-me. Mas sempre sempre te devoram, e é lindo o renascer.
      Daí:

      adquirem feições humanas, com direito,
      a seu proprio e renovado quinhao de amor, tesao, introvisao, vida.

      uma explosao dessa autopoiesis,
      uma estrutura que se desorganiza pra se estruturar de modo mais complexo em outro nivel.
      Mob

      ——————–

      Assimqueassim:

      são vários os vários eus que me são corpo. ressurgem e rastreiam restos rastros traços e recantos. uns recém-nascidos outros recém-idos. galáxias de perguntas sem tempo nem florações.
      eus sombrios e tantos outros de tanta luz.
      mas quando entras na minha casa que é corpo sem lugar certo – o que resta irradia respira e renasce. é da vontade dos anjos que me sejas exigência. e descanso. em folha de lírio. que é branco como o que ainda não foi.

      dos instantes
      habito a coreografia das asas,
      se o tempo é ilha,
      de entre todas as ilhas escolho a dos segredos.
      que é de todas a mais indócil e porém mais amável de cuidar.
      Ouço ao norte o vendaval e a sul vigio a casa branca onde o jasmim me é laço.
      dispo as árvores e solto os animais.
      sou cativa da porta que dá para lugar algum.
      desidealizo-nos.
      mais tarde, você virá
      de novo a nos contar quem somos.

      > e assim somos a cada vez, a cada encontro. Somos: sim – : pessoas do nosso proprio tempo.

      Para um Poeta : Este tempo; em que você passeia, clandestino errante, um viajante, tão lindo: distraído, – caminhante na vastidão dos sons das eras, brincando espadas, saias, batalhas, – em de repentes, partidas, chegadas, em países de elfos que rasgam guitarras – que alucina os sons de Sherwood nos parques de Manhattan, esfumaçando marijuana em versos em latim; – Ah, cavaleiro do corcel dos sonhos, que não conhece o tempo do mundo e atravessa invernos, verões, excessões,
      Não, – quem tem o mapa encantado da errância não viaja clandestino : … clandestino; e nem se perde em trilhas asfaltadas; você, cavalga a gargalhada menina, que zomba, deliciosamente, do absurdo:
      – em cavalos nômades, cavalga-se sem rédeas. Eles sabem o caminho dos sonhos e – voam o vento do poema do mundo.

      Você: é Poeta.

      Bjs
      Fy

      Comment by Fy — 15/03/2010 @ 2:13 AM

  2. Fy, Kingmob…, Excelentes.

    É isso aí, podemos e temos tempo de reunir nossos fantasmas da memória e da expectativa dentro de nós e falar com uma só voz, sobre a posição de transeunte na carne, sobre o uso do signo pra irradiar paz, e tornar não só os sabados de todos mais legais, como também mostrar que há muitos corações batendo por aí, que dirão que a paz virá quando vc espalhá-la.

    E podemos querer tbm, e querer bem. Independentemente.
    Pq não querer ser o herói de nós mesmos?
    E nos salvar continuamente.

    Abraços

    Comment by Elielson — 14/03/2010 @ 9:06 AM

    • Táqui:

      E podemos querer tbm, e querer bem. Independentemente.
      Pq não querer ser o herói de nós mesmos?
      E nos salvar continuamente.

      tua voz.
      Que bom!

      Bjs

      Comment by Fy — 14/03/2010 @ 10:12 AM

  3. Incrível este blog.

    Alto nível de assuntos e comentários.

    A net agradece.

    Ralph

    Comment by Anônimo — 15/03/2010 @ 2:32 AM

    • Ralph

      Welcome aboard !

      …we are sailing together!

      Fy

      Comment by Fy — 15/03/2010 @ 3:23 AM

  4. Fy

    ôrra! Furioso!

    Uma chamada, um alerta.

    Elielson

    E podemos querer tbm, e querer bem. Independentemente.
    Pq não querer ser o herói de nós mesmos?
    E nos salvar continuamente.

    é isso, brother. Porque não? que sono profundo e estranho estamos vivendo?

    Spider

    É urgente, tenho pensado nisso, que sejamos pessoas do nosso proprio tempo.

    O que o nosso tempo pede que nos pensemos, que nos façamos, que nos acreditemos.

    Hoje nós temos, ao me ver, possibilidades de vida que não tinhamos 20 anos atras.

    Questão de surfar o Caos, na crista.

    KingMob

    Eu também! é isso. surfar o caos. mergulhar no tempo. que é NOSSO tempo. viver, brother.saber.

    KingMob: Poeta.

    Fy: Poema.

    se eu pudesse mesclar – este post é uma das versões de Súbito Rei, é o mesmo ritmo – mesma canção.

    Taí:

    Voce sangra.

    e faz sangrar.

    Parabéns.

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 15/03/2010 @ 3:45 AM

    • Tocayo,

      Vc sangra.

      e faz sangrar.

      Vou aprender e publicar “Súbito Rei”.

      – súbito Rei.

      Bjs

      Comment by Fy — 15/03/2010 @ 6:23 AM

  5. These were the verses the White Rabbit read:–

    `They told me you had been to her,
    And mentioned me to him:
    She gave me a good character,
    But said I could not swim.

    He sent them word I had not gone
    (We know it to be true):
    If she should push the matter on,
    What would become of you?

    I gave her one, they gave him two,
    You gave us three or more;
    They all returned from him to you,
    Though they were mine before.

    If I or she should chance to be
    Involved in this affair,
    He trusts to you to set them free,
    Exactly as we were.

    My notion was that you had been
    (Before she had this fit)
    An obstacle that came between
    Him, and ourselves, and it.

    Don’t let him know she liked them best,
    For this must ever be
    A secret, kept from all the rest,
    Between yourself and me.’

    Fy

    Comment by Fy — 15/03/2010 @ 6:24 AM

  6. o olhar do outro é realmente desconcertante.

    Quando há um encontro de verdade

    entao há uma explosao dessa autopoiesis,

    uma estrutura que se desorganiza pra se estruturar de modo mais complexo em outro nivel.

    post tri-sensa.

    duda

    Comment by duda — 15/03/2010 @ 6:28 AM

    • Hi Duda,

      Não é?

      Vc é o comment “500” !

      adorei isto!

      seja sempre bem vinda,

      500 trocas…. são 500 abraços!

      Bjs

      Fy

      Comment by Fy — 15/03/2010 @ 6:37 AM

  7. adorei tambem

    duda

    Comment by duda — 15/03/2010 @ 7:50 AM

  8. Voces Lembraram-me isto:

    Nós vamos percorrer os nossos medos,
    Rir as lágrimas,
    Alegria nos olhos.
    Abrace a falta de sentido,
    Braços abertos,
    A funcionar selvagem
    Selvagem.
    Queimar a dúvida com a velocidade
    Afogar os sentimentos de sangue,
    Pacificamente.
    Blank os pecados da consciência,
    Palavras e pensamentos,
    Silence
    E do vento.
    Cumpre-nos do vazio,
    Quilômetros de distância,
    Não há como voltar atrás.
    Nós vamos bater contra as rochas,
    Mas isso não vai nos parar
    Vamos sangrar no prazer,
    Quebre os ossos, as regras,
    Free carne.
    Nós vamos continuar correndo,
    Até que está desaparecido,
    Nós vamos continuar correndo.

    Passageiro

    depois procuro o endereço do blog.
    Agora não lembro.

    Gab e Karina

    Bjs

    Comment by Gabriel e Karina — 15/03/2010 @ 7:54 AM

    • Gabriel e Karina,

      … continuar.

      Bjs

      Fy

      Comment by Fy — 16/03/2010 @ 7:02 AM

  9. – Mas … quando você tem que se transformar em uma crisálida

    – depois de alguns dias … – em uma borboleta …

    eu acho que você vai se sentir um pouco estranha … ! … – Não vai ?

    – Nem um pouco ! – disse a Lagarta .

    Toca Me

    Abraços

    Marianne

    Comment by Marianne — 15/03/2010 @ 9:24 AM

    • Também acho Marianne.

      O Toque afeta.

      Transforma.Solicita.Troca.Recebe e Oferece.

      Naquele livro : A Carícia Essencial : do Roberto Shinyashiki ele diz q para um ser humano se desenvolver normalmente – precisa de 40 e poucos abraços por dia !!!

      Bjs

      Comment by Fy — 16/03/2010 @ 7:00 AM

  10. Sabe como você responde à pergunta “quem sou eu?”?

    Sendo.

    Comment by Anarcoplayba — 16/03/2010 @ 3:38 AM

    • Sendo.

      [ que palavra enorme !]

      [ intensa e linda !]

      Bj

      Fy

      Comment by Fy — 16/03/2010 @ 6:55 AM

  11. Windmills,
    Eu particularmente me sinto um pouco óbvio ao comentar sobre Autopoiese.Seria como negar o efeito de um raio sôbre uma árvore ou o movimento do caule de qualquer planta em busca do sol ou da luz.Não há vida sem interação.E interação é metamorfose.A Wikipédia está bem documentada na definição do termo.

    ‘Tanto a criação da teoria autopoiética como a sua aplicação aos sistemas sociais representou uma revolução epistemológica. Essa proposta de mutação no foco epistemológico propiciou uma melhor observação do meio e suas características. Anteriormente, o processo de observação científica de um dado objeto pressupunha a análise estrutural de todos os seus elementos constitutivos isoladamente. Conhecer algo significava poder determinar quais são as partes que determinam o todo desse objeto. Não se avaliava as relações entre os elementos mas apenas sua condição/colocação no todo.

    A proposta da teoria autopoiética, diferentemente da postura analítica, parte da observação de determinado objeto pela interação de seus elementos, possibilitando, assim, a construção de um arcabouço científico embasado nas relações entre os elementos e as funções exercidas no todo comunicativo dos sistemas.’

    partindo para o campo social,e do princípio de que a vida é um processo contínuo de interação e conhecimento,temos como consequência óbvia que se tomarmos como objetivo compreende-la,será necessário entendermos como conhecemos e o que conhecemos. Nesta perspectiva, necessariamente,teremos que nos remeter à experiência cotidiana,ao fenômeno do conhecer.Essa atitude,nos leva a três conseqüências que se põem em movimento ininterrupto: olhar, explicar,agir que significa também interagir.
    De forma que,se fazemos parte do mundo,vale dizer, da vida, é plausível nos colocarmos no posto de observadores e com a nossa experiência sensível propormo-nos a explicar o mundo tal qual o conhecemos,o que nos leva a um agir conforme ‘experienciamos’ e representamos esse mesmo mundo.
    Mas,ao olhar o mundo, ao explicar o mundo,e ao agir no mundo construímos representações.
    E à partir daí Fy,ocorrem alguns problemas,como os que voce apontou no post sobre o Mundo Real.
    O Representacionismo seria,portanto,o marco epistemológico prevalente na nossa cultura.Nas palavras de muitos autores:“o
    conhecimento é um fenômeno baseado em representações que fazemos do mundo …(conceito na maioria das vezes,falho)O
    mundo conteria ‘informações’ e a nossa tarefa seria extraí-las por meio da cognição.
    Considerando essa visão,o homem tomaria o mundo como um objeto e o exploraria dele tirando benefícios.Aí repousara a base do nosso modelo científico decunho extrativista.
    Nele,a objetividade seria privilegiada e a subjetividade descartada como algo que comprometeria a exatidão científica.
    Mas,como seres ‘da’ cultura,onde,na essência construímos a nossa pretensa objetividade,temos dificuldade de lidar com
    tudo aquilo que é subjetivo e qualitativo. Em outras palavras,porque produzimos cultura somos humanos e,em sendo seres ‘da’ cultura, por vezes esquecemos o que somos.
    Temos dificuldade de compreender que objetividade e subjetividade,e,quantitativo e qualitativo mantêm entre si uma relação complementar,dialética;são indispensáveis ao conhecimento e,portanto,à ciência.
    Mas,onde quero chegar com este discurso todo?No fato de,em decorrência destes fatores,termos uma tendência a alienarmo-nos das coisas do mundo,o que faz com que nos esqueçamos do nosso Ser.
    É essa tal alienação que faz com que ‘nos percamos nas nossas coisas’ (nos utensílios- Maturana-Varela).Essa condição nos leva a valorizar em excesso os objetos,em detrimento da nossa própria valorização como seres humanos e,por extensão,negarmos a nossa humanidade e a dos nossos semelhantes.

    Considero esta proposta de discussão bastante oportuna.
    Complemento com mais alguma coisa em meu próximo intervalo.
    Abraços
    Vítor Simmonsen

    Comment by Vítor — 16/03/2010 @ 10:22 AM

    • Me veio à cabeça uma experiência dos primórdios da manipulação genética na qual suprimiu-se os genes que faziam crescer asas numa mosca. Resultado: ela nasceu com 14 pares de olhos.

      A conclusão à que se chegou foi de que os órgãos competem entre si por espaço e nutrientes, de forma que a inexistência de um acarretaria na estimulação do outro.

      Comment by Anarcoplayba — 16/03/2010 @ 10:38 AM

  12. O Representacionismo seria,portanto,o marco epistemológico prevalente na nossa cultura.Nas palavras de muitos autores:“o
    conhecimento é um fenômeno baseado em representações que fazemos do mundo …(conceito na maioria das vezes,falho)= Vitor

    Bem colocado, Vítor.
    E representações, por sí mesmas implicam na possibilidade da falha.certo.

    Mas,acho muito curioso o ponto em que substituimos nossa real e propria humanidade por “representações”. Fizemos uma transposição, um deslocamento brutal em relação a ela.

    – certo. podemos colocar milhones de razões entre poder e domínio.mas, não dá pra entender a permissividade do humano em relação a isto.o destrato brutal pra com a realidade.a sacanagem de respirar e poluir.taí uma frase insana. é insano.olhar uma criança arrebentada na faixa de gaza e falar em deus.o consentimento manso em relação a isto é um pacto com a insanidade.desmatar e orar.olhar o papa e um bebe faminto filho do HIV.e isto é um sem fim.

    As pessoas se anestesiaram em relação ao mundo.ignorar é uma defesa.a Fy às vezes é radical.radical?hauhauhaahu = também sou radical.se crer em deus é desrespeitar o cara neste nível que está o nosso mundo aqui… meu chapa…. ateu não sou eu.e nem voce Ju.

    Vai aí o véio Nietzsche,

    Vontade de que todo o existente possa ser pensado: assim chamo eu à vossa vontade!
    Quereis, primeiro, tornar todo o existente possível de ser pensado; pois, com justa desconfiança, duvidais de que já o seja.
    Mas ele deve submeter-se e dobrar-se a vós! Assim quer a vossa vontade.

    Liso, deve tornar-se, e súdito do espírito, como seu espelho e reflexo.

    É essa a vossa vontade, ó os mais sábios dentre os sábios, como vontade de poder, e também quando falais do bem e do mal e das apreciações de valor.

    Quereis ainda criar um mundo diante do qual possais ajoelhar-vos: tal é a vossa derradeira esperança e embriaguez.

    Yeap!
    taê.todo mundo de 4 esperando….

    Abraço

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 16/03/2010 @ 12:15 PM

  13. A princípio quando entrei aqui, fiquei meio perdida. Como fico perdida toda vez que entro em mim.
    Todas as frases, a disposição das frases, os vídeos, as imagens…
    Respirei…as palavras entraram em mim. Leio em voz alta. Sinto vibrar cada palavra em seu sentido único e eterno.
    E depois quebro o único em pedaços para refazer depois. E fico sempre no depois…
    Porque a sensação é que amanhã vou ter tempo para descobrir quem sou. É desgastande como olhar no espelho…não há mais como me afogar em minha própria imagem…
    Há tempos tento sair do próprio reflexo…e como irei encontrar fôlego e vontade se tento me encontrar correndo de mim?
    Eu quero saber quem sou e “só quero que você saiba quem eu sou”…
    Como posso fazer com que alguém me veja como sou desta forma? A loucura chega a ser possível e até normal nos vãos que se formam na rotina…
    Relutei para não cair no acordar e dormir…aceitei que durmo o tempo inteiro…
    Não querer abrir os olhos as vezes pra tentar respirar um pouco em baixo d’água…
    E realmente é tão urgente…
    Comentei com meu amigo Anarco (através dele que conheci este espaço aqui) que sinto constantemente uma nuvem negra sobre mim…é a nuvem de tudo que deixei pra trás sem olhar nos olhos…a soma de todas as minhas fugas…
    E seria bom se chovesse, tudo de uma vez, em cima de mim.
    Como lagarta, não posso entender o vento da liberdade nas asas da borboleta. Posso racionalizar, imaginar…
    Mas só irei entender a verdadeira natureza da realidade quando experimentar, em mim.
    E a natureza não está constantemente se atualizando enquanto eu “somente” respiro?

    É gratificante entrar aqui. Encontrei um lugar para deitar sobre a grama molhada…e SENTIR alguma coisa. Ou todas as coisas.

    Comment by Thaís — 03/04/2010 @ 5:56 AM

  14. Oi Thais,

    Seja bem vinda,
    E traga muito … lá da sala ao lado : quem foi lá, fui eu !
    Quanta coisa bonita!

    Sabe, eu acho que não conheço ninguém que saiba direitinho como caminhar dentro de sí.

    Eu pelo menos acho sempre um atalho ou desvio que ainda não conhecia. Às vzs… um país inteiro! – que eu nunca nem soube q existia.

    Mas sabe, no fundo, é sempre uma aventura. – Sempre.

    Te repito:

    Imagine uma multidão, seus pés fora do chão e um carro na contramão. Junte cada trocado, muita coisa de um bocado e pense bem misturado. Jogue tudo pra cima, faça um pouco de rima e pinte de laranja lima. Lembre de quando venceu e mexa com o que comeu. Aí talvez, mas só talvez, você saiba quem sou eu.

    – e eu também !

    Eu ví que vc gosta do Quintana, lá vai então:

    Esquece todos os poemas que fizeste. Que cada poema seja o número um.
    Mario Quintana (Caderno H)

    e a Cecília :

    Porque a vida, a vida, a vida,
    a vida só é possível
    reinventada.”
    Cecília Meireles

    É gratificante entrar aqui. Encontrei um lugar para deitar sobre a grama molhada…e SENTIR alguma coisa. Ou todas as coisas.

    Que bom !

    Bjs

    Fy

    Comment by Fy — 05/04/2010 @ 10:14 AM

  15. Excellent notable synthetic vision for details and can anticipate troubles just before these people take place.

    Comment by SEO — 28/03/2014 @ 9:50 AM


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