windmills by fy

23/03/2010

Espiritualidade?

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:59 PM

  

 

 

 

Acreditar no mundo é o que mais nos falta,  

nós perdemos completamente o mundo,  

nos desapossaram dele,  

acreditar no mundo significa principalmente suscitar acontecimentos,  

mesmo pequenos,  

que escapem ao controle, 

 ou engendrar novos espaços-tempo… 

Deleuze 

  

  

 

 

  

Assim abre-se espaço para um cidadão e uma humanidade diferentes.  

O novo indivíduo escuta seu próprio coração.  

 

  

 

  

  

 

Ele já não coloca fama, poder e dinheiro acima de todas as coisas. 

 Sua espiritualidade  já não fica presa a seitas, 

 rótulos, crenças cegas ou conceitos inquestionáveis.

 

 

 

 

  

   

   

Espiritualidade é uma idéia abraangente  …   inclue em seu significado :  

Respeito , Honestidade , Integridade , Responsabilidade e Transparência.  

Richard Neal

  

  

  

 

 

 

A    L i t u r g i a   d a   E s p i r i t u a l i d a d e  . 

  

  

  

 

Cada etapa da vida tem suas armadilhas e ilusões. E algumas são as mesmas, apenas de cara nova.  

O velho hábito de pensar mecânica e superficialmente, que prefere “rotular”  a pensar, 

não morre instantaneamente só porque passamos a abordar  temas divinos – ou espirituais… – . 

 

 

Astucioso e discreto, o Hábito da Preguiça Mental nos acompanha fielmente, 

de modo quase imperceptível, 

 como um cachorro envergonhado que segue o dono disfarçando para não ser visto porque sabe que deveria ter ficado em casa. 

 

 

 

Por isso é preciso examinar e re-examinar constantemente uma questão:  

os nossos bons hábitos diários, aquilo que poderíamos chamar de  liturgias da nossa espiritualidade, … 

–  será que isso tudo é  resultado de decisões conscientes — ou de mera imitação? 

 Podemos ter certeza de que esse conjunto de hábitos é um resultado natural que surge espontaneamente da nossa compreensão ampliada da vida? 

Ou serão maneiras neuróticas, conflitivas, de ajustar-nos a um dogma sem vida, seja ele católico, evangélico ou “da nova era” ou o que for … ? 

  

 

 

  

O mito e o folclore rodeiam e encobrem a verdade. 

Há uma velha história zen que ilustra essa questão:  

  

  

Conta-se que um certo dia, séculos atrás, um mestre budista, já idoso, recolheu um gato abandonado da rua e passou a cuidar dele.   

Quando meditava, em sua cela, o monge ‘amarrava respeitosamente’ o animal no pé da mesa, para que não o atrapalhasse.  

Passaram-se vários anos, até que o monge morreu e o gato desapareceu do monastério.   

 O sucessor do velho mestre, zeloso seguidor das suas técnicas de meditação,  

 buscou então um gato para poder amarrá-lo ao pé da mesa durante as suas práticas espirituais.  

Com o tempo, a prática alastrou-se.  

Já todos amarravam gatos a pés de mesas para meditar melhor.   

Surgiram profundas polêmicas metafísicas sobre qual devia ser a cor do cordão que amarrava o gato.  

Séculos depois, novas seitas passaram a alegar que o gato deveria ser dessa ou daquela raça, e que, caso contrário, a meditação seria apócrifa e ineficaz. 

   

   

 

   

   

Moral da história: o dogma e o mito transformam o meio em fim, a aparência em essência e as circunstâncias em fato central. 

   

 

   

O mesmo pode ocorrer – e ocorre freqüentemente –  com as modernas  técnicas de  meditação e oração, 

 o vegetarianismo, o respeito aos animais, e a atitude de valorizar pensamentos construtivos. 

Tudo pode ser visto com olhos supersticiosos e transformado em dogma, rotina e ritual. 

 

 

 

Na verdade não há uma seqüência pré-concebida de passos a serem tomados no caminho do autoconhecimento. 

Não há sequer uma lista fixa de providências a tomar. 

O poeta espanhol Antônio Machado ensinou:  

  

  

 “Caminante, no hay camino – el camino se hace al andar”. 

   

 

 

   

Não há : um caminho único e igual para todos. 

Cada passo é sempre o primeiro passo, e define a substância dos passos seguintes.  

 A condição mais importante da caminhada é que os passos sejam dados com naturalidade, com integridade – e por decisão própria. 

 

 

De fato, SÓ E SÓ vale a pena fazer um esforço para melhorar nossos hábitos – mas … o esforço deve ser autêntico

e atrás dele deve haver uma ampla e calma concepção espiritual da vida ,  

dentro da qual um novo gesto e um novo hábito :  fazem sentido ,  

porque   ampliam   radicalmente as nossas possibilidades   diante da vida .  

  

  

  

 

  

O   M i t o   d o    P a c i f i s m o    I n g ê n u o .

ou 

O    E s p i r i t u a l i s t a    B a b a c a 

   

   

Examinando mitos  e ilusões “espirituais” da primeira década do século 21, 

é merecedor de um um significativo destaque o Mito Pacifista segundo o qual todo conflito é inútil, 

e a única atitude recomendável é a ausência de combate, 

e até a ausência de esforço, por parte do pacifista e do aprendiz espiritual. 

 

 

A obra Três Caminhos Para a Paz Interior , por exemplo, descreve essa atitude como uma negação infantil do conflito: 

– “O pacifista ingênuo  faz de conta que todo conflito é inútil ou ilusório, e com isso evita tomar uma posição clara. 

Nega seus próprios sentimentos de rancor, que passam a fazer parte da sua ‘sombra’ inconsciente. 

 

 

Pensa, por exemplo, que  ‘ nazismo e democracia são a mesma coisa ’ , 

e que a injustiça social ou a corrupção na política não devem ser combatidas : 

 ‘ porque … , afinal … , fazem parte do mundo …  externo …  ilusório’. – …  !!!  Ilusório !!!    – isto mesmo: 

  

  

  

 

  

  

  

  

 

  

  

  

  

  

  

Prefere não perceber que há no mundo externo um doloroso conflito entre  verdade e ilusão, 

sinceridade e mentira; 

que esse conflito externo é influenciado e também influencia o que ocorre na alma humana, pois é, na verdade, parte dela.” – 

 

 

– [ e a terrinha do Ghandi, 3 vezes mais povoada por ratos que por “gente” –

continua a fazer nascer e morrer seus filhos na rua, enquanto zumbis atordoados procuram um canto qualquer onde dormir ] 

Fechando os olhos para a realidade externa, o Pacifista Superficial [ e babaca] desiste de usar o discernimento . 

Pensa que o caminho espiritual consiste em nunca dizer uma palavra áspera e manter sempre um sorriso nos lábios. 

Repetindo os escribas e fariseus criticados por Jesus – que eram sepulcros caiados, limpos por fora mas cheios de rapina por dentro, segundo Mateus, 23 –

 [ desses que comem criancinhas, queimam mulheres e pessoas torturadas nas fogueiras ou nos fornos de de Auschwitz

e depois dizem que eram todos BOBOS . . .  – ou que é tudo MENTIRINHA ] 

 

 

> o Pacifista Superficial trata de imitar da melhor maneira possível o “suposto” comportamento externo e o olhar …  sublime [ e doentio]  … dos santos ,

 tal como aparecem nos retratos das igrejas.

 

 

Esse enfoque evita comodamente proteger a verdade contra a mentira ou a justiça contra a opressão ,

alegando que “a iluminação espiritual transcende as ilusões dualistas”  . –  ou qualquer enigma do gênero : que na verdade, não significa : n a d a .

 

– e , no mínimo …  : as crianças   ”  b o b a s  ”   que se danem !

 

 

 

O s   M i t o s   d a   R e l i g i ã o   A u t o r i t á r i a .

 

 

 

As religiões dogmáticas se alimentam da credulidade humana, e se apóiam em mitos que lhes dão aparência de legitimidade.

O ensaio de Sigmund Freud intitulado O Futuro de Uma Ilusão ,

 descreve os mitos religiosos dos últimos séculos como algo que não foi inteiramente inocente,

da parte dos nossos líderes espirituais, mas sim desenhado para dominar multidões através do dogma .

 

 

É bom que se diga que Jesus e Buda , entre outros grandes instrutores , foram hereges em seu tempo

e jamais fundaram religiões baseadas em crença cega .

– Isto ficou por conta de seus empresários . –

 

 

Mas a lógica do poder engole e destrói com facilidade a sabedoria divina – e ou humana , pra quem prefere: como eu por exemplo – 

e , normalmente :  depois de um grande instrutor ,  > vem uma grande religião, com seus numerosos mecanismos institucionais , lucrativos  e burocráticos.

                                                                                                                                                                                      E a tradição engendra a traição. 

 

 

Falando dos tempos já passados em que a religião da credulidade dominava absoluta , Freud , o polêmico criador da psicanálise , avalia :

 

 

“ É duvidoso que os homens tenham sido em geral mais felizes na época em que as doutrinas religiosas dispunham de uma influência irrestrita ;

– MAS : mais morais , certamente não foram .  [ – E NÃO SÃO .

Sempre souberam como externalizar [ tornar algo exterior :  situado fora do ser humano] os preceitos da religião e anular assim suas intenções .

Os sacerdotes , cujo dever era assegurar a obediência à religião , foram ao seu encontro nesse aspecto .

A bondade de Deus põe uma mão refreadora à sua justiça :  Alguém peca; faz depois um sacrifício ou se penitencia e fica livre para pecar de novo. (…)

Assim, concluíram : só Deus é forte e bom ; o homem é fraco e pecador .

Em todas as épocas , a Imoralidade encontrou na religião um apoio não menor , – mas óbviamente maior –  que a moralidade . ”   

[ – a moralidade não o necessitaria , nãoénão ? ]

[ Hoje em dia , a Imoralidade , em seu sentido mais prosaico também busca a mesma proteção na tal Espiritualidade , servindo-se deste conceito que  “ serve pra tudo e pra tudo serve ” .

– Fato este , claramente comprovado pelo “desde sempre” circo de horror em sua deslavada performance ,

atual e cínicamente demonstrado pelo miserável envolvimento do “alto clero” na monstruosidade da PEDOFILIA; entre outros terrores comuns às religiões. – ]

 

 

 

As religiões patriarcais –  que cultuam um deus-pai ameaçador e justificam a morte e a violência – constituem para Freud uma neurose coletiva, uma psicopatologia:

 “Assim, a religião seria a neurose obsessiva universal da humanidade; tal como a neurose obsessiva das crianças,

ela surgiu do complexo de Édipo, do relacionamento com o pai. (…)”

 Ao reduzir a : ilusões neuróticas as poderosas religiões monoteístas autoritárias da primeira metade do século 20, Freud não encarava o termo religião ,

no seu sentido original e etimológico, que vem do latim religare e significa a religação do mundo humano, ou do indivíduo, com o mundo divino. 

[ – como pessoas que pertencem a estas crenças deveriam encarar – ]

A Nova Religiosidade, que surge hoje ; –  livre das ilusões institucionalizadas – ,

é um processo que se constrói com base, por um lado,  no bom senso e, por outro lado, na experiência direta de cada um, e não na crença cega .

 

 

O fato de que o cidadão do século 21  busque  a sabedoria em uma caminhada coletiva e solidária

e em comunhão com outros seres :  >   não autoriza , nem de longe, a construção de dogmas.

A comunhão visa apenas a troca de experiências úteis , e também a ajuda mútua –  

duas coisas, aliás,  que são moralmente belas e , no fundo ,  indispensáveis ,

em qualquer etapa e qualquer aspecto da vida .

 

 

 

SOLIDARIEDADE NÃO TEM HORA CERTA, É UM PRINCÍPIO : NÃO UMA VIRTUDE A SE ESCOLHER .

O próprio termo encerra em si seu significado:

 

Dependência mútua entre os homens.

Sentimento que leva os homens a se auxiliarem mutuamente.

Relação mútua entre coisas dependentes.

Direito Compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas pelas outras.

 

 

 

 

 

 

Desse modo, que a nova religiosidade do século 21 possa ser chamada de ciência,  ou de psicologia, ou de Solidariedade irrestrita, 

ou simplesmente de filosofia da espiritualidade não-dogmática, ou do que cada um bem entender;  

mas que não esteja mais presa a nomes,  rótulos , muros ou fronteiras ;  

ou a momentos ,

mas sim uma realidade VIVA, DINÂMICA, CAMBIANTE, que possa ser denominada de MUITAS FORMAS DIFERENTES.

Ou não?

 

 

Arregace as mangas , my friend,

Estenda sua mão; > mas que elas  façam um convite real:

DEIXE QUE ELAS FALEM A LINGUAGEM DOS HOMENS :

 

 

 

 

 

“Não me importa saber como você ganha a vida.

 

Quero saber o que mais deseja e se ousa sonhar em

 

satisfazer os anseios do seu coração.


Não me interessa saber sua idade.

 

Quero saber se você correria o risco de parecer tolo por amor,

 

pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.


Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua.

 

O que eu quero saber é se você já foi até o fundo de sua própria tristeza,

 

se as traições da vida o enriqueceram ou se você se retraiu e se fechou,

 

com medo de mais dor.

 

Quero saber se você consegue conviver com a dor,

 

a minha ou a sua, sem tentar escondê-la,

 

disfarçá-la ou remediá-la.


Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria,

 

a minha ou a sua, de dançar com total abandono

 

e deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos,

 

sem nos advertir que sejamos cuidadosos,

 

que sejamos realistas,

 

que nos lembremos das limitações da condição humana.


Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira.

 

Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo.

 

Se é capaz de suportar uma acusação de traição

 

e não trair sua própria alma,

 

ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.


Quero saber se você é capaz de enxergar a beleza no dia-a-dia,

 

ainda que ela não seja bonita,

 

e fazer dela a fonte da sua vida.


Quero saber se você consegue viver com o fracasso,

 

o seu e o meu, e ainda assim pôr-se de pé na beira do lago

 

e gritar para o reflexo prateado da lua cheia: “SIM!”


Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem.

 

Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero,

 

exausto e ferido até os ossos,

 

é capaz de fazer o que precisa ser feito para alimentar seus filhos.


Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui.

 

Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo: sem recuar.


Não me interessa onde, o que ou com quem estudou.

 

Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo,

 

quando tudo mais desmorona.


Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo

 

e se nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia.”

Oriah Mountain Dreamer

 

Texto de : Escrito por Carlos Cardoso Aveline

Comentários:

Fy

Richard Neal

Clau

 

 

 

 

  

  

  

 

23 Comments »

  1. Bem legal.

    Acho até que posso encarar como uma resposta pra minha solicitação de um entendimento mais largo e livre de preconceitos em relação ao daime.

    Obrigado

    Comment by rapidoerasteiro — 24/03/2010 @ 7:57 AM

    • Rápidoerasteiro,

      Venha sempre dar sua opinião caso queira.

      Obrigado vc.

      Fy

      Comment by Fy — 24/03/2010 @ 11:24 AM

  2. Aloha Fy

    Aloha Richã

    Aloha Clau

    e Aloha Spider.

    Terreno minado, né?

    Difícel faz tempo.

    Espiritualidade de inglês // pra ingles ver.

    Fiquei na minha. Vc pediu, Fy mas foi difícel. difícel.não necessário. só difícel.
    Meus cumprimentos também, Spider, pela fibra e caráter, até porque é triste perder um amigo.ou ser perdido por ele.

    Mas vamo que vamo em frente, lindo post, e que o Wind chame cada vez mais pessoas que consigam ouvir este chamado.Não faz mal que sejamos iguais nesta canção. Não faz mal, sister, nunca fez. é com orgulho // espiritual// que estamos de fora de qualquer bacia de almas iluminadas. somos da terra.e é ela que precisa de nós.e nós dela. Teu chamado é este? to contigo e com os SEUS.nossos na verdade.que chegue quem vier. Agente veleja no mar que conhece,e tem vela na giba pra qualquer vento.

    Nave Vaga.

    O albatroz, a maresia,

    o som medonho do apito do navio.

    Vento chia, verbo anseia,

    sinto o cheiro da madeira.

    Corda arreia, o madeiro enverga,

    mas a corda não estira.

    Nau fragando, fragata navego.

    Pau de chão de convés

    é meu transatrlântico no revés

    de um corrupto mondo.

    Sigo apreensivo,

    relaxando no entre-dentes

    de tubarões famintos

    em tempestades magoadas e furiosas.

    Mata, verde, venta,

    vela, mar, fome-sede-terra.

    Alice Ruiz

    Somos véios de sal.
    Que sejam bem vindos os q sabem marinheirar.
    E os que não sabem também. Coração de marinheiro, camarada, conhece tudo o que é porto.

    Forte abraço

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 24/03/2010 @ 8:31 AM

    • Aiaiai

      Quanta hipocrisia, não?

      Mas continua…. tá lá….

      que ninho de cobras. Que papel ridículo, um querendo comer o outro e fingindo que não sabem.

      Ou não sabem mesmo.

      Coisa feia, feia mesmo não?

      Patrulhamento ideológico, nisso não cola, né?, só se… alguma coisa de muito podre acontece no reino da Dinamarca.

      Pois é.

      Viu q inimiga inteligente q eu tenho?

      Uma coisa seja dita: nunca subestimei. Inimigos tb se tratam com honra, quando a tem.

      Nada como o tempo.

      Máscaras são máscaras.

      Bj

      Comment by Fy — 24/03/2010 @ 10:51 AM

  3. Ôooooho Poseidon! pela sua glória! glórias!

    TocaYo Gancho, é isso aê.

    Que bacia, brother? mas nem o mar inteiro,é suficiente pra quem tem alma grande.

    Amigo do daime, vem aí cruzar-mar, que voce esquece este lance. Não tem barato maior não.

    Spider, não precisa falar,né? Taí meu abraço. Dropaste com classe.

    E mais, ô TGancho; amigo agente não perde. O cara é amigo nosso e não sabe. Coração de marinheiro conhece meesmo, qualquer porto. E braço de marinheiro, irmão, ancora em qualquer tempo.E uiva pra lua cheia.
    Que todo mundo sejam bem vindo. Aqui o que não falta é onda.
    Nem tubarão.

    O resto Fy, se afoga neste mar brabo de palavras furadas que encharcam a alma dos bobos.

    Leave out all the rest…

    Abraço aê

    Comment by Dennis — 24/03/2010 @ 9:24 AM

    • O resto Fy, se afoga neste mar brabo de palavras furadas que encharcam a alma dos bobos.

      Dennis, te confesso q é triste assistir isto. Afinal, até “inimiga” [os] se trata com lealdade, nãoénão?

      Sei lá, será q é minha falta de prática q me faz e fez ir sempre “de frente”. ? .

      É horrível assistir as pessoas fazerem papel de bobas – mesmo qdo são inimigas … – repito: que ninho de cobras.E como elas se picam!!!!!

      Bad movie, so bad.

      e haja Dinamarca. Será q lá cabe tanto veneno? Big surprise… ah vai ser!

      Sabe q eu fico até chateada? – de repente… eu vou até perder a importância como inimiga. Oh my. chato isto. Tô tão importante !

      Bj – marujo !

      legal : Amigos não se perdem.

      Comment by Fy — 24/03/2010 @ 11:05 AM

  4. Fy e voces todos,

    Esta musica é nossa.

    E nós dançamos.

    Nós podemos.

    Dançamos. Em gira de exú, também. Quem dança, tem isto (e samba) nos pés.

    Salve a Oriah, que coisa mais bonita Fy,”sejamos iguais nesta canção” Cayto: sejamos SIM:

    Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria,

    a minha ou a sua, de dançar com total abandono

    e deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos,

    sem nos advertir que sejamos cuidadosos,

    que sejamos realistas,

    que nos lembremos das limitações da condição humana.

    Isto é espiritualidade.

    Bjões
    Carol

    Comment by Carol — 24/03/2010 @ 9:38 AM

  5. em gira de exú também.

    quem disse q não?

    salve eles, Carolinha _ e quem mais vier.

    Bjs

    Comment by Fy — 24/03/2010 @ 11:07 AM

  6. Quero saber se você consegue viver com o fracasso,

    o seu e o meu, e ainda assim pôr-se de pé na beira do lago

    e gritar para o reflexo prateado da lua cheia: “SIM!”

    duda

    Comment by duda — 24/03/2010 @ 3:48 PM

    • Oh duda – quem grita que não … pra o reflexo da Lua Cheia …. Não é bom sujeito não. [nãoénão?]

      Bjs

      Fy

      Comment by Fy — 25/03/2010 @ 12:17 PM

  7. Eu ia agradecer, agradecendo

    mas vou agradecer assim, poetas de nascenca, poetas com brilho no sangue, todos voces, sem grilo, sem loucura, vida que vive na veia… eh visivel, visivel… e o contraste (que não há), eh (poderia ser) aterrador, nao? como eh bom ter o dom de criar, e o dom de ter vida, eu tiro meu chapeu… :

    >Agente veleja no mar que conhece,e tem vela na giba pra qualquer vento.

    > E braço de marinheiro, irmão, ancora em qualquer tempo.E uiva pra lua cheia.
    Que todo mundo sejam bem vindo. Aqui o que não falta é onda.
    Nem tubarão.

    >Espiritualidade é uma idéia abraangente … inclue em seu significado :
    Respeito , Honestidade , Integridade , Responsabilidade e Transparência.

    >Dançamos. Em gira de exú, também. Quem dança, tem isto (e samba) nos pés

    >bjo pra Bia e Clau

    > e cadê a Juliana?

    Esses, os da Fy…, os “nossos” da Fy… perdao, mas nao dá pra nao sentir orgulho….

    Aos Poetas especialmente se aplica aquela expressão “nasceu com a bunda virada pra lua”. E não só com a bunda, seria especialmente digno acrescentar… O Poeta nasce com a bunda sim, que a lua é inofensiva e feminina nesses casos, mas também com a Alma, com o Sentimento, e com os Olhos brilhantes virados em comunicação e em interação com a lua.

    Ah, Luna – que cheia e transbordante é garantia de que os sentidos flutuarão em afetos coloridos com a prata, a prata do sonho, a prata que fundamenta todas as cores, todas as cores de todos os amores,e a alegria de trepar, e trepar , e trepar, como um Lobo de Luna, Lobo que uiva em sonhos de prata reais para a Lua… e o uivar é toda a poesia, e o uivar é mostrar que se tem a bunda virada pra Lua….

    Ah… de que serviriam ao Poeta os pensamentos de uma Lógica abstraída da experiência dos sentidos… não … Ao Poeta são legados infinitos e variados sentidos dentro de sentidos, a Visão não mais vê com os olhos do ordinário, os ouvidos com um esforço mínimo atendem aos chamados das sereias corporificadas nas esferas transcendentes de todos os Seios, ah os Seios, essas imagens redentoras, essas imagens unificantes, Unus Mundus da imanência. O Poeta uiva pelos Seios…. por aquelas que doam a vida, não tão só a milagrosa e incessável vida física de um criança, menino ou menina que cresce dentro do ventre, carne que brota da carne, como um fruto roliço brotando d’árvore da vida. Mas também e principalmente da vida do Espírito, essa quintessência que abstrata é a própria possibilidade de tornar um transe de poesia a mais real e compensadora das Experiências, quando: Caem morte e vida enquanto categorias definidoras e limitadoras da Vida, enquanto objetos meramente aprendidos e apreendidos, no meio da cultura, no meio da família, Caem e desfazem-se decerto, mas em repentina cópula unindo-se no que antes fora o absolutamente separável. O Poeta nasce com a bunda virada para a Eternidade, esta propriedade e essência tão mal vista e fora de moda, mas que emana natural efluviando da Carne reencontrada na própria Carne…

    E quem jamais cavalgou nos córceis essencializados do Conhecimento rumo a um Instante doador de luz à outro Instante doador de luz a outro Instante…. explosão macia nos Instantes confluentes numa rede recíproca de fluires, este poderia dizer que viveu? Só vive quem conhece. E o Universo é o conhecedor por excelência – (Ah, seria cômodo e fácil, e absolutamente anti-lunar acreditar em uma rede de ideias e crenças como sendo o verdadeiro e insofismável Conhecimento imutável).

    (interlúdio)

    Quando alguma dúvida acerca do destino da tribo ou da vontade dos deuses pertuba o Lobo Xamã…. ele se retira da matilha deixando as fêmeas aos cuidados dos outros lobos, galga em passos meditabundos uma colina afastada, põe-se inquisitivo de frente para um enorme penhasco…. e… abrindo-se em doação ao brilho do ovoide prateado… Uiva! Uiva! e Uiva mais! E mais! E põe ali todo o sangue do seu ser de Lobo, e todo a angústia da dúvida, da escassez, toda a sangria e dor muscular que a Natureza ,esta Mãe e esta Necessidade, forçosamente impõe, e sabe que ao uivar tudo isto é um só Ser e que Luna em todo seu resplendor simbólico que ascende ao infinito e além dele qual escada que encaracola em inumeráveis níveis, está ali silenciosamente presente… e escuta… e fala.. e cuida… num eco recíproco de presenças que conhecem-se e entendem-se, na sinceridade gutural do uivo, sem necessidade de palavras, ou crenças, em nudez transcorporal, em nudez transintelectual, operação que se realiza na simplicidade e na sinceridade de uma bunda que se vira, total e verdadeiramente….

    Pra Lua.

    Comment by Mob — 24/03/2010 @ 4:10 PM

    • mas vou agradecer assim, poetas de nascenca, poetas com brilho no sangue, todos voces, sem grilo, sem loucura, vida que vive na veia… eh visivel, visivel… e o contraste (que não há), eh (poderia ser) aterrador, nao? como eh bom ter o dom de criar, e o dom de ter vida, eu tiro meu chapeu…

      como é bom!

      Bjs Bjs

      Fy

      Comment by Fy — 25/03/2010 @ 12:19 PM

  8. To aqui Kingmob,meio que sem saber como elogiar este teu texto,já lí 10 vezsssssssssss,eu não sei bem o que dizer.Só acho que merece
    página principal.Ó …………………. nO-wOrDs:JuSt MoOn//JuSt WoLvEs: //Superou// mais uma vez.

    E quem jamais cavalgou nos córceis essencializados do Conhecimento rumo a um Instante doador de luz à outro Instante doador de luz a outro Instante…. explosão macia nos Instantes confluentes numa rede recíproca de fluires, este poderia dizer que viveu? Só vive quem conhece. E o Universo é o conhecedor por excelência – (Ah, seria cômodo e fácil, e absolutamente anti-lunar acreditar em uma rede de ideias e crenças como sendo o verdadeiro e insofismável Conhecimento imutável).

    Pra Lua.

    que mais que eu posso dizer?

    Mil beijos – mil luas procês,mais que nunca:Terra Mágica

    To enluarada

    Ju

    Comment by Juliana — 25/03/2010 @ 1:54 AM

    • Mil bjs – mil luas.

      é sim… enluarou.

      Coisa só de Poeta.

      Bjs

      Comment by Fy — 25/03/2010 @ 12:31 PM

  9. Fy

    O E s p i r i t u a l i s t a B a b a c a tá impresso no mural daqui da agência. Big texto!

    Covardia moral: espiritualidade de BABACA.

    Como diz e DISSE Kingmob:excêntricos inflados é o que mais COMUMENTE se encontra.

    Imprimimos também nossa opinião sobre esta agressão –

    Go Ahead?

    Vocês decidem: nesta altura,a imprensa corre e uiva como lobos famintos.Silenciosamente.

    Beijos
    de quem não é babaca.

    Comment by Juliana — 25/03/2010 @ 2:09 AM

  10. Excelente post.

    Este chamado da Oriah é retumbante.

    Mob,

    Com todos os créditos devidos este seu texto está no centro de nosso mural.

    João Pedro

    Comment by João Pedro — 25/03/2010 @ 3:06 AM

  11. Fy

    Espiritualidade é uma idéia abraangente … inclue em seu significado :

    Respeito , Honestidade , Integridade , Responsabilidade e Transparência.

    Richard Neal

    querida,…não podemos buscá-la num chiqueiro.

    Infelizmente, foi o que ocorreu. É lamentável sim, mas tem tanto disto por aí.Chiqueiros enrustidos, caiados com um cal tão ordinário, daqueles que não resistem nem a uma garoa.Desmérito; Inveja da mais miserável entre as miseráveis: inveja de vida. Vida.

    Palavrinhas escolhidas, bem encaixadas nas frases, mas pobres de vida. Pobres de Verdade. Reconhecivelmente amareladas. Sem cor. Que mais elas poderiam compor, pra que numa última tentativa, desesperada, ouvissem, lá do fundo, bem do fundo da platéia desinteressada, uma esquelética impressão de aplauso?

    Algum clap-clap amortecido, doentio, nítidamente esvaziado por anos de frustração?

    Mesmo assim, pobres palavras ridiculamente maquiadas,…. – será que ouviram?… mas nem aplausos cemitéricos… ? Ainda não?

    Ok baby: The SHOW must go on:

    e eu sei que voce acompanha …. mesmo sem perceber !

    Beijo

    Tio Gus

    Comment by Gustavo — 25/03/2010 @ 5:54 AM

  12. Agora, mais um, e este cheio de Orgulho,sim, orgulho por estar num espaço onde se pode ler, ouvir, canções assim:

    Mas também e principalmente da vida do Espírito, essa quintessência que abstrata é a própria possibilidade de tornar um transe de poesia a mais real e compensadora das Experiências, quando: Caem morte e vida enquanto categorias definidoras e limitadoras da Vida, enquanto objetos meramente aprendidos e apreendidos, no meio da cultura, no meio da família, Caem e desfazem-se decerto, mas em repentina cópula unindo-se no que antes fora o absolutamente separável. O Poeta nasce com a bunda virada para a Eternidade, esta propriedade e essência tão mal vista e fora de moda, mas que emana natural efluviando da Carne reencontrada na própria Carne…

    [ eu colaria o texto inteiro… mas não é preciso]

    Uma ressalva:este texto, concordando com a Juliana, não pode se restringir aos comentários. Precisa,exige ESPAÇO.

    É repetitivo, sabemos, mas o que dizer? Parabéns, Jovem. Parabéns.

    tio Gus

    Comment by Gustavo — 25/03/2010 @ 6:02 AM

  13. A comunhão visa apenas a troca de experiências úteis , e também a ajuda mútua –

    duas coisas, aliás, que são moralmente belas e, no fundo, indispensáveis,

    em qualquer etapa e qualquer aspecto da vida.

    ………………………………

    Algum clap-clap amortecido, doentio, nítidamente esvaziado por anos de frustração?

    Mesmo assim, pobres palavras ridiculamente maquiadas,…. – será que ouviram?… mas nem aplausos cemitéricos… ? Ainda não?

    ………………………….

    Se ouvirem,tio Gus,é porque sempre existe alguma alma penando por aí…assustando a vida…. e vivendo disto:

    Gente empalhada,tio gus,assustador!!! auhauhauahhauuhau

    Bjinhos de saudade procê Gustavão.

    Ju

    Comment by Juliana — 25/03/2010 @ 6:34 AM

  14. Fy e amigos,

    Q lixo hem?

    Q espetáculo de mediocridade.

    Espiritualidade????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

    Nem tenho muito a dizer não. Voces já disseram o bastante. É isso. Verdade Richã, é degradante p/o FA: preocupante.

    Mob,surpreendente, amigo, se te posso chamar assim. Me fez muito bem ler este teu texto, poema, apoteóse,que lance contagiante, que coisa feliz. Fiquei feliz.É…

    Abraço aê marujada
    Nem preciso dizer que: tem vela na giba pra qualquer vento.Braço pra qualquer tempo e bunda virada pra LUA: pra qualquer e em qualquer virada de terral.
    Gabriel

    Comment by Gabriel — 25/03/2010 @ 7:40 AM

  15. Muito bonita a canção da Oriah Mountain Dreamer.

    Mas a Igreja continua a ser a voz de Deus. Através dela Deus fala a seus fiéis. E este éo unico caminho da verdade.

    Comment by anonimo — 25/03/2010 @ 7:49 AM

    • Go ahead, Anônimo.

      Qualquer coisa, é só olhar : tem sempre uma plaquinha – pra garantir.

      Fy

      Comment by Fy — 25/03/2010 @ 12:34 PM

  16. Sociedade dos Poetas Mortos…MARAVILHA!

    Isto tudo aqui está muito bom, muito bom, muito bom mesmo!! :))

    bjs Fy!

    Comment by Coringa — 28/03/2010 @ 4:43 PM


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