windmills by fy

15/04/2010

e aí? by Fy

Filed under: Uncategorized — Fy @ 1:32 PM

  

  

  

O único lugar em que os deuses e demônios 

existem indiscutivelmente é na mente humana, 

onde são reais em toda a sua grandiosidade e monstruosidade. 

  Alan Moore 

  

  

… com efeito …  , 

não possuindo mitos de queda e de culpa ,   

para que necessitaria o índio de se “ re ”- ligar  ao que… … …  quer que fosse ? 

Nicolau Saião 

 

 

  

  

ontem , um amigo me perguntou sobre religião. 

… eu tenho lido muito sobre isto em alguns blogs –  … as pessoas gostam de escrever sobre isto. 

 pois é , … e Eu ,myself ,myego , and I – confesso [ confessamos] que fico estarrecida …  com o que eu leio. 

é que  estas pessoas , geralmente através de uma bibliografia bastante resumida , afirmam falar e “colar” sobre “espiritualidade” . 

na verdade , as pessoas escrevem muito sobre isto porque gostam de escrever sobre sua angústia . 

angústia , sim . 

uma angústia praticamente sem fundo…  sem solução . 

literalmente angustiadas …  –  vivem à procura do inencontrável – rebuscando respostas que lhes permitam …  > não responder nada. 

Trepam e destrepam de galho em galho nas árvores da vida – enquanto Kheter’s  Corporation  , aprimora suas estratégias militares atingindo Malkuth’s playground  , 

com o objetivo de lançar mais bombinhas nucleares no adversário ;   

sem tomar, claro, o revide de  uma catracada atômica ,   

mas Malkuth com certeza “agradece” a “iluminação” das bombinhas  com o choro e o sangue de suas crianças . como sempre . 

  

  

  

GOD    x$x   GOD 

Stadium  :  Gaza 

  

  

  

por  outro lado os êxtases vazios dos chamados samadis esquizotéricos que buscam a revelação do nada… 

ou  pela cegueira conveniente do  : “é tudo uma ilusão”. 

  

  

  

 

India – Mombai 

  

  

… –   isto sem falar dos tea-religious que resolveram construir mais clubes de fiéis drunks  

onde só havia … o que eles jamais conseguiram entender ou alcançar. 

  

  

 na realidade, religiosos  tem me parecido todos bêbados: cada qual com seu “destilado” preferido – 

  

  

… outro dia …  , no meio de um artigo, onde a Pedofilia corria solta , incólume  e  “ absolvida ” : em nome do pai e do filho e de um espírito que é santo , 

eu li uma  frase, ou melhor, um surto esquizofrênico , de algum santo ou santa que entendeu a vida como um espasmo  psicótico:    

– e com assombro – aliás bem grande –  , li também que é uma frase  famosa :   

Ó meu Jesus, lutarei por vosso amor até à noite da minha vida !” 

  

  

Ah … porfavor … … imagine a cara de Jesus … ouvindo um lance deste  !!! … 

e  pior …  imagine a tal da santa correndo atrás … do jesus’s love e “ lutando ” … –  será com que? 

Pois é… tem gente que curte mesmo…  estes e outros êxtases [ ? ] esquisitos . 

  

  

E se consideram …    :  the  illuminated people .   super … originais ….   –  so kilt …  – 

  

  

e , acham importante que outras pessoas participem deste mesmo delírio… 

e pra que tudo fique bem igualzinho … lêem e repetem > tudinho : ao-pé-da-letra : 

e querem … mesmo … que voce repita … integralmente , like this : 

  

  

Mergulhem em abismos , “cacem-se” e … corroam-se  em busca de verdades alucinantes enterradas  em seus interiores …  [ – no pâncreas.. talvez?     

contorçam-se em desintegrações do próprio eu ,  crucify yourselfs   ” e fechem os olhos …   

– e  que só sejam abertos quando descobrirem a estação final da Infinita Highway do “auto”- conhecimento ” …  ou qualquer coisa que o valha   

– e finalmente dancem no baile do não-sou – 

onde  almas transparentes finalmente se desidentificaram e zumbizam  no nada : … 2 pra cá – 2 … pra lá.                              … – baby. 

  

– é um swing  fashion que mistura  oldbible & memórias/sonhos / reflexões by Jung .  Legal e barato . 

  

  

Mas     … não sou o quê ? 

  

Pois é , enfiados nesta falsa festa , nesta “silenciosa” zona de conforto ,   

transferem e transferem  adorações primatas  – que sempre se condensam em “bananas inexistentes” – 

num retrocesso contínuo , superando nossos vovosinhos … 

os primatas de verdade > que “ olharam pra cima ”   … lá da Árvore….  e descobriram a  >>>>  “ banana de verdade ” . 

> estes sim : verdadeiros  deuses sublimes que  ” sheldrakiando pra lá e pra cá  ”   nos permitiram    … aqui estar ! 

>  você conhece algum outro ? Assim : tão       “ efetivo ” ? 

E enquanto isto , enquanto eu agradeço a algum sádico deu$ , a miséria de ser  ” humano ” e  … ” acho que … escuro – humano  ” … não é isso  ? 

uma foto da  realidade ganha um prêmio de Arte … das tais artes sacras , com certeza : 

  

  

  

 

os sem – deus 

” desiluminados”   ou    ” santos ”  ? 

ou  preferidos de deus  ? 

  

  

  

e desta forma …  …  ao invés de distribuirmos “ bananas de verdade ”  – com as próprias mãos –  [ mãos de verdade ] 

com o próprio coração pulsando “normalmente”   – [ coração de verdade ] 

no humano samadi do verdadeiro Amor HUMANO  – … pra quem não sabe :  é o Amor “daqui” da Terra : o único reino Real – : 

o barato mais punk  … e mais  ” santo ”  é : – continuarmos olhando pra cima …láaaa  pra cima … … 

– ou pra dentro … ?  … 

… ou pro nada … 

com cara de idiotas em lânguidas iluminações esquizas , 

com a tal da “Alma”… zumbizando na busca da “porta”  que nos “liberta” de Maia…., 

” invocando ” anjos … ou … mais anjos : destes que vem nos pentagramas  – mas não são doidos de aterrisar em Gaza … em Darfur …  e etc e tals … pelos tempos a fora … 

enquanto entoamos  sons que nenhuma deidade escuta há milhares de anos  –   

… e se por algum acaso …  escuta … : – putzgrila : que droga, hem ? 

  

  

– e eu disse pro meu amigo: não tenho religião . 

 

 

– devo ser panteísta … > aquele tipo de pagã que entende e respeita um deus universo que pulsa em qualquer vida e em qualquer coração. 

– não rezo , não peço , e nem procuro – faço . –  respeito e brigo , sim , pela sua preservação. 

– é um deus deslumbrante , farto , um deus bailarino e acessível. 

– que não gosta de nenhum destes outros. destrutivos, esquizofrenicos e terrivelmente ruins em suas manifestações . 

– este deus que estava tão tranquilo . 

 

 

  

– e  Jesus ? –  ele me perguntou. 

– meu amigo  gosta de Jesus  > eu também. 

  

  

 

  

  

  

  

  

 

One By One 

I am not the father of 2.3,  

 
 
 

And I am still burning to be free, 
                                                                                                                                                                                                                                                                                  
 No more time too long to drive my way,
To the numbered hours at the end of the day.
What’s become of you?
What become of me?
It’s all, we never belonged to not be in love,
What’s become of you?
What’s become of me?
Our faces said, it’s so hard,
Stop turning to stone.
One by, one by one,
Each like the other.
I did not dream of drifting away,
In a boat that was made without heart and mind,
And I do not mean, did he show the tie,
To leave me astray in the land where dreams die.
Working me out,
Working me in,
It’s been this way for as long as we can recall,
Working me in,
Working me out,
Got other days when we wonder what we come here for.
One by, one by one,
We come
One by, one by one,
We go, each like the other one.
We come, each like the other one,
We come, each like the other one,
Each like the other one.
Each like the other one,
One by, one by one,
We come,
One by, one by,
We go each like the other one,
One by, one by one, We go,
One by, one by one,
We go each like the other one,
One by, one by one,
We have gone,
One by, one by one,
We go each like the other one. 

 

 
 
 

  

 

 

 

–  Jesus ?

 

–  Hey …  Jesus man .

 

–  se voce existiu… ninguém entendeu você .  nem naquela e nem em nenhuma da vezes que você … passou por aqui .

 

estavam trepando em árvores … – mergulhando em abismos , flutuando nos nadas , lutando por você… – hahaha : essa foi demais –

 

papando criancinhas, castrando , desumanizando o que nasce humano  > inclusive você ,   

 

e matando … o deus dos outros …

 

fazendo fogueiras …  torturando … acertando bombas em criancinhas e em velhinhos que não conseguem correr …

 

e correr … até …. um “outro” –  sabe o “outro” ?  –  reino…

 

pois é…

 

e , todos “ envolvidos ”   pelo amor : sabe .. aquele lá…  :  um tal de amor  “ divino ”  ?

  

  

  

 

  

DEUS  e  o  DIABO  na  barca  de  CRISTO   :

 

Cristo representa na obra de Saramago a humanidade e sua angústia , e como todo ser humano , desafia Deus.

E mais … , a cena da barca alcança a Política  na medida em que expõe os estratagemas de um governo autoritário e total .

 Não seria exagero dizer que a releitura saramaguiana invade também “O Príncipe” de Maquiavel .

É maquiavélico este Deus insatisfeito com a condição de rei

de um povo tão diminuto como o é o povo hebreu e que deseja ampliar seus domínios .

Para tanto martiriza seu próprio filho , como assim o faria Abraão :

[ ou como o  fez  :   na decisão de fazê-lo , ainda que o cutelo não tenha cortado a carne do filho ] ,

e aceita inclusive que se subvertam as leis que ele mesmo [ deus ] criou  :

 <<<  “…Permites que te subvertam as leis , é um mau sinal ” ,  >>> 

<<<  Permito-o quando me serve, e chego a querê-lo quando me é útil…”  >>>

pg 315 .

Para que se atinjam os fins , qualquer meio é lícito , ainda que estes meios signifiquem fazer uso das artimanhas do ” Diabo ” e manipular as pessoas . . .

 

  

>  aqui , Deus explica seus métodos de persuasão a Jesus :

 “…há que deixar as pessoas inquietas , duvidosas , levá-las a pensar que se não compreenderem , a culpa é só delas” . 

p. 314 

[ mas que é engraçado , miseravelmente engraçado , olhar as pessoas “fingindo” que compreendem  .. é … ahahahah – parece macarrão quando cozinha demais e gruda ahahahah ]

 

Esta mesma   “ psicologia de massas ”   é usada por Deus quando este apresenta ao seu filho o papel que lhe destinou:

 

“ O de mártir , meu filho , o de vítima , que é o que de melhor há para fazer espalhar uma crença e afervorar uma fé ” .

 p. 309

 

É este papel de mártir , também , o cerne de toda a moral judaico – cristã ,

conforme argumentou Nietzsche e seu livro “A Genealogia da Moral” ( 2 ) ; ou seja :

a compreensão de Deus sobre o papel do mártir na construção de uma identidade

é o discurso que estabelece as relações identitárias do povo judeu e , por extensão , do cristianismo que se estabelecerá a partir de Roma ,

>  deste “ Davi ” que no discurso da humildade encontrará a força da sua coesão .

 

 

Deus profetiza este futuro :

 “ edificar – se – á a assembléia de que te falei , mas os calabouços dela , para ficarem bem firmes ,

haverão de ser cavados na carne ,

e os seus alicerces compostos de um cimento de renúncias ,

lágrimas ,

dores ,

torturas ,

de todas as mortes imagináveis hoje e outras que só … no futuro serão conhecidas ” .

p. 318

 

Fragmentos de : O Evangelho Segundo Jesus Cristo

 

José Saramago

analisado por : Viegas Fernandes da Costa

 

Fy

 

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

 

   

 

28 Comments »

  1. Oooookeeeeeey… sabe, começo a me sentir um pedaço de terra no meio da água no seu blog.

    Leio seus textos e minha vontade é de fixar um pouco mais as palavras pra tentar construir algo a respeito. Tenho minhas dúvidas de que isso seja algo bom, mas é minha função no mundo, correto?

    Andei pensando muito a respeito da concepção alquímica clássica do ser humano: Somos um corpo de terra, água e ar na mente que permite que a terra se mova, e animados pelo fogo do espírito.

    Os ateus costumam negar, irracionalmente em nome da razão, qualquer coisa que eles não entendam. E, a respeito disso, ouvi hoje uma frase de Sagan: A ausência de evidências não evidencia a ausência.

    Os crentes, por outro lado, mexem com a emoção. E emoção cria. E criam uma verdade que, por ter uma utilidade, agrega pessoas. Faz sentido, não? O Ar separa e a Água agrega.

    Eu tomo como princípio que o corpo falha… e começo a achar que a razão e a emoção são inconfiáveis também. A saída? Pra mim, encontra-se no que eu chamo de Pré-Mental. Aquilo que vem antes da mente. Ainda estou tentando essa tese. Testando, analisando e pretendo discutir muito ainda.

    Mas eu arriscaria (e dá-lhe óbvio ululante) que precisamos de tudo: a emoção destemperada leva a alguns absurdos. A razão extremista a outros. O que é Chesed sem Geburá? O que é Geburá sem Chesed?

    Outra coisa que me passou pela cabeça foi “Não tenho religião, não rezo, não peço, nem procuro, apenas faço”.

    E se eu te falasse que rezar, muitas vezes é fazer? Não estou falando em rezar dez pais nossos e cinco ave-marias. Não é isso. Estou falando que talvez, e apenas talvez, exista uma forma “melhor” de comungar com Deus. E que, talvez, essa comunhão já “resolva” todos os seus problemas. Ainda mais se você pensar que os seus problemas são fruto da sua Vontade desgovernada.

    No mosteiro de São Bento, existem dias dedicados à oração silenciosa. Você esvazia sua mente de todas as palavras e se deixa em comunhão com Deus.

    Os católicos não falam disso por quê?

    Não preciso falar isso pra você, mas acho que cabe na discussão. Uma vez eu escrevi (e posteriormente disse a amigos): “Já parou pra pensar que te ensinaram a adorar o Deus errado? Sim, isso mesmo. O Deus errado. Você reza errado e por isso sofre. Sabe todas as vezes que você chorou? Então, chorou porque não sabia o que fazer. Pense nisso.”

    Vivemos num mundo em que os pontifícies possuem o monopólio da verdade. E, de repente, percebemos que eles talvez tenham aprendido uma verdade parcial. Relativa. Pobres crianças. É a verdade delas, tadinhas! É tudo que elas têm!

    Por isso eu digo pra você: Cuidado com a severidade sem bondade. Pobres crianças. De olhos fechados num quarto escuro. Esbarram em você e te machucam, com e sem querer! Eles não sabem o que fazem. Perdoai-os.

    E não, eu não consigo te falar nenhuma razão lógica para isso. Apenas repito: eles não sabem o que fazem. Peço (por você, por eles e por mim) que você compreenda que eles têm uma função no mundo e que, conquanto exista a sua (e minha) vontade real de apresentar uma verdade um pouquinho melhor, mais limpa e branquinha, tenha compaixão: a verdade sujinha deles foi um degrau que permitiu uma verdade maior.

    E quem garante que não surgirá outra verdade, maior ainda?

    Quanto ao evangelho segundo Jesus Cristo, lindo livro. E me faz pensar numa coisa que hoje eu entendo como fato: Jesus quebrou com o Judaísmo. Esse papo de que “é o mesmo Deus” é balela. O Deus Cristão é um, o Deus Judeu é outro.

    Comment by Anarcoplayba — 15/04/2010 @ 2:17 PM

    • … e aí, ? ahahahah

      – follow me:

      – Oooookeeeeeey… sabe, começo a me sentir um pedaço de terra no meio da água no seu blog.

      – Yeah man – muita água mareia.

      > Leio seus textos e minha vontade é de fixar um pouco mais as palavras pra tentar construir algo a respeito. Tenho minhas dúvidas de que isso seja algo bom, mas é minha função no mundo, correto?

      – Fix. – You’re a Lawyer.

      > Andei pensando muito a respeito da concepção alquímica clássica do ser humano: Somos um corpo de terra, água e ar na mente que permite que a terra se mova, e animados pelo fogo do espírito.

      – Somos sim. Mas é bom lembrar que terra fogo agua e ar são anteriores a nossa mente. E que este ponto azul independe dela pra se mover.

      – Já faz tempo que, ironicamente , passou é a depender dela pra sobreviver. E aí, a coisa “sinistra” > : 5 ou 6 mil anos de orientali$mo e 2 mil e dez de cristiani$mo e derivados : levaram-na a um estado alarmante.

      And? – em algumas 2 fotos – escolhidas – pq é chocante demais – vc percebe a ostensiva ameaça do Predador. – so strong – man.

      > Os ateus costumam negar, irracionalmente em nome da razão, qualquer coisa que eles não entendam. E, a respeito disso, ouvi hoje uma frase de Sagan: A ausência de evidências não evidencia a ausência.

      > Claro que não > não sou atéia mas tenho uma ressalva > adoro entender o que não entendo > e é uma das coisas que eu mais admiro em nós > de uma forma geral .

      Eu não me admito “crendo” em algo que eu não entenda – e existem diversas gradações no q agente entende por evidência : nem tudo é o q parece e nem tudo não é o q parece .

      – aliás : a ausência de entendimento > é o leitmotif de Toda e Qq Religião : > eu chamo de “adestramento” : eles chamam de “dogma”.

      E assim > não é preciso “respostas” … ahahah > como eu disse no post e Saramago arremata no final> não precisam responder nada .

      > Os crentes, por outro lado, mexem com a emoção. E emoção cria. E criam uma verdade que, por ter uma utilidade, agrega pessoas. Faz sentido, não? O Ar separa e a Água agrega.

      – discordamos aqui :

      – eu não dividiria assim ; ateus são pessoas que não crêem em deus nenhum. Onde é que isto tem a ver com emoções ?

      Sabe , há um tempo atrás eu andei observando que “ crentes” em deus – seja ele qual for – “assimilaram” destas “construções” a total falta de emoções .

      Vc conhece – pela historia a fora – as emoções destes deuses ? a mais evidente e fria é projetada por uma idéia falha e perigosa > a onipotência . Taí uma elaboração anti-verdade que gera emoções anti-emoções.

      Crentes em deuses antropomorfos não precisam ser emotivos , basta que tenham imaginação > e imaginação não é sinônimo de boa – emoção.

      Se fosse assim, quem teria criado o Jason ?

      Quem teria criado o deus e o deus–engine-power do cristianismo : o demonio : – e a emoção do cristianismo não foi exatamente “brilhante” em seu discernimento de Bem e Mal > eu diria que ao contrário > ela os confundiu oportunamente > e isto salta aos olhos > como tão bem explica Saramago aqui:

      ————————-

      E passou –se a chamar de Mal > tudo aquilo que obstruísse a “tal onipotência “ > incluindo o raciocínio > o intelecto > a mente > o corpo e a VIDA . resumindo > a humanidade que existe em nós.

      – Taí um fator em comum com o budismo. Pois é …- que também explica a Política das Castas.

      Anarco, vc conhece – dentro da Historia – alguma emoção mais predatória e letal – mais isenta de emoções do bem que a saga do cristianismo?

      Agora mesmo : a atitude dos “cristãos” em relação à Pedofilia ? Todos reagiram como os Autistas beócios que a religião os ensina a ser. Ficaram surdos : no emotions : – a historia do cristianismo é uma coleção de horrores.

      Em Mateus … – Jesus – Man “desautoriza” [ proíbe] os apóstolos de lhe chamarem o Cristo. – e seja quem for que tenha escrito isto > porque em outros evangelhos esta passagem não consta -> com certeza tentou passar alguma mensagem. > de Alerta .

      E eu penso o contrário, man : estas crenças cegas : isentas de compreensão só subexistem através do adestramento – e o adestramento é justamente a castração das emoções , e do intelecto > do conhecimento.

      Buda diz claramente que o intelecto : deve ser abandonado . juntamente com o corpo – o desejo – a Vontade – etc e tals de uma baboseira incompreensível. – … mto embora … “interpretações” sempre surgem nestas horas … deturpando o que foi escrito…- > cacoete ocidental !

      Não acho que o ateu não compreende.

      Mas acho que o crente : finge que o faz.

      Emoções agregam e constroem. Emoções separam e destroem.

      Na minha opinião, a mente não existe pra “controlá-las : acho isto impossível – mas sim, pra torná-las suportáveis num contexto humano : que é nosso “único” contexto.

      > Eu tomo como princípio que o corpo falha… e começo a achar que a razão e a emoção são inconfiáveis também. A saída? Pra mim, encontra-se no que eu chamo de Pré-Mental. Aquilo que vem antes da mente. Ainda estou tentando essa tese. Testando, analisando e pretendo discutir muito ainda.

      – muito bom isto. – mto bom. > go on.

      > Mas eu arriscaria (e dá-lhe óbvio ululante) que precisamos de tudo: a emoção destemperada leva a alguns absurdos. A razão extremista a outros. O que é Chesed sem Geburá? O que é Geburá sem Chesed?

      – Geburah e Chesed – são símbolos que infelizmente viraram cartografia. Ultimamente , visualizo macaquinhos atordoados pulando de galho em galho numa árvore sinistra. E tudo isto é intoxicante.

      Uma hora com calma., queria te explicar como sinto o devir, a constante transformação que a si mesmo elabora e a impermanente permanência destes conceitos que, os pobres de espírito e de … inteligência “precisam” “congelar”.

      > Outra coisa que me passou pela cabeça foi “Não tenho religião, não rezo, não peço, nem procuro, apenas faço”.
      E se eu te falasse que rezar, muitas vezes é fazer? Não estou falando em rezar dez pais nossos e cinco ave-marias. Não é isso. Estou falando que talvez, e apenas talvez, exista uma forma “melhor” de comungar com Deus.

      – Yo > aqui, preciso saber : que deus ? – dependendo , te respondo .

      > E que, talvez, essa comunhão já “resolva” todos os seus problemas. Ainda mais se você pensar que os seus problemas são fruto da sua Vontade desgovernada.

      – Hey, man > vc acabou de falar em uma das minhas maiores epifanias pagãs como Ser-Humano: O sublime desgoverno da minha Vontade. Não há como me livrar da maior conquista de uma vida. Não há governo que possa adestrar a vontade humana. Gente com vontade adestrada funciona de um jeito diferente do meu. À la breque de burro.

      O que existe é uma aprimoração constante na forma e nos meios com os quais manifesto e executo minha vontade ou vontades.

      Mas,… > a Vontade é a Lei. E vc sabe que esta premissa crowleyana é uma conquista : longe de ser fácil. > como Tudo o que é Livre , aliás.

      > No mosteiro de São Bento, existem dias dedicados à oração silenciosa.

      – Aqui talvez eu me faça compreender: > pra te responder peço que compare : o sonistronazipope e um tal de Francisco que nasceu em Assis. – e que não sabia que era panteísta porque o termo não havia sido inventado ainda. Claro … que depois castraram ele – transformaram-no em uma ovelha assexuada e canonizaram… rapidinho > pra não “falarem muito nele” > da mesma forma como construíram este “cristo” em Jesus-Man.

      E também não quero esquecer da minha mais que querida Tereza de Calcutá > no passado o NY Times anunciou a edição de seu livro, já deve estar rolando – vou verificar > ali, ela mostra como “contou” com o deus de suas próprias mãos > o deus de sua própria vontade > por noites e dias a fio > lidando com o sofrimento humano e duvidando dos recursos divinos e da oração > totalmente , aliás , sem-recursos que não a si mesma.
      O livro é uma pancada.
      As lágrimas dela também.

      > Você esvazia sua mente de todas as palavras e se deixa em comunhão com Deus.

      – Quando eu medito, Anarco, eu procuro estar em consonância com o Universo. Eu não deixaria que nenhum deus atrapalhasse esta deliciosa sensação.

      > Os católicos não falam disso por quê?

      – Hey baby : Católicos não falam : REPETEM.

      > Não preciso falar isso pra você, mas acho que cabe na discussão. Uma vez eu escrevi (e posteriormente disse a amigos): “Já parou pra pensar que te ensinaram a adorar o Deus errado? Sim, isso mesmo. O Deus errado. Você reza errado e por isso sofre. Sabe todas as vezes que você chorou? Então, chorou porque não sabia o que fazer. Pense nisso.”

      – Ninguem me ensinou isso não. Eu choro à toa. E rio mto também. Sou humana e adoro isto.

      > Vivemos num mundo em que os pontifícies possuem o monopólio da verdade. E, de repente, percebemos que eles talvez tenham aprendido uma verdade parcial. Relativa. Pobres crianças. É a verdade delas, tadinhas! É tudo que elas têm!
      Por isso eu digo pra você: Cuidado com a severidade sem bondade. Pobres crianças. De olhos fechados num quarto escuro. Esbarram em você e te machucam, com e sem querer! Eles não sabem o que fazem. Perdoai-os.

      – Perdoar é uma faca de 2 gumes > Anarco > é a ferramenta ignóbil do adestramento. Faz parte do “cristo” idiotizado fabricado – oportunamente pelos desiquilibrados de Nicéia e seus seguidores : e tão bem estereotipado no Michkin de Dostoiévski,[ O Idiota ]
      meu post : A Pureza e a Inocência > .

      Veja bem : o deus católico perdoa. …. e depois “transfere os monstros de paróquia”. Legal > a infinita misericórdia > conceito que se contradiz em si mesmo >

      … dê uma olhada nas fotos do post : são bem leves … insinuam… a verdade : apenas > e imagine … : 3 BILHÕES de dólares – enfiados na guela de crianças estrupadas > isto por uma “ única” igreja americana.

      Sabe , eu nunca tive a pretensão de perdoar. Demoro pra estabelecer julgamentos. Na maioria das vezes deixo com que eles se construam sozinhos.

      Mas tirando, claro, o Inaceitável > eu te digo que > Não aceito > o que Não aceito.

      > E não, eu não consigo te falar nenhuma razão lógica para isso. Apenas repito: eles não sabem o que fazem. Peço (por você, por eles e por mim) que você compreenda que eles têm uma função no mundo e que, conquanto exista a sua (e minha) vontade real de apresentar uma verdade um pouquinho melhor, mais limpa e branquinha, tenha compaixão: a verdade sujinha deles foi um degrau que permitiu uma verdade maior.

      – Eu não sou muito de “verdades” > a maior delas : as desidentifica contínuamente : é o devir natural.
      Mas sou adepta da humanidade e do amor : são emoções que quando existem, excluem a tal da “compaixão”. A ausência delas é que constrói : oportunamente a demagoga tia Compaixão.. – Verdades … sujam o mundo.

      > E quem garante que não surgirá outra verdade, maior ainda?

      – Sempre surgem.

      > Quanto ao evangelho segundo Jesus Cristo, lindo livro. E me faz pensar numa coisa que hoje eu entendo como fato: Jesus quebrou com o Judaísmo. Esse papo de que “é o mesmo Deus” é balela. O Deus Cristão é um, o Deus Judeu é outro.

      – Xiii > existem vários ! ! !

      Bj

      Fy

      Comment by Fy — 16/04/2010 @ 3:04 AM

      • (O que me passou pela cabeça a ler isso: “Deus do céu! Issotámuitogrande!” – assim, sem espaço mesmo).

        Okey, ressaltando apenas as partes que eu acho que merecem destaque:

        > eu não dividiria assim ; ateus são pessoas que não crêem em deus nenhum. Onde é que isto tem a ver com emoções ?

        -Não disse que Ateus não tem emoções. Todos temos. Estou falando apenas que os “crentes” (no sentido de radical religioso mesmo) trabalham a emoção. Eles mexem com o lado emotivo do ser humano até chegar num ponto em que a razão é incapaz de penetrar. Até chegar num momento em que “espiritismo é coisa do diabo, então não vou ajudar esse orfanato!” (Vide jogadores do Santos.)

        > Vc conhece – pela historia a fora – as emoções destes deuses ? a mais evidente e fria é projetada por uma idéia falha e perigosa > a onipotência . Taí uma elaboração anti-verdade que gera emoções anti-emoções.

        -Deuses diferentes, emoções diferentes. O Deus Judaico é um. O Deus Católico é outro. Minha concepção de Deus ainda é insegura, mas eu creio que demos uns passos adiante. Saímos de vários deuses diferentes, de amor, da guerra, das lavouras, etc… Entramos em um Deus único, que criou tudo, à imagem e semelhança nossa, mas que tem medo dos seres humanos e é vingativo (e dá-lhe velho testamento). Passamos a um Deus Cristão (que foi tão mutilado pelos católicos e protestantes, tadinho…) que é uno, onipotente e onisciente, que independe de sentimentos.

        Nesse ponto que discordamos novamente (pelo que entendi) creio num deus que não possui adjetivos porque, para nós, ao menos, adjetivos são parciais. E Deus, na minha concepção, não admite parcialidade alguma.

        >Taí um fator em comum com o budismo. Pois é …- que também explica a Política das Castas.

        -Correção: hinduísmo. O Budismo rompeu com o sistema de castas. O Taoísmo não rompeu porque nunca teve.

        > Anarco, vc conhece – dentro da Historia – alguma emoção mais predatória e letal – mais isenta de emoções do bem que a saga do cristianismo?

        – Cristianismo não, por favor. Catolicismo. E sim, concordo com você. Dá nojo.

        >Em Mateus … – Jesus – Man “desautoriza” [ proíbe] os apóstolos de lhe chamarem o Cristo. – e seja quem for que tenha escrito isto > porque em outros evangelhos esta passagem não consta -> com certeza tentou passar alguma mensagem. > de Alerta.

        – Porque Jesus é nome, e Cristo é título. O Quarto Chakra tbm é chamado de Chakra Crístico. Eu entendo que Jesus, aquele que se chama O Cristo, foi (e agora costumo ir de encontro aos cristãos tradicionais) a Carne que se fez Verbo. E atingindo esse estado, nos advertiu para que não o tomássemos como ídolo, mas que nos tornássemos Verbo tbm. Afinal, quantas vezes Jesus não repreendeu os discípulos por acharem que ele era melhor que eles (vide Pedro caminhando nas águas).

        > Buda diz claramente que o intelecto : deve ser abandonado . juntamente com o corpo – o desejo – a Vontade – etc e tals de uma baboseira incompreensível. – … mto embora … “interpretações” sempre surgem nestas horas … deturpando o que foi escrito…- > cacoete ocidental !

        > Eu tomo como princípio que o corpo falha… e começo a achar que a razão e a emoção são inconfiáveis também. A saída? Pra mim, encontra-se no que eu chamo de Pré-Mental. Aquilo que vem antes da mente. Ainda estou tentando essa tese. Testando, analisando e pretendo discutir muito ainda.

        Olha a ironia: Eu disse exatamente a mesma coisa que Buda, com outras palavras e usando uma terminologia que eu acho mais apurada. Porém, concordo: Buda prega um caminho do desapego total. Do Eu no Eu. Eu acho isso extremado e prefiro pensar no Eu no Todo. Razão, emoção e corpo são úteis (e como são). No entanto, não respondem tudo.

        Sim, concordo, se debruçar sobre textos herméticos e tentar encontrar uma interpretação, normalmente, é buscar uma justificativa pra algo que você quer mas não confia.

        Sobre perdão, tudo o que eu tenho pra falar é isso:

        http://anarcoblog.wordpress.com/2009/12/01/brocolis/

        Comment by Anarcoplayba — 16/04/2010 @ 4:33 AM

  2. Anarco,

    Não sei pq este pedacinho não tá coloando… êta wordpress !

    vou tentar de novo:

    …– e a “emoção- crente” do cristianismo não foi exatamente “brilhante” em seu discernimento de Bem e Mal > eu diria que ao contrário > ela os confundiu oportunamente > e isto salta aos olhos > como tão bem explica Saramago aqui:

    Se na Bíblia Satanás tenta Adão e o Diabo tenta Jesus no deserto, nesta obra de Saramago o Diabo tenta diretamente Deus.

    Sabem ambos, porém, que tal proposta é inaceitável já que põe por terra a razão mesma da existência de Deus:

    – “Não me aceitas, não me perdoas” – indaga o Diabo;

    – “Não te aceito, não te perdoo,quero-te como és, e, se possível, ainda pior do que és agora, Por quê ?,

    Porque este Bem que eu sou não existiria sem esse Mal que tu és (…)

    Se tu acabas, eu acabo, para que eu seja o Bem, é necessário que tu continues a ser o Mal” (p. 328).

    Bj

    Fy

    Comment by Fy — 16/04/2010 @ 3:13 AM

    • E nesse ponto que eu acho que, talvez, estejamos com uma dificuldade de léxico.

      Quando falamos em Deus em português, pensamos no Deus Cristão, nos Deuses Gregos, etc. Meu Deus (que eu continuo chamando de Deus, talvez por um erro) é o Tao.

      Porque o Tao é absoluto. Bem e mal, forte e fraco, mole e duro, cheio e vazio, céu e terra, se originam desse Deus. Eu chamo o Tao de Deus. Você de Universo. E repito o que te mandei ontem.

      The Tao that can be told is not the eternal Tao.
      The name that can be named is not the eternal name.
      The nameless is the beginning of heaven and Earth.
      The named is the mother of the ten thousand things.
      Ever desireless, one can see the mystery.
      Ever desiring, one sees the manifestations.
      These two spring from the same source but differ in name; this appears as darkness.
      Darkness within darkness.
      The gate to all mystery.

      O Inominável é a origem do céu e da terra. Só que céu e terra não é literal. São os opostos. Então o “deus” católico e seu “anti-deus” diabo, pra mim, nada são além de uma face do Todo.

      Comment by Anarcoplayba — 16/04/2010 @ 4:39 AM

  3. Stupendo!

    adorei os dois.
    quero mais.
    Volto de noite.

    Aqui talvez eu me faça compreender: > pra te responder peço que compare : o sonistronazipope e um tal de Francisco que nasceu em Assis. – e que não sabia que era panteísta porque o termo não havia sido inventado ainda. Claro … que depois castraram ele – transformaram-no em uma ovelha assexuada e canonizaram… rapidinho > pra não “falarem muito nele” > da mesma forma como construíram este “cristo” em Jesus-Man:

    panteísta sim!Cheio de amor.Perigoso sim.

    Tocayo// preciso te responder.

    Bjs Anarco e Fy

    Post forrrrrte.

    Comment by Juliana — 16/04/2010 @ 3:44 AM

  4. Eêhhh papo bom.

    É, o post é forte.uma chamada.triste pacas.

    muita agua mareia e tua terra é bem vinda,Anarco.e,de alguma forma, concordo com voce, existe um certo ateísmo que prima pelo fanatismo também.

    Longe de mim qualquer tipo de religião estruturada ocidental ou oriental.como em filosofia, nada como ativar e filtro,absorver o que entra em sintonia e amalgamar naquilo em que agente sempre tá se transformando.

    Quando agente fala dos elementos, impossivel não citar a tal Grande Obra, falar do ouro que os alquimistas buscavam, a busca da Vontade: da Alma, a coisa que temos dentro e que está por trás do intelecto, do corpo e dos sonhos.
    Acho que talvez seja isto a que voce se refere quando fala em pré-mental. talvez. também curiosei o lance.
    Algum Dínamo Interior, se preferir assim.

    Agora,este é o lance mais importante que podemos obter: o conhecimento e a intimidade com o “verdadeiro” Eu.

    Sem o manual “mal compreendido, detonado, confundido e distorcido” da assaz… confusa tese de individuação jungiana.

    e aí o papo deriva e não tem a ver agora. mas, usando como gancho e, lendo os absurdos “pregados” por estas obsoletas interpretações, parece haver uma quantidade assustadora de pessoas que não apenas têm urgência por ignorar seu Eu, mas que também parecem ter a urgência por obliterarem-se a si próprias.engatam:saem de banda nas encruzas obscuras das religiões.

    Isto é horrível, mas ao menos… e de menos, quase que dá pra entender o desejo de simplesmente “desaparecer”, com essa consciência, porque é muita responsabilidade realmente possuir uma coisa assim… como uma alma, algo tão precioso….

    O que acontece se quebra?
    O que acontece se perde?

    Não seria melhor anestesiá-la, acalmá-la, destruí-la, para não viver com a dor de lutar por ela e tentar mantê-la pura, livre e natural?

    Creio que é por isso que as pessoas mergulham no álcool, nas drogas, na televisão,nas religiões e nos tais “nadas” mal-compreendidos. e em qualquer dos vícios que a cultura-safada nos faz engolir, e pode ser vista como uma “tentativa deliberada” de destruir qualquer “conexão” entre nós e a “responsabilidade de aceitar e possuir” um Eu: um eu verdadeiro: integrado, conectado ao todo e que, alguma terminologia chama de alma e separa do resto, e então… ter que mantê-lo.

    Mantê-lo coerente com o que somos.

    Pra mim dentro da escola da história do pensamento mágico, transcendente se preferirem, o ponto em que começou a dar errado, amigo Anarco, é justamente com o tal monoteísmo.

    se agente olhar a história da magia, vai ver suas origens nas cavernas, vai encontrar suas origens no xamanismo, no panteísmo, na crença de que tudo o que te rodeia, cada árvore, cada rocha, cada animal foi habitado por algum tipo de essência, um tipo de espírito ou vida simplesmente, com o qual talvez possamos nos comunicar.além de nos conectar,melhor: reconhecer nossa conexão.

    Um lance tremendamente estimulante,ativo em devires contínuos, um lance que alerta sua sensibilidade continuamente, mantem seu sensores despertos, sua comunicação e interação liberta e acesa.

    Cristianismo, catolicismo, e suas… degenerecências em geral,ou qualquer religião que pregue o monoteísmo, ou centralização de poder, sem esquecer a vertente judaica cabala que tem um monte de deuses,mas lá em cima, como diz a Fy, tem um deusão onipotente.tremendamente humanizado sim,como qualquer outro, bordado e rebordado com tudo o que pudemos e pudermos inventar em torno de Powers Corporation e arrematado com a impossibilidade da comunicação humana. Inventamos o Despotismo Absoluto: e seu increasingly powerful.daí amigo, a coisa desgringolou.fodeu tudo.perdemos o mundo, demos pra um deus qualquer por aí, fruto de mentes gananciosas e deturpadas e através do medo, e do medo da responsa também, covardia nossa,basta olhar o post e sacar como agente convive legal com estas merdas.

    Já o Tao, como conceito, é uma tirada sensacional de percepção, principalmente quando relevamos a temporalidade do lance. Mas, existe uma distancia e muitas reticências entre o conceito e a doutrina ou doutrinas decorrentes.e pior, as célebres formas de manipulação que delas decorrem.

    Vamos nessa,e eu despretenciosamente te dou um panorama aê do que entendo do Tao e voce me corrige, quarqué desvio na rota.

    é simples e tá até meio que sacoso repetir que a sacada brilhante do Tao hoje foi comprovada pela ciencia&tecn., nos cada vez mais novos e surpreendentes campos quânticos. Legal até aqui.

    no lance do Campo Quântico, nossa noção cartesiana de “matéria” perde o sentido, uma vez que estudando os átomos vamos sendo conduzidos a navegar nas flutuações de energia e informação, “em” ou “num” imenso… espaço de energia e informação. (partículas subatômicas e todo seu bláblá)e sacamos,num primeiro instante que a matéria-prima do mundo não é material. Isto, é quase o certo. porque, na real, esta constatação “transformou”, aí tá a grande sacada, nosso conceito de matéria.

    Daí então, pra saber que o átomo não tem nada de sólido,bastou pensar e constatar que ele é uma hierarquia de estados de informação e energia em uma vastidão de possíveis estados de informação e energia.as partículas subatômicas que constituem 1 átomo de ouro ou 1 de chumbo são as mesmas. já sacamos que “partículas subatomicas” são impulsos de energia e de informação e concluimos que, a diferença entre o ouro e o chumbo é a organização e a quantidade destes impulsos.
    temos então:

    o Tao é um vazio insondável em movimento incessante, que nunca se esgota.

    perfeito, brother: insondável deixou de ser.de resto, é a explicação do universo, sem a menor relação intervencionista de alguma entidade metafísica.

    de resto,a infinidade de ensinamentos taoístas, tem muita coisa legal, muita mesmo, e muita coisa que também já era.eu gostava de ler o Guaco,Fy.fodeu tudo também.este cara tem uma dose de liberdade furiosa que só o conhecimento e a experienciação trazem, liberdade pra desconstruir e estruturar à vontade.passa longe do comum e da cartilha.pra quem consegue ler.

    vamos dar uma sondada neste tal “vazio” . O véio Heráclito acendeu uma tocha quando disse: a matéria nem se cria nem se destrói, unicamente se transforma.

    tem um sutra que diz: forma é vazio e vazio em verdade é forma.
    O vazio é um vácuo vivo, que pulsa num ritmo sem fim de criação e destruição.

    a física e o campo quântico vem confirmar este sábio aqui (Chand Tsai): Quando se sabe que o grande vazio está cheio de CHI (energia cósmica)- compreendemos que não existe coisa alguma que seja o nada!

    ôrra, acho que construi o ponto de confluência entre a Fy e o Anarco.

    depois agente pode detalhar melhor os pontos em que eu não concordo ou que eu não entendi legal, de um e de outro.

    Corrige aê, Anarco.

    To esperando, Ju.

    Beijos e abraço aê

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 16/04/2010 @ 6:59 AM

    • Uma correção e vários comentários:

      Correção: Esse tipo de conversa não comporta correção. São conversas gostosas de se ter, desde que tomemos cuidados para não tentarmos homogeneizar as opiniões. Assim, a única coisa realmente ERRADA acho que foi vc esperar correções…🙂

      Ok, comentários…

      Minha birra com o panteísmo reside em um fato: a definição básica de panteísmo, pelo que me consta, reside na crença de que tudo é Deus. E isso é uma coisa da qual eu discordo pois, no meu entender, deus é incompatível com adjetivos e limitações, de forma que falar que uma rosa é deus seria incabido, pois uma rosa não é uma margarida, e essa parcialidade seria incompatível com um Deus Absoluto (o único que valeria à pena buscar).

      No entanto, repisando conceitos e repensando opiniões, me vem à cabeça o conceito de fractal, no qual uma fração é a repetição do todo. Nesse aspecto, as partes são um retrato do todo, e, quando integradas, se tornam indistintas deste.

      Nesse aspecto, admito que o panteísmo não está errado, e dou o braço a torcer. (E olha que isso é coisa rara, viu?)

      Por outro lado, entendo que o panteísmo só tenha valor enquanto adoração da fração divina na parte com uma correspondência ao Todo. Não creio na adoração de um Deus ou de um elemento parcial. Não há porque se cultuar o amor, uma vez que separá-lo significa criar o “anti-amor”. Essa dialética, presente em todo o pensamento humano é o que me separa do teísmo padrão das religiões monoteístas.

      Sou monoteísta pois creio que o Tao é único. E prescinde de opostos, separação ou qualquer outra forma de organização ou entendimento, pois ele é o todo em todas as partes.

      Esse é o problema, na minha opinião, quando analisamos as religiões monoteístas estruturadas atualmente. Não estamos falando de alguém que entendeu que o Tao é um e que os deuses são frações desse Tao. Estamos falando de gente que disse que “meu deus é melhor que o seu!”, que nem crianças falando “meu pai é melhor que o seu”.

      Nisso repito a teogonia hindu e a africana (camdomblé): Deus é um (Olorum ou o nome que eu esqueci no hinduísmo). Os nossos deuses são faces que escolhemos assistir.

      O problema é que o monoteísmo ocidental (aparentemente esse criticado por vocês) pega uma face e fala que ela é a única. E isso sim é algo nocivo.

      Por isso que eu admiro os judeus: Eles falaram: Esse é o Deus do Povo Judeu. Os deuses de vocês são os deuses de você, e nós vamos destruí-los!

      Filhadaputagem? Sim. Mas sincera.

      Quanto ao Tao, uma coisa que vem me passando pela cabeça recentemente: a “matéria” (ou energia) é sempre a mesma. O que muda é a forma como ela se organiza. E forma não é nada além da combinação entre cheio e vazio.

      Comment by Anarcoplayba — 16/04/2010 @ 7:42 AM

  5. Fy
    Anarco

    Mais um palpite aqui.

    tentando explicar com minha maneira de ver as coisas, e a maneira como a Fy consegue ou conseguiu assimilar a meditação e estes princípios taoístas, mais explicitamente budistas.
    Meditação é quase brincadeira com o que ela já viu e cresceu aprendendo, mas falar disto é com ela.

    interpretar é trair, do mesmo jeito que traduzir.mas quase que transformando um conceito budista em xamanismo chippewa lá vai uma outra forma de interpretar o radicalismo budista:

    Samsara como metáfora psicológica

    À parte da cosmologia e mitologia tradicional de renascimento do corpo físico no budismo também pode-se compreender este ensinamento como o ciclo de morte e renascimento da consciência de uma mesma pessoa.

    Momentos de distração, anseios e emoções destrutivas são momentos em que a consciência morre para despertar em seguida em momentos de atenção, compreensão e lucidez. Nesta visão os agregados impuros, skandhas, são levados a diante para o momento seguinte em que a consciência toma uma nova forma.

    A meditação budista ensina que por meio de cuidadosa observação da mente é possivel ver a consciência como sendo uma sequência de momentos conscientes ao invés de um contínuo de auto-consciência.

    Cada momento é a experiência de um estado mental específico: um pensamento, uma memória, uma sensação, uma percepção.

    Um estado mental nasce, existe e, sendo impermanente, cessa dando lugar ao próximo estado mental que surgir.

    Assim a consciência de um ser senciente pode ser entendida como uma série contínua de nascimentos e mortes destes estados mentais. Neste contexto o renascimento é simplesmente a persistência deste processo.

    vê aê, Fy.

    Beijo

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 16/04/2010 @ 7:23 AM

  6. Vamos lá com o palpitismo,

    Anarco, Ju, Fy Tocayo.

    Vou ser um pouco mais radical.O Tao é um conceito profundíssimo.De dificílima compreenção.Na minha opinião o Capra foi muito feliz em suas analogias, já superadas pelo que sei, mas isto não define o Tao. E descarto com absoluta e total segurança qualquer doutrina advinda deste conceito. O máximo que podemos delinear em torno de um conceito não compreendido é explorá-lo,e nisto, minhas leituras do Guaco foram realmente o que de mais consistente pude encontrar.

    Já que voce abriu a porta para possíveis deliberações,sem a finalidade de estar certo, TocaYo aqui vai minha interpretação:

    Se temos o vazio não como a ausência de tudo, mas a potencialidade absoluta,excluímos qualquer tipo de divisão,(seria como dividir o zero) incluindo o tempo: passado,presente,futuro, temos então uma contração absoluta que se manifesta em si mesma:a geração absoluta do momento agora:a vida em total sentido, manifesta integralmente, livre da noção de ordem, estabilidade ou qualquer tipo de raciocinio.
    Puro Chi,talvez?
    O que será isto?

    Abraço

    Tio Gus

    Comment by Gustavo — 16/04/2010 @ 8:05 AM

  7. Eu acredito!
    Eu acredito (logo sou) ser humano!

    Fala-se muito, ouve-se demais. Todas as almas desidratadas clamam, pretensiosas de certeza.
    É verdade, certo e muito verdadeiro.

    É um campo em que a minha verdade é mais verdade. Por que eu a vivenciei. E aí está a chave, um cara tem um samadhi com ou sem amor, outro cara tem o câncer curado no descarrego, ainda outro achou Jesus. Todos eles não estavam preparados. Todos eles acham isso maravilhoso e querem que você vivencie também. Todos eles estão certos e errados, por que criam no credo do querer.

    Querer é desespero. Crer é uma angústia. Saber é… litost.

    Escolha o seu e seja feliz. Não que eu acredite muito nisso.

    Sarcasmo de lado, religião está aí, preenchendo os vazios. É a muleta que deus nos mandou, se ele fosse um cara legal mandaria umas coca-colas. Mas não, tinha que ser uma coisa que mais separa do que une, bem típico dele.

    Abraços religiosos,
    Thomas.

    Comment by Thomas — 16/04/2010 @ 10:42 AM

  8. O Tao do Taoísmo

    O ideograma Tao (ou Dao) (道) pode ser traduzido como “caminho”, mas assume um significado mais abstrato para a religião e para a filosofia chinesa.

    Traduzido literalmente, significa “o ensinamento do Tao”. No contexto taoísta, ‘Tao’ pode ser entendido como um caminho no espaço-tempo – a ordem na qual as coisas acontecem.

    Como termo descritivo, pode se referir ao mundo real na história – algumas vezes nomeado como o “grande Tao” – ou, antecipadamente, como uma ordem que deve se manifestar – a ordem moral de Confúcio ou Lao Tsé ou Cristo, etc.

    Um tema no pensamento chinês primitivo é Tian-dao ou caminho da natureza (também traduzido como “céu”, e às vezes “Deus”). Corresponde aproximadamente à ordem das coisas de acordo com a lei natural.

    Tanto o “caminho da natureza” quanto o “grande caminho” inspiram o afastamento estereotípico taoísta das doutrinas morais e normativas. Assim, pensado como o processo pelo qual cada coisa se torna o que ela é (a “Mãe de todas as coisas”) parece difícil imaginar que temos que escolher entre quaisquer valores de seu conteúdo normativo – portanto pode ser visto como um príncípio eficiente de “vazio” que sustenta confiavelmente o funcionamento do universo.

    Tá bem,

    Vamos lá:

    Anarco,

    Quanto ao Tao, uma coisa que vem me passando pela cabeça recentemente: a “matéria” (ou energia) é sempre a mesma. O que muda é a forma como ela se organiza. E forma não é nada além da combinação entre cheio e vazio.

    Pronto,toda esta idéia de Tao é praticamente idêntica ao Panteísmo.

    Eu fui dar uma olhada, e até colei aqui:

    Taoísmo e confucionismo

    O taoísmo é uma tradição que dialogando com seu tradicional contraste, o confucionismo, modelou a vida chinesa por mais de 2000 anos.

    O taoísmo enfatiza a espontaneidade ou liberdade da manipulação sócio-cultural pelas instituições, linguagem e práticas culturais.

    Manifesta o anarquismo – defendendo essencialmente a idéia de que não precisamos de nenhuma orientação centralizada.

    Espécies naturais seguem caminhos apropriados a elas, e os seres humanos são uma espécie natural.

    Seguimos todos por processos de aquisição de diferentes normas e orientações da sociedade,

    e no entanto podemos viver em paz se não procuramos unificar todas estas formas naturais de ser.

    Como o conceito confucionista de governo consiste em fazer todos seguirem o mesmo moral tao,

    o taoísmo representa de muitas maneiras a antítese do conceito confucionista referente a deveres morais,

    coesão social e responsabilidades governamentais,

    mesmo que o pensamento de Confúcio inclua valores taoístas e o inverso também ocorra, como se pode observar lendo os Analetos de Confúcio.

    Até aqui: perfeito e com a maioria das coisas em comum.

    – daqui pra frente : a coisa entorna: – como entornou sempre :

    Embora Lao Zi nunca tenha pregado nenhuma religião no Tao Te King e se tenha sempre mantido no terreno filosófico e moral, cerca de mil anos depois da sua morte formou-se um corpo de doutrinas e de práticas religiosas e culturais que constituíram a religião taoista.

    A religião taoista conserva apenas uns traços da filosofia de Lao Zi com empréstimos de ideias e práticas culturais do budismo, com a introdução de vários deuses, deusas e génios, e uma mistura com algumas crenças preexistentes, como a Teoria dos Cinco Elementos, a alquimia e o culto aos ancestrais.

    Tentativas de alcançar maior longevidade eram um tema frequente na magia e alquimia taoístas, com vários feitiços e poções, ainda existentes, com esse propósito.

    Muitas versões antigas da Medicina Tradicional Chinesa foram enraizadas no pensamento taoísta, e a medicina chinesa moderna bem como as artes marciais chinesas são ainda de várias formas baseadas em conceitos taoístas, como o Tao, o Qi, e o balanço entre o yin e o yang (Ver Yin yang).

    Com o tempo, a absoluta liberdade dos seguidores do taoísmo pareceu ameaçadora à autoridade de alguns governantes, que incentivaram o crescimento de seitas mais comprometidas com as tradições confucionistas. Uma escola taoísta foi formada ao fim da dinastia Han, por Zhang Daoling.

    Muitas seitas evoluíram através dos anos, mas a maioria traça suas origens a Zhan Daoling, e grande parte dos templos taoístas modernos pertence a uma ou outra dessas seitas.

    As escolas taoístas incorporam panteões inteiros de divindades, incluindo Lao Zi, Zhang Daoling, o Imperador Amarelo, o Imperador Jade, Lei Gong (O Deus do Trovão) e outros.

    As duas maiores escolas taoístas da atualidade são a Seita Zhengyi (evoluída de uma seita fundada por Zhang Daoling) e o Taoísmo Quanzhen (fundado por Wang Chongyang).

    ——————————————–

    E assimqueassim:

    Adultera-se tudo; convenciona-se de acordo com intenções oportunas.

    Não há religião no panteísmo. Talvez, e eu entendo assim, uma busca cada vez maior por esta conexão com o que existe. Explorá-la: interagir com ela: porque ela – simplesmente é . Dentro do princípio panteísta.

    Não há, nenhuma tecnica específica, ou doutrina , ou adorações, não: de forma nenhuma. nem mesmo qualquer tipo de adjetivação ou características morais : são atribuições inexistentes na Natureza. Seu processo é absolutamente “natural” – seus ciclos são espontâneos, e as analogias que possamos fazer em torno de seus movimentos, além de serem transbordantemente saudáveis; não nos violentam. Principalmente por serem : Reais. Surrealmente : reais.

    Claro que o misticismo também é natural ao homem.

    E enquanto ele foi inspirado no natural, ele foi, no máximo: encantado e mágico.

    A natureza guerreira, como em qualquer outro animal, ou ser vivo; é inerente à vida: é preservação e instinto. E a nossa veio temperada com o Amor, que é um atributo humano, e o responsável por equilibrar outros instintos. è a ele que devemos atenção: usando-o.

    Fora isto: pensamos. Ou achamos que o fazemos. Sabe lá se de repente aparece aí uma outra raça que faça algo diferente – mais bem feito e chame isto de pensar – ou o inverso.

    Enfim, não creio em nenhuma figura animada pela projeção dos homens e, palavra que fico estarrecida diante de uma legião de seguidores que não acreditam em Papai Noel e reverenciam uma entidade da qual, a maioria não tem o MENOR conhecimento. Aliás Papai Noel é extremamente mais adorável.

    Não há interesse nenhum pelas origens, pelas atribuições historicas, pela geografia destas origens, etc.

    É como se o Conhecimento fôsse nocivo, …claro. No Anoitan, uma vez me perguntaram ou exclamaram: …: então – será que temos que escrever a bíblia “de novo”?

    pois é, – isto demonstra claramente que não há o menor interesse em nenhum estudo. Pior: não há curiosidade. Estanca-se o devir. Paralisa-se a criatividade. Estereotipa-se o homem em cima de um mistério tão fabuloso quanto a saga de Gilgamesh. …aiaiai … muito menos…. menos…. tão menos bonita que a Ilíada e a Odisséia de Ulisses , e tem muito mais… coisa bonita pra se escolher.

    Mas… pra quem não tem a menor idéia de como foi escrita a bíblia….- é até – aiaiai- uma boa pergunta.

    Agora eu vou colocar um lance que eu to tentando entender about Jesus.

    Suponhamos que ele tenha existido. Não podemos provar nem que sim e nem que não.

    Diante do que já busquei, pesquisei e estudei, creio que sim. Só não tenho a certeza que não posso ter, uma vez que não se pode afirmar nada. Quem diz que sim, tá falando de sua propria crença, > então está afirmando sua crença e não a existencia de Jesus.

    E eu , com certeza, posso crer que alguem tenha uma crença.

    Mas, eu procuro pelo Homem Jesus. Por um cara, extremamente jovem, um reformador, hiper inteligente, genial podemos dizer e, como sabemos, um fora-da-lei, com toda a certeza. Bateu de frente, e foi até o fim. Não o fim que conhecemos ou que criaram : quando criaram : Cristo.

    Ou quando esconderam tudo o que “originalmente” se falou sobre ele > ou estipularam o que deveria ser escrito ou o que não.

    Jesus > um Jesus tão humano quanto Hipácia > e tantos outros. O ser humano de quem roubaram a humanidade e a genialidade. O garoto propaganda mais mal pago que conheci.

    Mas enfim, cruzes e sangues à parte; o que é “Cristo” ? – coisa que ele não quiz > segundo um escorregão e lapso dos supervisores da bible:

    A palavra CRISTO é uma adaptação para o Português da palavra grega CHRISTOS, que significa UNGIDO.

    Cristo é sinônimo de MESSIAS, pois a palavra MESSIAS é uma adaptação para o Português da palavra hebraica MASHIACH, que significa UNGIDO.

    A palavra hebraica MASHIACH foi adaptada para o grego como MESSIAS, e passou para o Português com esta mesma forma, MESSIAS.

    Ungir significa derramar óleo sobre, ou passar óleo em. Portanto, UNGIDO é alguém sobre quem se derramou óleo, ou alguém em que se passou óleo.

    No texto original do Tanach (Antigo Testamento), em hebraico, a palavra MASHIACH é usada para designar pessoas que foram ungidas para exercer alguma função.

    O sumo sacerdote é chamado de MASHIACH, pois ele foi ungido para exercer a função de sumo sacerdote.

    O rei de Israel também é chamado de MASHIACH, pois foi ungido para exercer a função de rei.

    Quando foi feita a tradução do Antigo Testamento para o grego, onde aparecia a palavra MASHIACH, esta foi traduzida para CHRISTOS.

    Em Salmos 2:2, a palavra hebraica MASHIACH é traduzida como UNGIDO, mas poderia também ser traduzida como MESSIAS, ou como CRISTO.

    No Salmo 2, a palavra MASHIACH é usada para designar aquele que será o Rei de Israel, e Rei dos Reis de todas as nações, eternamente, no Reino de Deus.

    As palavras MASHIACH, MESSIAS, CRISTO e UNGIDO, são sinônimos.

    – aiaiai > isto é atual…

    Mas vamos lá:

    se Jesus proibiu que lhe chamassem assim, deduzo que é porque:

    – não queria ser sumo-sacerdote de religião nenhuma e muito menos ser acusado de ter delírios e de falar com algum deus. > sacerdotes são os que se comunicam – falam com deus.

    – não queria ser rei nem de Israel nenhum – nem de nenhum monte de reis – e – nem aqui e nem em outro reino nenhum….

    Por estas razões, Anarco é que eu não entendo, – como é que algum chacra pode ser ” crístico”.

    E, diante deste conto de fadas : cheio de Merlins: desbotados :claro, e chatos, – cheio de reis e de reinos > conto de fadas “dark” do qual Jesus caiu fora – ostensivamente – > e deixou lá mesmo este tipo de “título” > como vc diz; pra que e por que este lance de “cristianismo” ?

    – Eu creio e admiro – na suposição que tenha existido > o Jesus : homem de carne e osso > sem absolutamente nenhuma conotação divina e nem espacial.

    – Outra coisa : este deus cristão – onipresente – onisciente etc – é outra malabarice criada em Nicéia, em cima da mitologia romana.

    uma breve:

    Deus: A Conspiração Romana

    Introdução: O Pano-de-Fundo de uma Conspiração

    O ano é 405DC. No auge de Roma, recém-fortalecida por seu famoso Concílio de Nicéia[1], um bispo de nome Jerônimo[2] conclui a sua tradução da Septuaginta[3] para o Latim. Essa tradução populariza exatamente o conceito que fez do Cristianismo, a nova roupagem da antiga religião pagã romana, tão popular no império.

    Muitos esforços foram feitos em Roma, por Inácio[4], Constantino[5], e outros, para estabelecer uma religião unificada que assegurasse a pax romana. Afinal, quem controla a religião, contra as massas. Quem controla as massas, controla o império. Essa religião híbrida, que tomou emprestado alguns conceitos judaicos da seita dos nazarenos, na realidade, mantinha antigas estruturas do politeísmo romano, de modo que os pagãos puderam confortavelmente encontrar seu nicho na nova fé. O processo foi semelhante ao sincretismo do Catolicismo com as religiões afro, no Brasil colonial.

    Ave, Deus!

    Não se pode contar com o apoio dos pagãos, ou converter as massas, fazendo oposição às suas crenças já existentes. O ideal é buscar a aproximação, e não o confronto. Porém, os bispos da nova religião romana tinham um problema: não podiam negar o panteão primitivo com as suas divindades, mas ao mesmo tempo, precisavam estabelecer as fundações do monoteísmo.

    Há, por exemplo, uma posterior influência da mitologia grega no panteão romano. Porém, o próprio panteão grego também é derivado do panteão proto-indo-europeu.

    Deus: O Líder

    O líder do panteão proto-indo-europeu, como dissemos, era conhecido como Dyeus. Seu nome, porém, sofreu derivações em diversas regiões. Seguem alguns exemplos:

    Em sânscrito, era conhecido como Dyaus, nos balcãs, era conhecido como Dievas, na região de Gaul, tornou-se Diaspater, no grego, ficou conhecido como Zeus, na região da atual Alemanha como Tiwaz, e no latim, inicialmente Jove Pater (Júpiter) – uma derivação de Dyeus Pather – e posteriormente “Deus”.

    “Deus” era, portanto, o nome próprio do ser supremo do panteão romano – conhecido como o pai de todos os outros deuses, o senhor da luz. Assim como Zeus, na Grécia, “Deus” (Dyeus/Júpiter) era o mais adorado dentre as divindades do paganismo romano.

    … e miseravelmente … começou o pesadelo cristão.

    Mas isto, entre outras coisas , todo mundo que menciona ter um deus , de sua preferência, – teria que saber. Sua origem, sua época : eu acho que tudo isto é relevante.

    principalmente diante do que se fez e diante do que se FAZ em nome desta personagem. e de outras também. claro.

    Bjs

    Fy

    Comment by Fy — 16/04/2010 @ 11:51 AM

    • Bastante coisa de novo. De novo, por partes. (E a conversa tá MUITO boa).

      1) Fy, Tao significa caminho, sim. Mas não significa só isso. Pense em Tao como se pensa em Deus em português. É substantivo comum e nome próprio. Ao mesmo tempo. Quando Lao Tsu falou em Tao, entendo dois aspectos: 1) Ele tinha que escolher uma palavra. 2) O Caminho não é o Destino, nem o começo. Nem o meio. O Caminho é o Caminho. (E dá-le recursão).

      O Grande “tchãs” do Tao-Te-King é que ele é pré-mental. Não é algo a ser entendido. Não é algo a ser racionalizado. É um caminho e uma forma de caminhar. É forma e conteúdo ao mesmo tempo.

      E é exatamente esse o Tao que eu defendo: o Tao da individualidade. De cada um. Da Liberdade.

      Você diz que existem seitas taoístas religiosas (no sentido mesquinho). Possível e provável. Mas não é isso que eu vou discutir aqui, da mesma forma que eu não vou discutir o catolicismo. Não quero discutir o que está errado, quero encontrar o que é certo (ainda que só pra mim).

      2) No Panteísmo não existem métodos. Possível. Métodos, rituais, símbolos, fórmulas… tudo isso, acredito, são formas que nosso racional precisa pra exlicar o que está acontecendo. Novamente, retorno à discussão anterior: “Deus” é tudo, no conjunto e na unidade. É Céu e Terra, ying e yang, macho e fêmea. Os opostos trazem em si o potencial do Todo e, por isso, aceito o panteísmo (Tudo é Deus), contando que se trate de Tudo é Deus e Deus é Tudo, como um gigantesco fractal, ou como o pregado na tábua esmeralda. (Pregado na tábua – hehe)

      3) Sobre a Bíblia: Estou relendo, mas até agora, o que eu digo é que eu prefiro o Tao Te King. É a mesma mensagem (juro) mas de forma pré-mental.

      4) Ainda sobre a bíblia, o concílio de nicéia fodeu tudo. É difícil confiar em algo que foi tão recortado.

      5) Mais uma coisinha sobre o novo testamento… me passou pela cabeça agora: a maior parte dos “messias” são apresentados de forma parcial e incompleta. Não sabemos com quem estudaram, o que aprenderam, qual a linha de raciocínio que precisaram trilhar. Isso é foda: termos um mito meio distante e irreal como exemplo.

      Mas é lindo. Quando não nos dão a história completa, somos obrigados a completá-la. Fill in the blanks mesmo. E isso nos permite (em tese) seguir nosso próprio caminho.

      (Ok, ok, ok… preencheram as lacunas pra gente antes e nos empurraram goela abaixo, isso é uma merda. Mas, da minha parte, estou vomitando. Já já passa.)

      6) Essas lacunas, por outro lado, servem muito bem pra justificar o “Não me chamem de Cristo”. Eu não sou messias, eu sou um homem, como vocês. Tudo o que eu faço vocês também podem fazer. Não sigam os meus passos, sigam os seus. Tornem-se a seu modo, unos com o todo. Tornem-se a presença divina na Terra como eu me tornei. Imagina se nós tivéssemos uma biografia completa? Iam tentar nos forçar AINDA MAIS a um caminho fechado e pré-definido.

      7) Nisso vem o que pra mim é Jesus: outro iluminado, um homem que se vez verbo. Afinal, ele não disse: Eu sou o Tao, a Verdade e a Vida?

      Comment by Anarcoplayba — 16/04/2010 @ 1:22 PM

      • “Não me chamem de Cristo”. Eu não sou messias, eu sou um homem, como vocês.

        Tudo o que eu faço vocês também podem fazer.

        Não sigam os meus passos, sigam os seus. Tornem-se a seu modo, unos com o todo.

        Tornem-se a presença divina na Terra como eu me tornei.

        ——————————

        E é exatamente esse o Tao que eu defendo: o Tao da individualidade. De cada um. Da Liberdade.

        O Grande “tchãs” do Tao-Te-King é que ele é pré-mental. Não é algo a ser entendido. Não é algo a ser racionalizado. É um caminho e uma forma de caminhar. É forma e conteúdo ao mesmo tempo.

        [- vc vai ter que falar sobre este pré-mental! se for lá no blog eu roubo.]

        —————————–

        a taste , Lawyer:

        A percepção do que eu sou ocorre na consciencia atemporal – que não estimula e nem ilude.

        Eu crio um campo sem identidade nem centro , um campo onde até mesmo a morte se torna mera analogia.

        Não desejo resultados.

        Apenas permito .. a existência deste campo que não possui objetivos nem desejos, que não tem perfeições nem visões de realização.

        Nele, a consciência primal onipresente é tudo.

        É a luz que se derrama através das janelas do meu universo.

        and

        … at … the same time ….

        I must rule with eye and claw — as the hawk among lesser birds. >Duke Leto Atreides

        – os diários roubados.
        God Emperor of Dune
        Frank herbert

        Bj

        Fy

        Comment by Fy — 16/04/2010 @ 2:24 PM

  9. Fy, belo texto…. sensível, forte e provocador.. gostei… bjs!

    Comment by Caio — 16/04/2010 @ 12:59 PM

  10. Boa Noite a todos,

    Linda musica,e o post é um apelo à nossa humanidade.
    Eu estou aqui,em meio a um plantão sossegado,e dei uma clicada no Saramago,aqui do seu blog mesmo.Como os comentários estão longos, vou deixar este texto,me parece importante neste momento e se encaixa bastante neste seu post.E como esse cara escreve!

    A enterrar os seus cento e vinte mil ou mais mortos anda agora o Haiti, enquanto a comunidade internacional se esforça por acudir aos vivos, no meio do caos e da desorganização múltipla de um país que mesmo antes do sismo, desde gerações, já se encontrava em estado de catástrofe lenta, de calamidade permanente. Lisboa foi reconstruída, o Haiti também o será. A questão, no que toca ao Haiti, reside em como se há-de reconstruir eficazmente a comunidade do seu povo, reduzido não só à mais extrema das pobrezas como historicamente alheio a um sentimento de consciência nacional que lhe permitisse alcançar por si mesmo, com tempo e com trabalho, um grau razoável de homogeneidade social. De todo o mundo, de distintas proveniências, milhões e milhões de euros e de dólares estão sendo encaminhados para o Haiti. Os abastecimentos começaram a chegar a uma ilha onde tudo faltava, fosse porque se perdeu no terramoto, fosse porque nunca lá existiu. Como por acção de uma divindade particular, os bairros ricos, em comparação com o resto da cidade de Porto Príncipe, foram pouco afectados pelo sismo. Diz-se, e à vista do que aconteceu no Haiti parece certo, que os desígnios de Deus são inescrutáveis. Em Lisboa as orações dos fiéis não puderam impedir que o tecto e e os muros das igrejas lhes caíssem em cima e os esmagassem. No Haiti, nem mesmo a simples gratidão por haverem salvo vidas e bens sem nada terem feito para isso, moveu os corações dos ricos a acudir à desgraça de milhões de homens e mulheres que não podem sequer presumir do nome unificador de compatriotas porque pertencem ao mais ínfimo da escala social, aos não-ser, aos vivos que sempre estiveram mortos porque a vida plena lhes foi negada, escravos que foram de senhores, escravos que são da necessidade. Não há notícia de que um único haitiano rico tenha aberto os cordões ou aliviado as suas contas bancárias para socorrer os sinistrados. O coração do rico é a chave do seu cofre-forte.

    Haverá outros terramotos, outras inundações, outras catástrofes dessas a que chamamos naturais. Temos aí o aquecimento global com as suas secas e as suas inundações, as emissões de CO2 que só forçados pela opinião pública os governos se resignarão a reduzir, e talvez tenhamos já no horizonte algo em que parece ninguém querer pensar, a possibilidade de uma coincidência dos fenómenos causados pelo aquecimento com a aproximação de uma nova era glacial que cobriria de gelo metade da Europa e agora estaria dando os primeiros e ainda benignos sinais. Não será para amanhã, podemos viver e morrer tranquilos. Mas, di-lo quem sabe, as sete eras glaciais por que o planeta passou até hoje não foram as únicas, outras haverá. Entretanto, olhemos para este Haiti e para os outros mil Haitis que existem no mundo, não só para aqueles que praticamente estão sentados em cima de instáveis falhas tectónicas para as quais não se vê solução possível, mas também para os que vivem no fio da navalha da fome, da falta de assistência sanitária, da ausência de uma instrução pública satisfatória, onde os factores propícios ao desenvolvimento são praticamente nulos e os conflitos armados, as guerras entre etnias separadas por diferenças religiosas ou por rancores históricos cuja origem acabou por se perder da memória em muitos casos, mas que os interesses de agora se obstinam em alimentar.

    O antigo colonialismo não desapareceu, multiplicou-se numa diversidade de versões locais, e não são poucos os casos em que os seus herdeiros imediatos foram as próprias elites locais, antigos guerrilheiros transformados em novos exploradores do seu povo, a mesma cobiça, a crueldade de sempre. Esses são os Haitis que há que salvar. Há quem diga que a crise económica veio corrigir o rumo suicida da humanidade. Não estou muito certo disso, mas ao menos que a lição do Haiti possa aproveitar-nos a todos. Os mortos de Porto Príncipe foram fazer companhia aos mortos de Lisboa. Já não podemos fazer nada por eles. Agora, como sempre, a nossa obrigação é cuidar dos vivos.

    Agora, como sempre, a nossa obrigação é cuidar dos vivos.

    Abraços
    Vítor Simmonsen

    Comment by Vítor — 16/04/2010 @ 3:57 PM

  11. Anarco

    Voce entendeu corrigir como se eu estivesse me considerando errado, ou eu mesmo não fui bem claro.

    Corrigir no caso, amigo, é alterar uma noção que eu possa estar formulando errado, partindo de um princípio por me faltar uma informação que você talvez tenha.e, dentro deste conjunto de formulações sempre se encontra um update que seja capaz de renovar ou acrescentar. Ou mesmo perceber que se está na vertente errada.

    Estamos navegando juntos,e como o rio, as nuvens são água. Não tenha o menor problema caso não concorde com qualquer opinião ou viagem minha. Vou te ouvir, com certeza. Não pra homogeneizar o papo, mas pra não fazer isso comigo mesmo.

    Um bom conceito é fecundo por não ser idêntico a si mesmo, sendo único e possibilitando uma
    multiplicidade de aparições similares. uma sucessão significante indica que o posterior não é idêntico ao que procede.e como voce to achando o papo muito bom.

    Correção ou update no sentido de rememoração, reelaboração, reconstrução de conceitos é formar devires, explorar desvios, cruzar rotas, refazer trilhas, observar teu ponto de vista, ouvir tua historia porque a história é sempre a reinvenção da narrativa.e na minha opinião nós temos aê um mundo todo pra reinventar.

    Abraço aê,

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 17/04/2010 @ 2:56 AM

    • Tocayo,

      Creio que eu fiz uma brincadeira num momento desaconselhável: Não se trata de vc se considerar errado… Trata-se de eu afirmar literalmente que o Tao não admite correções. Discutir sobre o Tao é perda de tempo, como Lao Tsu falou logo de cara: O Tao que pode ser dito não é o Verdadeiro Tao.

      Uma vez que eu estou tentando entender o mundo numa tentativa de encontrar o denominador comum de todas as teologias, eu diria que o Tao é meramente o Verbo.

      E o que é Verbo senão movimento? E o que é movimento senão energia.

      Então, da forma como meu raciocínio está se estruturando, O Tao, O Verbo, nada mais é que esse ente imaterial chamado energia que pode ou não se “condensar” no que enxergamos como matéria.

      A partir daí, a energia com forma (colocando de forma bem simples, por exemplo, recebendo SENTIDO e FREQUÊNCIA- porque intensidade e direção são irrelevantes no caso) se distingue em ying e yang (pense em termos de sentido horário e anti-horário, por exemplo).

      A partir disso derivam as 10.000 coisas.

      Certo. Isso é o Tao, de forma imprecisa e racional, num conceito que, provavelmente, ainda será modificado. Mas é um começo.

      O Desafio está em entender o Tao de forma Pré-Mental.

      A propósito, Fy, andei conversando com alguns superiores, e aparentemente o meu conceito de pré-mental superou a primeira barreira que eu temia… agora me sinto mais tranquilo pra escrever a respeito. Afinal, cego guiando cego leva os dois ao abismo.

      Comment by Anarcoplayba — 18/04/2010 @ 11:35 AM

  12. Engraçado, toda a vez que se lê sobre religião, agente sente uma certa vibração tensa que me lembra um acúmulo de eletricidade estática.

    O post tá bem colocado, é a verdade que agente não quer ver. De vez em quando é bom dar uma olhada.Sentir ao menos com os olhos.
    Entendi muito bem.

    Entendi muito bem também o comentario dos abraços religiosos hehe, do Thomas, mas os outros são temerosos, contidos, cuidadosos.

    O Tao é um princípio. Não entendi a relação entre ser monoteísta e compreender o Tao. Muito menos do deus Tau.O Tao é o resultado de uma observação espantosa por um cérebro privilegiado. Mas isso não faz dela divina e nem única. A descoberta do átomo, do campo quântico não determinou monoteísmos ou politeísmos, isto seria como se Hawking adquirisse seguidores dispostos a embarcar em cascas de nozes rumo a outros universos.

    Tentar fazer de Jesus alguma coisa que não seja um homem é assinar um atestado de analfabetismo funcional, equivale a crer que Einstein ou Bohr foram paridos pela geometria do espaço e do tempo.E isto não faz de ninguem um cético,ou um ateu.E caso faça passa a ter ao menos algum sentido.

    Ignorar o niilismo passivo das filosofias orientais é falta de amadurecimento crítico; iluminação proveniente de frases de efeito vazias e divinizadas em sua falta de sentido e observadas pela imposição do não questionamento. O hilário ponto onde se estabelece o entrecruzamento político de todas as doutrinas metafísicas ocidentais e orientais.Não me refiro à metafísica e sim a suas doutrinas.

    O imobilismo mental da sociedade, este que produz gado é formado tanto pelo individuo que se “uniu” ao todo, como pelo que se “entregou” a Deus, ou qualquer outra falácia que não exclui a procura de sua própria privada na hora da dor de barriga, sendo educado, e que nunca se imaginou ou concretizou o fato de cagar no vácuo da falta da mesma,não sendo educado, este imobilizar não tem raça, não tem nenhuma referência comum senão a criação de um povo amorfo,cercado, que não esteja vivificado pela vontade.

    Já estive por aqui diversas vezes, mas desta vez os comentários me decepcionaram.Muito se falou,nada se renovou e tudo se repetiu.
    Eduardo

    Comment by Ks2 — 17/04/2010 @ 11:56 AM

    • Hi Eduardo Ks2

      Mto bom seu commentário – concordo com muito e dei risada.

      Mas veja bem, o mais legal de estarmos aqui, e de haver comentários , é o que cada um traga o que pensa. [ legal: agente pensa!]

      Ninguem tá nessa de ser interessante – ou original : aqui cada um é o q é , e tdo bem.

      Sem essa de American Idol –

      Bj

      Fy

      Comment by Fy — 18/04/2010 @ 3:55 PM

  13. Bom, já que isso está rendendo, que tal separar uma hora de vossas vidas para assistir isso? http://www.cpflcultura.com.br/video/integra-aposta-na-coragem-oswaldo-giacoia

    A primeira parte fala sobre a religião em geral. Um baita de um acréscimo.

    Comment by Thomas — 17/04/2010 @ 12:59 PM

  14. Thomas

    que muitobom!

    Quem não viu, veja pq vale a pena.

    Eu quase não ví!.hahahahahah – porque eu não supoooooorto este coiso: Pondé. Tenho horror dele. E é estranhíssimo que ele tenha apresentado este Giacoia. Quase que parei qdo vi ele apresentando.

    Não que eu concorde com tudo. Acho que ele mergulhou demais em Kierkegaard – filósofo difícel – pai do Existencialismo pessimista – altamente “cristianizado” > e trabalhou o Medo em cima da “eterna Angústia” humana Kierkegaardiana….

    Tirando este bocadinho de exagero, ele foi brilhante. – Nem sei como o fulaninho do Pondé aguentou até o final.

    E, pra quem vive deleuziando – Nietzsche é musica, sempre.

    Temos a arte para não morrer da verdade. > Nietzsche

    Adorei mto

    Bj

    Fy

    Comment by Fy — 18/04/2010 @ 4:43 PM

  15. Aloha – aí, todo mundo.

    Vamos dividir a loucura de acordar num puta dia lindo e tentar entender o contra senso das cenas do teu post, Fy.

    Difícel ser apenas humano, né. Diante da obviedade de ser muito mais difícel samadis “humanos”, este tal amor “humano” e esta tal utilidade das nossas mãos humanas, vamos mesmo unir as mãos e apostar na expressao idiota de pedintes famintos pelas graças do Deus indiferente.Vamos “orar”.

    Bando de alucinados.Tá legal que o tal Deus tá lá em cima, pra onde este bando de otário vira os zóio. E vai virar os zóio pra cima também enquanto cavoca o chão enterrando os filhos e desenterrando o verdadeiro $angue negro ($$Blood-Oil$$) que corre nas veias dos verdadeiros deuses a quem continuam rasteiramente submissos.

    Também ouvi a palestra do giacoia, boa, mas acho que ele deu uma girada nele mesmo, exagerou a apologia anti científica e limitou a nossa capacidade, ao medo, excluiu a inteligência que é a geradora da curiosidade, da fome do saber, e claro do medo natural:o do instinto que nos trouxe até aqui. Um pouco de ênfase no tal “dominar” um universo que a ciencia, no fundo, tenta compreender e o mais legal: calada e , me desculpe o giacóia, mas é a única que rí de si mesma e não tem a menor cerimonia em se declarar errada ou enganada quando surge uma nova descoberta em cima daquilo que considerava o mais provável. O foda de tudo isto, é estar nas mãos dos mesmos xadrezistas que usam e sempre usaram as religiões da mesma forma. O uso negativo da Ciência é o equivalente ao “uso” da Religião.E como o Saramago não tem nada contra o raciocínio normal, ele explica isto fodosamente na voz de um deus finalmente “explicado” quando afirma que os fins justificam “qualquer” meio. Religião nada mais é que outra CIÊNCIA utilizada na estratégia do Poder assim como as outras e qualquer outra. E american idol ou não, o Eduardo foi feliz quando excluiu qualquer Deus desta nojeira.

    Também achei legal como este velho conceito Deus adquire expressões novas e diferentes na expressão de cada um. Me lembrou um lance celta, bem pagão e bem mais lógico, e completamente legível aqui nestes comentários ou em qualquer canal em que alguem expresse o misticismo ou sua interpretação pessoal. É bem louco mas me ocorreu o Samhain,como se Deus ou este conceito morresse e renascesse na expressão de cada um, e mesmo em cada um, no exato momento em que se expressa. Pra quem não conhece,em Samhain, o Deus finalmente morre, mas sua alma vive na criança não-nascida, a centelha de vida no ventre da Deusa. Talvez isto tenha a ver com a comparação do Tao e o lance do TocaYo.

    Na brincadeira quântica o que temos é uma constante mutabilidade provocada por partículas ou ondas ou frequências, que se chocam e produzem novas combinações infinitas em termos de possibilidade. O Tao só pode ser inquestionável, se em seu paradoxo de ser e não ser estiver contido o único e maior conceito de eterna mutação.E isto, na real, não é doutrina nenhuma.

    Lembrando Nietzsche, “O ser refutável não é o menor dos encantos de uma teoria”.E isto vale tanto pra Ciencia, Deus, Deuses, como pra o Tao e pra quantos Tals o homem for desbravando com sua inteligência. Este vídeo do Giacóia foi bem feliz e óbvio nesta conclusão. Pelo menos esta foi a minha interpretação.

    E, olha não conheço bicho mais corajoso que nós, cheguei de um lugar onde estive a trabalho,e onde pegar o metrô é uma atitude de heroísmo e coragem, muito grave isto.

    De resto, falei pra caramba, ainda to pegando o fuso certo… ahahah.

    Saudade do povo aí.

    Beijo, abraço

    André

    Comment by André — 19/04/2010 @ 5:10 AM

  16. Putzgrila sem choro nem vela.

    Este post deveria ir pra primeira página do Estadão.

    Passeiporaqui

    Comment by passeiporaqui — 19/04/2010 @ 5:47 AM

  17. […] ia começar pelo outro texto, mas atendendo a pedidos e a por mim consideradas necessidades, decidi começar por […]

    Pingback by Pré-Mental. « AnarcoBlog — 21/04/2010 @ 7:39 AM

  18. Ola, você escreve que o Concílio de Niceia foi em 405 dc, porém foi em 325, Constantino na verdade, tirou varias heresias que estavam na época, onde os cristão estavam se comendo vivo, e muita heresia. Eu sei disso porque sou um historiador, pesquisador, e tenho lido muitos livros sobre a assunto e varias linguas.

    O Concilio de 405 que você menciona, realmente foi algo catastrofico, onde começou o culto a estatuas, a Maria, por causa de Augustinho, A Igreja Copta, se separou da Igreja católica e as Igrejas da Armênia também, e foi justamente por causa desse concilio de 405.

    Comment by Oscar Correia — 24/08/2011 @ 11:48 PM

  19. Olá Oscar, Welcome aboard

    Ola, você escreve que o Concílio de Niceia foi em 405 dc, porém foi em 325 –

    Verdade > vc tem toda a razão, vou corrigir, e obrigado.

    Em relação a qualquer culto, seja de estátuas ou de Jesus “divino” , não é minha religião. Sou panteísta e, desconsidero qualquer religião criada em função de explicações metafísicas que antropomorfizem qualquer entidade que se possa chamar de deus.

    Em relação à qualquer igrejismo, tenho a mesma opinião.

    Caso Jesus tenha existido, é um de meus ícones, e foge sinceramente do que inventaram sobre ele.

    Aliás, na minha opinião foi o garoto-propaganda mais mal-pago de todos os tempos.

    a taste :

    Quando Roma tornou-se o famoso império mundial, assimilou no seu sistema os deuses e as religiões dos vários países pagãos que dominava.
    Com certeza, a Babilônia era a fonte do paganismo desses países, o que nos leva a constatar que a religião primitiva da Roma pagã não era outra senão o culto babilônico.

    No decorrer dos anos, os Líderes da época começaram a atribuir a si mesmos, o poder de “senhores do povo” de Deus, no lugar da Mensagem deixada por Cristo. Na época da Igreja Primitiva, os verdadeiros Cristãos eram jogados aos leões. Bastava se recusar a seguir os falsos ensinamentos e o castigo vinha a galope. O paganismo babilônico imperava a custa de vidas humanas. No ano 323 d.C, o Imperador Constantino professou conversão ao Cristianismo. As ordens imperiais foram espalhadas por todo o império:

    As perseguições deveriam cessar! Nesta época, a Igreja começou a receber grandes honrarias e poderes mundanos.

    Ao invés de ser separada do mundo, ela passou a ser parte ativa do sistema político que governava.
    Daí em diante, as misturas do paganismo com o Cristianismo foram crescendo, principalmente em Roma, dando origem ao Catolicismo Romano.

    O Concílio de Nicéia, na Ásia Menor, presidido por Constantino era composto pelos Bispos que eram nomeados pelo Imperador e por outros que eram nomeados por Líderes Religiosos das diversas comunidades.

    Tal Concílio consagrou oficialmente a designação “Católica” aplicada à Igreja organizada por Constantino : “Creio na igreja una, santa, católica e apostólica”. Poderíamos até mesmo dizer que Constantino foi seu primeiro Papa. Como se vê claramente, a Igreja Católica não foi fundada por Pedro e está longe de ser a Igreja primitiva dos Apóstolos…

    Os documentos incluídos no assim-chamado “Novo Testamento” (a saber, os Quatro Evangelhos, os Atos, as Cartas e o Apocalipse) seriam falsificações perpetradas pelos patriarcas da Igreja Romana na época de Constantino, por eles chamado “o Grande” porque permitiu esta contrafação, colaborando com ela.

    Constantino não teve sonho algum de “In Hoc Signo Vinces”. Tais lendas teriam então sido inventadas pelos patriarcas romanos dos três séculos que se seguiram, durante os quais todos os documentos dos primórdios da assim-chamada “era Cristã” existentes nos arquivos do Império Romano foram completamente alterados.

    O que realmente aconteceu na época de Constantino, foi que, aliados os presbíteros de Roma e Alexandria, com a cumplicidade dos patriarcas das igrejas locais, dirigiram-se ao Imperador, fizeram-lhe ver que a religião oficial era seguida apenas por uma minoria de patrícios, que a quase totalidade da população do Império era cristã (pertencendo às várias seitas e congregações das províncias); que o Império se estava desintegrando devido a discrepância entre a fé do povo e a dos patrícios; que as investidas constantes de seitas guerreiras essênias da Palestina incitavam as províncias contra a autoridade de Roma; e que, resumindo, a única forma de Constantino conservar o Império seria aceitar a versão Romano-Alexandrina do Cristianismo.

    Então, os bispos aconselhariam o povo a cooperar com ele; em troca, Constantino ajudaria os bispos a destruírem a influência de todas as outras seitas cristãs! Constantino aceitou este pacto político, tornando a versão Romano-Alexandrina do Cristianismo na religião oficial do Império.

    Conseqüentemente, a liderança religiosa passou às mãos dos patriarcas Romano-Alexandrinos, que, auxiliados pelo exército do Imperador, começaram uma “purgação” bem nos moldes daquelas da Rússia moderna. Os cabeças das seitas cristãs independentes foram aprisionados; seus templos, interditados; e congregações inteiras foram sacrificadas nas arenas das províncias de Roma e Alexandria.

    Os gnósticos gregos, herdeiros dos Mistérios de Elêusis, foram acusados de práticas infames por padres castrados como Orígenes e Irineu (a castração era um método singular de preservar a castidade, derivado do culto de Átis, do qual se originou a psicologia Romano-Alexandrina). Os essênios foram condenados através do hábil truque de fazer dos judeus os vilões do Mistério da Paixão; e com a derrota e dispersão finais dos judeus pelos quatro cantos do Império, a Igreja Romano-Alexandrina respirou desafogada e pode dedicar-se completamente ao que tem sido sua especialidade desde então: AJUDAR OS TIRANOS DO MUNDO A ESCRAVIZAREM OS HOMENS LIVRES.

    ——————-

    A diversidade de fontes, que alimentam o igrejismo é farta.

    Eu aposto em uma pesquisa histórica, isenta das distorções e interpretacionismos que as diversas fés e diferentes crenças carregam degladiando-se entre sí.

    bj
    Fy

    Comment by Fy — 25/08/2011 @ 12:38 AM

    • Oooops, Oscar > … ahahah eu estranhei mesmo esta errada de data > mas… eu não disse isto…

      No comment em q esta data foi citada, não há a determinação da data do Concílio de Nicéia…
      dá uma olhadinha lá :

      O ano é 405DC. No auge de Roma, recém-fortalecida por seu famoso Concílio de Nicéia[1],…..

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 25/08/2011 @ 12:52 AM


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