windmills by fy

28/04/2010

lullaby

Filed under: Uncategorized — Fy @ 2:19 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há dois dias atrás , eu li um post  lindo do Anarco .

Canções de ninar.

 

 

E uma daquelas ventanias , das fortes ,  acionou  again , the Windmills of my mind.

Primeiro porque é um post cheio de sentimentos  verdadeiros  ,

daqueles que de vez em quando convidam as palavras a se transfomarem em estrelas,

ou lágrimas,

ou vagalumes teimosos …

 

 

Vodpod videos no longer available.

 

 

 

 

 

– oh lord… há quanto tempo será que existem vagalumes ? –

 – pois é , piscando alertas e alertas que fingimos não ver. …

 

– aliás , será que alguém ainda vê vagalumes ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De um lado , contamos para nossas crianças que as florestas ,

os lagos , os animais e as cores ,  são  ” ilusão ” ,  > – não existem.

 

De outro … ensinamos a elas que são distrações de um mundo feio ,

 um simulacro prematuro e incompleto ,

onde estamos apenas por também sermos feios … prematuros … e incompletos …

 

 

 

 

 

No way , little baby :

there’s no sparks for you:  sua iluminação é a cruz … ou a “ inenarrável ” sensação de :  “ não  –  estar ”  – ” não-ser ” ..

 

Eu penso que seja … a mesma . ” coisa ” .

 

 

 

– Canções de Ninar – , do Anarco ,  tem um significado enorme.

 

 

Me faz ver  o quanto artificiais e mentirosos  conseguem ser  estes  paradoxos  intermináveis 

” entre ” os quais o pensamento  humano há muito vem , desesperadamente se perdendo  e … perdendo.

 

 

– O post  gira em torno do Bem e do Mal .

– Do impacto que sentimos quando ao crescer ,  percebemos  que existe o Mal .

e isto me fez pensar … o quanto o Bem e o Mal foram deformados … 

formatados em significados oportunos, 

– em quanto Bem foi transformado em Mal….

e em quanto Mal foi transformado em Bem.

Assim : simples assim .

 

 

O Anarco , entre outras coisas ,

fala da dificuldade que teríamos em “contar” pra os nossos nenéns,

que existe o Mal… a  Feiura ,   a Tristeza … o Desamor…

 

 

 

 

 

 

 

 

E , eu , digo que temos que contar mais:

 

 

 

 

 

Quando os tiramos dos braços e os colocamos

diante de uma tela cheia de barulhos ” mortais…” ,

sangue espalhado e se espalhando  pra todo o lado , 

com a decisão e a escolha do Bem e do Mal

 pulando entre as mãozinhas , a cada meio segundo… ,

 

 

quando os vestimos demais

pra que não sintam mais nem o frio e nem o calor,

quando os calçamos demais pra que não saibam o chão ,

 

 

quando os ajoelhamos  frente a  poderes

 que eles não vêem e não entendem ,

 

 

quando os cobrimos com roupas da mesma cor

 pra que não se percebam e não se sintam ,

 

 

quando lhes afirmamos que sentir é um erro

 e raciocinar um atraso ,

 

 

quando falamos de guerras, fome , mortes ,

enfim da miséria e da dor  verdadeiras , 

de tal forma que soe normal … e rotineiro ,

ou … merecido …

 

Ah …

 

 

Eu acho que temos que contar é que lhes roubamos o mundo.

Lhes roubamos o sentido.

Temos que contar que lhes roubamos o Humano e  a Terra.

E as  possibilidades …

 

 

 

 

 

–  O cérebro não é um recipiente a ser preenchido, mas um fogo para ser aceso .  – 

 Plutarco

 

 

 

Quando o  contato com o Bem e o Mal,  acontece “  naturalmente ” ,

produz um impacto cuja absorção também ocorre de forma natural : … possível … , e ,

em se tratando de primeiras descobertas ,

o humano sempre as compreende como um mecanismo de equilíbrio, 

onde a dor, se por ventura existe e causa tristeza ,

faz parte de um espetáculo natural e contínuo que acontece :

 

 

 diante dos seus olhos   

 ao  alcance de seu coração

e acessível  à sua COMPREENSÃO

.

 

 

 

 

 

De uma forma básica , a proposta da natureza  é a de contemplar o  futuro 

 porque toda a natureza opera sobre a premissa de um futuro assegurado.

.

Por toda a parte a Natureza é preenchida   não sómente   com a promessa da mera sobrevivência,

mas com a promessa da beleza e da realização.

 

As crianças , à princípio , tomam-na espontâneamente

> com a certeza de que todos os seus atos as conduzirão à circunstâncias favoráveis,

 atitudes que também prevalecem no reino animal.

Estão inseridas nas vidas dos tigres, dos peixes,

até mesmo na das árvores : é o sentido que fornece à vida a sua finalidade,

seu significado ,

e o ímpeto de vivê-la.

 

Nenhum organismo espera automaticamente encontrar a inanição,

o desapontamento, a impossibilidade, a maldade ou circunstâncias prejudiciais à sua sobrevivência.

 

 

 

 

 

 

Contudo , mesmo quando tais circunstâncias são encontradas ,

ainda assim não derrotam o Otimismo e a Força do poder magnífico

que está no Coração da Vida .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma criança normal , isto é , que vive segundo as ” leis naturais ” ,

encontra-se intimamente ligada a estas ” leis ” e delas participa recíproca e continuamente.

 

 

Mas a civilização não se pauta pelo ” enfrentamento ” à Natureza ?

Sua lei é a ” vitória ” sobre as ” forças cegas ” da Natureza ,

impondo-lhe a destruição e o abuso exterminador , este sim : cego e inconsequente.

 

Sómente desta forma  natural ,

através da possibilidade de uma observação natural  e  livre de pré-conceitos e pré-valores ou desvalores ,

o ser – humano consegue elaborar saudavelmente os alicerces de suas concepções de Bem e Mal.

E viver através delas, amadurecendo-as ,

aplicando-as , adaptando-as , superando-as , mas , principalmente :  Vivendo-as . 

 

 

 

Eu me lembrei deste ensaio do Maturana ,

pincelado com um pouquinho de Tim Ingold , e com a magia , claro ,  de  “ ser ”  e ser integralmente :

 

 

 

– Dentre os autores que tem investido em pensar as relações entre os grupos

humanos e os ambientes , Tim Ingold , antropólogo britânico , traz uma interessante contribuição

para pensar as relações com o ambiente na direção do que ele chama um paradigma ecológico .

 

De sua contribuição, que vai muito além da reflexão que aqui traremos, destacamos o aspecto da educação que ele toma ,

 

sobretudo , como parte de um convívio relacional com os outros e com o ambiente ,

performando um modo de perceber  : a compreensão relacional .

 

 

 

 

 

 

 

 

A partir da etnografia dos povos caçadores e coletores da América do Norte ,

ele critica a idéia de educação ( dentro de uma tradição cultural )

 como a transmissão de uma substância que passa de geração para geração ,

conectando vidas que , confinadas dentro de suas respectivas gerações ,

correm paralelas , mas nunca se encontram .

 

 

 

 

 

 

 

 

Para Ingold , são as pessoas que se conectam ao se movimentar no meio ambiente , trocando substâncias* 

 nos lugares onde seus respectivos caminhos se cruzam ou se misturam .

 

*Substância para Ingold não é uma essência independente das relações

que os seres humanos e não humanos estabelecem entre si , mas são ações , percepções ,

conhecimentos que são dados e recebidos através da vida no contexto de relacionamentos que se dão no meio ambiente .

 (Ingold, 2000: 144).

 

 

A aprendizagem não é uma transmissão de informação , mas , como Gibson já

havia nomeado ,  > uma educação da atenção .

(Gibson, 1979: 254).

 

 

 

Como tal ,  a aprendizagem é inseparável da vida de uma pessoa e se estende por toda a vida .

 

 

 

 Em lugar da idéia de transmissão de informação , 

Ingold pensa o Conhecer  e o  Agir no Mundo   >  a partir da noção central de habilidades  [ Skill ] .

 

 

 

Para ele , as habilidades  ( Skills )   estão relacionadas à  Prática , > pensada como engajamento do Ser no Mundo .

 

 

 

Nesse sentido , as habilidades não podem ser pensadas como atributos de um indivíduo  – 

seja entendido como corpo ou mente  –  isolado , mas antes disso são elementos constitutivos da Prática .

 

 

 

O conhecimento é obtido por meio do Movimento no Mundo  [ go along ] ,

observando-o , >  sempre alerta aos sinais pelos quais ele se revela.

 

 

 

 

morte – vida – vida –  morte

 

 

 

 

 

Aprender a ver , >  então  > não é uma questão de :

 ” adquirir um esquema mental para construir o ambiente ” ,

mas a aquisição de habilidades para um  engajamento perceptivo direto com os elementos constituintes do mundo ,

 humano e não humano , animado e inanimado .

 

 

 

Para resumir , esse seria um processo não de inculturação ou inculcação ,

mas de aquisição de habilidades  [ skilment ] .

Ingold  –  2000: 55

 

 

 

Este engajamento direto , para Ingold ,

se dá a partir dos modos como os seres habitam o mundo >  constituindo o que ele chama de :  

a perspectiva do habitar  [ dwelling perspective ] .

 

Inspirado na fenomenologia de Heidegger e Merleau-Ponty , Ingold afirma que :

 

– “ao habitar o mundo , nós não apenas agimos sobre ele ou realizamos coisas para ele ; mas ,

mais do que isso , > nós nos movemos junto com ele .

 

 

 Nossas ações não transformam o mundo , elas são parte do mundo transformando a si mesmo  .

Ingold  –  2000:200 .

 

É a partir desses conceitos que Ingold   propõe superar o paradigma científico , religioso ,

dominante no Ocidente que se funda sobre a separação entre natureza e cultura , sujeito e objeto ,

propiciando, como se refere Otávio Velho , num instigante artigo comparando Bateson e Ingold ,

um deslocamento do sujeito cartesiano e ,

com ele , da série de oposições que inclui aquela entre natureza e cultura .

 

 

 Ingold chega a falar em um novo  “paradigma ecológico”.

 A sua argumentação a favor desse “ paradigma ecológico ” se desenvolve a partir de exemplos ,

 trazidos por ele de etnografias de grupos humanos que compreendem sua  existência “  fora ” da oposição

fundante do pensamento ocidental moderno entre natureza e cultura  : 

 

 

 Um exemplo disto está nas histórias que os Apaches contam .

 Estas histórias , longe de atribuírem significados sobre o mundo , buscam na verdade ,

 fazer com que aqueles que as escutam , possam situar-se a si mesmos na paisagem do mundo ”.

 – Contrapondo a perspectiva dos Apaches à da semiótica, conclui que :

 

 

“as histórias , ajudam a des-cobrir o mundo , e não cobri-lo com camadas de significado “

Ingold –  2000: 208 .

 

Não se trata, portanto, de buscar os significados que foram sendo inscritos na

paisagem ao longo da história pelas gerações que ali viveram e vivem ,

 mas de aprender, no sentido de adquirir uma habilidade (skill),

que situe os ouvintes ou leitores dentro de uma “ paisagem que ,

ao habitá-la , se torna parte dele , assim como ele se torna parte dela

 Ingold –  2000: 191.

 

 

 

Desta forma , o Conhecimento   e a   A prendizagem se efetuam pelo “ engajamento na paisagem ”

 e não pelo distanciamento do sujeito que a observa de fora.

 

 

 Assim, a perspectiva do “ habitar a paisagem ” ganha importância como

categoria analítica relacional e se reveste fundamentalmente de temporalidade ,

integrando numa mesma totalidade >  humanos e não-humanos , os seres e o seu ambiente ,

os quais são criados   ( e se criam )   no fluxo das atividades entre eles .

 

 

 

 

 

 

———————————————————

 

Se o inferno são os outros, a felicidade também o é .

Se não existe inferno sem os outros , também não há felicidade sem eles . 

Amar é algo que já se nasce sabendo .

 

 Em geral, os pais tentam educar as crianças para aperfeiçoá-las nesse saber. 

Procuram criar um ambiente onde elas tenham oportunidades de desenvolver aquilo para o qual nasceram , [ … ]

isto é , respeitar os outros e o mundo natural . …

Mas sabemos que ao crescer elas se vêem obrigadas

a enfrentar uma cultura que é o oposto de tudo isso .

 

Têm de “ desaprender a amar ” e disso se encarregam o que chamamos de :

 a racionalização, as ideologias e o conformismo, cuja estratégia é transformar o Amor em um produto raro,

difícil  de obter e por isso mesmo muito valorizado. – inatingível : é a melhor definição  – 

 

 

Jean-Jacques Rousseau fala do :

 

 amour de soi   [ amor de si ]

 

e  do

 

 amour propre   [ amor-próprio]

 

 

No primeiro caso  >  amour de soi   [ amor de si ]  :

  o amor precede as posturas morais e se relaciona ao mundo dos instintos .

É o amor pelo que somos , >  mas que se amplia em termos de amor ao próximo .

 

 Por outro lado:  o amour propre   [ amor-próprio ]  :

 é o sentimento que nos leva a comparar-nos aos outros

e julgar-nos superiores – ou inferiores –  a eles .

 

 

Esses conceitos nos proporcionam mais uma forma de definir a cultura do patriarcado ,

das religiões institucionalizadas ,  na qual prevalece o  > amor próprio .

 E também à definição da cultura matrística , em que predomina o  >  amor de si ,

que leva ao sentimento de participação , à aceitação do corpo e da sexualidade e à legitimação do outro .

 

No caso do amor próprio predomina a repressão ,

a vergonha do corpo e da sexualidade e a ânsia pelo domínio do mundo natural .

 Não é difícil , pois , compreender por que a mercantilização do amor e da sexualidade

constitui uma das faces mais destacadas da cultura patriarcal .

Em todos os sentidos : o mercado da repressão é tão oportuno quanto o da exploração .

E o foi em todas as épocas .

 

 

Rousseau fala de outro sentimento ,

a que deu o nome de   ” idéia de consideração ”   :

 que é uma espécie de intermediário entre os anteriores.

 

 

 O filósofo mostra como é vital para os homens viver em sociedade .

 Essa condição se manifesta pela necessidade que os seres humanos têm de serem vistos uns pelos outros .

 Vem daí a idéia de que o outro é um complemento indispensável do eu ,

o que coloca a Sociabilidade no próprio cerne da situação humana .

 

As interações   [ os encontros ]   deflagram mudanças nos sistemas vivos : são as coordenações .

A linguagem coordena e relata essas coordenações .

 Ela é , portanto  >  a coordenação das coordenações .   

 

 

Humberto Maturana e Gerda Verden-Zöller sustentam que somos seres dependentes do Amor .

Vivemos , porém , em uma cultura que se caracteriza pela agressão e pelas guerras :  uma cultura de Desamor .

 

A questão que esses autores propõem é a seguinte :

 

– os seres humanos são animais geneticamente agressivos e às vezes amorosos ,

 

– ou são animais amorosos que às vezes se tornam agressivos ? 

 

 

 

 

 

 

Fica pra uma 2ª parte.

 

 

 

 

 

Fotos:

Moonywolf

Jana Stolzer

Mitra Mirsh Hadid

Gregory Colbert

 

Filmes:

–  Le Renard et L’enfant  –

http://www.lerenardetlenfant.com/

tradução da sinopse :  [ o site também é em francês ]

Uma manhã de Outono, no desvio de um caminho, uma menina avista uma raposa.

Fascinada ao ponto de esquecer todo o medo, ela ousa aproximar-se.

Por um instante as barreiras que separam a criança e o animal desaparecem.

É o início da mais espantosa e fascinante das amizades.

raças à raposa, a menina vai descobrir uma natureza secreta e selvagem.

Assim começa uma aventura que irá mudar a sua vida,

a sua visão do mundo e também a nossa…

Um filme magnífico que nos ajuda a compreender a diferença entre “ Amar ” e “ Possuir ” …

[ e a compreender melhor os conceitos de Bem e Mal . ]

 

 

–  15 Dias en Agosto  –

–  ¿ Qué piensan los niños sobre ser grandes ?

Genial animación de Edu Gonzalez.

 

 

– Pesquisa:

MaTurana

Tim Ingold

Gerda Verden-Zöller

– e , claro  :

Canções de Ninar

by Anarcoplayba

http://anarcoblog.wordpress.com/2008/08/05/cancoes-de-ninar/

 

 

Fy

 

 

 

20 Comments »

  1. Muito bom, muito bom.

    Aguardo a 2ª parte.

    E recomendo um excelente livro do Ingold, talvez o mais importante antropólogo e,o mais respeitado pesquisador na área de Antropologia Social da nossa época:

    ” Lines:a brief history ”

    Um livro subitamente intrigante,mas cujo sentido vai se tornando cada vez mais coerente,claro e surpreendente.
    O Ingold faz uma abordagem totalmente original na análise da cultura do Material:da materialidade, sem se confrontar ostensivamente com diversas propostas filosóficas infinitamente “complexas” teóricamente e estéreis praticamente. Uma espécie de descompactação das distinções filosóficas entre o humano e o material, sempre em busca de conexões e da eliminação de dicotomias, de dualismos. Perfeitamente inserido no contexto filosófico-científico de Maturana,Morin,Zoller,Latour (parabéns,menina) e,absolutamente integrado na proposta deluziana do rizoma.

    Um grande investigador em sua área; seus temas buscam as ligações entre a arte,a arquitetura e e a Antropologia,muito interessante para o Dennis,Tocayo, e profissionais afins, principalmente os que tem interesse em “humanizar”a geometria das formas,enfim, um expert na busca construtiva pela exploração das relações entre os humanos e seu ambiente natural.

    Falando em humanidade, sentimentos, emoções e reconhecimentos entre seres humanos, só posso recomendar com a mesma ênfase o artigo do Anarcoplayba. Aliás, também acompanhei o Pré Mental e podemos inclusive estabelecer uma ligação entre os dois textos, se os colocarmos sob o ponto de vista Maturana-Latour-Ingold. Afinal, não foi Latour que – na década de 60 : (em que vocês ainda eram “uma hipótese” rsrsr), quem nos alertou sobre os primeiros sinais do que chamou de “crise de objetividade”? E, ademais, rizomando: todo o possível e rico material que possa reduzir esta dicotomia naturezaXcultura é um entrelaçamento que não tem fim, e de uma obviedade vital:

    why is he writing about lines, what significance are they to the field of anthropology? Of tremendous significance it turns out. By focusing on the human practice of line creation Ingold is able to focus upon a diverse series of activities, from song and musical notation, to writing, walking, travelling, journey making, place formation, weaving, artistic design, printing, calligraphy. The list of activities conjoined by the practice of line production is almost endless.

    Fy,o texto do Anarcoplayba,é um alerta,e profundo. Bacana voce ter sentido assim e passado isto pra nós.Acompanhei sua “linha” de pensamento e emoção em relação ao Canções de Ninar,e ainda estou elaborando o efeito que o texto me causou casando-o com suas reflexões. Volto a comentar.

    Vou cumprimentar o Caio Garrido pelo livro.

    Inté
    Tio Gus

    Comment by Gustavo — 29/04/2010 @ 2:20 AM

    • Oi Gustavo,

      [ eu sabia que vc ia adorar Ingold.]

      Eu não lí Linhas e o Tocayo acabou de me assustar. Mas eu tento…

      By focusing on the human practice of line creation Ingold is able to focus upon a diverse series of activities, from song and musical notation, to writing, walking, travelling, journey making, place formation, weaving, artistic design, printing, calligraphy. The list of activities conjoined by the practice of line production is almost endless.

      o mix é atraente. TocaYo dá uma força e vc arremata. E vira um nó! ahahahahahahah

      Sabe, que o Ingold às vzs me lembra o Castañeda? maybe… whirlpools in my mind.- mas esta troca de substância, este “estar” inserido, misturado mesmo, na paisagem [ em cada paisagem > cada momento,como na música, qdo agente se deixa atravessar e se envolver e pulsar no mesmo instante, mesmo ritmo, mesmo real > deve ser surreal. Eu percebo como algo parecido com sentir que se é um mesmo corpo com a “paisagem” – sempre conforme o que se apresenta ao nosso redor – sem perder a noção do próprio corpo : até pra não perder “toda” a sensação desta experiência:os fluxos de intensidades – seus fluídos, suas fibras, seus contínuos e suas conjunções de afetos,os afetos, o vento,segmentações finas, micro percepções….tudo isso substituindo as interpretações. Mais ou menos > o que eu sou em mim e eu mesma naquilo que sou sem defesas > totalmente suscetível. …: – é uma prática comum entre CheroKees – Blackfeet ou Chippewas. Não sei os Apaches.

      Beijos no coração

      Fy

      Comment by Fy — 29/04/2010 @ 2:57 PM

  2. Canções de Ninar foi um dos melhores textos que eu escrevi. Não foi o mais perfeito em técnica. Nem o mais inspirado… Mas acho que a simbiose inspiração-técnica até aquele momento, nunca havia ficado tão boa.

    Uma amiga contrapôs o texto ao fato de que a vida é bela sim. E sim, a vida é bela. Canções de Ninar foi um texto escrito para um fanzine cujo tema era angústia. Espero ter conseguido despertar o sentimento.

    Canções de Ninar são uma forma discreta de tentar ensinar aquilo que sabemos: A vida é dor. Isso é o que sabemos, portanto, é o que ensinamos. Antes de ensinar algo novo, precisamos aprender algo novo.

    De certa forma aí está o primeiro entrave para o aprendizado mental: como criar algo novo usando velhos tijolos? Nos ensinaram a adorar um deus crucificado. E o que nós fazemos? Jogamos fora o Deus, e adoramos a Cruz.

    A gente tem exatamente os deuses que merece mesmo.

    Bem e mal são meros fatos (talvez meras palavras). Nossos julgamentos é que são problemáticos. Em “Admirável Mundo Novo” as crianças são condicionadas a entender a morte como algo natural. E é. Como eu vou acreditar que algo natural é ruim? Seria injusto da parte da natureza, conceito esse absurdo de per si.

    Sofrer é natural. Ser feliz também. Nada é eterno, nem deveria ser a dor ou o sofrimento, pois depois de cada dia vem uma noite e de cada noite vem um dia. E sempre há uma primavera depois de um invernoe e não há primavera que dure para sempre.

    Tristeza acontece. Tristeza perene é doença.

    Felicidade acontece. Felicidade perene é doença.

    Creio que tudo na vida respira: Inspira, retém, expira, esvazia, ad infinitum.

    Querer só inspirar explode. Só expirar definha.

    Li recentemente enquanto estudava o I-Ching (sempre que eu toco no assunto de filosofia oriental eu imagino vc se retorcendo na cadeira) que o ideograma “I” que significa “mudança/mutação/mudar”, enquanto verbo, é intransitivo: Não admite que seja dito: “eu mudei” porque TUDO muda. Destacar a sua mudança é admitir que o resto não mudou.

    Nossas percepções são dialéticas. Ao se fixar o bem, criamos o mal, ao se fixar o mal, criamos o bem. Luz e sombra não existem: Temos apenas graus de luminosidade.

    É fato que nosso modelo social é Yang. Patriarcal. Mas eu me questiono se um Matriarcado seria solução. Tente entender: eu sou homem, e defendo a classe. Se você nunca viu duas mulheres disputando o mesmo homem, não imagina o quão baixo as mulheres também conseguem descer.

    Não se trata de homens x mulheres. Se trata de medo. Os “homens” que nós conhecemos hoje tem MEDO das mulheres. Nós não entendemos vocês! E O que fazemos se não entendemos? Tentamos controlar.

    Não entendemos a morte nem a vida. Conclusão? Tentamos controlar.

    Não é uma guerra dos sexos, ou de estruturas sociais. Já passamos pelo matriarcado. Ele passou e foi embora. Algum motivo deve existir pra isso. Querer voltar no tempo é ignorar uma série de fatores e correr o risco de cometer os mesmos erros naquela época cometidos.

    A solução? Por incrível que pareça… acho que está aparecendo aos poucos no nosso próprio código civil: direitos e deveres iguais para homens e mulheres, inclusive no que tange à guarda dos filhos.

    Não, não estou falando da homogeinização entre homens e mulheres… meramente nesse sentimento que mistura amor, aceitação, compaixão, admiração, carinho, cuidado entre tudo e todos.

    No judaísmo o homem é o chefe da casa… mas a mulher é quem dá a descendência.

    No Norte e Nordeste tem uma frase ótima: “O homem é a cabeça da relação. A mulher é o pescoço.”

    Nossa sociedade não é fundada no patriarcado. É fundada no medo. “Nossa” religião é fundada no medo. As relações sociais também. Não se muda isso mudando sexo. Se muda isso mudando a humanidade.

    (E sim, eu vou ler Duna.)

    Comment by Anarcoplayba — 29/04/2010 @ 2:52 AM

    • É fato que nosso modelo social é Yang. Patriarcal. Mas eu me questiono se um Matriarcado seria solução. Tente entender: eu sou homem, e defendo a classe. Se você nunca viu duas mulheres disputando o mesmo homem, não imagina o quão baixo as mulheres também conseguem descer.

      Anarco,depois agente discute o lance do matriarcado e do Yang.Papo sério este.

      Mas o lance de 2 mulheres disputando o mesmo homem é um circo sim.

      Mas,se voce pensar bem,já viu 2 homens disputando uma mulher? O menininho do filminho da Fy é mais maduro.

      Eu não consigo imaginar mais,2 mulheres antenadas,”reais”, inseridas neste nosso tempo que afinal… é o que rola,que tenham tempo pra descer lá embaixo. Isto é tempo e esforço. Não digo que não exista,tem gente mais desocupada do que parece,e com a mente mais desordenada do que poderia.
      O lance todo tá meio que na dificuldade de perder. Na dificuldade do fim do amor.
      Eu acho até que nem pelo amor de alguem se deve “lutar”. Não é meio sem nexo?Imagina disputar “alguém”.E se voce ganha,que acontece?

      Beijo

      Ju

      Comment by Juliana — 29/04/2010 @ 12:29 PM

    • Vou responder > fechei bem os olhos, tá bem?

      Pode ficar convencido : o texto é muito de muito bom. –

      Claro que a vida é bela : existe mta beleza na tristeza tb. Mas … tb não acho que a vida seja dor. Acho que às vzs dói.

      [ segredo : as estações duram sim , quase pra sempre , elas adormecem, pra que as outras acordem. Mas como tudo na Natureza, elas tem ciclos. E isto faz com que agente sempre possa esperar pelo retorno.]

      ahahahah > não – não é assim. Não me retorço nada – tem mta coisa – mta mesmo que eu gosto demais, uso demais e outras que um dia quero alcançar, na filosofia oriental. Mas não é tudo, é bem menos que tudo. Nem poderia : “mudança/mutação/mudar”, é devir. E qdo, no oriente ou ocidente filosofias ou religiões passam a ser normativas, perde-se o devir e agride-se um processo natural. Deforma-se o humano. E elas, perdem : o misterio e o encanto.

      Concordo : nosso modelo social deveria ser Humano. Que é única coisa que ele não é.

      Em relação às mulheres – sabe, somos uma geração pós-feminismo, já temos as mesmas posições etc > mas é uma historia sofrida e desumana.
      Eu não entendo o porque de vc defender a classe , não acho que estejamos divididos. Não acho mais. Claro que existem subculturas > existem > “religiões” até… –

      E, não há relação entre perda de feminilidade e igualdade em outros valores que afinal são humanos > valores não tem sexo. E eu tb acho que o matriarcado já passou – o patriarcado tb – e, temos aí um bom material de êrros e acertos > pra idear algo bem novo.

      Mas, mesmo sem nunca ter precisado ser feminista, [- talvez até fôsse, se precisasse -] eu acho que o matriarcado foi mto mais rico em valores humanos e mesmo nos transcendentes – sei que vc gosta – do que o trágico patriarcado. Vc não acha?

      ———————————–

      Nossa sociedade não é fundada no patriarcado. É fundada no medo. “Nossa” religião é fundada no medo. As relações sociais também. Não se muda isso mudando sexo. Se muda isso mudando a humanidade.

      > aí até discordo no início: o patriarcado é o Medo. > ahhhh > eu não vejo a hora de vc ler Duna. Amanhã coloco uns trechos relacionados com o q vc falou. – and yessss : we agree on the need for a change.

      Bj

      Fy

      Comment by Fy — 29/04/2010 @ 4:39 PM

    • Tristeza acontece. Tristeza perene é doença.

      Felicidade acontece. Felicidade perene é doença.

      Creio que tudo na vida respira: Inspira, retém, expira, esvazia, ad infinitum.

      Querer só inspirar explode. Só expirar definha.

      … um pouco de amor numa cadência

      e verá que ninguem no mundo vence …

      a beleza …

      Saravá!

      Bj

      Fy

      Comment by Fy — 30/04/2010 @ 1:31 AM

      • Saravá!

        TocaYo

        Comment by TocaYo — 30/04/2010 @ 1:44 AM

      • Ogunhê.

        Comment by Anarcoplayba — 30/04/2010 @ 2:10 AM

  3. Aloha

    Gus, Linhas não é um livro para levar para a cama ou ler simplesmente.baita livro.
    É uma coisa séria que envolve um monte de leituras, tempo e interesse, para tomar notas, ir e voltar, e o caramba. Não é um livro fácil, nada fácil, é uma leitura intensa que envolve e desenvolve uma certa gama de conhecimentos, um romantismo supermind, uma elasticidade enorme em termos de deslocamento filosófico e temporal: exatamente como se fossem linhas, várias linhas, como na composição de uma peça de tecelagem.

    E é uma feliz comparação em todos os sentidos, esta de uma suposta descrição da técnica de composição de um design “têxtil” = que eu não entendo lhufas tecnicamente mas suponho, porque em Linhas o Ingold reúne todos os tipos de ressonâncias entre a articulação da palavra, os sons, músicas, fios, traços, superfícies e mapas pra tecer, digamos uma “malha” que é como ele designa o “estar”.

    A integração entre estas “idéias” e o humano em busca do “estar” sem dicotomias, qualquer coisa como o “viver o saber: vivendo”.
    Parece simples aê, nesta descrição desajeitada. Mas o livro é papo pra altas mentes tipo tio Gus e cia.
    Mas, é uma busca pela Integração, e isto é claro tem a ver com Engenharia.e com tudo mais.
    Abraço aê, Gus.

    Anarco,
    Fazia tempo que eu não lia um texto assim.
    E é uma verdade complicada… deve ser. Além, é claro de lembrar o quanto de responsa existe em colocar uma pessoa no mundo.
    Pensando bem, é um texto explosivo. faz agente se questionar.e até sentir um baita receio em relação a isto. eu mesmo, não sei se estou preparado, ou se um dia eu ou alguém vai estar pra encarar. mas que o alerta é válido é. e é, tanto para o meu quanto para os filhos de todos nós. que tipo de mundo nós estamos oferecendo? o que eles terão de encarar?

    Sabe, Anarco, eu acho que lidar legal com as próprias emoções é um processo diretamente ligado à maneira como você recebe, lida e interage com o ambiente. não é papo de green, não, mas faço parte daqueles que acreditam que o ambiente influencie o nosso comportamento emocional.também não acredito que este ou aquele esquema filosófico ou religioso consiga “atenuar” ou anular o efeito real do ambiente sobre o ser humano. se fosse assim, já teríamos resolvido tudo há muito tempo, vide a idade das religiões e filosofias que normalmente temos discutido, se fosse assim, nesta altura, nem estaríamos pensando se vale a pena colocar um guri no mundo.num mundo em que agente nem sabe se pode acreditar ou não.
    Entre budas ou deuses, fico com a filosofia dos Apaches, ou dos esquimós.sem abrir mão do conhecimento, seja oriental ou ocidental e dos filtros internos que agente tem.

    Fy, muito bom o post. volto depois tambem.e dá-lhe chuva.

    Abraço

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 29/04/2010 @ 5:52 AM

    • Hi man,

      que misturança boa nãoénão?

      Imagina quantas sensações. Sabe, às vzs eu me pergunto, qto é mais fácil é este mergulho em vc mesmo, cada vez mais fundo: pq não tem fundo… ahahah > e o qto é mais trabalhoso este outro mergulho que é no mundo. Quanto mais arriscado, não é? mais ousado, mais intenso. Imagina a quantidade de vibrações, as cores te atravessando, as energias, o chi…. se misturando, se renovando.
      Que entrega!

      Imagina como sua viagem interna fica mais interessante!

      ó depois q vc conseguir, por favor, avaliar minha capacidade, me empresta o livro. tá bem?

      Bjs
      Fy

      Comment by Fy — 29/04/2010 @ 3:14 PM

  4. Tocayo

    Vale a pena navegar, qualquer coisa que eu possa ajudar estou a disposição.

    Inicialmente apenas para analisar a riqueza de imagens, fotos e diagramas, já vale a pena mesmo. Ele é escrito simplesmente, não com muitas palavras mas agente tem que ir mesmo para o dicionário, pra outras consultas, e é muito engraçado em alguns lugares, boas gargalhadas.

    As idéias e observações que Ingold discute são desafiadoras, eu mesmo, como antropólogo, preciso testar e checar todo um conjunto de idéias, analisando o conhecimento que ele apresenta.
    Em relação ao Linhas, quando se refere às linhas sonoras, ou à busca de linhas “escritas” nas paisagens dos povos, Ingold nos diz que a música originalmente era o “porta-voz da palavra”.
    A música instrumental é um fenômeno relativamente recente, e por muitos séculos, teve uma atuação muito humilde.
    Ele nos lembra que as palavras são sons, e não coisas ou significados veiculados.
    Musica ‘engole’ palavras, ele afirma.
    Quando a música começou a ser escrita como uma notação mnemônica assumiu um papel muito diferente, como a de um script escrito.
    Ler uma partitura musical é ler toda uma atuação , são as instruções inscritas de uma performance.
    Ler um texto escrito é um exemplo dentro da cognição reflexiva.
    De forma que: se você “fala por escrito”: quando você lê: você ouve: ler passa a ser ouvir, correto ?
    Se ler é ouvir ler também é lembrar. [ recurso mnemônico ]
    Ingold pensa que a leitura de um texto é como uma viagem feita ao invés de um objeto encontrado.
    Além disso, ele sugere que o discurso tem um movimento suave e contínuo, e similar à música é intervalar e entremeado de quietudes. E esta é a leitura possível nas “linhas da paisagem”, também.
    E assim por diante. . . faz girar a cabeça numa primeira leitura.
    Mas estas idéias, trabalham em você até que você comece a trabalhar com elas. . .
    Isto, por exemplo, é um exemplo do que você falou a pouco em relação às influências do meio sobre os humanos, e todo o ser vivo animado ou não.

    Ingold , em suas pesquisas de antropologia social procura em culturas de civilizações não ocidentalizadas critérios e “linhas de pensamento” no mínimo intrigantes, claro. E com a sensacional capacidade de não se ater a esta cansativa rebuscagem oriental. Riquíssima, claro, como citou o Anarco, mas exaustivamente explorada e sistematicamente ocidentalizada como diz a Fy.

    Estas citações sobre a cultura indígena desde a Lapônia até as norteamericanas são de uma beleza e riqueza, muitas vezes, difíceis de se equiparar . E, entremeando mais ainda Ingold e o texto tanto do Anarco e o da Fy, encontrei em uma das citações de “Linhas” um estudo de campo onde Ingold se surpreende com a “trama” (no sentido mesmo de textura) existente entre o “viajante” índio e seu caminho ou “viagem” . Como estes dois conceitos se misturam e se entrelaçam : “se vivem” em total interação. Explicar como os índios do Noroeste Passage navegam em suas canoas por, e através de leituras sensoriais das águas é cativante.

    Mas de uma certa forma discordo de vocês ou desta outra preocupação de voces. Claro que, no mínimo, temos que correr em relação à Terra. E isto é um dilema de dificílima interação por parte do terrestre. A questão é tão óbvia, embora ignorada, que tornou-se maçante falar sobre a nossa própria extinção. Uma vez extintos, não importará se o fomos por fé ou por ceticismo.

    Neste eterno balanço mutante intervalado entre alegria e dor, como bem comentou o Anarco, não podemos “traçar” linhas pessoais ou rotas para o caminhar de “qualquer” outro viajante.
    Nem para nossos filhos e nem para nós mesmos. Seria como roubar ou roubar- nos, além de ser uma enorme perda de tempo. A bússola emocional de cada um de nós tem um norte particular e único.

    Por isto também discordo do dito : construir paredes novas com tijolos velhos.
    Tijolos velhos não suportam paredes novas. Seria preciso repeti-las com todas as medidas depois de algum tempo e a própria corrosão dos mesmos não permitiria tal circunstância. É preciso confeccionar tijolos novos, de quando em quando.

    Abraços
    Tio Gus

    Comment by Gustavo — 29/04/2010 @ 8:41 AM

    • Ah, assim eu tb quero. O Cayto me empresta o livro e vc me empresta sua disposição tb.

      Tá bem?

      A bússola emocional de cada um de nós tem um norte particular e único.

      [ Gus > meu emocional é aquariano!- uma vez eu lí que os aquarianos tem a maior crise com bússolas !?]

      Bjs

      Bjs

      Comment by Fy — 29/04/2010 @ 3:21 PM

  5. Oi everybody

    Anarco,
    eu adorei teu texto como ele está.
    perfeito porque não foi perfeito em técnica.No way, foi só sentimanto, nem vem hahahahahaha,e foi o que fez ele cantar. Acho que é porque não existe tecnica pra SENTIR,e quando agente lê um texto sentido,pode crer que sempre é o melhor,sempre é o que melhor traduz.
    Eu hoje to num dia deste jeitinho assim,”destecnado”,Fiona Apple, Canções de ninar.O trânsito tá pior que no filme do menininho, e a sensação é de que todo mundo se detesta.Tudo o que eu queria é aquela montanha e uma raposa só pra mim.Shoegaze tá meu rock aqui,Fy,sem Twilight, tô mais pra Buffy//// The Vampire Slayer ///-com todos aqueles vampires esgrudenhados num concerto da Aimee Mann.

    Ohohoh tio Gus, num tem uma linhasinha aê, mais simplisinha pra Ju? Menos Hardcore?mais sex in the city… sapatinho azul? e tarzz?

    Como você explicaria que as coisas mudam e o mundo roda como um moinho que vai moer seus sonhos tão mesquinhos? Que promessas de amor foram feitas para serem quebradas? Que pessoas deixam de amar as outras de uma hora pra outra, por causa de um suspiro de um desavisado, entre uma valsa e um tango?

    “Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar. O anel que tu me destes era vidro e se quebrou. O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou.”

    Oh welllllll

    adoro ficar tétrica /// de vez em quando assim:

    What you did to me
    Made me see myself as something different
    Though I try to talk sense to myself
    But I just won’t listen
    Won’t you go away?
    Turn yourself in, you’re no good at confession
    Before the image that you burned me in
    Tries to teach you a lesson
    What you did to me
    Made me see myself as something awful
    A voice once stentorian
    Is now again meek and muffled
    It took me such a long time
    To get back up the first time you did it
    I spent all I had to get it back
    And now it seems I’ve been out-bidded
    My peace and quiet was stolen from me
    When I was looking with calm affection
    You were searching out my imperfections
    What wasted unconditional love
    On somebody who doesn’t believe in that stuff
    You came upon me like a hypnic jerk
    When I was just about settled
    And when it counts you recoil with a cryptic word
    And leave a love belittled
    Oh, what a cold and common old way to go
    I was feeding on the need for you to know me
    Devastated at the rate you fell below me
    What wasted unconditional love
    On somebody who doesn’t believe in the stuff
    Oh well

    Bjinhos

    También no quiero ser grande!Hoje.Acho que é isto.

    Ju

    Comment by Juliana — 29/04/2010 @ 12:07 PM

  6. Lí tudo e até fiz um tour pelo blog do Anarcoplayba.

    Vou deixar umas idéias tambem:

    A comunicação evolui de acordo com o evoluir da humanidade, de tal modo que entende a metáfora quem, em primeiro lugar, entende os conceitos vários a que a metáfora alude. Assim, tanto maior é o saber como maior é o sentir, mas saber sem sentir significa matar em nós a verdade primeira da nossa condição: o sermos natureza.

    Reconhecemos, por exemplo, na música, uma quinta perfeita como mais estável do que uma segunda menor, mais tensa. Reconhecemos, na pintura, uma cor clara como mais calma e uma cor fluorescente como mais histérica. E reconhecêmo-lo porque temos em nós ativa essa inata intuição, ativo em nós esse sistema sensorial, a cuja percepção a máquina da natureza dotou de múltiplas capacidades e significações, já cientificamente tidas como demonstradas. Tudo remonta às necessidades primordiais do ser humano, a um nível irracional ainda: o homem, tal como os outros animais, descodifica os vários estímulos como mensagens de perigo, de neutralidade, de saúde, etc… A existência destes sinais e os seus significados básicos não são subjetivos de pessoa para pessoa, mas transversais a tudo o que vive.

    De tal modo que a razão faz progredir o mundo conquanto não aniquila o sentimento; as plantas adoecem expostas a ruído interminável e intenso, vivificam-se expostas a frequências agradáveis. O ruído é um alarme, tem essa função de tensão para nos prevenir. Entendemos a simpatia ou indisposição de um qualquer animal pelo ruído que provoca. A natureza, prodigiosa, preparou-nos e capacitou-nos para, desta forma, melhor usufruirmos o nosso meio e nos desenvolvermos no mundo.

    Por isso devemos amar a consonância conquanto ela é bela, a dissonância conquanto, numa criação artística, por exemplo, é recurso estilístico. Mas é produto da morte da natureza em nós o rejeitar o que nos é intrinsecamente incontornável. É produto da estupidez e da mortificação do ser inventar convencionalismos artificializantes .

    Abraço a todos
    Sofia M.

    Comment by Sofia — 29/04/2010 @ 4:59 PM

  7. Caem folhas que dançam sobre mim como cabelos enriçados,
    descarnados ao som da brisa clara da noite.
    E no ímpeto do cansaço, nesta amálgama de contradições maceradas pelo sono,
    recobro a força telúrica que diariamente me impele.
    A nascente, vislumbro já bafos de multidões ofegantes,
    aceno aos séquitos com que me cruzo nos infindáveis corredores e,
    neste campo de forças bipolares que me desconjuntam e exploram até à medula,
    corro feliz na irredutível esperança de um simples rumor de vida.

    Esfenoidal

    Marianne

    Comment by Marianne — 29/04/2010 @ 5:20 PM

  8. – O cérebro não é um recipiente a ser preenchido, mas um fogo para ser aceso . –

    SARAVÁ Plutarco !

    SARAVÁ!

    Abraços a todos

    Vítor Simmonsen

    Comment by Vítor — 30/04/2010 @ 1:41 AM

  9. Anarcoplayba,

    Nessa costurada toda que fizeram aqui, tio Guz e ToCaYo, eu vou te confessar uma coisa. O meu grande sonho, minha forrrrte esperança é acordar num dia “matriarcado” completamente.
    Com a Terrinha cheia de deusas e mais deusas …
    Todas mandando e desmandando… deixa mandar….. êcha desmando bom!
    Só deusas, este lance de patriarcado foi um desastre.
    Eu já coloquei uma vez isto aqui, mas como eu tenho esta fé… invencível… lá vai:

    Muito legal teu blog – e muito legal Canções de Ninar.

    Fy, acho que sei onde voce fez a conexão do Castaneda:tonal e nagual, e que ficou muito bom na levada deleuziana. Tô com preguiça agora e com pressa, mas depois colo aqui.

    Dennis

    BEIJOS PARA AS MENINAS

    Saravá Oxuns macias e lindas , Saravá!

    Comment by Dennis — 30/04/2010 @ 2:29 AM

  10. ¿Y si Dios fuera mujer?
    pregunta Juan sin inmutarse,
    vaya, vaya si Dios fuera mujer
    es posible que agnósticos y ateos
    no dijéramos no con la cabeza
    y dijéramos sí con las entrañas.

    Tal vez nos acercáramos a su divina desnudez
    para besar sus pies no de bronce,
    su pubis no de piedra,
    sus pechos no de mármol,
    sus labios no de yeso.

    Si Dios fuera mujer la abrazaríamos
    para arrancarla de su lontananza
    y no habría que jurar
    hasta que la muerte nos separe
    ya que sería inmortal por antonomasia
    y en vez de transmitirnos SIDA o pánico
    nos contagiaría su inmortalidad.

    Si Dios fuera mujer no se instalaría
    lejana en el reino de los cielos,
    sino que nos aguardaría en el zaguán del infierno,
    con sus brazos no cerrados,
    su rosa no de plástico
    y su amor no de ángeles.

    Ay Dios mío, Dios mío
    si hasta siempre y desde siempre
    fueras una mujer
    qué lindo escándalo sería,
    qué venturosa, espléndida, imposible,
    prodigiosa blasfemia.

    Mario Benedetti

    qué lindo escándalo sería,

    qué venturosa, espléndida, imposible,

    prodigiosa blasfemia.

    !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Dennis

    Abraço aê

    Comment by Dennis — 30/04/2010 @ 2:35 AM

  11. aliás , será que alguém ainda vê vagalumes ?

    Tomara que não muitos … – a tendência é crucificá-los…

    – roubarem-lhe o brilho e vestí-los de dor . Muita dor .

    E num conto de fadas bem doente,

    adormecer o homem na escuridão shoegaze da “ luz ” de um lullaby bizarro .

    Fy

    já tivestes a sensação de ler alguma coisa que parece ter sido escrita para ti?

    existem pessoas que veem vagalumes.

    existem pessoas que simplesmente os apagam.

    duda

    Comment by duda — 01/05/2010 @ 1:34 PM

  12. Adorei o texto do Anarcoplayba.

    Quem dera que as crianças nunca saíssem deste mundo mágico,onde tudo é possível,onde a maldade não mora… só vem lá fora.

    Mas…

    o melhor é não deixarmos ela acordar… dentro de nós.

    Bjinhos

    Carolzinha

    Comment by Carol — 03/05/2010 @ 11:46 AM


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