windmills by fy

25/05/2010

Answers ?

Filed under: Uncategorized — Fy @ 9:33 AM

 

 

 

 

Ao longo de seus seis anos, “Lost” perdeu público em razão da trama, que passou a ficar mais complexa.

 Mas sua audiência entre aqueles que o assistem online ou por gravadores digitais só cresceu.

Nos Estados Unidos, o programa registrou uma média de 13, 5 milhões de espectadores em seu último capítulo .  – [ G1]

 

 

Eu, confesso que perdi muitos capítulos e muitas vezes me perguntei 

e  até apostei , que  Carlton Cuse e Damon Lindelof estavam se emaranhando numa confusão sem saída .

Me surpreendi .

Talvez porque eucácomigo pense que  nem sempre existam Respostas , ou Explicações ,

 ou que nem sempre elas sejam  tão importantes ,

ou necessárias  o suficiente ,  a ponto de substituir ou determinar nossas escolhas ,

 nossas descobertas , nosso devir e a Vida .

A crítica do Pablo mais uma vez me surpreendeu também !

Vale a pena :

 

 

 

 

–   final do primeiro episódio  –

 

 

 

 

–  L O S T  –  o último post  –

  by  Pablo 

  

Live together or spoil alone.  )

 

 

Acabou.

 

 

Depois de seis instigantes anos, Lost chegou ao fim com um plano que remeteu diretamente à primeira imagem que nos apresentou à série  –  e se há algo que quem faz meu curso de Teoria , Linguagem e Crítica sabe , é que tenho um fraco terrível por rimas deste tipo .

 

 

Com isso, Carlton Cuse e Damon Lindelof não apenas encerraram a jornada de maneira emocionalmente satisfatória , mas também extremamente elegante .

 

 

O episódio final , aliás , foi repleto de rimas visuais e temáticas do tipo:

 

 

 o movimento de câmera que traz Locke e Jack olhando para o fundo da caverna é uma clara referência ao plano final da primeira temporada , quando a escotilha foi finalmente aberta , e o nascimento de Aaron foi praticamente uma reencenação de sua “primeira” chegada ao mundo –        e cada instante de reconhecimento proporcionado pelos criadores era fruto de um arrepio não só pela coesão da estrutura , mas também pelo reconhecimento de que estávamos mesmo nos aproximando do fim .

 

 

” Estrutura ” , vale dizer ,  é algo pelo qual Lost será lembrado eternamente pelos interessados em audiovisual .

Como já escrevi no passado , é raríssimo ver uma série que tem coragem não apenas de investir em novos arcos dramáticos , mas que , acima   de tudo ,  não hesita em alterar a própria estrutura de sua narrativa praticamente a cada nova temporada . 

 

 

Se House se mantém preso ao ” doente da semana ” e  24 Horas  é limitado pela abordagem em tempo real ,  Lost jamais hesitou em investir em novas formas de contar suas histórias :  embora os flashbacks funcionassem magnificamente bem , logo fomos introduzidos ao conceito do flashforward  –  e eventualmente fomos atirados em uma série de saltos temporais até chegarmos à inicialmente estranha idéia do flashsideways , que nos apresentava a um universo   ” alternativo / paralelo ” cuja natureza não conseguíamos compreender completamente .

 

Mas que ,  para crédito de Cuse e Lindelof , se revelou um conceito que serviu perfeitamente para amarrar as trajetórias dos personagens de uma maneira satisfatória e profundamente comovente  –  afinal , o que poderia ser mais definitivo do que a morte de todos e um reencontro motivado pelo fato de terem dividido uma passagem fundamental em suas vidas ?

 

 

 Mas , mais do que isso , o   flash – limbo   ( fui o primeiro a cunhar o termo , hein ? )   acabou surgindo como um conceito que muito empresta do espiritismo , já que alguns daqueles personagens parecem usar esta nova existência   ( reencarnação ? ) como uma oportunidade de crescimento ou , no mínimo , de pagar pelos erros cometidos anteriormente , justificando por que Ana-Lucia ainda   ” não está pronta ” para acompanhar os demais ou por que Benjamin Linus opta por permanecer ali por mais algum tempo para continuar seu aprendizado ,  já que ,  sem dúvida alguma , era um dos que mais tinham contas a prestar .

 

( Da mesma forma , não deixa de ser curioso que Fionnula Flanagan encarne a Sra. Hawking / Widmore na série , já que sua personagem acaba dividindo curiosas características com a governanta que encarnou em Os Outros .     Mas divago . )

 

Ainda assim , é preciso reconhecer que muitos não se interessarão pela descoberta do flash-limbo

 ou pelas rimas visuais , querendo saber simplesmente se :

 ” todas as perguntas foram respondidas ” .

 Aqui faço duas considerações : 

 

1 –  

 Como já disse antes ,  Lost me cativou não pelas respostas  , mas pelas perguntas e pelos personagens  ( mais sobre estes em um segundo ) .

 Os mistérios instigantes apresentados pela série despertaram , ao longo dos seis últimos anos , uma fonte de prazer em si mesmos ;

–  saber a origem das tatuagens de Jack ,  por exemplo , não era tão fascinante quanto o simples conceito de um cirurgião aparentemente tão recalcado que , de forma curiosa , trazia tantas marcas na pele .

Assim , sou grato à série por criar indagações tão envolventes quanto os propósitos da Dharma , a presença de um urso polar numa ilha tropical e os números de Hurley  –  e se nem tudo foi respondido   ( e como poderia ? ) ,

considero-me inteligente o bastante para compreender que as lacunas podem ser preenchidas com minhas próprias teorias e   ” viagens ” .

O mundo real não oferece respostas a tudo  ( algo que Michael Haneke adora esfregar na cara de seus fãs )  e , assim,

é interessante que às vezes nos divorciemos de nosso comodismo de espectadores e percebamos que ,

 por mais que exijamos respostas para tudo , nem sempre seremos atendidos   

–   e mesmo que fôssemos , qual a diferença ?

Seria uma resposta tão arbitrária e maniqueísta quanto qualquer outra que pudéssemos imaginar sozinhos .

Lembrem-se do casal brincando na praia ao fim de   Desejo  &  Reparação   e percebam que uma série de respostas atiradas no final seria algo tão artificial , falso , como aquela cena   –   embora certamente fosse despertar uma sensação de ” satisfação ” em boa parte do público .

 Portanto , agradeço aos realizadores por me tratarem com um pouco mais de respeito do que a maioria dos produtores que trazem seus personagens apagando a luz do cenário ao fim da série por saberem que resoluções do tipo , por mais infantis que sejam , evitam dores de cabeça e cobranças por parte de  ” fãs ” .

 

2 –  

Quais respostas adicionais poderiam ser fornecidas ?

Sabemos o que é a ilha ; sabemos o que representa ; conhecemos os dois lados em conflito que motivaram a ida dos personagens para o local ;

 descobrimos o que os números representavam e o que era a  ” lista de Jacob ” ; 

fomos informados sobre a origem do urso polar e da escotilha ;

compreendemos o que é a fumaça negra ; como o Black Rock foi parar ali ;

quem é Richard e por que não envelhece ; de onde vinham as  ” vozes ”  e os  ” fantasmas ” ; e por aí afora .

E  daí  que  não  sabemos  exatamente  o  que  é  a  ” luz ”  ?

Sua função é o que basta , não ?

 

 

Sim , a apresentação da  ” mãe ”  de Jacob e do Homem de Preto  ( Jacobina ? ) me frustrou justamente por perceber que os criadores estavam tentando utilizá-la como uma explicação artificial   ( vide parágrafo anterior ) ,

mas eventualmente eles ganharam meu respeito por não insistirem em apresentá – la como a   ” solução dos mistérios da ilha ”

– algo que eu temia que eles fizessem nos últimos episódios .

 

” Ah , mas o que era a Dharma ? ” ,  –  podem questionar alguns .

A Dharma era como os tripulantes do  Oceanic 815  ;  um grupo de pessoas que passou pela história da ilha .

O mesmo vale para Widmore , Eloise , Richard , Ben , Desmond , etc .

É realmente preciso saber mais do que isso ?

Será que precisamos saber também quem passou pela ilha entre a  ” posse ”  de Jacob e chegada de Richard ?

Ou quem veio depois que Hurley se tornou o novo Jacob ?

 

Não podemos apenas aceitar que a ilha , protagonista da série , 

serviu de palco para muitos dramas pessoais e que tivemos , ao longo dos últimos seis anos ,

a oportunidade maravilhosa de acompanhar alguns destes ?

 

Sim ,   porque Lost se tornou esta série tão memorável em função de seus personagens :

Jack e sua racionalidade de homem da Ciência sempre querendo ajudar a todos ;

Sayid e sua culpa pelo passado de torturador ;

Sawyer e sua canalhice motivada por um terrível trauma de infância e por uma vida voltada ao desejo de vingança ;

Kate e sua força destrutiva inspirada por uma mãe ausente e um pai abusivo ;

Locke e sua determinação regada por sua Fé inabalável em algo maior .

Personagens tridimensionais que cresceram diante de nossos olhos ao longo dos anos :

vimos Jack se tornar um homem capaz de acreditar no desconhecido ;

Sayid descobriu sua própria humanidade ;

Sawyer permitiu-se estabelecer laços significativos com outras pessoas ;

e assim por diante .

 

Como negar a força dos personagens de Lost se ,

ao ver Sayid reencontrando   ( e reconhecendo )   Shannon após quatro anos , fui movido às lágrimas pela felicidade do casal ?

Se os olhares de reconhecimento entre Claire e Charlie , Jin e Sun e Saywer e Juliet

 me deixaram tão feliz quanto os próprios envolvidos na cena ?

Se ver Jack se entregando à morte no mesmo local no qual abriu os olhos ,  confuso e ferido , há seis anos ,

me fez sentir não só uma profunda tristeza por vê – lo finalmente partindo ao sacrificar-se pela ilha ,

mas também grato por ter testemunhado suas ações , conflitos , dúvidas e dores ao longo deste tempo ?

 

E por mais que seja um cético na   ” vida real ”  ,

confesso sem embaraço algum que ver todos aqueles indivíduos  –  não… :  , mais !  >   Aqueles meus amigos

– se reencontrando no pós – vida , felizes por voltarem aos braços uns dos outros

foi algo que me fez despedir de  Lost com lágrimas , mas também com um imenso sorriso de agradecimento .

Eu estava feliz por eles , mas também por mim , que tive a honra de conhecê-los

e acompanhá  -los por seis inesquecíveis e fantásticos anos .

 

 

 

 

Como foi bom ter sido fã de Lost .

Pablo

   http://www.cinemaemcena.com.br/pv/blogpablo/

 

 

 nem sempre existem Respostas , nem sempre elas são tão importantes . 

 

… com a mão esquerda , correspondente a Boaz , o pilar do rigor ,

derrama o fluído de uma jarra prateada

 no ponto onde se junta a Água do mar de Binah 

 [  uma outra manifestação de Nuit – Aleister Crowley – ]

 com a Terra de Malkuth .

É interessante observar que as linhas de força dos fluídos são diferentes .

As que se precipitam no Abismo [ entre Binah e Malkuth ]  são retas  .

 

 

Ah … mas nós sabemos que toda a geometria euclidiana  [ das retas ]

 foi deixada de lado pelos atuais matemáticos e físicos ,

quando perceberam que o Universo é curvo 

e que a   “ linha reta ”   não se ajusta à Realidade .

Na Natureza , não existem retas .

Einstein enunciou que o Cosmo tem forma espiral ,

assim como as linhas do fluído da Jarra Dourada ,

Que acabam envolvendo-se com Nuit e lhe cacheando o cabelo ,

que delicadamente submerge do Abismo .

 

 

 

E a  Vida ou a Dança  se faz de ampliações e recolhimentos , de aceitações e de resistências .

 E que se assim não fosse , não haveria o surgimento do balançar

que nos revela através de sua coreografia nascente ,

um novo ritmo ,

novas formas que acolhem e expressam transformações ocorridas ,

fruto de consentimento 

e ao mesmo tempo

de violação

exercidas sobre esse corpo que dança …   porque  vivo .

 

“ Ele   [o rizoma]   não tem começo nem fim , mas sempre um meio  –   pelo qual ele cresce e transborda ” .

Assim também é nossa existência .

Podemos delimitar um começo e um fim , respectivamente , no nascimento e na morte , mas não são limites precisos .

Nossa vida cresce e transborda , e isso pode se dar a partir do presente ,

de cada passo ,

de cada dia vivido ,

em cada forma de existência construída ,

em nossa Multiplicidade .

 

“ Uma tal multiplicidade não varia suas dimensões sem mudar de natureza nela mesma e se metamorfosear ” .

Deleuze

 

Fy

 

 

 

 

 

 

 

 

11 Comments »

  1. COMO VIVER SEM O SAWYER?

    //@#$%$#@#¨&*//

    fora a choradeira.

    Pablo… foi fundo não?
    nem falei no outro ainda.Vou lá.

    Bjinhos
    Ju

    Comment by Juliana — 25/05/2010 @ 9:58 AM

    • 1.COMO VIVER SEM O SAWYER?

      – sei lá !!!!

      bjs

      Fy

      Comment by Fy — 25/05/2010 @ 10:41 AM

  2. Ah não, Fy,Ju e Karina….

    Sinto muito, meninas,pensei que voces fossem mais exigentes.
    mas eu nem consegui chegar no final.
    Vai que o apelo emocional foi forte, mas aquele papai do Jack no final , foi a pior invocação deus ex machina que eu já tive a oportunidade de não-ver.
    Sinto muito de novo, mas idéiazinha meia boca pra matar o enredo inteiro, cozinhar o final com um sugar-baby caramelado e se livrar de todas as pontas soltas numa piscada só.
    Peloamordedeus…
    Abraço aê,
    Gabriel

    Comment by Gabriel — 25/05/2010 @ 10:30 AM

    • ahahahahahahahaah !

      Gab ….

      Jack Bauer é amanhã !

      bjs

      Fy

      Comment by Fy — 25/05/2010 @ 10:43 AM

  3. Eu to aqui lendo o post do Pablo. Ouso dizer que voce salvou tudo com o AC do final.
    Também não acho que existam respostas pra tudo.
    Mas… contrataram o Carlton e o Damon pra dirigir o centésimo Sex and the City ?
    Beijos garotas,
    Gabriel

    Comment by Gabriel — 25/05/2010 @ 10:48 AM

    • eu adoro Sex and the City.

      Vou te fazer assistir desde o 1º. ahahahahahaahahh – Karina ?

      Tó, peguei pra vc, no WordPress mesmo: o cara também não ficou totalmente satisfeito, mas ondeou no significado:

      The brilliance of the show, for me, lay not only in the strong character development, which through its analysis of these disparate individuals gave all viewers an unexpectedly deep look into the human condition as a whole, but also in its laudable attempt at incorporating deeper religious, philosophical, and metaphysical themes into its weekly plot lines. While one of my observations has always been that Lost handles these deep philosophical truths in the same way a baby handles a rattle, unskilled and imprecise, the fact that it ventures into that sort of territory at all sets it far above its competition.

      That being said, if you were waiting for some of the deeper mysteries of the Island to be revealed in the show’s series finale, you were no doubt left wanting, as the creators of the show chose to take a strong character driven approach to the finale instead of one focused on wrapping up loose ends.

      What I find the most disappointing of all is not that Lost left us with so many unanswered questions, but the fact that the show seemed to shy away from answering or explaining any of the vital why conundrums. Sure, throughout the final season many of the what questions were explained—What is the smoke monster? What is Jacob? What are these particular people doing on this island? But rarely did I see the show attempt to explain its own mythology.

      Sure we know that the Island can travel through time, but I wouldn’t have minded if the show would have taken a second or two to explain to me why the Island travels through time. How does that connect to its role as the paradisiacal battleground between good and evil? Why did the Man in Black become the smoke monster? That sort of thing.

      The particularly bittersweet part, for me at least, is that I think I know the answer to my own questions. The producers of Lost left these sorts of why questions unanswered because they didn’t want to ruin the enduring mythology by pinpointing it with concrete answers. Lost, to be sure, has clearly become something different for almost all of its loyal viewers, and to give decisive answers would be to only ruin that sort of engaging ambiguity that always kept us coming back week after week.

      In the end, the finale clearly had it moments. It was certainly a surprise to learn that despite our ongoing assumptions that the utopian sideways timeline was some alternate reality, that really all the characters were reliving the most important days of their lives in some sort of purgative spiritual Matrix-like state, having died presumably years earlier, and, the revelation that Hurley, not Jack, took over as the caretaker of the Island.

      But despite all that, there simply wasn’t enough there for me to feel satisfied, evidenced by the fact that I’m sitting awake in the middle of the night with an enduring feeling of disappointment gnawing at my brain, and much like the characters of the show I find myself in Limbo, caught in the in-between.

      The only difference, however, is that the characters got to walk into the light, whereas I’m doomed to the eternal darkness of confusion and ignorance over the real answers to the deeper questions of Lost.

      bjs

      Fy

      Comment by Fy — 25/05/2010 @ 11:08 AM

  4. a crítica do cara tá excelente.
    O final é que foi uma merda.

    Paulo

    Comment by Paulo — 25/05/2010 @ 10:55 AM

  5. Eu francamente elogio a sensibilidade do Pablo. A critica é tão boa que até se desvincula dos limites alcançados pelos roteiristas.
    Mandou bem.
    Um bom material para reflexão.
    Mas gostei muito da conexão que você fez com o arcano. Aliás me parece seu arcano, se não me engano voce é aquariana.
    Crowley fez uma modificação, trocou Tzadi, antigamente atribuída à este arcano por He.Não vou entrar no rol de explicações, mas He representa o princípio feminino sob forma humana.
    He é uma letra simples, feminina e vermelha. Significa “janela” e hieroglificamente representa a vida universal,o sopro vital, o hálito do ser humano, tudo o que anima e vivifica.
    Sem tentar ser sardônico, mas em algumas versões, é a Inteligência Constituinte, porque constitui a substância da criação, na pura escuridão.
    Sem dúvida, pertinente.

    passei por aqui.

    Comment by passeiporaqui — 25/05/2010 @ 5:40 PM

  6. do mesmo site que voce me mostrou:

    o último episódio de Lost foi, em nossa opinião geral , uma enorme decepção.

    Jogaram a trama no lixo.

    Pessoalmente, eu não estou surpreso. Há muito tempo eu suspeitava que os escritores e produtores não sabiam pra onde estavam se dirigindo.
    Eles se aproveitaram do caminho mais fácil, matando todos os personagens. Apenas insultaram a inteligência dos expectadores .

    Fy, aquilo foi um vexame, sister, “de volta para o futuro” foi bem melhor.

    Todo mundo com cara de bunda, dentro de uma igrejinha vagabinha, cheia de objetos católicos, todo mundo com cara de lunático, com cara de limbo.

    Depois de ter questionado tudo, de passar por tudo aquilo, ó cara, eu me recusaria, se fôsse algum deles, a gravar uma merda daquela.

    Beijo

    Gabriel

    Comment by Gabriel — 26/05/2010 @ 1:28 AM

  7. Desculpe falar, mas…….quem nao gostou do final da serie nao entendeu bulhufas da serie….
    êxtase total…. uma das melhores histórias já escritas de alto teor emocional e espiritual….
    Abrs

    Comment by Caio — 26/05/2010 @ 4:48 PM

  8. Concordo Caio, sobre o teor emocional e talvez,o espiritual.
    Concordo até com a mensagem. Mas, o que eu digo é que teria valido como um outro filme, não como o final de uma série que primou por levantar questões científicas , confrontar teorias da física e terminar com um Aleluia, me desculpa, mas completamente falso e enganador. Deus ex machina – na maior cara de pau.

    Deviam ter tido a honestidade de avisar o público não espírita e nem crente ,que não deveriam assistir Lost. E não redirecionar a estrutura de toda a trama pra um fundo de igreja.

    A análise do Pablo, a sua maneira de ter sentido a série, ok, tudo bem; mas eu to falando da série, e o que ficou realmente no ar é se o fim era apenas algo realmente satisfatório ou um choque de montagem para terminar de uma vez por todas.

    No fundo, pra segurar a série, e os rendimentos, que foram astronomicos, os caras avançaram em questões que seriam irrespondíveis. Seria ilógico exigir uma resposta pra algo que não tem , e nada como um toquinho religioso de 3ª – uma saída pela esquerda que nenhum religioso vai questionar. Mas seria legal ouvir a opinião dos personagens sobre alguns dos mistérios e situações incompreensíveis que enfrentaram.
    Eu repito, me recusava a gravar.

    Abraço aê,

    Gabriel

    Comment by Gabriel — 29/05/2010 @ 7:32 AM


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: