windmills by fy

18/06/2010

Who are you ? …

Filed under: Uncategorized — Fy @ 3:34 PM

 

 

 

 

Quando tentamos dizer quem somos de maneira estática ,

 perdemos a dimensão do movimento da vida .

 Todas as nossas afirmações ficam aquém do que de fato somos ,

nosso discurso parece vazio ,

 … é como se fôssemos muito mais do que o que conseguimos pronunciar …

 

 

 

 

 

 

 

Somos um ou vários ?

 por Monica Aiub

 

 

 

 

Escrevemos o Anti-Édipo a dois.

Como cada um de nós era vários , já era muita gente .   ( … )  

Não somos mais nós mesmos .

Cada um reconhecerá os seus .  

Fomos ajudados , aspirados , multiplicados .

 

 

 

 

 

Assim Deleuze e Guattari iniciam a introdução do livro Mil Platôs : capitalismo e esquizofrenia , intitulada Rizoma .

Um Rizoma é descrito por eles como um intermezzo , um entre as coisas ,

algo que não começa nem termina , não é delimitado , é todo tipo de devir …  ( vir a ser ) .

Considerando a afirmação   “ como cada um de nós era vários ”  :    –  podemos ser vários  ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muitas pessoas chegam ao consultório preocupadas , porque sentem como se fossem várias .

Observam as contradições existentes entre seus diferentes   “ eus ” . 

Eu e a outra , eu e eu mesma , meus vários   “ eus ” .

Uma quer e a outra proíbe ; uma cria e a outra destrói ;

e não somos apenas duas , somos múltiplas pessoas contidas em nós mesmos .

Quais os limites de cada um de nossos eus  ?

Há uma forma de unificá-los ?

Posso matar um de meus eus ? Posso criar novos eus ?

A outra pessoa , que não sou eu e me habita , quem é ela ? Quem sou eu ?

Há uma linha que delimita o  “ eu ”  e o distingue dos outros eus ?

 

 

 

 

 

 

Dentro de mim existe

    um deus e um demônio

que são tão amigos

mas tão terrivelmente amigos

que ficam juntos

tomando porre

e dizendo besteira

.

Bruna Lombardi

 

 

 

 

 

Herança   cartesiana

 

Poderíamos abordar essas questões por diferentes caminhos ,

mas o caminho escolhido será uma aproximação ao conceito de rizoma .

A herança cartesiana nos fez , ao mesmo tempo , seres seccionados , cindidos em corpo e mente ,

natureza e cultura , prática e teoria …  mas também seres que julgam ser e pensar de forma totalmente linear,

ponto após ponto , um gerando o outro , segundo uma ordem natural .

Assim , buscamos nossa genealogia , buscamos a constituição de nosso eu , 

como se ele pudesse ser construído exclusivamente com um mesmo material ,

e moldado por um mesmo centro e propósito , numa perfeita lógica  .

 

 

 

 

Ao contrário :  

a idéia de rizoma permite que qualquer ponto seja conectado com outro .

Não se fixa um ponto , não há uma ordem necessária , não há raiz que origine todo o restante .

Há pontos de contato , há múltiplas possibilidades de conexões .

 

 

 

 

 

 

Ele não tem começo nem fim , mas sempre um meio pelo qual ele cresce e transborda .

Ele constitui multiplicidades lineares a   ‘ n ‘   dimensões ,

cresce e transborda ,

sem sujeito nem objeto ,

exibíveis num plano de consistência e do qual o Uno é sempre subtraído  ( n – 1 )  .

Uma tal multiplicidade não varia suas dimensões sem mudar de natureza nela mesma e se metamorfosear  .

 

 

 

 

 

Não sei quantas almas tenho

Cada momento mudei

Continuamente me estranho

Nunca me vi nem acabei

.

Fernando  Pessoa

 

 

    

 

 

 

 

 

Onde  é  nosso  começo ?

 

 

Poderíamos , de maneira reducionista , dizer que nosso começo é o nascimento , ou nossa concepção biológica .

Mas o contexto no qual nascemos e que , muitas vezes , é constituinte daquilo que somos ,

já estava traçado muito antes de nossos pais pensarem ou desejarem nos conceber .

Então , se quisermos , definitivamente , achar o começo , teremos uma grande dificuldade .

Como é difícil achar o começo  !   Mais difícil ainda convencer-se de que o ponto escolhido é o começo …

teria a existência de cada um de nós um começo  ?

 

Na filosofia clínica , para compreender o que se passa com a pessoa , como ela se   “ constitui ”  ,

pedimos que conte sua história , desde o começo .

Há quem comece das primeiras lembranças , há quem inicie do contexto do nascimento , contado pelos pais .

Outros contam como os pais se conheceram , como o planejaram ou desejaram ; outros traçam uma pré-história ,

contando o histórico de seus avós , de seus pais …

há quem vá bem mais longe , fazendo uma árvore genealógica de seus ancestrais .

Há até aqueles que decidem iniciar contando suas outras vidas .

Onde é o começo ?   Difícil saber , então traçamos um ponto ,

mas muitas vezes precisamos recorrer a uma retroação : e antes disso , e antes disso , e antes disso …

 

 

E o fim ?

Onde delimitar o fim ?

 Muitos apontam o fim como sendo a morte ,  

mas dependendo das crenças ,  pode-se continuar após a morte .

Todavia , independentemente das crenças em vida após a morte , muitos de nós continuarão existindo , após a morte ,

em nossas obras , em nossos feitos , em nossa contribuição para a constituição do mundo em que vivemos .

Ele   [ o rizoma ]  não tem começo nem fim , mas sempre um meio pelo qual ele cresce e transborda   –

 

 

 

 

 

Assim também é nossa existência .

Podemos delimitar um começo e um fim , respectivamente , no nascimento e na morte , mas não são limites precisos .

 

 

Nossa vida cresce e transborda , e isso pode se dar a partir do presente , de cada passo , de cada dia vivido ,

em cada forma de existência construída ,

em nossa MULTIPLICIDADE . 

 

 

M u l t i p l i c i d a d e

 

Uma tal multiplicidade não varia suas dimensões sem mudar de natureza nela mesma e se metamorfosear –  

ou seja , cada forma de existência construída , cada variação de nosso ser , muda nossa natureza ,

nos coloca em movimento , nos faz ser o que somos , enquanto somos .

 

 

 

 

Assim , essa multiplicidade nos permite um constante devir , ou melhor , todos os devires .

Somos , deixamos de ser , tornamos a ser …  assim podemos ser vários :   um de cada vez , todos ao mesmo tempo ,

deixar de ser alguns , voltar a ser outros .

Nada há de patológico nisso.

 

 

Tal qual os heterônimos de Fernando Pessoa compunham um e vários dele ,

temos nossas multiplicidades e nos compomos diariamente nesses diferentes eus,

que se mesclam , se confundem , se interpõem , se contrapõem , se metamorfoseiam ,

se tornam aquilo que são em seus devires .

 

 

Quem somos ?

A multiplicidade de nossos devires .

 

 

Um rizoma não começa nem conclui , ele se encontra sempre no meio , entre as coisas , inter-ser , intermezzo  –

seríamos esse intermezzo ?

O entre que nos permite o constante metamorfosear ?

 

 

Quando tentamos dizer quem somos de maneira estática ,

perdemos a dimensão do movimento da vida .

Todas as nossas afirmações ficam aquém do que de fato somos , nosso discurso parece vazio ,

é como se fôssemos muito mais do que o que conseguimos pronunciar,

e

o

       somos  – :

somos todas as possibilidades de existência contidas num único ser

 .

 

 

 

 

 

Somos vários ?

Sim !

Somos os vários que nossa multiplicidade nos permite ser , somos vários diante de nossas constantes metamorfoses ,

somos vários de acordo com nossos processos de significação ,

 

 

mas também somos vários de acordo com os papéis que escolhemos exercer na vida .

Assim , a questão que se coloca não é mais : quem sou eu ?

  A questão colocada agora é :

 

como   convivo   comigo   mesmo   ?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Referências Bibliográficas:

DELEUZE, G; GUATTARI, F. Mil Platôs:

Capitalismo e Esquizofrenia. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1995.

 

 

 

Texto :

Monica Aiub

Monica Aiub é natural de Santos/SP, com licenciatura em Filosofia e pós-graduação em Educação Brasileira pela Universidade de Santos (UniSantos),

bacharel em Música pela UNESP,

 pós-graduada em Filosofia Clínica pelo Instituto Packter e Mestre em Filosofia pela UFSCAR.

É filosofa clínica, sócia fundadora Associação Paulista de Filosofia Clínica,

professora titular do Curso de Especialização em Filosofia Clínica nos Centros de São Paulo e Baixada Santista,

professora do Curso Graduação em Filosofia do Centro Universitário São Camilo. 

 

Ilustrações

Laura Laine

James Jean  – Prada –

Rainier Fritz

James Jean

 

Fy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12 Comments »

  1. Inacreditável.

    Inspirador e surpreendente.

    Hipnotizante. Pra que é que voce quer que eu te mande um post? Pra que ?

    Beijo

    João Pedro

    Comment by João Pedro — 19/06/2010 @ 1:18 AM

    • Não é só o pra que… é o porque, Mr. – afinal …. sempre existe um porque , além de uma pra que … ahahahahahahah

      Domingo, hem ? eu minha bandeira , minhas flores …

      Thank’s

      Fy

      Comment by Fy — 19/06/2010 @ 4:55 AM

  2. Inspirador sem a menor dúvida.
    Fy, mergulhando mais profundamente neste assunto:

    … fica compreensível a principal idéia deleuziana sobre clichê.

    Os clichês nos impedem de ver e perceber a imagem que se constrói ou a história que é narrada.
    (no caso, nossas vidas,se pensarmos nele como um filme, o que de certo modo compõe um conceito bastante analógico.)

    Neste caso, como compreender a problemática de alguma situação particular e longe de nossas experiências cotidianas?

    – senão através de uma nova percepção da imagem, uma nova “possibilidade de ação” moral, um “novo” envolvimento com a própria experiência ou vida?

    Ou a própria vida se desenrola sob a tirania de uma história-rainha que apenas desenrola um novelo tecendo um estático e imutável crochê de clichês?

    Nada é estável. Não há vontade divina ou demoníaca que mantenha sequências idênticas, rsrsrsrsrs.

    Por isto a estupidez do clichezissimo “auto-conhecimento” via mecanismos delirantes pra não dizer “chatos” e dinosáuricos métodos vazios de realidade e eficácia.
    Não há como ignorar a Autopoiese. É disso que a Monica está falando.

    Parabéns mesmo.

    tio Gus

    Comment by Gustavo — 19/06/2010 @ 2:45 AM

    • Gussssssssssssstavo ,

      Não te disseram que tem um “manual” ?????
      Hahahahah

      Quando voce “se encontra” : oh sheet! Killyourself , man. and be the same for the rest of your sheetlife.Recognize The True You : Mr.NOTHING.

      – Consegui acabar agora , Gustavo , mas … meu cachorro tá reagindo.

      Tão Valente este meu amigo, tão tão muito e demais querido.

      e … obrigado por tudo. Sempre.

      bjs

      Fy

      Comment by Fy — 19/06/2010 @ 5:08 AM

  3. ainda não cheguei no começo do blog mas voce e voces pensam como eu.
    Me encontrei aqui.
    Este post me lembrou esta musica, a letra é muito legal.
    Vou incorporar.Acho que tudo bem. Qualquer coisa voces me dão um toque.

    Comment by anônimo — 19/06/2010 @ 3:09 AM

    • Me encontrei aqui.

      Então ele é seu também. Sinta-se em casa e seja sempre bem vindo.

      Traga o que voce quiser e obrigado pela música. Super letra, e hoje então …, que eu estou quase que respirando pelo meu cachorro.

      Adoro o James Blunt

      Bj

      Fy

      Comment by Fy — 19/06/2010 @ 5:12 AM

  4. “O que é a Filosofia” foi o primeiro que li do Deleuze e Guattari. É uma obra admirável.

    No capítulo final “Do Caos ao Cérebro”, o texto é maravilhoso e iluminante. Eles distinguem arte, filosofia e ciência em contraponto com a vulgar “opinião”.

    A opinião é precisamente essa imagem da sobrinha segura e abrigada do caos.

    A arte, a filosofia e a ciência exigem mais e traçam planos sobre o caos.

    Do caos, o filósofo traz variações, o cientista retira variáveis e o artista traz variedades.

    Quanto é ideia de “encontro” ou “afeto” de Deleuze, penso que ela encontra a sua expressão mais fiel naquilo que hoje em dia chamamos de Internet.
    Estes “encontros com as ideias” não é precisamente o que fazemos aqui, neste ambiente puramente ideal, rizomático, caótico, múltiplo onde nos cruzamos por motivos vários,
    onde os encontros entre pessoas em torno de ideias se sucedem em infinito?

    Isto “nos afeta”, nos “transforma”, de maneira direta.

    Belíssima ilustração,querida

    perfumada…huahuahua.

    (tio) Renato

    Comment by Renato — 19/06/2010 @ 4:25 AM

  5. Boa tarde a todos,

    Hegel dizia que a história se movia por um processo dialético em que primeiro havia a tese, depois em resposta a antítese, e esta oposição seria resolvida por uma síntese dos dois anteriores. Esta síntese tornar-se-ia a tese seguinte à qual se seguiria uma antítese, e etc.. até ao infinito.

    Alguem percebe alguma diferença em nossos processos mentais , físicos, espirituais,enfim, em toda nossa conexão natural com o mundo, com a humanidade, etc… Não seria isto o viver?

    Vítor Simmonsen

    Comment by Vítor — 19/06/2010 @ 4:47 AM

  6. Depois eu volto e respondo pra todo mundo,
    bjs pra quem vier.

    Fy

    Comment by Fy — 19/06/2010 @ 5:13 AM

  7. Lí outro dia lá na lista de blogs do Anarcoplayba.
    Lí gostei e acho que encaixa:

    Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

    Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de “minha vida”. Outros fragmentos, daquela “outra vida”. De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

    Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

    Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector “Tentação” na cabeça estonteada de encanto: “Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível”. Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

    De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

    Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

    Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.

    Caio Fernando Abreu

    – quem disse que ele não saiu diferente depois deste encontro?
    “Essa pequena epifania.” não é um daqueles “eus” que fazem parte dagente e que agente chama de vez em quando pra fazer um pouquinho de compania? Até pra pedir uma explicação, do porque este “eu” de agora reage diferente,sente diferente,ou finge que sente e na maioria das vezes,… este “outro eu” explica…

    Lindo, Fy, me fez mais rica, reuni todos os meus,e tive que ir pro Ibira ver se lá cabia,uahuahuahuah.

    Este James é incredible, a Ju invejosinha acabou de me dizer que morre de …..

    Bjs

    Juliana, Ju Ju e Jus

    Comment by Juliana — 19/06/2010 @ 5:34 AM

  8. Boa pergunta!

    lindo vídeo… uma vida…

    Comment by Camila — 19/06/2010 @ 6:13 AM

  9. Esta Monica Aiub é o próprio devir!Adorei tudo. Quisera ter a metade deste saber todo.Que tranquilidade profunda ela transmite.Conviver com esta infinidade de eus que vamos construindo,que vão aparecendo dentro dagente,(quantas vezes, derepente?)Aceitar cada um,estar com cada um,ouví-los,deve ser qualquer coisa como gostar de sí mesmo, respeitar-se.

    Lindo isto, Ju. Só podia ser o Caio F. Abreu.
    Que post mais lindo. Este filme da Prada é inebriante.È… a vida.
    E lá se vai Saramago.
    Que triste.

    Bjinhos

    Carol

    Comment by Carol — 19/06/2010 @ 8:34 AM


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