windmills by fy

30/06/2010

anothering

Filed under: Uncategorized — Fy @ 3:09 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Superfad Directs Colorful Vision in “Eye Candy”…, posted with vodpod

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Castañeda  dizia que os homens ocidentais não aprendem a ser responsáveis durante a infância

 e que , por isso, crescem infantis . Seu maior intuito , que acredita ter alcançado ,

era o de deixar de ser   ” criança-profissional ”   e se tornar  ” guerreiro-pirata ” .

O guerreiro seria aquele que vive impecavelmente de acordo com aquilo que sente , e é :

imprevisível

porque pode mudar de direção e seguir outro caminho a qualquer momento , se sua intuição assim o quiser .

Sendo assim , Castaneda acreditava que a vida é conduzida pelo movimento contínuo : o fluxo do universo,

e que a única coisa que cada um pode fazer é expandir a consciência de tal modo que perceba seu espaço e seu momento .

 Cada um deve aprender a viver impecavelmente a dança das mudanças .

 

 

 

– especialmente para o Caio Garrido , porque eu prometi. –  e não esquecí , Caio  , minha melhor desculpa era estar mergulhada no seu Pena que foi Ontem !

 

 

 

 

– do Kaslú  – 2004 –    um dos textos mais incríveis que eu já lí :

[  http://fusaolatente.blogspot.com/ ] 

 

 

 

I

 

 

 

 

Fernando Pessoa , que não acreditava na necessidade de ser idêntico a si mesmo , e constante e coerente , e unitário ,

fez da escrita a mais estonteante experiência de tornar-se outro do que ele mesmo .

Conseguiu , com isso , visitar universos muito diferentes , sensações muito díspares , vivências contrastantes ,

pensamentos muito estranhos uns dos outros .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E até inventou uma palavra para essa experiência de virar outro : outrar .

Não é preciso ser louco , nem poeta para fazer isso , pois fazemos esse exercício cotidianamente , diante de um raio de sol ,

uma brisa , um cão , um desconhecido , um conto , uma imagem , uma dança , uma paixão .

Cada encontro que me afeta pode ser uma ocasião para outrar ,

cada força que eu cruzo pode disparar em mim um outramento .

 

 

Será que eu sou outro do que eu mesmo ?

Ou será que eu sou a reunião de todos esses outros ?

Será que não sou justamente a coexistência dessas múltiplas forças , direções , outramentos ?

 

 

 

Gilles Deleuze, juntamente com Felix Guattari , batizou esse   tornar-se outro   de  devir  .

“  Meu devir- mulher ,  meu devir- criança ,  o devir- girassol de Van Gogh ,  

o devir-barata de Kafka , o devir- índio de Artaud , nosso devir-negro ,

o devir- esplendor de Arthur Bispo do Rosário , o devir- molécula de Juan Castaneda  … ”

De quantos devires sou capaz ?

Talvez … de tantos quantas forem as forças que me rodeiam , me atravessam e me habitam .

 

 

 

Sou o campo de batalha para essa miríade de forças , muito intensas , poderosas , minúsculas ou maiúsculas ,

e todas elas de algum modo refazem meu contorno ,

desfazem a minha forma de vida em proveito de outras tantas formas de vida .

A potência criadora busca experimentar o que essas vidas inauguram de novo ,

e vai buscar nesse caos de forças o material para os múltiplos devires

e as múltiplas vidas que ele for capaz de inventar .

 

 

 

II

 

 

 

 

 

 

Você entende por que resistir , ” por que ”  manter o  ” eu ”  ,

por que todos os dias acordar e sempre e sempre suportar que seja hoje ,

você entende ?

Você entende ? …

Estamos à espera do retorno do rei , enquanto isso , outremos sem perder a doçura ,

pois sabemos que debaixo de cada espreita existe a autenticidade de proteger o reino para o retorno do rei …

Ah ! Loucos !  Loucos e brilhantes , poderosos e maravilhosos , nosso devir-esplendor Arthur Bispo do Rosário … .

 

 

Preservar a capacidade de outrar é nosso objetivo aqui ,

nunca esquecer que através da oportunidade da espreita e se ser,

assim , quem quiser , preservamos a possibilidade de ser ninguém…..

 

Todo o esforço da nossa sociedade é um esforço para controlar esta linha de fuga….

nos entupindo de imagens possíveis , de Hollywood , de tv globos e afiliadas , para todos os gostos ,

para controlar nossa capacidade incontrolável de outrar…..

 

 

Fernando que não é uma pessoa ensinou….

Todas as máquinas menores numa velocidade absoluta em suas capacidades de outrar … outrar tanto ,

que a capacidade de espreita se imponha de tal maneira que não seja possível não ser autêntico na espera pelo retorno do rei….

vamos da maneira mais insensata e desesperada… imprevisível…

vamos em direção a Mordor: jogar o anel na própria fornalha ambiciosa que o quer e que o gerou … .

 

Espreitando por um caminho insensato e desesperado , à espera do retorno do rei ,

que em algum momento espreitaremos e esse outramento será o devir-rosa do retorno do rei … .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

–  Arthur Bispo do Rosário :

 

 

 

 

 

Texto :

Kaslu

Benoît Mandelbrot

em seu livro :

 “ The Fractal Geometry of Nature ” – 1983

 

Ilustrações :

Monnywolf

Kirsy Salonen

 

Fy

 

 

 

28 Comments »

  1. Do desespero ao abraço de fogo, sister,
    do anjo ao demônio,
    de dionísios à torquemadas,
    cada um escorrega nesta vida a onda do próprio olhar.

    Fy, muito legal.

    Eu tenho uns lances aqui,que um blogueiro colocou na época do filme.vou te passar por email.o cara faz uma comparação de imagens muito interessante.nesta segunda parte o tal Kaslu arrebenta, pena que seja um pouco acima da média, em matéria de compreenção, mas é um puta texto oportuno em véspera de eleição.

    muito bom.

    beijo menina.

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 01/07/2010 @ 3:58 AM

    • Tocayo, o texto é oportuno na véspera de eleição, e deveria ser oportuno “pós” uma infinidade de coisas.
      A bem ver que somos “pós” uma infinidade de coisas.

      Veja bem:

      Você entende por que resistir , ” por que ” manter o ” eu ” ,

      por que todos os dias acordar e sempre e sempre suportar que seja hoje ,

      você entende ?

      Você entende ? …

      Estamos à espera do retorno do rei , enquanto isso , outremos sem perder a doçura ,

      pois sabemos que debaixo de cada espreita existe a autenticidade de proteger o reino para o retorno do rei …

      Este parágrafo merece uma reportagem, Tocayo.
      O cara fez uma síntese de ismos. Foi mais fundo, sintetizou a única intenção das máquinas de poder, que é a de amalgamar o ser em uma massa maleável, homogênea e não-resistente.

      E ainda fez isto com estilo e poesia.

      O mesmo ponto de vista é muito bem colocado por Slavoj Zizek quando analiza a velha disputa FreudXJung, e se refere a esta insistente jornada antinatural ao inconsciente como palavrismo doutrinário, no que aliás, Jung foi fácilmente vitorioso, a conexão foi imediata entre os proseletismos religiosos e sua fantástica Viagem ao Centro da … psique.

      Não simplesmente pela lembrança, não só por lembrar, mas sempre tentando se aprofundar em técnicas e estratégias psicológicas estudadas e testadas sobre manipulação de massas, vale a colocação destes indicativos, mesmo que rapidamente, pois deixam claro o que realmente está em questão na oposição Freud X Jung.

      Uma disputa que não conta nada além de um confronto entre materialismo e idealismo – só que “materialismo”, neste contexto, não significa naturalismo vulgar, mas a afirmativa plena da contingência radical de nosso ser. E isto é importante que fique claro.

      “Freud contra Jung” simboliza a modernidade contra o falso OBSCURANTISMO pós-moderno.(inclua-se este decadente ilusionismo oriental,que tenta colonizar os cérebros idiotizados daqui, legitimando assim o idiotismo)

      E, num infeliz paradoxo, é o próprio “essencialismo” de Jung que o expõe a flutuações políticas acidentais.

      No início dos anos 1930, quando Hitler chegou ao poder, Jung foi pró-nazista por um curto período:

      ele assumiu a presidência da Sociedade Alemã de Psicologia, para coordená-la com as exigências dos “novos tempos”.- e não há como negar: não adianta esta ginástica sem fundamento que os junguianos fazem para tapar o sol com a peneira. O cara era vaidoso, sim, todos sabem que ele sempre foi cuidadoso e temeroso com sua reputação.

      Mas aí então nos esborrachamos com um fato mais curioso ainda, e nesse ponto o tal Slavoj Zizek é impecável na demonstração de seu argumento, porque “Mais” sinistra, porém, do que esse “erro” foi a facilidade com que Jung mais tarde mudou sua posição e assumiu postura antinazista, “usando basicamente os mesmos termos e conceitos por meio dos quais, anteriormente, tinha legitimado o nazismo.”

      Temos então, entre outros fatos que fogem à análise de estudiosos superficiais, de “olhadores de livros” que perderam o poder da análise, perderam o enredo de certas correntes de pensamento, e perderam o mais importante: o raciocínio.

      Texto admirável, mas como voce disse: “um pouco acima da média, em matéria de compreenção”.

      Abraço
      Renato
      bom,eu separei bem o texto, os parágrafos, vamos ver se o WordPress não compacta tudo, Fy.

      Comment by Renato — 01/07/2010 @ 7:37 AM

    • Cayto! Cheguei!

      Muuiiiiito legal, o texto, super fotos.

      É mesmo sensa esta tua frase, [ vc colocou no Olhar do Outro ].

      Outro dia eu li um post do Alexandre o Mestre em que um escritor que eu esqueci o nome,depois vejo , falava sobre o povo.
      Ele confessava e justificava o medo, que ele tinha do Povo.

      Descrevia como um homem, sózinho, possuia critérios super claros e julgamentos estruturados que simplesmente sumiam quando se misturava com a multidão.

      Fui buscar, é do Rubens Alves :só um pedacinho:

      Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo.

      No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões.

      E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!

      As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo.

      O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas.

      As praças ficavam apinhadas como o povo em festas, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.

      Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro “O Homem Moral e a Sociedade Imoral” observa que os indivíduos,

      isolados, têm consciência.

      São seres morais. Sentem-se “responsáveis” por aquilo que fazem.

      Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciosa pelas emoções coletivas.

      Indivíduo que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta,

      se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis.

      Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido

      e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival.

      Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral.

      O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.

      Eu me lembrei deste texto, quando lí o Renato lá embaixo.

      E o que é mais deprimente , é que em virtude destas manobras,

      de uma palavrinha basiquinha aqui e alí a manutenção da ignorância vai se tornando cada vez mais imprescindível.

      Uma absurdose daqui – outra dalí e eu vou pra casa contente.

      Tão contente que não percebo o quanto está difícel atingir meus objetivos. Não faz mal , eu estou … contente.

      Tão contente que nem percebi, que o mendigo da esquina tinha só 7 anos , que o hospital público é uma fonte de doenças e perigos, que as escolas estão cada vez piores, e que mesmo que eu tenha uma posição privilegiada, Onde – Onde em que local , > vou viver meus sonhos ? estruturar minha ou minhas capacidades, e por aí vai.

      O barato é… viver contente.

      Acabei de ler sobre isso e fiquei chocada.

      Nada como um bom discurso. Velho, gasto, mas ainda funciona que é até engraçado.

      Primeiro , voce convence o povo que a vida é mesmo uma desgraceira.

      Nada como o degradante e vergonhoso símbolo da cruz.

      É miserável esta atitude do cristianismo, miserável, eles usam este símbolo como se usa os espantalhos nos campos

      : pra assustar. Diminuir , afirmar a pequenês e a impotência do homem.

      Depois de “afetar” – desta forma tão pobre – eles oferecem uma fórmula de imbecilização, tipo

      : seja um contente “in” > condicional. Um babaca espiritual.

      Não reaja.

      Não solicite.

      Seja um contente.

      LOL > LOL > LOL > deus deve gostar disso. Faz um tempinho já, não ?

      ele continua :

      Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional,

      segundo a verdade [ aquela … de verdade … que Realiza – enobrece e mais que tudo : Acontece ]

      e segundo os interesse da Comunidade. É sobre esse pressuposto que se constrói o ideal da Democracia.

      Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado.

      O povo é movido pelo poder das imagens, e não pelo poder da razão.[ imagens de todo o tipo : idéias , promessas , e os demais artefatos que prometem as várias tábuas de salvação com o intuito de transformar os “braços” em remos quebrados.]

      Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens.

      Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.

      O povo não pensa.

      Somente os indivíduos pensam.

      Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade.

      Uma coisa é o ideal democrático que eu amo.

      Outra coisa são as práticas de engano pela quais o povo é seduzido.

      O povo é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.

      Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo, se existiu , confiavam no povo.

      Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás.

      Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung,

      o povo queimava violinos em nome da verdade proletária.

      Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar.

      O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer.

      Ele distribuia – o sabidão – promessas tão cheirosas quanto rosas .

      Mas não deixava de veícular a principal egranagem da sua malandragem:

      A mensagem subliminar sempre está alí vibrando – vibrando : Ó : sua vida ” É ” uma cruz.

      Seja contente.

      ” Do desespero ao abraço de fogo, sister,
      do anjo ao demônio,
      de dionísios à torquemadas,
      cada um escorrega nesta vida a onda do próprio olhar.”

      bjo

      Fy

      Comment by Fy — 01/07/2010 @ 11:39 AM

      • Fysinha, voce esqueceu a melhor parte do texto do Rubens Alves .

        num guentei, vou colocar:(separando hehe pode deixar)

        Tenho vários gostos que não são populares.

        Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos…

        Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahma, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio;

        não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol.

        Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo,

        eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e engolir sapos e a brincar de “boca-de-forno”,

        á semelhança do que aconteceu na China.

        De vez em quando, raramente, o povo fica bonito.

        Mas, para que esse acontecimento raro aconteça, é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute:

        “Caminhando e cantando e seguindo a canção…”

        Isso é tarefa para os artistas e educadores.

        O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.

        Rubem Alves

        Comment by Renato — 01/07/2010 @ 12:28 PM

      • Renato,

        Esqueci nada : é que eu adoro rock!
        hhahahahahahahahah!

        bjs

        Comment by Fy — 01/07/2010 @ 12:32 PM

  2. Oi pessoal, oi Fy, desde cedo eu estou tentando comentar… haja quarta feira agitada!
    Isto aqui é que tá parecendo Moldor huahuahua.

    Claro que eu vou elogiar o trabalho do vídeo.
    Vale colocar o quadro dos responsáveis pela criação, só fera :
    Cliente: Sony Electronics
    Video Manager Program: Gonzalez Lisa

    Agência: chickINchair Productions
    Produtor Executivo : Tierney Kim

    Produtora Live Action : Superfad
    Diretor: Will Hyde
    Diretor de Fotografia : Martin Ahlgren
    Desenho de Produção : Jason Puccinelli
    Design Wardrobe Stylist / : Meek Heidi
    Make Up : Smoot Bryin
    Linha de Produção: Scott Ludden

    Design & Animation : Superfad
    Diretor Executivo de Criação: Will Hyde
    Diretor de Criação: Carlos Stevens
    Director CGI / VFX : Orgeron Dade
    3D Artists: Oakerson Tom, Pinyosophon Phiphat , Andrew Butterworth, Koyama Yas ,
    Alex O’Donnell, Dimitri Luedemann , Billy Maloney
    Compositores : Tom Oakerson , Paulo Dias , Judah Loren , West Dorian, Sohn Sohee ,
    John estancar , Lee Soyoun , Dimitri Luedemann , David Holm
    Editors : Haug Ryan
    Chama Artista: Andy Davis
    Chefe de Produção : Chris Volckmann
    Produtor Executivo : Rob Sanborn
    Música: Matt Hutchinson

    Os argumentos são muito interessantes e foram super bem explorados.

    Vou colocar a tradução Google, depois, se necessário voce conserta; I have no tim……

    nova campanha Superfad na loja da Sony é uma homenagem de uma beleza surpreendente e surreal a mensagem da marca Sony global de ” make.believe “e uma homenagem ao prazer de ” Eye Candy “. Desdobramento em três partes , “Birth of Color “,” Explosão de Cores “e” Release of Color “, o projeto foi dirigido e produzido por Superfad e será visto em lojas e feiras em todo o mundo .

    O conceito foi inspirado pela idéia de que a partir de uma imaginação de qualquer coisa é possível. Desenho do mundo teatral da fotografia de moda, Superfad escolheu momentos de drama visual e magia, com objetos esféricos que representa o ponto no ” make.believe “como uma conexão através de linha.

    Superfad / Diretor Executivo Creative Director Hyde capturou uma ação ao vivo , a narrativa lenta , com imagens que mostram que o valor de imagem da Sony BRAVIA televisores de alta definição , incluindo a fidelidade de cores e detalhes . Os efeitos do projeto e de animação, concluído em apenas três semanas, era criativo , dirigido por Carlos Stevens.

    O projeto representa afiada metodologia de Superfad , que evita um estilo singular assinatura a favor da aplicação específica do projeto abordagens criativas para revelar o inesperado. Com o Sony ‘s Eye Candy “, a mistura de live action e animação vem junto em uma união perfeita de intensidade visual e admiração.

    Eu vou terminar uns pepinos aqui e volto a comentar sobre o texto, impressionante.

    João Pedro

    Comment by João Pedro — 01/07/2010 @ 4:32 AM

    • Kd meu post ?

      Sr super empresário.

      Demais o filme , e esta agência tem coisas incríveis. Coloquei um filme lá no Faceboock. Mas aqui… não consigo !!!

      Nem o Vodpod do Tocayo consegue.

      Aliás , eu adoro esta música , mas que porre hem ? ó… vai lá no blog do shimabalaiê … hahahahahahauahauahauahau

      Cada vez que eu abro saúdo Yemanjá.

      Quarta agitada pra todo mundo, João Pedro,eu imagino o trânsito.

      Adorei o contexto todo:

      Superfad escolheu momentos de drama visual e magia, com objetos esféricos que representa o ponto no ” make . believe “como uma conexão através de linha.

      Make . Believe > adorei o pontinho do meio.

      e a Conexão > através de linha.

      oh lord, quantas linhas podemos criar , em vez de des – criar ….

      bjs
      saudade – beije Sampa por mim.

      Fy

      Comment by Fy — 01/07/2010 @ 11:54 AM

  3. E aí Terra Mágica, tudo bem ?

    Impressionante este vídeo do Arthur bispo,impressionante.Ele ainda é vivo?

    Não sei,mas isto me soou exatamente como uma demonstração de como as pessoas menos informadas “engolem” este caldo político/mitológico, sem nenhuma condição de defesa.Depois jogam por aí, em qualquer hospício nojento.Vale o alerta?vale nada.
    Aqueles berros hediondos que se escuta em qualquer porta de igreja fariam inveja aê pro Arthur.Muito triste.Muito demais.
    Mas é bom ser cego, como diz Saramago.A impressão nojenta também que me dá,é que estas pessoas que se fazem de surdas e cegas em relação à propria razão,devem pensar que são ou serão os queridinhos dos mitos que eles adoram.Se rá que eles apostam na ignorância dos mais simples?Nos que morrem de fome, de bomba,de abandono?deve ser um I have the power porque eu creio.Um pra cá, outro pra lá e os ignorantes no meio.Deve ser,pelo menos parece obvioussssss.

    Grande,grande,grande este cara.Sério,como eu gostei deste post.

    Bom,vou voltar pra Mordor e cia,e jogar minhas pulseiras tambem no calderón.

    Beijos Tocayo, saudades.

    Bjinhos

    Juju

    Comment by Juliana — 01/07/2010 @ 5:25 AM

    • Juju,

      que judieira mesmo.

      Tantos piraram , e … alguns tem até um tal de “santo” antes do nome.

      Esquizo , depressão, alucinations : coisa de santo.

      O Huxley é muito bom nestas explicações em As portas da Percepção – Céu e Inferno.

      Mas no caso deste Arthur é incrível, como ele “construiu” tudo aquilo que ficou “guardado” dentro da cabeça dele. Foi como se ele estivesse literalmente “retirando” as peças e montando em forma de arte.

      Incrível. Lindo.

      Acho que ele nem saberia mais viver , ou viver longe daquele local.

      Seria preciso um outramento total.

      E eu acho que ele canalisou toda esta possibilidade na criação desta arte. tá certo.

      bjs

      Fy

      Comment by Fy — 01/07/2010 @ 12:04 PM

  4. Fy, me empolguei com o Tocayo e esqueci, uma notinha aqui sobre Tolkien e a mitologia nórdica: Mordor é também um nome citado em algumas mitologias Nórdicas, referindo-se a um local aonde os seus cidadãos praticam o mal sem o saber, sendo esse mal imposto a eles pela sociedade criada à muito com esse propósito, o que se enquadra perfeitamente com a Mordor de Tolkien.

    Outra coisa, esta frase do Tocayo tambem é muito oportuna, além de muito bonita,
    1.Do desespero ao abraço de fogo, sister,
    do anjo ao demônio,
    de dionísios à torquemadas,
    cada um escorrega nesta vida a onda do próprio olhar.

    e salve a diferença, “bro”.

    beijo pra todos.
    (tio)Renato

    Comment by Renato — 01/07/2010 @ 7:52 AM

    • É o que mais acontece.

      Qdo não é por estas mensagensinhas subliminais é na porrada mesmo.

      Mas eu acho que o povo , de uma certa maneira não enjoa deste miojo.

      Só me irrita , e muito , as reclamações. ahhhh – como elas são iguais.

      O Richã recebeu teu email, super obrigado,Renato.

      Vamos indo pro Celtas ,

      bj

      Fy

      – trabalhei tanto hj que nem percebi : a Alice Valente completa 4 anos de blog. Acabei de ver, no email.

      Parabéns , guerreira incrível.

      Comment by Fy — 01/07/2010 @ 12:15 PM

  5. ‘pena que seja um pouco acima da média, em matéria de compreenção, mas é um puta texto oportuno’

    Na minha opinião um dos melhores já publicados por aqui.
    Demorei a comentar, porque lé e relí várias vezes. Além de um estilo formidável, a autor passeia por verdadeiras feras do pensamento contemporâneo, com uma tal desenvoltura, que denota um tremendo conhecer.

    Por isto a observação do TocaYo é bastante pertinente, e infelizmente bem verdadeira.Latour, Gilbert Simondon, Varela, Castoriadis , Kant, Heidegger, Foucault, Guattari e Deleuze, as “máquinas de Guattari”,todos eles tem uma pitada de tempero neste belo texto.
    Sem esquecer Fernando Pessoa.O que é uma redundância. Ele é inesquecível.

    O conceito de Multiplicidade, tão explorado por Deleuze, e Guattari não é uma exclusividade dos dois. Um dos grandes problemas de Platão foi a constatação do devir. Ele era muito, mas muito inteligente.Tanto pra ele quanto pra seus sucessores, a estratégia toda se resume em ocultar sua irreversibilidade, capaz de explicar tudo. Se bem que nunca precisaram se esforçar muito pra isto. Poucas pessoas sabem exatamente sobre devir.É mais fácil estas baboseiras ovelhosas, que estas pessoas repetem, sem entender,por sinal.

    ‘vamos em direção a Mordor: jogar o anel na própria fornalha ambiciosa que o quer e que o gerou … .’

    Esta magnífica frase tolkieniana é um alerta, de certa forma e cada vez mais, intransferívelmente contemporânea,vide o terror que está assolando o golfo do México,terror, no extremo significado da palavra.
    Esta realidade entre outros extremos está levando a humanidade a limites de saturação perigosos, delicados.

    A ética e, ou a política não concernem apenas às relações dos humanos entre eles, à relação com o “próximo”, mas igualmente à relação com o mundo. Que mundo ajudamos a inventar e a fazer existir?

    Esta interrogação fundamental pode desdobrar-se em três questões ético-políticas particulares.

    Em primeiro lugar, enquanto cidadãos do mundo total, que é feito de nossa responsabilidade para com a Terra, seus oceanos, suas florestas, suas massas humanas e seus climas? Em que planeta queremos viver?

    Em segundo lugar, enquanto fontes de mundos particulares, de que modo agimos para com os OUTROS MUNDOS, produtos de formas de vida, de cultura, de significações e de subjetividade diferentes?

    Que tipos de relações estabelecemos com modos de ser que não são os nossos (mas com os quais estamos, no entanto, sempre em relação pelas redobras de nossa participação com a mecanosfera)?

    Em terceiro lugar, que atitude fundamental adotamos para com o trans-mundo?
    Mantemos livre a possibilidade de emergência de novos agenciamentos de enunciação?
    Favorecemos ou, ao contrário, restringimos a produtividade ontológica?
    Mantemos as dobras em sua essência de acontecimento, ou trabalhamos para endurecê-las em oposições, estratos, substâncias?

    Escolhemos as individuações sempre capazes de receber novas dobras ou as individualizações rígidas e fechadas?

    O resto minha gente, é “umbigo” de quem não consegue enxergar ou se “preocupar” com o próprio umbigo e quer um pouquinho de público, tão irrealizado quanto sí mesmo ou seu próprio umbigo, na maioria das vezes umbilicado à uma arrogância tristemente divertida, considerando a falta de perspectiva.

    beijo pra todos,

    obrigado João Pedro pelo esclarecimento do enredo do filme, que até trouxe uma noção de como este trabalho é feito.

    tio Gus

    Comment by Gustavo — 01/07/2010 @ 2:45 PM

    • Gustavo,

      Acabei de ter um déjà vu, uma certeza absoluta de que já conversei com vc sobre o lance aí abaixo, o que seria impossível porque acabei de ler isto, que recebi da Voadores.

      Vou colocar aqui, e depois te ligo, mas quero registrar pq o post tá sendo super visitado, quem sabe as pessoas também gostem de ler os comentários.

      Eu fico passada com estas coisas “reais” :

      Prezados(as)

      Fui ontem (29/06) assitir ao relato do médico do Congo e indicação ao Nobel da Paz de 2009, Denis Mukwege, aqui na UFRGS. O relato foi emocionante pois envolve violência sexual contra mulheres, crianças e velhos para dizimar psicológicamente as vilas do Congo.

      Quando a mãe é estuprada na frente dos filhos acontece uma ruptura de valores, nada segue como antes naquela família. Pois é assim que esta guerra suja se trava a anos no Congo. A ONU está a 10 anos lá e somente registra estatíticas sem baixá-las. Na verdade a globalização assite a todo esse horror calada. Algumas ONGs tentam assitir as famílias e vítimas esfaceladas fisicamente (ele relatou o caso de uma menina de 6 anos sem reto e sem vagina e pergunta como prosseguir a vida desta criança).

      Denis constatou que vítimas de estupro procuram atendimento para serem escutadas e não que o médico apresente uma lista de exames. Me parece que Mukwege balança um paradigma da medicina que somente olha a doença e não o doente. Criticou severamente o governo de seu país que não protege seu povo e devería demitir-se da sua função.

      A não intervenção em governos constituidos (sei lá de que forma) justificam a falta de ação dos organismos internacionais ? A União Européia contribui com $700 mil ano para a África. Diga-se de passagem que este problema existe em todo mundo mas no Congo toma dimensões fora da dignidade humana, até quando ?

      Perguntaram ao Denis o que o prendia ao Congo visto que era a maior autoridade do mundo em reparação interna de genitais femininos e podería trabalhar em qualquer lugar do mundo, ele respondeu: “uma colega médica sem reto e sem vagina continua sua luta lá para salvar vítimas iguais a ela”.

      Bruno Born Neto

      Universidades brasileiras podem ajudar a África, diz médico congolês (29/06/2010)

      Denis Mukwege, maior autoridade do mundo em reparação interna de genitais femininos e um dos mais importantes especialistas no atendimento a mulheres vítimas de violência sexual, algo muito comum nas regiões africanas devastadas pela guerra, esteve hoje na UFRGS. Mukwege foi recebido pelo reitor Carlos Alexandre Netto e representantes da Administração Central e, no Salão de Atos, falou a centenas de pessoas sobre as condições de saúde pública na República do Congo.

      Especializado em ginecologia no Centro Hospitalar Universitário de Angers, na França, ele retornou à África em 1989, onde trabalhou no Hospital de Lemera, ficando mais próximo às mulheres que queria ajudar. Foi assim até 1996, quando a guerra civil no país destruiu o local.

      Mukwege sobreviveu e se instalou em Bukavu, onde fundou e ainda dirige o Hospital de Panzi. Conforme Mukwege, no Congo, a violência sexual existe muito mais por motivos políticos. O objetivo é fazer com que o agressor tenha algum tipo de vitória sobre a comunidade. Isso acarreta não só deficiências físicas, mas principalmente psíquicas. São violências metódicas, que têm um alvo preciso.

      Para ele, as universidades podem ajudar os africanos desenvolvendo pesquisas conjuntas, principalmente no campo da antropologia, pois, de acordo com sua avaliação, é muito importante entender e conhecer as causas do comportamento de pessoas que causam esse tipo de violência para,assim, buscar respostas e soluções para esses desvios. Ao final da conferência, Denis Mukwege e o vice-reitor Rui Vicente Oppermann receberam uma comissão de alunos do Congo que estudam na UFRGS.

      ———————–

      Gus , eu assisti em um documentário, que este lance do estupro é um ritual de boa-sorte qdo os soldados , guerreiros , vão pra alguma batalha.

      As mulheres se submentem, como se fôsse apenas um costume.

      Isto não é uma tradição. Nunca ouvi falar sobre isto.

      De onde surgiu esta barbaridade?

      Vc sabe ?

      Bjs

      Fy

      Comment by Fy — 01/07/2010 @ 3:37 PM

  6. Deixei de falar sobre a gravura.

    Fy, que extraordinária representação plástica do Processo de Individuação toscamente interpretado como temos visto!
    Até o sangue é relevante, nesta altura.
    Belíssima.

    beijo
    tio Gus

    Comment by Gustavo — 01/07/2010 @ 2:51 PM

  7. “Rir é correr risco de parecer tolo.
    Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
    Estender a mão é correr o risco de se envolver.
    Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
    Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
    Amar é correr o risco de não ser correspondido.
    Viver é correr o risco de morrer.
    Confiar é correr o risco de se decepcionar.
    Tentar é correr o risco de fracassar.
    Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
    Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
    Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
    Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
    Somente a pessoa que corre riscos é livre!”

    Seneca
    (orador romano)

    Eu quero ser muitas, todas as que vivem em mim.
    Assim, me surpreendo.

    Muito lindo.
    beijo
    Marianne

    Comment by Marianne — 01/07/2010 @ 4:18 PM

    • Somente a pessoa que corre riscos é livre!”

      … você pode me empurrar pro precipício
      não me importo com isso
      …eu adoro voar.
      Bruna Lombardi

      é por aí.

      bjs

      Comment by Fy — 04/07/2010 @ 4:17 AM

  8. Fy,

    Sua aula de filosofia e dança preferida:

    Mesmo quando houver
    apenas dois termos, há um ‘e’ entre ambos, que não é mais nem um, nem outro,
    nem um que se torna o outro, mas que constitui, precisamente, o Impessoal, a
    multiplicidade.
    Assim, o impessoal refere-se ao acontecimento puro, a uma vida, em sua
    plena potência e multiplicidade, constituindo-se, dessa forma, o paradoxo de que
    se trata, simultaneamente, de uma vida impessoal e, também, singular, já que o
    Acontecimento agencia a criação, a individuação, apagando a vida de uma individualidade,
    de um “eu”, em proveito da vida singular imanente a um homem. Os
    acontecimentos e as singularidades não fazem nada mais do que se atualizar nos
    sujeitos e nos objetos uma junção do mais impessoal e do mais singular. Evocando
    passagens e movimentos do eu individual que, muitas vezes, pode encontrar-se
    imobilizado, o Impessoal pode produzir o salto do corpo para o acontecimento
    puro, buscando uma vida em sua potência de forças. Para tanto, um corpo precisa
    se abrir e se conectar com a potência das forças do Impessoal, desprendendo-se do
    antigo eu ‘imobilizado’ e lançando-se no plano das multiplicidades do Fora.
    Na dança, muitas vezes, o bailarino também precisará realizar “saltos” para
    se conectar com as potências do Impessoal. O corpo que dança “salta” para desbravar
    novos gestos e compor novas imagens, e, para tanto, é preciso que se desprenda
    do antigo “eu” que dançava, do antigo corpo. Referimo-nos, pois, a um
    corpo que procura ultrapassar-se, buscando sua potência e sua multiplicidade nas
    forças de um novo tempo, o tempo que rege as intensidades do Impessoal. Resta
    saber, como nos diz Deleuze (1990), de que forma o bailarino passa de uma
    motricidade pessoal a um elemento supra-pessoal, a um movimento de mundo
    que a dança vai traçar. Há, pois, um “grau zero”, como que uma hesitação, um
    atraso, um “neutro”, algumas falhas preparatórias ou, ao contrário, um nascimento
    brusco, entre o passo motor e o passo da dança. Ao dançar, o bailarino irá
    transformar seus gestos pessoais em movimentos de mundo, que ultrapassam a
    situação motora, podendo voltar a esta. É dessa forma que o corpo que dança pode
    conectar-se com o Impessoal, o plano de imanência, através da criação de movimentos
    aberrantes, movimentos de mundo, criados nas passagens “entre-forças” e
    regidos pela lógica rizomática do “e, e, e,”. O corpo que dança procura, por meio
    de sua gagueira hesitante, saltar para a produção de sua própria língua. A dança se
    torna, então, um meio de entrar em outro mundo, no mundo do outro. Torna-se
    outramento, diferenciação. Ao se conectar com as forças do Impessoal, o corpo
    que dança se desprende de sua identidade e se abre para a criação de novos contornos,
    experimentando, assim, gestos de mundo e novos modos de existir.

    um beijinho e muito carinho pra todo mundo

    Carol

    Comment by Carol — 02/07/2010 @ 2:06 AM

  9. Fy,
    Entrar aqui é outrar…
    É permitir que as imagens e palavras despertem esse outro…é querer ser o outro para entender seu universo e entrar nele.

    A dança das abelhas

    “Somos aquilo que sentimos e percebemos. Se estamos zangados, somos a raiva. Se estamos apaixonados, somos o amor. Se contemplamos um pico nevado, somos a montanha. Ao assistir a um programa de televisão de baixa qualidade, somos o programa de televisão. Enquanto sonhamos, somos o sonho. Podemos ser qualquer coisa que quisermos, mesmo sem uma varinha mágica.”

    Extraído do livro “O sol meu coração” de Thich Nhat Hanh

    E esta magia de ser o outro, de ser o objeto de contemplação, de ser nossas reações…ser o caos e equilíbrio…outrar de certa forma é querer perder, mesmo que inconscientemene, a identidade, por um momento. É poder sair com passos leves do turbilhão de perguntas e respostas que ecoa em nossas mentes.
    Essa busca do infinito na infinidade da própria busca.
    É o sentido de buscar sentido em tudo.
    Mas também é o prazer de assistir novamente a sessão da tarde, de fazer as mesmas coisas.
    Muitas vezes a rotina chega a ser inerente à própria vida…é como estar cansado de estar sempre no mesmo corpo e olhar sempre nosso próprio rosto.
    A mesma forma. Os mesmos desejos.
    E no meio do caminho cativamos e somos cativados por universos. E realmente é uma grande responsabilidade. Por isso outrar as vezes é como precisar sentir a respiração. Sair do piloto automático para ser finalemnte. Para sentir alguma coisa, pelo amor de Deus, sentir algo…nem que seja um arrepio no final da tarde, inesperado.
    As vezes não basta ouvir o outro, conhecer seus sorrisos, sua forma, sua unicidade extramamente viciante…a vontade é maior…é vontade de entrar nele, fundir-se com ele…ser ele por um momento…
    É como um amigo meu sempre fala…ser a árvore…somos a árvore..sem começo e nem fim…

    Ah, não vejo a hora de mergulhar no Pena que foi Ontem também…:)

    Saudade de você, Fy. Saudade daqui.

    Comment by Thaís Vidal — 02/07/2010 @ 3:23 AM

    • Thaís !

      ” Aqui ” é que está com saudade de você.

      Uma coisa : antes que eu esqueça : eu comentei lá no “Sala ao Lado ” > não saiu ! ! !

      peraí que eu vou ver o nome do post Mojito : http://nasalaaolado.blogspot.com/2010/04/mojito.html

      que é lindo lindo > se alguém não leu : taí.

      E este seu comment vale um post , mesmo, como disse o Caio !

      Você tem esta arte do outramento.

      Você dança.

      bjo

      Fy

      Comment by Fy — 04/07/2010 @ 4:02 AM

    • bom te ler, Thaís.

      Voce e a sua poesia.

      somos a árvore..sem começo e nem fim…

      Here is the deepest secret nobody knows.
      Here is the root of the root and the bud of the bud
      And the sky of the sky of a tree called life;
      Which grows higher than soul can hope or mind can hide.

      And this is the wonder that’s keeping the stars apart.
      I carry your heart.
      I carry it in my heart.

      Aqui está o mais profundo segredo que ninguém conhece.
      Aqui está a raiz da raiz eo broto do broto
      E o céu do céu de uma árvore chamada Vida;
      Que cresce maior do que a alma pode esperar ou a mente pode esconder.

      E esta é a maravilha que mantém as estrelas separadas.
      Eu carrego o seu coração.
      Eu o carrego no meu coração.

      Cummings

      TocaYo

      Comment by TocaYo — 04/07/2010 @ 6:33 AM

  10. Boa tarde a todos,

    Bem, eu desde que me tornei sócia do windmills não paro de “outrar”.

    Vou até “tentar” fazer uma coisa, que nunca tentei antes, mas voce me deixou tão a vontade que se eu errar, não faz mal.

    Como isto é importante!(vou tentar colocar uma música! espero que gostem, recomendo ouvi-la no final da tarde, com um chá bem quentinho, lendo o Windmillsbyfy, rsrsrsr))

    Dizem que a uma certa idade , nós as mulheres nos fazemos invisíveis , que nossa atuação na cena da vida diminui e que nos tornarmos inexistentes para um mundo onde só cabe o impulso dos anos jovens.

    Eu não sei se me tornei invisível , para o mundo , pode ser, porem , nunca fui tão consciente da minha existência como agora .

    Nunca me senti tão protagonista da minha vida , e nunca desfrutei tanto, cada momento da minha existência.

    Descobri que não sou uma princesa de contos de fada , descobri o ser humano sensível que sou e tambem forte , com suas misérias e suas grandezas.

    Descobri que posso me permitir o luxo de não ser perfeita, de estar cheia de defeitos , de ter fraquezas , de me enganar… de fazer coisas indevidas e de não responder as expectativas dos outros.

    E , apesar disso …Gostar de mim .

    Quando me olho no espelho e procuro quem fui …sorrio àquela que sou !!

    Me alegro do caminho andado , assumo minhas contradições.

    Não gosto do final , então modifiquei:

    o original diz assim:

    “Sinto que devo saudar a jovem que fui com carinho , mas deixa-la de lado , porque agora me atrapalha.”

    e eu “aqui” , tenho a ousadia de dizer que ao contrário:

    “Recebo” e “abraço” a jovem que fui e sou, com muito carinho: ela não me atrapalha mais!

    um beijo e um parabéns à todos

    Sofia

    Comment by Sofia — 02/07/2010 @ 4:23 AM

    • Ah Sofia !

      Que coisa mais que mais bonita.

      Olha só o que eu lembrei:

      Uma janela aberta sempre canta a canção
      As árvores balançam de braços dados
      Esta felicidade ondula
      Um beijo distraído
      Listas desordenadas de pura emoção
      Corações e pernas em movimento
      Esta é a nossa dança

      Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.

      Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

      ( Clarice Lispector )

      bjo

      Fy

      Comment by Fy — 04/07/2010 @ 4:13 AM

    • “Recebo” e “abraço” a jovem que fui e sou, com muito carinho: ela não me atrapalha mais!

      Que ela seja bem vinda.

      Porque você é sempre bem vinda.

      TocaYo

      Comment by TocaYo — 04/07/2010 @ 6:27 AM

  11. Um recado e um abraço pra Sofia,

    (creia que eu também aprendi o embebed aqui)

    Abraços a todos do “outro” Vítor,meu camarada… o que adora poesias,musica,e um bom papo entre amigos.

    Vitor Simmonsen

    Comment by Vítor — 02/07/2010 @ 5:36 AM

    • Doutor, que boa lembrança !

      quem dera e ao mesmo tempo q horror se tudo pudesse ser progamado.

      “e que a única coisa que cada um pode fazer é expandir a consciência de tal modo que perceba seu espaço e seu momento .

      Cada um deve aprender a viver impecavelmente a dança das mudanças . ”

      Sabe , doctor , este post do Kaslu , conversa muito comigo. muito.

      Pra brincar um pouquinho : – [ to louca da vida com o futebol ! ! ! – ]

      bj

      Fy

      Day after Day

      I am the one who can free myself
      Tonight, it’s cold, it’s raining outside there
      I know, the truth, that you can free yourself
      Of all the tears and sadness
      And turn them into light

      Day after day
      Night after Night
      I’ve been waiting to love again
      Day after day
      Life after life
      Love is waiting inside your heart

      Someday, somehow, we’ll have to say goodbye
      To you, and me, to face real life
      You are, the one
      It’s all because of you
      All the things you’ll feel will turn into love

      Comment by Fy — 04/07/2010 @ 4:48 AM

  12. Bacana o post… Os comentários, valem posts a parte…

    Qdo tenho pouco a dizer, prefiro escutar, tlvez um pouco outrar,…

    abrs

    Comment by Caio — 02/07/2010 @ 11:26 AM

    • Taí, Mr Writer : for you.

      Bj

      Fy

      Comment by Fy — 04/07/2010 @ 4:48 AM


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