windmills by fy

15/07/2010

watchtower

Filed under: Uncategorized — Fy @ 6:07 AM

 

 

 

 

 

 

 

sorry – sorry  … but , again :

 

 

 

Vodpod videos no longer available.

the fish, posted with vodpod

 

 

E … os peixinhos … :  they make everything in the same – same  way  …   a cada vez que você joga um pouquinho de comida na água .

[ click  the water ou distribua bolsas – família  ]

 

 

 

 

 

Neste outro … , é impossível não perceber como os carneirinhos tão  iguais … fazendo tudo tão igual … parecem patéticos , comuns , chatos ….

e acabam nos dando sono … provocam um estado …. de alheiamento … : unreal  …   des-rea l .   

Stay Out .  

 …    adormeça   …

 

 

 

 

E …  boa parte da humanidade vive em um transe hipnótico – fácil assim –  , tão hipno…tizados que transformaram a realidade em simulacros e simulacros em realidade.

Estar acordado ou   “consciente”   passou a ser um sonho .   E nem mesmo o sonho , nossos sonhos ,  podem fazer  parte da realidade .

Quem sonha : deseja … e desejar > virou palavrão – impede …a … iluminação …. e … é sinônimo de ” sofrimento ” .

 

 

Oh  sweet  idiots  …  always sweet .   –  don’t forget  –  !

 

 

Jogamos nossa realidade    “ e ” … nossos sonhos nas mãos de alguém  [ s ]  … que … teve … alguma “ idéia ” – sim … uma “idéia ” –

 e  : “ consciente ” de que  é extremamente fácil idiotizar  a maioria ,   “ afirmou ”  que esta idéia é a verdade .

E que a realidade é apenas um simulacro torcido e retorcido desta   “ sua ”   “ idéia ”  .

[ o mais engraçado é ver carneirinhos saltando cada hora em uma   “ verdade ”    diferente . ]

 

 

Pois é , estamos  … assim :

em um sonho coletivo em que os valores estão invertidos , mentiras são tomadas como verdade , e a tirania é sempre  aceita como garantia .

… alguma  …  pelo menos .

E , mesmo que seja triste , temos que afirmar que a  maioria  gosta de sua ignorância

e se agarra  firmemente em hipnotizantes  conceitos    “ meta-fiction ”

 e em caducas e  caducadas   misérias e afirmações  que lhes possibilitem   “ ter ”    uma  ou

 “ alguma ”   cômoda  identidade .

 

 

Correm  ávidos por algum alimento-metáfora  ou  miracle-salvation sugarcoat  que   “ caia do céu ”   …   –  como os peixinhos  –  …

Ou seguem qualquer trilha   …   –  como os carneirinhos ,  sem ter o menor critério …  à la buda ou qualquer outro ismo  :  não raciocine  …  –  todo o ismo é igual :

Um manual pra que se perca a consciência  “ natural ”  : 

A Consciência  que é a noção de seu próprio ser , algo que nós reconstruímos momento a momento ,

com base na imagem da nossa própria autobiografia dentro e óbviamente incluída no mundo  – real – que nos rodeia . 

E eu ainda acrescento  um senso de  futuro pretendido .

 

 

Portanto , “ se ” a questão é : –  estamos conscientes ?

Eu respondo que isto depende  de quem você   “ é ” .

Alguns de nós  ainda … “ somos ”   e  estamos conscientes de ” tudo o que é ”  ,   

outros estão apenas segurando alguma peça  do puzzle e perguntando  : 

onde é … ? 

onde é … ?   

onde está   ?   o tal   do :   “ não – ser ”      – o    “não-mundo”       – ou o   “ paraíso … divino  ”   –  ou  o  pra  lá  de clichê :  narcisístico – superself    –

uma vez que estes tem a sistemática e decepcionante utilidade    do … interessante …  :    não-se-manifestar  jamais

e  não-ajudá-los-em-nada  , –  mantendo-os contínuamente   “ ocupados ”    em  procurá-los  … e  procurá-los ….

desviando assim sua atenção , do que realmente podem realizar em suas vidas .

Ou disvirtuar o verdadeiro significado da Vida .

 

 

Mas como a titia Realidade , em toda sua simplicidade sempre bate às portas ,

e não se admite enganar ,

não raro …  escutamos as frustrações de quem vive alucinando em  ismos-trips .

 

 

 

 

Este post , tem um pouquinho de :   Hannah  Arendt  : a filósofa – não filósofa   – Deleuse e afins  – e Bob Dylan , pra quem quiser se arriscar em  um pouquinho de Realidade   :

 

 

 

 

There must be some kind of way out of here

 
 
 

…  said the joker to the thief …

 

 

 

 

 

I

O  homem existe para introduzir no mundo a capacidade de iniciar .

Ser humano e ser livre são , então , uma única e mesma coisa .

E homens e mulheres são livres apenas quando agem , nem antes, nem depois ; pois :  ‘ ser livre e agir são o mesmo ‘ .  

(Entre o passado e o futuro)

Hannah   Arendt

 

 

Alemã , Hannah Arendt – 1906-1975 – , nasceu numa abastada e antiga família judia .

Sempre resistiu ao título de Filósofa , pois considerava-se ,  “ apenas ” uma pensadora .

Afirmava que o pensamento deve estar a serviço da vida e não numa encapsulada Filosofia .

Teve o privilégio de ser aluna e amiga pessoal de Heidegger, Husserl e de Jaspers , expoentes da corrente filosófica fenomenológico-existencial .

 

 

 

Diferente da ontologia metafísica antiga , cuja origem remonta a Platão , a fenomenologia existencial parte das coisas que aparecem no mundo .

Tomemos o seguinte exemplo : a experiência sensível  – de onde também parte a razão científica –  nos permite constatar se alguém está ou não morto .

Já o conceito da morte em si , cabe à metafísica .

Arendt se debruça sobre os fenômenos em seus modos de aparição na existência mundana pois , para a fenomenologia  “ ser ”  e “ aparecer ” coincidem .   …  

 

 

 

Em 1933 , Hitler toma o poder e Hannah Arendt , judia , vê ruir a possibilidade de lecionar nas universidades alemãs .

Perseguida pelo nazismo , mas …  passa a viver como apátrida , em exílio .

 

 

 

– [ Obs : exatamente igual à Inquisição : no  cristianismo , fundada em 1184 no Languedoc .  Vale lembrarsempre

No século XIX , os tribunais da Inquisição foram suprimidos pelos estados europeus , mas foram mantidos pelo Estado Pontifício –

ou seja :  os crimes inenarráveis : simplesmente : não existiram ou não tem importância : em nome de algum “ deus  –  ”.  

Em 1908  , sob o Papa Pio X , a instituição foi renomeada   ” Sacra Congregação do Santo Ofício ” .  

Em 1965 , por ocasião do Concílio Vaticano II  , durante o pontificado de  Paulo VI 

e em clima de grandes transformações na Igreja após o papado de  João XXIII   , assumiu seu nome atual   – ” Congregação para a doutrina da Fé  “.  – acredite, se puder … ]  –

 

 

 

Essas circunstâncias são extremamentes relevantes para a compreensão das obras desenvolvidas em sua vida :

meditações filosóficas , análises de teorias políticas e tentativa de explicar os inusitados e nefastos rumos de seu tempo .

 

 

 

Em 1951 , com  “ Origens do Totalitarismo ”  :

termo cunhado por ela que significa governo , país ou regime que centraliza todos os poderes políticos

e administrativos : proibindo a atuação de quaisquer outros partidos ou grupos políticos ,  

detém-se a analisar de modo sistemático esse fenômeno   inédito ,

que não se enquadrava nas categorias tradicionais das ciências políticas .

 

 

 

Arendt testemunha o antigo e complexo enlace entre moral e política  : 

vexatória e desumanamente rompido nos tempos em que viveu ;

revela a necessidade de recuperar a dignidade da política como atividade   [ práxis ]   fundamental da vida em comum .

 

 

 

Com base numa antropologia filosófica , responderá sobre em que condições um universo totalitário é possível .

Filósofa do real  [ existencialista ]  ,

Arendt tomará por objeto de estudo a vida ativa [ que atua , age no mundo e não a contemplativa , … tradicional na Filosofia ]  

vendo-a por três modalidades de atividades fundamentais do homem na cultura:  trabalho , obra   e   ação  .

 

 

 

Sobre o trabalho  atesta ser uma atividade indefinidamente repetitiva

e voltada exclusivamente para satisfação e preservação das necessidades vitais humanas .

O trabalho em si é , portanto , produção de tudo o que é perecível .

 

 

 

Quanto ao que denominou  “ obra ”  ,

cabe a produção de bens duráveis , artefatos e objetos que não são aniquilados assim que consumidos .

Mas mesmo essa  “ durabilidade ” é relativa e está  sujeita / submetida à utilidade e ao ciclo dos meios e dos fins .

 

 

 

Somente a ação é , em suas palavras ,  

“ a única capaz de transcender o ciclo da necessidade vital e da cadeia infinita dos meios e dos fins .   

Inseparável da palavra , a ação é revelação do homem , num espaço público de surgimento  [ pólis ]  

em que cada um é visto e ouvido por todos ” .

 

 

 

Em sua obra   “ A condição humana ”  [ 1958 ] ,

observa que   “ estar isolado é estar privado da capacidade de agir ” .

Mesmo não sendo privilégio exclusivo do ator político ,

a ação humana enseja a constituição de um espaço público  [ distinto do âmbito privado ]

por onde se estende toda a vasta rede  de   relações / atuações humanas .

A ação se dá no espaço público .

 

 

 

Por outro lado , a ação que se dá no espaço público não pode perder a conotação individual .

 

 

 

Em verdade , não agimos quando somos levados pelo coletivo que se manifesta através de nós .

 

 

 

Nesse sentido , o sociólogo Zygmunt  Bauman , em sua obra  “ Ética pós-moderna ” alerta que :

 “ Na multidão, somos todos iguais . Andamos juntos , dançamos juntos , nos acotovelamos juntos , ardemos juntos , matamos juntos ” .

 

 

 

Não há porque agirmos como marionetes guiadas por determinismos históricos ou de qualquer outra ordem .

A liberdade está em nosso poder de criar o novo :

“ O começo é a suprema capacidade do homem ; politicamente , equivale à liberdade do homem ”.  – Origens do Totalitarismo –  . Hannah Arendt

 

 

 

Transformar as diferenças em monotonia : unidade  é a tentação permanente das sociedades totalitárias .

O nazismo e o comunismo foram as expressões máximas desse desejo de unidade . – tipo : somos todos um … somos todos iguais – etc : > no próximo post …

Sem esquecer a intenção de homogenização  presente em qualquer outro ” ismo ” .

 

 

 

 

 

Em 1963 , a serviço do The New Yorker , imbuída de compreender o que leva um ser humano a , estupidamente , recusar-se a pensar ,

a refletir sobre seus atos  :  uma das causas que levam a se perder o individual ,

Hannah Arendt parte para a cobertura jornalística do julgamento do general Karl Adolf Eichmann ,  

um dos responsáveis pelo planejamento e execução de milhões de judeus .

E  publica  – Eichmann –   em Jerusalém .

A obra surpreende ao revelar suas impressões :

o responsável por tantas atrocidades não era nenhum demônio encarnado : [ o que lhe rendeu incompreensão e severas críticas da própria comunidade judaica ] .

Tratava-se de uma pessoa absolutamente  “ normal ” ,  um típico burocrata ,

manipulado pela ideologia alemã ,

um mero executor de ordens que zelava por seus deveres e pelo cumprimento de seu trabalho .    [ um ” carneirinho ” … ]

 

 

 

[   ah … mas   isto não é curiosíssimo  ?    o Führer   era um deus !

 – Führer em  alemão : o ” condutor “, ” guia “, ” líder ” ou ” chefe ” .  

Deriva do verbo führen :  “ para conduzir ” .

Embora a palavra permaneça comum no alemão , está tradicionalmente associado a Adolf Hitler  ,

que a usou para se designar líder da Alemanha Nazista . ]

 

 

 

A perversidade do sistema totalitário cria pessoas destituídas da mínima capacidade de distinguir o bem do mal ,   [ seguem o ou algum ” manual ” ]

de atentar para as conseqüências de suas ações , pois encobrem-se no coletivo .

Cegos , buscam , unicamente , ascender socialmente no exercício de suas profissões sem questionar o éthos do que lhes compete .

 

 

 

Hannah Arendt apontou para a necessidade de refletirmos

sobre o fato de que regras arbitrariamente preestabelecidas

nos tornam incapazes de gozar das faculdades básicas do espírito individual ,

seqüestrando nossa liberdade .

 

 

 

Ao negar ao homem a liberdade de pensar ,   refletir   ,   julgar e escolher  ,   fomentamos a existência do Totalitarismo .

Hannah   Arendt

– 1906  – 1975 –

 

 

Hanna  Arendt e sua história me lembram Spinoza .

 

 

 

 

 

” existem muitos aqui entre nós que sentem

que a vida não passa de uma piada

mas você e eu já passamos por isso , e este não é nosso destino

por isso não conversemos com falsidade agora ,

… está ficando tarde “

 

 

 

Que potência neutra é essa que de repente emerge no mundo ?

Como se explica que , no espaço humano que nos coube ,

já não tenhamos pela frente pessoas distintas que vivem experiências particulares ,

mas   “ experiências  vividas sem que ninguém as viva ”  ?  

 

 

O que é que   leva a  que haja em nós    e fora de nós algo de anônimo

que não cessa de se revelar ao mesmo tempo que se dissimula ?

 

Mutação prodigiosa , perigosa e essencial , nova e infinitamente antiga .  …   ?

 

 

Falamos , e as palavras , precisas , rigorosas , não se preocupam conosco

e só são nossas devido a essa   ” estranheza ”   que passamos a ser para nós próprios .

 

 

E , do mesmo modo , a toda a hora , “ dão-nos réplicas ”

acerca das quais apenas sabemos que se dirigem a nós  e  …   “não nos dizem respeito”

 Blanchot –  1984 –  p. 157-8 

 

 

 

 

II

–  fragmentos  de :  

Form ação como deform ação :

esgotamento entre Nietzsche e Deleuze 

 

 

 

 

Na noção de Hannah Arendt – temos a extrema determinação do Indefinido , o que pode implicar uma largueza de alma ,

 isto é , um acesso ao indeterminado , uma possibilidade de aumento da superfície de contato ,

de expandir a gama de experiências efetivamente experimentáveis e toleráveis ,

desalojando e transformando os  pólos dominantes (dos lugares do certo e do errado)

que tentam  monopolizar as interpretações de mundo ,

procurando manter suas paisagens congeladas numa tônica invariável .

 

 

Largueza de alma que envolve , portanto , uma gradativa e sempre renovada expansão

de nossa capacidade de dizer sim à Vida em suas várias expressões .

Um acolhimento fugidio , precário , efêmero ,

cuja afirmação não signifique uma purificação da alma ,

mas uma coragem de misturar-se , de lançar-se à multiplicidade e acolhê-la .

 

 

Essa largueza é , nas palavras de Deleuze ;  

“uma moral da vida em que a alma só se realiza tomando a estrada ,

sem outro objetivo [ a não ser a vida … ou seja … sem hipocrisias … ]  >  , exposta a todos os contatos ,

sem jamais tentar salvar outras almas ,

desviando-se das que emitem um som demasiado autoritário ou gemente demais ,

formando com seus iguais  acordos / acordes mesmo que  fugidios e não resolvidos ”

– Deleuze – 1997 – p. 101

 

 

É uma experiência que se produz e nos escapa várias vezes .

Somos frequentemente afetados por experiências que  ,

seja pelo inesperado da situação , pela violência do impacto produzido

ou pelo imperativo dos clichês , fazem ecoar em nós um NÃO em sua direção .

 

 

Essa negação pode impedir que essas experiências sejam digeridas e assimiladas .

Quando mergulhamos nisso ,

aspiramos a “ controlar ” a Vida ,

podendo recair numa onipotência ou em seu avesso , que é o mesmo :  a Impotência .

 

 

 

 

 

 

 

Por toda torre de observação , princípes guardavam a vista

enquanto todas as mulheres iam e vinham ,

criados descalços também .

 

Lá fora, na distância , um gato selvagem grunhiu

dois cavaleiros se aproximavam ,

o vento …                       

começou a uivar .              

– Mr. Bob  Dylan –      

 

 

– só para quem gosta  :    

Dave Matthews    no  Central Park  com todo o sentimento possível > rasgando  All Along the Watchtower   de Bob Dylan.

O solo do violino é ….   

 

 

 

 

There must be some way out of here

Said the joker to the thief

There’s too much confusion

I can’t get no relief

 

Business men they drink my wine

Plow men dig my Earth

None of them along the line

Know what any of it is worth

 

No reason to get excited

The thief he kindly spoke

There are many here among us

Who fell that life is but a joke?

 

But you and I, we’ve been through that

And this is not our fate

So let us not talk falsely now

The hour is getting late

 

All along the watchtower

Princes kept the view

While all the women came and went

Barefoot servants too

 

 

 

Outside in the distance

A wild cat did growl

Two riders were approaching

The wind began to howl

 

– continua …

 

Fy

 

 

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

21 Comments »

  1. “Em verdade , não agimos quando somos levados pelo coletivo que se manifesta através de nós”- excelente,,,,

    A Hanna arendt tinha um conceito bem interessante de “banalidade do mal”… acho q está neste livro q vc citou .. o de Eichmann, vale a pena conferir…

    DaveMatthewsNacabeça…
    Bj

    Comment by caio — 15/07/2010 @ 9:50 AM

    • nacabeça. Adoro.

      Caio, vou dar uma relida e volto a falar, acabei de chegar e virar este blog de cabeça pra baixo atrás de um vídeo que a Juliana postou … por aí … em algum post … que nem ela lembra … grrrrruuurrr !

      Bjs
      Go on

      Fy

      Comment by Fy — 15/07/2010 @ 3:31 PM

  2. Aloha Caio,

    eu já coloquei este aqui há um tempo atrás, se voce voltar dá uma olhada pra ver se é o que voce citou ou qualquer coisa assim:

    …. interpretação que Hannah Arendt deu de Auschwitz, bem como sobre a que Günther Anders deu de Hiroshima.

    Arendt, Anders e Hans Jonas, três filósofos judeus alemães que foram alunos do nazi Heidegger, deixaram-nos reflexões tocantes e controversas sobre aquilo que Kant chamava o mal radical.

    Não posso resumir aqui análises extremamente sutis e, na maior parte das vezes, mal compreendidas. Limitar-me-ei a isto.

    Com Rousseau, e sobretudo com Kant, se coloca uma separação radical entre o mundo da natureza, sem intenções nem razões, habitado unicamente por causas, e o mundo da liberdade, onde as razões para agir recaem no âmbito da lei moral.

    É esta separação que, por sua vez, se estilhaça com os horrores morais produzidos no século passado.

    (…) Arendt e Anders, os dois, puseram em evidência a estrutura do mal moderno.

    O escândalo, que não parou de subverter as categorias que nos servem ainda para julgar o mundo, é que um mal imenso possa hoje em dia ser causado por uma completa ausência de malignidade; que uma responsabilidade monstruosa possa fazer par com uma total ausência de más intenções.

    Três anos antes do processo Eichmann, Arendt escrevia na sua Human Condition:

    «seria possível que, criaturas terrestres que começamos a agir como habitantes do universo, não sejamos nunca mais capazes de compreender, ou seja, de pensar e de exprimir as coisas que entretanto somos capazes de fazer. […]

    Se se confirmasse que o saber (no sentido moderno de saber-fazer) e o pensamento se separaram realmente, nós seriamos então joguetes e escravos, não tanto das nossas máquinas quanto dos nossos conhecimentos práticos, criaturas sem cérebro à mercê de todos os engenhos tecnicamente possíveis, mesmo que mortíferos.(»

    Quanto a Günther Anders, ao regressar de Hiroshima em 1958 escrevia:

    «O carácter inverosímil da situação é de tirar o fôlego.

    No mesmo instante em que o mundo se torna apocalíptico, e isto por culpa nossa, ele oferece a imagem… de um paraíso habitado por assassinos sem maldade e por vítimas sem ódio.

    Em nenhuma parte há traços de maldade, não há senão escombros.

    » E Anders anuncia: «a guerra por tele-assassinato que aí vem será a guerra mais despojada de ódio que jamais tenha existido na história. […] esta ausência de ódio será a ausência de ódio mais inumana que alguma vez já tenha existido; ausência de ódio e ausência de escrúpulos serão uma só.»

    Contemplamos um quebra-cabeças espantoso.

    Com Rousseau o mal é inteiramente moral, é um assunto nosso.

    Com Hannah Arendt e Günther Anders o mal é como que uma sobre-natureza, ele nos transcende.
    Precisamos sair deste paradoxo.

    Temos então, como sempre tivemos, aliás se considerarmos todos os horrores indescritíveis tão bem expostos no post,quantas montruosidades e deturpações em nome de Purezas e de Inocências degenaradas foram cometidas.

    “Pois o “belo” não é senão o começo do terrível,
    que nós ainda mal podemos suportar,
    e admiramo-lo tanto porque, impassível, desdenha destruir-nos.
    Todo o anjo é terrível.”

    “Esses males físicos da pureza ainda não são nada se comparados aos crimes inumeráveis que sua idéia obsessiva provocou na história.
    todas essas aberrações desembocam em massacres e infelicidades inumeráveis.”

    Anjos são aberrações, sejam os tradicionais “elfos” judaico-cristãos e etc,

    sejam as massas de homens despersonalizados e indiferentes à sua vontade
    e à vida operacionalizados pelos sistemas de poder ou pela má ciência ou tecnologia.

    muito louco. demais.

    Fy,sensa, sister.
    Beijo

    abraço aê

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 15/07/2010 @ 12:59 PM

    • Hi, “da águia”.

      você falou tudo isso ?

      ahahahahahahah
      bjs

      Fy

      Comment by Fy — 15/07/2010 @ 3:32 PM

  3. Tocayo e Caio,

    Rebanhos perdem literalmente a noção de bem e mal.

    Saramago foi tão simples quando se referiu à bíblia, quando escreveu Caim.

    Quantos jovens não mataram os próprios pais, imbuídos pela doutrina de Mao, um louco assassino … não menos que o deus bíblico cristão. A bíblia de Mao era o Red Book , e daí?

    Olha esta ENTÃO:

    Pastores de igrejas evangélicas na Nigéria estão acusando crianças de serem bruxas, levando ao abuso e a crueldade indiscritíveis a crianças inocentes.

    Elas estão sendo abandonadas pelos pais para morrerem, isso quando não são mortas, espancadas, queimadas, envenenadas, enterradas vivas, amarradas a árvores, entre outras crueldades.

    Estima-se que cerca de 5.000 crianças foram abandonadas desde 1998, e que de cada 5 crianças abandonadas, uma acaba morrendo, e as que sobrevivem ficam em estado de choque.

    Os pastores fazem parte das igrejas evangélicas “Assembléia do Novo Testamento”, “Igreja de Deus das Missões”, “Evangelho Monte Sião”, “Glória de Deus”, “Irmandade da Cruz”, “Liberdade do Evangelho”, entre muitas outras. São os pastores que dizem que as crianças estão enfeitiçadas, e eles prometem fazer um exorcismo para curar as bruxas mediante pagamento, que pode custar 3 a 4 meses de trabalho.
    2 anos atrás

    Detalhes Adicionais
    Com a grande maioria das pessoas não podem pagar, elas abandonam as crianças, ou utilizam outros métodos para tentar “curá-las”.

    Esse é o link da notícia, em inglês:

    http://www.guardian.co.uk/world/2007/de … heobserver

    Repetindo o Caio que repetiu a Hanna ahahahahahhahh:

    “Em verdade, não agimos quando somos levados pelo coletivo que se manifesta através de nós”- excelente,,,,

    éeeee nada como distrair a consciência “simples” do homem.

    Excelente post, Fy

    Chuvão hem?

    tio Gus

    Comment by Gustavo — 15/07/2010 @ 1:12 PM

    • Diz ser um anjo na Terra, os olhos do Deus Bendito, deixado neste pequeno mundo por outro anjo de olhar aflito.

      Apareceu como por encanto, nasceu do nada, terá nascido!?

      Trava invisíveis batalhas, com um demónio desconhecido…

      Espada de madeira em punho, escudo feito de amolgada lata, desfere golpes ao triste acaso, numa demanda incompleta.

      Arcanjo em luta eterna, trás o céu de encontro à terra, não diz coisa com coisa, é louco em santa guerra,

      na refrega da batalha, fala uma estranha linguagem, raios de luz em sua volta, dão misticismo à pálida imagem.

      Poisa a espada e escudo, exausto ao fim do dia, unge os restos da batalha, com gotas de água fria.

      E cai a noite no fim da rua, onde já não há mais casas, quatro paus fazem de abrigo, lar feito de velhas tralhas.

      No vago que resta do dia, uma fogueira repõe o calor, é o descanso do guerreiro, por quem ninguém sente amor.

      Mas, esperem aí um momento, que estranho, abre-se o silêncio, formas de muitas criaturas saídas da bruma,

      atravessaram a ilha à tua procura aqui no teu canto.

      Todos te olham com infinita ternura, roçam seus corpos no teu de mansinho,

      dão-te singelo agasalho, em gesto de puro carinho.

      Mas eis que chega um devoto, que irritado corre comigo como se fosse um judeu, acordo!

      Era um sonho, e o louco anjo era…eu…

      [ Alquimista ]

      – anjo ?

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 15/07/2010 @ 3:39 PM

  4. HUAHUAHUHAUA esta do bolsa família foi uma excelente sacada.

    voltou afiada, Fy?

    Comment by TocaYo — 15/07/2010 @ 1:26 PM

    • Like no other, man:

      bjs again

      Fy

      [ ainda tá a mesma confusão : tem que ir no ” incorporar ” > no embebed não sai nada !!! > e agora ? ]

      Comment by Fy — 15/07/2010 @ 3:49 PM

    • ó lá :

      não vou mais mexer !!!!

      Comment by Fy — 15/07/2010 @ 3:56 PM

  5. Ainda não terminei de ler, mas na metade me lembrei:

    Eu sou assim.
    Tu és assim e assim.
    O outro é assim, assim, e talvez ainda assim.

    Eu olho para aquela nuvem, aquela no cantinho do céu
    porque… pra mim aquele é o cantinho do céu
    e vejo abraçadas um par de borboletas colossais
    que se não soubesse serem fictícias,
    fruto da minha destreza em arquitetar,

    atribuir-lhes-ia um papel no domínio da cinética tão necessário
    quanto o das que habitualmente pousam nos malmequeres
    vermelhos para mim,
    roxos para ti
    e rosa para o outro,

    plantados no canto para mim,
    no meio para ti,
    simplesmente na estrada para o outro,

    pelo jardineiro do bairro para mim
    e surpreendentemente para ti e para o outro,

    não há mais de dois meses,
    há um mês e vinte e dois dias exatos,
    há uma eternidade, para mim, para ti e para o outro,
    respectivamente , das quais são réplicas exímias.

    Tu olhas e não vês nada.
    Nem tão pouco encaras aquele cantinho como sendo o do céu.
    Esse para ti está do outro lado,
    logo após a nuvem mais bonita para ti,
    mais gigantesca e grotesca para mim,

    mais indiferente para o outro que,
    dotado de uma imaginação singular como a minha e a tua,
    liberta como a de ninguém,
    vê um barco, uma onda e um peixe palhaço módico
    que esboça um sorriso quase compassivo,
    nas nuvens a seguir ao cantinho do céu para mim,

    onde duas borboletas se abraçam,
    e logo antes da nuvem bonita para ti,
    indiferente para o outro,
    gigantesca e grotesca para mim.

    Adorei o texto, mas Tocayo, os elfos não são anjos. Nem judeus e nem cristãos.
    Eu amo os elfos.

    beijos Marianne

    Comment by Marianne — 15/07/2010 @ 2:39 PM

    • Marianne ,

      que especial.

      Eu sou assim.
      Tu és assim e assim.
      O outro é assim, assim, e talvez ainda assim.

      Vive La Différence!

      bjs

      Fy

      Comment by Fy — 15/07/2010 @ 4:16 PM

  6. Também adoro o Dave Matthews.
    Marianne

    Comment by Marianne — 15/07/2010 @ 2:43 PM

  7. Fy, voce tá com sono : não é no INCORPORAR: tá com algum defeito, amanhã agente tenta de novo.
    huahuahuahua : é pra ir no COMPARTILHAR – que tá dando certo.

    se falhar: tentar de novo.

    Comment by TocaYo — 15/07/2010 @ 4:22 PM

  8. Bom Dia, pessoas queridas

    Adorei o post, e a lembrança da Hannah Arendt, alguem que viveu e sobreviveu a uma realidade que não presenciamos.

    Mas é sempre bom e útil lembrar que certas realidades podem se apresentar sob muitos aspectos diferentes, versões diferentes entre si, mas ocasionando os mesmos danos ao ser humano.

    Numa época em que o mundo se encontra AMEAÇADO e a humanidade sofre de uma indiferença patológica em relação a si mesma e ao espaço que ocupa, num estado sonâmbulo e apático em relação às consequências que irão sentir de imediato e na própria pele, o post foi magnificamente pertinente.

    O Caio, enfatizou uma frase da Hanna que sintetiza quase toda sua teoria, e simplificando, atenta para o poder de Proselitismo, patologia que usa de táticas e manobras para conquistar fiéis. A mentalidade proselitista condena os outros e serve-se de artimanhas para fazer propaganda religiosa , política, de igual maneira. Excelente sua observação sobre füher : o ” condutor “, ” guia “, ” líder ” ou ” chefe “.

    O proselitista coloca-se numa situação de vantagem religiosa, política, o portador de uma verdade universal e indiscutível, de superioridade, de triunfalismo e por outro lado, rebaixa, condena, ridiculariza os outros, os que não são do seu rebanho. E, uma vez “encantados” ou “hipnotizados” com esta lavagem mental, deixam ou perdem, ou se acomodam no fato de não precisar elaborar critérios. E na maioria das vezes sem ter uma apreensão total ou correta do que estão dizendo ou ouvindo. Basta o movimento, o furor da multidão.

    Hoje em dia, fazer apologia à religiões, ou a esta ou aquela é pisar em terreno minado, pois as diferenças se engessaram. Só uma besta não é capaz de se conscientizar do histórico tenebroso desta psicopatia humana, que mata, tortura, humilha e desmerece a única coisa conhecida por ele, pelo humano: o mundo real e ele mesmo em nome da “imaginação” mórbida e política de grupos opressores e ávidos de poder. Como em qualquer entidade política ou petrolífera eheheh.

    Este segundo vídeo dos carneirinhos, demonstra claramente esta manobra. Quando os “iluminados” se dão conta… do malogro em que embarcaram e a risadinha dos “iluminadores” se faz ouvir.

    Voltamos “de cabeça” à Foucault e ao Les Mots et les Choses do Gus.

    Goebbels ( ministro da Propaganda Nazista que herdou o comando do Reich após a morte de Hitler, pra quem não sabe) é uma prova concreta de tudo isto e o fiho da puta do Tomás de Torquemada que, com certeza foi o ídolo de Hitler. (da mesma forma que Fidel Castro é o ídolo do filho da puta do Lula, que se “outorga” o direito de proclamar isto em público).

    E o “povo” bate palmas. A maioria não sabe onde é Cuba e não tem a menor idéia de quem é Fidel.

    Ou voces conhecem algum “crente” que “saiba” em que anos a bribria foi “elaborada” ?

    Isto é o que se chama Manobra de Manipulação.

    E para isto é necessário que a Ignorância PERMANEÇA. Que a multidão esteja sempre suscetível à manipulação, como no Oriente, onde a “filosofia” não passa de um regime político de exploração à população baseada no roubo do valor da vida.

    Fy, isto não é ausência de misticismo. Não é niilismo negativo, ou anarquista. É NIILISMO JUSTO , de acordo com os DIREITOS HUMANOS:

    “Niilismo é um termo e um conceito filosófico que afeta as mais diferentes esferas do mundo contemporâneo (literatura, arte, ciências humanas, teorias sociais, ética e moral).

    Os valores tradicionais depreciam-se e os “princípios e critérios absolutos dissolvem-se”. “Tudo é sacudido, posto radicalmente em discussão. A superfície, antes “congelada” , das verdades e dos valores tradicionais e absolutos , mesmo que regionais está se despedaçando e torna-se difícil prosseguir no caminho, avistar um ancoradouro”.

    O niilismo pode ser considerado como “um movimento positivo” – quando pela crítica e pelo desmascaramento nos revela a abissal ausência de cada fundamento, verdade, critério absoluto e universal e, portanto, convoca-nos diante da nossa própria Liberdade e Responsabilidade, agora não mais garantidas, nem sufocadas ou controladas por nada”.

    Ao negar ao homem a liberdade de pensar , refletir , julgar e escolher , fomentamos a existência do Totalitarismo .
    Palmas pra Hanna.

    beijos
    (tio) Renato

    Comment by Renato — 16/07/2010 @ 1:47 AM

    • Claro que o Proselitismo é uma manobra e uma arma política bem véinha.

      E, a falta de argumentação inteligente termina em agressão.O mal do proselitismo geralmente é que ele “presisa” andar em círculos : repetindo as mesmas coisas e, fica tão resumido em seu resumo que acaba por ofender qualquer deus ou regime que defenda. O proselitista é sempre o ridículo dono da verdade.
      Normalmente as pessoas “atingidas” por estes fanáticos o são por falta de cultura, de curiosidade, e tem uma perspectiva universal restringida ao próprio @#$%$#@ : ou melhor ao “seu universo particular” e o célebre fuck the world. Famosos jerks e sempre pretenciosos. É bem engraçado se não fosse tão triste.

      ——————————————————–

      Re, ondeando em deleuzismos acho que este parágrafo do Scielo tem a ver… com as filisofadas da Hanna , com o Caio, Tocayo e o post – e vou tentar colocar um vídeo super legal pra ilustrar,

      [ eu tenho vontade de fazer posts e mais posts quando leio voces! copiando tudo hahahahahah > love you]

      Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde não é apenas a ausência de doenças, mas implica o bem estar físico, psíquico e social e sugere, inclusive, que para reduzir a carga dos transtornos mentais, é preciso promover estilos de vida saudáveis (OMS, 2001, p.42).

      Ter saúde é poder desenvolver a vida que há em si, é desenvolver o poder de afetar e ser afetado, isto é, a vontade de potência. (DELEUZE, 1997)

      Neste sentido, o trabalho que se ancora numa perspectiva de grupo e leva em consideração a singularidade de seus participantes:

      pensa o grupo como dispositivo de modos de existência e de criação.

      É necessário compreender e trabalhar o grupo não sob uma ótica totalizante ou individualizante do sujeito,

      mas como um produtor de subjetividade.

      É o sentido dado por BARROS (1994) ao dizer que ao desconjuntarmos a noção de grupo e levá-la ao campo da produção da subjetividade, da potência que há no grupo de engendrar modos de ser e estar,

      percebemos sua multiplicidade e seu caráter provisório, abandonando a noção de organização grupal, que pressupõe ordem e estrutura, pressupõe sempre o:INSTITUIDO.

      Para BARROS (1994, p.152) ao concebermos o grupo como dispositivo acionamos nele sua capacidade de se transformar,

      se desterritorializar, irromper em devires que nos desloquem do lugar intimista e privatista em que fomos colocados como indivíduos.

      Um dispositivo articula um conjunto de várias linhas de natureza distinta, ou seja, uma multiplicidade de possibilidades.

      Para Santos, uma grupalidade que escapa da coerção de uma organização, forma ou mesmo estrutura, pode germinar e multiplicar-se.

      O coletivo se traduz numa potência maior, que produz e distribui mais potência, nutrindo e criando a si próprio e às individuações que aí se compõe. (SANTOS, 2006, p.126).

      Desta maneira o grupo “não é”, mas em inverso disso, sempre vem a ser, traz consigo o novo, NÃO ESTÁ INSTITUIDO;

      é visto como uma teia complexa de relações intersubjetivas que se influenciam mutuamente, produzindo novas experimentações, vivências, singularidades.

      – falei em letra maiúscula também!

      Lá vai … enquanto o TocaYo não conserta o blog aiaiai :

      tentando :

      Comment by Fy — 16/07/2010 @ 2:28 AM

  9. Oi Fy,

    Para variar um super post e comentários.

    Vou colocar um ítem importante, bem a calhar nesta época em que vivemos uma decadência de valores humanos assustadora.
    Voce colocou Hanna Arendt e Bob Dylan. Isto foi de uma sutileza “unreal” hauhauhhhhhhauuaaua!
    Vai aí um lance meio comprido, de um blog que eu também acompanho, mas muito interessante:

    Enfermeira de Hitler quebra silêncio que já durava 60 anos e narra as últimas horas de vida do ditador. Em entrevista a jornal alemão, revela novas informações sobre o final do regime nazista. Esta reportagem foi realizada pela Deutsche Welle por ocasião dos 60 anos do suicídio de Hitler.

    Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

    Adolf Hitler se suicídou em 30 de abril de 1945 depois de ter levado a Alemanha a uma guerra que acabou destruindo seu país. Oito dias depois o país assinava sua rendição incondicional. A enfermeia Erna Flegel conta aqui os últimos dias de Hitler.Ela é a última testemunha.

    Erna Flegel, tem 93 anos de idade e vive em um asilo para idosos.

    Permaneceu anônima em sua casa até agora, e só depois de ser descartada pela CIA dos interrogatórios realizados após a Segunda Guerra Mundial, seu nome surgiu como a enfermeira de Hitler – demorou 60 anos para ela narrar suas experiências em um bunker de Berlim.

    Enfermeira da elite nazista

    Erna era enfermeira da Cruz Vermelha na Clínica Universitária de Berlim, responsável para tratar dos integrantes dos altos escalões nazistas. Em sua jornada de trabalho, atendia tanto na Chancelaria quanto nos ministérios de Hitler.

    Em 1943, foi chamada pela primeira vez para atender no bunker. Pouco a pouco, as visitas se tornaram mais freqüentes até que ela se tornou a enfermeira oficial da cúpula do regime antes da tomada de Berlim pelo Exército soviético.

    Em entrevista publicada agora pelo diário alemão Berliner Zeitung, a enfermeira oferece novas informações sobre a personalidade do ditador e sobre as pessoas que o cercavam. “Hitler não precisava de cuidados especiais. Havia envelhecido muito nos últimos dias e o seu lado direito estava debilitado pelo atentado que sofreu. Eu estava ali para cuidar dos feridos”, afirmou Erna.

    A vida sentimental de Hitler também permanece intacta na memória de Erna Flegel. A enfermeira qualifica a amante do ditador, Eva Braun, como uma “jovem insignificante”. A decisão de Hitler de casar-se com ela foi para Erna um sinal de declínio do 3º Reich.

    Suicídio coletivo

    Em suas últimas horas de vida, o ditador se despediu de toda a equipe médica, antes de se suicidar no dia 30 de abril de 1945. “Saiu de um quarto lateral, nos estendeu a mão, disse algumas palavras amistosas e isso foi tudo”, contou Erna.

    Ela nunca chegou a ver o cadáver de Hitler. Soube que ele havia morrido ao ver no bunker mais médicos do que o normal. O corpo do ditador foi levado ao jardim da Chancelaria e incinerado.

    A enfermeira também se referiu na entrevista ao suicídio posterior dos altos dirigentes do regime, em especial ao da família de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda nazista que herdou o comando do Reich após a morte de Hitler.

    Erna disse que tentou em vão salvar a vida dos seis filhos de Goebbels, que tinham entre quatro e 12 anos de idade.

    Magda Goebbels não lhe deu a oportunidade de salvar as crianças, e elas morreram no bunker. “Eu pertenço ao meu marido e meus filhos pertencem a mim”, teria argumentado a esposa de Goebbels antes de a enfermeira tentar levar pelo menos dois dos filhos embora de Berlim.

    Erna presenciou o final do suicídio da família e, segundo ela, foi o dentista Helmut Kunz que deu veneno às crianças. Depois o casal se matou.

    O suicído coletivo no bunker acabou em rajadas de uns contra os outros. Quando tudo estava perdido, o grupo de oficiais da SS que continuava vivo tentou escapar. Erna, porém, permaneceu no bunker com outras pessoas, esperando a chegada dos russos e cuidando de feridos.

    APESAR DE HITLER TER SIDO UM TIRANO TÃO CRUEL, ERNA NÃO TEM NADA CONTRA O DITADOR. “ELE SE MOSTROU SEMPRE CORTÊS E ENCANTADOR. A SUA AUTORIDADE ERA EXTRAORDINÁRIA.” COM ESTAS DECLARAÇÕES, ROMPEU-SE UM SILÊNCIO QUE DURAVA 60 ANOS A RESPEITO DA MORTE DE UM DOS GRANDES CRIMINOSOS DA HISTÓRIA. “EU NÃO QUERIA LEVAR ESSE SEGREDO PARA O TÚMULO”, DISSE ERNA FLEGEL AO JORNAL ALEMÃO. “NO FINAL DE SUA VIDA, HITLER NÃO CONFIAVA MAIS EM NINGUÉM.”

    Fonte: Deustche Welle

    Estes são os VERDADEIROS DEMÔNIOS. SEMPRE ENCANTADORES.

    Que coincidência.

    No momento em que a Times divulga lista de influentes mundiais, na qual Lula estaria em destaque,

    A MESMA REVISTA QUE COLOCOU EM 1938 HITLER NA CAPA COMO HOMEM DO ANO:

    Hitler que defendia a supremacia da raça ariana,

    nosso “filho… do Brasil” em discurso enaltecendo a Embrapa sai com esta…

    “O BRASILEIRO É UM DE UMA GENÉTICA PURIFICADA QUE NÃO EXISTE POVO NO MUNDO MAIS PURIFICADO”…

    mas ainda bem que é tudo mera coincidência.

    Mas… existe sempre o “PERAÍ”,,, , será que temos seguidores de Joseph Goebbls no Brasil, o canalha do propagandista do Hitler que dizia …

    “UMA MENTIRA REPETIDA MIL VEZES TORNA-SE VERDADE”…

    Afinal, nesta decadência toda… o Brasil é cada vez mais importante…

    Acho que não, isto é tudo a foda da coincidência.

    Beijo grande
    Alex Golaiv

    Comment by Alexandre — 16/07/2010 @ 3:28 AM

  10. O negócio tá ficando bom por aqui.

    De facto a perda total de identidade transforma a subjetividade em ser alienado.
    Quem poderia discutir isto?
    Com que argumentos?
    Jungismo pode ser, Jung não.
    Invocando outros pensadores, convém lembrar um dos mecanismos mais utilizados, talvez não um mecanismo mas um recurso, melhor dito : a Distância Temporal entre os acontecimentos e os fatos.

    Se isto não fôsse uma realidade, e claro que uma realidade amalgamada em “falta de cultura” ou conhecimento, não haveria a menor possibilidade sequer em se referir a Nazismo ou Inquisição ou Mao, ou Hiroshima e Nagasaki etc.Estes terrores da humanidade, que nem sequer deveriam servir como argumento. Argumento para que ?

    Todos veiculam a mesma monstruosa ideologia, completamente deslocada de qualquer Lei Natural e portanto inerente ao Homem.
    A deconstrução do aparato discursivo da ideologia desnuda seu verdadeiro propósito. E este é o pavor das Instituições, sejam religiosas, governamentais ou econômicas.

    Les Mots et les Choses é um grande livro e evidência esta diferença entre o Discurso : e a Verdade que o utiliza como “mero” veículo.Isto é a definição de qualquer propaganda Política. Inclua-se em Propaganda Política os discursos religiosos, budismos e afins.

    A Imaginação é um atributo humano, maravilhoso, e não uma LEI.

    Idiotizar não é louvável. Uniformizar também não.

    Mas vamos dar um pulinho em Diderot para retomar o conceito de “distância”, em “Entretien d’un pére avec ses enfants” (1773), o filósofo francês diz que

    “a distância no tempo e no espaço enfraquece qualquer tipo de sentimentos”.

    Esta idéia, que a seguir atravessa Chateaubriand e chega até Eça de Queirós (em cuja novela O Mandarim assistimos a um delito viciado pelo próprio conceito de distância, ausência, invisibilidade) vem por sua vez do segundo livro da Retórica de Aristoteles,
    onde é sublinhada a distinção entre uma “Lei particular” e uma “Lei comum”, ou “Lei segundo natureza” (κατα´ ϕυσιν),
    que implica uma intuição do justo e do injusto que o ser humano, à princípio, deveria possuir,

    “e que o discurso manobrado por seus interesses ( interesses do discurso em questão) tende a negar”.

    Claro que ao diferentes manobras do discurso também contam com as TRANSFORMAÇÕES através da distância: modificando argumentos que possuem a mesma essência mas que confundem as massas, a direção natural desta diferença chega ao ponto de:

    convencer a comunidade que extermínio e evangelização, por exemplo, são compatíveis.

    Inclusive nós lemos, exatamente isto lá na Bacia das Almas, quando da citação daquele boçal do Pondé, por exemplo, entre tantos outros “circulares”….

    A distância e a sua contínua alimentação, através de discursos específicos, proliferação da falta de conhecimento, exaltação à Ignorância, restrição de Informações, doutrinas constrangedoras do raciocínio ou pensamento, são vetores imprescindíveis
    desta estratégia.

    beijos
    Tio Gus

    Comment by Gustavo — 16/07/2010 @ 4:36 AM

  11. Êta cantinho inteligente, este daqui. Acabei de ler tudo agora.
    Post fortíssimo, e meus parabéns pra os comentários.
    Alex Golaiv, Renato, TocaYo, Fy, Gustavo, Marianne e Caio, parabéns. Lindo este texto que a Mariane colocou.
    Lindo e verdadeiro, imaginem então, como é sofisticada a arte da Propaganda, considerando este texto.

    E, remendando no Gustavo, estendo esta sofisticação aos elaboradores de discursos. Discurso e Propaganda são praticamente sinônimos.
    E cá entre nós, dando uma de Hannah Arendt, o tal de Goebbls era um morfético inteligente, o cara não tava mais na Idade Média e nem lidando com aldeões ignorantes.

    Aí é que mora o perigo.

    Relacionado:

    A propaganda é uma atividade humana tão antiga quanto os registros de que algo acontece ou aconteceu.

    Os escritos de romanos como Lívio são considerados obras-primas da propaganda estatal pró-Roma.

    O termo em si, origina da Sagrada Congregação Católica Romana para a Propagação da Fé (sacra congregatio christiano nomini propaganda ou, simplificando, propaganda fide), o departamento da administração pontifícia encarregado da expansão do Catolicismo e da direção dos negócios eclesiásticos em países não-católicos (territórios missionários).

    A raiz latina propagand_ remete ao sentido de “aquilo que precisa ser espalhado”.

    As técnicas de propaganda foram cientificamente organizadas e aplicadas primeiramente pelo jornalista Walter Lippman
    e pelo psicólogo Edward Bernays (sobrinho de Sigmund Freud, no início do século XX).

    Durante a Primeira Guerra Mundial, Lippman e Bernays foram contratados pelo presidente dos Estados Unidos Woodrow Wilson
    para influenciar a opinião pública para entrar na guerra ao lado da Inglaterra.

    A campanha de propaganda de guerra de Lippman e Bernays produziram em seis meses uma histeria anti-alemã tão intensa que marcou definitivamente os negócios norte-americanos (e Adolf Hitler entre outros) com o potencial da propaganda de larga escala em controlar a opinião pública.

    Bernays cunhou os termos “mente coletiva” e “consenso fabricado”, conceitos importantes na prática da propaganda.(isto é relevante, amigos)

    A atual indústria das Relações Públicas é uma derivação direta do trabalho de Lippman e Bernays e continua a ser usada largamente pelo governo dos Estados Unidos.

    Durante a primeira metade do século XX, os próprios Bernays e Lippman tiveram uma bem-sucedida empresa de relações públicas.

    A Segunda Guerra Mundial viu o uso contínuo da propaganda como arma de guerra, tanto pelo propagandista de Hitler Joseph Goebbels como pelo Comitê de Guerra Político-Executivo inglês.

    Alemanha Nazista

    A maioria da propaganda na Alemanha foi produzida pelo Ministério da Conscientização Pública e Propaganda (“Promi” na abreviação alemã).

    Joseph Goebbels foi encarregado desse ministério logo após a tomada do poder por Hitler em 1933.

    Todos os jornalistas, escritores e artistas foram convocados para registrarem-se em uma das câmaras subordinadas ao ministério: imprensa, artes, música, teatro, cinema, literatura ou rádio.

    (a inibição da Informação é utilizada por Totalitarismos desde a Inquisição : importante salientar o escrotíssimo Hugo Chaves)

    Os nazistas acreditavam na propaganda como uma ferramenta vital para o atingimento de seus objetivos.

    Adolf Hitler, o Führer da Alemanha, ficou impressionado com o poder da propaganda Aliada durante a Primeira Guerra Mundial e acreditava ter ela sido a causa principal do colapso moral e das revoltas no front alemão e na Marinha em 1918.

    Hitler se encontrava diariamente com Goebbels para discutir as notícias e Goebbels obter as opiniões de Hitler sobre os assuntos; Goebbels então se reunía com os executivos do ministério e passava a linha oficial do Partido sobre os eventos mundiais.

    Radialistas e jornalistas precisavam de aprovação prévia antes de seus trabalhos serem divulgados.

    Mais, Adolf Hitler e alguns outros alto-oficiais nazistas como Reinhard Heydrich não tinham dilemas morais em espalhar propaganda que eles mesmos sabiam ser falsa e deliberadamente difundiam informações falsas como parte da doutrina conhecida como a Grande Mentira.

    REPETINDO :

    Mais, Adolf Hitler e alguns outros alto-oficiais nazistas como Reinhard Heydrich não tinham dilemas morais em espalhar propaganda que eles mesmos sabiam ser falsa e deliberadamente difundiam informações falsas como parte da doutrina conhecida como a Grande Mentira.

    A propaganda nazista pré-Segunda Guerra Mundial visava a várias “audiênciais distintas”: (lembrando o texto da Marianne)
    ·
    1-Alemães, que eram lembrados constantemente do esforço do Partido Nazista e da Alemanha contra inimigos (especialmente os judeus) externos e internos;
    ·
    2-Alemães étnicos em países como a Tchecoslováquia, Polônia, União Soviética e Países Baixos, para os quais se afirmava que as raízes consanguíneas com a Alemanha eram maiores que a devoção a seus novos países;
    ·
    3-Inimigos potenciais, como a França e Grã-Bretanha, para quem se difundia que a Alemanha não tinha rivalidade com as pessoas do país, mas que seus governantes (franceses e ingleses) estavam tentando iniciar uma guerra contra a Alemanha.
    ·
    4-A todos os públicos eram lembradas as conquistas e a grandeza cultural, científica e militar da Alemanha.etc…

    Até o final da Batalha de Estalingrado, em 4 de fevereiro de 1943, a propaganda alemã enfatizava o progresso das tropas alemãs e a humanidade dos soldados alemães para com os povos dos territórios ocupados.

    Em comparação, os ingleses e aliados eram descritos como assassinos covardes, e os norte-americanos em particular como sendo bandidos como Al Capone.

    Ao mesmo tempo, a propaganda alemã procurou afastar os americanos e os ingleses uns dos outros, e ambos dos soviéticos.

    Depois de Estalingrado, o tema principal da propaganda mudou para afirmar a Alemanha como a única defensora da Cultura ocidental Européia contra as “hordas bolchevistas”.

    Enfatizou-se a criação das “armas de vingança” V1 e V2 para convencer os bretões da inutilidade em tentar vencer a Alemanha.

    Goebbels se matou logo após Hitler em 30 de Abril de 1945.

    Em seu lugar, Hans Fritzsche, que havia sido o executivo da Câmara do Rádio, foi julgado e absolvido pelos Tribunais de Nuremberg.

    julgado e absolvido.

    Amigos, estas manobras não lembram….
    Não é coincidência nenhuma, o discurso, como disse o Gustavo é apenas o veículo das mesmas intenções. O jihad pelo PODER é o mesmo. Só se atualiza.

    Abraços aê
    Beijo, Fy

    João Pedro

    Comment by João Pedro — 16/07/2010 @ 5:40 AM

  12. Fy, demais esta apresentação do Dave Matthews.

    legal lembrar: entrada franca em pleno Central Park.

    beijo.
    João Pedro.

    Comment by João Pedro — 16/07/2010 @ 5:55 AM

  13. Fireeeeeeeeeeeee!

    Firíssimo post!Este final com a menininha ficou total.O último dos carneirinhos, arrasou, Caramba quando será que as pessoas vão se tocar?
    Fy, voce num vai colocar o vídeo ?

    No mais,lendo e aprendendo.

    Bjinhos da Ju

    Comment by Juliana — 16/07/2010 @ 5:59 AM


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