windmills by fy

17/07/2010

a BaNaLiDaDe do MaL

Filed under: Uncategorized — Fy @ 6:22 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No post anterior falei sobre a Hanna Arendt .

E , eu –  ah … gostaria de homenageá-la ainda muito mais  .

 

Há algum tempo atrás o Tocayo a mencionou em um comentário e eu me interessei , me intriguei  ,

e já faz    algum tempo que eu queria trazer este assunto .

Hanna , como ficou claro no post anterior , foi uma mulher notável .

Uma pensadora destemida , nascida no seio do preconceito ,

e eu imagino que “formatada” nos moldes de uma religião também completamente preconceituosa ,

como todas o são  .

 

Assistiu seu povo ser vitimado a gás , ferro e fogo por ele : pelo preconceito – existe alguma palavra melhor ?

by Wik . [ and me ]

 

 

Pois é ,  ziguezagueando  qualquer psicoteoria  – que aliás estão cada vez mais bizarras –

Hanna ou sua inteligência , ou seu discernimento,

não foram distorcidos  nem “ traumatizados  e nem anulados” , muito menos amordaçados por todo este legado .

E assim  como Spinoza , sofreu  a incompreensão e foi severamente criticada pela  própria comunidade judaica .

 

Sem entrar no mérito da questão, Hanna , além de me causar extrema admiração , me intriga . Me faz pensar.

Nos comentários do último post , o Caio Garrido levantou este tema novamente –

e hoje  vou colocá-lo sob o ponto de vista de um escritor que  admiro .

Ah , e nada melhor que    Sympathy for the Devil   para acompanhar este post ,

principalmente para mentes não amarrotadas por algum  “ treinamento ”.

– take a look :

 

 

 

 

 

                                                                     Sympathy for the Devil :

foto mick jagger 1170870_10151754467687488_535200043_n

 

Sympathy for the Devil  tem  uma história  pra lá de interessante .

Foi escrita  por Mick Jagger ,  Keith Richards compôs o som,

e   longe de ser apenas um rockeiro bocudo e  linguudo [ by Fy ]

muito bom naquilo que faz , M.J. é um cara muito inteligente .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A controversa  Sympathy for the Devil   foi composta por Mick Jagger

com inspiração no livro  –  O Mestre e Margarida –

do escritor soviético Mikhail Bulgakov ,  e em Baudelaire .

 

Como Jagger disse acima , a canção era para soar como um folk do Bob Dylan .

A ideia de mudar o ritmo , incluir uma percussão adicional  foi de Richards .

Ou seja , Sympathy é uma música em que a letra foi feita antes da partitura .

Geralmente , no processo criativo , ocorre o contrário .

A música saiu no álbum Beggar’s Banquet , de 1968 .

 

 

O Mestre e Margarida  

[ em russo: Мастер и Маргарита ]

 

é um romance escrito pelo soviético Mikhail Afanasievitch Bulgákov   [ Михаил Афанасьевич Булгаков ]

 

 

 

 

 foto o mestre e a margarida hanna-wb-123-pronta

 

 

 

 

O livro tem muitas tramas,

que são centradas numa visita do diabo a Moscou do final dos anos 20.

Muitos críticos o consideram um dos melhores livro do século XX .

 

O romance trata da luta entre o bem e o mal , inocência e culpa ,

racional e irracional , ilusão e verdade ,

examinando temas como a responsabilidade frente a verdade

quando a autoridade ou qualquer ” autoridade ” tenta negá-la

e a liberdade de espírito num mundo que não é livre .

 

 

 

 

 

 

Fala também da relação entre Jerusalém e Moscou .

 

 

 

Há forte influência do Fausto de Goethe, do qual a epígrafe é tirada .

Em 1933 , o nome do protagonista ainda era Fausto .

A mais famosa citação do livro é   ” os manuscritos não queimam”   [ рукописи не горят ] .

Ela faz referência a censura da União Soviética dos anos trinta , e tem cunho autobiográfico .

 

Os diários de Bulgákov foram apreendidos e depois devolvidos ,

ocasião em que o romancista os queimou .

Anos depois , soube-se que , enquanto apreendidos , eles haviam sido copiados .

Além disso , os primeiros manuscritos do Mestre e Margarida

foram queimados por medo dessa censura .

 

Leiam no final a sinopse deste excelente livro , que rompeu fronteiras,

é oportuno e é uma  violenta Crítica ao Comunismo , ao Fudamentalismo Religioso

ou qualquer outro regime opressor.

 

Através dos tempos o alvo preferido de muitos homens , que buscam um inimigo imaginário ,

para  fugir da Responsabilidade ,  usar de escada e subir uns degraus na vida :

foi a figura mitológica do Diabo .

 

Em 1968 os Rolling Stones  compuseram ,  a letra da ótima música ” Sympathy for the Devil ” .

Na canção , que é uma narrativa em primeira pessoa , ele se coloca na pele do Anjo Caído ,

invertendo os papéis ; pondo o antagonista absoluto na posição de protagonista .

 

 

 

 

 

 

 

So … – be my guest and have an … interesting trip :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FOTO A hANNA

 

Quem nunca ouviu falar em Hannah Arendt deve se apressar em a conhecer

e talvez ler    “As Origens do Totalitarismo”    e    “Eichmann em Jerusalem”  ,

sua obra é imensa criou polemica até no meio dos judeus e israelitas

e fama com o termo   “  banalidade do mal  ”   modificando o conceito de Kant sobre o   “ mal radical ”

em face ao aparecimento do estado totalitário e seus atos  …

 

 

 

 

 

Na concepção de Kant o homem tem uma propensão para o mal ,

isto não exclui o fato de que ele tenha uma disposição para o bem ,

o bem e o mal coexistem no contexto da liberdade sob a forma de um conflito sempre presente .

 

 

 

Hannah ao recusar o mal radical ,

acredita estar recusando uma interpretação em profundidade pois vê na banalidade do mal ,

não um absoluto , um escondido ou uma essência :

” o mal não possui nem profundidade nem dimensão demoníaca ”  ,

e   ” essa é sua banalidade  . Somente o bem tem profundidade e pode ser radical  .  ”

Outro esclarecimento se faz necessário em relação a certa confusão gerada pelo uso do termo banal ;

falar de uma banalidade do mal não é afirmar sobre sua essência ,

pois o mal , se é possível considerá-lo do ponto de vista ontológico , não é jamais banal .

 

 

 

 

A aparência de banalidade tem justamente a função de ocultar o verdadeiro escândalo do mal ,

portanto , o mal pode ser banalizado por determinadas contingências históricas ,

o que significa que o mal cometido pelo homem pode-se mostrar banal ,

 

 

 

 

– não que :

por si mesmo , seja banal e quando Hannah conclui que Eichmann é um  :   ” homem banal ”  ,

como muitos torturadores , ela retira-lhe o caráter demoníaco

fazendo um verdadeiro deslocamento em sua questão sobre o mal ,

que sai , dos âmbitos teológico , sociológico e psicológico

e passa a ser focado na sua  dimensão político social .

 

 

 

e . . .  o afastamento da realidade prepara o caminho para o mal tão banal e tão abominável

que será cometido pelos indivíduos mais comuns

e   a ausência de pensamento   desses indivíduos vem ainda facilitar sua sujeição ,

tornando-os incapazes da menor resistência ao ” mundo ”   que a   ” ideologia ”    construiu

e se habituam a obediência às regras sem o exame rigoroso de seus conteúdos ,

portanto ,   a banalidade do mal   se articula em torno a irrealidade e a ausência de pensamento .

 

 

 

 

. . . e quem era   ‘ Eichmann ’     se não um mero burocrata da maquina nazista estatal ,   [ um carneirinho ]

um pobre diabo procurando através da  eficiência escalar os degraus da promoção ,

obedecendo sem pensar ,

criando um sistema perfeito de transporte das vitimas para a morte certa ,

 

 

 

 

contradizendo Kant :

que achava que o mal podia ser combatido pelo bem enraizado no homem  ” criado por Deus ”  ,

mas o estado totalitário eliminou essa possibilidade  exigindo  ” obediência cega ”

e o incrível mesmo é  que essa   “ banalidade do mal ”   contaminou uma nação inteira

e nunca foi erradicada , mesmo depois da derrota do nazismo ,

Adenauer acolheu no seu governo ex nazistas

e a nação germânica nunca se sentiu culpada de nada ,

deixou de lado a concepção do mal como definido por Kant

e mergulhou na   “ banalidade ”  :   obedecer ao governo era um dever  .

Obs : daqui para a frente o artigo do Iusef é um desabafo em relação aos  atuais conflitos em Gaza.

São pertinentes , interessantes , – mas fogem um pouco do contexto ao qual me dirigi.

Deixo meu convite pra que conheçam uma pessoa , também praláquepralá  de interessante :

http://yehudabenelin.blogspot.com/2009/01/banalidade-do-mal-hanna-arendt.html

e

http://www.iosiflandau.com/

 – Completando :

 

 foto o Mestre e a Margarida 2 correta  tumblr_mcjtakG44C1rjedc6o7_500

só mesmo um raro escritor como Bulgákov para produzir um livro como “O Mestre e Margarida”.

Obra-prima da literatura satírica, misto de realismo mágico, comédia de costumes,

história de amor e crítica social e política,

o romance também se tornou objeto de culto ao longo dos anos, não apenas entre escritores, como também, curiosamente, entre bandas de rock.

Rolling Stones é um dos grupos influenciados de alguma maneira pela obra.

Diz-se que Mick Jagger escreveu “Sympathy for the Devil” depois de acompanhar as aventuras do diabo

e seu séqüito bizarro pela Moscou dos anos 30, tema central do livro.

Salman Rushdie, por sua vez,já declarou ter usado “O Mestre e Margarida” como modelo para seus “Versos Satânicos”,

que lhe renderam uma famosa pena de morte.

Bulgákov sabia que teria destino semelhante se publicasse seu livro em vida,

dada a forma ferina com que descreve a vida sob o regime soviético.

Daí tê-lo escrito em segredo, nas sombras do período mais violento da repressão de Stálin.

Num momento de paranóia, chegou a queimar uma primeira versão na lareira.

A situação de medo e delírio acabou transportada para o livro, num lance claramente autobiográfico,

que gerou sua frase mais famosa, dita pelo diabo em pessoa: “manuscritos não ardem”.

Pois o Mestre do título nada mais é do que um alterego do autor.

Tal como Bulgákov, trata-se de um escritor que se vê às voltas com a censura severa do regime,

por conta de um romance sobre Pôncio Pilatos (a música “Pilates”, do Pearl Jam, vem daí).

Acusado de “pilatismo”   (imagine Stálin lendo isso!),

ele é colocado de escanteio, num asilo para loucos, um gulag demencial,

não sem antes ter queimado boa parte de seus escritos.

Estes, descrevendo o encontro do famoso procurador romano com Jesus de Nazaré,

surgem entre os capítulos do romance, criando um curioso contraponto entre a Jerusalém

em que cristãos eram cruelmente crucificados e a sinistra Moscou de trágicos expurgos.

Margarida, a bela Margarida, desde já uma das inesquecíveis figuras femininas da literatura,

é a devotada amante do Mestre.

Para libertá-lo, ela abandona o casamento infeliz e se entrega às hedônicas hostes satânicas (a alusão ao Fausto de Goethe não é casual).

Em um dos vários momentos antológicos do livro, ela preside um baile faustuoso para os condenados ao Inferno.

A cena, que inspirou a canção “Love and Destroy”, do Franz Ferdinand, é deliciosa, um prodígio de imaginação.

Tim Burton faria um filme sensacional com ela – com todo o livro, aliás.

Poderia utilizar o roteiro que Polanski escreveu e nunca foi filmado.

O velho Roman chegou a dizer que é a melhor coisa que ele jamais realizou.

Gozador de primeiríssima classe, o ucraniano Bulgákov,

médico de formação como muitos grandes escritores (Tchekov é o primeiro que vem à mente),

não perdoa ninguém no romance que acabou pouco antes de morrer, em 1940 (mas que só foi realmente lançado décadas depois).

Na cena hilariante em que o diabo e seus comparsas, que incluem um enorme gato preto com modos sardônicos de gentleman inglês,

promovem um show de mágicas num grande teatro moscovita,

o autor atinge o ponto nevrálgico da vaidade e cobiça humanas,

que se manifestam vergonhosamente, não importa o país e o regime.

É um dos muitos momentos universais do romance, que justificam plenamente o culto.

Por tudo isso, “O Mestre e Margarida” é daqueles livros excepcionais que unem alta diversão e reflexão profunda.

Vale por cada linha .

 

 

 

oh   y  e  a  h

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

I wonder if it’s going to rain this weekend …

anyway , enjoy yourselves !

 

Fontes :

TocaYo

Wikpédia

Mikhail Afanasievitch Bulgákov

 Iosif  Landau

 Nelson Ascher

Marcio Campos

Ilustrações :

Livro:  O Mestre e  Margarida

Alyz

Fy

22 Comments »

  1. Parabéns Fy, estes dois últimos estão de tirar fôlego.
    Vou fazer um transporte do Watchtower :

    Ao negar ao homem a liberdade de pensar, refletir,julgar e escolher,fomentamos a existência do Totalitarismo .
    Hannah Arendt

    Partindo do princípio que, a Alienação está na moda, e a Preguiça Mental converteu tantos adeptos a tudo o que é ISMO, até ” blibrismo ” , enquanto isto for possível, porque caso torne-se necessário algum ou qualquer tipo de envolvimento ou esforço para qualquer um destes ISMOS não sobra “um” adepto dando sopa. Pode crer.

    Que seja necessário uma única “prova” real da fé destes panacas, e não sobra nem pra nenhum Deus, nem Buda, nem o caraco a 4.
    Imagine o susto, o choque ao acordarem “abruptamente” com um ditador no poder.
    Aí sim, entre outras esquisitices superadíssimas,quero ver todo mundo pular pra dentro de si mesmo, não por escrever besteirada por não ter o que fazer, mas sim porque é o que restará de melhor.Ou então chegar no fim de uma pesada jornada de trabalho, pendurar a roupa num galho de árvore e tomar banho no esgoto, como em Mombai.

    Quem – Quem – Quem é o demônio ?

    Quero ver alguem, se explodir com um cinto cheio de bombas porque deus lhe concederá sei lá quantas virgens-escravas pela eternidade a fora.
    Uai, deus é deus aqui , lá ou por aí a fora.

    Enquanto isto, os Direitos Humanos rolam pelas estradas das mentiras, o planeta vai se desintegrando, e o homem, embalado por discursos vazios… se alienando.

    Eu gostei muito desta reportagem:

    caso o vídeo ainda não saia:

    Oikos como pura forma

    O sublime nascido das mãos delicadas e urgentes de uma jovem artista, Kseniya Simonova, encontra, na Guerra Patriótica ucraniana, as imagens de um exílio interior. Um exílio que ressoa com o núcleo político de Blikkiesdorp, “a cidade de lata”:

    caso o vídeo ainda não saia :

    que abriga os indigentes que, por ocasião da Copa do Mundo de 2010, foram retirados do centro da Cidade do Cabo, na África do Sul. Prometeram-lhes casas, e assim foram segregados, cercados e acondicionados em contêineres com janelas.Os contêineres da Cidade de Lata são a imagem da pura indeterminação entre público e privado: o oikos interiorizado, mas capturado fora da pólis. A forma de vida privada, que, desde os gregos, encontra no oikos seu terreno original, é agora atravessada por um poder excepcional que se vale de um movimento paradoxal capaz de enformar as vidas dos cidadãos ao mesmo tempo em que as exclui do terreno propriamente político (a pólis).As casas são contêineres, que etimologicamente remetem a um conteúdo a circunscrever; isto é, uma forma pura definida exclusivamente em função de seu conteúdo. No ordenamento jurídico brasileiro, o artigo 4º do antigo Decreto nº 80.145 de 15 de agosto de 1977, já revogado, definia contêiner como: “um recipiente construído de material resistente, destinado a propiciar o transporte de mercadorias com segurança, inviolabilidade e rapidez, dotado de dispositivo de segurança aduaneira e devendo atender às condições técnicas e de segurança previstas pela legislação nacional e pelas convenções internacionais ratificadas pelo Brasil”. Seu parágrafo 2º ainda requeria como caracteres dos contêineres a “resistência ao uso repetido”, “mobilidade”, “segurança”¸”fácil enchimento e esvaziamento”, “ter seu interior facilmente acessível à inspeção, sem lugares em que se possam ocultar mercadorias”.

    Blikkiesdorp: a Cidade de Lata

    A casa-contêiner da Cidade de Lata, na Cidade do Cabo, constitui um espaço privado expulso do público e ao mesmo tempo enformado por ele. Forma pura e vazia (de “fácil esvaziamento e preenchimento”), móvel, transparente, acessível, sem lugares de ocultação ou invisibilidade, resistente à repetição, a casa-contêiner interioriza no oikos e nas formas de vida de seus habitantes a imagem vazia e puramente formal das leis nas sociedades de controle.Dessa forma, poderíamos propor o contêiner da Cidade de Lata como o paradigma contemporâneo da vida privada, especialmente naquilo que, no oikos, repete, continua e interioriza a pólis. Assim como a forma pura da lei, que vige indefinidamente (resiste a seu uso repetido justamente por ser transparente, móvel, segura, fácil de encher e esvaziar), nossas casas e formas de vida nada mais são do que as continuidades formais interiorizadas de um aparato governamental que repete a fratura teológica entre ontologia e práxis ético-política.O oikos é, por definição, o exílio e a desaparição no interior da pólis; uma unidade econômico-social marcada originalmente por sua autarquia (“autos-arkhé”), hoje completamente subtraída por um poder governamental que vem de fora, territorializa o oikos topologicamente para além da cidade, cria conjuntos de oikos além dos portões, e o faz confundir-se com o campo de concentração, em que dentro e fora entram em uma zona de total indeterminação.

    Nela, oikos e pólis já não podem ser reciprocamente localizáveis.Os habitantes da Cidade de Lata constituem as figuras-quaisquer de refugiados interiores, renovando a atualidade de Hannah Arendt e de seu belo We refugees (“Nós, refugiados”). Seus rostos desesperados e vazios também permitem dar razão a Agamben em duas das teses centrais de Al di là dei diritti del’uomo: (1) a fim de colocar em xeque a inscrição do princípio de natividade e a trindade “Estado-Nação-Território”, o conceito-chave não seria mais o ius do cidadão, mas o refugium do indivíduo; (2) recuperada por Agamben desde O declínio do Estado-nação e o fim dos direitos do homem, de Arendt, a figura do refugiado, “aquele que consiste com o puro fato de ser humano”, marca a radical crise do conceito de homem sobre o qual os direitos humanos se articulam.

    A partida que nunca se encerra

    É claro que o jogo pode, e deve, ser encarado sob a perspectiva do “ludens” de Nietzsche, Huizinga ou Maffesoli; não devemos fechar os olhos ao potencial profanatório do jogo – tampouco Agamben o faz. O que Agamben faz, porém, é advertir sobre sua fácil captura pelos dispositivos governamentais.Em O que resta de Auschwitz, Agamben narra o relato de Miklos Nyiszli, um sobrevivente dos campos de concentração. Nyiszli contava que, durante uma pausa no “trabalho”, os internos puderam assistir a uma partida de futebol entre SS e representantes do Sonderkommand. Esse momento de aparente normalidade é o que, segundo Agamben, continua o terror no interior do normal; segundo ele, um dos mais urgentes desafios da filosofia política é tornar-se capaz de compreender e interromper essa partida. Ela, como a Copa do Mundo, não são senão as metáforas de uma normalidade cujo coração a exceção habita e rói.

    Tomara que saia.

    Beijo querida,

    tio Gus

    Comment by Gustavo — 17/07/2010 @ 12:02 PM

  2. Comment by Gustavo — 17/07/2010 @ 2:17 PM

    • Impressionante, Gustavo.

      …sabe , seria legal perguntar pra todos estes ” convictos ” os adeptos dos ismos , como : “como” eles enfrentariam uma barra desta.

      Acho que eles achariam ótimo , assim seriam todos iguais , zumbizndo , esperando a libertação “total” … eterna … – a compreensão … quem sabe … ou a Verdadeira realidade ….

      sabe como, a vida , etc é uma ilusão idiota até a água bater …

      aí … ::: continua sendo … > porque “são” oprimidos > não “falam” mais em sofrimento > conseguem “porfim” vivê-lo.

      é difícel ensinar tudo de novo pra um carneiro…- ele só sabe seguir … seguir … a “mesma” direção.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 18/07/2010 @ 11:41 AM

  3. Vou tentar a Cidade de Lata e depois repetir o comentário inteiro, vamo lá:

    Comment by Gustavo — 17/07/2010 @ 2:56 PM

  4. De novo excelente sincronia entre imagens e leitura.
    Quer trabalhar comigo, menina?
    Eu nem acredito que voce leu Bulgákov!
    Puta é mto esperar que o povo leia O Mestre e Margarida pra entender o perigo da sagacidade da “demônio”.
    Ao mesmo tempo seus truques são tão velhos… banais e sempre dão certo. Discurso infalível.
    O do demo e o do povo. Não é preciso nem um mes, pra o povo jogar a culpa no demonio. Depois de ter votado e aplaudido o cão.

    Outra interpretação muito legal foi esta de lançar esta questão também tão velha: What’s my name… Who, Who, , quem é, na verdade, o demônio? Quem é?

    Sabe Fy, O Mestre e Margarida é um livro metafísico, cheio de inícios e humor com momentos rabelaisianos ou até, quem sabe, joyceanos. A fabulosa cabeça deste escritor russo que viveu na Moscou da époda da ascensão e consolidação de Stalin e do seu terror, levou-o a imaginar uma série de histórias diferentes que se cruzam nas páginas desta ficção.

    No roteiro, o Diabo (Voland) vai à Moscou com 3 demônios menores. Em pleno comunismo, e os comunistas, bons ateus, não acreditam nele, apesar de uma vastíssima demonstração de feitos impressionantes que o Príncipe das Trevas vai realizando.

    O grupo diabólico nem é tão mau assim. Na verdade, eles expõem, pelo ridículo, a paranóia da burocracia comunista, a hipocrisia e mentira do sistema. No caso, é específica esta sua função. Como na música, eles lançam a questão de Quem é o diabo, afinal?

    E com os desacatos que contra Lúcifer vão cometendo geram até atos de justiça e “retribuição”.

    É uma total inversão. Quem é o mal?
    Aquilo que foi discursado (aprendendo com o tio Gus) ou aquele que discursou?

    tá chovendo mesmo por aqui, o lance é vinho e um bom filme, e pra quem não leu, a sugestão deste fabuloso livro que, não deixa de ser uma fábula pra lá de bem sacada.

    beijo
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 17/07/2010 @ 11:45 PM

    • Que livro genial.

      Lê isto aqui Pedro:
      Em 2004 o periódico Rolling Stone colocou a música na posição #32 na lista das 500 maiores canções de todos os tempos. Sympathy for the Devil é também o nome de um filme do cineasta Jean-Luc Godard. A película é um retrato da contracultura norte-americana do final dos anos 1960 cujo título da versão original se chama One Plus One. O filme mostra a gravação da música que o intitula, no estúdio.
      A música foi regravada inúmeras vezes por diversos artistas e grupos tais como: Blood, Sweat & Tears (1970), Bryan Ferry (1973), Jane’s Addiction (1987), Laibach (1989), Guns N’ Roses (1994), Tiamat (1999), Ozzy Osbourne (2005)… A banda eslovena Laibach lançou um EP contendo sete versões diferentes da canção, interpretadas por desde uma orquestra sinfônica Wagneriana a uma versão techno. A versão do Guns também foi incluída na sua compilação Greatest Hits. Essa cover ficou famosa por causar uma rixa no grupo que foi, parcialmente, responsável pela saída do guitarrista Slash em 1996. Ele descreve esta versão de “Sympathy” como; “the sound of the band breaking up”.

      Keef diz em uma entrevista em 2002: “Sympathy is quite an uplifting song. It’s just a matter of looking the Devil in the face. He’s there all the time. I’ve had very close contact with Lucifer – I’ve met him several times. Evil – people tend to bury it and hope it sorts itself out and doesn’t rear its ugly head. Sympathy for the Devil is just as appropriate now, with 9/11 (2001). There it is again, big time. When that song was written, it was a time of turmoil. It was the first sort of international chaos since World War II. And confusion is not the ally of peace and love. You want to think the world is perfect. Everybody gets sucked into that. And as America has found out to its dismay, you can’t hide. You might as well accept the fact that evil is there and deal with it any way you can. Sympathy for the Devil is a song that says, Don’t forget him. If you confront him, then he’s out of a job.” Afinal, como fala o dito popular: o maior truque que o Diabo já fez foi convencer o mundo de que ele não existia.

      Comment by Fy — 18/07/2010 @ 10:47 AM

      • aiaiai, Pedro,

        clika e assiste.

        Comment by Fy — 18/07/2010 @ 11:32 AM

    • Gostou?

      Eu nem acredito que voce leu Bulgákov!

      Pra te falar a verdade , eu nem conhecia , quem fez a ligação de imediato foi o TocaYo , que já leu [ o Renato e o Gustavo também, claro…] quando eu falei que ia colocar o Sympathy do Jagger.
      Já tô quase na metade !!!

      [ O Caio me disse que tá tendo um show aí no Ibira, vcs foram? ]

      Ao mesmo tempo seus truques são tão velhos… banais e sempre dão certo. Discurso infalível.
      O do demo e o do povo. Não é preciso nem um mes, pra o povo jogar a culpa no demonio. Depois de ter votado e aplaudido o cão.

      pois é … … … d e p o i s …

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 18/07/2010 @ 11:30 AM

  5. beijo
    Marianne

    Comment by Marianne — 18/07/2010 @ 12:16 AM

  6. Maravilhoso Marianne , vou tentar colocar o vídeo.
    Sei lá porque não tá saindo!
    aiaiaiai

    Comment by Fy — 18/07/2010 @ 1:14 AM

  7. To tentando

    depois tira

    Comment by TocaYo — 18/07/2010 @ 1:16 AM

  8. mais um.
    Não tira porque é muito bom.

    Comment by TocaYo — 18/07/2010 @ 1:23 AM

    • Ah Tocayo, adivinha como conserta isto por favor !

      Claro que eu não tiro.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 18/07/2010 @ 10:37 AM

  9. Gustavo olha esta

    O Presidente dos EUA, George W. Bush, prometeu entregar 80 virgens a cada potencial terrorista suicida muçulmano que não se fizer explodir contra alvos norte-americanos, subindo a parada do Al-Corão em dez unidades.
    “Caros amigos muçulmanos, esperam-vos 80 virgens loiras, frescas, parecidas com a Britney Spears, se não atingirem alvos americanos. Dou-vos a minha palavra de honra”, prometeu o chefe de Estado dos EUA, na presença das suas duas filhas gémeas, que já se disponibilizaram para integrar a causa.

    Para Bush, esta é uma proposta “difícil de superar” já que diz, “os jovens muçulmanos poderão gozar dos prazeres femininos de corpo e alma com virgens de carne e osso”.

    “Nós prometemos algo palpável e não algo difuso ou mistico-gasoso. Além disso, a inexistência de exegese, relativamente aos textos sagrados do Islão, não deixa aos nossos inimigos muita margem de manobra, já que para eles 70 são 70”, acrescentou.
    Depois de ter sido questionado acerca de como irá garantir um número tão elevado de raparigas que ainda não tenham tido relações sexuais, o Presidente revelou que “este plano está a ser preparado há muito tempo” e que “as políticas de moralização social e de apelo à abstinência pré-matrimonial começam a dar os seus frutos”.

    “Condoleezza Rice, que está à frente do projecto, já me garantiu que no seio deste povo temente a Deus há uma média de 100 virgens para cada terrorista – precisou -, o que nos dá uma confortável margem negocial com eles, disse.
    Em resposta ao que considerou ser “jogo sujo por parte do grande Satã”, o líder radical islamista Abu Mussab Al-Zarqawi alertou os jovens muçulmanos para o facto de que “ter relações com mais de 70 virgens é pecado”, lançando um anátema sobre todos os “que traírem por mais dez fornicações as palavras escritas pelo Profeta”.

    Muammar Al Qathafi

    kuakuakuakuakuakua

    ôd󨨨¨¨¨¨¨ :^(

    Adorei a diabinha!

    Dennis

    Dennis

    Comment by Dennis — 18/07/2010 @ 2:26 AM

    • ahahahahahahah

      onde vc achou isto?

      Believe if you can, baby!

      [ fora o desrespeito à mulher , que nestas religiões sempre foi … a disposable garbage . é revoltante!]

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 18/07/2010 @ 10:54 AM

  10. excelente post!

    Comment by caio — 18/07/2010 @ 4:32 AM

  11. que blog legal desta menina ~~~~~~

    Superou, Fy.

    Post furioso de bão!

    Depois de voce leio eu, o Mestre e Margarida.

    Vou pegar o filme, a Karina quer ver de qualquer jeito.

    e muito legal o site do Iosif, vale a pena dar uma olhada, galera.

    Você linkou Fy ?

    Parabéns and Nice to meet you baby! more & more!

    Gab

    Comment by Gabriel — 18/07/2010 @ 5:11 AM

    • Aloha,

      so, please, introduce your self, man.

      We love you, baby.

      ahahahahahahah

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 18/07/2010 @ 10:57 AM

  12. Mais uma palhinha:

    No início dos anos 1980, os moradores de um edifício da rua Sadôvaia, em Moscou, começaram a notar estranhas intervenções na decoração. De uma noite para a outra, os corredores ganharam grafites que, pouco a pouco, se espalharam pelas paredes. Entre as inscrições, destacavam-se os muitos desenhos de um enorme gato preto, em poses variadas: bebendo vodca de uma tacinha, jogando xadrez, incendiando uma casa. O tal gato é um dos personagens de “O mestre e Margarida”, e os grafites são obra de leitores do livro de Mikhail Bulgákov (1891-1940) que faziam peregrinação ao prédio onde o escritor viveu (e também um dos cenários do romance).

    As manifestações dos leitores fizeram com que o antigo apartamento de Bulgákov fosse transformado num museu dedicado ao escritor. Mais do que isso, os grafites — uma mistura de citações do texto, elogios a Bulgákov e discussões apaixonadas sobre todo tipo de assunto relacionado ao livro — demonstram o carinho do público pelo romance e pelo autor.

    —————————————-

    “O mestre e Margarida”, que narra a chegada do diabo e sua comitiva à Moscou stalinista. Lá, os visitantes se envolvem com o mestre, um escritor perseguido pelo governo e pelos intelectuais por ter publicado um romance sobre os últimos dias da vida de Jesus. A caracterização da comitiva satânica e a riqueza das descrições da Jerusalém onde se passa a obra do mestre indicam a profundidade da pesquisa feita pelo autor.

    Mas a demora foi provocada também pelo temor da reação que a obra poderia causar em tempos de repressão. Censurado muitas vezes nos palcos por conta de suas sátiras políticas, o autor sabia do potencial perturbador de um romance sobre figuras religiosas numa sociedade onde o ateísmo era imposto por lei (um impasse satirizado já na primeira cena do livro, na qual o diabo tenta provar a dois literatos ateus que Deus existe).

    Bulgákov escrevia praticamente em segredo e, ao morrer, apenas sua mulher e um pequeno círculo de amigos sabiam da existência do livro. A obra só foi publicada, enfim, em 1966, encartada em fascículos numa revista literária, e logo encontrou lugar entre os grandes romances do século XX.

    ——————————-

    Há muitas formas de ler “O mestre e Margarida”. Antes de tudo, é uma comédia arrebatadora que condensa todo o talento do Bulgákov dramaturgo: ler o livro é como assistir a uma produção delirante, com cenários detalhistas (o prédio da rua Sadôvaia, a sede da associação de literatos de Moscou, o subsolo onde vive o mestre), música incidental abundante (como os trechos de óperas e as várias versões de “Aleluia” que irrompem nos pontos mais caóticos da trama) e diálogos afiados.

    O dramaturgo também se nota na construção cuidadosa dos personagens, muitos dos quais entraram para a galeria da cultura popular russa. O diabo apresenta-se como Woland, historiador e especialista em magia negra, um distinto senhor com um olho verde e outro negro, que jamais levanta a voz mas deixa uma impressão aterrorizante em todos que cruzam com ele (“Numa palavra, era estrangeiro”). Woland é escoltado por Behemoth, o gato preto que anda sobre duas patas, adora vodca, e tem inclinações piromaníacas; Korôviev, o ardiloso negociador do grupo; Azazello, um ruivo atarracado de ombros largos e feiúra indescritível; e Hella, “uma jovem totalmente nua, ruiva e com ardentes olhos fosforescentes”.

    As peripécias do grupo em Moscou são o centro da primeira metade do livro. Em poucas horas, eles pro$a decapitação de um distinto poeta amigo do regime, ocupam o apartamento dele e agendam uma série de apresentações no Teatro de Variedades de Moscou (anunciadas como “Sessões de Magia Negra e sua Revelação Total”). Nessas cenas, brilha a inteligência satírica de Bulgákov: ironicamente, o diabo e sua comitiva surgem como uma força “moralizadora” em Moscou, expondo as contradições e injustiças do regime stalinista e da sociedade soviética. O ponto alto da primeira parte é a apresentação no Teatro de Variedades, que começa com outra decapitação e termina com uma chuva de dinheiro sobre a plateia e farta distribuição de roupas e joias para as mulheres. Tudo ilusão, como o diabo gosta — a “revelação total” prometida expõe não os segredos da magia negra, mas a hipocrisia e a ganância do público.

    A segunda metade de “O mestre e Margarida” se concentra nos personagens-título, mencionados discretamente na primeira parte. O mestre é um escritor de meia-idade, autor de um romance protagonizado por Pôncio Pilatos, o procurador romano que, nos evangelhos, nada faz para impedir a crucificação de Jesus. Margarida, sua amante, o encoraja a publicar um trecho da obra, que desperta reações furiosas de intelectuais alinhados ao regime, por mostrar figuras religiosas como personagens históricos.

    Abatido com a perseguição dos críticos, o mestre queima o manuscrito do romance e acaba num manicômio, desiludido com a literatura. Enquanto isso, Margarida tenta resgatá-lo, e para isso alia-se a Woland, numa sequência de cenas que contém algumas das passagens mais memoráveis do livro (como aquela em que Margarida sobrevoa Moscou de vassoura, à noite, completamente nua, e o baile de gala no qual ela serve de acompanhante para o diabo).

    ——————————–

    O texto do romance do mestre surge em vários pontos de “O mestre e Margarida”, criando um contraponto curioso: enquanto a Moscou do século XX é descrita como um cenário mitológico por onde circulam bruxas e demônios, a Jerusalém dos tempos de Jesus é retratada com extremo rigor histórico (reforçado pela decisão do autor de usar a grafia original dos nomes — Yerushalaim, Yeshua ha-Notzri). Essa estratégia permite que Bulgákov desloque suas críticas ao regime: além da comparação implícita entre Stalin e César (cujos nomes nunca são mencionados), é em Jerusalém que aparecem as torturas, condenações sumárias e complôs políticos que eram rotina entre os soviéticos. Já na Moscou “mitológica” onde se situa a maior parte da trama, as prisões de inocentes passam por desaparecimentos misteriosos, atos de bruxaria.

    É também no romance do mestre que Bulgákov introduz um dos temas centrais do livro, sugerido nas conversas entre Pilatos e Jesus sobre a natureza da bondade. Essa reflexão é elaborada ao longo de toda a obra, em especial num discurso de Woland no desfecho da trama, quando Bulgákov, num último ato de ironia, faz Jesus e o diabo expressarem, em momentos distintos, uma mesma visão:

    não há Bem ou Mal absoluto, e a covardia é a pior das fraquezas humanas.

    beijos a todos

    (tio) Renato

    Comment by Renato — 18/07/2010 @ 7:20 AM

    • Renato,

      ah isto vale um post, sabe ?

      Tudo ilusão, como o diabo gosta — a “revelação total” prometida expõe não os segredos da magia negra, mas a hipocrisia e a ganância do público.

      Vc já reparou como esta ânsia toda esquisita de ilumination , no-world – another – world , one god to each side , can make everybody unhappy and confused?

      Eu to com o livro do TocaYo mas pedi um , já passo o dele já já pra quem quiser. Se ele deixar, claro.

      “O ponto alto da primeira parte é a apresentação no Teatro de Variedades, que começa com outra decapitação e termina com uma chuva de dinheiro sobre a plateia e farta distribuição de roupas e joias para as mulheres.”

      Isto, infelizmente vem de encontro a tudo o que o Zygmunt Bauman , em sua obra “ Ética pós-moderna ” afirma e que eu coloquei no Watchtower:

      “ Na multidão, somos todos iguais . Andamos juntos , dançamos juntos , nos acotovelamos juntos , ardemos juntos , matamos juntos ”.

      complementando:

      Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola [ se engana ] com pão e circo.

      No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões.
      E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos!
      As coisas mudaram.
      Os cristãos , de comida para os leões , se transformaram em donos do circo .

      O circo cristão era diferente :

      Judeus , bruxas [ ciganos , cientistas, etc … ] e hereges sendo queimados em praças públicas .
      As praças ficavam apinhadas como o povo em festas ,
      se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos .

      Que horror! mas é assim mesmo, qto maior for a falta de instrução , a falta de valores e conhecimento , mais a multidão , o povo se agarra a qualquer coisa. É o meu receio em relação ao Lula.

      Seja Stalin, Lula , deuses sanguinários , seja lá o que for.

      “não há Bem ou Mal absoluto, e a covardia é a pior das fraquezas humanas.”

      A Covardia e a Preguiça. Sinônimos de Escapismo do mais óbvio e útil para os Sistemas opressivos.

      Fazedores de peixinhos e carneirinhos.

      Ai, como eu tenho visto estas duas tias…. Covardia e Preguiça!

      bjo
      Fy

      Comment by Fy — 18/07/2010 @ 11:22 AM

  13. Adorei cada vídeo,vou ver o filme, ler o livro, e me tornei fã da Hanna Arendt.
    Aliás,conheço alguem que me lembra um pouquinho, esta notável,mulher…
    Sinto que algo está se desenhando e tenho muita intuição.

    Gustavo que coisa impressionante!
    É preciso muita reflexão.

    Mais uma noite adorável na companhia de voces.

    Beijo Fy,
    Beijo a todos;
    Sofia

    Comment by Sofia — 18/07/2010 @ 2:56 PM

  14. Hola, ¿Estás utilizando wordpress para tu plataforma web? Soy nuevo en el mundo de los blogs, pero estoy tratando de empezar y crear el mio propio. ¿Se necesita tener algun conocimiento de HTML para hacer tu blog? Te agradeceria cualquier ayuda.

    Saludos

    Procurador en Cantabria http://www.cristinadapenaprocurador.com

    Comment by Victor — 17/08/2013 @ 12:32 AM


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