windmills by fy

08/08/2010

Exumação Prática com Hamlet – Como desenterrar um bobo ?

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:43 AM

 

por : Marques Patrocínio

 

 

 

 

 

As únicas pessoas  para mim são os loucos .

Loucos para viver , 

loucos para serem salvos .

Desejosos de tudo ao mesmo tempo  .

Aqueles que nunca bocejam  ou usam um  qualquer lugar-comum –

mas queimam    e     incendeiam .

Queimam como só o fogo é capaz .

 E  explodem  . . .  

desenhando aranhas por entre as estrelas .

E bem no meio ,

no centro ,

vemos aquele azul brilhante 

 intenso   . . .

e  toda a gente fixa o olhar ,

abre a boca em espanto

                    e   diz :                      

            ” A h h h h  ”   !  

 

 

 

 

 

 

 MUTANTES    –   Londres

2006     

 

 

 

 

 

 

 

    

 

 

 

                      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes :

Marques Patrocínio

criador do blog  :  http://cultodesophia.wordpress.com/

 

 

by  Fy

 

13 Comments »

  1. êta surpresa boa!
    Excelente texto e trilha sonora.
    Excelente também o blog do Marques Patrocínio.
    Bacana ver os Mutantes. A Balada do Louco, Rosa de Hiroshima,quantos anos!

    Onde está nossa parte maluca?
    Bom para refletir.(não sem uma ligeira melancolia).

    Lembrei do Forest Gump, que interpretação! O Louco no seu melhor, trazendo consigo uma inocência e uma confiança em si mesmo que o ajuda a superar aquelas situações difíceis.
    As aventuras do Forrest em paralelo a um Estados Unidos em plena evolução e crescimento da inocência dos anos 50 para um tempo de liberdade e exploração nos 60, e tempo de crise e de mudança dos anos 70 .
    Muito bom.
    beijo a todos
    tio Gus

    Comment by Gustavo — 08/08/2010 @ 3:02 AM

    • Eu gostei muito quando lí.

      Onde está nossa parte maluca?
      Bom para refletir.(não sem uma ligeira melancolia).

      Uma dose de melancolia sempre é um temperinho, mas tem gente que confunde com amargura; aí a coisa pega.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 09/08/2010 @ 9:41 AM

  2. O meu nem dorme !!!!

    Como alguem consegue viver sem ele?

    Tio Gus, eu adorei o Forest , e não fique melancólico!

    Mas, e o arraso que o Johnny Depp deu com o Chapeleiro Maluco do Tim Burton! Sem contar a melancolia,é verdade!

    Bjinhos
    Jucomfrio

    Comment by Juliana — 08/08/2010 @ 3:48 AM

    • Mas, e o arraso que o Johnny Depp deu com o Chapeleiro Maluco do Tim Burton!

      Olha … Juju , eu acho que quem se beneficiou com o Mad Hatter do Johnny Depp foi o Tim Burton!

      bj

      Fy

      Comment by Fy — 09/08/2010 @ 9:46 AM

  3. amo esse gnomo!
    Vai ser meu avatar!

    Salve salve o Marques, suuuuuper post.

    Juju

    Comment by Juliana — 08/08/2010 @ 3:50 AM

  4. Das vantagens de ser bobo – Clarice Lispector – http://www.youtube.com/watch?v=8lSoxrWsnZw

    Comment by Caio — 08/08/2010 @ 2:12 PM

  5. Eu acho que aqui, agente tem que fazer uma distinção entre o Forest do Gustavo e, talvez, o Depp da Juliana.

    Eu acho que a leitura deste arcano,oferecida aqui pelo M.Patrocínio, invoca dois aspectos , sem misturá-los, e ao contrário,invocando uma sutilíssima combinação.
    Eu vejo uma indicação bem clara, não sobre o aspecto da imbecilidade, que a tudo aceita ou recebe sem questionar. Ou aquela imbecilidade que vê alegria ou beleza em tudo, procurando imbecis aspectos positivos promovidos pelas ações ou catástrofes negativas, tal como achar belíssima a coloração da mancha negra de óleo contrastando com a transparência azul do mar, enfim, safadezas discursivas típicas do Condicionamento.

    Ao contrário, na minha opinião, o conceito de Inocência, no caso do Louco, invoca uma característica rara, (que é o que eu chamo de iluminação, talvez “dom”), (que mesmo assim tem que ser aprimorado durante esta viagem) que é o de pensar, reagir, manifestar, concluir “ao lado” e , que fique bem claro, “de fora” , ou isento das possíveis influências ou condicionamentos promovidos por suas próprias experiências, critérios ou crenças que presenciou, conheceu, ou vivenciou.Fodíssimo, manter acesa a chama deste referencial instinitivo,desprovido de pre-conceitos, pre-idéias, pre-requiens. É óbvio que a pre-idéia, a pre-definição aniquila a Criatividade. Substitui a descoberta pelo conceito e a elaboração pessoal do mesmo pela servil imbecilidade da Repetição, que se torna obrigatória,obviamente.

    O louco , em relação à Inocência, na minha opinião, estabelece a distância ou o antagonismo entre o “engulidor de conceitos e normas” que os fixa como Mapa de seu trajeto, e o viajante que ao contrário, : não estabelece, apenas compreende sem comprometer ou congestionar sua bagagem. É o ser que permite o descobrir sustentado pela “própria” sensibilidade,permitindo-se assim uma relação extrema e pura com Tempo ou cada aqui e agora. Se sacarmos profundamente este trabalho, o do Louco em nós, percebemos a obviedade de que só imbuídos desta “capacidade” permitiremos o desabrochar de potências e de manifestações autênticas e íntimas do que somos.

    E, tirando uma do conceito de In-consequência, passamos a “ser” e não “ser – em… consequência”.
    Posso estar sendo crítico,mas o Forest de alguma forma me lembra a máxima cristã do Vinde a mim as criancinhas, no sentido pernicioso e negativo dos que se mantem imbecis, os que facilmente se manipula através das promessas infantis do reino do céu e outras sandices.

    E o Louco medieval, ao contrário, talvez “quase” melhor personificado pelo Mad Hatter do Tim Burton, é um verdadeiro estrategista mental, auqele que transforma o Sarcasmo em atividade lúdica, e através desta estratégia refinadíssima, veícula seu recado.

    Sem extremismos, eu várias vezes analisei o Lewis Carroll da mesma forma,eu também acho que ele se valeu destes talentos do Bufão.

    Não estou me referindo à Ironia, que no caso, passa a ser a irmã pobre, a menos sagaz, e sim ao Sarcasmo Positivo (brilhante) criador, mediante o qual quem fala, ou de alguma forma expressa, apaixonadamente sua compreenção em face ao Conhecimento existente e ao mesmo tempo o seu Distanciamento diante do que julga ser mera ilusão indutiva,nostalgias condicionantes,dissimuladoras,mecânicas e “pedagógicas” repetições de “princípios imortais e imútaveis”.

    Eu acho que o Louco invoca antes de mais nada a força da inteligência que consegue se manter pura, não infectada, somada à arte da mais “sagaz” Espontaneidade, e por isto mesmo, irresistívelmente sedutora.

    Nos lembrando, neste brilhante post que os condicionamentos e amarras são somente capaz de infectar um hospedeiro cuja resistência está deprimida.

    E salve a Alegria Inteligente: a grande !

    beijo, gente gostosa, inteligente… e alegre!

    (tio) Renato

    Comment by Renato — 09/08/2010 @ 3:03 AM

    • Nossa Renato, que comentário maisqueincrível!

      Ao contrário, na minha opinião, o conceito de Inocência, no caso do Louco, invoca uma característica rara, (que é o que eu chamo de iluminação, talvez “dom”), (que mesmo assim tem que ser aprimorado durante esta viagem) que é o de pensar, reagir, manifestar, concluir “ao lado” e , que fique bem claro, “de fora” , ou isento das possíveis influências ou condicionamentos promovidos por suas próprias experiências, critérios ou crenças que presenciou, conheceu, ou vivenciou.Fodíssimo, manter acesa a chama deste referencial instinitivo,desprovido de pre-conceitos, pre-idéias, pre-requiens. É óbvio que a pre-idéia, a pre-definição aniquila a Criatividade. Substitui a descoberta pelo conceito e a elaboração pessoal do mesmo pela servil imbecilidade da Repetição, que se torna obrigatória,obviamente.

      – é o caso do post do Hedgehog, – mas isto é pra poucos, e eu pensei que não.

      Eu gostava mto de alguns blogs , de algumas pessoas que escreviam , gostava da variedade de temas , daquele jogo de observações livres em que a troca passava a adicionar e valer a pena.

      Meus interesses mudaram , não pq eu tenha enjoado dos bloqueiros , mas percebi que havia uma distância enorme entre o dom e o compromisso de escrever – e o intuito de escrever.

      Não to falando daquele sarcófago, aquilo foge a qualquer comentário possível, mas de pessoas q eu realmente admirava, ou poderia vir a admirar.

      ” (…) As minorias e as maiorias não se distinguem pelo número. Uma minoria pode ser mais numerosa do que uma maioria. O que define a maioria é um modelo … Ao passo que uma minoria não tem modelo, é um devir, um processo. Pode-se dizer que a maioria não é ninguém. (…)
      Deleuze ”

      E me parece que nas cortes havia sómente um Louco , … no máximo dois.

      Bjs
      Fy

      Comment by Fy — 09/08/2010 @ 10:05 AM

  6. Nada a acrescentar.
    Excelente escolha, mais um post que faz pensar.
    Adriana Monteiro

    Comment by Adriana — 09/08/2010 @ 12:23 PM

  7. Boa Noite Windmills, Fy

    Tenho acompanhado este blog há algum tempo,como voces sabem,exatamente o tempo em que me sinto muito mais livre em todos os sentidos.
    Liberar a criança que existe em nós, não é sair falndo bobagens, ou rindo do que não tem graça, mas é conseguir se falar o que sente,sem hipocrisia, sem medos.
    É esquecer aquele verniz artificial, que nos faz temer o ridículo, que nos cala, quando deveríamos opinar e até mesmo nos indignar. Eu acho que além do comodismo, existe também o fato de estarmos sempre preocupadas com o ridículo.
    E perdemos a espontaneidade.
    beijo a todos
    Sofia

    Comment by Sofia — 09/08/2010 @ 2:36 PM

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