windmills by fy

10/08/2010

You can close your eyes . . .

Filed under: Uncategorized — Fy @ 2:44 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pois é ,

Eu acredito , às vezes . . .  – só às vezes –  ,

que  a facilidade em emitir opiniões

– pra cá – pra lá – 

 é  proveniente da falta de conhecimento .

Ou estimulada pelo conhecimento escasso .

 

 

 

 

 

 

O que também não deixa de ser uma economia mesquinha .

Imagine a situação de perplexidade provocada por alguém  que Não reuniu informações suficientes

sobre algum assunto sobre o qual, . . .  gosta de opinar .

Chegam a ser engraçadas , [ depois do primeiro ataque da perplexidade ] , 

as distorções que a pessoa consegue fazer ,

pra que as peças de ” outro ”  jogo , também … desconhecido . . . : mas não importa . . .  ,

” se encaixem ”  em seu discurso !

Acaba ficando esquisito mesmo . . .

 

 

 

… houveram  críticas “ veladas ” ,  sempre veladas . . .   (  entre parênteses ) . . .

à respeito deste mal terrível que consegue caber na palavra  “ ignorância ” ,

estas críticas , lamentávelmente , muitas vezes são emitidas por pessoas

que apenas conhecem a :  “ palavra ” :  ignorância .

Mas que não tem a menor idéia do quanto ela significa .

 

 

 

Entre os assuntos que escolho , tenho insistido sobre a Realidade .

Sobre a Imanência , –  que em termos deleuzianos tem um significado similar ao da Vida .

É claro . . .  que existem pessoas

que hipervalorizam outras formas de estar vivo , diferentes do “ estilo ”  :   –   I’m alive  .

Xiii tem varios :   –  tem  :

–  it’s an ilusion . I’m not real . Nothing is realIt’s our hell . Here is the Hell . Save your soul.

E por aí vai.

 

 

Tem até spa , pra que  almas especiais , … , se entretenham com o gôzo eterno . angelicais , claro .

 

 

Sem dúvida … – “estar vivo ” –   é um estilo . . .   simples  . . . parece banal  . . .  cansativo .

Principalmente pra quem entedeu que a vida é um estorvo incômodo ,

quando não . . .  um . . . escorregão funesto , daqueles . . .  que eu não vou descrever … que é feio ,

e que geralmente acontece

pra quem  sempre   anda  “ olhando pra cima : de olhos fechados ” , dizendo : ó céus …

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

           – sempre me disseram que este lance de Un – Real : não funciona . . .  efetivamente .

 

 

 

 

 

É uma pena …  ,

às vezes me parece que estas pessoas apenas furtam o oxigênio de outras que tentam desesperadamente viver .

… são tantas … pedindo por uma vida … real . simplesmente .

 

Mas olhos fechados . . .  tem suas vantagens , embora o “ nariz ” continue bastante ativo .

usualmente : hiper – ativo .  é a técnica de respiração  :  fucktheworld  – do sagrado método de   magia  :  Un – Real .

 

 

 

Mas . . .

 

 

 

 

 

 

 

e da Vida ,

  

  

  

  

 

E neste frio ele é gostoso bem quentinho , com aquele cheirinho perfumado ,  que quem ainda não foi exumado sente ,

E , como a fila anda , e a Vida é  o que temos no momento ,

… loucos , indiferentes , frustrados ou “ não ” ,

meu convite é um café , e um  ensaio sobre a leitura de Nietzsche por  Deleuze .

Muito interessante , atual ,   e que alicerça com brilhantismo , os perigos da descrença e a desvalorização  … desta nossa Realidade .

Principalmente neste momento  em que corremos o sério risco de sermos engulidos por uma Ditadura – tão Real quanto Boçal . E por mera distração . . .

 

Claro que lembrando sempre  que as interpretações são livres ,

e que certamente haverão as absurdas ,

uma vez que eu já tenha visto construirem  “ rapidinho ”  abismos  like   Riesending : nos vales de Hillman ,     

 e outras mais . . .  – claro que com as devidas imperfeições , ahahahah ,

e a mumificada tendência de denegrir qualquer coisa desta Vida – insultando-a a ponto de lhe negar a realidade .

 

–  mas . . .  , nem mesmo todos os abismos caprichados conseguiram

transformar Hillman num crente fervoroso e temeroso a nenhum deus 

ou “encaixá-lo “ em algum delírio de iluminação …   

–  ou  o célebre  parágrafo  de James Hilman em relação à “ fazer-alma ” em versículos de alguma seita  :

 

 

” Ter visões é fácil .  

A mente nunca cessa de exusudar e transudar a seiva e o sumo da fantasia e de ,

subseqüentemente ,

congelar seu jogo em monumentos paranóicos de eterna verdade . ”    Hillman .

 

Isto porque … não havia um verdadeiro … conhecimento sobre sua obra .

 

” . . . Para ficarmos, nesse momento, apenas com um autor, a descrição que Hillman faz de Gilles Deleuze é quase auto-biográfica .

Fala de si-mesmo ao falar de um outro , como se estivesse diante de um espelho .

Deleuze é  ” um filósofo Francês que eletriza idéias recebidas com escandalosas desconstruções ” ( pág. 64 ) .

Com certeza , isto descreve muito bem o filosofar de Gilles Deleuze ,

que recebe e acolhe as idéias de um determinado pensador da tradição filosófica ,

incluindo Freud e Jung , sem sentir-se constrangido a ter que aceitá-las em bloco ,

permitindo-se dialogar com parte de seu pensamento e , além do mais ,

transformando esse material , dando-lhe novas direções e uma nova carga de sentidos .

Tudo isso descreve , igualmente , o modo de pensar de James Hillman .

– excelente artigo de Carlos Bernardi , colaborador da Rubedo ,

em uma resenha do super –  livro      The Force of Character  and the Lasting Life      por  James Hillman .

  

  

Mas , antes de iniciar este ensaio sobre Deleuze & Nietzsche ,

eu quis “ prefaciar”  abusando um pouquinho de Hillman , Saramago , Jung  , e Fernando Pessoa .

Uma colchinha de retalhos que  “ esquenta ”  .

 

Um café para Saramago , na voz de Carlos Bernardi novamente :

  

 

  

Foi com grande satisfação que pude perceber

com que fidelidade Meirelles transpôs para a tela a riqueza do pensamento de Saramago .

Ali , diante dos meus olhos , estavam as principais imagens e questões imaginadas

pelo nosso grande escritor português e mais do que merecido ganhador de um Nobel de literatura .

 

O filme retrata com precisão toda a angústia e desespero de todos nós

quando somos confrontados com Nossa Cegueira .

Os espectadores são transformados em testemunhas oculares

das piores características dos seres humanos .

Só conseguimos ver

porque enxergamos através dos olhos da única pessoa que é capaz de ver , no filme : uma mulher .

Ela percebe e mostra de maneira inequívoca nossa Total Inconsciência .

Sim , o filme trata de INCONSCIÊNCIA  e não de cegueira ,

embora a associação de cegos dos Estados Unidos , que almeja processar os produtores do filme ,

não tenham “ visto ” que a cegueira aqui é uma METÁFORA .

[ êta costumizinho :   lugar  . . . comummmmmm ] –

. . .  A Consciência Moral , que tantos insensatos têm ofendido e muitos mais renegado ,

é coisa que existe e existiu sempre , não foi uma invenção dos filósofos do Quaternário ,

quando a alma mal passava ainda de um projeto confuso .

Com o andar dos tempos , mais as atividades da convivência e as trocas genéticas ,

acabámos por meter a consciência na cor do sangue ,

[ ou como uma vilã cuja safadeza é NOS ENGANAR ]  –  

e , como se tanto fosse pouco , FIZEMOS DOS OLHOS UMA ESPÉCIE DE ESPELHOS VIRADOS PARA DENTRO .

 

 

Por todos os lados vemos e ouvimos sinais de que as coisas não estão bem, mas somos incapazes de vê-las e ouví-las .

 

 

No fundo, somos incapazes de sentir . Estamos anestesiados .

 

 

 

 

 

um capuccino para Jung :

 

  

Jung   não pensa que os estados de “ dissociação ” sejam causados

apenas pela repressão ou pelo recalque .

Eles também podem ser produzidos por um : 

DESENVOLVIMENTO ANÔMALO DA CONSCIÊNCIA , UMA HIPERTROFIA DA CONSCIÊNCIA .

 

 

Atenção para a palavra  DISSOCIAÇÃO   > 

Perceba o quanto ela é útil para : religões – sistemas de castas – comunismo – etc e talz …

… quem não raciocina – ou se imagina em constante ilusão des-significada  :

atrofia este mecanismo cerebral também conhecido como CONSCIÊNCIA .

 

 

 

 

 

 

Ah … Fernando Pessoa :

 

  

–  OUTRANDO em  Álvaro de Campos ,

Fernando Pessoa nos oferece um esboço do pensamento que o levou a escrever o poema Tabacaria:

O homem , bobo …  da sua inspiração , sombra chinesa da sua ânsia inútil , segue , revoltado e ignóbil ,

servo das mesmas leis químicas no rodar imperturbável da Terra ,

implacavelmente em torno a um astro amarelo , sem esperança , sem sossego ,

sem outro conforto que o abafo das suas ilusões da realidade e a realidade das suas ilusões .

Governa estados , institui leis , levanta guerras ;

deixa de si memórias de batalhas , versos , estátuas e edifícios .

A Terra esfriará sem que isso valha .

Estranho a isso , estranho desde a nascença ,

o sol um dia , se alumiou , deixará de alumiar ; se deu vida , dará a si a morte .

Outros sistemas de astros e satélites darão porventura novas humanidades ;

outras espécies de eternidades fingidas alimentarão almas de outra espécie ;

outras crenças passarão em corredores longínquos da realidade múltipla .

Cristos outros subirão em vão as novas cruzes .

Novas seitas secretas terão na mão os segredos da magia ou da Cabala .

E essa magia será outra , e essa Cabala diferente .

(Pessoa, Fernando, Obra em Prosa, pág. 162).

 

 

 

 

 

e   voltando a Hillman :

  

 A  Psicologia Moderna , afirma Hillman ,  “ teve que   inventar ”  o Inconsciente

com o intuito de lembrar à Consciência

 que ela nunca poderia ser tão branca . . .   

[ no sentido de “pura”  –  transparente . . .  vazia  ]   quanto ela desejava ”

( Hillman, Notes on White Supremacy , pág . 53 ) .

 

 

 

 

 

Alguns trechos de Hillman , de um post que pretendo elaborar nesta sequência  :

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

  

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um  cafézinho  sempre  desperta  . 

 

 

Alice  Valente

 

 

 

No próximo :  Deleuze & Nietzsche

 

Imagens :

 

Shivita

Café Latte – Paris

Alice Valente

 

Fontes :

The Force of Character  and the Lasting Life  –  James  Hillman

Um Ensaio sobre a  Cegueira  –  José Saramago

Carlos Bernardi

Gilles  Deleuze

Rubedo

 Fy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14 Comments »

  1. Hillman, seguindo uma tradição essencialmente retomada por Jung, fala de alma: de um sentido de alma.
    Mas o cerne de sua psicologia, e o que se tornou praticamente uma heresia, foi retomar este conceito livrando-o da apropriação religiosa em qualquer nível, oriental ou ocidental.
    Ou seja ele “libertou” este conceito, trazendo-o de volta para a psicologia, humanizando-o novamente.

    Quando James Hillman conceitua a alma como uma Perspectiva, ao contrário de uma substância, um ponto de vista sobre as coisas, mais do que “uma “coisa” em si”, ele salta para a Imanência, abraçando Deleuze e Espinoza.

    Eu acho que Jung é quem mais gostaria de um café,ou algo mais forte,pra se recuperar do choque de se saber canonizado.hehehe .
    Ainda não terminei de ler,volto depois.
    beijo a todos

    (tio) Gus

    Comment by Gustavo — 11/08/2010 @ 6:02 AM

    • Te espero então , pq tô morrendo de sono.

      Amanhã agente continua.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 11/08/2010 @ 3:02 PM

  2. Claro que este cara tem que ser discriminado.
    Ele não “cola”, ele “cria”. Contemporiza, descobre, continua.
    Desculpe o termo mas caga e anda pra estas cristalizações (des) culturais.
    Eu me lembrei das tão em moda palavras de Ghandi, Muda-te a ti Mesmo.
    Não há como mudar a si mesmo ou mudar o mundo sem a máxima de Spinoza, sem ser afetado , sem estar aberto e espalhado pelo mundo.

    Aloha Chuvarada.
    Muito legal, Fy, e um saravá pra alienação.
    Gabriel

    Comment by Gabriel — 11/08/2010 @ 6:23 AM

    • Aloha Gab,

      o legal é que este lance de mudar a si mesmo … dura a vida inteira … não termina nunca …

      mas é tão importante … so, fucktheworld!

      ah… antes que eu me esqueça, enquanto “mudava” Gandhi “também” massageava leprosos.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 11/08/2010 @ 3:00 PM

  3. Mas olhos fechados . . . tem suas vantagens , embora o “ nariz ” continue bastante ativo .

    usualmente : hiper – ativo . é a técnica de respiração : fucktheworld – do sagrado método de magia : Un – Real .

    hUaHuaHuaHua, versão Fy pra : pimenta no …. não arde! É com eles?fuckthem!

    isto aqui tá cada vez melhor.

    Paulo Vergui

    Comment by Paulo Vergui — 11/08/2010 @ 6:30 AM

    • Mas olhos fechados . . . tem suas vantagens

      claro que tem! dá um certo ar mortiço… nãoénão?

      bjs
      Fy

      gostou do café ?

      Comment by Fy — 11/08/2010 @ 2:50 PM

  4. Um quase boa noite para todos ,interessantíssimo tema.

    Vou dar continuidade para as observações do (tio) Gus,que colocou esta admirável batalha da reabilitação da psicologia como ciência, do J.Hillman em destaque.
    O que aconteceu com a psicologia de Jung foi desastroso no sentido clínico, inclusive. Seria a mesma coisa que ser atendido por um médico que ao ouvir seus sintomas procurasse em uma lista por ordem alfabética, a doença que correspondesse à primeira letra da palavra que indicasse o mais forte entre eles.
    Generalizou-se os indicativos, coligou-se a tristeza à depressão,e, responsabilizou-se arquétipos universalizados pelos sintomas. O que sem duvida requer um exorcismo e não mais um tratamento clínico. Sem dúvida, nos dois casos, há oportunistas que saem lucrando.
    O mais curioso entretanto, se apresenta na hora de viabilizar um tratamento, caso você considere importante fatores como hereditariedade (os psiquiatras que o digam) porque façam as contas do quanto da demora e da quantidade de recursos necessários para que se examinasse polifórmicos nesta escala universal, rsrsrsrsrs.
    Um correto profissional desta área, não pode ignorar a evolução da humanidade. Mas não tem o direito de mitificar sintomas e esquecer que além da imaginação ser um fator único e totalmente subjetivo, os organismos e suas reações (inclusive à ela,à mente)também o são.
    O PGP, por exemplo,é um teste genético pessoal, feito por uma pessoa para descobrir sua herança genética, étnica, a probabilidade de desenvolver certas enfermidades etc.Nada mais natural que ela esteja prioritariamente suscetível ao acervo sintomático de sua herança genética universal.À partir deste raciocínio, que elaboro como médico, e a pratica em analisar sintomas, muitas vezes absolutamente psíquicos, eu levo a considerar a dramaticidade imposta por este conceito de podermos qualificar comportamentos ou comportamentos doentes através da nossa herança “universal”. Seria como afirmar, através de um diagnóstico baseado nestes termos, que o goleiro Bruno é inocente por ser um primo remoto de Jack o estripador, ou qualquer outro personagem cujo mito ou estória nos tenha impressionado ou carimabado com mais charme o que chamam de insconsciente coletivo.

    Vitor Simmonsen

    Comment by Vitor — 11/08/2010 @ 8:58 AM

    • Oi doctor,

      este seu comment me lembrou um poema , peraí vou ver se eu acho.
      Arre! fiquei 2 hs procurando.. ahahahahah

      taí:

      Se és filho de antigos

      Se és filho de antigos, saibas que houveram mais antigos; antigos de antigos, até chegar a Jápeto, parente próximo do Caos.

      E não és senão um demais uma enzima do acaso que podre volta para o cais por se ter esgotado o caso –

      E o caminho que fizeste é o traçado pelos teus pais, pelos pais dos teus pais e tantos pais que jamais saberás os teus.

      Até chegar a Jápeto – que dorme nos braços de Hades, que é correctivo do Caos –

      E não foste que artefacto uma lousa com sinais ténue faísca do fato donde a causa era demais –

      És filho de Géa como a cobra, o olho-de-boi e o escorpião, como os indómitos insectos;

      o teu espelho feminino e os calhaus que cobrem a tua podre Pandora

      E não és que uma coisa metamorfoseada em banal uma régua que em ti poisa ínfima virgula num jornal –

      És filho de deuses se fores filho de antigos,

      que foram filhos de antigos, e eram deuses;

      farás deuses como te fizeram.

      És homem-deus, como os deuses foram homens serás antigo, como os antigos foram deuses

      A tua existência espalha-se no Chronos, de metamorfose em metamorfose, segundo a sina das três Graças.

      Se és filho de antigos, como os antigos, és idiossincrático; marinheiro ou fura-vidas, juiz ou vinhateiro.

      E a tua irmã é a deusa do sol, da poupança e da exuberância, da beleza e da discrepância

      com quem casarás e farás deuses modernos que advirão antigos, para aqueles que são modernos.

      Que serão deuses e deusas, que advirão ovos de Pandora e darão lugar a outros deuses,

      até mais não haver ecos, na caixa de Pandora.

      Que perderia a graça, se mais houvera.

      Se és antigo, filho de antigos, tão antigos, que as tais Graças;

      Eufrosina, Aglaé e Tália, que eram as deusas do banquete, da dança, de todas as diversões sociais e das belas-artes.

      Que eram tuas antigas mães.

      És antigo filho destas graças.

      Então és filho de antigos, imortal, pai e mãe.

      Deus filho da antiguidade.

      Montefrio (Fernando Oliveira)

      Muito bom. Parecido com o do Fernado Pessoa.

      Outro lance interessante é o da depressão.

      Por aí vc vê, sei lá, esta é minha opinião, mas vc vê o quanto as pessoas procuram, precisam se afastar do mundo.

      É o Medo tornando as pessoas cada vez mais artificiais.

      Tanto faz um calmante, um baseado, uma pinga ou qualquer deus. O contato. o aprofundamento com a realidade “fere” as pessoas. Elas tentam fugir a todo o custo. É um Escapismo só.

      O Tocayo tem razão, ninguem quer olhar pra quem realmente está ajoelhado. Ninguem perticipa, ninguem se afeta realmente.

      Mas o pior é com o Medo patológico do Mal… as pessoas perdem o Bem, o bom, a beleza e a força da vida.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 11/08/2010 @ 2:48 PM

  5. Alo Fy,
    Adoreiiiiii.

    Este livro não foi traduzido ainda ?

    Adriana

    Comment by Adriana — 11/08/2010 @ 9:05 AM

    • Alo Adriana,
      eu acho que não, mas volto a te responder,
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 11/08/2010 @ 1:53 PM

  6. Gustavo, existem pessoas, cheias de auto-aversão e um profundo sentimento de feiúra e de fracasso pessoal.Eu não vou nem dizer que estas pessoas projetam este bode de si mesmas continuamente, exclusivamente sobre outra em particular. Porque não caberia. Uma pessoa só não é suficiente pra conter todo este repertório frustrante dos inadaptados.
    A própria aversão de si mesmos os impedem de se adaptar.
    Seja lá ao que for, idade, relacionamentos, diferenças, quanto mais comunidades, relações, diferenças emocionais, sociais, regionais, e o cambau.
    Ninguem que seja humano, pessoa,gente, pode merecer estar bem, sob o ponto de vista doentio destas carcaças que ainda por cima respiram.
    Pra este tipo, existem fatores recorrentes.

    É tão simples, Gus, é impossível não sacar.O JH, no caso, é um cara que ficou tão “perplexo” diante desta ‘adaptação’ conveniente do trabalho de Jung, quanto a Fy naquele blog. Até que a perplexidade passou, as intenções foram escancaradas e a Fy mandou tudo aquela paranóia pro lugar devido.
    Pessoas assim precisam de um alvo. Quando alguma coisa brilha, elas ficam indignadas, precisam , no desespero, jogar água ou qualquer coisa que produzam huahuahua pra que tudo fique igual a elas. Com o mesmo “odor”.

    Como eu disse, um alvo não é o suficiente, então elas passam a odiar o mundo. A fronteirizar guetos, a negar a realidade, a assumir posturas de sábias, huahuahuahuahua; “além” deste mundo.
    E como ninguem tem tempo pra estas ladainhas mortas, começam a se comer, a se mastigar. Como no corpo, isto dói, começam a “dizer” que estão se mastigando, se engolindo por dentro. É uma ladainha morta, cara, da boca pra fora, nhem nhem nhem de coroa desocupada querendo causar impacto de jovial,sabe como, ‘da moda’, forçando uma barra grosseira, porque não se mancaram que jovialidade não é idade.é estilo.

    Na minha opinião, estas pessoas decoram textos como agente decorava álgebra na faculdade e constroem vetores. um vetor é exatamente um segmento de reta orientado, no qual se distinguem uma origem e uma extremidade.e só. qualquer coisa que desvie esta reta é odioso pra eles, porque não compreendem. só compreendem a direção que lhes foi ensinada.no caso é mais embaraçoso ainda, porque correm e correm pra alcançar o prórpio rabo como um cachorro desesperado.

    O ‘Deus’ onde estas pessoas jogam todas as suas inadequações com a vida e com o mundo, é ótimo, cara. ele não está em lugar nenhum, não precisa se manifestar, a coisa corre louca e ele justifica tudo. ele é a ‘força’.de que, ninguem sabe, de onde, ninguem viu. ter ódio de existir é lance, eu acho.mas como ninguem é chipanzé, e a procura é cansativa, a repetição vai ficando chata, Jung oferece um prato cheio. a transferência é ‘gritosa’. eu não presto porque tenho ego, vou matar meu ego, atingir meu self e me dissolver no que não existe, porque se passar a existir não presta.e o self faz o papel de ‘variedade’ da mesma ladainha.e elas acham que são importantes. qualquer nome de filósofo, huahuahua é chic.

    o JH pra mim nem é brilhante, é um cara normal. Não tá afins de levar a grana de ninguem, e nem de montar diagnósticos com o livro de Campbell na outra mão. e muito menos chamar deficiencias de sombras, ou difrentes opiniões de projeções de filmes mal resolvidos.

    as igreja estão cheias de gesuses fabricados nos saquinhos que recolhem dízimos, tem deus pra escolher pra todo mundo, desde comedores de crianças, até frustrados que deveriam estar lavando roupa.para os pobres pelo menos.

    a Fy falou em ajoelhar. ajoelhar é hipocrisia, Fy. só ajoelha quem não consegue mais ficar de pé. e pra estes, querida, ninguem olha, só olha pro tar de serf. e acha chic falar e cacarejar isto que nem disco quebrado.é a tal mudança interior que não precisa nunca de ‘sujar’ as mãos.
    pqp, Fy, isto já era, né ?
    mas o ratinho mandou bem! legal ler… se informar, nem que seja de vez em veizzzzzz.
    enquanto isto, continua tua dança, menina, teu ritmo é raro.
    beijo
    TocaYo

    ó só:

    Comment by TocaYo — 11/08/2010 @ 12:12 PM

  7. forçando uma barra grosseira, porque não se mancaram que jovialidade não é idade.é estilo.

    pois é … este trechinho do livro do Hillman conta mais ainda … :

    A influência de Emmanuel Levinas é marcante. Começa trazendo vários dados, quase que estatísticos: 72% das pessoas que procuram um cirurgião plástico estão interessadas em melhorar a face. Elas tem coragem de se submeter a uma operação cirúrgica, mas não conseguem vivenciar o que Levinas chamou de síntese passiva:

    “uma face está sendo fabricada, freqüentemente contra a sua vontade, como testemunha de seu caráter” (pág. 148).

    O pensamento de Levinas também sugere que a ética não pode ser injetada no caráter por preceitos morais, ou ensinada ou treinada, até mesmo modelada por mestres superiores.

    O caráter já é inerentemente ético, só aguardando ser exteriorizado pelo encontro com a face vulnerável do Outro. (pág. 142)

    Mas, a face também pode representar o triunfo da persona. Hillman cria um pequeno diálogo imaginativo entre Hamlet, Gertrude, Proust, Swift, Wilde e Goethe. Não vou reproduzí-lo aqui, só contarei a conclusão de Oscar Wilde: “dê uma máscara [a um homem] e ele contará a verdade” (pág. 145).

    não foi ?

    e aí … querendo ou não … o caráter aparece.

    sabe o que mais?
    como bons spinozistas, nós somos sensíveis à vida e ao mundo.
    tem gente que prefere se resguardar .

    bjs
    Fy

    Comment by Fy — 11/08/2010 @ 1:52 PM

  8. será que esse povo não cansa de si mesmo ?
    si mesmo si mesmo si mesmo si mesmo

    Comment by Anônimo — 12/08/2010 @ 2:01 PM

  9. o melhor desse post foi o começo, muito bom:

    “quando não . . . um . . . escorregão funesto , daqueles . . . que eu não vou descrever … que é feio ,

    e que geralmente acontece

    pra quem sempre anda “ olhando pra cima : de olhos fechados ” , dizendo : ó céus …”

    bjs…

    Comment by caio — 12/08/2010 @ 3:05 PM


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