windmills by fy

01/09/2010

Conversando com Thomas …

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:20 PM

  

  

  

  

 

  

                                                                                                                                                                                                                                                                                       –  . . .  só os gatos bobos é que morrem , Fy . 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         Thomas 

 

 

 

  

  

Outro dia , conversando com o   Thomas  , 

lembrei deste papo  bem humorado … –  [ como diz o Marques Patrocínio ] –  de  um dos meus filósofos preferidos . 

 

 

 

 

 

Com um  pouquinho de sarcasmo ….  &  … lipstick   –   always ,

! of course – ] – uma fórmula  infalível de se tornar Imortal :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

  

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 – por Francisco Fuchs :

 

  

  

– Caro Itérbio

  

Como já disse , eu havia pensado em falar do tema proposto via Bergson , 

porém uma vez que participarão do seu programa suficientes defensores  – espiritualistas –  da vida após a morte , 

creio que será mais produtivo  ( porque dissonante )  abordar o tema por um viés materialista .

Isso não significa , no entanto , que eu vá negar peremptoriamente que exista vida após a morte . 

Ser materialista não significa necessariamente professar um materialismo pueril , ingênuo e sem dúvida arrogante . 

  

Ao contrário : eu vou afirmar que é possível demonstrar , 

e isso a partir de um ponto de vista estritamente materialista , que existe vida após a morte .

 

 

Como poderíamos afirmar que Mozart está morto se diariamente milhares de pessoas acorrem às salas de concertos para ouvir sua música ? 

Como poderíamos afirmar que Drummond está morto se diariamente milhares de pessoas abrem seus livros para ler seus poemas ? 

Como poderíamos afirmar que Tarkovski ou Spinoza ou Van Gogh estão mortos ? 

  

  

  

 

  

  

  

  

  

É evidente que as pessoas poderão decepcionar-se com uma resposta desse teor, e por duas razões.

 

 

Em primeiro lugar  – de acordo com crenças religiosas muito arraigadas –   

pensa-se na sobrevivência de algo como a   ” alma ”   quando se fala em vida após a morte . 

Porém mesmo que insistamos em colocar o problema nesses termos , 

não é precisamente da sobrevivência da alma que se trata nos casos mencionados ? 

  

  

Obviamente , é possível lançar aqui uma objeção : 

 

  

                                                                            “ a de que nesses casos não é   “ toda ”   a alma que sobrevive .  ” 

  

 

  

  

  

Porém eu perguntaria: 

  

  

“ se é comprovadamente possível que sobreviva aquilo que há de melhor e de mais intenso numa alma , 

por que nos preocuparíamos com o resto ? ” 

  

  

Em segundo lugar , 

essa resposta pode parecer decepcionante porque não faz da vida após a morte algo que estaria assegurado de antemão para todos os homens . 

Ao contrário , a sobrevivência seria , por um lado , incerta , e por outro , estaria reservada a apenas alguns poucos ” eleitos ” .
 

  

Aqui seria necessário dar duas respostas diferentes porém , como se verá , convergentes: 

  

   

Primeiramente ,

se é certo que uma alma , ou ao menos parte dela ,

pode sobreviver nas mais intensas criações do espírito , isso não equivale a dizer que essa seja a única possibilidade de sobrevivência .

 

 

Os gestos de afeto de um parente , de um amigo , de um amante , por vezes de um simples desconhecido ,

não são capazes de nos acompanhar durante toda a nossa vida , muito depois de suas respectivas mortes ?

 

 

 

[ Imortais são como estrelas : estarão sempre alí , a iluminar , nossas noites – com o mesmo brilho que  anunciam o novo dia . ]

São , sim , imortais :

 

 

[ taí Marianne ]  

 

 

 

 

Por outro lado :  –  sim : a produção das grandes obras do espírito está reservada a alguns poucos eleitos . 

Mas . . .   

se se trata aí de uma  ” elite ” , é num sentido muito diferente do que as pessoas costumam imaginar . 

  

  

Ninguém passa a fazer parte dessa  ” elite ”  simplesmente porque adquiriu muito saber, 

ou porque seja mais  ” inteligente ” ou mais ” esperto ” do que os demais . 

 

 

  

                                                                   E   sobretudo ,    ninguém    entra para esse clube seleto simplesmente porque quer

 

 

  

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu diria mais : 

o desejo de fazer parte dele já é indice de vaidade , 

e mesmo de uma certa baixeza de alma : índice de uma preocupação mesquinha de perpetuar o seu próprio nome , 

em suma , índice de um mero desejo de sobrevivência

  

Eu me arriscaria até a dizer que esses já estão excluídos de antemão da   grande roda da cultura . 

Pois a cultura –  : sim , é de cultura que se trata –         não é obra de gente mesquinha ; ao contrário , 

ela é obra daqueles que estão dispostos a sacrificar ( ao menos em larga medida ) 

seus prazeres mais imediatos para fazer de suas vidas uma dádiva para os outros homens . 

  

É por isso que eu disse que as duas respostas são convergentes : 

não há vida após a morte senão para aqueles que se doam , para aqueles que se entregam . 

  

  

Esses que se fecham em si mesmos , 

esses que só enxergam no campo social e na vida mesma uma oportunidade 

ou uma série de oportunidades para encontrarem o seu próprio prazer e o seu próprio conforto , só os veremos uma vez

  

Esses serão expulsos sem piedade da roda do eterno retorno . 

Esses não conhecerão jamais a vida após a morte : pois eles , ainda em vida ,   já estão mortos . 

  

  

Afinal , como bem disse Henri Bergson: 

 a vida     está    no movimento que a transmite .  

  

Um forte abraço, 

 Francisco 

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Texto :

Francisco Fuchs

Thomas

http://mausenso.wordpress.com/

 

Ilustrações :

David Delamare

Valèrie Nkondong

Artistas que não sei o nome .

 

Fy – Carol

 

17 Comments »

  1. Que coisa mais bonita e delicada Fy.
    Eu às vezes me pergunto, como voce consegue trazer, de dentro de voce, tantas coisas belas e diferentes e expressá-las por meio de uma fantasia tão rica,tão acessível, e que toca tão profundamente.As cores, as paisagens, as musicas.Estou a tres dias cantando Four seasons in one day.E, procurando por elas em cada um destes últimos dias. E procurando o coelhinho branco também. Em cada situação, em cada pormenor, como se houvesse um significado especial até nas coisas banais e chatas do meu dia a dia.
    Sou mais feliz, e agradeço.
    Voce me fez compania hoje no café da manhã,e os personagens maravilhosos de Lewis Carrol também.
    E como só os gatos bobos morrem, estou muito é viva, e respirando fundo como há muito tempo não respirava.
    Desculpem meu ingles, espero que esteja certo.
    beijos a todos e a voce,
    Sofia

    Comment by Sofia — 02/09/2010 @ 1:27 AM

    • Ah, eu também adoro esta musica.

      Sabe Sofia, todos nós temos muitas coisas no coração.
      Independente da forma ou da cor, elas acabam se exteriorizando. Nãoénão?
      A minha forma de ser e de sentir deve se afinar com a sua, pq, da mesma forma, eu adoro ler o que vc escreve.
      Outras pessoas, acham errado, até mesmo riem, da mesma forma que eu rio delas.
      O que seria do verde …. e aí vai.

      Mas eu fico mto feliz q vc goste, e q vc esteja tão viva.
      Escreva até em japones, invente uma lingua, eu vou entender,

      bj
      Fy
      – só os gatos bobos morrem . . .

      Comment by Fy — 02/09/2010 @ 2:23 AM

  2. Ia me esquecendo de dizer que adorei a gatinha!
    Sofia Mastrada

    Comment by Sofia — 02/09/2010 @ 1:29 AM

  3. Bom dia Windmills, Fy,Sofia,

    Primeiramente vou concordar com a Sofia, e não esquecer de parabenizar a Carol também.
    Nada como muito lipstick, isto traz suavidade e charme até para as coisas mais banais do dia a dia.
    O que seria de nós homens,ogres desajeitados, sem o lipstick touch perfumado femininoTão mais inteligente, perspicaz e profundo.Sexto sentido? não sei.Não sei como chamar,sei apenas confirmar e confirmar.
    Excelente post.E francamente inteligente. Nada é tão imortal quanto o legado daqueles que se doaram.
    Claro que os grandes monstros da humanidade também se imortalizaram, mas à priori isto teria que ter um lado positivo, a doação do aprendizado, a marca do sofrimento experimentado e evitável.À priori.
    Por alguma razão, eu me lembrei deste artigo ou poesia do Arthur da Távola sobre a Afinidade.
    Eu acho que este é um sentimento que imortaliza.Tudo aquilo que nos traz esta sensação de afinidade torna-se eterno em nossas memórias, desde uma obra de arte até pessoas, até mesmo as que jamais conhecemos. É um pouco longo, mas eternamente muito bom:

    AFINIDADE

    A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
    delicado e penetrante dos sentimentos.
    O mais independente.

    Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
    as distâncias, as impossibilidades.
    Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
    o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
    Afinidade é não haver tempo mediando a vida.

    É uma vitória do adivinhado sobre o real.
    Do subjetivo sobre o objetivo.
    Do permanente sobre o passageiro.
    Do básico sobre o superficial.
    Ter afinidade é muito raro.

    Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
    Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
    que as pessoas deixaram de estar juntas.
    O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
    e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

    Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
    fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
    É ficar conversando sem trocar palavra.
    É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

    Afinidade é sentir com.
    Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
    Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
    Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.

    Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
    É olhar e perceber.
    É mais calar do que falar.
    Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.

    Afinidade é jamais sentir por.
    Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
    Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
    Compreende sem ocupar o lugar do outro.
    Aceita para poder questionar.
    Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

    Só entra em relação rica e saudável com o outro,
    quem aceita para poder questionar.
    Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
    não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
    E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
    Isso é afinidade.
    Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
    o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
    Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
    Questionamento de não afins, eis a guerra.

    A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
    Independente dele. A quilômetros de distância.
    Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
    Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
    por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
    Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,
    veremos ou falaremos.

    Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem
    para buscar sintomas com pessoas distantes,
    com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
    com irmãos do não vivido?

    A afinidade é singular, discreta e independente,
    porque não precisa do tempo para existir.
    Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
    o vínculo da afinidade!
    No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
    exatamente do ponto em que parou.
    Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
    nem pelas pessoas que as tem.

    Por prescindir do tempo e ser a ele superior,
    a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
    ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
    Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
    para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
    Sensível é a afinidade.
    É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
    Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
    porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.

    Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
    encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
    restituir o clima afetivo de antes,
    é alguém com quem a afinidade foi temporária.
    E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
    Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
    ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
    A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
    A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
    plantios de resultado diverso.

    Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
    é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
    quantos das impossibilidades vividas.

    Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
    sem lamentar o tempo da separação.
    Porque tempo e separação nunca existiram.
    Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
    para que a maturação comum pudesse se dar.
    E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
    a expressão do outro sob a forma ampliada e
    refletida do eu individual aprimorado.
    Arthur da Távola

    Um bom dia e abraço a todos
    Vitor Simmonsen

    Comment by Vitor — 02/09/2010 @ 2:01 AM

    • Nossa, Doctor , eu não conhecia este texto !

      Eu lí , mas vou reler um monte de vzs.

      Ahhhh isto vale um post!

      bj
      Fy

      Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
      fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.

      É ficar conversando sem trocar palavra.
      É receber o que vem do outro com aceitação ” anterior ” ao entendimento.

      Afinidade é sentir com.

      Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.

      Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.

      Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.

      – gostei muito disto, muito.

      Thanks Dr.

      Comment by Fy — 02/09/2010 @ 2:31 AM

  4. Foi um dia estranho. O dia, foi de muitas visitas em casa. Visitas como se fosse uma festa em que os sorrisos foram roubados das bocas das pessoas. Havia um fotógrafo, mas o único que sorria para mim era o meu irmão bebé que permanecia imóvel numa espécie de altar feito em cima de uma mesa na sala dos meus avós.
    Embora estranho, tudo foi aceite.
    E depois, esqueci…
    Não me recordo de se falar mais desta morte.

    Um dia, ainda criança e quase adolescente fui encontrar os vivos e os mortos todos juntos num álbum enterrado no fundo de uma gaveta e, nesse mundo de mortos e de vivos que teimamos em guardar para se acaso um dia se nos varrerem da memória, lá estava ele, o meu irmão bebe a sorrir para mim.

    Neste dia então, nasceu mais um imortal.
    Marianne

    BEIJOS

    Comment by Marianne — 02/09/2010 @ 3:11 AM

    • Oh Marianne,

      que coisa mais linda.

      E como são preciosos estes IMORTAIS.

      Entre mil coisas q eu admiro , meu pai era Físico, físico nuclear , e Imortal .

      Alguem que sobrevive em tudo o que ensinou , que amou , e sobretudo em seu amor pela vida.

      Sobrevive si em tudo o que participou e eu sei que vai estar vivo em nós, em nossa família, sempre.

      Um musica , uma lembrança :

      Não sei se vai sair pq não pode incorporar!

      ainda coloco ela num post.

      BEIJO
      e MTO obrigado pela lembrança.

      Comment by Fy — 02/09/2010 @ 10:07 AM

      • viu ? saiu nada!

        bjs

        Comment by Fy — 02/09/2010 @ 10:08 AM

      • Já sei : vou colocar no post, volta lá !

        bjs
        Fy

        Comment by Fy — 02/09/2010 @ 10:29 AM

      • Aiaiaiaiaiaiaiai : não adiantou desativaram tb.
        Mas não faz mal : é só clicar 2 vzs : vai direto p/ o You tube .
        Bj
        Fy

        Comment by Fy — 02/09/2010 @ 10:53 AM

  5. esses que só enxergam no campo social e na vida mesma uma oportunidade

    ou uma série de oportunidades para encontrarem o seu próprio prazer e o seu próprio conforto , só os veremos uma vez .

    e já é mais que suficiente!
    Como eu não acredito em outras vezes, lamento o espaço que estes pulhas ocupam.
    Abraços
    Wilson

    Comment by Wilson — 02/09/2010 @ 3:37 AM

    • Oi Wilson, Kd vc ?

      Concordo completamente.
      Eu não vivo de hipóteses.

      e eu tb lamento.
      mto.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 02/09/2010 @ 9:48 AM

  6. um pouquinho de sarcasmo …. & … lipstick – always ,

    ninguem pode com isso!

    Fy, eu li uma frase uma vez, nos meus tempos de apoteose insana, lá pelos 18-19,e não sei porque ela grudou na minha cabeça,porque realmente daquele tempo muita coisa eu não devo lembrar. Mas ela ficou, sabe aquelas coisas que agente escuta quando é pequeno, aprende e não esquece? Foi a mesma coisa.
    E também,não sei porque, isto tem sido minha filosofia, ou minha força, e não num sentido negativo, ou niilista, não, mas sim como um tipo de energético,um impulso em relação às minhas metas.
    Lembrei disto quando lí o post.

    Gaste mais horas realizando que sonhando,
    fazendo que planejando, vivendo que esperando…
    Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
    quem quase vive, já morreu..

    Luiz Fernando Veríssimo

    Eu lí muita coisa do LFV por causa desta frase, que, sabe lá porque vem comigo por aí desde os 18.

    Parabéns, Delamare.
    Vou te mandar umas fotos do estúdio do cara.

    Beijo
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 02/09/2010 @ 5:45 AM

    • Gaste mais horas realizando que sonhando,
      fazendo que planejando, vivendo que esperando…
      Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
      quem quase vive, já morreu..

      Luiz Fernando Veríssimo

      peraí que eu vou achar um texto que eu tenho. Será que é este texto inteiro. ?

      Tentei mas não consegui, vou procurar com calma, é muito incrível.

      Mas é isto: o quase é um quase….

      Deve ser horrível ser … quase.

      Pensa bem, vc ama ? quase … Vc quer … um pouco … – vc tá vivo ? …. sei lá .

      Para ser grande, sê inteiro /

      Nada teu exagera ou exclui /

      Põe quanto és, no mínimo que fazes /

      Assim, em cada lago a lua toda brilha /

      Porque alta ViVe.

      Sabe Pedro, às vezes , não é fácil – mas existem pessoas que não conseguiriam jamais ser “quase” .

      Eu devo ser uma delas .

      Vc viu a barra q eu enfrentei o ano passado , com morte , cidades diferentes , um deslocamento total de tudo o que é comum no dia a dia.

      Acredita que eu fui super criticada naquilo q eu achei – achei nada : eu não conseguiria meeeesmo agir de outra forma – mas naquilo q eu achei q devia fazer ou onde eu deveria estar .

      Hoje , q tudo passou , eu me sinto mto bem – estou bem comigo mesma – e, como de tudo e em tudo se aprende sempre , eu até agradeço , por ter assistido soldadinhos de chumbo derreterem.

      De outra forma e por qualquer outra razão , se derreteriam , e seria muito pior .

      Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
      quem quase vive, já morreu..

      ahhhhhhh – eu não consigo nada disso .

      bjs

      Fy

      Comment by Fy — 02/09/2010 @ 9:45 AM

  7. G’nite.

    Morte e imortalidade são as coisas solitárias.

    Good morning starshine inevitavelmente me lembra o musical Hair. Hahaha
    É a tal lembrança que sempre estará lá, mais precisamente, que sempre estará comigo. Memórias podem ser partilhadas, mas as vivências não.

    Milan Kundera escreveu um ótimo livro, O livro do riso e do esquecimento.
    Querendo ou não, os imortais precisam de alguém que se lembre deles. Me lembro desse, um livro sobre pessoas esquecidas. Mesmo se as narrativas fossem reais, ninguém se lembraria dessas pessoas.
    O que leva à morte sempre será um mistério.

    Num jogo de recordações, o rio pára, a ponte se move, e meu nome aparece cá pela segunda vez.
    E olha que nem sei o que fiz de errado. (Nem de certo)
    Mas é sempre uma honra.

    Sleep well,
    Thomas

    Comment by Thomas — 02/09/2010 @ 2:35 PM

  8. O que leva à morte sempre será um mistério.

    é sim.
    Até pq existem varios tipos de morte.
    As piores são as q acontecem em vida .

    Mas . . .

    Só os gatos bobos é que morrem . . .

    Vc está aqui porque diz coisas assim !

    bjs
    Fy

    Comment by Fy — 03/09/2010 @ 12:42 PM


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