windmills by fy

17/09/2010

Agatha

Filed under: Uncategorized — Fy @ 4:07 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ah , eu sei que deveria ter feito este post ontem .

Mas de jeito nenhum eu deixaria passar o 120 º  aniversário da Agatha Cristie sem esta pequena homenagem .

É que fazendo uma pesquisa  das capas de seus livros eu fiquei perdida entre tantas reportagens incríveis

sobre esta mulher tão e cada vez mais, fascinante .

 

 

 

Pois é, existem algumas coisas nesta vida , que parecem sempre ter estado lá  . . .  , na casa dagente .

Elas tem o cheirinho da sala , tem um gosto de pai, de avô, de leite quente e de mãe .

Tem cheiro de namorado também  .

Então  ,-  não é verdade que certos livros tem este cheiro ?  – e que certos autores são tão queridos e constantes que passam a fazer parte da família ?

Eu fui criada em um país onde faz muito frio .  E agradeço por ter nascido em uma família tão cheia de calor, ahahah ,

– e talvez  e porque o frio faz com que partilhar este calor se torne convidativo , aconchegante e tão bom ,

alguns hábitos vão se formando , e entre eles , lá em casa , as novelas , os romances policiais de alguns autores tornaram-se uma distração ,

por um bom tempo , – uma discussão muito comum , muito nossa , nos invernos , principalmente .

Eu sempre gostei de histórias . E , este gosto foi  super alimentado por uma família inteira que … é cheeeeia de histórias .

 

 

Minha mãe , fez questão que o Brasil estivesse presente  quando eu era  pequena , e   eu conheci um Brasil cheio de Sacis , sábios espiguentos  ,

príncipes do fundo do rio –  e a certeza de que no país  da minha mãe [ e meu também ] eu teria uma boneca que falasse .

Não existia Peter Pan ou Tinker Bell  in United Kingdom  : eles moravam aqui :  em alguma   “ Ilha – do – Nunca ” , 

em um sítio ,  que pra mim era  amarelo … e que era do picapau, que também  era amarelo ….  :

só no Brasil, existia o pó de pirlimpimpim and  Mr  Monteiro Lobato .

Meu pai ,    logo depois dos Contos de Andersen e dos irmãos Grimm ,  me apresentou Merlin ,  Arthur  ;

as histórias pagãs , fadas , elfos, feiticeiras e deuses incríveis e encantados ,

–  as 1001 noites de um deserto povoado de mistérios , beleza  e pássaros Rocca que cruzavam os mares de Simbad

sob o  friendly consentimento de Adgir e de Thor em suas fúrias negras ou em suas brincadeiras azuis ,  estas , . . .  contadas pelo meu avô .

Tudo isto ao som melancólico de flautas chippewas  , doces canções xamânicas

e o acelerado , mágico tambor,  rasgado pelo assobio cortante de velhas  águias cruzando os céus das florestas de Alberta,

Saskatchewan, Manitoba e a noroeste de Ontario , em  grandiosa beleza e nobre magestade .

E tantos, tantos outros ,  e tão encantados mundos .

Todos aqui :  nossos e em nós , – mais : entre nós .

 

 

E , exatamente como em cada um deles , o sempre  fascinante  mistério  ou o lado obscuro da maldade ,

as confabulações , artimanhas e estratégias do mal, também foram sempre discutidos .

 

 

E assim . . .  ,  entre outros , conheci Agatha Cristie , lá pelos 12 anos  ; 

– que ao lado de Doyle , Edgar Wallace : outro escritor de romances policiais –  incrível e  ingles também  ,  

acho que pouco conhecido aqui no Brasil, mas bem conhecido pelo meu avô , ahahaha ,

 – foram gostando de estar entre nós , 

em  nossas apostas , como um jogo :

de quem adivinhava ou achava que era o super-assassino, – os cúmplices  e os porques .

 

 

Ann Radcliffe , Coleridge , Byron , Polidori , o Robert Louis Stevenson : Doutor Jekyll e Mr. Hyde,

e seilá mais quem , são todos da velha Inglaterra  também .

 

 

E eu amava Agatha Cristie. Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence , e amo ainda .

Vou ler tudo de novo .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

THE MOUSETRAP     is one of Agatha Christie’s best known classics .

 

. . .  is the longest running show  [ of any type  ]  in the modern era .

A crazed murderer seeking revenge stalks a group of victims snowbound at a country inn .

”  The Mousetrap ”   is both suspenseful and funny .

It’s classic Christie  !

 

 

 

 

Hoje , quando assisto Criminal Minds , Special Victims , Lie to me , CSI , etc ,

e todas as técnicas modernas relacionadas aos estudos da criminologia , sei que estes perfis ,

esta observação detalhada que envolve muito mais que as aparências imediatas 

ou congeladas no momento extremo  , nasceram, em sua maioria nos campos de Devonshire ,  

em Baker Street;  nas tabernas inglesas , envolvidas pelo glamuroso , fumacento  e misterioso fog londrino . . .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Claro que Agatha Cristie não foi uma mulher comum.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dame Agatha Christie , também conhecida como a Rainha do Crime e Duquesa da Morte  : que ela prefiria , 

nasceu em Torquay , Devonshire , em 15 de setembro de 1890 . Chamaram-na de Agatha Mary Clarissa Miller .

 

 

A mãe de Agatha , pertencia à classe alta da Inglaterra  e  destacava-se pela sua excentricidade , 

– casou  com um rico americano , corretor da bolsa , Frederick alvah Miller.

 Mr.  Miller não teve muita participação na vida da filha  , pois faleceu quando Agatha era ainda muito pequena  .

 

Agatha Miller foi educada pela própria mãe , não foi mandada para a escola .

Uma vez , quando Agatha caiu de cama com um forte resfriado , sua mãe a incentivou a escrever seu primeiro conto :

” Claro que você pode ” !   ,  disse ela à filha que protestava .    E realmente ela pôde .

 

Agatha , sua irmã e mãe viviam isoladas porque sua familia era pequena e sossegada .

É de se duvidar que Agatha passasse muito tempo sozinha ou infeliz .

Ao contrário aproveitava grandes períodos de solidão para refletir .

Agatha lia contos de fadas e romances em grande quantidade ,

desenvolvendo uma paixão por Dickens , pelo fato de ouvir a mãe ler as obras deste autor em voz alta .

Desde criança , Agatha estudou piano e , mais tarde , na adolescencia , recebeu aulas de dicção .

 

 

Agatha desenvolveu uma sensata quantidade de auto-indulgência , uma hostilidade à rotina de qualquer tipo ,

uma extrema aversão pelos moralizadores puritanos que acreditavam ser a dor e a luta bons . . .  para a alma .

 

 

Em agosto de 1914 , às vésperas da primeira guerra mundial ,

Agatha se casou com um resplandecente oficial da Royal Flying Corps , Coronel Archibald Christie .

 

Enquanto a guerra se prolongava ,

Agatha Christie trabalhava em um hospital  

[ onde aprendeu sobre venenos o bastante para uma vida inteira ]

e escrevia história nas horas livres .

 

 

 

Escreveu seu primeiro conto devido a um desafio .

Supõe-se que sua irmã a espicaçou com um : –  ” aposto como você não é capaz de escrever uma boa história de detetive . ” 

Agatha logo se sentou . . .  e escreveu O Misterioso Caso de Styles .

 

 

 

e começou . . .

É mais provável que a metamorfose de Agatha em escritora de mistério fosse um desenvolvimento natural .

Como ela mesmo colocou :

 ” Acho que estava tentando coisas , como qualquer um faz .

Primeiro tentei escrever poesia .

Depois uma peça sombria sobre incesto , acho .

Depois um romance longo , complicado e mórbido – alguns dos escritos não eram tão ruins , mas o conjunto era bem pobre .

Foi então que escrevi Styles  “.

 

Agatha Christie era uma autora faminta por enredos e já com o hábito de eliminar a maioria de seus personagens .

Fixou-se no estilo policial e trabalhou no Styles durante vários meses .

Ao usar um dos refugiados belgas que morava em Torquay como modelo ,

criou seu primeiro e mais famoso detetive   –   o afetado Hercule Poirot e seu bigode lustroso .   

 

 

Agatha teve em Holmes sua principal influência no   ” exemplo da pista ”   e no   ” amigo idiota ” .

Sendo seu próprio   ” Watson ”   o Capitão Hastings , um oficial do exército , reformado do front ,

– o oposto de Poirot , Hastings era pouco sagaz , Poirot era muito inteligente .

 

 

Quem já leu o ” Misterioso Caso de Styles ”   custa a crer que o mesmo tivesse sido rejeitado por meia dúzia de editores

e houvesse ficado nove meses com o  ” Bodley Head ”   antes de ser lançado em 1920 por  ” John Lane ” .

Styles é uma narrativa de mistério de primeiro plano ,

e naquela época os preceitos da ficção policial não eram tão bem estabelecidos como hoje .

Styles surgiu na idade do ouro da literatura de mistério .

Neste seu primeiro romance Agatha demonstrou seu grande talento para criar diálogos engraçados e convincentes , além de personagens interessantes ,

mas isso não foi suficiente para fazê-la sobressair entre tantos outros escritores de mistérios da época .

 

Era fascinante e original o modo com que focalizava a ação .

Agatha aperfeiçoou a técnica de confundir o leitor , desviando-lhe a atenção de um personagem para outro ,

terminando com a pessoa menos suspeita como assassina .

 Agatha tinha o estilo de não encobrir nada ,

colocando com uma precisão matemática as mesmas pistas diante do leitor e do detetive , tão naturalmente ,

que os elementos mais inocentes tornam-se suspeitos e os mais criminosos tornam-se inocentes .

 Em O Misterioso Caso de Styles , Agatha já mostra sua fascinação e conhecimento de venenos , confundindo tão bem o método de assassinato ,

que o leitor precisa repassar as pistas para entender como a trama funciona .

 

Agatha sabia que ocorrem assassinatos no meio ambiente mais comum ; Style , por exemplo , é muito parecido com Torquay .

As alamedas e casas de campo continuaram a ser seus locais preferidos para assassinatos nos livros seguintes .

 O misterioso caso de Styles apesar de todos os trunfos só conseguiu uma modesta vendagem de 2.000 exemplares , rendendo à Agatha apenas vinte e cinco libras .

No entanto , Styles tornou-se um dos primeiros nas listas de mistérios .

 Quando Agatha escreveu o Misterioso Caso de Styles não tinha idéia do sucesso que o futuro lhe reservava .

Até aquela época , nunca havia considerado o fato de fazer carreira como escritora .

” Continuei a escrever histórias policiais ”   –  diz ela .   ”  Vi que não seria possível me livrar  ”  .

Logo depois de Styles , Agatha publicou cinco livros de mistérios :

O Inimigo Secreto [ 1922 ]  ,  Assassinato no Campo de Golfe  [ 1923 ]  , O Homem do Terno Marrom  [ 1924 ]  , Poirot Investiga  [ 1924 ]   e o Segredo de Chymneys  [ 1925 ]  .

 

Sua filha única, Rosalind, nasceu em 1919 , e  Mrs.  Christie logo se adaptou a uma vida organizada de mãe e escritora .

Sua carreira ia progredindo bem , seu trabalho ganhava popularidade , mas era um trabalho normal .

Em 1926 , Agatha escreveu o que foi considerado sua obra prima ,

um clássico de toda a ficção policial : O Assassinato de Roger Ackroyd .

 

Este mistério policial transformou Agatha na primeira dama do gênero policial da Grã-Bretanha e do mundo .

 

 

 

 

 

 

 

Sete meses depois de Agatha ter alcançado o auge da fama

com a publicação de  O Assassinato de Roger Ackroyd , o mundo de Agatha desmoronou .

Sua mãe , Mrs. Miller , morreu , deixando em Agatha uma dor quase insuperável .

 

 

 

Atingida pela perda da mãe e pela infidelidade do marido , Coronel Christie , Agatha sofreu um colapso emocional , e desapareceu .

 

 

 

 

O carro de Agatha foi encontrado abandonado no south Downs , não muito longe de sua casa .

Nenhum bilhete foi encontrado e nem havia indício de crime .

Várias buscas foram organizadas , mais de quinhentos policiais ,

ajudados por cães de caça , aviões , tratores para derrubar a mata ,

e mais de quinze mil voluntários .

Descrições da autora foram espalhadas por todo o país .

Detetives mundialmente famosos preencheram longas colunas de jornal

com várias especulações , como :  Rapto , assassinato e suicídio .

 

 

Doze dias depois do desaparecimento , a polícia de yorkshire recebeu um telefonema de um maestro de um famoso hotel de veraneio ,

havia uma hóspede que tinha uma grande semelhança com a fotografia de Agatha divulgada .

 

 

 

 

 

No dia seguinte, a polícia verificou que a hóspede era na verdade Agatha

e que estava registrada com o nome de Mrs. Tessa Neele :  

 que era o nome da amante do Coronel Archibald Christie . [ seu marido ]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao contrário de que muitos garantiam de que Agatha jamais recuperaria seu velho brilho depois do colapso :

–  no espaço de um ano , Agatha estava trabalhando de novo .

Produzindo os mesmos enigmas : claros, metódicos e desafiadores como antes :

Os Quatro Grandes  [ 1927 ]   e o Mistério do Trem Azul  [ 1928 ] .

E ambos exibiam o talento de Hercule Poirot , para não dizer o cérebro de sua autora .

 

 

 

 

Divorciou-se de Christie em 1928 .

Logo depois , ele casou-se com a verdadeira Tessa Neele .

Agatha manteve seu nome de casada , já que   ” Christie ”   estava estabelecido entre os leitores de novelas policiais .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dois anos mais tarde , em 16 de setembro de 1930 ,

Agatha se casou com Max Mallowan : eminente arqueólogo ,

treze anos mais novo que ela :  Um tipo de homem inteiramente diferente de Archibald Christie .

 

 

Agatha acompanhava o marido nas expedições , enquanto o professor se dedicava as suas atividades ,

Agatha produziu alguns clássicos:

Morte na Mesopotâmia  [1936] ,  Morte no Nilo  [ 1937 ] , Encontro com a Morte   [ 1938 ]  e   No Final a Morte  [ 1945 ] .

As suas viagens com o marido no Expresso do oriente, para Bagdá, resultou numa das mais famosas de suas obras: Assassinato no Expresso do Oriente.

 

 

 

Durante as décadas de trinta e quarenta , Agatha escreveu uma história atrás da outra ,

produzindo um mínimo de uma novela policial por ano , e as vezes , até quatro anualmente .

Agatha se dedica muito ao escrever :

” Uma idéia martela na cabeça da gente durante meses e dizemos como seria interessante se um dia pudéssemos dominá-la . ”  diz ela.

Christie escreve rápido . O enredo , então , já está na cabeça , detalhadamente esboçado .

” Em meus livros , o verdadeiro trabalho é resolver qual o desenvolvimento da história e a preocupação com ele até que de certo . ”

 

 

Agatha usava uma máquina de escrever , batendo com tres dedos de cada mão .

E antes de escrever a primeira frase , traçava um esboço geral  – pistas falsas , enganos  –  até o último pormenor .

Então  : : :  começava pelo último capítulo .

 

 

 

 Agatha parecia escrever muito , além de escrever vários romances policiais todo ano ,

escreveu sob o pseudônimo de Mary Westmacott , seis novelas românticas .

 

 

 

 

 

 

Agatha começou a escrever nesta época livros para publicação póstuma .

 

Estes trabalhos incluem sua autobiografia

e mais dois romances que constam entre os melhores .

 

 

” Um é o último caso de Poirot  , e o outro é  , claro  , o da querida  Miss Marple  .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parabéns , Agatha Cristie.

 

Fy

12 Comments »

  1. Nossa Fy,que post!
    delicious! muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito legal.
    completinho!e lindo!
    me deu vontade ir pro Canadá.vamoembora?
    My name is DJUUUUUUUUUUUUUUUUUU!
    bjunhos
    Ju

    Comment by juliana — 18/09/2010 @ 1:44 AM

  2. Oi queridos,e parabéns mesmo, Fy. Linda reportagem.
    E foi uma viagem ler sobre você.Consegui me transportar e ver cada um desta família.
    E gostar ainda mais do frio que como voce disse,aproxima as pessoas.
    Bom, eu gostei muito do Assassinato no Oriente Express.
    Uma reportagem interessante e que vale a pena ler.
    (o que não anda muito na moda, né Mané?]

    Hercule Poirot never changes his mind. He always sleeps well because he is never uncertain about his conclusions. He has an unyielding sense of justice and truth. For him, right and wrong are like the rails of a train, parallel lines that never meet. Tonight, he takes a famous journey on the most luxurious train in the world, the Orient Express. Wood-paneled sleeping compartments, gourmet meals served on fine china and silver, flawless service. On top of that, the head of the company that runs the train is Belgian and can’t do enough for his compatriot, the famous detective. Poirot finds it mildly pleasant, just as he finds his fellow passengers – European aristocrats, glamorous women, millionaires – vaguely interesting. But when he gets on the train in Istanbul, Poirot has no idea that he is about to make the personal journey of a lifetime. It will shake him to the core. (Alan Cumming, introdução ao episódio)

    Hercule Poirot nunca muda de opinião. Ele dorme sempre bem porque nunca duvida de suas conclusões. Seu senso de justiça e da verdade é inflexível. Para ele, certo e errado são como os trilhos de um trem, linhas paralelas que nunca se encontram. Hoje, ele embarca numa famosa jornada no trem mais luxuoso do mundo, o Orient Express. Cabines com painéis de madeira, refeições de alta gastronomia servidas em fina porcelana e prataria, serviço impecável. Pra coroar, o chefe da companhia que dirige o trem é belga e faz de tudo por seu compatriota, o famoso detetive. Poirot acha isso prazeroso, assim como considera seus colegas passageiros – aristocratas europeus, mulheres glamourosas, milionários – vagamente interessantes. Mas quando toma o trem em Istambul, Poirot não faz ideia de que está prestes a embarcar na jornada pessoal de uma vida inteira. Isto o abalará intimamente. (tradução livre- hehe)

    PBS Masterpiece Mystery! Poirot Series X: Murder on the Orient Express

    Os romances policiais de Agatha Christie classificam-se em um subgênero que em inglês se diz “cosy” – algo como “aconchegante”‘ ou “confortável”: sem descrição de atos violentos, banhos de sangue, palavrões ou referências sexuais. Este é um dos motivos pelos quais muitos fãs leram algum livro da escritora pela primeira vez aos 11 ou 12 anos de idade.

    A adaptação mais recente choca um pouco este público quando apresenta um suicídio em cena logo nos primeiros minutos de exibição, executado diante de um impassível Poirot. Mais à frente, outra cena perturbadora mostra o apedrejamento de uma mulher adúltera em Istambul, também testemunhado por Poirot, além de Mary Debenham e John Arbuthnot. Mesmo o espectador que não tem familiaridade com o estilo cosy de Agatha Christie sente-se perturbado, especialmente com a segunda cena citada.

    – Naquele tempo, como você sabe, mon ami, eu era detetive da polícia belga. A morte de M. Paul Déroulard não me comoveu. Sou católico, como sabe, e sua morte pareceu-me um afortunado incidente. (Agatha Christie, A Caixa de Chocolates in Os Primeiros Casos de Poirot, trad. Maria Moraes Rego. Rio de Janeiro: Record, 1989)

    Pessoalmente, não achei que o diretor Philip Martin e o roteirista Stewart Harcourt pretendessem justificar a aplicação da lei muçulmana pela perspectiva cultural. Na minha opinião, apresentaram a questão nas suas duas abordagens mais populares, isto é, a dita diferença cultural e a reação de indignação no mundo ocidental civilizado. É um tema bem atual, com inspiração em casos reais que estão na mídia e até provocaram uma certa saia-justa diplomática envolvendo autoridades brasileiras.

    Voltando ao que foi apresentado, a discussão entre os partidários de cada ponto de vista não aconteceu apenas pelo bem da crítica social, mas para defrontá-los novamente no contexto da segunda solução do crime. É possível justificar um assassinato e condenar outro?

    Outro aspecto positivo desta adaptação é diluir um pouco o maniqueísmo presente no livro e no filme de Lumet ao apresentar um criminoso em penitência. Há a possibilidade de perdão? De regeneração?

    Se o filme de 1974 era um passatempo escapista, este episódio da série Masterpiece Mystery! propõe debates éticos, morais e até religiosos. O roteiro não é tão fiel quanto o filme de 1974, o elenco é mais jovem, o ritmo é menos frenético apesar de durar meia hora a menos.

    Há tempo para o ator David Suchet desenvolver um Poirot mais soturno do que o normal; o espectador percebe a crescente crise de consciência que o afeta conforme se dá conta do que realmente aconteceu e de sua responsabilidade ao escolher qual solução apresentar à polícia. A cena final é uma aula de interpretação.

    Hercule Poirot: The rule of law — it must be held high! And if it falls you pick it up and hold it even higher! For all society — for all civilized people — will have nothing to shelter them if it is destroyed.

    O comando da lei – ele deve ser mantido no alto! E se ele cair você o ergue e o mantém ainda mais alto! Pois toda a sociedade – todas as pessoas civilizadas – não terão nada que as protejam se ele for destruído (tradução livre).

    Minha opinião
    Difícil dizer qual das duas versões abordadas neste post é a minha favorita. A de Lumet tem a seu favor a fidelidade literária e o elenco, enquanto a de 2010 tem uma abordagem mais profunda tanto do personagem quanto das implicações éticas de um assassinato. São tão diferentes que qualquer comparação torna-se vazia. Se você é fã de Agatha Christie ou não, ambas valem a pena assistir.

    beijo a todos
    (tio) Gus

    Comment by Gustavo — 18/09/2010 @ 2:04 AM

  3. este é bom também:

    excelente post.
    abçs
    Alexandre Golaiv

    Comment by alexandre — 18/09/2010 @ 3:00 AM

  4. Beautiful.
    Your work and your words, all beautiful.

    In 1971 Agatha Christie was awarded the title of Dame Commander of the Order of the British Empire in honor of her many literary works.

    Thanks for the post!Daniel

    Comment by Daniel — 18/09/2010 @ 5:07 AM

  5. Jájá eu venho.

    bjsssssssssssss

    for/all

    Fy

    Comment by Fy — 18/09/2010 @ 5:14 AM

  6. muito bom,Fy.
    Quem não gosta de Agatha?

    Olha este,nada a ver com o cozy style de Ágatha, mas é bem interessante : bem terror :

    Boas adaptações das histórias do universo criado por H. P. Lovecraft costumam mostrar um horror diferente, onde os mistérios e a fantasia são o essencial. E o filme espanhol A Mansão Valdemar (La Herencia Valdemar, 2010) quer justamente prestar uma homenagem ao escritor considerado o mestre da literatura de terror. A ideia é simples: misture desaparecimentos misteriosos dos que se atrevem a entrar sozinhos em uma mansão amaldiçoada com uma trama da era vitoriana envolvendo ocultismo. Adicione como personagens alguns nomes do macabro da época como Aliester Crowley, Lizzie Borden, Belle Gunness e Bram Stroker. Pronto, o resultado é uma surpresa interessante, pelo menos para os fãs de Lovecraft. Particularmente, só o fato de não ser uma produção hollywoodiana já me satisfez, mas os detalhes com a produção também chamam a atenção: desde a abertura do filme contando uma mini-história à parte, a escolha pertinente dos nomes dos lugares e pessoas envolvidos, até ao caprichoso site do filme (com uma seção especial dedicada só ao Lovecraft). Mas já aviso aos desinformados que esta é apenas a primeira parte, sendo que La Herencia Valdemar II, programada para outubro de 2010, a julgar pelas cenas após os créditos finais promete ser melhor ainda.


    o site oficial é bem legal:

    http://www.laherenciavaldemar.com/

    Rodrigo

    Comment by Rodrigo — 18/09/2010 @ 6:06 AM

  7. Windmills, Fy

    Adorei o post e sabe de uma coisa?
    Com este tempinho nublado, meio friozinho, a sugestão foi excelente.
    Nada como um mergulho nos mistérios e nos campos de Devonshire.
    Quem é que não usufruiu da companhia de Ágatha Christie? De Poirot e da Mis Marple?
    O post tá mesmo lindo.
    Vou deixar uma frase,

    Apreciei muito a segunda floração da vida, que chega quando já terminou nosso período de emoções e comprometimento pessoal, e quando de súbito verificamos — — que uma nova era se abre perante nós, cheia de motivos sobre os quais podemos meditar, estudar ou ler.
    Ágatha Christie

    Outra coisa, eu, particularmente acho a mente humana insondável.
    Até mesmo entre crianças voce constata o transtorno do mal.
    Como explicar?
    Ótimo final de semana,um beijo
    Sofia

    Comment by Sofia — 18/09/2010 @ 6:30 AM

  8. Boa tarde a todos,
    E parabéns pelo post.
    Eu não sabia da comemoração e nem sonhava com o nascimento da Agatha Christie.

    Sofia, voce levantou um questionamento interessante sobre a questão do mal infantil.

    Eu retorno com algum artido sobre isto.
    Vou deixar esta entrevista, que levanta um ponto de vista médico no sentido de agregar informações:

    Imagine se você tivesse que trabalhar frente a frente com um dos mais perigosos assassinos do seu país. Esse é o trabalho do neurologista americano Jonathan Pincus, que, em 25 anos de profissão, já conversou com mais de 150 psicopatas em busca dos motivos que os levaram a cometer crimes cruéis. Chefe de Neurologia do Hospital dos Veteranos de Washington e professor de Medicina na Universidade Georgetown, ele esteve ao lado de gente como Kip Kinkell, o estudante de 15 anos que chocou o mundo em 1998 depois de matar o pai e a mãe e metralhar os colegas de escola em Springfield, Oregon, Estados Unidos. Autor do livro Base Instincts – What Makes Killers Kill (Instintos básicos – O que faz matadores matarem, inédito no Brasil), ele diz que é uma simplificação dizer que a pobreza é a causa dos crimes cruéis.

    – Em seu livro, você diz que doenças mentais, danos neurológicos e abusos infantis estão presentes na formação de um assassino frio. Isso é verdade em todos os casos?

    Somados, esses três fatores estão presentes em dois terços dos assassinos cruéis. Nos outros casos, você encontra pelo menos uma ou duas dessas causas. É claro que a doença mental, sozinha, não é suficiente para causar a violência – já que a imensa maioria dos doentes mentais não são violentos, assim como inúmeras pessoas que sofreram danos neurológicos. Também é claro que a experiência de ter sofrido o abuso infantil nem sempre basta para acionar a violência. Mas, quando estão juntos, esses fatores minam a capacidade do cérebro de conter os impulsos da violência.

    – O senhor nunca esteve ao lado de um assassino sem esses pré-requisitos?

    Recentemente estive horas com Russell Weston, que atirou e matou dois guardas dentro do Capitólio dos Estados Unidos, o prédio do Congresso americano. Ele não tinha danos neurológicos e acredito que não sofreu abuso na infância. Mas, alguns anos antes, em Montana, ele já havia estado em uma instituição mental por ouvir vozes. Há pessoas que são neurologicamente sadias e que, ao tomar drogas, ficam alucinadas e matam. Mas esses casos são raros e é preciso investigar com cuidado. As pessoas tendem a minimizar ou negar que sofreram abuso infantil. Em alguns casos, precisei de um esforço extraordinário para saber o que realmente ocorreu. Estive com um homem que estuprou e matou uma mulher. Quando tinha oito anos, ele havia sido estuprado por um tio. Sua irmã viu o abuso – ela também foi violentada. O criminoso chegou a afirmar que não gostava desse tio mas não sabia a origem da repulsa.

    – Você não acredita que uma pessoa normal possa cometer crimes violentos?

    Eu ainda não vi um caso desses. Há 25 000 assassinatos nos Estados Unidos todos os anos. Eu estudei só 150. Talvez seja uma questão de amostra. Por outro lado, 150 é um bom número. Ainda não temos como explicar por que algumas pessoas são vulneráveis e não são violentas. Mas há momentos em que, se você tem alguns dos problemas que citei, estará mais propenso a agir dessa forma.

    – Psicopatas têm livre-arbítrio?

    Têm. A diferença é que o escopo desse livre-arbítrio é mais restrito. Imagine um psicopata como uma espécie de compositor que escreve uma sinfonia e precisa de uma orquestra para apresentar seu trabalho. A apresentação da orquestra é terrível. Você pode imaginar que o problema está no compositor, mas descobre que a orquestra está cheia de instrumentos quebrados. O cérebro de um psicopata é como uma orquestra com instrumentos quebrados por doença mental, danos neurológicos e traumas de abuso infantil. Para que sua apresentação não fosse tão ruim, o compositor teria que ter se esforçado mais do que as outras pessoas para não cometer alguns desses atos de violência. A punição deve levar em conta que havia fatores que ele não controlava – acho que a pena de morte nesses casos é muito severa. Mesmo assim, ele tinha algum discernimento sobre os seus atos.

    – Um psicopata pode ser reabilitado?

    Não.

    – Se não há recuperação, como o Estado deve lidar com essas pessoas?

    Prendendo-as num ambiente com psiquiatras e medicação apropriada.

    – Por que psicopatas não sentem remorso?

    Remorso é algo que vem do nosso cérebro, assim como todos os nossos sentimentos e pensamentos. Quando o cérebro está danificado, a capacidade de sentir remorso também fica danificada. Um assassino frio até sabe que está errado. A diferença é que ele não consegue sentir que está errado.

    – A genética tem algum papel na predisposição para algum comportamento criminoso?

    Não acredito que os genes sejam responsáveis. Apenas no sentido limitado de que algumas doenças psiquiátricas são genéticas. Alguns estudos feitos na Escandinávia compararam o comportamento de filhos biológicos e filhos adotados para ver se poderia haver algum traço hereditário de violência. O resultado mostrou que quando os filhos de pais violentos crescem ao lado de pais não-violentos eles não mostram nenhuma tendência para a violência. Mas quando os pais adotivos são violentos, as crianças sempre se tornam agressivas.

    – Há como descobrir se alguém vai se tornar um criminoso no futuro?

    Não. Há um homem chamado Joel Rifkin que matou 16 prostitutas em Nova York. Ele matou a primeira quando tinha 32 anos e agora está preso. Se eu tivesse visto ele antes dos 32 anos, poderia ter concluído que ele tinha problemas neurológicos, sofreu abuso infantil e tinha fantasias estranhas com prostitutas… Ele nunca havia sido violento antes, embora houvesse pensado em matar pessoas durante um bom tempo. Mas você não pode punir pessoas por suas fantasias. Seria difícil também prever seus atos já que nem todas as pessoas com esses três fatores são violentas.

    – Não há nada a fazer?

    Acho que a sociedade pode se concentrar na luta contra a violência e o abuso infantil – é aí que está a relação entre pobreza e a formação de assassinos, uma vez que a violência infantil é mais comum em regiões pobres. Isso tem que se tornar algo inaceitável – e não uma questão particular sobre o jeito que cada um trata seus filhos. A sociedade tem um grande papel para evitar o abuso sexual e a violência – identificando pessoas que são violentas com crianças para reeducá-las. Alguns casos são resultado de pura ignorância. Um exemplo é uma mãe segurando um bebê que começa a chorar. Ela troca a fralda da criança e o bebê continua chorando. Põe a mamadeira e a criança não pára de chorar, já que não está com fome. Frustrada, a mãe sacode a criança. Hoje, sabemos que esses atos podem causar danos cerebrais.

    – Filmes e jogos eletrônicos violentos podem incentivar atos de violência?

    Duvido. A não ser que a pessoa já seja vulnerável. Conheci assassinos que assistiram ao mesmo filme de horror dezenas de vezes e fizeram algo muito similar ao que viram no filme. Quando você investiga, descobre que o verdadeiro horror em suas vidas havia acontecido antes de assistirem ao filme – quando foram violentados, por exemplo. Ou seja: pessoas vulneráveis podem ser influenciadas, mas não pessoas normais.

    Jonathan Pincus

    • Chefe de Neurologia do Hospital de Veteranos de Washington e professor da Escola de Medicina da Universidade de Georgetown• Em 25 anos de carreira, esteve cara a cara com mais de 150 assassinos frios• Entre eles, Kip Kinkell, que matou os pais e atirou nos colegas de Escola em Sprinfield, Oregon

    “A pobreza não pode ser usada como a principal explicação para os crimes cruéis”

    Abraço,
    Vitor Simmonsen

    Comment by Vitor — 18/09/2010 @ 6:42 AM

  9. A Agatha é um docinho!

    Abraço aê
    Gabriel

    Comment by Gabriel — 18/09/2010 @ 6:50 AM

  10. A Sociedade que abriga os psicopatas

    “Se você tem uma sociedade que tolera desrespeito, preconceito, tiranias, injustiças, violências,
    isso acaba fomentando que psicopatas que manifestem mais.

    Se tem uma sociedade de tolerância zero, a tendência é reduzir essa manifestação.
    Uma pessoa não vira psicopata.
    Ela vai manifestando ao longo da vida”.

    Ana Beatriz – No G1
    —————–
    Vamo lá:

    Sofia, talvez neste artigo haja alguma resposta ou explicação pra sua pergunta.

    Diferença entre o Psicopata e o Psicótico:

    a diferença principal é que o primeiro tem um déficit no campo das emoções, é incapaz de sentir amor ou compaixão e é indiferente em relação ao próximo; já o esquizofrênico, é o oposto: ele tem afeto em excesso, é extremamente sensível e, “de tanto sentir e não se expressar, ele enlouquece”.
    E para a loucura, há tratamento.

    “O psicopata não enlouquece nunca, pois ele não tem afeto.
    Ele não é capaz de se botar no lugar do outro e tentar sentir a dor que ele provocou.
    Mas o problema dele não é cognitivo, a razão funciona bem e ele tem a capacidade plena de distinguir o que é certo e o que é errado.
    Ele tem certeza que está infringindo a lei, mas não se importa com isso e até calcula os danos para saber o custo-benefício da ação”, explica a psiquiatra.

    ———-

    a esquizofrenia tem cura e precisa ser tratada com rapidez. Após o primeiro surto, 80% dos pacientes se curam; no segundo surto, são 50% os que se curam; e após três surtos, 30% dos pacientes são curados.

    “Quando surge o primeiro surto, as pessoas levam muito tempo para procurar ajuda e negam a doença. A grande mensagem da novela é essa: busquem ajuda”, disse.

    Ela afirmou ainda que o tratamento, em qualquer caso, tem que ser feito até o fim da vida.

    ————————

    o psicopata já nasce com uma predisposição genética à manifestação desse tipo de comportamento de indiferença afetiva : “O sistema emocional do psicopata vem desconectado e não conecta novamente. Não tem cura até o momento”.
    Mas a psiquiatra afirmou que essa manifestação pode ser aumentada ou diminuída:
    “Se você tem uma sociedade que tolera desrespeito, preconceito, tiranias, injustiças, violências, isso acaba fomentando que psicopatas que manifestem mais. Se tem uma sociedade de tolerância zero, a tendência é reduzir essa manifestação. Uma pessoa não vira psicopata. Ela vai manifestando ao longo da vida”.

    ————————————-

    A Impunidade alimenta a Psicopatia

    Segundo Ana Beatriz, os países mais capitalistas tendem a revelar maior número de psicopatas.

    PARA ELA, A RECENTE CRISE ECONÔMICA QUE ABATEU O SISTEMA FOI UMA “CRISE DE VALORES PSICOPÁTICOS”

    ASSIM COMO OS DESVIOS DE VERBAS E CORRUPÇÕES QUE AFLIGEM O BRASIL E A IMPUNIDADE DIANTE DE TAIS ESCÂNDALOS.

    “Desvio de merenda escolar, por exemplo, isso atinge milhares de pessoas, são crianças que ficam sem estudar. Superfaturamento ou desvio de verba de medicamentos, todas são atitudes francamente psicopaticas”, exemplifica, argumentando que os responsáveis por tais ações sabem que milhares de pessoas serão prejudicadas, ou seja, usam a razão e atuam sem qualquer sentimento.

    A médica lembra que esses casos não entram em fichas policias, mas são tão graves quanto um assassinato:

    “As pessoas associam psicopatia com assassinato, mas a maioria dos psicopatas não mata”.

    Níveis de psicopatas

    Ana Beatriz afirmou que há três níveis de psicopatas:

    o leve, que aplica os famosos golpes 171 (estelionato ou fraude) e atinge uma pessoa;

    o moderado, que aplica o mesmo golpe, porém em uma esfera social mais alta (como o superfaturamento na compra de remédios para o sistema de saúde pública)
    e acaba lesando milhares de pessoas;

    e o grave, que seria o serial killer, o assassino para quem não basta matar, tem que haver atos de crueldade. Esse último tipo, porém, é raro.

    Dos 4% de psicopatas da população, 1% é grave e 3% são leves e moderados.

    Segundo a médica, o grande tratamento para os psicopatas “é a postura que temos com essa pessoa”.

    A grande arma da sociedade, segundo a médica, é não tolerar a impunidade.

    No G1

    Ana Beatriz Barbosa Silva

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 18/09/2010 @ 7:08 AM

  11. Bons ventos.

    Romance policial não me seduz, sabe-se lá por que. Mas não vou tirar o mérito de Mrs. Christie, de forma alguma.

    A respeito dos psicopatas, eles podem não sentir ou se emocionar. Porém alguns valores que estruturam a realidade própria não tem relação com emoções.

    O que acho mais curioso dos psicopatas é que são capazes de simular e se apresentar como “pessoas normais”(apesar de eu nunca ter encontrado um fator padrão para definir normalidade)

    Thomas.

    Comment by mausenso — 19/09/2010 @ 10:56 AM


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