windmills by fy

30/09/2010

Just Gimme Some TRUTH .

Filed under: Uncategorized — Fy @ 3:47 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Persépolis é a história da inesquecível infância de   Satrapi e de seu crescimento dentro de uma grande e amorosa  família em Teerã durante a Revolução Islâmica,  uma história sobre as contradições entre a vida privada e a vida pública : em um país atormentado por convulsões políticas, – dos seus anos de escola em Viena,  focalizando uma  adolescência longe da família, o seu regresso ao lar – tão  doce quanto  terrível, e, finalmente, do seu exílio auto-imposto de sua pátria amada. É a crônica de uma infância e adolescência ao mesmo tempo chocante e familiar , um jovem vida entrelaçada com a história de seu país , preenchida com as provações e as alegrias de crescer.

Atual , elegante ,atenta e sincera, muitas vezes dolorosa, percorrida com o humor cru de uma sabedoria conquistada duramente , Persépolis é uma obra impressionante das mais conceituadas e singularmente talentosas entre os artistas gráficos atuais .

Dirigido por Vincent Paronnaud , Marjane Satrapi.
Com as vozes de Chiara Mastroianni , Catherine Deneuve , Danielle Darrieux , Simon Abkarian , Gabrielle Lopes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para Marji , a Marjane Satrapi de 10 anos , isto significou ir para uma escola diferente ,

onde ela não poderia mais aprender francês  :  uma ameaça aos valores da revolução   

e meninos ficavam separados das meninas .

Como toda mulher, ela também foi obrigada a usar o véu .

Imagine   . . .   ! ! !     gente na TV dizendo  :

 

 

 

 ! ! !   ” o cabelo das mulheres contém raios que excitam os homens ; elas devem escondê-lo  !  “   ! ! !

 

 

 

Andar com jaqueta jeans e tênis pelas ruas , como numa das histórias do volume 2 , levou Marji a um interrogatório de uma patrulha de senhoras pró-revolução  .

 

 

 

 

 

Mas  . . .   isso é detalhe perto do que acontece no resto do país  .

 

 

Os pais de Marji  , intelectuais liberais com alguns vínculos com o governo anterior  , começam a perder amigos , que misteriosamente desaparecem .

Vizinhos e parentes fogem enquanto podem  :  o país fecha suas fronteiras em 1981   . Exatamente >   Igual a CUBA : e os parceiros de nosso presidente .

 

 

 

 

 

Marjane Satrapi era apenas uma criança quando a revolução islâmica derrubou o xá do Irã , em 1979 .

Bisneta do antigo rei da Pérsia , ela cresceu em uma família  moderna e ocidentalizada , e estudou numa escola francesa e laica .

Com a chegada dos extremistas ao poder , as meninas foram obrigadas a usar o véu na escola e a estudar em classes separadas dos meninos .

Era só o início  . . .     >  de uma série de mudanças profundas em sua vida – assim como na de todos em seu país .

 

 

Apesar de narrar a tragédia que foi a implantação do regime xiita no Irã ,

não faltam à trama humor e sarcasmo para narrar os acontecimentos políticos de um ponto de vista único,

                                                                                                                                                                                                                         que desfaz os lugares – comuns sobre o país e conta sua história antiga e recente.

 

 

 

 

 

 Na aparente simplicidade da narrativa e dos desenhos, revelam-se as nuances de um complicado processo histórico, que até hoje tem seus desdobramentos .

 

 

A ascensão dos radicais religiosos a princípio foi vista pelos progressistas iranianos como uma autêntica manifestação do povo ,

que estaria usando a religião como um mero pretexto para sair às ruas e derrubar um tirano .

 

Não foi o que aconteceu :

 

 

o regime xiita se radicalizou de maneira tão brutal que até mesmo Marjane , aos catorze anos ,

foi para o exílio na Áustria , pois a vida no país se tornara uma sucessão de carnificinas , sempre em nome de ” Deus e da justiça ” .

 

 

A convivência com a brutalidade leva Marjane a desenvolver uma consciência política rara em crianças: seu livro preferido , por exemplo ,

é uma história em quadrinhos chamada Materialismo Dialético ,

em que Descartes e Marx travam uma improvável disputa intelectual .

Parte de sua revolta vem da constatação de que sua família , que tem empregada e um Cadillac , é privilegiada num país miserável .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Persépolis foi lançado na França, em 2001, por uma pequena editora independente .

Tornou-se um fenômeno de crítica e público .

 

No mesmo ano , o primeiro volume ganhou o importante prêmio do Festival de Angoulême , na França .

 

 

 

 

 

 

 

A série teve os direitos de publicação vendidos para Itália , Holanda , Portugal , Espanha , Alemanha , Inglaterra , Israel , Suécia , Finlândia , Noruega , Japão , Coréia do Sul , Hong Kong , Turquia e Estados Unidos .

Em tempo : Persepólis foi considerada a melhor história em quadrinhos de 2004 pela Feira do Livro de Frankfurt .

O anúncio foi feito pelo júri, que elogiou , sobretudo , a qualidade literária da obra .

 

 

A série toda é formada por quatro livros, sendo:

Livro 1  :    A revolução islâmica vivida por uma menina de dez anos  –

 

                                                                                                                                                                       Livro 2  :    Da guerra Irã Iraque ao exílio em Viena  –

 

                                                                                                                                                                      Livro 3    :    A vida em Viena e o choque cultural  –

                                                                                                                                                                     Livro 4     :   A volta ao Irã depois do exílio europeu.

 

 

A HQ Persépolis é uma autobiografia :

                                                                                                                                                                                                   Marjane Satrapi escreveu e desenhou sua própria história     –  e , por tabela , a história de seu país , o Irã, a partir do fim dos anos 1970 .

 

 

Vieram os prêmios , o sucesso e a adaptação para o cinema , em uma animação igualmente celebrada :

Persépolis    – Persepolis , França / Estados Unidos , 2007  .

 

In time :

 

O comentário de um descendente da mesma história ao ler a sinopse da animação :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marjane Satrapi  nasceu em Rasht , no Irã , em 1969 , e atualmente vive em Paris .

http://www.sonyclassics.com/persepolis/

 

 

              Out  &  Loud . . . :

                                                                                                    J u s t   G i m m e   S o m e   TRUTH   .

.

.

.

 

 

 

ABOUT THIS BOOK

Here, in one volume: Marjane Satrapi’s best-selling, internationally acclaimed memoir-in-comic-strips.

 Persepolis is the story of Satrapi’s unforgettable childhood and coming of age within a large and loving family in Tehran during the Islamic Revolution;

of the contradictions between private life and public life in a country plagued by political upheaval;

of her high school years in Vienna facing the trials of adolescence far from her family; of her homecoming–both sweet and terrible; and, finally,

of her self-imposed exile from her beloved homeland.

It is the chronicle of a girlhood and adolescence at once outrageous and familiar, a young life entwined with the history of her country yet filled with the universal trials and joys of growing up.

 Edgy, searingly observant, and candid, often heartbreaking but threaded throughout with raw humor and hard-earned wisdom–

Persepolis is a stunning work from one of the most highly regarded, singularly talented graphic artists at work today.

http://www.cinemaemcena.com.br/Premiacao_Detalhe.aspx?ID_PREMIO=19&ID_PREMIACAO=907

http://omelete.com.br/quadrinhos/persepolis-a-historia-em-quadrinhos/

 

 

 

Fy

 

 

13 Comments »

  1. Eu não acredito que voce viu este filme.

    Muito boa lembrança!

    Depois comento mais.

    beijo
    abraços
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 30/09/2010 @ 11:28 AM

    • Hi man, ví.
      Acredite.
      … ondeando through the world … and across the waves of words…
      AHAHAHAHAHAHAH….

      you have to like me … don’t you ?

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 01/10/2010 @ 3:01 AM

      • HAHAHAHAHA

        Gostar de voce ?

        Love you – baby.

        João Pedro

        Comment by João Pedro — 01/10/2010 @ 6:24 AM

  2. Que bela apresentação! Persépolis é um marco em animação.É uma pena que o a propaganda anti-cultural afaste as pessoas da verdade das coisas.
    Amei Persépolis.

    Comment by Anônima — 30/09/2010 @ 1:40 PM

    • Oi Anônima.

      Welcome!
      Bom – mto – mto bom saber e ver gente chegando assim: querendo a Verdade: como ela é.

      Simplesmente.

      Estamos vivendo um momento que prova claramente que a Verdade – simplesmente – é a única coisa em que se deve acreditar e investir.

      É DENTRO e através DELA , REPITO: SIMPLESMENTE > QUE CONSTRUÍMOS NOSSOS SONHOS, NOSSAS ESPERANÇAS E NOSSA FÉ. NAQUILO QUE É REAL.

      Que a Verdade , simples e total: assim como é : deixe de ser uma Bofetada.
      Façamos dela e de mais nenhuma abóbora , nossa verdadeira mestra.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 01/10/2010 @ 3:06 AM

  3. Bom dia pra todos voces.

    Espetacular lembrança.
    Ohhhh cabecinha danada. Windmills in mind, sem a menor dúvida.

    Caracterizando espetacularmente estes momentos em que uma enorme sombra se aproxima, ganhando terreno de uma forma absurda, sem que 80% dos brasileiros tenham consciência disto.
    Me horroriza a dramaticidade oculta deste nosso momento.
    Me horroriza a impotência de perceber ser impossível deflagar a bandeira do Conhecimento e da Informação para um povo cujo “total” interesse imediato é o funk ou uma bunda qualquer.
    Um golpe estudado, perfeitamente engendrado e elaborado com todos os requintes de Joseph Goebbels.
    Sinistro.
    O brilhante Persépolis de Satrapi escancara o mais pungente dilema atualque é o confronto destes povos submetidos a estes regimes podres e opressores, incluindo a Ignorância inerente e necessária à sua manutenção,e o contato, através de Informações Globalizadas com outros tipos de Vidas, onde a Liberdade e os Sonhos de cada um estão interligados apenas, à suas capacidades ou esforços individuais. Não há um Limite, para suas realizações. Limite este estabelecido sempre de forma ínfima, e opressiva naturalmente.

    ” É em Viena que seu problema se torna claro, um dilema que não é só seu. Ou ela vive longe de casa com um pouco de liberdade, ou volta para casa MAS DEVE ABRIR MÃO DE SUA INDIVIDUALIDADE.

    (Fy, voce lembra daquete texto de um dos autores do Somos Todos Um, sobre não sermos Todos Um ?Raul, Saul, qualquer coisa, não me recordo. Voce ainda tem? Não seria interessante para um post?)

    “Persépolis dramatiza esse dilema sem forçar uma solução fácil ou sentimental. Enquanto sua jovem personagem se entrega à depressão, a autora e diretora Satrapi evita sentir pena de si própria.

    O clima do filme é freqüentemente sombrio, mas também chama a atenção por seu encantamento e ousadia.

    É A EXPRESSÃO PERFEITA DA RESISTÊNCIA ARTÍSTICA AOS PODEROSOS E OPRESSORES QUE INSISTEM QUE O MUNDO SÓ PODE SER VISTO EM PRETO E BRANCO.

    Este clima sombrio, foi exatamente o que detonou aquele blog neurótico, e transformou o que poderia ter sido uma continuação do Franco Atirador numa balela qualquer, estarrecedoramente desinformada em face à Pretensão Hilária daquelas duas senhoras também raquitícas em termos de educação, postura e consciência crítica em matéria de Idade.

    Pode não parecer, mas foi uma situação comparável ao que miseravelmente acontece em nosso país, se analisarmos a situação pelo fator RIDÍCULO de estarmos optando em maioria pelo Terror.

    Devo salientar aquela afirmação de uma delas (que discutimos em casa, eu voce, Renato, Tocayo, e Maria Luíza)em relação aos bárbaros costumes religiosos do Irã em discussão aqui no Windmills, lembram-se? Uma frase idêntica ao porco do Lula, “nada podemos opinar ou fazer: e sim, respeitar”. Como se a declaração dos Direitos Humanos fôsse merda. Está escrito lá, basta ler e formar opiniões.

    Lamento por tudo o que está por vir.
    É muito triste assistir a Liberdade ser derrotada e, perceber que espíritos livres como o seu, o meu e os tantos que conhecemos irão acabar deixando este lugar que chamamos de pátria e transferir este tão rico potencial em termos de vida para que outros países se beneficiem.

    Sei que é uma opinião um pouco restritiva, mas talvez meu coração esteja desabafando. Parece que ouço Mr. Richard Neal dizendo, através daquele sorriso largo e farto da segurança de ser livre, que o Mundo não reconhece fronteiras.

    Parabéns, menina. Voce me surpreende cada vez mais.

    (tio) Gus

    Comment by Gustavo — 01/10/2010 @ 2:38 AM

    • Hey Gustavo: eu adoro vc.
      Vc me emociona!!! e eu começo a escrever tudo errado!

      bjs e bjs e bjs no teu coração.

      mais bjs.

      Fy

      Comment by Fy — 01/10/2010 @ 3:08 AM

    • surpreende sim.

      TocaYo

      Comment by TocaYo — 01/10/2010 @ 7:04 AM

  4. Parece piada.
    A piada dos fudidos.
    Êta Ignorância miserável.

    Nem vou continuar.
    Gab

    Comment by Gabriel — 01/10/2010 @ 2:46 AM

    • A piada dos fudidos.

      fuckthem! b a b y .FUCKTHEM.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 01/10/2010 @ 3:10 AM

  5. Dê-me um pouco da verdade

    Estou cansado de ouvir coisas vindas
    de hipócritas estressados, míopes e intolerantes.
    Tudo que quero é a verdade.
    Me dá só um pouco da verdade.
    Estou farto de ler coisas vindas
    de políticos de cabeça-de-suíno, neuróticos e psicóticos.
    Tudo que quero é a verdade.
    Dê-me um pouco da verdade.

    Nenhum filho de um Tricky Dicky,
    de barriga amarelada e cabelinho curto
    vai poder me amamentar, me ensaboar
    por um simples maço de otimismo,
    de dinheiro para drogas
    e de dinheiro para uma corda.

    Eu estou enjoado de ver coisas vindas
    de chauvinistazinhos da mamãe, condescentes e secretistas.
    Tudo que eu quero é a verdade.
    Dê-me um pouco da verdade, agora.
    Estou farto de assistir cenas
    de primeiras-damas esquizofrênicas, egocêntricas e paranóicas.
    Tudo que eu quero é verdade, agora.
    Dê-me um pouco da verdade.

    Nenhum filho de um Tricky Dicky, ( filho da puta mesmo)
    de barriga amarelada e cabelinho curto
    vai poder me amamentar, me ensaboar
    por um simples maço de otimismo,
    de dinheiro para drogas
    e de dinheiro para uma corda.

    (tio) Renato

    Comment by Renato — 01/10/2010 @ 2:49 AM

  6. Renato,

    Vou colocar a letra no post.

    bjs

    Fy

    Comment by Fy — 01/10/2010 @ 3:10 AM

  7. The books on the table!! Demora, mas…

    Comment by Lu — 01/10/2010 @ 6:13 AM


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