windmills by fy

18/10/2010

Em Cena: Our Brazilian Cousin

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:14 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

– Sou um amante fanático da Liberdade ,

considerando – a como o único espaço onde podem crescer e desenvolver-se a inteligência ,

a dignidade e a felicidade dos homens  – 

não esta liberdade formal , outorgada e regulamentada pelo Estado ,

mentira eterna que , em realidade , representa apenas o privilégio de alguns , apoiada na escravidão de todos –

 só aceito uma   Única Liberdade   que possa ser realmente digna deste nome :  

a Liberdade que consiste no pleno desenvolvimento de todas as potencialidades materiais ,

intelectuais e morais que se encontrem em estado latente em cada um  . –

Bakunin                                                                       

 

 

 

 

                                                                 

por Marques Patrocínio :

 Em Cena: Our Brazilian Cousin

 

 

 

 

 

Alguém certa vez disse que o voto é mais forte que a bala , e por uma ironia qualquer , esse alguém entrou para história se afirmando pelo voto e depois morrendo por uma bala .

Esse que prezava o valor do voto como força transformadora de toda uma sociedade onde todos , independente da cor de sua pele seriam livres ,

recebeu como recompensa por seu altruísmo um tiro único de calibre .44 na sua cabeça enquanto assistia a uma peça teatral .

 

 

Estamos todos nós brasileiros sentados no grande teatro , e somos todos o alguém , em cena : DOIS  personagens principais ,

muitos de nós preocupados em . . .  devorar os amendoins gratuitamente distribuídos na entrada ,

ainda não percebemos que corremos o risco de morte  :

 

 

 –  o Despotismo está no palco interpretando o papel da Democracia ,

e quem o encena é uma atriz tão capaz nas artes da encenação que ,  

. . . entre um amendoim e outro . . .    

a grande maioria na platéia acredita que seja a própria Democracia ali se demonstrando como a prostituta que tão bem os gregos arquitetaram .

 

 

Risco de morte ?  Os amendoins estão envenenados ?

Não , os amendoins apenas estão apodrecidos ,

 – quanto ao risco de morte  :

uma vida  Sem Liberdade  não vale a pena ser vivida ,

restrição e censura  : é a semente desses amendoins gratuitamente servidos .

 

 

Risco de morte ?

Não precisam olhar ao lado , morrerão por uma bala , mais ao contrário do alguém acima citado :  não serão assassinados :  se suicidarão .

 

 

O voto realmente é mais forte do que a bala , e ele está apontado para sua cabeça , apontado pela mesma mão que ainda a pouco levava os amendoins à boca .

 

 

Enquanto morremos . . . :  escutaremos da dama déspota no palco : apenas gargalhadas ,

 e de nossa consciência . . .  nossas ultimas palavras:

Sic semper tyrannis !

 

 

 

Exatamente ,  . . .

nesse momento teremos a certeza que o único tirano que conhecemos foi nosso reflexo de alienados acomodados ,  > suicídio político , sic semper tyrannis !

 

 

 

 

 

AUTOR :

Marques Patrocínio

O Culto de Sofia

http://cultodesophia.wordpress.com/

 

 

Fy

 

 

12 Comments »

  1. Alô pessoas,

    Muito bem lembrado, não vai ser nem um tiro no próprio pé, como agente costuma dizer, vai ser direto na têmpora.

    Quanta boçalidade! Este texto do AJabor no Estadão é bem revelador também: (boçalidades de lado…)

    O súbito encanto de Marina Silva – Arnaldo Jabor

    O Estado de S.Paulo – 05/10/10

    Não, o Palácio de Inverno de São Petersburgo da Rússia em 1917 ainda não será tomado pela onda vermelha.
    Não. Agora, o PT vai ter de encarar: estamos num país democrático, cultural e empresarialmente complexo, em que os golpes de marketing, os palanques de mentiras, os ataques violentos à imprensa não bastam para vencer eleições… (Por decência, não posso mostrar aqui os emails de xingamentos e ameaças que recebo por criticar o governo). O Lula vai ter de descobrir que até mesmo seu populismo terá de se modernizar. O povo está muito mais informado, mais online, mais além dos pobres homens do Bolsa-Família, e não bastam charminhos e carismas fáceis, nem paz e amor nem punhos indignados para a população votar. Já sabemos que enquanto não desatracarmos os corpos públicos e privados, que enquanto não acabarem as regras políticas vigentes, nada vai se resolver. Já sabemos que mais de R$ 5 bilhões por ano são pilhados das escolas, hospitais, estradas e nenhum carisma esconde isso para sempre. Já sabemos que administração é mais importante que utopias.

    A campanha à que assistimos foi uma campanha de bonecos de si mesmos, em que cada gesto, cada palavra era vetada ou liberada pelos donos da “verdade” midiática. Ninguém acreditava nos sentimentos expressos pelos candidatos. Fernando Barros e Silva disse na Folha uma frase boa: “Dilma parece uma personagem de ficção e Serra a ficção de uma personagem.” Na mosca.

    Serra. Os erros da campanha do Serra foram inúmeros: a adesão falsa ao Lula, que acabou rindo dele: “O Serra finge que me ama”…

    Serra errou muito por autossuficiência (seu defeito principal), demorando muito para se declarar candidato, deixando todo mundo carente e zonzo, como num coito interrompido; Serra demorou para escolher um vice-presidente (com a gafe de dizer que vice bom é o que não aporrinha), fez acusações ligando as Farc à Dilma, esculachou o governo da Bolívia ainda no início, avisou que pode mexer no Banco Central e, quando sentiu que não estava agradando, fez anúncios populistas tardios sobre salário mínimo e aposentados. Nunca vi uma campanha tão desagregada, uma campanha antiga, analógica numa época digital, enlouquecendo cabos eleitorais e amigos, todos de bocas abertas, escancaradas, diante do óbvio que Serra ignorou. Serra não mudou um milímetro os erros de sua campanha de 2002. Como os Bourbon, “não esqueceu nada e não aprendeu nada”.

    A campanha do primeiro turno resumiu-se a dois narcisismos em luta.

    Dilma. Enquanto o Serra surfava em sua autoconfiança suicida, a Dilma, fabricada dos pés ao cabelo, desfilava na certeza de sua vitória, abençoada pelo “Padim Ciço” Lula.

    Seus erros foram difíceis de catalogar racionalmente, mas os eleitores perceberam sutilezas na má interpretação da personagem, como atrizes ruins em filmes.

    O sorriso sem ânimo, riso esforçado, a busca de uma simpatia que escondesse o nítido temperamento autoritário, suas palavras sem a chama da convicção, ocultando uma outra Dilma que não sabemos quem é, sua postura de vencedora, falando em púlpitos para jornalistas, sua arrogância que só o salto alto permite: ser pelo aborto e depois desmentir, sua união de ateia com evangélicos, a voracidade de militante – tarefeira, para quem tudo vale a pena contra os “burgueses de direita” que são os adversários, os esqueletos da Casa Civil, desde os dossiês contra FHC, passando pela Receita Federal (com Lina Vieira e depois com os invasores de sigilos), sua tentativa de ocultar o grande hipopótamo do Planalto que foi seu braço direito e resolveu montar uma quadrilha familiar. Além disso, os jovens contemporâneos, mesmo aqueles cooptados pelo maniqueísmo lulista, não conseguem votar naquela ostentada simpatia, pois veem com clareza uma careta querendo ser cool.

    Marina. Os erros dos dois favoritos acabaram sendo o grande impulso para Marina. No meio de uma programação mecânica de marketing, apareceu um ser vivo: Marina. Isso.

    Uma das razões para o segundo turno foi a verdade da verde Marina. Sua voz calma, sua expressão sincera, o visível amor que ela tem pelo povo da floresta e da cidade, tudo isso desconstruiu a imagem de uma candidata fabricada e de um candidato aferrado em certezas de um frio marqueteiro.

    Marina tem origem semelhante à do Lula, mas não perdeu a doçura e a fé de vencer pelo bem. Isso passa nas imperceptíveis expressões e gestos, que o público capta.

    Agora teremos um segundo turno e talvez vejamos um PSDB fortalecido pela súbita e inesperada virada. Desta vez, o partido terá de ser oposição, se defendendo e não desagregado como foi no primeiro turno, onde se esconderam todos os grandes feitos do próprio PSDB, durante o governo de FHC.

    Desde 2002, convencionou-se (Quem? Por quê?) que o Lula não podia ser atacado e que o FHC não poderia ser mencionado. Diante dessa atitude, vimos o Lula, sua clone e seus militantes se apropriarem descaradamente de todas as reformas essenciais que o governo anterior fez e que possibilitaram o sucesso econômico do governo Lula, que cantou de galo até no Financial Times, assumindo a estabilização de nossa economia. E os gringos, desinformados, acreditam.

    Além disso, com “medinho” de desagradar aos “bolsistas da família”, ninguém podia expor mentiras e falsos dados que os petistas exibiam gostosamente, com o descaro de revolucionários “puros”. Na minha opinião, só chegamos ao segundo turno por conta dos deuses da Sorte. Isso – foi sorte para o Serra e azar para a Dilma.

    Ou melhor, duas sortes:

    O grande estrago causado pela súbita riqueza da filharada de Erenice, ali, tudo exibido na cara do povo, e o reconhecimento popular do encanto sincero de Marina.

    Isso salvou a campanha errática e autossuficiente do José Serra, que apesar de ser um homem sério, competentíssimo, patriota, que conheço e respeito desde a UNE, mas que é das pessoas mais teimosas do mundo.

    Duas mulheres pariram o segundo turno. Se ouvir seus pares e amigos, poderá ser o próximo presidente. Se não…

    Beijo pra todos
    (tio) Renato

    Comment by Renato — 19/10/2010 @ 1:55 AM

    • aiaiai Renato ….
      Eu não aguento mais ouvir a palavra D…

      Nunca pensei q fôsse escrever a palavra L….. aqui, no blog.

      Mas é impressionante como esta eleição ou pré-eleição foi reveladora.
      Não só em relação à ignorância brasileira: … pq esta alienação “pega” : acaba irritando, até. Mas mesmo entre as pessoas que eu costumava ler, admirar, aiaiai, quanta ignorância! quanta cegueira.
      Re, “de verdade” : o gesusismo barato tomou conta do povão semi-alfabetizado, sim, como era de se esperar, mas infelizmente, a falta de cultura e informação não para por aí não….

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 20/10/2010 @ 5:07 AM

  2. Se é pra falar sobre depoimentos, já que a verdade virou sinônimo de “alarmar a população” e estamos à beira de eleger uma analfa, criminosa e procurada, vamos ouvir mais gente :

    Fundador do PT adverte -DILMA DESTRUIRÁ O BRASIL

    AINDA DÁ TEMPO

    Hélio Bicudo: ‘País pode caminhar para ditadura civil’

    Entrevista – Hélio Bicudo, jurista e presidente da Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos
    A Gazeta

    A exemplo do que fazia nos distantes e duros tempos da ditadura, às vésperas das eleições, em companhia de outros juristas e personalidades, ele ergue sua voz em defesa da democracia no país. Na semana passada, Hélio Bicudo, 88 anos, liderou um manifesto também pela liberdade de imprensa, segundo ele, ameaçada pelo governo Lula. O mesmo Lula com quem Bicudo, que foi ministro interino da Fazenda no governo João Goulart, deputado federal e vice-prefeito de São Paulo, durante a gestão de Marta Suplicy (PT), na condição de vice, disputou o governo de São Paulo e conviveu durante os 25 anos em que militou no PT.

    Nossa democracia está mesmo ameaçada?

    Acho que sim, porque o presidente da República ignora a Constituição, se acha acima do bem e do mal, e, com uma vitória que está delineada em favor da sua candidata, concentrará todos os poderes da República em suas mãos, além do apoio da maioria dos Estados e da população em geral. Com uma pessoa com esse potencial, e que não vê no ordenamento jurídico do país a maneira de estabilizar as discussões e debates, o Brasil pode caminhar para uma ditadura civil, sem dúvida.

    O senhor, que ficou no PT por mais de 20 anos, imaginou que isso pudesse acontecer?

    De início, não, mas no final, achava que aconteceria essa reviravolta. Foi marcante aquela carta aos brasileiros que Lula escreveu antes da sua primeira eleição, demarcando uma posição muito mais para o neoliberalismo do que para o socialismo.

    O mesmo neoliberalismo tão criticado pelo PT, no governo de Fernando Henrique Cardoso. O senhor vê diferença nas práticas de ambos?

    Não há nenhuma diferença, porque quem comanda as decisões políticas hoje, como ontem, é o próprio capital.

    O PT indicava uma prática diferente…

    O PT fazia uma oposição bastante forte nos governos Sarney e Fernando Henrique. A partir do governo Lula, a unanimidade popular que ele foi conquistando afastou a oposição do seu caminho. E o que aconteceu? Sobre o mensalão e os outros atos de corrupção apontados, nada se fez. Quando Lula diz que é presidente da República até sexta-feira à noite, e depois fecha a gaveta e só volta na segunda-feira, pratica crime de responsabilidade. Afinal, como presidente ele jurou obedecer às leis do país. E a Constituição não permite que um presidente da República participe da campanha eleitoral como ele está participando. É crime que leva ao impeachment, mas nem os partidos políticos, nem a sociedade civil movem nenhuma pedra contra isso.

    Antes do primeiro governo Lula, falava-se do desejo do PT de ficar no poder por pelo menos 30 anos.

    Não havia essa ideia, pelo menos no meu tempo. Pensava-se que o PT era um partido de massa, e iria trazer para os mais humildes uma estabilidade econômica.

    Houve uma inclusão.

    Ele trouxe em parte, porque a Bolsa-Família é mais um colaborador eleitoreiro. Apenas dá dinheiro, mas não dá nenhum estímulo para que a pessoa possa galgar outro patamar na estrutura da sociedade.

    Pesquisas indicam que Dilma Rousseff seria eleita, hoje, presidenta da República. O que podemos esperar dela?

    Quem continuará mandando no país vai ser Lula. Dilma diz que ela é o Lula. Então as coisas continuarão como estão, com a mesma corrupção, o mesmo manejo da coisa pública.

    Como militante político, imaginava voltar às ruas em defesa da democracia e da liberdade de imprensa?

    A gente fica frustrado, depois de uma longa luta em prol da democracia, ver o que estamos vendo. E acho que não temos democracia, até pela maneira pela qual se conduz a vida pública, onde um grupelho toma conta do governo, pondo nele seus parentes, seus amigos… Não é o governo do povo. Veja a própria constituição do Supremo Tribunal Federal, onde não se fez uma consulta maior para a escolha dos ministros. Ela foi pessoal, feita pelo próprio presidente. Leis passam na Câmara e no Senado, por atuação da presidência da República, que transformou o Legislativo em algo sem a menor expressão.

    O senhor faz a descrição de um poder quase totalitário…

    E é isso. Quem manda no país, passa por cima das leis é ele, Lula. Vai eleger a presidenta que fará o que ele quiser.

    Como o senhor vê Lula?

    Um homem inteligente, que poderia usar essa inteligência para implementar e fortalecer a democracia no país, mas optou por incrementar o poder pessoal.

    Trata-se de um traço de personalidade?

    Sim, com certeza. Ele sempre mandou no partido, afastou as lideranças que pudessem competir com ele. É o dono, sente-se acima do bem e do mal.

    Em relação às denúncias de irregularidades no governo, sempre alegou nada saber.

    Ele sabia de tudo, deixou as coisas escaparem. A oposição não atuou e, hoje, chegamos onde estamos.

    Incompetência da oposição?

    Foi inexistência de oposição.

    Como o senhor deixou o PT, em 2005?

    Saí porque achei que o partido não estava trilhando a estrada que havia traçado no seu nascedouro. Ele deixou de representar o povo. Pode até ter o voto do povo, mas representa os interesses daqueles que o comandam.

    As muitas denúncias de irregularidades no governo Lula parecem não impactar a campanha de Dilma Rousseff.

    Olha, Lula vive dizendo que a imprensa o prejudica. Eu acho que é o contrário.

    Como?

    A imprensa tem ajudado Lula e seus candidatos. Você não pega um jornal, um programa de televisão, que não exiba um retrato dele. O povo não vê o que está escrito além dá manchete. Funciona como propaganda.

    Deixá-lo fora das páginas e fora das telas é quase impossível. Ele tem popularidade e peculiaridades. É “o cara”, pelo menos para o presidente Obama…

    Mis-en-scène… Pergunto: com tudo isso, o que o Brasil conseguiu, do ponto de vista internacional? Zero. A questão da popularidade não tem relação com a eficiência. Olha o caso do Irã. Tem maior vergonha do que isso? Nossa política externa é péssima. O Brasil não conseguiu colocar uma pessoa em cargo relevante no conceito internacional. Em matéria de Direitos Humanos, botaram lá em Genebra uma pessoa que jejuna nessa área. E onde estão os direitos humanos no Brasil, onde o presidente aceita que a Lei de Anistia contemple também torturadores? E a compra de 36 aviões de caça? Uma brincadeira, desperdício de dinheiro público. Outra vergonha é essa movimentação toda pela Copa de 2014.

    Por quê?

    O dinheiro da construção de estádios poderia ser usado na Saúde, na Educação. Lula deu ao povo o que se dava durante o Império Romano: pão e circo. Ele dá Bolsa-Família, dá o futebol, shows, o povo vai se divertindo e vai votar em quem ele manda. Uma coisa é o Bolsa-Família eleitoreiro, a outra é dar o dinheiro e responsabilidade, Educação às pessoas.

    Como viu o “ato contra o golpismo midiático”, contrário ao que revelou o “manifesto em defesa da democracia e da liberdade de imprensa e de expressão”, do qual o senhor participou, ambos em São Paulo?

    Lula sempre diz que há uma revolução midiática para retirá-lo do poder. Os pelegos dele é que fizeram o movimento em contrário ao nosso.

    Seu grupo conseguiu sensibilizar a opinião pública?

    Acho que sim. Ontem, mais de 20 mil pessoas já tinham assinado o nosso documento. A semente foi plantada, e agora depende da sociedade. Porque o problema é também de pós-eleição. Repetindo o que já foi dito: se você não vigia, não tem democracia. Deve-se vigiar permanentemente quem governa o país, para que não haja desvios. Seja quem for eleito, independentemente do partido político.

    Vê méritos neste governo?

    A questão é: o que o governo pretende com sua atuação? Para mim, só autoritarismo.

    O senhor foi candidato a vice de Lula, na disputa pelo governo de São Paulo. Conviveu com ele e o admirou num determinado momento.

    Sim, mas os tempos mudaram completamente. Ele acabou com as lideranças do partido, e lançou uma pessoa que nem era do partido, tradicionalmente, à presidente. Hoje o PT não tem diferença nenhuma dos outros partidos.

    Mas o senhor declarou voto para Marina, do PSol…

    Sim, porque entre os candidatos que estão aí, é ela quem tem as melhores condições, do ponto de vista de sua vida, do trabalho que já fez e se propõe a fazer. Plínio de Arruda Sampaio tem um discurso muito bom, mas não teria condições. Ele se propôs a fazer uma campanha para mostrar que a democracia não se exerce como o que se vê hoje no país. Presidente não se mete em eleição. Não pode praticar atos eleitorais em favor do seu candidato. Essa é a posição de um chefe de Estado.

    O que o senhor diria para o eleitor que ainda está indeciso?

    Ele tem que pensar: nós queremos democracia ou não queremos? Ninguém lembra mais do regime militar, da ditadura do Getúlio. E a ditadura civil é um risco. Veja a questão do sigilo fiscal, que é um direito individual, e que foi aberto em alguns casos por motivos políticos. Mal usado, o poder que a máquina pública tem é capaz de acabar com uma pessoa.

    Mesmo com de tudo isso, votar continua sendo importante.

    Claro! Existe uma corrente grande que defende o voto nulo como uma rebelião. Mas a omissão não é a melhor solução. Temos que mostrar o que pensamos através do voto.

    Relação conflituosa do presidente com a imprensa levou à realização de manifestações públicas

    Má-fé.
    Nos últimos dias, Lula afirmou que a imprensa atua de má-fé e que os jornais e revistas agem como se fossem partido.

    Opinião pública.
    Durante comício realizado neste mês, em Campinas (SP), ele declarou: “Tem dias em que alguns setores da imprensa são uma vergonha. Os donos de jornais deviam ter vergonha. Nós vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como partidos políticos. Nós não precisamos de formadores de opinião. Nós somos a opinião pública”.

    Manifesto.
    Por causa dessa postura do presidente, na semana passada, em São Paulo, houve um ato público onde foi lido um manifesto em defesa da democracia e da liberdade de imprensa e de expressão, assinado por juristas, entre os quais Hélio Bicudo, e personalidades como o Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso, atores e intelectuais como Ferreira Gullar.

    Reação.
    Um dia depois, o PT e centrais sindicais como a CUT fizeram um “ato contra a mídia golpista”. O presidente do PCdoB, Renato Rabelo, teria dito que grandes veículos de comunicação brasileiros organizaram uma “conspiração” contra Dilma Rousseff.

    huahuahua – Bom dia, hj é segunda …
    Beijo Fy,
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 19/10/2010 @ 2:10 AM

    • João,

      Sabe o que eu acho? Como e o que adianta falar em Ditadura se a maioria não sabe o que é “regime” … ?
      Pra maioria que “discute” planos ou promessas de um partido depois do mensalão?
      que ainda fala em “vantagens” do governo Lula para a população?
      A maioria que não tem idéia de qto o Br está comprometido pelas “manobras do Lula” > inspiradas sim nos sucessos da pior gentalha que se pode encontrar : pastores, igrejas: demagogos descarados.

      Quero ver esta gente toda pedir a benção pro Lulinha!!!!!!!!
      Com cara de ?

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 20/10/2010 @ 5:14 AM

  3. Bom dia e boa semana pessoal,

    Sou professora universitária e acho lamentável que este tipo de artigo seja uma “tarjetinha” insignificante e escondida:

    18/10/2010 – 09h03

    Cresce número de jovens no Brasil que não estuda nem trabalha

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    DE SÃO PAULO

    Nem estudando, nem trabalhando. Mais de dois em cada dez jovens brasileiros entre 18 e 20 anos se encontravam nessa espécie de limbo em 2009, à margem da crescente inclusão educacional e laboral registrada no país em anos recentes, informa reportagem de Érica Fraga para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

    Veja a página de classificados de empregos
    Indústria prevê desaceleração do emprego em 2011, mas ainda crescerá 3,9%

    Emprego temporário deve crescer 11% neste ano no país
    Essa geração “nem-nem” (tradução livre do termo ni-ni, “ni estudian ni trabajan”, usado em espanhol) representa uma parcela crescente dos jovens de 18 a 20 anos. Eram 22,5% dessa faixa etária em 2001 e 24,1% em 2009 (o equivalente a 2,4 milhões de pessoas).

    Nesse mesmo período, a taxa de desemprego no país recuou de 9,3% para 8,4%. Os dados são da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e foram levantados pelo pesquisador Naercio Menezes Filho, do Centro de Políticas Públicas do Insper.

    Segundo especialistas, essa tendência é resultado de várias causas. Entre elas, paradoxalmente, o maior aquecimento no mercado de trabalho –que tem acirrado a competição– e o aumento significativo de transferências do governo para famílias de renda mais baixa.

    Adorei o texto!
    Abraço
    Marília

    Comment by Marília — 19/10/2010 @ 2:25 AM

    • Oi Marília,

      Que credo…. que horrível!

      … mas … pra que ler ? estudar pra que?
      No governo do Cubrasil sabe -se lá a lista de profissões permitidas que vão distribuir…

      Só num pode aborta!

      senão vai pro fogo do inferno ou pra cadeia.

      Aliás… ser a favor do aborto e incentivar a safadeza do bolsa-família [ nas condições que o PT elaborou] é um paradoxo digno da comunidade dos asnos, nãoé não?

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 20/10/2010 @ 5:20 AM

    • Eu fui lá no blog do RAzevedo perguntar se ele não vai comentar sobre isto!

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 20/10/2010 @ 5:21 AM

  4. Bom Dia terrinha encantada!

    humf…humf… como é triste esta distância de voces!

    Eu não vou nem elogiar o Marques, e nem O Culto de Sofia, ahahahah,/ já elogiei demaisss.O lamentável é que nem todos estão preparados pra este nível de mensagem e nem pra este nível de leitura.
    Mas Fy, fica aqui os parabéns da Juju: pelo bom gosto e profundidade na escolha.
    Mas como eu num aguento : PARABÉNS MARQUES… pelo blog inteiro!
    Que gostosura ter acesso à tão particular qualidade!

    E a vaca ?
    Como não prestigiar a Vaca?
    Fy voce não vai publicar?

    Fora PT!
    Fora Ignorância!
    FOra Ditadura!

    Bjinhos
    Ju

    Comment by Juliana — 20/10/2010 @ 12:02 AM

    • Ah eu sou louca pelo blog dele tb.

      Eu encontrei ele no Lúcio, e fui ver quem era, … não parei mais.

      O post da vaca é sensacional!

      bjs

      Comment by Fy — 20/10/2010 @ 5:29 AM

  5. Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes.

    Ninguém é suficientemente competente para governar outra pessoa sem o seu consentimento.

    Abraham Lincoln

    “Exatamente , . . .

    nesse momento teremos a certeza que o único tirano que conhecemos foi nosso reflexo de alienados acomodados , > suicídio político , sic semper tyrannis !”

    Terrível dedução.

    BEIJO
    Marianne

    Comment by Marianne — 20/10/2010 @ 2:29 AM

    • Oh Marianne, que bem colocado!

      Eu gosto muito desta aqui :

      O campo da derrota não está povoado de fracassos, mas de homens que tombaram antes de vencer.

      Abraham Lincoln

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 20/10/2010 @ 5:31 AM


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