windmills by fy

28/01/2011

Black Swan – Dark Swan

Filed under: Uncategorized — Fy @ 10:02 AM

 

 

 

Se  a  minha  virtude  é  uma  virtude  de  bailarino ;

se  muitas  vezes  saltei  de  pés  juntos  em  êxtase  de  ouro  e esmeralda ;

e  se  meu  Alfa  e  Ômega  é :  que  tudo  o  que  é  pesado  se  torne  leve ,

que todo  corpo  vire  bailarino  e  todo espírito vire pássaro ,

então , em verdade ,  é  isto ,   o  meu   Alfa  e  Ômega  .

  

Nietzsche

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Valéry , em  :       “ Degas dança desenho ”       usa este termo :  –  “ estado de dança ”  –   .

 Tal    “ estado ”   está necessariamente sempre : por ser criado .

Vejamos , pois , os termos  nos quais ele descreve a sua efetuação .

 

. . .    efetua – se  por meio de um ciclo de atos musculares que se reproduz ,

como se a conclusão ou o término de cada um engendrasse o impulso do seguinte .

A partir deste modelo , nossos membros podem executar

uma sequência de figuras que se encadeiam umas às outras ,

e cuja frequência produz uma espécie de embriaguez que vai do langor ao delírio ,

de uma espécie de abandono hipnótico a uma espécie de furor .

 

O   ” estado da  dança ”  está criado .

Valéry –  2003 –   p. 36

 

 

  

 Black  Swan  1/2    Polina Semionova   &   Friedemann Vogel 

 

 

 

 Ainda  ontem  pensava  que  não  era

 

mais  do  que  um  fragmento  trémulo  sem  ritmo

 

na  esfera  da  vida  .

 

Hoje   sei   que   sou   eu   a   esfera  ,

 

e   a   vida   inteira   em   fragmentos   rítmicos   move-se   em   mim   .

  

Kahlil Gibran

  

–   também descrevendo o    ”  estado   de   dança   ”   –

 

 

 

 

 

 

  

  

  

 

 

  

 

  

  

A premissa do    Black Swan    de Aronofski ,  

com uma história pós-contemporânea refletindo

 o balé   O Lago dos Cisnes   [ e a fábula que lhe deu origem ]  

e apresentada como um thriller psicológico , é intrigante , sim .

O elenco :  Natalie Portman , Mila Kunis , Winona Ryder e outros

já é um bom motivo para conferir o filme .

 

 

 

Como as críticas  flutuaram bastante ,  

e eu tive a exata sensação de estar assistindo  a uma  versão “ empenada ”  do  Míchkin  de  Dostoiévski ,  

acompanhada de uma tensão constante  de  que a Nathalie Portman literalmente quebrasse ,  em  meio

a um deboulé epilético , sem ter tempo de mudar a   expressão única e contínua   com a qual interpretou

Nina , Odilla e Odete –  … confesso que não gostei ,

e… nem de longe achei que tenha sido o melhor filme de Aronofski .

 

 

 

 

O Pablo fez uma excelente – excelente  mesmo –  análise   aqui   [ clique em Críticas ]  –

mas eu , desta vez , preferi a Manohla Dargis   no NY Times  com seu : On Point, on Top , in Pain – :

 

 

–  . . .   “ Black Swan ” –   by contrast , surprises despite its lusty or rather sluttish predilection for clichés ,

which include the requisitely demanding impresario  [ Mr. Cassel makes a model cock of the walk ]

and Nina’s ballerina rival , Lily  [ Mila Kunis , as a succulent , borderline rancid peach ] .

But , oh [!]  , what Mr. Aronofsky does with those clichés , which he embraces , exploits and , by a squeak , finally transcends .  –

 

. . . It’s easy to read “ Black Swan ” as a gloss on the artistic pursuit of the ideal .

But take another look, and you see that Mr. Aronofsky is simultaneously telling that story straight , playing with the suffering-artist stereotype

 and having his nasty way with Nina , burdening her with trippy psychodrama

and letting her run wild in a sexcapade that will soon be in heavy rotation on the Web .

The screenplay , by Mark Heyman , Andrés Heinz and John McLaughlin , invites pop-psychological interpretations

about women who self-mutilate while striving for their perfect selves , a description that seems to fit Nina .  –

 

 

 

 

Todo e qualquer comentário que eu possa fazer , já está bem descrito aqui no Wind ,

neste post    em que Tournier  descreve perfeitamente a paranóia desta busca pela perfeição ou pureza anti humana ,

que corróe o cérebro humano dos crentes incautos ou dos psicóticos e mal informados desintegradores de ego :

 

 

                                                                                                                           o príncipe Míchkin , devorado por uma piedade devastadora ,

                                                                                                                          revela-se incapaz de amar uma mulher ,

                                                                                                                         de resistir às agressões do mundo exterior e finalmente de viver .

                                                                                                                         Ele é fulminado pela epilepsia .

                                                                                                                                               Dostoiévski , O Idiota   – 1868-1869 –  

 

 

 

Eu lamento algumas críticas que descrevem este thriller como uma representação da jornada de uma menina que está se tornando mulher .

É lamentável sim . . . , que meninas leiam isto e imaginem que esta transformação seja um ritual paranóico , carregado de pressões e dores esquizas .

Ou seja , transformar este processo tão lindo ,  natural e até comemorado em outras culturas em um pesadelo contorcido  de dor e pânico à la Emily Rose do Derrickson .

Má  leitura .

 

 

 

Quando assisti Black Swan  de Aronofski  – imediatamente me lembrei de Matthew Bourne e sua fantástica versão  do Lago dos Cisnes ,

e , achei estranho , que em nenhuma crítica alguém tivesse feito esta ligação . 

Para mim ficou  óbvio que Aronofski se inspirou nesta peça  [ brilhante ] ao criar  a trama psicológica do seu filme.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Matthew apresenta seu Swan’s Lake  dançado por bailarinOs , e ,

ao inverso de tantas… e tantas…. e precipitadas interpretações “ junguianas ”  ,

esmaga o clichezinho  clássico [ e … chato ]  self-ego X individuação – deus ,  ressaltando antes , e com profunda importância 

o significado do Instinto , da Libido, do Desejo ,  a parte  “ animal ”    >   natural e intrinseca à nossa natureza … – [ sem parecer redundante … ahahah ]  -.

Ele substitui os tutus   “ brancos “   e tiaras imitando auréolas  e os substitui por peitos nús , calças de penas até os joelhos ,

e marca as faces de seus   “ cisnes ”   em negrito  numa franca alusão à nossa natureza híbrida – tão mal encaixada em  conceitos fabricados sobre o Bem e o Mal .

Em seu Lago dos Cisnes , …. aliás …. numa tradução totalmente mais fiel à trama original … 

retrata o simbolismo da Pureza ou Perfeição  refletida no Cisne  “  Branco ”   através de uma extraordinária transformação estilística 

em que os apresenta  como animais Agressivos , Arrogantes ao invés de delicados …

– Intimidantes ao invés de sentimentais  e etéreos … ,  como em outras performances deste clássico,

retratando -os assim : exatamente como o são , os castradores  símbolos angelicais ou divinos da Pureza ou Perfeição .

 

 

Como tão bem ilustra o holandês Cees Nooteboom em  seu : Os anjos caídos no paraíso perdido :  “ anjos e seres humanos são incompatíveis ” ,

– e perseguir estes ideais anti-humanos de perfeição absoluta , em que se desvaloriza totalmente a humanidade  real que nos é própria ,

em detrimento de um   “ ideal ”   Desumano e Impossível  :

 inevitavelmente sofremos o efeito do completo absurdo  esquizofrênico religioso , seja ,  cristão , muçulmano, etc –  

que oferece como oportuno lenitivo à óbvia e programada frustração de não atingí-lo > um adiamento post mortem, ou seja :  

a felicidade  da inumana perfeição seria alcançada no encontro com um “fabricado” deus .

 

 

Na fábula do  absurdo Adão , o primeiro anjo pecou , e  nós , anjos caídos descendentes dele ,

estamos fadados a cada passo a estarmos mais próximos do cadafalso .  

Aí então , nos é conferida a primeira lição esquizofrênica  ,  juntamente com a noção de Imperfeição .

A  “ tal ” esperança plantada como uma célula terrorista em nossos corações ,

ou como um chip infestado de vírus em nossas almas é de que a Terra e nossa condição de Humanos  é tudo aquilo que não é o Paraíso Perdido . É  “a”   Imperfeição  .   

E , de nossa parte … passamos a interpretar a lição :  promovendo, confusos ,

 uma devastação nas condições de vida que vão das relações do homem com o meio-ambiente até as mortificações das inter-relações  .

 

 

 

 Ah … todo anjo é atemorizante, escreveu Rilke . . .

… é aquele que não deseja … – não erra … – não vive … não é triste e nem é feliz . É morto  e Perfeito .

Enfim , aquele velho e pequeno labirinto metalingüístico onde o acaso anda à solta , como um anjo ,

a promover  desencontros e mal-entendidos humanos antropoformizando metáforas anêmicas , errôneas,

desorientadoras  e desumanizadoras ,

promotoras do slogan da dualidade pregando a esperta desvalorização do corpo e o safado engrandecimento da alma à la Descartes :

 

 

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                              “ O que é Ação para a Alma : tem que ser padecimento para o corpo. “

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Descartes

 

 

 

 

 

 

Peguei um atalho  no dicionário de símbolos do  Chevalier para voltar a Jung :

. . . o animal , em sua qualidade arquétipa , “representa as camadas profundas do inconsciente e do instinto .

Os animais são símbolos dos princípios e das forças cósmicas , materiais e espirituais.”   –  1993, p.57  –  

De acordo com o autor , o animal é um conjunto de forças profundas que animam o homem e ,

dentre estas forças , a primeira a se destacar é a libido , ou seja : o Desejo .

 

 

 

Para Jung ,   “ o animal é visto como um importante conteúdo psíquico a ser integrado pelo homem : o Instinto .  

Jung nos adverte :  

“ animal que é no homem a psique instintual , pode tornar-se perigoso , quando não é reconhecido e integrado na vida do indivíduo .  

A aceitação da alma animal é a condição da unificação do indivíduo e da plenitude do seu desabrochamento ” .     –  1993  – 238/239  – 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

” O conflito entre ética e sexualidade , em nossos dias ,

não é uma  ” mera colisão ”  entre instintividade e moral ,

mas uma luta . . .  para    ”  justificar ”    a presença de um instinto em nossas vidas

e para reconhecer neste instinto um poder que procura sua expressão ,

e com o qual , manifestadamente , não se pode brincar . . .  

e que , por isso , também não quer se submeter às nossas “ bem-intencionadas leis ”  .

 

Carl Gustav Jung

 

 

 

 

Ou seja :  não quer se desumanizar .

 

 

 

Em Matthew Bourne’s Lake Swan , Siegfried , à princípio rejeitado pelo Cisne Negro  é abraçado carinhosamente por ele no final .

Porque este era seu desejo natural, sua verdadeira e humana natureza . 

Ao se “despir “ deste artificial e massacrante ideal de Perfeição e Pureza  e  ” dançando ”  o Cisne Negro ele aceita-o em sí mesmo >

Ah … aí então  ele transforma seus movimentos em Vida e desabrocha em  inigualável  e triunfante Beleza .

Bourne também não deixa claro se Siegfried de fato interagiu com os cisnes ou se são fruto de sua imaginação .

 

 

 

 

e … como esquecer Adam Cooper ? em  Billy Elliot ?

 

 

 

 

Imagens :

Michael Parkes     

 

 

Fy 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

28 Comments »

  1. Boa noite Windmills, Fy

    Lindo post,Fy, que gravuras ….

    Muito boa a comparação com o exorcismo de Emily Rose, ele roubou umas ceninhas mesmo!
    Carregou demais o personagem Nina.
    Só não consegui ler a crítica do New York Times, meu ingles não é lá estas coisas.
    E concordo que tornar-se mulher, conhecer a própria sensualidade, ao contrário, de ser tão assustador e deprimente, é uma transformação maravilhosa.
    Mas as pessoas gostam de uma psicose, mesmo que gratuita.
    Nada como transformar as coisas naturais da vida em dramalhões.
    Vende bem.

    beijo
    Sofia M.

    Comment by Sofia — 28/01/2011 @ 3:21 PM

    • Nada como transformar as coisas naturais da vida em dramalhões.
      Vende bem.

      … enche consultórios … – igrejas …. – o bolso dos espertos … –

      Sofia, é só clicar no tradutor do Google… – não é perfeito, mas dá perfeitamente pra vc entender .

      bj

      Fy

      Comment by Fy — 31/01/2011 @ 11:17 AM

  2. Oi Fy, muito legal o blog, pelo que eu ví todo mundo participa, legal.
    Li bastante, mas ainda falta.Um monte de gente bacana e muito estilo.
    Bom.
    Não estou aqui pra contrariar ou parar ser o diferente (mesmo porque, pelo que eu li, o filme é mesmo 8 ou 80 entre os críticos) mas esta de melhor filme do ano, não tem mesmo nada a ver. Nem é,na minha opinião também o melhor filme do Aronofsky. O Requiem para um Sonho é muito melhor em atuações, roteiro, história e “sensações”. Você é muito mais mexido pelo final de Requiem do que pelo de Black Swan.
    Eu torci o tempo todo pela Mila, hehehe, que tá gostosíssima, por sinal, e é o personagem que veícula e movimenta o enredo.
    De resto sobra mesmo os 30 kls da Nicole Portman correndo pra lá e pra cá com cara de espanto e o cara que não sei o nome que sinceramente, podia ser qualquer artista.
    Quanto a análise psicológica, fico com Inception.Voce gostou ?
    Pra mim, foi o melhor do ano.
    Bruno

    Comment by Bruno — 28/01/2011 @ 10:09 PM

    • Hi Bruno!
      Que bom que vc veio!
      Welcome aboard!
      É de todos nós.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 31/01/2011 @ 11:20 AM

      • Quanto a análise psicológica, fico com Inception.Voce gostou ?

        Muito – sem a menor duvida.

        Não sei pra quem eu daria o Oscar: se pra Inception ou Rede Social .

        Eu adorei Rede Social > aquele menino, no mínimo teria que levar o de melhor ator .

        bj

        Fy

        Comment by Fy — 31/01/2011 @ 11:23 AM

  3. O trabalho dele como diretor foi brilhante, gente. Não acho nem que o filme tenha sido ruim,e nem muito bom, talvez o hype todo tenha feito com que eu criasse expectativas mais exigentes,talvez,do que terminar o filme e não ter gostado e nem desgostado.
    Alexandre

    Comment by Alexandre Golaiv — 28/01/2011 @ 11:25 PM

    • Eu tb fiquei com cara de boba, no final.

      Mas já tava enjoada.

      bj

      Fy

      Comment by Fy — 31/01/2011 @ 11:26 AM

  4. Oi gente, que calor danado!
    Quero neve!!!////!!!!

    Boa mesmo esta Manohla. kuakukakuakkau ela acabou com o filme sutil e docemente!!!!!!!!!!^^^^^^^!!!!!!
    Fy, Sensacionalzérrimo este Matthew Bourne’s Lake Swan! Eu nunca tinha visto isto.

    Alexandre, eu também fiquei meio com cara de boba quando terminou o filme, com esta impressão de não ter impressão.
    Repara nesta crítica, ela também passa a mesma sensação,

    O enredo é aparentemente simples. Nina (Natalie Portman), atormentada por atingir uma suposta perfeição, deseja o papel da Rainha Cisne no famoso espetáculo O Lagos dos Cisnes. A Rainha Cisne é composta de duas faces: o Cisne Branco e o Cisne Negro. Nina é detentora de uma técnica perfeita, movimentos milimétricos e que, por isso mesmo, deixam transparecer artificialidade.

    O coreógrafo Thomas Leroy (Vincent Cassel), diz que Nina tem toda a potencialidade para encarnar o Cisne Branco; mas, falta a pulsão necessária a interpretação do Cisne Negro.

    E nesse jogo de claro e escuro, Nina tenta romper com suas “limitações de maturidade e sexualidade”, para atingir visceralidade necessária a interpretação perfeita.

    (limitações de maturidade e sexualidade? a figura era pra lá de psicótica, esquiza é pouco.)

    Essa fusão de técnica e visceralidade, de claro escuro, vai se desenrolando ao longo do filme numa metamorfose psicológica incluindo delírios e paranóias, que tenta ser tensa (eu, pelo menos, não senti a tensão, mas tudo bem).

    De toda forma, entende-se muito bem as deixas do diretor, entende-se até demais.

    O filme consegue ser didático nas metáforas e simbologias, e isso chega a ser esquisito.

    Estende-se, por exemplo, que a cena de sexo lésbico encarna a simbologia antropofágica, onde Nina devora Lyle (Mila Kunis) para possuir suas características, já que a Nina, paranóica, projeta em Lyle o ideal do Cisne Negro.

    (olha…. eu acho que estas interpretações são mais esquizofrenicas que o filme****!!!! por isto que o cara faz sucesso, o inteligente do Aronofsky conta com as paranóias alheias kuakuakuakua)

    Mas não é o bastante, então, mais à frente, feito um gafanhoto fêmea, ou num complexo de Édipo torto, Nina acaba matando Lyle simbolicamente através de um delírio para assumir o lugar do Cisne Negro, só que, no fim das contas, mata a si mesmo, afinal, são projeções de sua cabeça perturbada.

    (UaU!)

    Quando atinge a suposta perfeição, padece através do suicídio igual padece à personagem que ela interpreta.

    Se aniquila na fusão completa de arte e vida, da fusão completa entre esforço técnico e pulsão artística, da fusão completa entre representação e expressão visceral e, porque não, de aparência e essência.

    (alguem entendeu istooooo?)

    O filme é tão correto como um balé bem ensaiado.

    Nenhuma cena, fala, trilha, nada fora do lugar, nada é gratuito.

    Daí, que eu acho, que o filme, formalmente falando, tá mais pra planilha milimetricamente calculada de um Cisne Branco, do que pra sedução e pulsão de um Cisne Negro, e, nesse sentido, deveria se chamar Cisne Branco e não Cisne Negro.

    E isso é engraçado. Porque o cisne negro é, além de tudo, o símbolo da imprevisibilidade.

    Black Swan, de imprevisível, não tem absolutamente nada.

    Falta ambiguidade.

    Não há o mínimo esforço de parecer imprevisível.

    (isto é verdade= o lance transcorre exatamente = à fábula)

    Só admitindo que a mais monstruosa imprevisibilidade está justamente encarnada numa bizarra e perfeita previsibilidade.
    Mas aí seria forçar a barra demais, eu acho.

    eu também.

    bjinhos
    Ju

    Comment by Juliana — 28/01/2011 @ 11:40 PM

    • Só admitindo que a mais monstruosa imprevisibilidade está justamente encarnada numa bizarra e perfeita previsibilidade.

      não é isto?
      Claro que é.

      beijo Juju,
      tá vindo ?

      TocaYo

      Comment by TocaYo — 29/01/2011 @ 2:05 AM

      • não é isto ?

        claro que é !

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 31/01/2011 @ 11:27 AM

  5. Demais as gravuras!
    juju

    Comment by Juliana — 28/01/2011 @ 11:44 PM

  6. Eu jamais trocaria o espetáculo do Matthew Bourne pelo trhiller apelativo de Aronofsky
    Vávává, cinema tem que ser Arte. Este lancezinho de super técnica em cima de qualquer clichezinho mais que batido de terror, já deu. Emily Rose, foi muito melhor interpretado, e na verdade a coitada da artista só tinha que imitar a Linda Blair sem tanta maquiagem.Teve que investir na careta meeeesmo.

    Já no caso do Matthew Bourne houve um trabalho fora de série!

    Estas revisitações contemporâneas aos grandes bailados clássicos é que atestam a sua permanência no nosso imaginário.

    Justamente esta modernização estética que tende a associar-se a novos ângulos de visão é que, com maior ou menor eficácia, os transportam para a atualidade.

    Justamente atraves de coreógrafos como Mats Ek, Matthew Bourne e Raimund Hoghe (ou mesmo a dos travestis dos Ballets Trokadero); de Balanchine a Forsythe, o ballet passa a conhecer novas potencialidades enquanto linguagem abstrata. Abordam questões como os estereótipos de género, as novas práticas sociais, a orientação sexual ou a deficiência física , integrando aos clássicos centenas de abordagens críticas, variando entre mordazes, trágicas, reais, surreais, e claro que numa linguagem atual.
    Ju, assiste inteira, vale a pena.
    Beijinhos da Carol que dançou Odille e Odete aos 11 anos, pela primeira vez!
    E bravos para Polina!

    Comment by Carol — 29/01/2011 @ 12:14 AM

    • Justamente atraves de coreógrafos como Mats Ek, Matthew Bourne e Raimund Hoghe (ou mesmo a dos travestis dos Ballets Trokadero); de Balanchine a Forsythe, o ballet passa a conhecer novas potencialidades enquanto linguagem abstrata.

      Abordam questões como os estereótipos de género, as novas práticas sociais, a orientação sexual ou a deficiência física , integrando aos clássicos centenas de abordagens críticas, variando entre mordazes, trágicas, reais, surreais, e claro que numa linguagem atual.

      É a representação – o artista que dança.

      Como poderia o verdadeiro artista “estranhar” ou ter dificuldades com a Emoção ?

      Alí não se trata de fatores excludentes. A técnica jamais pode faltar em qualquer atuação, seja de artistas ou não.

      Mas a tecnica jamais excluiu a emoção.E no caso do artista … – ah … ficou forçado demais …. em todos os sentidos

      A sensação que me passou é que a Emoção era um monstro terrível.

      Eu não gostei mesmo.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 31/01/2011 @ 11:41 AM

  7. Bravos pra você, menina!

    O Lago dos Cisnes do Matthew Bourne nada mais é que uma versão assumidamente gay. E de uma profundidade extremamente tocante.

    Os cisnes brancos, exatamente nesta proposta , como voce ressaltou representam os miseráveis preconceitos que o ser humano enfrenta ao assumir sua sexualidade, considerada diferente e que nada mais significa do que sua capacidade ou tendência de se apaixonar por alguem do mesmo sexo.

    É comovente esta coreografia. Carregadíssima de simbologia.
    E, claro, muito mais propícia a uma análise junguiana consistente.
    Sómente quando Siegfried se liberta dos tais chips virulentos disfarçados de “moral” é que consegue “se” atingir e prosseguir em paz consigo mesmo.

    Não é quando ele abraça sua realidade, ou seja o homosexualismo [ ou esta faceta de sua realidade, tão determinante infelizmente, ao invés de ser uma coisa natural e simples, pois que verdadeira ] é, na realidade, quando ele “permite” ser abraçado por ela.

    É bastante tocante este parte.

    E até nesta proposta que visa a homosexualidade, Aronofsky se serviu como inspiração para as cenas entre a Nicole e a Mila.(é isto? não lembro bem os nomes hahahaha)
    Fy, parabéns pela lembrança! Genial o contraste a nível psicológico.

    beijo a todos,
    tio Gus

    Comment by Gustavo — 29/01/2011 @ 1:36 AM

    • Pois é, Gus,

      Quanta “sombra” não ?

      Esta cena é impressionante.

      Seja para o homosexualismo ou para qualquer manifestação de sexualidade ou outro tipo de expressão humana, a quantidade de preconceitos , de “moralidades” estabelecidas é massacrante. E a proveniencia… é hilária . Olha lá o Irã… olha lá no SDM as barbaridades q aquele Solius ainda escreve….´- é fascismo puro, doença… –

      esta cena dos cisnes-sombras …. saindo debaixo da cama é sen-sa-cio-nal!

      legal q vc gostou !

      bj

      Fy

      Comment by Fy — 31/01/2011 @ 11:47 AM

  8. Oi moçada,

    Então vamos lá no contra-ponto:

    Separei esta crítica da Ana Maria Baihana porque achei simples e objetiva.

    O ponto -chave aqui é o seguinte : o porque da natureza instintiva, sexual, vibrante e natural do Cisne Negro – ter se transformado em “SOMBRA” numa análise clichê-junguiana, / mas de fácil leitura na fábula de Tchaikovsky / e não apenas um aspecto naturalmente integrado em sua personalidade.

    Vamos tomar estes parágrafos como guias pra gente não se perder: topam ?

    A possibilidade da perfeição, a transcendência da perfeição, a loucura da perfeição _ em Cisne Negro Darren Aronofsky nos convida não a ver, mas a viver estes caminhos, em plena comunhão com sua protagonista, Nina (Natalie Portman) a primeira bailarina de uma fictícia companhia dirigida pelo autoritário e possivelmente brilhante Thomas (Vincent Cassel).

    /

    Há duas histórias secundárias correndo no fundo do brilhante roteiro (de Andres Heinz, Mark Heyman (de O Lutador) John McLaughlin , a partir de um argumento de Heinz adaptando seu roteiro original The Understudy ): o passado de Erica (Barbara Hershey) ex-bailarina, mãe de Nina; e o da ex-primeira bailarina Beth (Winona Ryder) bruscamente aposentada por Thomas no início do filme.

    /

    Mas essas tramas são afluentes do rio que realmente importa e sobre o qual quanto eu menos falar, melhor: a história de Nina, que por sua vez se confunde com o próprio enredo do balé Lago dos Cisnes. Tchaikovsky compôs Lago em 1875-76, inspirado numa série de lendas russas que por sua vez se baseavam em mitos germânicos ainda mais antigos. E, se continuarmos neste mergulho, vamos dar num arquétipo de quase todas as culturas: o da mulher-que-muda, a sereia, a selkie, a mulher-lobo, a mulher-garça. A possibilidade do outro, de habitar o outro, de ser a natureza selvagem.

    /

    Combinado com a rigorosa disciplina do balé, o mito adquire um poder imenso, que Aronofsly explora como gosta: num mergulho em queda livre, mas absolutamente controlada. Nina é feita prima ballerina, estreando no papel da Odette, a princesa encantada em cisne, numa nova produção de Lago dos Cisnes “mais moderna, mais nua, mais sensual”, nas palavras enfáticas de Thomas.

    /

    Responsabilidade, ansiedade e estresse são imensos. Como em toda montagem do Lago, Nina terá que dançar não apenas Odette mas sua arqui-rival, sua sombra, Odile, o Cisne Negro, que irrompe num furacão de jetés e fouettés en tournant no terço final do balé, toda paixão, impulso, inconsciente. Como em toda companhia, Nina tem uma bailarina alternativa, que aprende a coreografia para poder substitui-la em caso de necessidade _a mais jovem Lilly (Mila Kunis). E por aqui ficamos.

    /

    Aronofosky tem dois parceiros preciosos nesta formidável experiência sensual: a fotografia de Matthew Libatique, que enquadra e se movimenta com a inteligência do gesto repleto de controle e intenção, e a música de Clint Mansell, que parte de Tchaikovsky para um outro lugar mais sombrio, mais íntimo. O elenco está uniformemente excelente, com destaque para o rigor da abordagem de Natalie Portman, perfeita no entendimento profundo da vertigem da perfeição (que me fez lembrar a peça Nijinsky, o Palhaço de Deus).

    /

    ————————-

    Este parágrafos de Entrevista com Aronofosky também explicam boa parte de seu processo criativo em Black Swan :

    Como foi a evolução deste projeto? Ele sempre teve esta história, com estas características?

    _ Veio de duas vertentes, duas vontades. Eu sempre quis explorar o mundo do ballet. Minha irmã é bailarina, então sempre pude observar esse mundo de perto. Por outro lado, a ideia da personalidade fracionada, a possibilidade do outro, do duplo, sempre me fascinou. Creio que a raiz mais profunda deste projeto está O Duplo, de Dostoivesky, que sempre amei. Eu me perguntava, onde eu posso colocar os elementos dessa história. Pensei na ópera, no teatro _ a primeira versão, escrita por Andres Heinz, chamava-se The Understudy e se passava durante a montagem de uma peça. E aí um dia, conversando sobre balé com minha irmã, ela mencionou, de passagem_ ‘Você sabe que no Lago do Cisnes a mesma bailarina dança a Rainha dos Cisnes e o Cisne Negro?’ Aquilo foi um achado para mim, deu uma outra direção para a história.

    E você foi assistir Lago dos Cisnes para conferir?

    (ri e assoa o nariz) _ Eu já tinha visto algumas vezes… com uma irmã bailarina, é natural. Mas comecei a ver com outra intenção, e vários elementos se encaixaram. Na verdade o filme poderia se chamar Lago dos Cisnes _ todo o filme é uma tradução do balé, todos os personagens são metáforas dos personagens do balé. Logo numa das primeiras vezes em que vi como pesquisa para o filme eu fui conversar com uma famosa primeira bailarina do American Ballet Theater, Julie Kent, que foi Rainha dos Cisnes muitas vezes. Eu queria saber o que acontecia com ela depois que Rothbart lança o feitiço, ela foi encantada, entendo, mas o que realmente acontece com ela? E Julie me disse: “ela é meio humana, meio cisne. É uma criatura estranha…” Imediatamente na minha cabeça eu vi algo como um lobisomem, mas com cisnes. Uma mulher-cisne… Eu poderia fazer a atualização absoluta do filme de lobisomem, sem lobos e sem homens, mas com uma mulher-cisne.

    Fiquei impressionada como você pegou os menores detalhes dos rituais do balé. Você passou muito tempo nesse universo?

    _ Era absolutamente necessário. E como mostrei que minhas intenções eram sérias e claras, tive um acesso sem precedentes. Minha memória mais fortes foi estar nas coxias do Lincoln Center vendo o Bolshoi dançar _ aquelas mulheres lindas, altissimas, verdadeiras super modelos, mas com a capacidade atlética de uma campeã olímpica! Na plateia não se tem a menor ideia de nada disso. Na verdade, muito cedo eu tive essa revelação _ balé é um esporte olímpico, exige o mesmo preparo físico, a mesma tenacidade, habilidade, resistência.

    taê.

    beijo pra todo mundo.
    Cuidado com o sol.
    (tio) Renato

    Comment by Renato — 29/01/2011 @ 5:38 AM

    • O ponto -chave aqui é o seguinte : o porque da natureza instintiva, sexual, vibrante e natural do Cisne Negro – ter se transformado em “SOMBRA” numa análise clichê-junguiana, / mas de fácil leitura na fábula de Tchaikovsky / e não apenas um aspecto naturalmente integrado em sua personalidade.

      Renato > a natureza instintiva, sexual, vibrante e natural do Cisne Negro – ter se transformado em “SOMBRA” > não é uma análise clichê Junguiana.

      O discurso de Jung sobre Sombras é perfeito.

      O dramático é a natureza instintiva, sexual, vibrante e natural do Cisne Negro – “ter se transformado” em “SOMBRA” .

      ——————

      Clichê … – ahahahah – vai ser – e com certeza… , o pas de deux desintegrador do Black-ego-Swan esganando o White-self-God mal tocando um palco … inexistente … um nada-palco … e aí vai …. – Sem esquecer de transformar o New York State Theater em campo de concentração budista ou cristão e, claro
      de extermínio dos desejos , da potência , dos apelos do corpo …. um deboulé “sufi” > … lembra ? pura pureza : transcendente ! The White Míchkins presents : The Idiot’s Lake .-

      —————

      – Aqui, neste parágrafo, a Ana Maria Baihana foi brilhante :[ tb gosto dela, Re, super inteligente e gostosa de ler ]

      … Mas essas tramas são afluentes do rio que realmente importa e sobre o qual quanto eu menos falar, melhor:

      a história de Nina, que por sua vez se confunde com o próprio enredo do balé Lago dos Cisnes.

      Tchaikovsky compôs Lago em 1875-76, inspirado numa série de lendas russas que por sua vez se baseavam em mitos germânicos ainda mais antigos.

      E, se continuarmos neste mergulho, vamos dar num arquétipo de quase todas as culturas:

      o da mulher-que-muda, a sereia, a selkie, a mulher-lobo, a mulher-garça.

      A possibilidade do outro, de habitar o outro, de ser a natureza selvagem….

      E salve a Clarissa Pinkola Estées – uma das melhores – .

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 31/01/2011 @ 12:14 PM

      • Oi moçada, voces devem estar dourados… que sol! que dia, que noite !

        Concordo, Fy, este clichezismo é cansativo, sim . To te enviando um site muito bom .

        Antes de psicologisar o Black Swan , é preciso entender sobre Spinoza , Nietzsche , Hillman , Deleuze , José Gil … etc : entender vida , movimento , frio , calor , pele , amor , musica , corpo/alma. E , claro, Jung e Freud também – …
        Sem esquecer a Esquizofrenia . claro …
        Mas, sobretudo e mais que tudo Spinoza.

        Sem o velho Baruch no coração e na pele , não é possível dançar , … entre outras coisas vitais .

        “O que é ação para alma, tem que ser padecimento para o corpo”. Descartes

        Para Spinoza se o corpo sofre, a alma é miserável, também sofre. Spinoza

        Spinoza pensa o corpo e a alma na imanência e não na transcendência, onde a tendência é a divinização do espírito.

        Ele mostra com isso , como todo ser humano reluta em aceitar o que existe de fato, o que é, e por isso tenta usar a transcendência para fugir dessa realidade, e acaba sempre procurando um ideal que não existe, que é fantasiado.

        O filósofo nos mostra um caminho ético e mais digno de vivermos sendo o que somos, nos assumindo com nossos próprios problemas, e aprendendo a fazer assim um estilo de vida mais saudável e produtivo.

        Como diz um cantor brasileiro: “cada um sabe a dor e delícia de ser o que é”, ou ao meu ver, deveríamos ao menos tentar saber.

        É isso que Spinoza nos estimula a fazer, sejamos o que somos e aprendamos a sermos felizes assim!
        E aqui se encaixa a frase da Sofia lá em cima: “as pessoas gostam de uma psicose, mesmo que gratuita.
        Nada como transformar as coisas naturais da vida em dramalhões.”

        Não que a vida seja só alegria, muito pelo contrário, os problemas continuam e continuarão sempre existindo enquanto houver vida.

        Para Spinoza, um verdadeiro problema é aquele cuja solução é sempre uma invenção.

        Assim, viver é problematizar, – vida passa a ser posição de problemas.

        Ou seja: sonhar com uma vida sem problemas é o mesmo que sonhar com a morte.

        É acabar com a vida que se tem.

        O mais importante e difícil nisso tudo é: saber discernir os problemas reais e vitais, dos falsos problemas.
        beijo a todos
        tio Gus

        Comment by Gustavo — 31/01/2011 @ 12:32 PM

  9. Swan Lake
    The moon shines on the lake like a dime;
    trees move gently
    as the wind whispers its secret.
    Yellow and red flash
    as a gentle being emerges from the path.
    Brown tangled mess flows from the head,
    the face dirty from
    mud, hate and madness, but
    her eyes show kindness and affection,
    the color of the silver moon.
    Stepping into the lake
    ripples ran wild
    making the moon shimmer on the black water.
    Moving to the moon, she stares up,
    tears falling, burning her cheeks.
    ‘It is time,’ she whispers softly.
    Sparks fly as the black engulfs her,
    the water decreases,
    she emerges, hanging her head, sulking.
    The moon sparkles on her white body.
    There isnt’ a woman on the lake,
    there is an embellished swan
    sitting on the reflection of,
    the silver moon.

    Brooke Smith

    BEIJO

    Marianne

    Comment by Marianne — 30/01/2011 @ 4:20 AM

    • There isnt’ a woman on the lake,
      there is an embellished swan
      sitting on the reflection of,
      the silver moon.

      /

      Uma mulher?

      Um cisne?

      /

      a mulher-que-muda, a sereia, a selkie, a mulher-lobo, a mulher-garça?

      A possibilidade do outro, de habitar o outro, de ser a natureza selvagem….

      Linda poesia, linda Marianne.

      beijo
      tio Gus

      da mulher-que-muda, a sereia, a selkie, a mulher-lobo, a mulher-garça.

      A possibilidade do outro, de habitar o outro, de ser a natureza selvagem….

      Comment by Gustavo — 31/01/2011 @ 12:37 PM

      • Ah….

        que lindo isto.

        bj pra vcs dois: Gus e Marianne .

        Fy

        Comment by Fy — 31/01/2011 @ 12:41 PM

  10. a mulher-que-muda, a sereia, a selkie, a mulher-lobo, a mulher-garça?

    Watch the ocean rolling in,
    Moonlight tripping off the waves,
    Along the bays.
    Like a mirror between the worlds,
    I catch the reflection of a star,
    But it slips through my fingers.
    Then out from the water,
    From out of the waves,
    Two eyes are looking at me.

    Oh, I want to go to the sea again,
    Oh, where the Selkies dance and I don’t feel alone.
    Oh, I want to go to the sea again.

    Water dripping from flowing hair,
    White horses gallop upon the shore,
    Then canter once more,
    Leave your skin upon the beach,
    Free your mind and dance with me.
    Within the sea.
    I turn back to look at the places I know,
    But my Selkie Woman calls to me,
    And I go.

    So I run into the waves,
    where my Selkie is waiting for me,
    And together we swim.
    She takes me into her world,
    Where I am her King and she is my Queen,
    I have always lived here.
    What could awake me from out of this sleep,
    Could that be the dawning Sun?
    No, No!

    Oh, I want to go to the sea again,
    Oh, where the Selkies dance and I don’t feel alone.
    Tonight I’ll go down to the sea again.

    Oh, where the Selkie dance and I don’t feel alone.
    beijo, menina.
    TocaYo

    Comment by TocaYo — 31/01/2011 @ 12:53 PM

  11. Oi Fy, gostei muito do post! toda a questao da dança,…..
    depois, a questao do conflito entre alma e corpo… a necessidade de integrar o “lado” instintivo/animal no homem…..
    eis a parte que mais gostei: . . .

    “o animal , em sua qualidade arquétipa , “representa as camadas profundas do inconsciente e do instinto .

    Os animais são símbolos dos princípios e das forças cósmicas , materiais e espirituais.” – 1993, p.57 –

    De acordo com o autor , o animal é um conjunto de forças profundas que animam o homem e ,

    dentre estas forças , a primeira a se destacar é a libido , ou seja : o Desejo .

    Para Jung , “ o animal é visto como um importante conteúdo psíquico a ser integrado pelo homem : o Instinto”


    “Ah … todo anjo é atemorizante, escreveu Rilke . . .

    … é aquele que não deseja … – não erra … – não vive … não é triste e nem é feliz . É morto e Perfeito .

    Enfim , aquele velho e pequeno labirinto metalingüístico onde o acaso anda à solta , como um anjo ,

    a promover desencontros e mal-entendidos humanos antropoformizando metáforas anêmicas , errôneas,

    desorientadoras e desumanizadoras ,

    promotoras do slogan da dualidade pregando a esperta desvalorização do corpo e o safado engrandecimento da alma à la Descartes”

    Bjs!

    Comment by caio — 02/02/2011 @ 3:47 AM

    • Hi sr. Escritor!

      Saudadessssss

      Puxa que bom vc ter gostado.

      Eu adorei teu último post do Mia Couto . Vou lá, é que o calor tá tão grande , tão gde q eu não consigo escrever de dia. E eu tô de férias!

      —————————

      hahahahaha > é morto e perfeito! … pois é.

      bjs

      [ eu imagino o calor por aí!]

      Comment by Fy — 02/02/2011 @ 4:11 AM

  12. por aqui, como diz um amigo meu, só tem duas estações do ano: “Verão e Inferno”….harara

    (obs: to tão desatualizado de blog, q só vi seu comentario no meu blog, do ano passado , no dia de ontem….rs)

    bjs

    Comment by caio — 02/02/2011 @ 1:55 PM

  13. as if!

    Comment by kourtnie — 22/02/2011 @ 8:41 AM


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: