windmills by fy

03/02/2011

Salve Rainha do Mar !

Filed under: Uncategorized — Fy @ 1:58 PM

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Windmills

12 Comments »

  1. Boa tarde Windmills, Fy

    Dois posts lindos!
    Oraieie Oxum, odiciá Iemanjá.
    e Saravá para os poderes e encantos do feminino.
    Lindos e deliciosos de ler.
    Obrigado,
    beijos
    Sofia

    Comment by Sofia — 04/02/2011 @ 4:32 AM

    • Saravá para os poderes e encantos do feminino !

      Oi Sofia,

      Chegou de viagem ?

      Saudades.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 04/02/2011 @ 10:41 AM

  2. Oi pessoal,

    Que lindo o mar cheio de flores! Foi um espetáculo mesmo.

    Reuni umas curiosidades sobre Iemanjá:

    Yemoja na Africa Iemanjá, cujo nome deriva de Yèyé omo ejá: “ Mãe cujos filhos são peixes ”,

    é o ou “a” orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemoja.

    As guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokutá, no início do século XIX.

    Evidentemente, não lhes foi possível levar o rio, mas, em contrapartida, transportaram consigo os objetos sagrados e os suportes do axé da divindade.

    Yemanjá seria a filha de Olorum, e é considerada o orixá do mar.

    Do casamento de Oxalá e Iemanjá(O Casamento alquímico entre o Sol e a Lua)nasceram todos os demais orixás.

    Deusa das águas, mares e oceanos, é a manifestação da procriação, da restauração, das emoções e símbolo da fecundidade.

    Está associada ao poder genitor, a interioridade, aos filhos contidos em si mesma .

    Seu adedé (leque) simboliza a cabeça mestra.Ela é muito bonita, vaidosa e dança com o obebé(espelhinho)e pulseiras.

    Isto tudo eu acredito que todo mundo mais ou menos saiba, uma vez que seu culto e rituais são bem populares aqui no Brasil.

    Mas vamos ver lá na África, o que acontece :

    Na Nigéria ela é patrona da Sociedade Geledes, sociedade secreta feminina ligada ao culto das Yamis, as feiticeiras.

    A Sociedade Geledé, era, não sei se ainda é assim… composta e presidida apenas por mulheres a partir dos quarenta anos, acima da idade da menopausa.

    Os rituais dessa sociedade acontecem na região que atualmente se encontra a Nigéria, que é uma região yorubá.

    Elas são consideradas Iya-mi, que significa: nossas mães.

    Como tal são temidas como aje: feiticeiras, porque não há nada mais temido do que pragas ou feitiços de uma destas “mães-Geledés” nas sociedades Yorubá.

    O poder das mulheres mais velhas na Sociedade Yorubá é essencialmente ligado a menopausa.

    A menstruação é concebida como o poder generativo da mulher.

    Nessa concepção, o sangue da menstruação leva todas as impurezas perigosas para fora da mulher.

    Quando a menstruação pára, esse sangue é guardado dentro da mulher formando um reservatório de poder acima do bem e do mal.

    Que tanto pode ser utilizado como gerativo ou conceptivo ou como seu contrário, antigerativo e anti-conceptivo, para construir ou destruir, fazer feitiços

    independente de qualquer concepção ética,etc

    A Sociedade Geledé é mais forte na região Ketu que estende para os dois lados da fronteira entre o Benin e a Nigéria.

    “Benin-Nigéria” corresponde ao atual Benin.

    Sobre esta Sociedade há vários contos, e Maucler e Moniot por exemplo, são excelentes narradores, vale a pena pesquisar.

    A sociedade Guelede representa o aspecto duplo do poder espiritual das mulheres, ao qual o culto guelede se devota.

    A ‘Mãe Grande’ que eu acredito seja como a babalorixá que conhecemos,durante as comemorações, aparece usando uma máscara de mulher barbuda ou de pássaro.

    E principalmente uma que represente Efé: um ser mascarado vindo do além, que aparece e canta acompanhado por um trio de tocadores de tambores e membros da sociedade, e que tem o poder de neutralizar os malefícios dos feiticeiros.

    No dia seguinte destas comemorações: na fase diurna, os mascarados Guelede saem e dançam em grande número.

    Desta vez é o divertimento dos espectadores que conta e a atmosfera é de descontração.

    Estas máscaras possuem significados importantes e variados, dignos de um post inteiro.

    São inspiradas na fecundidade e na maternidade mas também representam as várias personas vividas pelo indivíduo em seu convívio social,

    o jovem forte e corajoso, a mocinha charmosa, o sedutor, o comerciante, o iniciado no culto do deus Xango… etc

    As sociedades Gueledes sempre mantiveram e mantêm uma produção importante e sempre renovada de máscaras em madeira.

    Uma análise da Ribeiro sobre a Sociedade Geledé:

    De acordo com a autora, a Sociedade das Geledés, simboliza aspectos coletivos do poder ancestral feminino e é dirigida pelas erelu: mulheres detentoras dos segredos e poderes de Iyami, cuja boa vontade deve ser cultivada por ser essencial à continuidade da vida e da sociedade, o culto tem por finalidade apaziguar seu furor; propiciar os poderes místicos femininos; favorecer a fertilidade e a fecundidade e reiterar normas sociais de conduta.

    è bem claro que os autores fazem referência ao poder feminino ancestral e ao fato das Geledés serem temidas na comunidade Yorubá.

    Mas também é um alerta de que diferente da sociedade ocidental, o Feminino naturalmente se destaca em toda sua completa relevância: a Mulher na sociedade africana tem papel de destaque, pois para essas comunidades, a mulher é o ser que gera a vida como afirma Lopes :

    Sem o poder feminino que tem a mulher,e o princípio de criação por ele representado, não brotam plantas,os animais não se reproduzem, a humanidade não tem continuidade.

    Logo, o princípio feminino é o princípio da criação e preservação do mundo: sem a mulher não existe vida,devendo por isso a mulher ser reverenciada,e neste culto Gélèdes temos representada a relação com a reverência que os homens têm para com as mulheres, já que somente elas criam,transformam, modificam, as coisas.

    Outra coisa interessante:

    Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Ì yámi Agba: minha mãe anciã, mas não são cultuados individualmente.

    Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Ì yámi Oxorongá chamada também de: Ì yá Nia: a grande mãe.

    Esta imensa massa energética que representa o poder da ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas ‘Sociedades Gëlèdé’,

    compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder.

    Através da estrutura política e dos rituais dos ‘mascarados’ na Sociedade Gueledé, fica explicito a importância da mulher para as comunidades yorubás na África.

    beijo a todos
    tio Gus

    É evidente que no continente africano são diversos os rituais em que as Máscaras são

    as responsáveis pelos saberes e ensinamentos ancestrais; e a relação que elas estabelecem com os homens não é uma relação de superioridade, mas, sim, de complementaridade entre os dois gêneros.

    Comment by Gustavo — 04/02/2011 @ 6:57 AM

    • Oi Gustavo, lindo sim. Como disse a Bel, é uma vibração suave a de Iemanjá.

      Mas os orixás da Mitologia Africana eram guerreiros tb. A própria Iemanjá tão doce tem seu lado severo, além de ser uma lenda triste.Eu acho triste.

      Uau – esta Sociedade Geledé é igualzinha às Bene Gesserit do Herbert! – Não importa se “mulheres” > elas foram comparadas aos “jesuítas”- urgh!

      Nervosa esta sociedade…. – Sabe, eu desconfio muito destas 2 palavras: patriarcado e matriarcado.

      Melhor: não acredito nas duas. Ou eu sou vesga… pq na realidade elas significam a mesma coisa : … sempre > a opressão ou superioridade de um sobre o outro. No caso … entre os sexos.
      Mas elas podem ser substituidas por várias outras palavras: governantes X povo – patrões X funcionários > veteranos X calouros > brancos X negros ou negros X brancos, enfim….

      E o poder sempre adquirido através do Medo > …. tão velho….

      – complementaridade > ah … é uma daquelas palavrinhas que ainda pode salvar o mundo.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 04/02/2011 @ 10:55 AM

  3. Odoiá!
    Que a vibração de Iemanjá ancore uma boa dose de doçura e tolerância entre os homens e não se resuma à fores no mar.

    Parabéns, ficaram muito bonitos.

    Muito interessante o comentário do tio Gus, vou ler com mais atenção em casa.

    Bel

    Comment by Bel — 04/02/2011 @ 9:20 AM

  4. HaHaHaHUaHa:

    Pessoal, cliquem aqui que continua: http://desciclo.pedia.ws/wiki/Bene_Gesserit

    A Bene Gesserit é uma irmandade feminina misteriosa cujas origens remontam à Companhia de Jesus e ao Vaticano. Muitos sugerem que eram uma união entre estagiárias do escritório de publicidade de Duda Mendonça com a sociedade pró-amigas da senadora Ideli Salvatti e da ministra Dilma Rousseff.

    As Bene Gesserit possuiam um comando misterioso chamado a Voz, que era usado para humilhar tenores noob, como Luciano Pavarotti e Wanessa Camargo.

    As Bene Gesserit pintam e bordam no universo até que chegam as Honradas Madres com suas pererecas assassinas… ai, meu amigo… não valia pena ter pênis…

    As Bene Gesserit são mulheres, todas. Sem exceção; se um homem estiver no meio ou ele é o Messias ou é um Travesti. Elas também possuem vastos poderes, são mestras em contorcionismo, manipulação, combate e sedução, só não possuem sabres de luz por questões de direito autoral.

    Abraço,
    João Pedro
    Odociá no dayafter!

    Comment by João Pedro — 04/02/2011 @ 11:39 AM

  5. HUAHUAHUA!

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 05/02/2011 @ 6:48 AM

  6. odociá.

    duda

    Comment by duda — 05/02/2011 @ 8:12 AM

  7. […] Gustavo nos chamou a atenção sobre uma  Sociedade de Mulheres na África  [ comentário 2 ] , a Sociedade Geledé […]

    Pingback by windmills by fy — 07/02/2011 @ 6:44 AM

  8. Odociabá… Saravá, minha Mãe Iemanjá! Odociabá

    Comment by Sálvio D'Oxum — 08/02/2011 @ 8:09 AM

  9. thnx bro

    Comment by facebook layouts — 16/02/2011 @ 2:09 PM


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