windmills by fy

28/02/2011

Hi Brother . com

Filed under: Uncategorized — Fy @ 3:06 PM

 

 

 

 

 

 

“ This country , I have said for a long time , this country is our country , and everyone has a right to this country , ” Ghonim declared .

“ You have a voice in this country .

This is not the time for conflicting ideas , or factions , or ideologies .

This is the time for us to say one thing only :

‘ Egypt is above all else .’  ”

 

That is what makes this revolt so interesting . Egyptians are not asking for Palestine or for Allah .

They are asking for the keys to their own future , which this regime took away from them .

They are not inspired by  “ down with ”  America or Israel .

They are inspired by:  

Up with Egypt ”   and     “ Up with Me . ”

THOMAS L. FRIEDMAN

 

 

 

 

 

 

 

Sei que é muito cedo pra se dizer qualquer coisa sobre o Oriente Médio.

E eu me sinto fascinada por estar presenciando um espetáculo  surpreendente, 

por assistir a este  “ de-repente fabuloso ”  da nossa  História  escrevendo um capítulo  “ súbito ”  sobre sí mesma ,

…  mesmo que tenha contratado o Cavalera  pra abrir seu show …   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 Todos os que lêem o Wind , devem fazer uma idéia da minha rejeição uraniana a qualquer tipo de opressão .

E  mesmo sabendo  que a coragem destes jovens pode ser esquecida ou  engulida ,

mesmo não sabendo os rumos deste Momento , e sem poder ainda dimensionar seu custo…   

quero acreditar nele.

Quero assistir o sumiço de cada ditador fdp e de cada ditadura  sanguinária e assassina .

Quero um mundo melhor.

 

Eu trouxe aqui pro Wind o entusiasmo da Adriana Carranca –  porque  é o entusiasmo que eu escolhi.

 

 

 

 

 

 

 

por Adriana  Carranca .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já que estamos falando sobre DIREITOS HUMANOS

Já que estamos percebendo que não se pode ferir impunemente a Humanidade, sob nenhum pretexto : 

Vamos participar , … de alguma forma :

 

 

http://www.liberdadeparasakineh.com.br/

é só clicar e assinar .

 

 

Adriana Carranca é jornalista e mestre em políticas sociais pela London School of Economics.

E escreve meu blog preferido do Estadão.

Fy

15 Comments »

  1. “…Quero assistir o sumiço de cada ditador fdp e de cada ditadura sanguinária e assassina.”

    Tempos interessantes esses em que vivemos, acredito que somente na época da queda do império romano tivemos tempos parecidos. Mudanças! Quando o ser humano supera o medo de alteração do normal imposto, ele encontra a união da para mudança, e a força motriz disso tudo, nossa própria natureza que é tão livre quanto uma folha ao vento.

    “Quero um mundo melhor.”[;)]

    Abraços.

    Marques Patrocínio

    Comment by Marques Patrocínio — 28/02/2011 @ 8:28 PM

  2. Bom Dia à todos,
    Tenho estado ausente por motivos de viagens, cursos, etc.
    Como sempre, o Windmills nos recebe com excelentes mensagens e reportagens encorajadoras.
    Muito bem,embora as informações nos cheguem disfarçadas e reticentes, ainda tenho meus temores em relação aos avanços da Al Qaeda e seu pulo do gato sobre a confusão pós-conflitos.
    Mas voce tem razão, é fascinante.
    Abraço a todos
    Vítor Simmonsen

    Comment by Vítor — 01/03/2011 @ 2:33 AM

  3. “Muammar Gaddafi e aqueles ao seu redor precisam ser responsabilizados. Por suas ações, eles perderam direito de governar. O povo decretou que é hora de eles irem. Agora, sem atraso”, disse a secretária de Estado americana.
    “Nós vamos continuar a explorar todas as opções possíveis para a ação. Como já dissemos, nada está fora da mesa enquanto o governo da Líbia continua a ameaçar e matar os líbios”, completou Hilary em referências às sanções impostas pela ONU e pela comunidade internacional à Líbia. Como já era esperado, Hilary pediu que a Líbia seja extinta do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
    Em seu discurso, Hilary também destacou o papel dos jovens nos protestos. “Os jovens sabem tudo o que está acontecendo em todos os lugares e não vão mais tolerar um status quo que liminte suas aspirações. Esta é uma época de esperança para toda a humanidade”, declarou.
    “A história demonstrou que as democracias tendem a ser mais estáveis, mais pacíficas e mais prósperas.O Ocidente certamente não tem todas as resposta. O processo de transição devem ser protegidos de influências contra o governo, de onde eles vêm”, disse, completando que estes princípios não eram ideiais ocidentais, mas “verdadeiramente universais”.

    “O sucesso do protesto pacífico expôs os extremistas. A negação da dignidade humana no Irã é um ultraje”, disse ela ao comentar também a situação do Irã, país governado por Mahmud Ahmadinejad.
    No final do discurso, Hilary disse ainda que muitas vezes não se veem respostas severas da instituição “para melhorar os direitos humanos”.

    pra mim a coisa toda tá esquentando.
    `Por mais que seja malabarismo americano, a moça está coberta de razão.
    Malabarismo ou não, eu acho que esta loucura toda fez muita gente colocar as barbas de molho.
    Não sei… mas acho que foi um estopim. A festança ainda está por vir.
    Também não sei dizer se felizmente ou infelizmente.
    Rodrigo

    Comment by Rodrigo — 01/03/2011 @ 5:18 AM

  4. Oi querida,

    Vamos apostar no melhor.

    Eu não sei o quanto esta geração se encontra verdadeiramente acessível à democracia ou direitos humanos, ou a uma vida normal. São séculos de condicionamento mental religioso, a submissão é uma característica rígida do islamismo.
    Eu acho que talvez não nos reste alternativa, ou a coisa vai se amalgamar inéditamente, ou como disse o Rodrigo acima…o malabarismo vai ser meio barulhento.
    … é, a queda do império dos aiatolás…
    Cd o Lulão?
    O canalha não deu um pio.
    Vamos ver.
    beijo
    abraço aê,
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 01/03/2011 @ 5:33 AM

  5. Oi moçada, que chuvão! Refrescou um pouco este calor insuportável.

    Concordo Fy, é cedo ainda. Mas não pra reconhecer a bravura desta rapaziada.
    A coragem também é contagiante, e nunca é tarde.
    O www é mais rápido que o Jack Bauer.
    Mas eu acho que esta caça às bruxas está no início. O que não falta é assassino.
    A coisa tá estourando no Irã também.
    Quem sabe eles não conseguem picar o Ahmadinejad em praça pública e começar uma caça ao Lula e seus amigos por formação de quadrilha?

    http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2011/02/28/ira-confirma-isolamento-de-lideres-opositores.jhtm

    beijo aê moçada
    (tio) Renato

    Comment by Renato — 01/03/2011 @ 8:49 AM

  6. Voces estão muito educados.

    Esta gente matou, torturou e escravizou o quanto quiz. Este gaddafi, ou Gadaffi, sei lá como escreve é um louco varrido. Podre.
    Exterminar Gadafi, Castros, Ahmadinejad, aquele africano que eu não lembro o nome, o doente do Chaves, e cia ltda é uma obrigação humana.
    O iraniano tem que ser apedrejado. e depois enforcado.
    Filhos da Puta, Tiranos monstruosos.
    O cara tá matando a bel prazer por pura vaidade.Um insano alucinado, matando e matando.

    bjinhos de chuva
    Carol

    Comment by Carol — 01/03/2011 @ 9:17 AM

  7. http://www.hibrother.com
    muito legal, Fy.

    Eu ontem, por coincidência dei uma lida no Sergio Abranches. O cara é analista político,mestre em Sociologia pela UnB, PhD em Ciência Política pela Universidade de Cornell e Professor Visitante do Instituto Coppead de Administração, UFRJ. É uma simpatia.
    Acho que acrescenta :

    As revoltas do século XXI e o diálogo digital

    Os levantes no Norte da África e no Oriente Médio não têm precedentes suficientemente similares que ajudem a explicá-los. Ele têm um grau de mobilização espontânea raramente encontrado em movimentos sociais. Têm demandas claras, mas pouco articuladas: querem emprego e renda de qualidade, liberdade e respeito a seus direitos humanos.
    Não podem ser caracterizados como movimentos de liberação nacional – não estão ocupados por estrangeiros – nem exatamente como movimentos pela democracia. Não há uma noção clara de que tipo de governo desejam. Querem governança honesta, eficiente e não repressiva. Não é necessariamente o mesmo que pedir uma democracia convencional.

    O modo pelo qual eles se transformaram em um fenômeno de massa sugere muito fortemente um processo por contágio. Um protesto de estudantes cresce, vai ganhando adesões ininterruptamente, até atingir proporções de um avassalador movimento de massas.

    O contágio social não é um fenômeno novo para a sociologia, como pensam alguns. Já era estudado na virada do século XIX para o século XX. Nesse período, apareceram os estudos pioneiros de Mark Baldwin sobre imitação, de Gustave Lebon sobre o comportamento da multidão e, alguns anos depois, os trabalhos fundamentais de Gabriel Tarde, que deram início à noção de opinião pública. Neles, Tarde já mostrava que um elemento central do movimento social é a comunicação. Em seu clássico “L’Opinion et la Foule”, (A Opinião e a Multidão), Tarde diferencia opinião (pública) de julgamentos individuais. A principal fonte de formação de opinião, no mundo moderno, seria o que chamava de “conversação”. Ele adotava uma noção exigente da opinião pública, não era apenas a soma das opiniões individuais, mas a opinião que o indivíduo sabe que é compartilhada por outros.

    Como se forma um movimento de massas por contágio? Com certeza, os caminhos serão muitos. Me atrevo aqui a desenhar um deles, que me parece explicar o que se passou na Tunísia e no Egito e se espalhou por vários outros países e, nesse momento, mergulha a Líbia em um banho de sangue, dias de terror. Não quero que pareça simples um processo que é complexo. Estou, inclusive, convencido de que podemos estar diante de um caso de processo social “emergente”.

    O contágio, para se dar, precisa de pelo menos quatro elementos básicos: pessoas, contexto, uma ideia ou sentimento contagiante – hoje se diz “viral”- e contato. Para o processo ter início, é preciso que um grupo de pessoas seja o portador manifesto desse sentimento ou ideia viral. Para o contágio se espalhar e levar ao crescimento exponencial desse grupo pioneiro, até se tornar um movimento de massa, é necessário que novos grupos de pessoas entrem em contato e sejam “contagiados” por eles.

    Para que o grupo pioneiro se forme e crie um “potencial epidêmico”, é preciso que essas pessoas vivam em um determinado contexto, que crie a predisposição a adotar atitudes motivadas pelo sentimento ou ideia contagiante. O contexto, o ambiente propício ao contágio, no caso desses países combinava frustração – elevado desemprego de jovens – desalento e opressão.

    Não é de hoje que a sociologia considera como forma mais eficiente de contato a presença de redes sociais para mobilizar pessoas para ações coletivas espontâneas e por contágio.

    Essa noção começou muito antes da existência da internet e das redes sociais digitais. O episódio histórico, que inspirou o filme Gangues de Nova York, de Martin Scorsese, foi estudado por sociólogos e economistas como um exemplo de manifestação de uma poderosa rede social, em meados do século XIX. Uma rede formada por irlandeses oriundos da mesma região da Irlanda. Os jovens buscavam moças de suas cidades para se casarem e levá-las para Nova York. A comunicação era interpessoal, boca a boca, e provocou histórica corrida a dois bancos da cidade nos quais se concentravam os depósitos dessa comunidade, entre outros fenômenos coletivos por contágio, como as guerras de rua.

    No caso atual, as mídias e redes sociais, a telefonia móvel – vídeos, fotos e SMS – e a TV global (CNN, Al Jazeera) presente em inglês, em todos os países, em tempo real, por cabo, internet ou satélite, propiciaram o contato virtual inicial, que levava novos grupos às ruas e, nas ruas, entravam em contato físico, não mais com outros indivíduos, mas com a própria massa. O chamado ‘global english’, que tem um vocabulário mais compacto e universal, aparece nessas TVs globais, e nas mídias sociais como o Twitter.

    Pode-se dizer que o contágio se dá, nesses casos, em dois movimentos. O primeiro, virtual, cria a predisposição ao contato direto que leva ao segundo, de contágio por afinidade direta com o sentimento fortemente emocional das ruas. Essa predisposição já é uma forma de contágio, de identificação com os que já aderiram à revolta.

    Frequentemente a simples exposição, pela mídia, ao processo viral é suficiente para que se dê o contágio, ou “transmissão social” da ideia. Olhando o processo dessa forma, me parece inteiramente ocioso o alerta de alguns analistas de que as mídias sociais, o Twitter, em particular, não fazem revoluções. Claro que não fazem. Mas se tornaram uma infra-estrutura de comunicação e transmissão de informação fundamental para promover o contato que leva ao contágio. E são, portanto, um mecanismo de mobilização e aceleração fortemente espontâneas. Dão velocidade ao processo de expansão do movimento e permitem que ele crie rapidamente uma rede de solidariedade global, que oferece alguma proteção aos manifestantes contra a violência indiscriminada do regime opressor. São um elemento essencial da “conversação” como dizia Tarde, que permite a contaminação.

    continua: http://www.ecopolitica.com.br/2011/01/
    abraço
    Alexandre Golaiv

    Comment by Alexandre Golaiv — 01/03/2011 @ 9:33 AM

  8. é o Arnaldo antunes, não é?
    Ficou genial isto.
    Tem o texto?

    Comment by Carol — 01/03/2011 @ 9:49 AM

  9. Pronto Tocayo, tirei tudo.

    Faz de novo.

    Comment by Fy — 01/03/2011 @ 10:10 AM

  10. Carol,

    Prêmio Orilaxé 2009
    poema: Tecendo a Manhã (João Cabral)
    narração: Arnaldo Antunes
    videografismo: 1mpar
    trilha sonora: ricardo imperatore
    direção: marcia derraik

    João Cabral de Melo Neto

    Um galo sozinho não tece uma manhã:
    ele precisará sempre de outros galos.
    De um que apanhe esse grito que ele
    e o lance a outro; de um outro galo
    que apanhe o grito de um galo antes
    e o lance a outro; e de outros galos
    que com muitos outros galos se cruzem
    os fios de sol de seus gritos de galo,
    para que a manhã, desde uma teia tênue,
    se vá tecendo, entre todos os galos.

    2

    E se encorpando em tela, entre todos,
    se erguendo tenda, onde entrem todos,
    se entretendendo para todos, no toldo
    (a manhã) que plana livre de armação.
    A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
    que, tecido, se eleva por si: luz balão.

    (A Educação pela Pedra)

    ————————————–

    só tá entrando pelo COMPARTILHAR, caso alguém queira postar o youtube

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 01/03/2011 @ 10:14 AM

  11. Oh gente, que legal!

    Eu volto mais tarde e respondo pra todo mundo.

    bjs e bjs pra todos
    Fy

    Comment by Fy — 01/03/2011 @ 10:35 AM

  12. Brigaduuuu, bonitão.

    Mas que bonito isto!

    bjinhos da Carol

    Hoje tá gostoso de curtir esta chuvinha com filme e sorvete.

    Comment by Carol — 01/03/2011 @ 10:41 AM

  13. O custo sempre é muito alto Fy.
    Uma única vida que se perca em luta por um direito natural e intransferível como a Liberdade do Homem, é deplorável. Século XXI, custa a crer.

    Ninguem vai segurar os Estados Unidos.
    Falem o que quizer, pra mim já estão atrazados.

    A brutalidade na Líbia corre solta. Um insano assassino completamente descontrolado mandando matar.
    Como as coisas chegaram a este ponto?

    O panorama:

    Fuga em meio ao pânico e desespero

    Milhares tomam o aeroporto de Trípoli em busca de passagens para deixar a Líbia;
    no centro da capital, capangas de Kadafi e uma população entorpecida pela violência!

    26 de fevereiro de 2011 | 0h 00

    ROBERT FISK – O Estado de S.Paulo

    Mais de 15 mil pessoas, entre homens, mulheres e crianças, se empurravam no saguão do aeroporto internacional de Trípoli, na quinta-feira à noite, berrando na tentativa de conseguir um lugar nas poucas companhias aéreas ainda dispostas a voar para o que resta do país de Muamar Kadafi, subornando a polícia líbia para chegar até os guichês de passagens: uma multidão de pessoas famintas, desesperadas, encharcadas de chuva.

    Muitas acabaram sendo pisoteadas enquanto os homens que agora fazem a segurança da Líbia espancavam selvagemente os que tentavam abrir caminho.

    Entre os que procuravam partir estavam parceiros árabes de Kadafi, milhares deles egípcios, alguns praticamente acampados há dois dias no aeroporto sem comida nem instalações sanitárias. O lugar fede a fezes e urina. Se você for um “cão” da imprensa internacional, uma visita de 45 minutos ao centro de Trípoli à procura de uma passagem de avião para outro destino é a única chance de ver a capital de Kadafi.

    Ontem, não havia muitos sinais de oposição ao grande líder. Esquadrões de jovens armados de fuzis AK-47 estavam postados nas estradas laterais, perto de barricadas feitas com cadeiras e portas de madeira. Eram os capangas favoráveis a Kadafi – um arremedo da “guarda de bairro” egípcia que vi no Cairo há mês – que haviam pendurado fotografias do infame Livro Verde de seu líder aos cartazes das barreiras.

    Os alimentos escasseiam na cidade sobre a qual caía uma chuva triste, tétrica. A água escorria pela Praça Verde, vazia, e pelas ruas em estilo italiano da antiga capital da Tripolitânia. Mas não havia tanques, veículos blindados para o transporte de tropas, soldados, nem um caça no ar; apenas alguns policiais e velhos andando pelas calçadas – uma população como que entorpecida. Infelizmente para o Ocidente e para o povo da cidade livre de Benghazi, a capital da Líbia parecia calma, como qualquer ditador gostaria.

    Mas isso não passa de uma ilusão. Os preços da gasolina e dos alimentos triplicaram; cidadezinhas inteiras foram dilaceradas pelos confrontos entre forças favoráveis e contrárias a Kadafi. Nos subúrbios da cidade, principalmente no bairro de Noufreen, as milícias atacaram durante 24 horas no domingo com metralhadoras e pistolas, e a batalha foi vencida pelas forças do ditador. No final, o êxodo dos estrangeiros que viviam aqui contribuirá muito mais para a derrubada do regime do que a guerra nas ruas.

    Fui informado de que pelo menos 30 mil turcos, que constituem o grosso da mão de obra do setor de construção e engenharia, fugiram da capital, juntamente com dezenas de milhares de outros trabalhadores estrangeiros. No avião com o qual deixei Trípoli, num voo especial para levar os cidadãos estrangeiros à Europa, estavam empresários poloneses, alemães, japoneses e italianos, e todos me disseram que haviam fechado as principais companhias na semana passada. O pior ainda para Kadafi é que os campos de petróleo, as instalações químicas e as reservas de urânio da Líbia ficam ao sul de Benghazi, a cidade “libertada”. A faminta capital de Kadafi controla apenas recursos hídricos, de modo que uma divisão temporária da Líbia, cuja possibilidade talvez Kadafi tenha considerado, seria insustentável.

    Líbios e estrangeiros com os quais falei ontem disseram estar convencido de que ele enlouqueceu, mas estavam mais revoltados contra o filho dele Saif al-Islam. “Achávamos que Saif seria a nova luz, o liberal”, disse um empresário líbio. “Agora percebemos que é mais louco e mais cruel do que o pai.” O pânico que se apoderou do que resta da Líbia de Kadafi estava evidente no aeroporto. Na multidão que lutava para conseguir uma passagem, um homem, segundo o testemunho de um dono de concessionária da Toyota, foi espancado de tal forma que “sua cabeça se despedaçou”.

    Conversando com líbios em Trípoli e com estrangeiros no aeroporto, é evidente que nas ruas da capital não foram usados nem tanques nem blindados. Ataques aéreos atingiram Benghazi e outras cidades, mas não a capital. Entretanto, todos falaram numa onda de saques e de incêndios cometidos por líbios que achavam que com a queda de Benghazi, Kadafi estaria acabado e o país estaria entregue à anarquia.

    No centro da cidade, o comércio estava em grande parte fechado. Todos os escritórios de empresas estrangeiras fecharam as portas, até mesmo as companhias aéreas, assim como todas as padarias que eu vi. Há inúmeros boatos de que membros da família de Kadafi tentam fugir para o exterior. Quanto à informação de William Hague de que Kadafi teria fugido para a Venezuela, ela foi desmentida. Falei com vários líbios que acreditavam que Burkina Faso seria seu único abrigo viável. Duas noites atrás, um jato particular líbio aproximou-se do aeroporto de Beirute solicitando autorização de pouso, mas a autorização foi negada quando a tripulação rejeitou identificar os oito passageiros a bordo. E, anteontem, a TV Al-Jazira informou que um voo da Libyan Arab Airlines com a filha de Kadafi, Aisha, a bordo não teve permissão para pousar em Malta.

    Kadafi é acusado pelos muçulmanos xiitas do Líbano, Iraque e Irã pelo assassinato do imã Moussa Sadr, uma personalidade carismática que aceitou um convite para visitar Kadafi, em 1978 e, depois de uma aparente briga a respeito de dinheiro, nunca mais foi visto. Assim como um jornalista libanês que o acompanhara na viagem. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

    É um preço alto.
    E esta é uma das prestações…
    O caldo destes cães vai entornar. Tem que.

    beijo a todos,
    tio Gus

    Comment by Gustavo — 01/03/2011 @ 11:08 AM

  14. adorei o blog.

    Comment by Alessandro — 08/03/2011 @ 10:26 AM

  15. check it out bro

    Comment by meet local singles free — 18/03/2011 @ 9:11 PM


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: