windmills by fy

29/04/2011

Undercover dream

Filed under: Uncategorized — Fy @ 2:30 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vodpod videos no longer available. 

 

 

 Intensidade é um dom.

 

 

 chega  devagarinho , como todas aquelas coisas que só parecem pormenores …

mas  chega .  Aproxima – se  .  Pressentimos ,  

e quando se atreve  à  flor da  pele . . . queima !

 

 

baixinho , um  tempo entre as asas .

 

 gestada em  espera , ondeia ,

passa , esgota-se … e  é .

 

Ah . . .  , nem  sabe o que é  –  . . .  fagulha impressões , espalha-se nos cabelos e depois deles . . .  deriva     

                                                                                                                                                                                                 – à vontade .

 

 

inconsequência certeira , estrelas . . . – que

remanescentes –

se tingem de línguas de fogo , tal Fénix , tal incêndio , tal desígnio . . .  

palavra que se procura . inequívoca .

Intensidade .

 

 

 

 

como o estar – o  estou  de estar,

um ficar sem arreios, sem as muradas de pedra que protegem os “fortes” .

 

 

sem os pontos

que no final das frases seguram os sentidos ,

 

 

nua 

vestida  da seriedade devida ao que se acredita,

exilada de conceitos como os sonhos ,

 

 

como

o pulsar que articula o sentir e o traz preso aos movimentos , dos olhos , dos lábios , da língua .

Intensidade

é um dom

 

é um corpo em retração , em convulsão       –  depois ,

porque sem esse impulso não ocorre o grito .

e porque só o grito constela  o chamamento .

 

E deseja-se.

o despertar de  Intensidades outras .

 

Loucas –

like the lights of New York

and its mysterious corners

.

                                             

 

 

 

 

Intensidade

aquela que desce dos olhos, se centra entre lábios,

por vezes tece a língua e adentra,

 

 e por outras . . .  

escorre para o centro do peito e pulsa dançando no corpo

 

Intensidade

toda a arte que um corpo pode conter .

 

 

toda a expressividade que um sentir pode obter.

a  mais expressiva  experiência da Sensibilidade .

Intensidade .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

28 Comments »

  1. intensidade.

    beijo
    duda

    Comment by duda — 29/04/2011 @ 3:40 PM

  2. Fy, dá uma olhadinha neste artigo, é super interessante pra todos nós e pra quem dança mais ainda:

    Corpo e intensidade: a saúde como capacidade de experimentar a vida em sua constante mutabilidade e desvio – Hélia Borges com a presença do curador André Martins

    O corpo vem sendo tema de pesquisas e intervenções cada vez mais elaboradas, produzindo um ideal de prazer ilimitado, fazendo com que o homem tenha cada dia mais dificuldade em lidar com os limites da própria vida. É sobre o corpo em sua qualidade sensível que incidem as formas de dominação, resultando em um processo de anestesiamento de seu campo intensivo. Com Foucault, Deleuze, Winnicott, Reich, Stern e Angel Vianna, pensaremos a possibilidade de desajuste das codificações corporais instituídas, viabilizando a capacidade de reinventar-se, necessária à afirmação da vida.

    Com Hélia Borges e a presença do curador André Martins.

    Palestra do módulo Para entender o futuro do corpo e da saúde: filosofia e psicanálise, de André Martins.

    Gravado no dia 14 de maio de 2010 em Campinas.

    Eu não sei pegar o vídeo mas taqui :

    http://www.cpflcultura.com.br/site/2010/07/21/corpo-e-intensidade-a-saude-como-capacidade-de-experimentar-a-vida-em-sua-constante-mutabilidade-e-desvio-helia-borges-com-a-presenca-do-curador-andre-martins-2/

    bjnhos
    Carol

    Comment by Carol — 29/04/2011 @ 11:06 PM

    • Vou ver antes de ir, Carol, mas a sinopse já valeu.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 30/04/2011 @ 4:35 AM

  3. Alo moçada encantada,
    Voltamos!
    Nada como uma balada newyorkiana pra repensar a Intensidade kuakuakuakua!intensamente supercrazy Angelique Kidjo

    Lindo lindo Fy.(vou roubar a pulseira,amiguinha)
    Super 6ª pra todos cheinha daquela intensidade que transborda os limites dos nossos undercover… dreams.
    Fy???????? undercover….dreams? contaê!
    bjinhos e beijões
    Juju

    Comment by Juliana — 30/04/2011 @ 12:01 AM

    • Show de vídeo Ju.

      Vamos fazer um post sobre Darfur! againandagain!…and again.

      [ rouba a da Bia ]

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 30/04/2011 @ 4:34 AM

  4. Bom Dia, Fy
    Super texto mesmo. Gostei muito.

    Intensidade
    toda a arte que um corpo pode conter .

    Ô menina, teu nome é Intensidade!

    A Intensidade tem existência autônoma na natureza e pela natureza.
    Certo, em si mesma, a Intensidade é um dom, mas render-se a ela e expressá-la é Arte .

    Infelizmente tenho que reconhecer que não é pra muitos.

    Esconde a pulseira… e depois me conta se as 3 serpentes fazem parte do texto ou não.
    Viajei na idéia? se foi, dá pra refletir,huahuahuah

    happy weekend/no matter what!
    beijo pra voce
    abraço pra todos
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 30/04/2011 @ 12:36 AM

    • “A Intensidade tem existência autônoma na natureza e pela natureza.
      Certo, em si mesma, a Intensidade é um dom, mas render-se a ela e expressá-la é Arte.”

      Noooosssaa q mto bom, Jonas!
      6ª… desde cedo?

      É sim, a Intensidade não é dependente do espectador e nem do auditório inteiro, nem dos que se limitam a experimentá-la, ahahah: num segundo momento [ o q é frequente… e é simulação ],ela têm força suficiente e autosuficiente. E o criador, então? Ela tb é independente do sentimento-criador, pela auto-posição do criado, que se conserva em si.
      O que se conserva, da coisa toda é sempre o deslimite, as transbordâncias que atravessam a mesquinheza do próprio espaço e espalham-se , contaminam em cores das cores das sensações, uma mistura de percepções e reações que afetam e são afetadas.

      … pra poucos?
      Hey man: é um dom.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 30/04/2011 @ 4:32 AM

  5. Fala aê JP!

    Esconde a pulseira… e depois me conta se as 3 serpentes fazem parte do texto ou não.
    Viajei na idéia? se foi, dá pra refletir,huahuahuah

    Viajou nada, brother. fazem parte é dela… escondidas, sinuosas, imprevisíveis e melhor: surpreendentes.

    All energy, gathered
    And spread through
    The intensity of one look!

    Eyes, obsession,
    A soul’s beautiful expression,
    Movement and stillness!

    Colors that mix,
    Shape drawn by heritage,
    By history and ancestors.

    Taste of salty tears,
    Only they remain the same,
    As innocent as they were
    When you were only a child!

    Sincerity I do hope to find,
    But also the bizarre
    That moves my heart!

    Alive are
    your eyes !
    All of their energy sent to me,
    Through the intensity of one look!

    beijo menina

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 30/04/2011 @ 3:52 AM

    • the same… foryou.
      beijo menino.
      Fy

      Comment by Fy — 30/04/2011 @ 4:18 AM

  6. Carolzinha, demais o vídeo!
    Será que tem o texto?
    Bom pra postar, Fy já ouviu ?

    Ju

    Daqui a pouco agente sobe.
    Té já.
    beijos

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 30/04/2011 @ 3:56 AM

    • Vou ouvir depois do almoço, acabei de chegar.

      Trouxe tuas coisas, te ligo.
      bjs

      Comment by Fy — 30/04/2011 @ 4:12 AM

  7. Ju na espera.
    bjinhos

    Venham logo: Ju ansiosa.

    bjinhos

    Comment by Ju — 30/04/2011 @ 3:58 AM

  8. Sou eu uma das tuas ondas.

    uma das tuas raízes misteriosas, uma das fibras úmidas, agudas que te compõem.

    sou uma das substâncias de cor confusa. faço parte também do teu silêncio.
    sou tua resistência, tuas viagens, teus empreendimentos que se fundem de névoa e sonho.

    sou tua matéria entrando em corredores, no segredo de tuas portas fechadas, entre os olhos da parede.

    sei que sou.
    beijo menina

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 30/04/2011 @ 4:57 AM

    • ah….

      E o teu outono sou eu. Doce e amarelo.
      Sou a fruta que mordes com desejo, com água, com estalo. O suco que te escorre pela boca. A polpa que te penetra nos dentes, grossa suculenta, quase louca. Fruta brava sou eu. Fogo de alcova. Coração que te sacode e faz arder.

      You Know?
      hahahahah
      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 30/04/2011 @ 5:07 AM

  9. “A Intensidade tem existência autônoma na natureza e pela natureza.
    Certo, em si mesma, a Intensidade é um dom, mas render-se a ela e expressá-la é Arte.”

    Mesmo que ela seja inspirada em sentimentos ruins ?

    Comment by Anônimo — 30/04/2011 @ 8:50 AM

  10. Aloha Anônimo,

    Voce deve ser o Anônimo Católico,eu vou dar um pitaco aqui me antecipando à Fy.
    Pensemos no seguinte exemplo: dizem que quando o ser humano começa a trocar a guerra campal pela competição esportiva, há um grande avanço. Quando um indivíduo potencialmente perigoso e desequilibrado deixa de bater nos outros na rua e começa a canalizar sua agressividade para a luta competitiva, há um grande avanço.
    Agora imagine o avanço do cara sinistro que passa a manifestar toda sua bizarrice mental em uma tela.
    Santa Intensidade!

    Abraço, amigo.

    Eu não vou poetar como diz o Tocayo porque eu espero que voces terminem a poesia… logo mais… hehehe
    Faço questão de me deleitar com a leitura!

    Mas já que este blog é deleuziano pra dedéu, mais um pitaco saboroso, deta vez do Joe Black :

    Deleuze e o conceito de Intensidade

    O conceito de intensidade está sempre presente no pensamento de Deleuze.

    Ele intensifica a filosofia genética se baseando em Bergson.

    Bergson não valoriza o conceito de intensidade, mas Deleuze valoriza a intensidade à partir do conceito de potência em Espinosa.

    Deleuze trabalha com a geografia do pensamento que se caracteriza por um espaço pluralista, ontológico, trágico, imanente e ético.

    O dogmatismo na filosofia está figurado em Hegel e o pluralismo na figura de Nietzsche.

    Para Deleuze, Foucault é um pensador ontológico.

    Deleuze é um inimigo da analogia.

    A moral é o sistema de julgamento.

    Julga a vida e julga-a a partir de valores transcendentes à própria vida.

    Aristóteles fala do conceito de bem. Kant fala do conceito de dever. A moral de Kant é da universalidade e está fundada em valores universais.

    Moral é um sistema de juízo fundado em valores metafísicos (bem e mal).

    O conceito de ética em Deleuze está baseado em Nietzsche e Espinosa.

    A moral leva em consideração o bem e o dever. A ética leva em consideração a força e a intensidade.

    Em PARA ALÉM DO BEM E DO MAL Nietzsche fala da intensificação da vida, do teor da vida.

    A filosofia é uma transvaloração de todos os valores.

    Nietzsche propõe que se escape dos valores como eles existem porque eles empobrecem a vida.

    Heidegger disse que Nietzsche inverteu a filosofia de Platão. Inverter os termos não significa mudar as relações.

    Método consiste em subtração e constituição. Deleuze enaltece no outro aquilo que interessa a ele.

    Deleuze é adepto dos conceitos de VONTADE DE POTÊNCIA E ETERNO RETORNO de Nietzsche.

    Para Deleuze, a vontade é o princípio transcendental e a força também é um princípio.

    Deleuze faz colagem como os dadaístas fazem. Deleuze faz TEATRO FILOSÓFICO.

    Em sua filosofia ele procura criar semelhança a partir da dessemelhança (Bacon).

    Deleuze faz a substância viver a partir de modos.

    Deleuze é um filósofo da diferença.

    Ele rouba conceitos dos outros, pega apenas àquilo que lhe interessa.

    Como cantava BOB DYLAN: SOU UM LADRÃO DE PENSAMENTOS.

    Deleuze desembaraça os conceitos de seu sistema de origem para criar outro. Esse sistema não se fecha.

    Deleuze faz o ajuste do desajuste, faz acordo discordante.

    O que interessa à ele são as relações entre as faculdades.

    Kant fala de SENSIBILIDADE, IMAGEM, ENTENDIMENTO E RAZÃO.

    Godard fez o cinema pensar.

    Deleuze transforma o real em imagem.

    beijo a todos
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 30/04/2011 @ 9:52 AM

    • Não,não Eu sou a católica Anônima. E esse blog é Lindo. Adoro.

      Comment by anonima — 30/04/2011 @ 10:16 AM

    • Gustavo, pra variar… vale um post!

      Deleuze desembaraça os conceitos de seu sistema de origem para criar outro. Esse sistema não se fecha.

      Deleuze faz o ajuste do desajuste, faz acordo discordante.

      O que interessa à ele são as relações entre as faculdades.

      Kant fala de SENSIBILIDADE, IMAGEM, ENTENDIMENTO E RAZÃO.

      Godard fez o cinema pensar.

      Deleuze transforma o real em imagem.

      aiaiai … é tanta coisa … – Deleuze cinemando é muiiiiito feroz. Acredita q eu tenho um post pronto? O Renato já leu.

      [ Tb gosta da Bruna hem… ? ]

      este poema é lindo.

      bj no coração
      Fy

      Comment by Fy — 30/04/2011 @ 11:14 AM

  11. Para alguns pode ser bizarrice, ignorância ser católico, mas pra mim ter crenças diversas não impede que as pessoas se respeitem e se admirem. A mensagem que fica quando leio esse blog é de VIDA, AMOR,RESPEITO, NATUREZA… tudo tão humano.
    Bj, Fy!

    Comment by anonima — 30/04/2011 @ 10:54 AM

    • Anonima Católica,

      Alguem que se identifica com a Vida , com o Amor , Respeito , Natureza – é Alguém.

      A mim e a ninguem aqui importa sua crença… WELCOME ABOARD!

      e o Wind é de todos nós.

      então é seu também!

      e se quiser publicar alguma coisa é só me enviar : Fy2hns@hotmail.com

      BJ, Anonima Católica

      Comment by Fy — 30/04/2011 @ 11:08 AM

      • Fy,

        Muito Obrigado.

        Abraço,Ariane.

        Comment by Ariane — 30/04/2011 @ 11:45 AM

      • Fy,muito honestamente, o anonimato, pode ter certeza, que não é por falta de identificação com tudo isso. Sou uma pessoa tímida,não muito vinculada ao mundo virtual; aliás, descobri teu blog “viajando” hahah.De qualquer forma, foi um grande prazer encontrá-lo, muito bom lê-lo. Bj

        Oi, Sofia. Obrigado!

        Comment by Ariane — 30/04/2011 @ 2:47 PM

  12. Boa noite Fy, Windmills,
    Que alegria! Já estava com uma saudade danada.

    Oi Ariane, seja bem vinda mesmo, eu sempre achei que Deus ou o que chamo de Deus é amor.E sendo assim, que nos amemos com toda esta intensidade linda que a Fy tão maravilhosamente nos apresentou. Eu estou maravilhada.Aproveitei que fiquei sózinha aqui em casa e coloquei esta música tão alto que não sei como os vizinhos não reclamaram!
    Hoje quem vai colocar um texto comprido sou eu, mas eu acho que tem a ver com a intensidade do sentir e com o que escolhemos sentir, espero que voces gostem:

    “A causa da doença é geralmente muito complexa, mas uma coisa é certa: ninguém provou ainda que é necessário adoecer.”

    “Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos!”
    Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente. A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida.
    A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse. A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.
    Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo – a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.
    Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos. A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido.
    O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia.
    Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: ” Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos.”
    Você quer saber como esta seu corpo hoje?
    Lembre-se do que pensou ontem.
    Quer saber como estará seu corpo amanhã?
    Olhe seus pensamentos hoje!”
    Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!”
    Texto do livro: Saúde Perfeita
    Autor: Deepak Chopra

    Intensidade tem a ver com Saúde.
    Um excelente final de semana,
    Sofia

    Comment by Sofia — 30/04/2011 @ 1:09 PM

  13. “Twenty years from now you will be more disappointed by the things that you didn’t do than by the ones you did do.

    So throw off the bowlines.

    Sail away from the safe harbor.

    Catch the trade winds in your sails.

    Explore.

    Dream.

    Discover.”

    Mark Twain

    Lindo, verdadeiro e… invejável.
    BEIJO
    Marianne

    Comment by Marianne — 30/04/2011 @ 1:53 PM

  14. Abraço TocaYo,

    Sensibilidade, Intensidade, à leguas de distância da vulgaridade.

    João Pedro

    Comment by João Pedro — 30/04/2011 @ 11:41 PM

  15. Comment by João Pedro — 30/04/2011 @ 11:56 PM

  16. Pablo Neruda – Así te quiero
    I

    Te quiero
    como el niño a su madre,
    como el abismo a su profundidad,
    como a la luz las alas,
    como el alma a la llama, como el cuerpo al reposo!
    Te quiero como quieren la vida
    hasta el día en que mueren, los mortales.

    Como la tierra guarda
    los objetos que caen
    conservo tus sonrisas, movimientos, palabras.
    Te grabé en mi razón, con mis instintos,
    como el ácido muerde los metales
    y en mí tu gentileza,
    tu donaire
    llena todo el espacio de mi alma.

    Se alejan los instantes, rechinando,
    pero tú, silenciosa, en mis oídos
    continúas, inmóvil.
    Las estrellas se encienden y se apagan,
    pero en mis ojos tú te detuviste.
    Así como la gruta guarda intacto
    el silencio, yo guardo tu sabor,
    tu frescura en mi boca,
    y en una copa de agua surge y brilla
    tu mano con su red de finas venas.

    II

    Ay, cuánto te amo, a ti,
    la que hiciste que hablaran a la vez
    en las profundas grutas del corazón
    el universo entero
    y la soledad mentirosa!

    Tú, que de mí te apartas
    como la catarata se aparta de su estruendo
    y vuelves sigilosa
    a correr apegándote a mi curso
    mientras que yo en la altura de mi vida
    distante y próximo
    canto, susurro, grito
    entre el cielo y la tierra, castigado
    por el amor, por ti, dulce enemiga!

    III

    Sentado en esta roca centelleante
    siento que sobre la ligera brisa
    de este joven verano
    es como el tibio vapor de una comida.

    Corazón mío,
    debes acostumbrarte a este silencio.

    No parece difícil:
    apresurado anduvo,
    luego se difundió en la lejanía,
    se inclina mi cabeza
    y descansan mis manos.

    Miro la cabellera de los montes,
    tu frente resplandece
    en cada hoja.
    No hay nadie en el camino.
    Miro cómo palpita
    tu vestido en el viento.
    Bajo el fino follaje
    veo tu cabellera en movimiento
    mientras tus suaves senos
    vibran como las aguas del estero,
    como las aguas del estero
    que nace ante mis ojos
    entre redondeadas piedras blancas.

    IV

    De qué materia soy
    si una mirada tuya me transforma?
    Y qué cosa admirable
    es pensar que la luz y el alma tuya
    desde la nada me hacen recorrer
    la ondulación fecunda de tu cuerpo!

    V

    Te asusto,
    te palpito, te resbalo
    te rompo, te sofoco, te agonizo,
    te palpo como palpan los palposos,
    te entreabro, te lucho.

    Te recorro te cerco te limito
    te corto te sujeto te derribo,

    te suspiro, te huelo, te alcanforo,
    te clavo,
    te derramo, ta navego,

    te huracano, te estiro, te reduzco

    te envuelvo te levanto te destierro.

    Abraço Alexandre Golaiv

    Comment by Alexandre Golaiv — 05/05/2011 @ 12:15 AM


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: