windmills by fy

06/05/2011

don’t fuck Eros !

Filed under: Uncategorized — Fy @ 11:53 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

Dos bons sentimentos ao intenso do sentido: quando Eros não voa , . . .  bagunça .

Luis Granato

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

– A multiplicidade dos sentimentos em um mundo monoteísta –

 

 

 

A raiz arquetípíca do sentimento é pensada através das instâncias culturais que mediam nossos valores coletivos .

Jung pontua a dificuldade cultural e histórica que enfrentamos quando modulamos nossos valores em termos monoteístas .

O processo moral binário que o cristianismo encena .

Ele oferece um largo espaço às questões do sentimento , tendo como ponto teológico central o amor divino .

 

 

Mas esta reflexão sobre os sentimentos leva a duas possibilidades separadas e antagônicas:

 

 

os bons ou maus sentimentos :

 o pecado ou a virtude .

 

 

 

 

 

Esta separação radical entre opostos , que Adler tematizou como um traço neurótico através do conceito de pensamento antitético

e

Jung tentou heroicamente reconciliar em suas considerações sobre a sombra de Deus , o Ouroborus e a Enantriodromia ,

dificulta uma visada psicológica dos eventos .

 

 

É muito literal , rígido e genérico .

 

Apesar da ênfase no ” bom” sentimento , o cristianismo não colabora com uma individuação dos sentimentos de fato , porque os moraliza .

 Problema coletivo e contemporâneo grave .

 

O sentimento religioso vira então   “ os bons sentimentos ” . – hahaha –

E os outros onde é que ficam ?

 

 

 

 

PoR   aÍ :

https://windmillsbyfy.wordpress.com/2010/03/28/cruela-de-vill-ooooooops/

 

https://windmillsbyfy.wordpress.com/2010/03/29/about-cruella-cruella-de-vill-s/

 

purificando espaços com suas frustradas vassouras psicopatas .

 

 

 

 

Segundo Jung  as sociedades politeístas e pagãs ofereciam através da sua mitologia

diferentes fundamentos arquetípicos da existência , possibilitando uma identificação e um conhecimento mais aprofundado dos sentimentos .

 

 

A diversidade de deuses permite o reconhecimento dos diferentes aspectos da vida ,

os diferentes valores que espelham nossa humanidade .

 

 

Reconhecimento e personificação são de fundamental importância no desenvolvimento desta função .  

 

 

É na medida em que se recalcam os sentimentos indesejados que eles retornam patologizados , literalizados e tirânicos .

[ . . . e ridículos .]

 

 

 

 

 

 

 

A reação defensiva imediata de uma consciência unilateral e binária

é pensar em todas as barbaridades que a liberdade da imaginação poderia implicar .

 

 

Barbaridade é a palavra precisa .

Trata-se de um Império defender suas fronteiras das invasões bárbaras .

Império de Certeza e Verdade .

 

 

As discussões que envolvem a idéia de verdade são sempre no fundo teológicas ,

e Jung não se intimidou de discuti-las no próprio âmbito da teologia .

 

 

 

As barbaridades são também as projeções de tudo o que foi recalcado por esta consciência moral tão severa  >  

Tudo o que os bárbaros fariam é no fundo o que os não-bárbaros desejariam fazer .  

 

 

 

[ deve ser por isto que pilham e  mutilam posts alheios  e imitam-nos … depois . ]

 

 

 

 

É o que apodrece nos porões do corpo , dos sentimentos machucados , doloridos , torturados , exilados , abandonados .

É um drama que se auto-engendra .

 

 

 

 

 

 

Enquanto o fascista  quer :  o poder pelo poder ,

há o fanático ” autêntico ” que anseia dominar o mundo com sua crença ,

e o  ” fanático terrorista ”  que   deseja apenas destruir

a estrutura de sustentação do “ inimigo ” .

 

 

 

 

 

 

Vodpod videos no longer available.

 

 

 

O   fascínio   pelas   sociedades   pagãs   tem   um   grande   componente   de   fantasia .

 

 

E   isto   NÃO   É    uma   crítica   porque   o   psiquismo   É   a   própria   fantasia .

 

 

 

 

 

A mitologia é uma metáfora preferida do nosso modelo de psiquismo .

Não se tratam de deuses propriamente ditos :  mas de potenciais de destino e destinação de potências .

 

Uma parte fundamental do processo analítico é individuar as imagens através da função sentimento

e este processo pressupõe uma passagem de um referencial moral monoteísta e binário :

 

 

 como o do modelo cristão , judaico e islamita

p a r a  :

um referencial moral politeísta e múltiplo .

 

 

Isso diz mais sobre o psiquismo do que sobre estas sociedades , estamos falando da perspectiva da fantasia ,

como Hillman entende a fantasia da história

quando fala sobre o período do Renascimento em Re-visioning Psychology .

 

 

 

A passagem da rigidez egóica   >  ao convívio de perspectivas é o ponto central da psicologia analítica .

Especialmente porque entende que esta passagem depende de uma transformação dos sentimentos ,

uma transformação moral ou uma mudança de atitude , como Jung certa vez definiu o objetivo da terapia .

 

 

 

[ –   Terapia nunca foi ” CONVERSÃO “   – ]

 

 

 

Implica em abandonar a queixa para poder investir libido nas apostas necessárias à vida .  

 

 

As apostas de trabalho , as apostas amorosas , desejo de futuro .

 

 

 

 

 

 

No texto   “ O Pensamento do Coração ”    Hillman nos remete à palavra grega   Kosmos , que significa cada coisa em seu lugar .

Nossa função Sentimento precisa de um Kosmos .

 

 

 

 

 

 

Esta perspectiva é diferente de uma mera distinção entre o bom e o mau sentimento ,

sem compreender a pertinência , o modo específico de responder às situações .

 

 

Neurose   >  tende a descalibrar esta pertinência e precisão do sentimento ,

tornando nossos julgamentos rígidos  –  deslocados de sua vocação .

 

 

Reação exagerada :  >  como Jung formula  >  em relação ao sinal de um complexo constelado .

Uma reação desproporcional , ou seja , sem sentido de proporcionalidade ,

para ficarmos com um termo que remete ao fundamento estético sobre o qual o sentimento está alicerçado .

 

 

 

 

Segundo Hillman Afrodite nos dá suporte para experimentar a singularidade de cada evento , em termos das respostas que lhes oferecemos .

 

O que se individua não é o sujeito ,   >  mas os próprios eventos .

 

 

Os [ tais ]   “  bons sentimentos ”     não nos levam a conhecer o modo como sentimos , a arte de sentir , suas sutilezas , seus imponderáveis .

 

 

 

 

Tal como  o homem que bebe e que não pode chegar perto da bebida sob pena de pôr tudo a perder .

O alcoólatra é o monoteísta por excelência :  segue à risca a façanha de acreditar em um único deus , do resto . . .  faz que não sabe .

 

 

Os narcotizantes alteram o julgamento e nos liberam para expressar sentimentos e imaginar sentidos .

É um atalho como a catarse .

Uma expressão afetiva que não significa consciência ou transformação     

É o marido muito calado e  “ bonzinho ” que todo fim de semana bebe e bate na mulher a xingando .

Bate porque bebe ou bebe para bater ?  

. . .  E assim  “diz”   como não gosta da vida que leva .

Mas e quanto a mudar a situação da vida ?

Aí . . .  que reside a questão .

 

 

 

 

 

Mas não é só o alcoólatra que precisa se esquivar dos sentimentos .

Eles tantas . . .    vezes . . .   são patologizados e imediatamente medicados , na esperança que desapareçam .

 

 

 

 

 

 

 

 

Humor   vem   de   úmido   e está intimamente associado às metáforas do sentimento ,

inclusive na própria história da medicina antiga.

A medicação é uma máquina de economizar o  trabalho do sentimento , realizando uma   Utopia   Religiosa do paraíso terreno 

e uma Utopia Social do controle dos afetos .

 

 

 

 

O que é crítico não é o uso das substâncias , mas a promessa embutida de que será possível se livrar da dimensão psíquica .

Neste sentido é um artefato inumano com conseqüências imprevisíveis .

 

 

 

O  ” remédio ”    [ leia : todo o tipo de   ” doutrina ”  ou  entorpecimento religioso ,  também ]  pode ser um jeito de esvaziar a potência do que se sente

em nome de um bem-estar medonho , alheio ao sentimento .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É a demanda do sintoma, diz das relações ativas e potenciais, aponta realizações.

É um fio em um labirinto.

Remediar adia o fim da simbiose com isso que a espada do sintoma foi forjada para separar.

Perdemos o recurso mais desesperado e desesperante do psiquismo que é o sintoma.

 

 

 

 

 

Mas nada desaparece de forma tão simples .

Os   sintomas   explodem   na   cultura  .

 

 

 

Isso que remediamos subjetivamente volta a nos assaltar como fato , como notícia ,

exatamente como o mundo em que estamos imersos .

 

 

 

Estas notícias apontam para sintomas da alma do mundo :  anima mundi .

 

 

 

Se individuar é se separar da queixa do mundo .

.

Não aderir à    [ safada ladainha ]   ou   falta   de   imaginação   com   que    o   mundo   nos   é   apresentado .

.

 

 

Não permitir que nosso gosto seja embotado pela gordura , pelo excesso , pela massificação a que nos expomos .

.

 

Forjar singularidade em meio a esta demanda .

Singularidade , produção .

Produção de subjetividade e nela o mundo .

 

Não  é  a   ” mística ”   do  :   “ estar  no  mundo  sem  ser  do  mundo ”  .

[ elaborada pelos espertos  para domesticar os acéfalos ]

 

 

É  ser  do  mundo  em  suas  conseqüências .   

Diante do perigo do mundo , do deleite do mundo , da sua injustiça , da sua diversidade feroz .

 

 

 

 

 

Diferenciar a função sentimento é se permitir encontrar alguns insuportáveis do afeto ,

algumas aflições ,

alguns descaminhos , alguns crimes que perambulam na imaginação .

 

 

 

 

O recalque tem a ver com a flecha , afinal é assim que Eros aparece .

Não nos sentimos capazes de falar ou sentir porque sentimentos podem ferir os outros e a nós . Sentir é problemático .

 

 

 

 

“Nos contos , Afrodite jamais surgiu sem problemas :  tinha irmãs sombrias , as Fúrias , sendo seus servos o hábito , a aflição e a ansiedade ”

Hillman 2005:182

 

 

Em diversas passagens Hillman pontua a repressão de Afrodite na psicologia

e aponta que ela sobrevive na origem etimológica da palavra libido , que vem de lips   “ lábios ”  .

 

 

Libido como um conceito fundamental da psicanálise parece se sustentar sobre os lábios :

os pequenos e os grandes , o Sexo e a Palavra  :  os dois a meio caminho do coração.

 

 

Hillman  critica as duas saídas conceituais :  

Libido como : sexualidade para Freud

e

Libido como : energia psíquica para Jung

.

 

 

 

Para Hillman libido é uma energia nem sexual nem psíquica, nem corpórea nem espiritual , mas erótica :  filiada ao deus Eros :  filho de Afrodite .

Libido é uma energia sensual : está relacionada aos  SENTIDOS  , ao modo como eles refletem a fisionomia das coisas .

 

 

 

Não é uma reflexão no sentido mental somente , mas uma reflexão no sentido imagético : como algo que reflete.

O que remete ao espelho :  traço de Afrodite .

A sedução é o modo da relação .

 

 

 

 

A sedução das imagens que a imaginação do coração provoca através de Eros .

 

 

 

 

 

 

EXCELENTE COMPLEMENTO PARA O TEXTO :

http://www.rubedo.psc.br/artigosb/psimopol.htm

 

 

 

 

 

REFERÊNCIAS :

HILLMAN, J. O Mito da Análise. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.

Re-Visioning Psychology. New York: Harper Perenial, 1992.

The thought of the heart and the soul of the world. Canada: Spring publications, 1997.

HILLMAN, J. & VON FRANZ, M. L. A tipologia de Jung. São Paulo: Cultrix, 2005.

JUNG, C. G. Ab-reação, Análise dos sonhos, Transferência. Petrópolis: Vozes, 1999.

Tipos Psicológicos. Rio de Janeiro: Zahar, 1974.

LE BRETON, D. Adeus ao corpo: antropologia e sociedade. Campinas: Papirus, 2003.

Texto apresentado em evento da Rubedo em 14.04.2007

 

 

Fy

 

 

22 Comments »

  1. Alo Fy, todo mundo aí,

    Grande post!Super gravura.

    Don’t Fuck Eros… a eterna briga entre Eros e Tânatos

    Será que os sujeitos, mesmo sofrendo as dores da alma não tenham o legítimo propósito de mudar? Isto é ambivalente, e nem tanto lógico, é um não querer e um desejar ao mesmo tempo. A eterna briga entre Eros e Tânatos. Hoje bem menos do que no passado, as pessoas buscam o padre – orientador espiritual que diz o que é certo ou errado das condutas, e redime os pecadores impondo cotas de orações -, sem o menor constrangimento. Ou seja, tudo que tem aura de divino, é valorizado, e geralmente exerce um fascínio sobre as pessoas. A necessidade de contar com uma força superior, que as protejam do demasiado humano, é tão forte que elas se apegam, egoisticamente, a qualquer daimon.

    Foderam é com Jung.
    Virou papel higiênico e caça níquel de impostores.

    Rodrigo

    Comment by Rodrigo — 07/05/2011 @ 2:22 AM

  2. Huahuahua $$##@@##&&** é preciso que os psicólogos se empenhem enquanto classe para garantir seu lugar, até porque há sempre alguma área que quer ou tenta invadir este território.

    Este papo de Individuação virou encíclica papal! Amém para a mediocridade.

    Mesmo presenciando os terrores ocasionados por estas doutrinas nauseantes continuam usando Jung como papel higienico em desinteria de ignorantes.Muito bem colocado, Rodrigo.

    Sabe Fy, “formatar” Jung ou qualquer outra “coisa” só demonstra a falência destes sistemas doutrinários, que mediocridade! As cruelas acabaram com o tal blog, sem considerar o respeito ao Lucio… virou uma garagem empoeirada de cópias e crendices obsoletas e pós-balzaquianas.

    A mutilação em teus posts, como evidenciou o Passei Por Aqui, é o mais cabal sintoma de DESEQUILÍBRIO MENTAL e apenas ilustra o quadro inteiro. Teu post sobre as Cruellas só podia mesmo ser indicado na Wikpédia, é brilhante. Elas mesmas se incriminam e se tornam a obviedade do que refletem.

    Eu dei uma olhada no Acid, e só posso acrescentar que Cruellas oooops…. foi assinado por lá também.Vergonhoso.

    Mas a tentativa de cristianizar Jung também tá lá bem exposta no último post. Será que o Acid tá tentando introduzir a Opus Dei no Simpósio de Hermetismo? huahuhauhaua parece… Ele podia deixar aquele fanático fazer a apresentação huahuhauah.

    Acabaram com a psicologia analítica por lá. Qualquer pedófilo, digo padreco ou guruzão salafra pode ser chamado de doctor Jung. Basta aprender a falar: “deus interior”, individuação, ego e iluminação. Tá feito o discursinho da safadeza.

    E a Psicologia vai pro beléleu. Jung, sinto muito mas já foi.

    Ao contrário destas falácias todas, o melhor é que deixem suas neuras de lado, para assumir uma postura mais atuante na sociedade.

    Esta sim é uma ciência que não é apenas bela e interessante, é necessária e urgente.

    O artigo do Hillman merece um post.

    beijo a todos
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 07/05/2011 @ 2:56 AM

  3. Gustavo parabéns, e vamos considerar que só se vai ao psicólogo para se livrar, se libertar de qualquer sentimento opressor, incômodo, normalmente gerado pelo recalque, por culpas inconscientes estimulada por estas doutrinas pra mais que decreptas.

    È mais que sabido e pertinente ao assunto do post que na neurose há um “apego” a dor, ao medo que é sustentado pelo sistema dominador das religiões estruturadas, assim com em qualquer sistema opressor, e é um ganho secundário ou simbólico do sintoma.

    O neurótico em outras palavras, resiste em abandonar seu “status” neurótico, por estar colado ao(s) trauma(s) ou fixado na compulsão à repetição.(familiar? haha)

    É um sofrimento que, reclamando ou se queixando dele, o sujeito conhece. Portanto, tem um “poder” sobre o mesmo. Por isto teme, em conseqüência da mudança, não saber lidar com uma nova situação ou que não consiga colocar algo no seu lugar.

    É o resumo do que voces leram nestes últimos dias aqui e alí e, uma definição para as observações do sr Passei Por Aqui.

    Mas deixo no ar uma pergunta, será mesmo que Jung, mesmo em suas viagens psi-codélicas, foi assim tão mediocre?

    Ou, apenas é vítima da mediocridade semi-alfabetizada que por falta de embazamento cultural rabisca-o em suas projeções ignorantes? E o fazem com tantos mais ?

    (tio) Renato

    Comment by Renato — 07/05/2011 @ 3:26 AM

  4. Fy,
    tô lendo. (caramba!)
    beijo
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 07/05/2011 @ 3:28 AM

  5. Muito bom, texto, Fy.
    Inclusive a parte das implicações bioquímicas envolvidas em
    nestes transtornos, entre eles a Depressão, bem como os benefícios e os prejuízos terapêuticos fornecidos, especialmente nesses casos, pelas
    drogas antidepressivas.
    Aliás, o cristianismo, islamismo, budismo, etc… são famosos por gerar neuroses. Estes casos são documentados.

    Bel

    Comment by Isabel — 07/05/2011 @ 3:35 AM

    • Hi Bel!
      Saudades.

      Pois é, Depression! Major depression Disorder.

      Por que será que a depressão é tão fashion? Nãoénão?

      Às vzs eu encontro aquelas figuras com os olhos todinhos borrados de rímel preto… escorrendo pelo rosto… aiaiai em cima das poesias mais lindas do mundo…. me dá uma raiva!!!!

      Será que alguem acha aquilo sexy? bonito…. ai q horror… tri/ste/men/te cool ?

      hahahahahah eu acho assustador! disguuuuuuusting ! Deprê!

      Sério, será que nosso cérebro está simplesmente funcionando diferente?

      Ou será que o ser humano, ao se sentir negligenciado em qualquer uma de suas três dimensões existenciais, passa a apresentar sintomas – disgusting sinptoms?

      Sabe que observando esta incidência dos sintomas depressivos, e depois desta experiência fúnebre com as Cruellas, entre morcegos, abismos, amarguras, maldade explícita, orquestrados pelo pior pesadelo do Lars von Trier, – eu me pergunto, será que é a “morte” o grande fator psicológico reprimido, principalmente por estes cérebros condicionados a funcionar “religiosamente” ou “entorpecidos pela religião, – aiaiai, ainda a tal da Morte… o fator psicológico rebaixado, e, por isso mesmo, sintomaticamente buscado nas depressões ?

      Eu andei reparando, mas a Morte está claramente projetada em todo o assunto que, eu : : : distraidamente…. encontrei por lá…. – UaU!

      Esta conexão com a Mitologia foi apontada por Freud .

      Jung desenvolveu isso e, rompendo com a “exclusividade freudiana” ao mito de Édipo, nos mostrou que o mito em geral é a realidade da psique.

      Ele diz que nossa alma, nossa mente, vive de mitoS, e isto significa que vive de fantasiaS, “E” não de uma fantasia apenas e sim de uma porção delas.

      Ele afirma que esse mundo psíquico de fantasia encontra-se espontaneamente organizado em padrões imaginais,que é o que ele chama de Arquétipos.

      Mas também afirma que os arquétipos só são passíveis de serem psicologicamente experimentados através de imagens.

      “experimentados”.

      Se não… não se pode falar mais sobre NADA>>> ou alguem conhece ou fala com autoridade sobre o que jamais “imaginou” ? ou experimentou imaginar… ou imaginou sem se valer de uma “imagem” ? ahahahahahahahah

      [ basta “ler” sobre o deus de qualquer religião ou “psico-deus” de alguma enrolação psicológica.”

      Desta forma, e deste jeitoassim…. , compreendemos as imagens da mitologia como FORMAS CULTURAIS que “expressam” os padrões psicológicos.

      That’s the way I can understand that, You Know?

      O mesmo vale para os sonhos que apresentam diariamente a nossa mitologia INDIVIDUAL.

      Se o mito é a verdade da psique, nossos sonhos são a nossa verdade psicológica individual assim como as lendas e o folclore revelam a alma : a estrutura, de uma cultura regional.

      Jung TAMBÉM…. disse …. que a etiologia da neurose está intimamente ligada à unilateralidade psíquica.

      O que que é isto ?

      Para ele, penso eu … e mais um monte de “gente que pensa”, é a condição na qual a personalidade consciente encontra-se identificado com uma ÚNICA IMAGEM.

      Dessa forma, as demais imagens da mente que necessitam de expressão, ficam alí… espremidas… apertadas e reprimidas no inconsciente.

      Well-Well, dear Watson….Podemos aplicar o mesmo raciocínio à cultura.

      [ ou à falta de …]

      Se nossa consciência cultural dominante parece unilateralmente identificada com um mito, os
      mitos restantes, como os do sucesso, da extroversão, da força de vontade, do esforço, do trabalho, da superação, da
      conquista, da evolução e do crescimento passam a estar reprimidos.

      Em mitologia, há uma imagem saudável : the fucking Hero… – and I like him, o herói solar que luta contra a escuridão e a morte despropositada .

      Quando não há espaço aberto a todos estes mitos e mais alguns…, eles permanecem na condição de reprimidos e acabam tendo que ser vividos
      inconscientemente, compulsivamente, neuroticamente .

      That’s all.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 07/05/2011 @ 7:35 AM

  6. Hahahahahah Gus,

    Tá ótimo: crendices obsoletas e pós-balzaquianas. eu nem tinha visto mais esta.
    Podre. mas… explicável, como voce deixou claro.

    Fy,o êxtase simbólico representado pela Avestruz foi a sacada mais sensacional! Uma avestruz com uma verdade colada na boca. Huahua, boca não: bico.

    beijo, tô na correria, mais tarde volto mais tranquilo.

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 07/05/2011 @ 3:42 AM

    • bjs
      ahuahuahhauuhauuah

      Fy

      Comment by Fy — 07/05/2011 @ 8:49 AM

  7. Fy, voce já leu ‘Um legado incontornável’ de Michael ou Michel Laub?

    Eu recomendo como complemento a este teu post também. Tem tudo a ver.
    É sobre como acabar com Eros, enterrar Eros e muito mais, tendo como fundo uma narrativa sobre a opressão de ser judeu.
    Culpas são café da manhã pra maioria dos ‘filhos’ de judeus.
    Muito legal o que este cara escreve. Não só sobre o preconceito sobre os judeus mas como dos proprios judeus em relação aos nãojudeus e mesmo entre si.
    Ele enquadra bem legal, o ter que lidar com as conseqüências, sempre incontornáveis a um judeu, do que sofreram seus antepassados e de ter que ouvir isto a vida inteira como uma maldição.
    Abraço a todos e um bom fim de semana.

    Alexandre Golaiv

    Comment by Alexandre Golaiv — 07/05/2011 @ 4:01 AM

    • Alexandre eu lí : Isto é um Homem? [ acho que tá certo…] e nunca – nunca mais vou esquecer.

      Por isto qdo algum FDP vem falar absurdos como aquele tipinho do persa deturpado, alá-alá….eu não aguento.

      Oh man, eu imagino o “peso” de uma cultura tão densa e sofrida como a judaica. Mas o legal está em deixar esta mochila numa quebrada por aí.

      Esquecer, jamais… mas “carregar” ? só vai atrasar tua escalada.

      e… pq não …the king of the mountain?

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 07/05/2011 @ 8:06 AM

  8. Religião, Freud, Carl Gustav Jung…
    (Por favor, Jung nunca se entendeu…)

    Chega de « Vacas Sagradas »!

    John Lash, cuja Metahistory.org examina “espiritualidade open source”, explorando caminhos além dos scripts que recebeu da história e da cultura, em direção a um mundo livre da escravidão para com as mentiras históricas e crenças não examinadas, foi entrevistado por Joanna Harcourt-Smith, durante um período de 2 meses durante o verão de 2007. Lash escreve e fala da mitologia directiva , a aplicação do mito à vida, ao invés de sua simples interpretação e é reconhecido como um precursor para questionar sistemas de crença, oferecendo novas perspectivas sobre Pagan Mysteries , a relação homem-Gaia sagrado, e de material didático destinados para orientar o público em geral para a forma de livre misticismo experimental baseada em um compromisso íntimo com a terra.

    Interessante, viu?
    http://paganpoet.com/sacred-cows-to-silent-knowing-interviews-with-john-lash/

    BEIJO
    Marianne

    Comment by Marianne — 07/05/2011 @ 4:22 AM

    • Chega de « Vacas Sagradas »!!
      !
      !
      !

      bjs Fy

      Comment by Fy — 07/05/2011 @ 7:41 AM

      • Eu vou ficar com a Marianne, minha opinião sobre esta coisa toda é que o homem teorizado ou problematizado pela psicologia é do século passado. A sociologia, a filosofia, etc., certamente, bem mais antenadas, já conseguem rastrear o perfil desse homem pós-moderno.

        A psicologia não se renovou ou não se adaptou as exigências deste novo e pirado tempo, os freudianos, os lacanianos e outros, continuam, feitos papagaios, repetindo as mesmas “ladainhas” dos seus mestres, sem retirar nem por uma vírgula.

        E parece se encontrar num “beco sem saída”: Se por um lado atualizar seus postulados é descaracterizar as abordagens; por outro lado, mantê-los na integra é desconhecer que, se o mundo não evoluiu, pelo menos mudou pra caramba.

        Não sei, vejo o mundo por um viés mais realista e melhor, na minha opinião.

        Infelizmente certas doenças e flagelos arcaicos, ainda, não foram totalmente erradicados. Vez por outra retornam para “dá o ar de suas graças”. Estas religiões são algumas delas.

        Lindo vídeo.
        beijo
        João Pedro

        Comment by João Pedro — 07/05/2011 @ 10:22 AM

  9. Quanta crendice sem cabimento.
    Século XXI e ainda se lê esta barbaridade:

    WASHINGTON (Reuters) – A Al Qaeda confirmou nesta sexta-feira a morte de seu líder Osama bin Laden em uma mensagem na Internet com promessa de vingança contra os Estados Unidos e seus aliados, incluindo o Paquistão, segundo o serviço de monitoramento Site.

    Cinco dias depois de o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciar a morte de Bin Laden em uma operação militar dos EUA no Paquistão, a Al Qaeda prometeu que não irá desviar do caminho da luta armada.

    ‘(O sangue de Bin Laden) permanecerá, com a permissão de Alá Todo Poderoso, uma maldição que persegue os americanos e seus agentes, e irá atrás deles dentro e fora de seus países’, disse a rede militante em comunicado divulgado em fóruns islâmicos na Internet e traduzidos pelo serviço Site.

    ‘Sua felicidade irá se transformar em sofrimento, e seu sangue irá se misturar com suas lágrimas’, disse a Al Qaeda.

    ‘Fazemos um apelo ao nosso povo muçulmano no Paquistão, em cuja terra o xeque Osama foi morto, para levantar e revoltar-se para limpar essa vergonha que tem sido associada a eles por um grupo de traidores e ladrões… e em geral, para limpar seu país da imundice dos americanos que espalham a corrupção dentro dele.’

    (Reportagem de David Morgan)

    Parabéns aos blogues dos iluminados que colaboram com estes horrores.

    tio Guz

    Comment by Gustavo — 07/05/2011 @ 4:52 AM

  10. Pois é… Gus… poiZé.

    bjs
    Fy

    Comment by Fy — 07/05/2011 @ 7:41 AM

  11. Boa noite Fy, Windmills,

    Surpresa:

    “Saber envelhecer não é permanecer jovem, é extrair de sua idade as partículas, as velocidades e lentidões, os fluxos que constituem a juventude desta idade. Saber amar não é permanecer homem ou mulher, é extrair de seu sexo as partículas, as velocidades e lentidões, os fluxos, os n sexos que constituem a moça desta sexualidade. É a própria idade que é um devir-criança, como a Sexualidade, qualquer sexualidade, um devir-mulher, isto é, uma moça”.

    G. Deleuze e F. Guattari – Mil Platôs (Vol.4)

    Um excelente final de semana, mesmo neste mundo repleto de avestruzes.
    Sofia Mastrada

    Comment by Sofia Mastrada — 07/05/2011 @ 3:42 PM

    • Aê… Sofia.

      Enfrentando Mil Platôs ?????

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 10/05/2011 @ 11:06 AM

  12. Olá Fy, pessoal

    Mais um esclarecimento :

    Uma parte desconhecida e não investigada do cérebro ligada à vida emocional foi denominada de “canal de jingle”. É um gravador/reprodutor mental. Todo mundo tem.

    Ele pode ser sintonizado logo abaixo da consciência e logo que você saiba de sua existência, pode ser localizado para ouvir internamente uma mensagem e é muito difícil mudá-la voluntariamente. Quando ela se manifesta sem que você sintonize dificilmente poderá desligá-la e pode acabar sendo um vexame. Simples cantinela.

    Algumas pessoas têm pedaços de músicas, outras algumas frases ou fragmentos de poemas. As frases geralmente rimam ou mostram uma cadência monótona. Também pode ocorrer como imagem isolada ou fragmentos de um filme sem áudio. Mas uma coisa é óbvia: a sua repetição constante, sistemática e persecutória. Para muitos a experiência pode ser divertida. Outros a acham chata, irritante e intrometida principalmente quando estamos desanimados

    Quando esse tipo de “JINGLE” se torna dominante e recorrente, as pessoas ouvintes são tomadas por sensações de estranheza, repugnância, temor e depressão que se intromete sem se anunciar durante o trabalho e/ou lazer, cujos temas mais comuns são a sujeira, contaminação, verificação do perigo e a dúvida. Dois comportamentos integram este tipo de “jingle”: uma OBSESSÃO (pensamento ou imagem recorrente) e sua COMPULSÃO (ato ritual para neutralizar o pensamento). É o Transtorno Obsessivo Compulsivo (T.O.C.), também denominado de distúrbio compulsivo-obsessivo (D.O.C.).

    Quando pensamentos de sujeira dominam o canal, a pessoa lavará suas mãos por uma hora; esfregará o quarto do bebê do chão até o teto três vezes por dia ou abrirá portas apenas com os pés para evitar ter as mãos contaminadas pelos germes da maçaneta.

    Rituais de limpar e lavar pode tomar amplas faixas de tempo do dia. Uma jovem de 14 anos levantava-se às quatro da manhã a fim de banhar e se limpar escrupulosamente. Depois ia fazer a cama para que tudo ficasse exatamente arrumado antes que fosse para a escola às sete. Howard Hughes era um magnata brilhante. No final de sua vida tornou-se um recluso social por causa de sua obsessão aos germes, como foi bem representado no filme “O Aviador” com o ator Leonardo Di Caprio.

    Os verificadores descobrem-se levantando muitas vezes toda noite para ter a certeza de que o gás na cozinha está fechado. Outra mulher sempre espiava para dentro do vaso sanitário para certificar-se de que não havia nenhum bebê em perigo de ser arrastado pela descarga. Um dentista – bem sucedido e saudável em outros aspectos – sempre tinha que acionar a descarga do vaso em múltipos de três (3, 6, 9…)

    Há duas abordagens viáveis para o T.O.C.: uma biológica e a outra psicoterapêutica.

    Os psiquiatras biológicos afirmam que o TOC é uma doença cerebral porque muito de vez em quando desenvolve-se logo depois de um trauma cerebral; há maior incidência em pessoas com o mesmo histórico familiar; e o fator evolutivo de se preocupar e de verificar condições seguras estar mais dominante naquela pessoa.

    Isso significa que a preocupação com germes e doenças e a verificação com a arrumação e segurança física trazemos em nosso DNA desde tempos pré-históricos.

    Em mais de uma dúzia de estudos controlados, o Anafranil (clomipramine) foi a droga inicialmente utilizada com relativo sucesso no TOC. É um potente medicamento psiquiátrico antidepressivo que tem sido usado em milhares de casos em pacientes com TOC porque inibe a serotonina. As obsessões diminuem possibilitando resistir mais às compulsões. Como toda droga, não é perfeita. Quase a metade dos pacientes estudados não pode tomá-la pelos seus efeitos colaterais como a sonolência, constipação e perda de interesse sexual. Os que se beneficiaram do uso dela raramente se curam e quando abandonam a droga têm uma reincidência completa. Mas o medicamento é decididamente melhor que nada.

    Os psicoterapeutas afirmam que há algo de magnético nos pensamentos e imagens horríveis (a popularidade de filmes de terror testemunha isso). Os terapeutas do comportamento argumentam que as pessoas que não são boas em descartar os pensamentos desagradáveis são os mais tendentes ao TOC. Uma vez que um pensamento terrível começa – se não pode descartá-lo – ele o perturba. Quanto mais perturbado fica, mais difícil é descartar o pensamento. Um círculo vicioso se estabelece.

    Então um mecanismo fora dos meios comuns – o ritual – alivia a ansiedade. Assim, se horríveis pensamentos sobre germes o atormentam, você pode lavar as mãos minuciosamente; se está obcecado com assaltantes, pode checar as fechaduras das portas e janelas da casa.

    Na abordagem psicoterapêutica uma combinação de algumas sessões de Terapia Cognitiva com a Terapia de Exposição Controlada (progressiva e/ou torrencial) impedirá a pessoa de realizar o ritual. Inicialmente se tornará relutante, entretanto se continuar a refrear o ritual e o dano esperado não acontece, a ansiedade diminui e o ritual perde seu valor.

    De metade a dois terços dos pacientes melhoram com alívio duradouro, embora os pensamentos obsessivos ainda espreitem no canal do “jingle”. A nítida minoria que não melhora é a que combina o TOC com depressão ou delírio e aquela que oculta ou realiza seu ritual em segredo. Tal como o fármaco, a psicoterapia sozinha resolve alguns casos, mas não todos.

    A combinação das duas abordagens é a que consegue maiores e melhores resultados.

    beijo, Bel

    Comment by Isabel — 09/05/2011 @ 12:12 PM

  13. Agora está completo.
    Eu não lembro se comentei na época, mas o post sobre aborto foi brilhante.

    Agora,~voces não acham simplesmente nojento estas “cavernas obscuras” propagadoras do retrocesso e da ignorância “tentando” exercer autoridade num país que não as reconhece com este direito?

    É caso de polícia daqui pra frente.

    E o Bolsonaro planfetando?

    Taí, mais um atentado aos direitos humanos bem embaixo do nosso nariz.

    Adriana

    Comment by Adriana — 11/05/2011 @ 8:04 AM

  14. i am glad to read this post, its an interesting one. i am always searching for quality posts and articles and this is what i found here, i hope you will be adding more in future. thanks,

    Comment by Carol — 20/04/2013 @ 3:30 AM


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