windmills by fy

09/05/2011

getting better . por Anarco

Filed under: Uncategorized — Fy @ 6:13 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

por   Paulo Tarso Rodrigues de Castro Vasconcellos  

 http://anarcoblog.wordpress.com/  

 

 

O Anarco é  advogado , e com certeza  conseguiu expressar mil vezes melhor do que eu conseguiria 

não só a satisfação que sinto  por mais  este passo em direção à Liberdade do ” ser ” humano  ,

e o  meu igual espanto . . . por tudo isto  “ser ” necessário . . .  ainda . . .   // !    

Não há nada – nada, nada mais  miserável ou absurdo que o Preconceito .

Ele falou aqui sobre gays , mas eu acho que as palavras do Anarco se encaixam em qualquer outro tipo de

considerações sobre esta vergonha , ainda existente em nossa época :

o Preconceito pelo que ” esquisitamente ” . . . consideramos : diferente .

 

 

 

 

 

 

 – E porque enquanto eu não escrevo um post bom , eu quero aproveitar o buzz…

Pra quem não sabe , o Supremo Tribunal Federal julgou que é possível se aplicar o regime da união estável às uniões homoafetivas .

Bom , eu não estou acompanhando direito isso , confesso .

Não é um tema que me interesse deveras e confesso que me senti meio desinformado :  

eu achava que já era jurisprudência consolidada que a união homoafetiva gerava efeitos de união estável .

 

 

Bom , parece que não era , mas agora é .

E existem algumas coisas que eu gostaria de compartilhar .

Em primeiro lugar , como é algo que me assusta nesse país :

Precisamos do Supremo Tribunal Federal pra resolver isso .

Não foi por Lei . Não foi por Medida Provisória . Foi pelo Poder Judiciário .

Um bando de juristas , indicados em virtude de seu conhecimento jurídico e alinhamento político [ c’mon . . . ! –  fato notório independe de prova . . .  ] ,

que  – ou  viraram juízes por concurso , ou foram indicados pelo Presidente por motivos outros – ,

decidiram por 10 a zero  [ um se absteve por obrigação legal , mas quando era Procurador da República se manifestou a favor ]

que você tem o direito de construir uma vida com quem diabos você quiser , independente de sexo .

 

 

Perceba : não estamos falando de democracia .

Não estamos falando de eleições .

Estamos falando de um sistema elitista que , potencialmente , não encontra representação popular .

Em compensação . . . , dêem uma olhada no nosso Congresso Nacional .

E é nessas horas que eu fico assustado : se dependesse do Congresso , da representação do nosso povo ,

da representação da nossa sociedade , ainda viveríamos num país

em que as pessoas simplesmente se vêem no direito de falar pra você com quem você deve ou não escrever a sua história .

 

 

Percebem como isso é assustador ?

 

 

Demoramos séculos . . .  talvez milênios pra chegar onde estamos hoje.

Hoje , oficialmente , é considerado inaceitável preconceito de origem sexual , nacional , de cor , etc .

Hoje não somos mais condenados a viver a vida de nossos pais .

Plebeus casam com Nobres .

E a sua mobilidade social , embora difícil , não está positivada num texto religioso ou legal na maior parte do mundo .

Depende de qualidades não muito nobres , admito , mas não depende unicamente da nobreza .

 

 

E , ironicamente , nossos Aristocratas são mais humanitários que os nossos Democratas , e eu –  não sei o que dizer .

 

 

* * *

 

 

Sim ,  –  ok , eu sei muito bem :

Preconceito de ordem sexual , racial , etc . ainda existe .

Existe e não é na canetada que se erradica isso , infelizmente . [ ! ]

Mas pelo menos , não é oficial !

Sodomia não é mais crime .

Não é o Estado que vai agredir as pessoas .

São pessoas que vão lá agredir . Pessoas contra as quais o Estado pode ser acionado .

É um símbolo . Algo que leva a um significado muito maior .

 

 

* * *

 

 

Em discussões no Google Buzz , tive acesso ao voto de um dos Ministros .

Não li todos, e provavelmente nem lerei , mas é algo que , quer você seja um jurista ou não , merece destaque ,

especialmente no que tange à Filosofia do Direito : o que o Estado deve ou não tutelar?

http://media.folha.uol.com.br/cotidiano/2011/05/05/integra_do_voto_do_ministro_marco_aurelio.pdf

 

 

 

* * *

 

 

 

Eu comentei meses atrás , que eu considerava um absurdo o Jean Willis ser Deputado Federal que   “ defende o direito dos gays ” .

Eu repito aqui que eu considero um absurdo um deputado que se identifica com os interesses de um grupo específico e definido da sociedade ,

dedicando-se a atender os interesses desse grupo sem atentar-se aos problemas gerais da Nação .

 

 

 

 

 

 

 * * *  

 

 

Pensando nisso , passeando pelo youtube hoje , encontrei isso :

 

 

Vodpod videos no longer available.

 

 

* * *

 

 

Vodpod videos no longer available.

 

 

* * *

 

 

Vodpod videos no longer available.

 

 

* * *

 

 

 

E , – sabe , ver que, ainda . . .  hoje em dia , em um dos países desenvolvidos do mundo ,

pessoas são agredidas a ponto de desejarem aniquilar a própria existência ,

é algo que me faz ter um pouquinho de vergonha de ser um Homo Sapiens , Sapiens .

.

.

.

 

Há anos atrás , em um filme , ou livro , ou o que quer que seja ,

lembro-me de ter visto um diálogo ambientado na Grécia Antiga , na qual um dos interlocutores falava mais ou menos o seguinte :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fy 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu sempre digo que um post tem vida própria ,

O João Pedro me enviou , achei imprescindível publicar , e taí , com meus agradecimentos ,  JP :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

62 Comments »

  1. Belo post.
    Gostei da imagem, quem é o Jack Cheng?

    No fim da década de 1990 e no começo dos anos 2000, tentativas de legalizar ou banir o casamento entre pessoas do mesmo sexo foram motivo de debate em vários países. Em 2001, os Países Baixos foram o primeiro país da era moderna a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Atualmente, esse tipo de casamento também é legal na Bélgica, no Canadá, na África do Sul, na Espanha, na Suécia, na Noruega, na Islândia, em Portugal, na Argentina, na Cidade do México, na cidade Camberra e nos estados de Massachusetts e Connecticut dois dos 50 Estados dos Estados Unidos da América. Nos E.U.A. também foi legalmente reconhecido no Iowa durante menos de 24 horas entre 30 e 31 de Agosto de 2007 e na Califórnia até às eleições de Novembro de 2008. A Corte Suprema de Israel decidiu que os casamentos homossexuais realizados em outros países deveriam ser reconhecidos no país, apesar de ser ilegal realizá-los em Israel.

    Claro que é ilegal realizá-los em Israel, e a ressaca religiosa?

    Legal também escrever sobre a mutilação genital feminina.

    Afinal, é o que o Preconceito espera dos gays, eu acho, mutilação emocional, física, etc…

    Abração,
    Alexandre Golaiv

    Comment by Alexandre Golaiv — 09/05/2011 @ 9:03 AM

    • Oi Alê , eu não consigo escrever sobre mutilação feminina.

      Foge de qq coisa q eu jamais possa ter imaginado.

      É uma das coisas mais anti-humanas – mais abomináveis q … seilá.

      – Afinal, é o que o Preconceito espera dos gays, eu acho, mutilação emocional, física, etc… –

      Pois é.

      Muito ruim.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 10/05/2011 @ 11:02 AM

    • Sorry:

      Jack Cheng is a writer and designer living in Brooklyn, NY. He co-founded Disrupto, maker of Steepster, and is currently plotting out various things for 2011….

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 10/05/2011 @ 11:04 AM

  2. Boa tarde a voces do Windmills,que pra não perder o costume trouxeram mais um bom assunto.
    Eu estava lendo o artigo indicado, e quero deixar um apontamento para este parágrafo:

    Em 19 de agosto de 2007, em artigo intitulado “A igualdade é colorida”,
    publicado na Folha de São Paulo, destaquei o preconceito vivido pelos
    homossexuais. O índice de homicídios decorrentes da homofobia é revelador. Ao
    ressaltar a necessidade de atuação legislativa, disse, então, que são 18 milhões de
    cidadãos considerados de segunda categoria: pagam impostos, votam, sujeitamse
    a normas legais, mas, ainda assim, são vítimas preferenciais de preconceitos,
    discriminações, insultos e chacotas, sem que lei específica a isso coíba. Em se
    tratando de homofobia, o Brasil ocupa o primeiro lugar, com mais de cem
    homicídios anuais cujas vítimas foram trucidadas apenas por serem
    homossexuais.

    É assustador,que mundo absurdo.

    Abraço a todos
    Wilson

    Comment by Wilson — 09/05/2011 @ 9:22 AM

    • Saudades!

      Tudo bem ?

      – 18 milhões de cidadãos considerados de segunda categoria: pagam impostos, votam, sujeitamse
      a normas legais, mas, ainda assim, são vítimas preferenciais de preconceitos,
      discriminações, insultos e chacotas, sem que lei específica a isso coíba. –

      Bom , pelo menos agora vai pra cadeia!

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 10/05/2011 @ 10:59 AM

  3. clap clap clap! ainda tem gente que é gente e ainda por cima PENSA!
    clapclapclap!

    legal teu blog.

    Comment by anonimousssss — 09/05/2011 @ 9:45 AM

    • clap clap clap!

      Welcome!
      Fy

      Comment by Fy — 10/05/2011 @ 10:54 AM

  4. Salve Wilson, quanto tempo!
    Satisfação te encontrar por aqui.

    Bom, parabéns pra voce, Fy e parabéns para o Anarco. É também uma satisfação constatar que jovens capacidades se empenham por um mundo melhor, mais humano e onde a alteridade nos traga enriquecimento ao invés de dramáticos retrocessos.
    Fy, este post tem tudo a ver com o anterior, Don’t Fuck Eros! Inclusive com o preconceito religioso que voce encontrou num blog formado pelos leitores do Lucio Manfredi e a convite dele, huahuahua, e salve o paradoxo!
    Inclusive em relação ao estrago dos posts, salta aos olhos a mutilação feita SÓ nos seus… É pra se pensar… É o caso de se verificar se isto é permitido… e eu agradeço ao Passeiporaqui a importância desta informação.

    Por enquanto, e complementando o post do Anarco, eu trouxe alguns parágrafos sobre Relativismo Cultural,uma possibilidade apresentada pela Antropologia no que se refere às dificuldades que giram em torno da Alteridade, o que inclue também a Homosexualidade entre outros, e a Etnocentria, ou os preconceitos entre raças.

    //
    //

    As tentativas de refletir sobre o que é cultura fomentaram na área um debate intenso e uma série de teorias a respeito do tema, todas convergindo para a compreensão das características da diversidade. Dentre as muitas possibilidades apresentadas pela Antropologia, destacaremos as idéias acerca do etnocentrismo e da alteridade, e a sua contrapartida, o relativismo cultural, pois além de fundamentais para a compreensão da abordagem antropológica, acreditamos que estes parecem ser conceitos produtivos para as análises de temas internacionais.

    O etnocentrismo é, antes de tudo, um comportamento natural do homem frente à diferença cultural.

    É uma visão do mundo onde o “nosso grupo” é tomado como centro de tudo e todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos próprios valores e nossas definições do que é existência.
    No plano intelectual, pode ser visto como a dificuldade de pensarmos a diferença; no plano afetivo, como sentimentos de estranheza, medo, hostilidade, etc. O etnocentrismo é a procura de sabermos os mecanismos, as formas, os caminhos e as razões pelos quais tantas e tão profundas distorções se perpetuam nas emoções, pensamentos, imagens e representações que fazemos da vida daqueles que são diferentes de nós. De um lado, conhecemos um grupo do “eu”, o “nosso” grupo, que come igual, veste igual, gosta de coisas parecidas, ou seja, um reflexo de nós. Depois, então, nos deparamos com um grupo diferente, o grupo do “outro”, que às vezes, nem sequer faz coisas como as nossas ou quando as faz é de forma tal que não reconhecemos como possíveis.

    E, mais grave ainda, este “outro” também sobrevive à sua maneira, gosta dela, também está no mundo e ainda que diferente, também existe. O grupo do “outro” fica como sendo engraçado, absurdo, anormal ou ininteligível. E a sociedade do “eu” é a melhor, a superior. O “outro” é o “aquém ou o além, nunca o “igual” ao “eu”“. Privilegiamos ambos as funções estéticas, ornamentais, decorativas de objetos que, na cultura do “outro” desempenhavam funções que seriam principalmente técnicas.

    O etnocentrismo passa por um julgamento de valor de cultura do “outro” nos termos da cultura do grupo do “eu”.

    Um famoso cientista do início do século, Herman von lhering, justificava o extermínio dos índios Caianguangue por serem um empecilho ao desenvolvimento e à colonização das regiões do sertão que eles habitavam.
    Tanto no presente como no passado, tanto aqui como em vários lugares, a lógica do extermínio regulou infinitas vezes, as relações entre a chamada “civilização ocidental” e as sociedades tribais.
    Cada um traduz nos termos de sua própria cultura o significado dos objetos cujo sentido original é forjado na cultura do “outro”.

    Ao “outro” negamos aquele mínimo de autonomia necessária para falar de si mesmo. E por não poderem dizer algo de si mesmos, acabam representados pela ótica etnocêntrica e segundo as dinâmicas ideológicas de determinados momentos. Assim são as sutilezas, violências, persistências do que chamamos etnocentrismo.

    Os exemplos se multiplicam no cotidiano. A “indústria cultural” está freqüentemente fornecendo exemplos de etnocentrismo. Rotulamos e aplicamos estereótipos através dos quais nos guiamos para o confronto cotidiano com a diferença. Como as idéias etnocêntricas que temos sobre as “mulheres”, os “negros”, os “empregados”, os “paraíbas de obras”, os “colunáveis, entre outros”, os gays, as lésbicas…

    Assim, como o “outro” é alguém calado, a quem não é permitido dizer de si mesmo, mera imagem sem voz, manipulado de acordo com desejos ideológicos, o Índio é, para o livro didático, apenas uma forma vazia que empresta sentido no mundo dos brancos.

    Em outras palavras, o índio é “alugado” na História do Brasil para aparecer em diversos papéis. Como também ocorreu na colonização do Brasil por Portugal.

    Existem idéias que se contrapõem ao etnocentrismo. Uma das mais importantes é a da relativização. A Antropologia sempre soube conhecer a diferença, não como ameaça a ser destruída, mas como alternativa a ser preservada, seria uma grande contribuição ao patrimônio de esperanças da humanidade;

    O etnocentrismo se conjuga com a lógica do progresso, com a ideologia da conquista, com o desejo da riqueza, com a crença num estilo de vida que exclui a diferença.

    Mas, a “diferença” é generosa.
    Ela é o contraste e a possibilidade de escolha.
    O objetivo de qualquer sistema de produção é fazer subsistir os indivíduos que dele fazem parte.

    Esta imagem de uma sociedade esmagada por uma incapacidade de maior produção é que se encontra por trás da noção de economia de subsistência se traduz, neste sentido, em economia de sobrevivência ou, mais diretamente, de miséria.

    Aqui podemos Ter o exemplo do significado ao respeito aos dados etnográficos, dados obtidos pelo trabalho de campo, que podem transformar a teoria antropológica. Para uma sociedade – a nossa – que tem o objetivo da acumulação sistemática, uma outra – a deles -, que não pratica esta acumulação, seria necessariamente pobre e miserável.

    Perceber que as sociedades tribais não acumulavam, não porque não podem, mas porque não querem, porque fizeram uma opção diferente, é perceber o “outro” na sua autonomia.

    Quaisquer que sejam as possibilidades da antropologia ela, ao menos, livrou-se, definitivamente de confundir a singularidade cultural da sociedade do “eu” com todas as formas possíveis de existência do “outro”.

    Enfim, o etnocentrismo é exorcizado.
    O mundo no qual a Antropologia pense se torna complexo e relativo.
    Chegamos ao ponto de voltar dessa viagem: A ida ao “outro” se faz alternativa para o “eu”.

    beijo a todos

    tio Guz

    Comment by Gustavo — 09/05/2011 @ 10:37 AM

    • Aloha Gustavo,

      Eu sou meio esquivo a este tal de Relativismo Cultural, amigo.

      A mim, ele sugere conformar e não confrontar as diferenças culturais, tanto em nossa sociedade quanto em outra cultura particular.
      Este conceito pode ser considerado precipitado, se agente levar em conta que derivando deste princípio temos que considerar o fato de tudo poder ser aceito, ameaçando inclusive o respeito aos Direitos Humanos , se deslizarmos pra uma concepção regional.

      Não acho que possa ser conveniente como sugere o relativismo acreditar que a sua funcionalidade é fazer com que a sociedade caminhe para uma mesma direção, com conceitos aprovados por todos, aí estaríamos desacreditando dos nossos próprios conceitos individuais .

      Claro que o Etnocentrismo é doença, é um mal a ser superado, mas eu acho que o convívio com uma cultura diferente, ou com “o” diferente se é que isto existe, só é bem sucedida se houver flexibilidade no aceitar, com imposição de alguns limites, sem abrir mão de seus costumes, ou do respeito natural que se deve ao outro e a si mesmo. Acho que esta definição de relativismo cultural é mais adequada à nossa condição de ser humano.

      Senão agente acaba caindo na do Ahmadinejad e achando que o persa filho da puta é apenas um devoto regional enforcando gay e matando a mulherada a pedrada.
      Mal ou bem, é o costume dos alá-alá.
      Ou vamos aplaudir aquele fanático que encampou o SDM, infeccionando o site com seus discursinhos de opusdei e outros doentes que agente acabou conhecendo.

      Não sei, acho relativo demais.
      Abraço aê
      TocaYo

      Comment by TocaYo — 09/05/2011 @ 2:06 PM

      • Aloha TocaYo,

        Eu não invalido seu contra comentário não. Tudo o que é demais é sobra e a primeira vista pode se ter esta impressão sim.

        Mas vamos detalhar melhor este tal de Relativismo.

        Dentre as muitas possibilidades apresentadas pela Antropologia, se destacarmos as idéias acerca do etnocentrismo e da alteridade, ela apresenta sua contrapartida no relativismo cultural, mas porque destacar este dois assuntos? Porque além de fundamentais para a compreensão da abordagem antropológica, acreditamos que estes parecem ser conceitos produtivos para as análises de temas internacionais.

        Como eu disse no primeiro comentário, o etnocentrismo é, antes de tudo, um comportamento natural do homem frente à diferença cultural.
        O estranhamento, a surpresa ou o preconceito frente a uma determinada cultura é, segundo a Antropologia, uma reação universal no homem.
        Isso porque seu fundamento está na percepção de que determinada escolha ou cultura é mais adequada do que a de outrem, justamente pelo fato de o parâmetro da diferença ser estabelecido a partir do eu, ou seja, a partir da minha própria cultura e visão de mundo.

        Nesse sentido, o etnocentrismo só pode ser entendido a partir do fenômeno da diversidade de culturas, pois é a partir desse que o entendemos como reação a esse fato, em termos de alteridade.

        Em outras palavras, é a percepção da diferença que constrói a diferenciação entre as culturas.

        As raízes do etnocentrismo se encontram nas teorias evolucionistas no âmbito social, que ao contrário do que é comumente divulgado, são ANTERIORES ao trabalho de Charles Darwin em A origem das espécies, que discursa sobre o evolucionismo biológico.

        A idéia do evolucionismo social baseia-se na crença de que há um caminho linear do progresso humano, sendo este um conceito muito utilizado nos trabalhos que adotam essa abordagem.

        Na perspectiva antropológica, a aplicação do tal do evolucionismo social culminou na visão de que a Europa representava o topo da evolução, existindo aí, sem dúvida a “pata” do religiosismo, sendo, portanto representantes da civilização, ao contrário dos bárbaros e dos selvagens, que deveriam inevitavelmente alcançar o mesmo estágio dos europeus por meio de sua intervenção.

        Assim, é construída a dimensão de superioridade de algumas culturas sobre outras, o que conferiu autoridade e responsabilidade no plano político aos representantes dessa superioridade, como por exemplo, a doutrina do Destino Manifesto, que estabelecia que o homem branco europeu estava destinado a dominar as culturas inferiores para salvá-las. Essa atitude esteve em evidência principalmente nas aventuras colonialista e imperialista da Europa, entre os séculos XV e XX.

        Assim, as primeiras definições do conceito de cultura eram influenciadas por essa postura etnocêntrica.
        Embora o etnocentrismo seja uma característica natural do homem, é consensual que em situações extremas ela tem a potencialidade de impulsionar reações violentas e conflitos, tais como a intolerância, o preconceito, e em casos mais graves, o etnocídio. Podemos citar como exemplo amplamente conhecido de etnocídio a perseguição dos alemães nazistas de judeus, ciganos, homossexuais e deficientes físicos durante a segunda Guerra Mundial, o massacre dos índios, a escravatura, a Inquisição, os genocídios das cruzadas cristãs, etc…

        A resposta conceitual ao etnocentrismo foi o relativismo cultural.
        É essa reviravolta que marcará o pensamento da Antropologia até a atualidade.

        Esta concepção insere a diversidade cultural em medidas não qualitativas e não hierarquizantes, apontando que a pluralidade de modos de viver e compreender o mundo é um fato.
        Esta perspectiva foi essencial para o rompimento da idéia de superioridade de uns em detrimento de outros.
        Com a primazia da concepção de relativismo cultural, foi possível consolidar esse campo do conhecimento como capaz de dar voz as mais diferentes culturas, viabilizando assim a construção de uma postura dialógica em detrimento de: dominação.

        Mas repito que à primeira vista ou em uma primeira abordagem sua interpretação é passível de reconhecimento. Assim como apesar de parecer ideal, talvez o seja apenas em definição.

        beijo a todos
        tio Guz

        Comment by Gustavo — 09/05/2011 @ 3:08 PM

        • TocaYo, o Anarco explicita bem esta possibilidade neste parágrafo:

          ‘Preconceito de ordem sexual , racial , etc . ainda existe .

          Existe e não é na canetada que se erradica isso , infelizmente . [ ! ]

          Mas pelo menos , não é oficial !

          Sodomia não é mais crime .

          Não é o Estado que vai agredir as pessoas .

          São pessoas que vão lá agredir . Pessoas contra as quais o Estado pode ser acionado .

          É um símbolo . Algo que leva a um significado muito maior .’

          beijo a todos
          tio Guz

          Comment by Gustavo — 09/05/2011 @ 3:12 PM

        • – Mas repito que à primeira vista ou em uma primeira abordagem sua interpretação é passível de reconhecimento. Assim como apesar de parecer ideal, talvez o seja apenas em definição.-

          Oi Gustavo,

          Eu lí e pensei.

          É óbvio que este relativismo tem q existir.

          As diferenças existem sim, claro q é um fato.

          Mas até aqui, eu fico com o Anarco tb nessa…. > é lindo no papel, existe… mas quem respeita ?

          Um pouquinho mais adiante, penso como o Cayto .

          … misturado com o Anarco qdo ele diz: é um absurdo viver num mundo onde alguem “tenha” q defender os direitos dos gays.

          É um absurdo “ter” que falar em Direitos Humanos !

          Alguem VIVO, não sabe o que é a VIDA ?

          Não sabe o que a agride, a desrespeita, a oprime ?

          Minha pergunta é sempre esta…. A vida é tão real, como mutilá-la por QQ coisa que jamais foi ou é real ?

          porfavor….

          bjs
          – que confusão q eu fiz, não? –
          Fy

          Comment by Fy — 10/05/2011 @ 10:10 AM

          • Mas … pra variar … adorei a aula.

            bj
            Fy

            Comment by Fy — 10/05/2011 @ 10:11 AM

      • Aiaiai TocaYo

        Coloquei no reply errado!!!!!!!!!!!!!

        vou fazer tudo de novo.

        Comment by Fy — 10/05/2011 @ 10:36 AM

      • Noooossa acabei de responder e o comment sumiu …

        Again :

        É devezemqdo Relativismo é meio “relativo”… hahahahaha

        Sério eu tb acho meio Humpt.

        E eu detesto pessoas que ficam em cima do muro…

        You Know…

        bjs Fy

        Comment by Fy — 10/05/2011 @ 10:43 AM

      • Tocayo, eu tive que ir lá dentro pra responder.

        Eu escrevo no teu reply e cai em outro…. pula.

        Conserta aí ?

        bjs
        Fy

        Comment by Fy — 10/05/2011 @ 10:45 AM

  5. « Repercussão do contra-ato de 09 de abril na imprensa
    Polícia tem dificuldade para formalizar motivação homofóbica em crimes, divulga O Globo »

    Os neonazistas são bem mais que meia dúzia, afirma delegado
    De Jornal do Brasil –

    http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/04/11/os-neonazistas-sao-bem-mais-que-meia-duzia-afirma-delegado/

    A recente identificação de 25 gangues de skinheads pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), em São Paulo, e a participação de movimentos de ultra direita no ato de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no último sábado (9), na Avenida Paulista, colocam em debate a presença, cada vez mais evidente, de grupos neonazistas no Brasil.
    Mas há motivos reais para preocupação? Para o delegado Paulo César Jardim, da Primeira Delegacia de Policia de Porto Alegre, a resposta é sim, sobretudo, diante da possibilidade de conexão com outros tipos de criminosos.

    Responsável pelo comando do Grupo de Combate ao Movimento Neonazista da Polícia do Rio Grande do Sul, Jardim destaca que a quantidade de seguidores dos ideiais de Adolph Hitler é “bem maior do que a meia dúzia que as pessoas pensam”.

    Sem revelar pormenores, o delegado, que, no ano passado, alertou o senador Paulo Paim (PT-RS) sobre possível ataque, expressa preocupação particular em relação à proximidade com a Argentina, país escolhido por oficiais nazistas como refúgio após a Segunda Guerra Mundial.

    Sobre o perfil dos integrantes desses grupos, Jardim afirma que, em geral, são jovens entre 17 e 30 anos, de classes sociais diversas, movidos pelo ódio a judeus, homossexuais e negros. Ele destaca ainda que há diferenças entre os movimentos neonazistas do Sul e os de São Paulo.

    – De forma nazi mais pura, encontramos no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, vemos uma mescla. Há pessoas que se dizem neonazistas, mas são negras, mestiças. Estão meio confusas na ideologia. Mas em São Paulo, as tribos são muito maiores.

    crimes de ódio contra negros e homossexuais?

    > Contra negros, homossexuais e judeus. Esse pessoal entende que negros, judeus e homossexuais são sub-raça e há uma necessidade de fazer uma “oxigenação social”, eliminando o que consideram subespécie.No final do ano passado, conseguimos abortar cinco células que estavam no Rio Grande do Sul. Era um grupo, eu diria, de tamanho bastante preocupante.

    fora quem se distrai tocando fogo em índio.

    daqui do Sul
    duda

    Comment by duda — 09/05/2011 @ 11:42 AM

    • Que barbaridade duda, é impossível acreditar….

      Os skinheads são um tipo de seita, sabe, odiar é uma característica das religiões. Dê uma olhada na bíblia, no alcorão… – os homens colocaram nestes livros tudo o q justifica o ódio, a discriminação, o preconceito , a divisão , o terror, num teaser barato, folclórico e ridículo.

      E salve a ignorância.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 10/05/2011 @ 9:58 AM

  6. Excelente post.

    Sem comentários …

    beijo, Bel

    Comment by Isabel — 09/05/2011 @ 12:13 PM

    • Beijo, Bel,

      Eu lí seu comment no outro post. Mto bom, – alguem disse que este aqui complementa o post do Eros , eu acho que é pertinente sim, depois vou lá comentar.
      Fy

      Comment by Fy — 10/05/2011 @ 9:52 AM

  7. Boa Noite Fy, Windmils

    Adorei o post e os comentários, aqui o tempo passa sem que eu perceba. Eu e meu chá!
    Parabéns ao Paulo, parabéns pelo blog.

    Boa notícia, e vamos torcer pelo sucesso, se bem que o comentário do tio Guz sobre o trecho do post é bastante pertinente.
    boa noite
    beijo
    Sofia Mastrada

    Comment by Sofia Mastrada — 09/05/2011 @ 3:31 PM

    • beijo, Sofia, tb adorei.
      Fy

      Comment by Fy — 10/05/2011 @ 9:49 AM

    • Oi Sofia, tb adorei.

      Vamos torcer pra ver se a intolerância diminui.

      Vc leu o comment da duda?

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 10/05/2011 @ 10:47 AM

  8. Fy, desde as 8 da manhã estou tentando colocar um comentário aqui e não consigo parar e escrever. Êta segunda braba! Por favor limite sua imaginação nas tardes de domingo!

    Por enquanto e bem fast-food, mas não consigo deixar de sentir os odores fétidos dos arrotos religiosos…

    Doutrina cristã

    Na mesma linha, o deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF), que é advogado e pastor evangélico, afirmou que as prerrogativas do Congresso foram deixadas de lado. Fonseca ressaltou ainda que, do ponto de vista religioso, a decisão é contrária à doutrina cristã.

    “Como religioso, eu tenho que lamentar mais ainda. No Brasil, nós temos uma cultura judaico-cristã. Mais de 80% desta nação é constituída de homens e mulheres, de cidadãos e pessoas que têm fé cristã. Ora, a fé cristã nos dá base para rejeitarmos uma outra modalidade de família, respeitando a individualidade de qualquer pessoa: a modalidade de pessoas formada em cima de uma união homoafetiva de homem com homem ou mulher com mulher.”

    Ronaldo Fonseca destacou ainda que não poder exercer o instituto da união estável não caracteriza discriminação, uma vez que os homossexuais já têm garantidos outros direitos, como a igualdade e a dignidade da pessoa humana, além do direito à sociedade comum e à sociedade de fato.

    Fonte: Agência Câmara

    É pra rir.

    Parabéns aí pro Anarco, me diverti no Formspring dele.

    beijo pra ti
    Abraço aí pra todos
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 10/05/2011 @ 5:58 AM

    • hahahahahahaha
      Eu já tinha feito este post, e no domingo num pouquinho de tempo na hora do almoço eu vim pra casa e postei.

      Ah mas isto era de se esperar… E o Controle ?

      Primeiro os gays… depois o que ?

      Isto é virose, JP, religião é pior que Lula!

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 10/05/2011 @ 9:44 AM

  9. Isto é virose, JP, religião é pior que Lula!

    é igual, Fy!
    huahhauuahhhauuahauha.

    beijo
    Gabriel

    Comment by Gabriel — 10/05/2011 @ 9:46 AM

  10. Aloha gente,

    Eu achei este comentário muito interessante e trouxe pra cá, achei que serve de base na análise deste parágrafo do post do Anarco,aliás, excelente.

    “Preconceito de ordem sexual , racial , etc . ainda existe .

    Existe e não é na canetada que se erradica isso , infelizmente . [ ! ]

    Mas pelo menos , não é oficial !

    Sodomia não é mais crime .

    Não é o Estado que vai agredir as pessoas .

    São pessoas que vão lá agredir . Pessoas contra as quais o Estado pode ser acionado .

    É um símbolo . Algo que leva a um significado muito maior .”

    ——————————-

    Tudo o que nos causa espanto, pelo menos de uma maneira geral entre nós, é o quanto tudo isto se desencontra com a natureza humana, fazendo minhas as palavras da Fy.

    Coisa antiga, esta de criar Valores, explicações, Virtudes que contrariam nossa condição de humanos.

    O Anarcoplayba tb isto claro no último parágrafo.

    ————————————————–

    Vamos lá, então:

    “Portanto, a principal indagação que sempre devemos nos fazer, no que diz respeito a esses casos, é a seguinte:

    poderia estar havendo, nesses esforços acusativos da transposição de enunciados descritivos, fáticos, do

    tipo “ser”, para enunciados prescritivos, morais, do tipo “dever ser” — a chamada “guilhotina de Hume” — uma

    incidência de seus próprios delatores naquilo que eles mesmos denunciam?

    Quer dizer, seria legítimo desconfiar de que os juízos morais e ideológicos desses críticos poderiam estar se

    imiscuindo em sua visão “objetiva” do problema da guilhotina humiana, da falácia naturalista de Moore ou da noção

    de “magistérios não interferentes” de Gould, toda vez que se levantam para condenar qualquer estudo dos valores

    humanos por um prisma evolucionário?

    Se lembrarmos que a combinação das palavras “Darwin”, “evolução” e “moral”, na cabeça de muitos desses cientistas

    e filósofos, remete a experiências nem um pouco admiráveis, como um darwinismo social spenceriano ou haeckeliano,

    a coisa começa a fazer sentido. Como bem lembrou Dan Dennett:

    É importante reconhecer que o darwinismo sempre teve um infeliz poder de atração sobre os mais indesejáveis

    entusiastas — demagogos, psicopatas, misantropos e outros deturpadores das ideias de Darwin.

    Gould era um inimigo declarado do darwinismo social.

    Poderíamos suspeitar de que sua justificada aversão a essas ideias teriam influenciado sua crítica “objetiva”

    sobre cientistas que estariam avançando para dentro de searas que, julgava ele, pertenceriam à filosofia ou à

    religião?

    Lewontin, Rose e Kamin, por sua vez, defendem abertamente o que chamam de “biologia dialética”, um casamento da

    filosofia marxista com a biologia.

    O marxismo é o tipo de ideologia que depende da crença de que a mente humana seja uma tábula rasa, sem

    qualquer “programação” inata ou, ao menos, passível de “reprogramação”.

    Pergunto: poderia essa necessidade que se impõe a priori estar, em algum grau, implicada na posição desses autores?

    Enfim, em que medida a aversão a teorias equivocadas do passado, como o darwinismo social, o sensível horror aos

    experimentos históricos de conciliar ideias das ciências biológicas com as ciências sociais e a política (como

    foi, de certa forma, realizado na Alemanha de Hitler), bem como o comprometimento intelectual pessoal com alguma

    corrente filosófica ou ideológica colocada em xeque por esse tipo de integração teórica poderiam estar

    influenciando a postura desses cientistas e pensadores?

    Seria legítimo considerar a possibilidade de que fatores um tanto subjetivos como esses estejam tendo alguma

    influência em sua reação testemunhada toda vez que alguém defende que a ciência pode ter alguma coisa a dizer

    sobre valores humanos?

    Será que isso subjaz, ao menos em parte, ao ato de prontamente erguerem seus dedos em riste e gritarem “Cuidado

    com a falácia naturalista”, ou “Esses assuntos pertencem a magistérios distintos, que não devem se interferir

    mutuamente”, ou ainda

    “A mera descrição do ser não permite a derivação prescritiva do dever ser”? Será?

    Bem, a verdade é que a teoria de Darwin apareceu num contexto histórico muito distinto deste em que hoje nos

    inserimos num sem-número de sentidos cabíveis de se pensar.

    Num mundo em que o racismo não apenas ainda estava em voga, como era praticado em vários lugares; em que o

    imperialismo colonial europeu ainda avançava, com todo o vigor, sobre outros continentes; em que ninguém ainda

    havia testemunhado o horror a que o casamento entre racismo e política poderia levar a humanidade, como a

    experiência nazista viria a mostrar ao ainda vindouro século XX, o receio de muitos pensadores com relação às

    deturpações e aplicações de teorias cientificas naturalistas no âmbito social, com todos os raciocínios

    non sequitur de que abusavam tais aplicações, se não podia ser empiricamente fundamentado com solidez, em face da

    tecnologia e ciência da época, era ao menos moralmente justificável dentro do quadro geral.

    O pé-atrás quanto a se transpor o saber de uma ciência para um campo não científico, ou vice-versa, era, sem

    sombra de dúvida, um receio legítimo nesse cenário — é sempre bom lembrar que a “guilhotina de Hume” foi

    concebida como uma crítica ao argumento de que os valores morais advinham da alegada existência de Deus; não foi

    uma crítica à teoria de Darwin.

    —————————

    “guilhotina de Hume”:

    Trata-se da ideia de que não se pode deduzir “deve” (regra moral) de “é” (fato observado ou proposto).

    É curioso e um tanto irônico notar que o problema do ser e do dever ser foi aventado por Hume como uma crítica aos

    defensores da religião que tentavam extrair valores morais a partir da proposição da existência de Deus

    (HUME, David. Tratado da natureza humana: uma tentativa de introduzir o método experimental de raciocínio nos assuntos morais. São Paulo: Editora UNESP, 2009, p. 509);

    todavia, hoje é um dos argumentos mais utilizados, inclusive por apologistas da religião, para criticarem qualquer

    esforço de se estabelecer vínculos entre o desenvolvimento da moralidade humana e a história evolutiva da espécie.

    beijo
    (tio) Renato

    Comment by Renato — 10/05/2011 @ 12:40 PM

    • todavia, hoje é um dos argumentos mais utilizados, inclusive por apologistas da religião, para criticarem qualquer

      esforço de se estabelecer vínculos entre o desenvolvimento da moralidade humana e a história evolutiva da espécie.

      Vou fazer um post com um dos discursos do Piotr Stiepánovitch de Dostoievski…. > ahahah o “Solius” do Dostoievski .

      ” …numa época em que a violência, a ignorância, o terrorismo e a Impostura Ideológica – verdadeiros demônios que assolaram o séc XX – continuam vivos sob novos disfarces… o tal do Piotr é superrrrrr “atual !”

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 12/05/2011 @ 9:09 AM

  11. Belo post.
    Grande passo!

    Eu achei que foi um voto sensato e sensível à realidade de muitos de nossos concidadãos que, pela omissão de legisladores preconceituosos ou eleitoreiramente vinculados a membros intolerantes, reacionários e conservadores da sociedade brasileira, jamais deram o devido passo adiante quanto a essa questão, concebendo a (mais do que necessária) lei que concedesse aos homossexuais os mesmíssimos direitos civis de que goza qualquer cidadão juridicamente capaz de orientação heterossexual.

    Tudo por conta de uma subserviência descabida a um moralismo religioso tacanho que permeia nossa cultura e acaba penetrando a esfera jurídica (que deveria ser impermeável a esse tipo de influência facciosa). De fato, uma aberração jurídica inadmissível sob um Estado que se pretende laico e de direito.

    Por sua vez, cumpre destacar também o inesperado placar e a esmagadora maioria dos votos, que talvez só não tenha sido unânime por estar impedido de votar o Min. Dias Toffoli, que já havia atuado no processo quando ainda era da AGU (Advocacia-Geral da União).
    Sem falar que a maioria dos ministros fundamentou brilhantemente seu respectivo voto — e, a cada um destes, eu ficava imaginando a cara dos bispos da CNBB e de pastores como Silas Malafaia diante da TV.

    Enfim, vendo seus argumentos fulminados pelo Supremo, os inimigos da união estável entre homossexuais só puderam mesmo apelar para o argumento falacioso de que o STF estaria invadindo a competência do Legislativo, o que abalaria os pilares da divisão dos poderes, que sustenta nosso Estado. “Podemos estar assistindo ao início do fim”, alardearam alguns profetas do apocalipse, dentre eles o citado advogado da CNBB.

    Todavia, como bem disse numa entrevista à TV o constitucionalista Luís Roberto Barroso, o STF, enquanto Guardião da Constituição, só legisla (como no presente caso) quando se o requer a fim de fazer cumprir os preceitos constitucionais e, sempre, em face de patente omissão do Congresso em fazê-lo.

    O Judiciário não precisaria legislar se o Poder incumbido de fazê-lo de fato o fizesse, em vez de covardemente (e interesseiramente) omitir-se. Se o Judiciário hoje inflou-se, adentrando a esfera do Legislativo (tema a que, aliás, aludiu o Min. Lewandowski em seu voto), basta este Poder atuar devidamente, e o Judiciário volta a se encolher, em virtude da própria dinâmica que se impõe na forma como os três Poderes encontram-se constitucionalmente estabelecidos, como disse Barroso.

    Mas voltando ao objeto dessa decisão, especificamente falando, o mais animador nesse episódio histórico foi que, na luta entre a interpretação vanguardista da Constituição e o conservadorismo literalista, surpreendentemente venceu, de goleada, não o analfabetismo funcional dos que não conseguem (ou não querem) ler para além da letra fria e superficial do texto da lei, mas, sim, a plena competência, a leitura aprofundada, racional, ponderada, a postura verdadeiramente humanista e laica que se espera dos que representam qualquer um dos Poderes de um Estado democrático de direito.

    No mais, passada a euforia dessa primeira batalha vencida, resta lutar agora pelo direito de casais homossexuais ao casamento civil propriamente dito, visto que, uma vez reconhecida a união estável, a própria Constituição determina que se deva facilitar a conversão desta em casamento.

    Felizmente, diante da inércia condenável de um Congresso em que exercem influência daninha as notórias bancadas cristãs (formada por políticos ligados à Igreja Católica ou a denominações evangélicas), é revigorante ver o Supremo tomar as rédeas e interferir positivamente nessa discriminação absurdamente sustentada em lei, que impedia (e, no caso do casamento civil, ainda impede) que cidadãos plenamente capazes, na realidade não possam gozar de direitos constitucionais e civis, com base tão somente na resposta à pergunta: “Com quem você vai para a cama toda noite?”

    Parabéns aos ministros do STF!

    Aos congressistas “bolsonaristas” de plantão, desculpem-me por, num breve ato indecoroso, eu agora lhes mandar a merda.

    Iê, dr Paulo… também sou advogada!

    beijos a todos voces, divino, Fy

    Adriana

    Comment by adriana — 10/05/2011 @ 1:04 PM

    • Good Job, Doctor!
      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 12/05/2011 @ 9:02 AM

  12. Isso aê, Adriana, à Merda!

    Gostei mesmo, Fy, parece até aquele teu post sobre aborto.

    Surrrrrprendentemente ( vai enganar que não foi surpreendente? %%%$$#&&¨¨) as palavras e palavritas dos ministros da mais alta corte do país nos últimos dias deram um recado muito claro às igrejas que tentam governar a vida civil dos cidadãos do país, e jogaram as discussões da campanha presidencial de volta para o lugar de onde nunca deveriam ter saído: o fundo do poço do obscurantismo e da ignorância.

    tenho dito

    juju

    Comment by Juliana — 10/05/2011 @ 1:32 PM

  13. esqueci

    bjinhos
    Ju sono atrazado

    Comment by Juliana — 10/05/2011 @ 1:33 PM

  14. Ai Fy me distraí e postei errado. Escreví lá no Don’t fuck Eros rsrs fuckei tudo.
    Bem mas o que eu queria dizer é que agora está completo.
    Muito bem escrito.

    Eu não lembro se comentei na época, mas o post sobre aborto foi brilhante.

    Agora,~~~~~ voces não acham simplesmente nojento estas “cavernas obscuras” propagadoras do retrocesso e da ignorância “tentando” exercer autoridade num país que não as reconhece com este direito?

    É caso de polícia daqui pra frente.

    E o Bolsonaro planfetando?

    Taí, mais um atentado aos direitos humanos bem embaixo do nosso nariz.

    Adriana

    Comment by Adriana — 11/05/2011 @ 8:11 AM

    • Ah, Adriana,

      Este Bolsonaro devia ser avisado…. e se tocar do papel de palhaço que está fazendo.

      Qto as cavernas…. nem dá , nãoénão?

      Um bando de ladrões e pedófilos desesperados pra manter a Vaca Sagrada da Ignorância e Retrocesso que amamenta seus cofres.

      Barghhhhhh

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 12/05/2011 @ 9:01 AM

      • O problema do Bolsonaro, Fy, é que ele representa uma parcela da população. E, me permite? Uma parcela maior do que a “nossa”.

        O Norton comentou no texto original uma coisa que me dá arrepios: “As coisas só andam pra frente porque uma elite intelectual empurra.”

        Isso me assusta mesmo, porque será que essas são as duas única opções que nós temos? Deixar a grande parte no playground, onde não vão machucar ninguém enquanto alguns decidem o que é justo ou deixar eles brincando com ferramentas de carpintaria?

        Comment by Anarcoplayba — 14/05/2011 @ 8:58 AM

        • Hy Lawyer, desculpe pela demora… estava viajando .

          – Uma parcela maior do que a “nossa”. –

          Pois é. Que triste.

          Pior . . . > vc viu a nova cartilha de emburrecimento ?

          Tb me arrepia. Muito.

          Mas teu post teve uma procura impressionante! Parabéns again.
          Mais pessoas deveriam escrever assim .

          ……..

          Olha, eu nem penso mais em opções.
          Um país tão lindo com um povo tão pasmado, tão apático,
          Sabe de uma coisa ? Espertos são os PT .

          Burrice assim convida .

          bj
          Fy

          Comment by Fy — 20/05/2011 @ 11:30 AM

          • Putz, Fy… a Cartilha NÃO é um absurdo. Sério. É puro Factóide. Recebi o primeiro cpítulo do livro por email (é o capítulo que tem as “orientações” “erradas”), e é completamente correto: É um capítulo introdutório, expondo o que são as variações linguísticas, a diferença entre a comunicação oral e escrita e só.

            TODO o resto do livro é Norma Culta. O Livro está plenamente de acordo com o CONSENSO entre os Linguistas do dos últimos 50 anos, é um fato e está correto do ponto de vista técnico.

            Até as orientações do MEC de 1998 falam que a variação linguística deve ser tratada em sala de aula.

            Tem um mundo de coisas que avalizam essa cartilha: o Português é derivado do Latim Vulgar, a Língua muda, a Linguagem não é escrita em Pedra, etc, etc, etc. Os “erros” de português, muitas vezes, refletem o aparelho cognitivo humano e são naturais.

            A ÚNICA coisa que pode ser discutida é “as crianças conseguem distinguir entre errado e inadequado”? Elas têm maturidade para entender que vão ser julgadas pela forma como falam em inferiores ou superiores? Pra esses questionamentos (se as crianças estão prontas para um aspecto avançado de linguística) é o único que merece ser discutido.

            De resto, até agora, todas as críticas ao livro que ei vi na televisão são recortes fora de contexto. Existe até a possibilidade de ser uma tentativa de fritar o Ministro que seria a proposta do PT pra Prefeitura de SP no ano que vem.

            Ou seja: A Educação TEM problemas, mas esse livro não é um deles. O PT FEZ merda, mas esse livro não é uma delas.

            E essa é uma discussão bonita e que vale à pena se ter: uma língua rígida não serve nem pra beijar.

            Comment by Anarcoplayba — 20/05/2011 @ 11:56 AM

            • … > ahahahahah

              ?

              bj
              Fy

              Comment by Fy — 24/05/2011 @ 7:34 AM

  15. Obrigado!
    Iago

    Comment by Iago — 11/05/2011 @ 8:26 AM

  16. yeah, yeah

    some of that stuff can be really dull and dry.

    Erika

    Comment by Erika — 12/05/2011 @ 2:19 AM

    • yeah yeah,

      Everything that comes from religion is dry.

      What really matters is that our minds be fertile and colorful.

      Nice to see you here!

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 12/05/2011 @ 8:54 AM

  17. Muito legal o blog.

    Comment by Cássio — 15/05/2011 @ 1:14 PM

  18. Boa tarde Windmills, Fy

    Já estou sentindo falta de voces.
    Tudo bem com todos?
    Sofia

    Comment by Sofia — 21/05/2011 @ 6:36 AM

    • Tudo bem, Sophia e vc ?

      Eu tive que viajar de novo …. I’m working …. !

      Mas já atualizei mais uma polêmica – ahahahahah – das boas !

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 24/05/2011 @ 7:44 AM

  19. Good fucking night everyone.
    “São pessoas que vão lá agredir.”

    Em função do meu trabalho acabo lidando com toda a sorte de pessoas, por isso não vejo uma verdade maior que essa.
    É gritante ver a contraposição na mente das pessoas, o que elas pensam e o que é legal. E isso, no geral, acaba se resolvendo de uma maneira interessante.

    “Existe e não é na canetada que se erradica isso , infelizmente.”

    Talvez não seja a canetada que erradique, mas certamente é um passo a mais para a aceitação. Isso por que o Estado mais do que nunca assume uma posição paternal, ou melhor, é imposto nessa posição.
    Quando um cabra qualquer se sente injustiçado, ele abre um processo. Quando ele é demitido, solicita bolsa-desemprego. Quando ele coloca no mundo 5 filhos, pede bolsa-família.
    Para tudo é necessário um aval do Estado. O pensamento do homem comum naturalmente procura o Estado em suas diversas formas para resolver seus problemas. E é assim por que o homem comum não tem confidência em seus próprios atos. Define que o Estado é que deve cuidar das pessoas, incluindo ele próprio.
    Esse sentimento de Estado paterno talvez seja antigo, de tal forma que seus integrantes quando ingressaram nele já pensavam dessa maneira. Levam para dentro dele seus próprios problemas e procuram resolve-los ali, com a lei a seu favor.
    Assim, aprovada a união homoafetiva, acredito que em breve o cidadão comum, apesar de suas crenças, aceitará muito mais fácil a união. Pois o papai diz que está tudo ok.
    Quando o Estado afirma alguma coisa, o povo pensa que é palavra final, não contesta e se contenta. E o mais impressionante é que se nós contestamos, nós contestamos, paradoxalmente, dizendo “É MEU DIREITO me expressar e ir contra”. Papai disse que eu posso ir contra. Mas ninguém se lembra das coisas inerentes ao ser humano.

    Clap, clap, anarco. Muito bom seu texto.

    Thomas

    Comment by Thomas — 23/05/2011 @ 12:22 PM

    • HI you missing fucker !

      Saudades – saudades !

      Sabe, vc e o Anarco, sem esquecer o Marques Patrocínio , são um sucesso impressionante aqui no Wind.

      Não só de comentários , mas eu quase não consegui tirar o post do Anarco > o mínimo foi 200 clicadas por dia . Chegou a 300 ! Sem parar em mais q uma semana.

      <>

      Lembra sim . . . uma prova foi este post > e a quantidade de pessoas que acessaram e não foram contra .

      bj
      e escreve > faz falta !

      Fy

      Comment by Fy — 24/05/2011 @ 7:42 AM

      • WTF?!?!

        Vc tem mais visitas no seu blog com o meu texto que eu tenho visitas no meu blog!!!

        >.<

        Eu quero te contratar como Relações Públicas do anarcoblog!

        Comment by Anarcoplayba — 24/05/2011 @ 7:45 AM

        • ahahahahahah

          tá bem!

          E em q hospital te visito ?

          hahahahahaha

          bj
          Fy

          Comment by Fy — 24/05/2011 @ 8:03 AM

      • Thomas o wordpress tá com soluço !

        Eu escrevi 3 vzs :

        <>

        e não saiu !

        mas é a frase q tá faltando no comment de cima .

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 24/05/2011 @ 7:59 AM

  20. hahahaha deve ser piada !!!!
    lá vai …. again …

    mas ninguém se lembra das coisas inerentes ao ser humano .

    ¨¨%%$$#$$$#$#@**!

    Fy

    Comment by Fy — 24/05/2011 @ 8:02 AM

  21. Amigo Anarco, eu pedi já faz tempo!

    Mas mesmo sem o todo este charme by Fy teu texto é muito bom.

    Abraço
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 24/05/2011 @ 10:07 AM

  22. Oi Fy,
    Vim passear =)
    Acabei de ler o post sobre a Alice do Burton e estou digerindo. Tinha sentido, ao ver no cinema, algo de muito diferente do que senti ao ver o filme da Disney (evidente), mas estava encucada do por que, já que basicamente o tema da história era o mesmo. Mas matutando agora, o filme da Disney evidencia muito mais o sentido pesadelo do inconsciente. Não sei se foi intencional dos produtores, mas todos os personagens são loucos de forma mais opressora que criativa, e o mundo é todo descontrolado (mais viagem ruim que estranhismo onírico). Vai ver por ser focado na primeira viagem dela, o foco era na briga com a escuridão mesmo. O desconhecido ameaçador.

    Mas bem, comentando sobre o post do Anarcoplayba (cujo blog também vou perambular), achei brilhante como ele diminiu essa idéia que estive expondo em zilhentas palavras lá no SDM em algo sucintamente simples: “é um absurdo vivermos num mundo em que é necessário ter alguém para defender os direitos dos gays”. Só isso. Sinceramente, em primeiro momento fiquei meio besta de ter que explicar o porque, ainda mais por lá. Ochê, devia ser evidente a essa altura.
    Movimentos como o Gay, como o Feminista, como foi o anti escravatura, nascem para morrer. É um bom sinal que percam totalmente a necessidade de existir a ponto de a própria idéia não fazer sentido.
    E como foi dito, não é uma canetada que vai eliminar um preconceito. Mas eu preferiria que não houvesse leis proibindo alguém de expressar sua banalidade. Violência é violência independentemente do motivo, criminalizar a homofobia não alteraria o crime que é agressão física, mas limitaria o vocabulário de cabras como Bolsonaro, e não quero que eles se calem.

    Esse vídeo do It Gets Better da Pixar sempre me faz lacrimejar. Pensar nessas vidas que quase não foram.
    Eu quase não fui. Me dá um comichão meio Salinger, quero segurar todo mundo, pra eles não se jogarem fora assim. Ainda bem que o mundo gira, e vamos acordando em dias melhores =)

    Comment by Lotus Eater — 11/06/2011 @ 2:11 PM

    • Salve Lótus! Seja sempre bem vinda!

      Pois é, o SDM é um curto-circuito de paradoxos…. Não de diferenças, mas paradoxos.
      Eu gosto mto qdo o Acid diversifica, como antigamente, mas desde q ele se concentrou em Religião, substituindo o conceito de espiritualidade por este tema , não comentei mais… só mesmo qdo o assunto foge deste circuito, com o qual não me identifico.

      A Alice – hahaha – sabe, eu sempre tive receio de assistir qq filmagem ou tentativa de “realizar” qq coisa q o Carroll tenha escrito. Sei lá, por mais q fique lindo, ou incrível – como conseguiu Burton – tudo é mais livre e significativo qdo ” acontecendo ” em nossa imaginação. Mas esta análise, achei legal, sim.

      Mas eu preferiria que não houvesse leis proibindo alguém de expressar sua banalidade. Violência é violência independentemente do motivo …

      Yep > e se queremos ser livres > saibamos dar espaço pra estas …manifestações… > o “infelizmente”, Lótus, é q o brasileiro não está habituado à liberdade > e confunde “respeito” com “folga”. Tudo o q deveria partir de um escalão mais preparado, ou apto a exercer os parâmetros de uma democracia justa, ou – hahaha – perto… da democracia real > é um bando de golpista…- ignorantes e grosseiros em sua burrice – mas tremendamente espertos… e sorrateiros.

      Este post do Anarco foi mesmo uma epifania.

      Eu gosto muito dele aqui tb : https://windmillsbyfy.wordpress.com/?s=brief+lines

      Ele termina o post, beijando Sampa!

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 13/06/2011 @ 9:40 AM

      • Fazia anos que eu não comentava por lá, usava outro nick até. Eu não me incomodo com os posts religiosos por interesse epistemológico, mas prefiro os metafísicos e conspiracionais =P

        É legal ver o quão diferente de você os outros imaginam obras fantásticas com as do Carroll, do Baum, C.S. Lewis. Mas realmente a melhor versão é a personalizada =)
        Com Alice ainda, eu fui a contragosto pro cinema. Não botava fé na mistura de Carroll com Burton, absolutamente. Distorci o nariz, afinal, não foi aquela coisa soturna e esquisogratuita que eu temia. Ponto pro Burton. Até iria voluntariamente ver um Mágico de Oz dele agora.

        Yeah, eis o paradoxo libertário. Da teoria à prática é um abismo. Ainda mais quando a teoria é desconhecida e a prática teórica =P
        Imagino se precisamos de mais paciência santíssima ou impaciência radical…

        Comment by Lotus Eater — 16/06/2011 @ 12:14 PM

  23. Seja bem vinda Lotus Eater, sou o tio Guz, cinquentão surfista, aqui desta moçada.
    E é verdade, este post do Anarco é brilhante e como voce pode ler logo acima, foi muito acionado.
    Olha, fiquei fascinado pelo teu nick!
    Eu estudei antropologia por paixão,historia por consequência e,claro paixão também. E é com um prazer enorme que recebo um Lotus Eater,aqui neste cantinho.

    E que excelente Voce Ser! Pôxa, pelo requinte do nick, acredito que isto deve ter acrescentado bastante a este mundo tão fascinante e rico de historias, que muitas vezes são tão ignoradas.
    Se alguem quiser saber algo mais sobre o nick da Lotus, dá uma olhada aqui:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Lotus-eaters

    http://en.wikipedia.org/wiki/The_Lotos-Eaters

    beijo a todos
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 12/06/2011 @ 3:42 AM

    • Hey Guz,
      Eu li sobre os comedores de lótus pela primeira vez no poema do Tennyson, num livrinho bem legal de poesia inglesa que eu tanto lia enquanto burlava as aulas de educação física que a tia da biblioteca me deu.
      Desenvolvi uma certa obsessão com a planta desde então =)

      E que legal suas escolhas de estudo. É professor?
      História e Antropologia são coisas que sempre tenho em mente de fazer, assim como História da Arte, Belas Artes, Linguística e Economia. Pensei que essa indecisão compulsiva era coisa de idade mas, os anos passam e só acrescento candidatos. Gastronomia, Arquitetura e Turismo estão quase entrando na dança e ainda não sei do que gosto mais. E trabalho com TI =P
      Capaz de eu, quando cinquentona, estar prestando vestibular.

      E você conhece The Lotus Eaters do Dead Can Dance?
      Ótima trilha sonora pra história =)

      Comment by Lotus Eater — 16/06/2011 @ 12:43 PM

      • Pronto > vou colocar , Lotus pq tem uma manha q o Tocayo me ensinou pra colocar video aqui :

        – Mto legal !

        Eu confesso minha burrice > não conhecia > mas adorei!

        Vou ler mais > tô meio maluca de tanto trabalho > mas depois comento mais.

        bjs pros 2 .
        Fy

        Comment by Fy — 16/06/2011 @ 1:10 PM

        • Pra quem tb ficou curioso :

          bjs
          Fy

          Comment by Fy — 17/06/2011 @ 12:30 PM

  24. Free Webmaster Guide

    Hi🙂 My dream retirement would be living in Udaipur, India! I have been to the city and enjoy the individuals and Indian culture. I’d be thrilled to be able to see this film which takes place in the top place in the world!🙂

    Trackback by Free Webmaster Guide — 14/09/2014 @ 7:08 PM


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