windmills by fy

18/06/2011

Knightcat

Filed under: Uncategorized — Fy @ 6:42 AM

 

 

 

 

 

 

Vodpod videos no longer available.

 

 

 

Nada é mais incômodo para a arrogância humana  –   Ah . . .

 que o silencioso  bastar-se dos gatos .

O só pedir a quem amam .

O só amar a quem os merece .

 

 

O homem quer o bicho espojado , submisso , cheio de súplica ,

temor , reverência , obediência .

 

 

O gato não satisfaz as necessidades doentias de amor . Só as saudáveis .

 

 

Já viu gato amestrado , de chapeuzinho ridículo , [ ou outros acessórios ]

obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele ?

Não !

 

 

Até o bondoso elefante veste saiote e dança valsa no circo .

O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono

e faz a gentileza de ganhar a vida por ele .

 

 

O leão e o tigre se amesquinham na jaula .

 

 

Gato não . 

 

 

Só aceita relação de independência e afeto .

E como não cede ao homem , mesmo quando dele dependente ,

é chamado de traiçoeiro , egoísta , safado , espertalhão ou falso .

 

 

“ Falso ” :    Ah …  porque não aceita a nossa falsidade e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade .

 

 

O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor .

Ele gosta pelo amor que lhe é próprio ,   – que é dele  –   e o dá  :  se quiser  .

 

 

 

 Sábio  , é esperto .   O gato é zen .   O gato é Tao .

Conhece o segredo da não-ação : que não é inação  .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Nada pede a quem não o quer .  

Exigente com quem o ama ,     . . . mas só depois de muito se certificar .

Não pede amor , mas se lhe dá . . .  então o exige .

O gato não pede amor .   Nem dele depende .

Mas . . .  quando o sente , é capaz de amar muito .

 

Discretamente , porém ,

sem derramar-se .

 

 

 

O gato é um italiano educado na Inglaterra .

Sente como um italiano , mas se comporta como um lorde inglês .

 

 

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato .

Ele aparece , então , como ameaça ,

porque representa a relação sempre precária . . .  do homem com o seu   ( próprio )   mistério .

 

 

 

 

O gato não se relaciona com a aparência do homem . Vê além , por dentro e avesso .

Relaciona-se com a essência .

Se o gesto de carinho é medroso

ou substitui inaceitáveis  ( mas existentes )  impulsos secretos de agressão ,

o gato  . . .   sabe .

          .         

      E se defende ao afago.

 

 

 

 

 

 

 

A relação dele é com o que está oculto ,

guardado e nem nós queremos , sabemos ou podemos ver .

 

 

 

Por isso , quando esboça um gesto de entrega , de subida no colo ou manifestação de afeto ,

é muito verdadeiro ,   impulso que não pode ser desdenhado .

É um gesto de confiança que honra quem o recebe ;   significa um julgamento .

 

 

O homem não sabe ver o gato , mas . . .  o gato sabe ver o homem .

Se há desarmonia real ou latente , o gato sente .

Se há solidão , ele sabe e atenua como pode   ( enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós ) .

Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos , eles se afastam .

                                                                                                                                                                          Nada dizem ,

                                                                                                                                 Não reclamam .

                                                                                                                                  Afastam-se .

 

 

 

 

Quem não os sabe   “ ler ”   pensa que   “ eles não estão ali ”  ,   “ saíram ”   ou   “ sei lá onde o gato se meteu ” .

 Não é isso !

É preciso compreender porque o gato não está ali .

Presente ou ausente , ensina e manifesta algo .

Perto ou longe , olhando ou fingindo não ver ,

está comunicando códigos que nem sempre   ( ou quase nunca  . . . )  sabemos traduzir .

 

 

 

 

O gato vê mais , vê dentro e além de nós .

Relaciona-se com fluidos , auras , fantasmas amigos e opressores .

 

 

O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo.

É uma chance de meditação permanente ao nosso lado , a ensinar paciência , atenção , silêncio e mistério .

 

                                                                                                       Monge   . . .    – sim :  refinado , silencioso , meditativo e sábio ,

                                                                                                                         a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca ,

                                                                                                                         em vez   . . .   de o querer preparado ,  . . . já conhecido . . .  e trilhado .

 

 

O gato sempre responde com uma nova questão ,

remetendo-nos à pesquisa permanente do real  ,   à busca incessante  ,

à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade

e novas inter-relações  ,   infinitas . . .   ,   entre as coisas .

 

 

 

 

O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel .

Suas manifestações são íntimas e profundas .

Exigem recolhimento , entrega , atenção .

Desatentos não agradam os gatos . Bulhosos os irritam .

Tudo o que precisa de promoção ou explicação os assusta .

Ingratos os desgostam . Falastrões os entediam .

O gato não quer explicação  :  quer afirmação .

 

 

Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências .

Ninguém em toda a natureza , aprendeu a bastar-se   ( até na higiene )   a si mesmo como o gato .

 

 

 

Lição de sono e de musculação :  o gato nos ensina todas as posições de respiração e yoga .

Ensina a dormir com entrega total e diluição no Cosmos .

Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos ,  

. . . preparando-os para a ação imediata .

 

 

Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato ,

os jogadores reservas não levariam tanto tempo   –  quase quinze minutos  –

se aquecendo para entrar em campo .

 

 

O gato sai do sono para o máximo de ação , tensão e elasticidade  : num segundo !

 

 

Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo ,

ao qual ama e preserva como a um templo .

 

 

Lições de saúde sexual e sensualidade .

Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias .

Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal .

 

 

Lição de anatomia , equilíbrio , desempenho muscular .

Lição de salto .

Lição de silêncio .

Lição de descanso .

Lição de introversão .

Lição de contato com o mistério , o escuro e a sombra .

Lição de religiosidade sem ícones .

Lição de alimentação e requinte .

Lição de bom gesto e senso de oportunidade .

 

 

 

Lição de vida e elegância :  a mais completa , diária , silenciosa , educada , sem cobranças , sem veemências ou exageros e incontinências .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Coreografar Mr. Benson é a mais elegante ousadia capaz de estabelecer o deslimite entre o corpo e o espaço .

 

 

                          Gatos andam nas nuvens ,    

George Benson :  flutua entre os sons .    

 Carol   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TEXTO :

Artur da Távola

Carol

Fy  

 

26 Comments »

  1. Boa Noite Windmills, Fy

    Há quanto tempo eu não lia Artur da Távola!
    E há quanto tempo não sentia tanta vontade de fazer uma viagem como este verdadeiro sonho que seria ir a Londres com voces. Fiquei pensando nisto acreditam?
    George Benson? Único!
    Bom, eu adoro bichos, e pelo grau de sensibilidade que encontro aqui, não percam:http://www.youtube.com/watch?v=huERlHvvZbg
    um beijo a todos
    Sofia Matrada

    Comment by Sofia — 18/06/2011 @ 2:47 PM

    • Hi Sofia,

      que coisa mais linda!

      Vou colocar, pq tem uma manhinha pra colocar estes vídeos aqui.

      Me desculpe pela demora, mas de vez em qdo eu e o tempo nos perdemos ! Ele vai pra um lado e eu… pra outro!

      …e pelo grau de sensibilidade que encontro aqui,… > por isto q vc está aqui com agente!

      Benson ?

      Ah… Dance !
      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 23/06/2011 @ 12:56 PM

  2. Gatos, Londres,
    São qualquer coisa, menos óbvios, hahaha.

    Um pouco de gatos:

    O gato inspira e desempenha um papel nas mediações do autor (Uma vida de Gato de Yves Navarre e Graph bouby, de Jean Blot), Boris Simon acredita que o gato permite que o homem se auto-aperfeiçoe. O cruel chefe de b anda do seu livro “Passagem do homem-gato”descobre o amor dos felinos, a sua ternura e a sua vulnerbilidade e consegue, graças a ele, comunicar de forma respeitosa com os outros.

    O gato pode tornar-se o espelho do escritor. Na trilogia alemã de Louis-Ferdinand Celine personalidade e o comportamento do autor e o gato Bébert.

    A morte do animal é assim vivida como um drama, sendo muitas vezes acompanhada por sentimentos de culpa (O Gato dos Briarres, de Renées Massip, A idade da Razão de Jean-Paul Sartre.

    Ao longo dos tempos, alguns temas constantes persistem na forma como os escritores veem o gato, o gato e a escrita, o gatp e a volúpia, a sexualidade, o gato e a mulher, o gato e o absurdo, o gato sagrado ou diabólico e o sempre eterno Mistério do Gato.

    Dizem que para se gostar de gatos, animais independentes por natureza, é necessário ter a alma livre, sem essa pretensão humana de se dominar tudo e a todos. Mas serão os escritores de almas livres? Livres por serem capazes de deixar seus personagens tomarem conta de seus próprios tewxtos? Suas criaturas dominaram seus próprios criadores ou será que são os gatos que procuram os escritores? Há gatos que adoram livros e vivem em bibliotecas. Talvez a atração seja mútua. Assim como os gatos são ótimas companhias quando estamos escrevendo, porque ficam em silêncio, ora deitados no colo, ora deitadod num cantinho perto de nós, eles também parecem gostar disso, de ficar horas no mesmo lugar, ouvondo o barulho do teclado, sabendo que estamos ali com eles. O mundo reduzido à letras e aos gatos. Talvez o segredo seja isso: o ato de escrever é solitário e o gato , junto a nós, adora tudo isso e nós menos sozinhos. E não só pela sua presença física, mas também pelo seu amor livre e sincero.

    Caps Map (www.ironfrog com/catsmao.html ) é um projeto de catologar os gatos que vivem e “trabalham”em bibliotecas de todo mundo. Pode parecer surpreendente, mas dezenas de gatos, espalhados pelos países mais diferentes, demonstraram – como sempre – sabedoria e escplheram viver no melhor dos ambientes em meio aos livros. Na longa relação, alguns desses maravilhosos felinos têm, além de um breve histórico, uma ou mais fotografias; um dorme entre in-fólios, outro, refestela-se sob um naco de sol, ao lado dos arquivos, com a pata delicadamente pousada sobre a página, simulando o gesto de folhear o livro, o terceiro expressa um olhar vago, semelante aos dos filósofos quando meditam.

    Os gatos são a companhia ideal para quem tem o hábito de ler. Silenciosos e independentes, sabem respeitar a concentração dedicada a uma boa leitura. Muitos escritores, artistas e outras pessoas notáveis inspiraram-se nos gatos e nos ofereceram frases e poemas que valem a pena se transcritos.

    “…Ele fixaria em Deus aquele olhar de esmeralda diluída, uma leve poeira de ouro no fundo. E não obedeceria porque gato não obedece. Às vezes, quando a ordem coincide com a vontade, ele atende mas sem a instintiva humildade do cachorro, o gato não é humilde, traz viva a memória da sua liberdade sem coleira, Despreza o poder porque despreza a servidão. Nem servo de Deus. Nem servo do Diabo.” (Lygia Fagundes Telles, em “A Disciplina do Amor”)

    “Existem dos modos de se refugiar das misérias da vida música e gatos.”

    (Albert Schwetzer – filósofo e médico”

    “São distantes, discretos, impecavelmente limpos e sabem calar. Falta mais alguma coisa para considerá-los uma excelente companhia.” ( Rainha Maria Leszczynska, esposa de Luís XV)

    “Nada é mais incômodo que o silensioso bastar-se dos gatos. O sé pedir a quem amam. O só amar a quem os merece”Artur da Távola)

    “Quem pode acreditar que não há uma alma atrás daqueles olhos luminosos”

    (Theophile Gauthier)

    “Se quiser escrever arranje um gato.” (ª Huxley)

    “A literatura está ao lado do gato”

    (B. Pivot)

    Os gatos apreciam o silêncio, a ordem e a calma e nenhum lugar lhes convém mais do que o escritório do literato.”

    (T. Gauthier)

    Gatos e livros são, realmente, uma combinação perfeita. Nenhum outro animal sabe respeitar o silêncio e a introspecção de quem possui o hábito de ler. Ou, analisando melhor, nenhum outro animal compartilha tão intimamente desse silêncio e desse olhar mudo, com que investigamos o nosso íntimo. Eles guardam o que Cecília Meireles chamos de “soberana melancolia” e, ao olharem para nós, investigando as nossas angústias. Brota nos seus olhos erguidos o arco-íris, resumo do dia, ressuscitando dos seus olvidos, onde apagado cada um jazia abstratos lumes sucumbidos.

    Charles Baudelaire apreciava mergulhar nesses olhos de “ágata e aço”, olhos que para Palho Neruda, deixaram uma só ranhura para jogar as moedas da noite.

    E se Cecília Meireles afirmava que eles “proclamam a monarquia da renúncia”, para o peta chileno o felino é como um pequeno imperador sem orbe, conquistador sem pátria mínimo tigre de salão, nupcial sultão do céu das telhas eróticas.

    Poetas das mais diferentes estirpes inspiraram-se nesses seres que parecem carregar na elasticidade dos passos e na independência em relação aos hpmens, um segredo que a Semiótica ainda almeja desvendar.

    T. S. Eliot escreveu, inspirado nesses enigmáticos animaos, um conjunto de poemas – Os Gatos – que reúne preciosismo de linguagem, rigor estético, muito bom humor e, originalmente escrito para ser lido aos seus afilhados, acabou por se transformar num sucesso da Broadway. Nenhuma outra descrição de um gato pode superar a do seu “gato mago Mefisto-Félix”.

    Ele sempre te engana que tem gana

    De andar à caça apenas de peixinhos

    Tira tudo do estofo da casaca.

    Paz milagres com a caixa-de-surpresa;

    Se um garfo lá se foi ou falta a faca,

    E achas que te enganante ao pôr a mesa

    O talher que inda há pouco evaporou-se

    Surge num fosso como se osso fosse.

    A fleuma felina é carregada de um leve desprezo. Impassíveis, aparentando superioridade e, até, uma certa arrogância, eles nos conquistam e, cpmp julgou alguém, nos domesticam. Byron esrava certo. “O gato possui beleza sem vaidade, força sem insolência, coragem sem ferocidade, todas as virtudes do homem sem vícios.” E Mark Twain, com desculpável pessimismo também acerta. “Se fosse possível cruzar o homem com o gato, melhoraria o homem, mas pioraria o gato”.

    Absolutos, plenos, únicos, independentes e visceramente higiênicos, eles também sabem ser afáveis, mas sempre com distinção e nobreza.

    xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

    Tb gosto de naimais, Sofia, temos 2 gatos aqui. E às vezes a vontade de ser um deles é uma mistura de inveja, carência e preguiça, enormes. Êta bicho que sabe viver!
    Mas, gato, Benson e coreografia, só pode ser mais uma surpresa da Carol.

    beijo a todos que o fim de semana promete
    tio Guz
    – Fy, tá horrível este comentário novo que colocaram .Difícel.

    Comment by Gustavo — 19/06/2011 @ 3:36 AM

    • Gustavo > tá mesmo.

      Hj eu comentei no blog do Anarco > tá igual.

      Tomara q eles melhorem isto !

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 23/06/2011 @ 12:58 PM

  3. Oi Gustavito! Voce é o único que tá em casa!
    Eu não consigo sair da caminha…. quem trabalha feito camelo, tem que virar Gato no fim de semana!
    Adorei os teus gatos aí em cima.
    WaUUU > que frio. Eu já perdi,o volei, né? mas tô saindo jájá e chego pra fogueira.
    Quando é que o Broadway/Benson by Carol vai ficar pronto?
    Carolzinha, eu acho que este molejo de gato que voces tem já nasce com a pessoa.
    Eu não consigo nem sapatiar… no chão, bem claro.
    Ai que sonodegato ¨¨¨%%%$$¨**** o máximo que dá é espreguiçaaaaaar….
    bjinhos miados da Ju, pé na estrada.

    Comment by Juliana — 19/06/2011 @ 4:57 AM

    • o máximo que dá é espreguiçaaaaaar….

      quem não sabe ???
      ahahahahah
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 23/06/2011 @ 1:02 PM

  4. Sofia, sonho que nada! Vambora!
    bjinhos da Ju! Voce gosta de vinho?

    Comment by Juliana — 19/06/2011 @ 4:58 AM

  5. Interessante este post sobre gatos, confesso que minha visão sobre eles mudou; sobretudo depois que vi uma palestra em que o cara comparava as personalidades de homens com gatos e cães. Os gatos seriam mais escorregadios e menos propensos a trabalhar em equipe, já os cães seriam participativos e incansáveis no trabalho de execução de tarefas. Mas, creio, após ler e refletir sobre este post, que os gatos têm qualidades também aproveitáveis para nos ensinar, como por exemplo o seu espírito livre e independente, condições propícias para o desenvolvimento da criatividade, o que é muito importante num ambiente de trabalho.

    Coincidentemente, acabei de topar com um gato na rua, quando corria; parece que ele se assustou e passou de um carro para outro – que estavam estacionados – fiquei meio cabreiro com ele, mas vi que ele só estava alerta com a minha proximidade, correndo e ofegando rsrs.

    No outro blog você observou que eu estou comentando menos no sdm, é verdade; metade porque eu mudei de cidade e horário de trabalho, o que diminuiu bastante o meu tempo livre e metade porque avalio que teve uma época que eu comentava muito e creio que já tinha dito muito do que eu gostaria de dizer, além de exagerar nos toques musicais…rsrs

    Falando em música, no último mês, tenho ouvido muito Emerson, Lake and Palmer; agora antes de entrar no seu blog escutava Trilogy – entro na radio do uol e deixo rolar todo o acervo deles do ELP…rsrs

    No youtube não achei a versão de estúdio, mas tem esta excelente cover:

    Bjs

    Comment by billy shears — 19/06/2011 @ 1:46 PM

    • Bem vindo Billy Shears!
      Que maravilha! Eu espero que seu repertório esteja em dia, até porque por “aqui” voce está estreando, e o espaço é ilimitado!
      Respondendo e pretendendo que as boas vindas estejam à altura do teu bom gosto, uma alusão a teu encontro com o gato, ontem: uma frase de um dos pintores que mais admiro :

      “A coisa mais estranha é que eu não posso viver sem um gato.
      De um cão nunca me tornarei escravo, mas um gato é outra coisa, não é um animal.
      Um gato encontrado surge-me sempre como dono de um destino”.
      Paul Klee -1879-1940.

      E tenha a certeza: um bom-destino.

      http://www.passeiweb.com/saiba_mais/arte_cultura/galeria/open_art/632

      Abraço
      (tio) Renato

      Comment by Renato — 20/06/2011 @ 12:43 AM

      • Baita som!!!!!!!
        Amigo… que Gata!
        Nunca curti tanto E.-Lake and Palmer como nesta versão… felina. Muito bom mesmo!

        Por falar em gatas, voces viram o atentado sofrido pela Josh Stone?
        Eu vou morrer sem entender o que passa na cabeça de 2 aberrações como estes caras!
        Abraço aê,
        Alexandre

        Comment by Alexandre Golaiv — 20/06/2011 @ 1:33 AM

    • Welcome, my friend!

      Teu som e teus comentários serão sempre bem vindos.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 23/06/2011 @ 1:04 PM

  6. Oi Fy, Oi todos!
    Não poderia ter lido texto melhor, Fy! Principalmente porque é um texto que exalta meus amados e idolatrados felinos! hahahaha Tenho 4 gatos, cada um mais fofo que o outro. Mas uma delas é a minha preferida; aquela que chega a doer de tanta ternura quando olho… É ela que dorme ao meu lado, enquanto teclo aqui no laptop (como neste exato momento, enquanto escrevo esse comentário), ou faz estrepulias entre os meus livros quando está muito “curiosa”. Também é ela que “afia” as unhas nas minhas mãos quando decido sufocá-la com beijos, de propósito, só para provocá-la e vê-la beeem irritada hahahah. Só que, engraçado, ela sempre se arrepende e vem lamber os arranhões logo em seguida.

    E à noite, quando vou me deitar e ela ainda não apareceu para dormir comigo, fico sempre atenta aos miados desesperados que logo em seguida ouvirei na porta, com ela pedindo pra entrar. Nesse caso, ela entra no quarto feito um furacão, enfia-se debaixo das cobertas da cama, ainda miando horrores, como se estivesse tentando me dizer que ficou indignada por não tê-la esperado para dormir hahahahaha. Logo em seguida, coloca a cabecinha no travesseiro ao lado do meu, e dorme feito um anjo. E de manhã, quando toca o celular, ela pula por cima de mim e fica dando patadas na geringonça. Ela é muuuito engraçada. Mas também é ela que, de vez enquando, me “salva” de acordar atrasada. Sabe aquele minutinho a mais que a gente resolve ficar na cama, depois de o celular despertar,e acabamos pegando no sono de novo? Quando isso acontece, ela começa a lamber o meu nariz até eu acordar, acredita? Fico imaginando se qualquer dia destes não vou acordar e encontrar a Zina (este é o nome dela) em forma de gente dormindo ao meu lado! hahahahahah

    Só que tem uma coisa muito estranha. Toda vez que eu estou muito deprê, ela decide caçar passarinhos e, depois de matar os pobres bichinhos, ela vem me “entregá-los”, como se fosse uma espécie de “prêmio de consolação” ou sei lá o quê. Acabo brigando com ela, mas ela não está nem aí! Sai correndo e depois volta como se nada fosse nada. Já viu que criança mais abusada? hehe Mas juro que gostaria de uma explicação pra este tipo de comportamento. Se alguém souber, please, tell me!

    Mas é exatamente por amar esses bichanos de paixão, que fico com uma baita má impressão de alguém que diga que não gosta deles. Me sinto mal. Principalmente quando ouço o maior clichê de todos GATO É UM BICHO FALSO. arggh Desde quando podemos conferir a um animal um sentimento puramente humano!!!??? Falsidade, arrogância, egoismo,…. são todos defeitos que, tenho a certeza, não conseguiram contaminar os animais. Por isso, aquela frase do Mark Twain, citada no comentário do Guz, é perfeita “Se fosse possível cruzar o homem com o gato, melhoraria o homem, mas pioraria o gato”.

    Abraços à todos!!!

    Miriam Waltrick

    Comment by Miriam Waltrick — 19/06/2011 @ 5:17 PM

    • Míriam, Escreva muito, é delicioso te ler.
      beijo
      tio Guz

      Comment by Gustavo — 20/06/2011 @ 2:39 AM

      • Oi Guz! Obrigada e acho que deverias fazer o mesmo! Cada comentário teu é um post inteirinho! hehe Inclusive, quando falastes sobre a combinação de gatos e livros, sabe que nunca tinha parado para pensar neste aspecto? Enquanto estou teclando, ou ela está dormindo do meu lado ou passeando entre as várias pilhas de livros que tenho sobre uma imensa mesa, e que ela acaba derrubando tudo hahahah (acho que já está mais do que na hora de comprar outra estante!) Resumindo, a Zina é a prova viva deste statement!

        Abraços e até a próxima!

        Miriam Waltrick

        Comment by Miriam Waltrick — 20/06/2011 @ 4:30 AM

    • É mesmo mto gostoso ler vc, Míriam!

      Pronto…. mais um book > sobre a Zina… um abatjour… chocolate e inspiração!

      Meu blog tá ficando cheio de escritores! Míriam > tomara q vc volte aqui : vou te apresentar, neste mesmo post, meu amigo escritor : o Caio!

      http://caiogarrido.blogspot.com/

      Lá no comment dele eu apresento o vice-versa! ahahahahaha

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 23/06/2011 @ 1:08 PM

      • Esqueci:

        Tenho 2 gatos.

        Uma gatinha, bem loirinha com os olhos mais azuis q eu já ví. Ela é branca e castanho > bem viralata e linda. Super carinhosa. E o outro é macho > bco e preto > enorme…. manhoso, esfreguento e delicioso. São irmãos.

        Tres cachorros e 2 peixes!

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 23/06/2011 @ 1:12 PM

        • Então, tens 2 gatos, 2 peixes e 3 cachorros. Caramba! Me ganhaste por 1! Tenho 4 gatos e 2 cachorros! :)) Inclusive, com exceção de um dos cachorros, que é um poodle, todos os outros são vira-latas e recolhidos da rua! A última foi a minha Zina-gremlin, que chegou numa noite de inverno beeeem fria, ano passado. Devia ter, no máximo, um mês de idade e quase me matou de susto porque saiu correndo debaixo do carro e eu achei que fosse um rato hahahahah. O engraçado foi a reação dela quando comecei a chamar. Ela foi chegando devagarinho e começou a cheirar a minha mão e, logo em seguida, tava se embolando nos meus pés, acredita? Well, foi amor a primeira vista! hahahah

          Abraços!

          Miriam Waltrick

          Comment by Miriam Waltrick — 23/06/2011 @ 6:50 PM

      • Oi Fy! Oi todos! Um book da Zina? Eu diria um “filme” sobre a Zina… Mas, ops, já foi filmado. Sabe qual o nome? Gremlins! hahahahahah Ainda bem que a minha gremlim sempre volta ao “estado normal de fofurisse aguda” hahahahah

        E prazer, Caio! Assim que sair daqui vou direto xeretar o teu blog! :))

        Abraços!

        Miriam Waltrick

        Comment by Miriam Waltrick — 23/06/2011 @ 6:26 PM

  7. (“Gato que brincas na rua (…)/ Todo o nada que és é teu./ Eu vejo-me e estou sem mim./ Conhece-me e não sou eu.”)

    Fernando Pessoa

    duda

    Comment by duda — 20/06/2011 @ 1:39 AM

    • Hi duda,

      Salve Pessoa … q nunca fez questão de ser Pessoa!

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 23/06/2011 @ 1:14 PM

  8. Então Míriam, mas um blog é isto. Um estimulante pra estes conhecimentos malucos que agente vai emendando, além da sorte de reunir num mesmo espaço diferentes pensares, diferentes talentos, sensibilidades.
    Eu to aqui, terminando um peixe, (acho que vai ficar muito bom) esperando a moçada toda pra almoçar, e pensando em Gatos, fui até o amigo Marques Patrocínio , lembrei dele aqui:
    https://windmillsbyfy.wordpress.com/2010/06/07/2948/

    Quem nunca foi ameaçado e coagido pelas fábulas infantis ?

    Exatamente : ameaçados e coagidos , todas as fábulas contadas mundo afora para as crianças
    não são mais do que instrumentos de coação e ameaça ,
    a moral aceita é imposta como a correta forma de existência
    e a única verdade da vida são os atos do herói ou heroína nessas curtas narrativas .

    – Definição geral de fábula :

    Uma fábula é um conto em que as personagens falam sendo animais
    e que há sempre uma frase a ensinar – nos alguma coisa para não cometermos erros .

    – A minha definição de fábula :

    Uma fábula é um conto em que as personagens falam sendo animais
    e que há sempre uma condenação ou exaltação moral nos atos ,
    privilegiando sempre aquela personagem que se adequou aos sistemas de valores
    conforme a conveniência geral de alienação .

    Enfim , fábulas são instrumentos de coação e ameaça em forma narrativa .

    —————————-

    E o nosso Amigo Gato, permanece invictamente “desenquadrado” até mesmo quando povoa este universo literário e imaginativo das fábulas.
    Vai ficar um pouco comprido então, vou dividir em dois.

    No próximo, um pouquinho de Gato em Charles Perroult, que não podia ficar esquecido num post sobre …Gatos.

    Comment by Gustavo — 20/06/2011 @ 5:24 AM

  9. -Vamo Lá;
    Um destaque pra um Gato inesquecível:

    Charles Perroult: “O gato de botas” publicado no século XIX

    O conto “O gato de botas” narra a estória de uma herança que após a morte do moleiro (profissão comum nas comunidades européias do século XIX) foi dividida entre seus três filhos, porem como o pai, que era o moleiro, era muito pobre deixou seus únicos bens para ambos os filhos,

    Para o mais velho foi deixado o moinho, para o do meio um burro e para o mais novo um gato.

    Assim o pai queria que os filhos tivessem alguma coisa para que sobrevivessem.

    No entanto, o filho mais novo sentiu-se prejudicado, pois o que ele poderia fazer com um gato, mas na ficção o gato era um astuto animal, de que nada pouparia em esforços para agradar o seu dono.

    Por meio de algumas mentiras e trapaças o gato consegue transformar a vida do garoto, tornando-o marido da filha do rei.

    O gato no conto é a personificação do sentimento de conquista, de vitória, ao final do conto o leitor se pergunta:

    Será mesmo que o garoto mais novo ficou no prejuízo, enrelação aos seus outros irmãos?

    Aparentemente não, pois o gato astuto fez o com que seu dono conseguisse subir na qualidade de sua vida.

    O que os contos colocam em jogo são fatos, ações e atitudes que acarretam resultados finais que podem ou não ser bons para o protagonista ou para os demais personagens do conto.

    No caso do gato ele conseguiu ajudar seu dono, mas inconsciente ou propositalmente ele estava agindo para si mesmo.

    Se tomarmos como referência Bachelard (Os devaneios voltados para a infância; 1988) “Nossa infância testemunha a infância do homem, do ser tocado pela glória de viver.”(p.14).

    O Gato era o sonho do garoto de mudar de vida, de não passar por necessidades.

    O gato veio como um sonho, que realizou seus desejos garantindo-lhe a possibilidade de uma nova vida, uma vida de fartura e segurança.

    O conto ainda conta com o dinamismo do seu personagem central que encanta quem o acompanha em suas peripécias, ele é mágico e verdadeiro.

    O gato mesmo que trapaceiro, ainda nos apresenta como herói, luta por uma causa que nos move a torcer por ele e sonhar juntos pela vitória de seus planos.

    O Ogro que inteligentemente o gato engana, se apresenta como o maior dos obstáculos,

    a coragem e a inteligência do gato surpreendem e lhe dão a consagração de sua vitória, só sua não! A de seu dono também.

    Portanto, olhando de maneira mais abrangente aos contos têm-se no final dos contos, que o protagonista que se encontra na posição do Bem, tem um comportamento bom, sendo assim um bom tratamento.

    Antagonista: ao contrário por não se conduzir-se bem é castigada ao final.

    Assim, encontra-se a moral de muitos dos contos populares e narrativas infantis segundo a qual “Os bons são recompensados e os maus punidos”.

    Mesmo assim, no conto escolhido para essa analise, foge desse plano, “sendo difícil enquadrar o personagem Gato em bom ou mau”.

    Eu diria que …

    Um Gato é um Gato.

    Bom Apetite aê pra todos, que meu peixe aqui, tá muito bom.
    Beijo a todos,
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 20/06/2011 @ 5:38 AM

    • Eu diria que …

      Um Gato é um Gato.

      Ah… um gato de botas!
      Como esquecer!

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 23/06/2011 @ 1:15 PM

  10. Muito bom esse post Fy!!!!!!!!!!!!!
    bjs

    Comment by caio — 21/06/2011 @ 5:16 AM


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