windmills by fy

30/06/2011

MoVe !

Filed under: Uncategorized — Fy @ 7:27 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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. . .  porque  ” alma ”   é  a linguagem do corpo

e o corpo . . .   a poesia da alma  .

 

 

 

 

 

http://pontocinza.files.wordpress.com/2008/03/heinrich-von-kleist-sobre-o-teatro-de-marionetes.pdf

 

 

 

 

TEXTO : 

Alice  Valente

 http://alisenao.blogspot.com/2006/07/nuvem-em-movimento-total-de-jos-gil.html

 

Videos :

by   Ryan  J  Woodward

 

ISTOIRIO :

by  Luke  Titely

This is a short about a Pianist made from instruments and the music he makes .

It is called Istoirio.

 

 

Fy

30 Comments »

  1. que vídeoooooooooooooooooooo!!!!!

    Já ví 5vezes.

    Ameiiiiiii tudo !

    Fui…

    depois volarei.

    Juju

    Comment by Juliana — 30/06/2011 @ 10:01 AM

  2. “volarei”… e voltarei também
    bjinhos

    Juju

    Comment by Juliana — 30/06/2011 @ 10:02 AM

    • Lindo mesmo Ju !

      Também… uma mistura desta > Martha Graham e Carol… só podia arrasar !

      Eu adorei este cara , o Ryan J Woodward > coisas da nossa Carol!

      E o Istoirio… é paixão antiga… > ele combina tanto com os textos da Alice Valente!

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 01/07/2011 @ 2:52 AM

  3. Fy, muito bom mesmo.

    Voce leu Imagem Movimento?
    Puta livro.

    Queria falar mais, mas a Ju acabou de me avisar e o trânsito não perdoa.
    Volto amanhã.
    abraço aê, bj pra voce.
    João Pedro

    ———-

    Este estudo não é uma história do cinema. É uma taxionomia, uma tentativa de classificação das imagens e dos signos. Mas este primeiro volume deve contentar-se em determinar os elementos, e apenas os elementos, de uma única parte da classificação. Referimo-nos amiúde ao lógico americano Peirce (1839-1914), porque ele estabeleceu sem dúvida a mais completa e a mais variada classificação geral das imagens e dos signos. Trata-se de uma classificação como a de Lineu em história natural, ou, melhor ainda, como uma tabela de Mendeleiev em química. O cinema impõe novos pontos de vista sobre este problema. Uma outra confrontação faz-se necessária. Em 1896 Bergson escrevia Matière et Mémoire: era o diagnóstico de uma crise da psicologia. Não se podia mais opor o movimento, como realidade física no mundo exterior, à imagem, como realidade física no mundo exterior, à imagem, como realidade psíquica na consciência. A descoberta bergsoniana de uma imagem-movimento, e, mais profundamente, de uma imagem-tempo, conserva ainda hoje tal riqueza que talvez dela não se tenham extraído todas as conseqüências. Apesar da crítica muito sumária que Bergson um pouco mais tarde fará do cinema, nada pode impedir a conjunção da imagem-movimento, tal como ele a concebe, com a imagem cinematográfica.

    download aqui :

    http://www.4shared.com/get/APSJNMEM/deleuze-a-imagem-movimento.html

    Comment by João Pedro — 30/06/2011 @ 10:11 AM

    • João

      Tô lendo! pq não é moleza…. não…> por mais q o conteúdo seja in-crí-vel – e eu goste “mesmo” de Deleuze > deleuziar não é tão fácil como parece , depois que agente … pega o jeito –

      Mas o que mais fascina é a “brincadeira” deliciosa que Deleuze faz com as palavras. Se há “signos” que possam ser explorados, recriados, enriquecidos e transmutados > são as “palavras” sob o comando e criatividade deste cara.

      Em 1896 Bergson escrevia : era o diagnóstico de uma crise da psicologia. Não se podia mais opor o movimento, como realidade física no mundo exterior, à imagem, como realidade física no mundo exterior, à imagem, como realidade psíquica na consciência. A descoberta bergsoniana de uma imagem-movimento, e, mais profundamente, de uma imagem-tempo, conserva ainda hoje tal riqueza que talvez dela não se tenham extraído todas as conseqüências. Apesar da crítica muito sumária que Bergson um pouco mais tarde fará do cinema, nada pode impedir a conjunção da imagem-movimento, tal como ele a concebe, com a imagem cinematográfica.

      – Sabe, Deleuze é totalmente contra esta psicologia que nos torna “herdeiros” das infinitas influências “arquétipicas” [ hope it’s right] ou sujeitos aos complexos freudianos ad eternum > porque – óbviamente : reconhece o devir como processo natural e… óbvio > considerando suas inevitáveis transformações . E, claro, não exclui nossa mente deste processo, como “necessita” a psicologia.

      E… então …. é claro que vou ter q ler Bergson…. !!!!!! Matière et Mémoire !

      Isto me lembra qdo eu… mto metida fui ler o Pêndulo de Foucault !!!! do Umberto Eco… toda satisfeita… aiaiai > qta pesquisa…. eu não conseguia parar !

      bj
      Fy

      volto depois do almoço : à tardinha !

      Comment by Fy — 01/07/2011 @ 3:09 AM

      • , pois a “ilusão” é corrigida na projeção.

        – … acho q o processo com nossos flashbacks tb são “corrigidos” a cada “projeção”ahahah > sempreando em devires contínuos.

        Mas será algum zapt do Tempo ou da Memória ? ou tudoéstá no mesmo processo de devir ? mesmo o “congelado” ( :depois de ler o Renato) ?

        ondeando aqui :

        Bergson precisou se expressar assim, ao menos no começo. Mas, cada vez mais, ele dirá algo bem diferente:

        a única subjetividade é o tempo, o tempo não-cronológico apreendido em sua fundação, e somos nós que somos interiores ao tempo, não o inverso.

        Que estejamos no tempo parece um lugar-comum, no entanto é o maior paradoxo.

        O tempo não é o interior em nós, é justamente o contrário, a interioridade na qual estamos, nos movemos, vivemos e mudamos.

        A subjetividade nunca é a nossa, é o tempo, quer dizer, a alma ou o espírito, o virtual.

        O atual é sempre objetivo, mas o virtual é o subjetivo:

        primeiro era o afeto, o que sentimos no tempo;

        depois o próprio tempo, pura virtualidade que se desdobra em afetante e afetado,

        “a afecção de si por si” como definição do tempo.

        (Deleuze 1990:104)

        bj João,
        Fy

        Comment by Fy — 02/07/2011 @ 9:29 AM

  4. BEIJO
    Marianne

    Comment by Mariane — 30/06/2011 @ 1:37 PM

    • Oh Ma, eu tenho este video num post, não lembro qual.

      Mesmo com tanta safadeza é impossível não amar a Betânia.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 01/07/2011 @ 3:51 AM

  5. Bom dia moçada, e um belo dia por sinal,

    E…taí um tema interessante e não muito fácil! Interessante para todos, curiosos, escritores, desenhistas (de qualquer espécie),enfim, interessante pra todos os que se interessam por Comunicação, que me parece ser a marca de nossos tempos.

    Pra desenvolvê-lo à partir do “tiro” de largada, vamos ter de pesquisar em Deleuze, Bergson, e vários nomes que com certeza cusarão enorme satisfação ao nosso conhecimento…um pouquinho de pesquiza, ontem à noite, um bocadinho de vinho , e um bom bate papo sobre o tema já esquentaram o gostosíssimo frio da noite.

    É apaixonante deslizar nas teorias deleuzianas sobre o cinema, o tempo, a criatividade dimensional de Bergson, sem deixar de parabenizar esta estupenda artista, militante e “efetiva” mulher, nossa querida Alice Valente, que ainda vou conhecer pessoalmente. Belíssimo texto. E, mais uma vez, meus parabéns, Fy, pela sensibilidade, carinho e boa escolha.

    Escolhi começar analisando este texto que focaliza o tempo e a colocação da imagem-ação no mesmo, e que é no mínimo uma renovação pra nós que não somos experts em cinema,hahaha, e, estaremos tentando filosofar holísticamente usando-o como trampolim.

    /
    /

    Alice Valente:À maneira do movimento cinematográfico a propósito do qual Gilles Deleuze mostrou como a « imagem-movimento » primava sobre o movimento das imagens individuais, a alteração das nuvens na dança, impondo-lhes uma transformação que se dá no mesmo lugar, ao mesmo tempo que arrasta o seu deslocamento de sentido, situa o devir no centro do próprio movimento dançado. Porque a nuvem de sentido é o movimento do sentido.

    O espaço percorrido é passado, o movimento é presente, é o ato de percorrer. O espaço percorrido é divisível, e até infinitamente divisível, enquanto o movimento é indivisível, ou não se divide sem mudar de natureza a cada divisão.

    O que já supõe uma idéia mais complexa: os espaços percorridos pertencem todos a um único e mesmo espaço homogêneo, enquanto os movimentos são heterogêneos, irredutíveis entre si.

    Mas, antes de se desenvolver, a primeira tese tem um outro enunciado: não se pode reconstituir o movimento através de posições no espaço ou de instantes no tempo, isto é, através de “cortes” imóveis…

    Essa reconstituição só pode ser feita acrescentando-se as posições ou aos instantes a idéia abstrata de uma sucessão, de um tempo mecânico, homogêneo, universal e decalcado do espaço, o mesmo para todos os movimentos.

    E então, de ambas as maneiras, perde-se o movimento.

    De um lado, por mais infinitamente que se tente aproximar dois instantes ou duas posições, o movimento se fará sempre no intervalo entre os dois, logo, às nossas costas.

    De outro, por mais que se tente dividir e subdividir o tempo, o movimento se fará sempre numa duração concreta; cada movimento terá, portanto, sua própria duração qualitativa.

    Opomos, por conseguinte, duas fórmulas irredutíveis:

    “movimento real duração concreta” e “cortes imóveis + tempo abstrato”.

    Em 1907, em A Evolução Criadora, Bergson batiza a fórmula injusta:
    a ilusão cinematográfica.

    Com efeito, o cinema opera com dois dados complementares:

    cortes instantâneos, que chamamos imagens; um
    movimento ou um tempo impessoal, uniforme, abstrato, invisível ou
    imperceptível, que existe “no” aparelho e “com” o qual fazemos desfilarem as imagens.

    O cinema nos oferece então um movimento falso, ele é o
    exemplo típico do movimento falso.

    Mas é curioso que Bergson dê um título tão moderno e tão recente (“cinematográfico”) a mais antiga ilusão.

    Com efeito, diz Bergson, quando o cinema reconstitui o movimento por meio de cortes imóveis, ele não faz nada além do que já fazia o mais antigo pensamento (os paradoxos de Zenão), ou do que faz a percepção natural.

    A esse respeito Bergson se distingue da fenomenologia, para a qual o cinema antes romperia com as condições da percepção natural.

    “Temos visões quase instantâneas da realidade que passa, e como elas são características desta realidade, basta-nos alinhá-las ao longo de um devir abstrato, uniforme, invisível, situado no fundo do aparelho do conhecimento…

    Percepção, intelecção, linguagem procedem em geral assim.

    Quer se trata de pensar o devir, ou de o exprimir ou até de o percepcionar, o que fazemos é apenas acionar uma espécie de “cinematógrafo interior”.

    Deve-se depreender daí que, segundo Bergson, o cinema seria somente a projeção, a reprodução de uma ilusão constante, universal?

    Como se tivéssemos sempre feito cinema… sem saber?

    beijo a todos
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 01/07/2011 @ 1:09 AM

    • Hey man,

      pra vc…. volto depois….

      eu e o tempo……

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 01/07/2011 @ 3:53 AM

    • Fala Guz, tudo bem aê na terra encantada, como diz a Ju, ou muita chuva?
      E o friozão? Aqui tá foda. Mas voltando ao Bergson, na verdade ele condenou o cinema por entender que ele perfazia a mesma coisa que a percepção natural, ou seja, falsear o movimento, oferecer cortes imóveis onde o movimento é acrescido, oferecer uma ilusão de movimento. Bergson viu no fotograma fixo o “próprio cinema” em vez de considerá-lo como “a condição de existência do movimento no cinema”.

      Claro que é tentador considerar injustos os fins cujos meios são suspeitos. No entanto, é sempre preciso desconfiar das ligações por demais evidentes, principalmente as de causa e efeito.

      Mas sem complicar, já que seria possível, não sem alguma ironia, invocar uma evidência sensorial como contraprova à tese da ilusão de movimento do cinema, pois o fotograma, elemento “genético” cinematográfico, é justamente aquilo que não se vê em um filme, mesmo que sejam fotogramas o que agente vê quando temos em mãos uma película. Vemos uma imagem-média que se produz entre os fotogramas, embora de maneira alguma à revelia desses; vemos a imagem, o movimento, a imagem-movimento – justamente na expressão consagrada por Deleuze: cortemóveis da duração… o primeiro capítulo de Matéria e Memória, de Bergson. Não há ilusão de movimento no cinema, há movimento, pois a “ilusão” é corrigida na projeção.

      Abraço
      João Pedro

      Comment by João Pedro — 01/07/2011 @ 5:30 AM

      • Aloha JP, Guztavo,
        eu vou dar palpite sem nhacas de conhecimento porque não lí, huahuahau só lí o que voces escreveram. quanto à impossibilidade de reproduzir o tempo, palmas pro Bergson, uma vez que nem mesmo a memória é capaz de “refilmá-lo” perfeitamente, por mais que disto tenhamos a ilusão. imaginar uma 4ª dimensão onde a imagem momento ou a imagem de um momento pudesse estar ocorrendo, é simplesmente sensa, imagine se isto fôsse possível, e é possível porque é o que o cinema faz, uma dimensão onde o momento estivesse integralmente gravado e pudéssemos revê-lo e analisar depois todas as nuances, causas, detalhes, um panorama integral mesmo de algum fato que nossa memória tentasse invocar?
        A maioria destes detalhes são perdidos no momento em que temos consciência de algum fato-momento, notícia-momento, etc…, tô falando do momento em sí, no espaço em que ele nos acontece.
        Quando assistimos um filme, temos uma visão panorâmica do acontecimento, percebemos claramente que o personagem reage apenas àquilo que ele pode absorver sensorialmente, sem falar nas obliterações emocionais.

        não sei se é por aí, não lí.

        gostei da obs. da Fy sobre o comentário do Gus. – Sabe, Deleuze é totalmente contra esta psicologia que nos torna “herdeiros” das infinitas influências “arquétipicas” [ hope it’s right] ou sujeitos aos complexos freudianos ad eternum > porque – óbviamente : reconhece o devir como processo natural e… óbvio > considerando suas inevitáveis transformações . E, claro, não exclui nossa mente deste processo, como “necessita” a psicologia.

        abraço pro povo todo,
        beijo menina,
        TocaYo

        Comment by TocaYo — 01/07/2011 @ 6:09 AM

        • corrigindo, o comentário da Fy foi pra o JP.

          Comment by TocaYo — 01/07/2011 @ 6:16 AM

        • bj, menino
          Fy

          Comment by Fy — 02/07/2011 @ 9:03 AM

  6. Olha, não sou ranzinza mas devo dizer que está uma verdadeira ginástica colocar um comentário. Devíamos reclamar! Que “inovação” mais besta esta!

    beijo a todos
    tio Guzzzzzzzzzz

    Comment by Gustavo — 01/07/2011 @ 1:11 AM

  7. Beijo todo especial para o Guzinho😉

    Comment by Ela — 01/07/2011 @ 6:31 AM

    • Ela, voce invocou com o Z. mas me diz então, Elazinha, porque de tantos nicks, emails diferentes, o que acontece?

      Comment by TocaYo — 02/07/2011 @ 11:27 AM

  8. ôpa Tocayo, João Pedro,
    Fiquei aqui ruminando o comentário do Tocayo.
    E me veio um qustionamento, simples, mas interessante.
    Se estamos fazendo observações ou colocações em cima das teorias bergsonianas ou deleuzianas sobre cinema, e nos baseando em espaços, tempo, imagens, ou sobre a colocação dos mesmos em alguma categoria similar ao tempo, temos que considerar o devir contínuo também em qualquer um destes itens.
    Isto nos remeteria novamente à afirmação de Bergson, de que o cinema é sempre uma mentira, pois estaríamos congelando o “aspecto” de alguma imagem que ,se, abandonada ao natural sofreria as modificações naturais do devir.
    Não sei se estou me fazendo entender.
    Outra consideração relevante aqui, nunca assistimos um mesmo filme e não alteramos nossas impressões sobre ele. Claro que a cada vez tomamos conhecimento de mais algum detalhe que possa ter escapado, apesar de achar difícel termos uma visão panorâmica “total” de qualquer imagem… nem tudo é concreto….ou visual, e tudo é dependente do momento, ou da sensibilidade, ou da argúcia do expectador. Isto é comum às nossas vidas, às nossas experiências,. Eu considero praticamente impossível apreender totalmente as circunstâncias que ilustram acontecimentos passados ou presentes da minha vida. Mesmo os passados guardam sua fatia de mistério, ângulos que eu não pude e ainda não posso enxergar.

    E aí então lembro de Godard e uma de suas concepções estéticas sobre cinema, e que ao meu ver muito se relaciona com meus parágrafos aí em cima, Godard define o cinema como um “mistério”. O que promove uma certa hibridização do objeto ou tema ou conceito-argumento.
    Um conceito em sí, por exemplo:a Tristeza.
    Sim, ela tem que ser reconhecida.
    E são as analogias ou de pinturas, outras cenas de filmes ou da historia, sons, ruídos reconhecíveis, extratos de música específicas, que nos levam, nos conduzem ao elemento Tristeza; de uma forma comum a todos.
    Mas, nem sempre a “vivemos”, apenas a identificamos, e mesmo nas já referidas hipóteses a identificação é diferente.
    Também aí se desenvolve um processo de devir , o que nos leva também à lógica do mistério citada por Godard. Ou seja, a verdadeira historia, a verdade sobre cada “memoria” ou “cada” imagem, transmutada ou congelada também é o “testemunho, (sempre atualizado) do telespectador”, a interação ( sempre atualizavel e atualizada) dele com a obra,por sua vez construída, ou reconstruida, por ele à sua maneira.

    Abraço
    (tio) Renato

    Comment by Renato — 01/07/2011 @ 7:08 AM

    • Ou seja, a verdadeira historia, a verdade sobre cada “memoria” ou “cada” imagem, transmutada ou congelada também é o “testemunho, (sempre atualizado) do telespectador”, a interação ( sempre atualizavel e atualizada) dele com a obra,por sua vez construída, ou reconstruida, por ele à sua maneira.

      – eu acho q é assim tb com a nossa memória . São inumeros os significados que encontramos a cada vez q um fato ou passagem, e todos os seus contornos… nos vem à mente por qq razão – a vida se resignifica > numa transformação doida….

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 02/07/2011 @ 9:01 AM

  9. Renato,

    Eu acho que ainda existe um outro parâmetro que não foi colocado, mesmo considerando o ponto de vista de voces.

    Ainda em Bergson:

    A maioria das vezes em que a profundidade de campo encontra plena necessidade é quando tem relação com a memória. E também nisso o cinema é bergsoniano: não se trata de uma memória psicológica, feita de imagens-lembrança, tal como convencionalmente o flash-back pode representar. Não se trata de uma sucessão de presentes que passam conforme o tempo cronológico. Trata-se ou de um esforço de evocação produzido num presente atual, e precedendo a formação das imagens-lembrança, ou da exploração de um lençol de passado do qual, ulteriormente, ou seja, “posteriormente” , surgirão as imagens-lembrança. É um aquém, e um além, da memória psicológica: os dois pólos de uma metafísica da memória.

    Fotografia é memória. Qualquer imagem, seja qual for a escola a que pertença, é uma história, um olhar sobre o passado, o presente ou sobre um possível futuro.

    Outra referência significativa:

    A produção cinematográfica é complexa, possuindo vários suportes, a partir dos
    quais são realizadas obras feitas de imagens em movimento e de sons criando uma
    linguagem particular e articulando tempo e espaço específicos. Assim, o filme deve
    ser compreendido, essencialmente, como uma (re)construção de uma imagem de
    uma realidade física ou mental.

    Essa realidade fílmica contempla uma realidade física e material (paisagem ou
    cenário), mas a apresentação estrutural dessa imagem ressalta os laços entre as
    idéias e as emoções, assim como o gosto e a cultura do realizador, ou seja, as
    imagens são estruturadas de forma significativa, criando uma comunicação entre o
    realizador (pessoa ou grupo) e o público, a partir de um dado universal (o tema),
    construindo o imaginário cinematográfico.

    Tal imaginário, baseado nas idéias, no gosto e na mentalidade do realizador e demarcado pela sua época, interage com a mentalidade e com a maneira de viver e de pensar dos públicos de cinema, formados também por indivíduos histórica e socioculturalmente determinados apresentando diferenças em termos de tempo e de espaço.

    Tal idéia se sustenta, por exemplo, na diversidade estética do cinema brasileiro que acompanha a diversidade regional do país, possibilitando a existência de um
    cinema múltiplo; dessa forma, o tema, o modo de fazer e de ver os filmes feitos no extremo sul do país, retratam, freqüentemente, através do cenário, da linguagem e dos personagens, a especificidade do gaúcho, não encontrando equivalentes em outras regiões; isso explicaria, entre outros aspectos, o fato de que os filmes gaúchos alcancem um público muito mais representativo na sua região de que em outras do país, assim como o fato de que filmes, principalmente aqueles com outra temática regionalista, encontrem resistência do público no Rio Grande do Sul.

    Assim, o filme propõe a cada indivíduo a vivência de uma experiência particular, com uma reação demarcada pela sua situação histórica e cultural.
    Esse encontro entre o espectador e o filme é sustentado por fenômenos como a analogia e a dissociação.

    Para Paul Ricoeur, “a analogia permite transpor todas as características da consciência individual do Eu ao Nós”.

    Falaremos, então, de identidade coletiva, de continuidade da memória coletiva.

    Mas a força de ligação continua sendo a “analogia” .

    Nesse sentido, podemos afirmar que a imagem cinematográfica é, por excelência, a analogia do real e é, através dela, que o espectador constrói sua própria percepção do filme de acordo com uma visão “natural” que diz respeito a um processo fisiológico, mas, principalmente, cultural e de acordo com as convenções técnicas que colocam o objeto em representação, como, por exemplo, a luz e os contrastes de cor, historicamente determinados.

    Em suma, é a partir desses três processos – fisiológico, cultural e técnico – que se movimenta a percepção analógica no cinema.

    tio Guz

    Comment by Gustavo — 01/07/2011 @ 7:49 AM

    • Gustavo > esta função do cinema ou da imagem ou da imagem-tempo > sem confusões na interpretação merece um post.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 02/07/2011 @ 8:55 AM

  10. Esqueci da autora do texto, a Gutfreind, senão me engano gaúcha.Ótima referência quando o assunto é cinema.

    xxxxxxxxxxxx

    A Ela me deixou um beijo e eu agradeço, mas eu acredito que o tio Guz possa lhe ser decepcionante, com seus desajeitados quase 1 metro e noventa.
    de qualquer forma um beijão pra voce também.
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 01/07/2011 @ 8:06 AM

    • Feliz de ti, Guz. Eu só tenho 1 metro e sessenta e cinco, mas porque tu escreve GuZ?

      Comment by Ela — 01/07/2011 @ 8:19 AM

  11. Boa noite Windmills, Fy,

    Como voces sabem ainda estou tentando atravessar Mil Platôs… e como disse a Fy, é um caminho longo!
    Mas o post pra variar é lindo e eu dei uma espiada na Alice, fazia tempo que eu não me atualizava por lá.

    A sincronia entre o Istoirio e este parágrafo:O movimento das nuvens altera-as por surgimento e aparição, como se uma figura, um contorno, uma linha, uma crista, viessem completar o que resta do desaparecimento dos traços anteriores, como se uma figura invisível virtual se atualizasse no prolongamento das que olhávamos e que já não estão lá.
    Foi muito significativa pra mim. Nem preciso me explicar, basta olhar.
    beijo e mais uma vez parabéns a todos pelos comentários,

    Sofia Mastrada

    Comment by Sofia — 01/07/2011 @ 2:57 PM

    • e como disse a Fy, é um caminho longo!

      e agente não consegue parar , não é ?

      O Istoirio é mto significativo…. Sofia, pra mim tb .

      Um dia ainda vou escrever sobre isto….

      bj

      Comment by Fy — 02/07/2011 @ 8:51 AM

  12. Belíssimo.
    Adorei os traços livres.

    Bel

    Comment by Isabel — 01/07/2011 @ 2:59 PM

    • ahahahah….

      estes são do euqfiz!

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 02/07/2011 @ 8:52 AM

  13. Post DUK@

    Comment by duk@ — 03/07/2011 @ 12:40 AM

  14. Maravlha, Fy. Os comentários idem.
    E este vídeo ThoughT of you… é de chorar.Que coisa mais linda!É uma dança verdadeira,com nossas lembranças, nossas emoções. Concretização virtual do imaginário. Eu fiquei pensando se isto, além da beleza,não seria uma excelente terapia. Se efetivamente dançássemos com nossas emoções. Por vezes para “esgotá-las”, por outras para intensificá-las.Vou organizar isto, pelo menos pra mim rsrsrs.
    obrigado mais uma vez, nice weekend for all!
    Marília

    Comment by Marília — 03/07/2011 @ 12:47 AM


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