windmills by fy

22/07/2011

Face the world – I

Filed under: Uncategorized — Fy @ 1:20 PM

 

 

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 . . . porque somos  nossas  forças , nossas  idéias , nossos desejos ,  nossos afetos ,

e sobretudo os investimentos concretos ou não concretos  de tudo isso num campo social concreto ou  não – concreto .

e   porque

tudo isso muda e se reconfigura o tempo inteiro e portanto não pode ser encerrado numa imagem ou numa definição .

Francisco  Fuchs

 

 

 

 

 

 

O  Anarco  tem escrito sobre isto .    aqui   ,   aqui   e agora  – ahahahah –  , acabei de ver . . .  : aqui .

E  aposta em uma  livre condição de escolhas .  –   Eu também .

 

Mas ele vai além  e determina  um livre acesso à esta liberdade de escolhas , por todos os seres humanos . 

E  eu . . .  ainda   desejo  e  sonho com isso  .

 

 

 

Meu     filósofo preferido    fala de uma Vida como virtualidade , diferença , invenção de formas , potência , beatitude .

 

 

 

Usa-se também , o termo Vida Nua , que , ao contrário , tal como   Agamben  o teorizou ,

é a Vida reduzida ao seu estado de mera atualidade  , indiferença , disformidade , impotência , banalidade biológica . 

 – e que é ,  –  proselitismos  incompreensíveis descartados … – amplamente explorado por  diversas   crenças filosóficas ou religiosas  ,

onde a Vida é interpretada como uma oportunidade de sofrer e negar a própria natureza ,

em virtude de se tornar um fantasma feliz  e alguns patifes  espertos , bem  vivos e satisfeitos .

 

 

A mim parece mais convidativa , útil e sobretudo saudável , a produtividade holística  que Deleuze propõe .

 

 

 

Mas como compreender isto , como compreender Deleuze ,

como estar nesta  composição  desejante  cuja imanência se autoproduz  e reproduz  ,

tecendo-se em trajetórias de múltiplos devires  ,

agenciando-as   em direção  a meus desejos ,

traçando linhas em meu cotiano cujo sentido estivesse explícito  em sí mesmo ?

 

 

 

Nem sempre ler ou falar que leu . . . é conhecer .

Eu preciso compreender , explorar, descascar , sentir o gosto ,

e mais :    Aplicar .       Sentir efeito .

 

 

 

Eu  comecei   devagarinho , conhecendo ou talvez reconhecendo o que mais se adaptava ao meu eu ,

[ que   jamais conseguiu se  escravizar   em sisteminhas paranóicos dos   corre-corres  >  ego – daqui – que –  eu –  te – esgano  – alí    

. . . e  outras demências do tipo , procurando –  procurando – self –  cadê – a – iluminação  …  

que me transformará de ameba – simulacro – mal – acabado ….   … em fantasma  incolor ,  indesejante , indolor , e … divino … ]

 

 

 

Se  esta quermesse do    “ daqui – a – pouco ”    também não te atrai  , 

e  a   Vida lhe parece  uma Experiência e não uma Teoria  Escalafobética ,

–   c ‘ mon and welcome ,   let’s looping on the ghost train of time  . . .  with me .

 

     

 

 

 

 

  Nasci sujeito como os outros a erros e defeitos ,

Mas nunca ao erro de querer compreender demais ,

Nunca ao defeito de exigir do Mundo que fosse qualquer coisa que não fosse o Mundo.

 Alberto Caeiro

 

 

 

Spinoza também . 

Baruch Spinoza foi um filósofo moderno do séc XVII

que propôs uma ética bastante interessante e

com visões bem diferentes do que se costumava ter e pensar na sua época .

 

 

 

Ele não separa em momento algum    pensamento  de  ação , ou   especulação  de  prática ,

e com isso mostra a idéia de que :   o modo como nós pensamos ou  como conhecemos

expressa o modo como nós vivemos , ou seja ,

para ele qualquer forma de conhecimento irá refletir uma maneira de viver .

  

A partir desse pensamento , uma importante contribuição de Spinoza para a história da filosofia fica registrada

quando ele introduz uma tese que se chamou de Paralelismo Psicofísico ,

aonde ele vai contra o dualismo entre corpo e alma ,

e se opõe aos filósofos da ” transcendência ”   como Descartes e  Platão .

 

 

Aí . . .  aiaiai : acabaram com ele !

Como desqualificar um Sistema  de Dominação tão barato e lucrativo como este ?

Abomine  o corpo … e sua alma estará garantidamente  ” salva ”  .

Como desmistificar  este  conceitinho  útil e   “ monstruoso ”  ,  

pilar e sustento de  religiões e ideologias de submissão ,

humilhação e negação do   ” Viver ”   a  Vida como um direito inalienávelmente Humano ?

 

 

 

Em sua tese Spinoza apresenta o corpo de forma bem diferente de como o viam até então ;

ele afirma que não há diferença de natureza entre o corpo e a alma

e sim , que esses dois corpos constituem juntos um único ser .

Com essa afirmação ele vai contra todo um pensamento antigo que valorizava essa dualidade ,

onde estava  presente a intenção de desvalorização do corpo e o enobrecimento da alma .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O filósofo nos mostra um caminho ético e mais digno de vivermos sendo o que somos ,

nos assumindo com nossos próprios problemas ,

e pretendendo  fazer assim um estilo de vida mais saudável e produtivo .

Como diz um cantor brasileiro :   ” cada um sabe a dor e delícia de ser o que é ” . 

É isso que Spinoza nos estimula a fazer , sejamos o que somos e aprendamos a sermos felizes assim !

Não que a vida seja só alegria , não ,  os problemas continuam e continuarão sempre existindo enquanto houver vida .

Para Spinoza , um verdadeiro problema é aquele cuja solução é sempre uma invenção .

Assim , viver é problematizar , vida passa a ser posição de problemas .

Ou seja , sonhar com uma vida sem problemas é o mesmo que sonhar com a morte .

É acabar com a vida que se tem .

O mais importante e difícil nisso tudo é :  saber discernir os problemas reais e vitais , dos falsos problemas .

 

 

 

. . . E como as coisas que podem ser imaginadas facilmente

são mais agradáveis do que as outras ,

os homens preferem a ordenação à confusão ,

como se a ordenação fosse algo que ,

independentemente da nossa imaginação , existisse na Natureza . . .  

Spinoza

 

 

Já sabemos então que para Spinoza corpo e alma são a mesma coisa ,

juntos formam um único ser com a mesma natureza .

A partir daí ele conclui que o espírito nada mais é que a Idéia do Corpo .

 

 

Para ele , Idéia é um modo do pensamento ,

e todo Corpo é representado por uma Idéia : que é também um modo da expressão.

E , como expressão do pensamento , todas as Idéias são maneiras de pensar , ou seja , modo do pensamento .

  Ele cria assim a noção de Corpo-Idéia como sendo tudo que existe ,

porque na sua visão tudo que imaginamos , sonhamos , pensamos , sentimos ,

são Idéias  [ modo do pensamento ] , e tudo que percebemos como estando fora de nós ,

tem uma extensão que é Corpo   [ : modo da extensão ] .

 

 

 Spinoza diz também que o pensamento e a extensão nada mais são que :  atributos da natureza , que para ele significa deus .

Resumindo isso :  Spinoza vê o homem como sendo modos de dois atributos de deus : modo do pensamento   e da   extensão .

 

 

Assim, para ele nós estamos em deus e deus é espírito , que para ele nada mais é que :  

a expressão da matéria , que é o que ele chama de Idéia .

 

 

Para entendermos Potência segundo Spinoza ,

podemos partir de sua definição de deus como sendo um ente absolutamente infinito ,

isto é , uma substância com infinitos atributos onde cada atributo expressa uma essência eterna e infinita .

Para Spinoza Deus é Natureza .

 

 

Essa essência eterna e infinita que os atributos de deus expressam é a Potência de Deus ,

ou seja , Essência e Potência são sinônimos .

Temos que pensar a Essência como Potência , singularizando a essência de cada coisa ,

assim tornamos a   Potência como sendo Única e ,

conseqüentemente  tornamos também :  diferente e única  : cada coisa existente na Natureza .

 

 

Com isso podemos dizer que : a Potência de cada coisa , de cada ser é   única ,

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e assim sendo nossa Essência enquanto Potência não pode ter uma forma , pois assim não haveria identidade de cada ser .

 

 

 

 

Spinoza diz então, que nossa Essência enquanto Potência é uma Força :  uma Intensidade .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pensando dessa maneira mudamos toda uma maneira de pensar no Indivíduo Humano.

Agora o que vai ser importante é conhecer a Potência de cada ser : a Essência de cada ser.

 

 

 

E Spinoza diz :

 

 

” tudo que digo que sou é fruto do Exercício da minha Potência , mas não sou tudo que digo que sou porque sou em Essência uma Potência ” .

 

 

 

 

 

 

 

 

Podemos dizer então que cada ser pode se expressar de mil e uma formas

 

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e que essa expressão vai variar de acordo com a Potência de cada ser , ou seja :

 

                                                                                                o modo de ser    de alguma coisa >  não é sua forma e sim sua Potência  .

E  a  Potência  dessa coisa , ou desse ser , só é conhecida no Exercício dessa coisa ou desse ser .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                    

 

 

Tudo na vida passa a ter uma Potência ,

e tentando juntar isso com o conceito de Liberdade dado por Spinoza , onde ele diz que :

Liberdade seria exercitar nossa potência até o limite ,

> aiaiai :  nos deparamos com um enorme problema dentro da nossa sociedade moralista  e tão . . . cínica .

 

Assim podemos ver que Liberdade se opõe a Constrangimento ,

e que se queremos ser Livres e Éticos perante a vida ,

devemos agir nos agenciando com outras Potências ,

numa relação produtiva que faça expandir nossa Potência ,

e também evitando aquelas Potências que constrangem ,

que diminuem a nossa Potência , e com isso , nossa Liberdade de Expressão .

 

 

 

 

 

Segundo Deleuze ,  ao contrário da visão psicanalítica  [ que anda confusa . . . quanto a este conceito . . . ] ,

o Inconsciente não é um Teatro ,

mas sim uma Fábrica ,   >    é Produção .

O Inconsciente  > Produz  , > não representa .

 

– no próximo , mais Spinoza . . .  com seu também  incrível  conceito de Inconsciente .

 

 

Fontes :

Francisco Fuchs

Paula Godoy

Piaget

Alice Valente

Humberto Maturana

Francisco  Varela

Deleuze

Agamben

 

Fy

35 Comments »

  1. Boa Noite moçada, mesmo que ninguem responda nesta sexta friorenta com uma chuvinha que só se resolve com uma comidinha especial, muito vinho, e um pouquinho de filosofia por aqui.

    Querido Espinoza.
    Se bem que falando sério Espinosa bem sabia que nem todo mundo pode fazer filosofia… Fazer filosofia tem uma causa; não fazer, também. Uma das causas da não-filosofia é que a regra, em uma sociedade, é: antes a superstição, a servidão e a obediência, ao invés do Conhecimento, da Liberdade e da Compreensão.
    Não só sabia como sentiu na pele.

    Eu gostei muito das fontes de consulta que voce usou, mas se me permite, me lembrei de mais alguem, o Edgar Morin. Gosto do Pensamento Complexo, lembra ? E a proposta de Morin de compreender e visualizar o mundo numa perspectiva maior, macro, como um todo, de forma integral, de forma global, de modo ecológico, holístico, indissociável, multidisciplinar e sistêmico, sem desrespeitar a unicidade.

    Uma teoria que desmonta esta necessidade de pôr ordem nos fenômenos ao rejeitar a desordem, de afastar o incerto, mania de selecionar os elementos de ordem e de certeza, de retirar a ambigüidade, de clarificar, de distinguir, de hierarquizar…

    Que na verdade não passam de operações que ‘acomodam’ a inteligência numa praticidade vazia, burra, como se fosse uma prateleira ou um arquivo, mas que acabam por torná-la cega ao eliminar os outros caracteres do complexo; e efetivamente, acaba nos cegando cada vez mais. (Mais complexo que escrever aqui não dá…. nem bêbado! huahuhauHHuuaa)

    Agora peguei no tranco, vambora com o Pensamento Complexo. Se eu ‘conseguir’ pular linha vai ficar mais compreensível.

    O pensamento complexo tem como princípio a dialógica, isto é, compreende os contrários sem necessidade de exclusão.

    É um conhecimento voltado para o conhecimento:

    Todo o conhecimento supõe ao mesmo tempo separação e comunicação.

    Assim, as possibilidades e os limites do conhecimento revelam do mesmo princípio:

    o que permite o nosso conhecimento limita o nosso conhecimento,e o que limita o nosso conhecimento permite o nosso conhecimento. (atente que limitar não significa proibir, o sentido aqui é totalmente outro)

    O conhecimento do conhecimento permite reconhecer as origens da incerteza do conhecimento e os limites da lógica dedutiva-identitária.

    O aparecimento de contradições e de antinomias num desenvolvimento racional assinala-nos os estratos profundos do real.

    Quem está familiarizado com Nietzsche, a conviver com os contrários sem excluí-los, a viver sob um pensamento circular e perspectivista sabendo que “verdade” e “mentira” são celas criadas por nós para aprisionar nós mesmos, não terá dificuldade com Morin e sua proposta.

    A circularidade está presente no pensamento complexo, porém, este é sustentado, sobretudo, pela abordagem Sistêmica que compreende uma teoria que busca olhar para o “todo” e para as “partes” buscando relações entre elas, sabendo que o “todo” é diferente da soma das “partes” e estas por sua vez são diferentes do “todo”.

    Infelizmente ainda estamos muito presos ao pensamento linear e as leis de causa e efeito; estamos acostumados a fazer de teorias e conceitos lentes únicas para ver o mundo e acreditar que, a “nossa teoria”, senão é a única correta, é a que melhor serve para compreender o mundo.

    Somos cada vez mais ignorantes especializados em especializações.

    No modo como estamos acostumados a raciocinar dizemos que determinado fenômeno “é assim”, no pensamento complexo avaliamos e dizemos que as coisas “estão assim”, isso significa eliminar o caráter fixo e imutável do conhecimento que temos sobre os objetos em prol de uma avaliação de um contexto que está constantemente em transformação.

    Por aqui tenho que saudar o amigo Francisco Fuchs!

    Aliás este post começa com ele e terminará também, um grande viva pra Autopoiese.
    Esta fica pra amanhã.

    beijo a todos, grande noite,
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 23/07/2011 @ 11:18 AM

    • Gustavo, pra variar vcs fizeram falta!

      O Pensamento Complexo do Morin, na minha opinião, é uma conclusão óbvia. hahaha – Somos complexos, – vivemos num mundo complexo – administramos informações complexas !

      Eu acho, Guz , q a “gde” dificuldade, principalmente “qdo” o acesso ao Conhecimento é “possível” > é q as pessoas querem isto e aquilo > o q é saudável,

      claro, // – mas só é realmente saudável caso se dispuzessem a pensar – raciocinar > e isto significa romper aquela membraninha “poderosa” que limita o

      território dos rebanhos: a Zona de Conforto.

      Tipo qq coisa assim > de que comunidade – rebanho eu faço parte ?

      Seja filosófica, religiosa, economica, financeira, política, etc….

      [ por isto as Empresas “imploram” por Criatividade! – e mts dos blogs que à princípio traziam coisas interessantes começam a cair na indiferença ]

      Qdo alguém percebe q literalmente não se enquadra em alguma linha de pensamento, “corre” pra se “enformar” em alguma . . . qualquer . . . outra .

      Ninguém pensa e se exprime > ao contrário : elas se “justificam” . Não “criam” porque tem medo > precisam se sentir “escoradas” por alguma “certeza” .

      Vc lembrou do Morin > e do Pensamento Complexo :

      “Infelizmente ainda estamos muito presos ao pensamento linear e as leis de causa e efeito; estamos acostumados a fazer de teorias e conceitos lentes únicas para ver o mundo e acreditar que, a “nossa teoria”, senão é a única correta, é a que melhor serve para compreender o mundo.
      Somos cada vez mais ignorantes especializados em especializações.”

      Vou completar em outro comment, senão fica enorme demais .

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/07/2011 @ 3:33 AM

      • Ufa! acho q agora consigo parar um pouquinho! O JP tá certo…. 2ª é 2ª.

        Vamos lá de Pensamento Complexo e a capacidade ou não de ancorar na incerteza .

        ” Abandonemos a missão de Prometeu e tornemo-nos seres terrestres ” > é até engraçado isto de tão óbvio, nãoénão? … depois então de assistir o vídeo da Carol ! . . . ! Darfur…. entre tantos outros …..

        ainda o Renato:

        – A nossa situação é, em virtude desta constatação, extremamente complexa, porque somos, integralmente, filhos do Cosmos e estranhos a esse mesmo Cosmos.-

        – caroneando Morin e continuando:

        Poderia exemplificar com o organismo humano, mas vou tomar simplesmente o exemplo de um copo de vinho do Porto.

        Se pegarem um copo de vinho do Porto e o interrogarem,

        podem ter a certeza de que nesse vinho do Porto há partículas que se formaram nos primeiros segundos do Universo,

        ou seja, há cerca de sete a quinze bilhões de anos;

        há também o hidrogênio, um dos primeiros elementos a ser formado no Universo,

        e produtos do átomo do carbono, formado quando da existência do sol anterior ao nosso.

        No copo de vinho do Porto, há a conjugação de macromoléculas que se juntaram na terra para dar origem à vida

        e há ainda a evolução do mundo vegetal, a evolução animal, até o homem,

        e a evolução técnica que permitiu ao ser humano extrair o sumo da uva e transformá-Io, através da fermentação, em vinho.

        Hoje, existem técnicas mais evoluídas, mais sofisticadas, da informática, que permitem controlar,

        nos depósitos, a fermentação desse vinho que vai transformar-se em vinho do Porto.

        Dito de outra maneira, num copo de vinho do Porto temos toda a história do Cosmos e, simultaneamente,

        a originalidade de uma bebida encontrada “apenas” na região do Douro. – Morin

        E… “estranhamos a nós mesmos”.

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 26/07/2011 @ 5:52 AM

  2. Oi Gustavo, to aqui te lendo, e to me sentindo muito desparticipada destes papos e complexidades! Eu sei que a culpa é minha, mas vou dar um jeitoso nisto já!

    Fy, linda esta gravura da Boutella, será que dá pra ampliar? Uma parede inteira aqui na academia? Gil Total! E Gil “spinoza” quando escreve sobre como a dança modifica o corpo, que normalmente pesa sobre a terra e recebe interferência das forças do mundo. A dança se utiliza justamente do peso para gerar o impulso que fará o corpo leve e fluido mover-se num espaço onde o corpo passa a ser não mais uma unidade, mas um elo entre os corpos, entre os espaços e os movimentos, de modo a se criarem corpos virtuais, extensões do corpo físico.
    Vou deixar uma obra prima aqui pra voces, que eu achei hoje, mostrando como os corpos acabam se tornando uma extensão um do outro, “sem perder a unicidade” um do outro, gostou Gustavo? mas compondo um mesmo movimento. Vamos ver se eu aprendi a colocar.
    Isto também é um apelo à participação:

    bjitos da Carol.

    Comment by Carol — 23/07/2011 @ 12:18 PM

    • Maravilhoso, Ca.

      – pedí pra o JP.

      bjs

      Comment by Fy — 26/07/2011 @ 6:01 AM

    • Carol,

      Peguei a imagem, vou ver o que dá pra fazer.
      Abraço
      João Pedro

      Comment by João Pedro — 26/07/2011 @ 7:50 AM

  3. Belíssimo Carolzinha!
    Eu nunca fui – nem de raspão – uma pessoa política. A minha juventude permitiu-me, durante muito tempo, habitar a minha concha, voltada exclusivamente para as pequenas coisas – os livros, a música, os grandes e terríveis amores, as estações, a poesia da vida quotidiana, um ou outro apontamento de beleza ou de horror.
    Permitiu-me, durante um tempo mais do que razoável, manter-me a salvo da chatice da dura realidade dos telejornais – resguardei-me tanto quanto pude do terror da atualidade. Sempre me preocupou mais o existencialismo, a condição humana em geral, do que a existência em si mesma, a vida das pessoas em particular.
    Digamos que me dei ao luxo de, anos a fio, praticar uma espécie de abstinência opinativa, que por estes dias tenho que interromper, porque me vejo a ter pesadelos durante a noite e a acordar para uma realidade que, infelizmente, não foi apenas parte de um sonho mau. Tenho que sair da minha concha porque já não consigo entrincheirar-me dentro dela contra a estupidez – já não está trancada do lado de fora, invade tudo, tudo, me faz perder a concentração para aquilo que realmente importa, ou aquelas coisas que parecem não ter mais importância.
    Excelente post, Fy, excelente mensagem, e sempre um alerta à Participação. Com atitude, sem perder a leveza, a graça e a poesia.

    Isabel.

    Comment by Bel — 23/07/2011 @ 12:25 PM

    • Buenas, Bel, parabéns pelo comentário!
      Sempre me preocupou mais o existencialismo, a condição humana em geral, do que a existência em si mesma, a vida das pessoas em particular.
      Inspirado em voce e no Renato, arremato com um pouco mais de Edgar Morin:

      Somos filhos da natureza viva da terra e estrangeiros a nós próprios. Esta reflexão leva-nos a abandonar a idéia que considerava o ser humano como centro do mundo, mestre e dominador da natureza, defendida por grandes filósofos ocidentais como Descartes, Buffon, Karl Marx. Hoje, essa ambição parece-nos completamente irrisória, porque vivemos num planeta minúsculo, satélite de um pequeno sol de segunda classe, que faz parte de uma galáxia extremamente periférica; estamos, por essa razão, perdidos no Universo.

      Mas, se devemos abandonar a visão que faz do homem o centro do mundo, devemos salvaguardar a visão humanista que nos ensina que é necessário salvar a humanidade e civilizar a terra. Abandonemos a missão de Prometeu e tomemo-nos seres terrestres, quer dizer, cidadãos da terra, o que nos remete à idéia por mim desenvolvida no livro Terra-Pátria; para compreendê-Ia, é necessário refletir sobre a palavra “Pátria”. A palavra “Pátria” significa três coisas: identidade comum, comunidade de origem e de destino e comunidade de idéias.
      Edgar Morin

      Quanto à Spinoza, Fy, acho que vale a pena publicar aqueles parágrafos da Alice Valente que nós discutimos aqui em casa, quando encontramos aquela discussão sobre Psicologia.

      E mais, já que falamos em Prometeus (de 5ª e 6ª pra não dizer sem categoria)energumenos limitados por cultos assassinos, e exultantes em sua própria ignorância “crística” ou qualquer outra discrepância do gênero, estes que tão próximos cultivam “iluminadas mensagens divinas” promovidas por psicopatas extremistas e desumanos, que arrotam doutrinação e condicionamento, estas sim verdadeiras “teorias de conspiração pra lá de matrixianas” deixemos mais um legado de horror, de sangue, promovidos por um deturpado que acertadamente se denomina “cristão” e que nós, para nos desculpar acrescentamos a conveniente palavrinha “radical”. O “espetáculo” da Noruega.Mais uma “fogueira”.

      Isso deve tornar mais complexa a nossa visão da história e levar-nos a compreender a incerteza do nosso tempo, visto que não há progresso necessário e inelutável; sabemos que todos os progressos adquiridos podem ser destruídos pelos nossos inimigos mais implacáveis: nós mesmos, dado que hoje a humanidade é a maior inimiga da humanidade. Edgar Morin.

      Parabéns, Fy, espetacular !
      beijo
      (tio) Renato

      Comment by Renato — 25/07/2011 @ 12:39 AM

      • Aloha Renatão,

        Nada véio, a Amy fez muito mais alarde que os 90 e tantos que se estrumbicaram na loucura do radicalzinho.
        Revoltante isto. E a brasileirada curte…
        Vai se ler de tudo, menos que o cara era “cristão”.

        Por isto, Fy, que é “permitido” negar o holocausto, a inquisição, os genocídios católicos, a pedofilia, estrupos,enriquecimento as custas dos otários, e por aí vai a bagunça toda.

        Este site portuga, tacou a boca no mundo, tá até engraçada a parte dos comentários.

        “Engraçada” é foda em se tratando de, mas acaba ficando cômico de tão trágico o cinismo descarado da ganância.

        Renato, dá uma olhada aqui:http://aventar.eu/2011/07/23/anders-behring-breivik-nao-e-um-terrorista-e-um-cristao/
        abraço
        TocaYo

        Comment by TocaYo — 26/07/2011 @ 11:28 AM

    • Oi Bel!

      Bom que voce gostou.

      Eu lí a resposta do Renato. Nem precisa acrescentar mais nada. É isso.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/07/2011 @ 6:04 AM

  4. Oi Fy, gostei muito do post. Legal as analogias com a dança e como as diferenças se complementam ou se estendem, quando coexistem.E como as potências contam com infinitas formas de se desenvolver.Seria legal se compreendessemos o quanto estas diversas formas contribuem entre si, mesmo que se manifestando paralelamente.
    Quanto ao trabalho de Espinoza,há uma diferença fundamental entre ética e moral. Espinoza não faz Moral, por uma razão muito simples: ele nunca se pergunta o que nós devemos, ele se pergunta todo o tempo do que nós somos capazes, o que é que está em nossa potência, a Ética é um problema de potência, e jamais um problema de dever. Nesse sentido Espinoza é profundamente “imoral”. O problema moral, o bem e o mal; Espinoza tem uma natureza alegre porque não compreende o que isto quer dizer.O que ele compreende são os bons encontros e os maus encontros, os aumentos e as diminuiçoes de potência. Lá ele faz uma Ética e de maneira nenhuma uma Moral. Por isto é q ele tanto marcou Nietzsche.
    Abraço

    Comment by Rodrigo — 24/07/2011 @ 10:29 AM

    • Hi man, isso mesmo. Vamos ver se eu consigo fazer a 2ª parte.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/07/2011 @ 6:06 AM

  5. Bom dia sobreviventes desta madrugada gelada e chuvosa e deste mundo onde a heterogeinidade comanda o espetáculo quer agente queira ou não. Excelente apresentação,Fy, Spinoza agradece.Excelentes comentários também.
    Voce pesquisou em Maturana e Varela coforme a citação das fontes. Dois biólogos que revolucionaram e estenderam a Biologia à uma infinidade de áreas segundo a lógica de suas conclusões.Sou fã.
    A linha de pensamento que une a filosofia natural de Spinoza aos segmentos da teoria dos dois biólogos é nítida.Bacana perceber que voce se apercebeu.
    Como bem lembrou logo acima o Gustavo, Poiesis é um termo grego que significa produção. Autopoiese quer dizer autoprodução. A palavra surgiu pela primeira vez na literatura internacional em 1974, num artigo publicado por Varela, Maturana e Uribe para definir os seres vivos como sistemas que produzem a si mesmos de modo incessante. São sistemas autopoiéticos por definição, porque sempre recompõem seus componentes desgastados. Assim, um sistema autopoiético é ao mesmo tempo produtor e produto.Em termos filosóficos, o conceito de autoprodução já havia aparecido no século 17 na obra do filósofo holandês Baruch de Espinosa. No século 18 ela reapareceu no livro Crítica da faculdade do juízo, do pensador alemão Immanuel Kant, que se refere ao organismo como “um todo que se autoproduz”.
    No entanto, mesmo antes de Kant e Espinosa já existia a idéia de autoprodução, esboçada por Aristóteles e sugerida pelos filósofos estóicos e por Sêneca. Plotino, expoente da filosofia neoplatônica – período que encerrou a filosofia grega antiga – já havia falado em autocausalidade no sentido de autoprodução.
    Tudo isso visto, se é certo que a idéia de que o produtor é ao mesmo tempo o produto já existia antes dele, é também correto que Maturana a desenvolveu, deu-lhe o nome de autopoiese e a reformulou, sobretudo em termos biológicos. Nesse sentido, ele é um pensador fundamental.
    É uma leitura que sem dúvida nenhuma vale a pena. Para quem não éstá familiarizado recomendo com satisfação.
    Abraço
    Vitor Simmonsen

    Comment by Vitor Simmonsen — 25/07/2011 @ 3:25 AM

    • Bom dia sobreviventes desta madrugada gelada e chuvosa > Bom dia doctor! Frio pra nós > calor sufocante in NY!

      ——————————————–

      Ah eu também gosto demais deles.

      Vale a pena sim, inclusive fazer um post sobre autopoiese.

      Spinoza era um fenômeno!

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/07/2011 @ 6:19 AM

  6. Bom dia Windmills, Fy,
    Acabei de ler que Espinoza tinha uma natureza alegre, no comentário do Rodrigo, imagine como ele ficaria satisfeito assistindo uma aula sobre ele, tão adorável quanto esta.Como a dança consegue traduzir tantas coisas!
    Junto minha indignação a do Renato, diante de mais este espetáculo de radicalismo e de obscurantismo. Me lembrei do post da menininha que pede ao pai que abra a porta.Um beijo para todos voces, estou aguardando a segunda parte.
    Sofia

    Comment by Sofia — 25/07/2011 @ 4:48 AM

    • Oi Sofia,

      Tb adoro aquele vídeo. Tantos homens deixaram mensagens e lições tão incríveis. E agente tem q testemunhar esses horrores como o da Noruega, o do Realengo…. em pleno 2011. ah… gde coisa… 2011 > parece q paramos de evoluir faz teeeempo.

      Taí, enfim, mais um “crente” > mais um “cristão” …. > que “religião” vai condená-lo ?

      Leia as instruções “deste” deus aí :

      “Então, certamente, ferirás a fio de espada os moradores daquela cidade, destruindo-a completamente e tudo o que nela houver, inclusive os animais domésticos. Ajuntarás os despojos no meio da praça e a cidade e todo o seu despojo queimarás por oferta total ao Senhor, teu Deus, e será montão perpétuo de ruínas, e nunca mais se edificará”.
      Deuteronômio 13:15-16
      “E tens que consumir todos os povos que Jeová, teu Deus, te dá. Teu olho não deve ter pena deles…”.
      Deuteronômio 7:16

      Afinal…. tá na bibria!
      E ele é um “verdadeiro” cristão.

      Q barbaridade!

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/07/2011 @ 6:56 AM

  7. Eu devo ser uma alienada mas nunca entendi muito bem Spinoza como entendi te lendo. Muito legal teu blog.

    Comment by Zanira — 25/07/2011 @ 6:33 AM

    • Welcome Zanira, e que bom!

      Com certeza tb sou alienada > se “ser alienada” é não compreender. Eu tenho uma coleção de “não entender” > garanto q maior q a sua ! ahahahahah

      Faz assim : se complicar… pergunta. Pra mim, quase sempre… dá certo.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/07/2011 @ 5:59 AM

  8. E nem comentou nada o fim de semana inteiro!
    Quase nem abri o Wind nesta correria das minhas 2ªs. Tava bom o friozinho de Campos, não tava? Pra mim tava, pq o suor do ofício esquenta qualquer cérebro, pelo menos até ele cair no embalo,pegar no tranco, como disse o Guz.
    Primeiro parabéns mesmo pela apresentação e pela idéia do movimento e da dança como veículo.Passou: sentí e imediatamente consegui estar na idéia.

    Minha opinião é que Spinoza, não tava “além” do pensamento de sua época.Ele está “além” da nossa estúpida época.

    Não adianta explorarmos uma determinada classe de pessoas que tem acesso ou abertura mental ou moral, com o devido suporte de Conhecimento, na real, o mundo tem que ser avaliado por seus resultados.

    Infelizmente ainda temos os explorados e os exploradores.

    Os imbecis e os espertos.

    O papo de religiões, é uma putaria tão velha e tão lucrativa que seria impensável ou tão impensável desfazer-se desta balela quanto seria explodir os cartéis de drogas! Seria um chute no saco da economia.É só assistir o Senhor das Armas (Lord of War) e usar um pouquinho da massa cefálica.

    Só nos países comunistas é que não tem essa manha de “dividir” o poder. Aí então : são perseguidas. Ninguém “serve” a 2 senhores.

    E, muito bem lembrado, almas quebradas precisam de “senhor”. ou de “manual”. Tanto faz se é bribria ou o livrinho vermelho de Mao ou Lula.

    O resto Fy, é hipocrisia.
    Os países mais desenvolvidos da terra não tem este problema, e nem tanta ignorância.

    abraço aê
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 26/07/2011 @ 4:24 AM

    • Tb.. aquela cidade tava tão cheia … onde eu ia “espremer” o Spinoza ? hahahah

      Eu sou uma pedra na sua 2ª, hahahaha….

      Mas valeu, teu comment tá genial!

      O curioso é que a “falta” de religião é diretamente proporcional as melhores condições sociais, culturais e de saúde; ou seja, quanto mais desenvolvido o país, menos religião!

      Colocando em ranking, encabeçado pela Suécia:

      •Suécia
      •Vietnã
      •Dinamarca
      •Noruega
      •Japão
      •República Tcheca
      •Finlândia
      •França
      •Coréia do Sul
      •Estônia
      •Alemanha
      •Rússia
      •Hungria
      •Holanda
      •Inglaterra
      •Bélgica
      •Bulgária
      •Eslovênia
      •Israel
      •Canadá
      •Letônia
      •Eslováquia
      •Suiça
      •Áustria
      •Austrália

      http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=5845

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/07/2011 @ 6:39 AM

      • Eu deixo voce abusar da minha 2ª alucinada, eu deixo…
        e ainda te complemento:

        “Os dinamarqueses e os suecos têm um respeito muito forte pela dignidade humana. Eles criaram sociedades com as menores taxas de pobreza do mundo, as menores taxas de crimes violentos do mundo e o melhor sistema de educação e de saúde do mundo. Eles fizeram isso não como uma tentativa de agradar ou alcançar Deus, mas porque vêem um valor manifesto na vida humana e acreditam que o sofrimento é um mal em e além de si mesmo.”

        (Entrevista na íntegra: http://integras.blogspot.com/2008/12/pas-menos-religiosos-so-os-mais.html)

        Números:

        “Suécia (85%), Vietnam (81%), Dinamarca (80%), Noruega (72%), Japão (65%) e República Checa (61%) respectivamente, encabeçam a lista, seguidos por Finlândia (60%), França (54%), Coréia do Sul (52%), Estônia (49%), Alemanha (49%), Rússia (48%), Hungria (46%), Holanda (44%), Inglaterra (44%) etc. Todos esses países possuem alta renda per capta, exceto o Vietnam, onde o ateísmo não é orgânico, mas coercivo, isto é, imposto ou induzido pelo regime político ou religioso. Essa situação é encontrada também nos países do continente asiático – o mais populoso do mundo –, na Oceania e no Oriente Médio.”

        (Fonte: http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=74&materia=837)

        Outra fonte vem de Sam Harris, famoso filósofo ateu norte-americano em “Carta A Uma Nação Cristã”, onde ele mostra que os países mais desenvolvidos, justos e igualitários do mundo são compostos, em sua grande maioria, por ateus e não-religiosos. Nações desenvolvidas, mas que são muito religiosas, como os Estados Unidos, possuem taxas de criminalidade, injustiça, desigualdade, etc. menores que as dos países subdesenvolvidos, mas no entanto ficam muito aquém dos países ateus da Europa. Os Estados Unidos são um país com alta taxa de criminalidade, ao contrário dos países “ateus” do norte da Europa. Sam Harris mostra que na França, 70% (!) dos detentos nas prisões francesas são muçulmanos. A quantidade de ateus nas prisões francesas é muito pequena. Ao contrário do Brasil, onde o ateísmo não chega a 5%, portanto seria normal não encontrar muitos presidiários ateus (e não encontram). Na França, no entanto, existem muitos ateus, mas eles não saem por ai cometendo todos os tipos de crimes. Sam Harris continua:

        “Noruega, Islândia, Canadá, Suécia, Suíça, Bélgica, Japão, Holanda. Dinamarca e Reino Unido estão entre as sociedades menos religiosas da Terra. De acordo com o Relatório do Desenvolvimento Humano das Nações Unidas (2005), essas sociedades também são as mais saudáveis, segundo os indicadores da expectativa de vida, alfabetização, renda per capta, nível educacional, igualdade entre os sexos, taxa de homicídio e mortalidade infantil.”

        Abraço
        João Pedro

        Comment by João Pedro — 26/07/2011 @ 7:48 AM

  9. God against man
    Man against God
    Man against nature
    Nature against men
    Nature against God
    God against nature
    Very funny religion

    Palavras de Sukuzi, filosofo Zen, ao começar uma palestra na Europa.

    BEIJO
    Marianne

    Comment by Marianne — 26/07/2011 @ 6:43 AM

  10. Ficou excelente Fy, e como este cara dança! Pois é, TocaYo, a Amy realmente disfarçou sei lá quantas vítimas. Poderosa.
    Que estupidez!
    Vão disfarçar de todo o jeito, e os pastor? cuméquefica?
    A coisa tá pegando, vão inventar cristão-bomba, em nome de gesuis.
    Muito bom o site do português.
    Fy, vamos embora pra o Canadá!
    Como é que estão as notícias do atentado em outros lugares, alguem viu ?

    (alguem acredita que eu ainda tô aqui na Agência? por falar nisso este vídeo da Louis Vuitton tá lindo hem? )
    bjitos
    Ju

    Comment by Juliana — 26/07/2011 @ 11:54 AM

  11. Fysinha ô my gossssssh….. o lance não é “sapato” darling… é uma Louis Vuitton personnalizée!

    ui!
    bjitos
    Ju

    Comment by Juliana — 26/07/2011 @ 12:07 PM

    • HahaHahahahahahahah!!!

      Ah… eu sou premiada!

      mas…

      – that depends on the moment . . and … the woman … [ right? ]

      – So …

      Do you use Poison often?

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/07/2011 @ 1:16 PM

  12. “Nasci sujeito como os outros a erros e defeitos ,
    Mas nunca ao erro de querer compreender demais ,
    Nunca ao defeito de exigir do Mundo que fosse qualquer coisa que não fosse o Mundo.
    Alberto Caeiro”

    Oi Fy, esse poema é um daqueles que ficam na cabeça, e nos ajudam a pensar, qdo nos encontramos num mundo errático, de forças externas que consomem o melhor de nós mesmos…
    bjs!

    Comment by caio — 27/07/2011 @ 12:06 PM

    • Aloha Caio,

      pois é, a 2ª parte do Spinoza – hahaha – é justamente sobre uma forma de equilibrar esta “troca” de energia entre o que chamamos de “nós” e o q chamamos de “mundo”.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 30/07/2011 @ 4:30 AM

  13. Excelente blog.
    Sou Espinozista de corpo e alma, rs.
    Os ultimos atentados na Noruega nos fazem lembrar bem dos bons e maus afectos.

    Comment by Fernanda — 28/07/2011 @ 9:18 AM

    • Welcome aboard, Fernanda!

      Divirta-se > e comente qto quiser.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 30/07/2011 @ 2:30 AM

  14. Preciso botar o Sr. Deleuze na frente de J.R.R. Martin na minha lista de prioridades literárias, logo não acompanho esse povo comentando =P
    Fy, tô lendo o blog de trás pra frente e notei que esse tema é bastante pervasivo, a negação do que é inegavelmente humano em grande (toda?) parte da teologia e muita filosofia, e como você fez um post interpretativo de Alice no País das Maravilhas, escreveu alguma coisa sobre Cisne Negro?

    Comment by Lotus Eater — 29/07/2011 @ 10:22 AM

    • Xapralá, achei, buscando Black Swan =)

      Comment by Lotus Eater — 29/07/2011 @ 10:24 AM

    • Preciso botar o Sr. Deleuze na frente de J.R.R. Martin na minha lista de prioridades literárias, logo não acompanho esse povo comentando =P

      Xiii Lótus > eu q tô atrasada aê no lance > não lí e não assisti > já entrou na HBO ? credo…:I’m really late.

      Nesta mesma levada, eu adoro O Frank Hebert [ mesmo com os desastres cinematográficos q desastraram seus livros ]. Duna e toda a saga que ele criou ainda – pra mim – é insuperável .

      Em relação ao ser-humano > política – religião – evolução – ciências > as estratégias e manipulações entre todos estes conceitos > a busca humana pelos limites e deslimites > o confronto entre o humano e outras possibilidades de “existentes” > as metamorfoses genéticas naturais ou não – acho q entre todos os q gosto … -ahahah – é dele que eu gosto mais. Claro q sem esquecer Harry Potter!

      Por falar nisso > já viu ou tá acompanhando True Blood ?

      —————————–

      Voltando pra Deleuze > o justamente interessante, misturando tudo, é esta forma de filosofia que não se fixa > ao contrário > se extrapola nas famosas “linhas de fuga” > q qdo exploradas criam e recriam conceitos sobre conceitos.

      Comment by Fy — 30/07/2011 @ 4:12 AM

      • então > o wordpress “adotou” a filosofia deleuziana e escapou por alguma linha … antes de eu terminar!!!!

        Deleuze é apaixonante > mas o princípio é este : criar > então – mesmo sem lê-lo – vc é bem vinda com o q trouxer .

        e… vc tem uma bagagem … daquelas !

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 30/07/2011 @ 4:16 AM

        • Apesar de eu estar me coçando, não assisti a série ainda porque quero ler antes, pelo menos o primeiro livro. Senão vou ficar com os personagens já feitos na cabeça e não vou conseguir imaginar direito =P
          Com True Blood eu não li os livros e agora não tenho mais vontade, mas a série já tem seu próprio mérito. Não sei se é devido mais crédito à Charlaine Harris ou ao Alan Ball pelos twists, mas adoro a crueza natural com que acontecem. Aliás, esse estilão do Ball me dá vontade de assistir Six Feet Under de novo, mas são taaantas temporadas.
          Frank Herbert também está na lista, mas nunca cheguei nele (nem em Harry Potter, oh god), eita.
          E pulando totalmente de gênero literário, você conhece Jeanette Winterson?

          Bem, pra quem está mais exclusivamente a par de filosofias conceituadoras, essa danada filosofia tangencial é deveras curiosa, então vou adiar J.R.R. Martin só mais um pouquinho. O quê de Deleuze eu poderia procurar peregrinando sebos esse mês pra começar?

          Comment by Lotus Eater — 05/08/2011 @ 2:46 PM

          • E pulando totalmente de gênero literário, você conhece Jeanette Winterson?

            Vou dar uma olhada já já…. [ … ] hahaha

            True Blood me mordeu … tenho certeza! – até q não seria mal …. uma transformação sometimes…. –

            Pra Deleuze,

            O abecedário de Deleuze é legal… pra começar – e nem precisa ir ao sebo > vc encontra mta coisa pra download > vou te fazer uma lista.

            a taste :

            bj
            Fy

            Comment by Fy — 07/08/2011 @ 5:07 AM


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