windmills by fy

16/08/2011

Face the world III Deleuze – Spinoza

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:10 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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[…] Pertencer  realmente ao seu tempo . . . ,

– é verdadeiramente contemporâneo aquele que não coincide perfeitamente com ele ,

nem se adequa a suas pretensões e é , portanto , nesse sentido , inatual .

 

Mas , justamente por isso , a partir desse afastamento e desse anacronismo ,

é mais capaz do que os outros de perceber e de apreender o seu tempo .

 

 

 

 

 

 

Eu tenho escrito bastante sobre Spinoza, Nietzsche, Foucault…

E navegando aqui  nos comments , falei sobre esta palestra do Deleuze traduzida pelo  

Francisco  Fuchs   .

 

Um bom tradutor , principalmente em Filosofia , tem que conhecer o conjunto da obra do pensador ,

bem como a evolução de seu pensamento .

Alguns termos , conceitos vão ganhando novos coloridos com o desenvolvimento histórico  deste  pensador .

 

 

Alguns tradutores , inclusive , mantêm contato com o autor,

a fim de optar pelo melhor termo para fixar o conceito que o autor pretende indicar.

Em relação a Spinoza , infelizmente , não há como utilizar este recurso ,

então é importante saber que estamos em boas mãos …

 

 

Lotus, Mia , Juliana , e quem mais vier :  taí !

Não vou publicar na íntegra porque é grandinha , 

destaquei alguns trechos interessantes  e  deixo o link .

As  gravuras são do James Jean > o ilustrador mais deleuziano que eu conheço .

 

 

So , go on  –  again  ! :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No livro principal de Spinoza , que se chama  “ Ética ”  e está escrito em latim , encontramos duas palavras :

 

 

“ affectio ”

e

“ affectus ” .

 

 

Alguns tradutores , muito estranhamente  [  . . .  ] , traduzem-nas da mesma maneira .

 !  É uma catástrofe  !  

 

 

Eles traduzem os dois termos :  affectio e affectus , por  ” afecção ” .

Eu digo que é uma catástrofe porque , quando um filósofo emprega duas palavras é que , por princípio , ele tem uma razão ,

e além disso o francês fornece-nos facilmente as duas palavras

que correspondem rigorosamente a affectio e a affectus , que são  ” affection ”  [ afecção ]   para affectio

e  ” affect ”   [ afeto ]   para affectus .

 

 

Alguns tradutores traduzem affectio por afecção e affectus por sentimento ,

. . . é melhor do que traduzi-los pela mesma palavra ,

mas eu não vejo necessidade de recorrer à palavra   ” sentimento ”   já que o francês dispõe da palavra  ” affect ” [ afeto ] .

Assim, quando eu emprego a palavra “afeto” ela remete ao affectus de Spinoza,

e quando eu disser a palavra “afecção”, ela remete a affectio .

 

 

 

 

 

 Quando eu faço um encontro de modo que a relação do corpo que me modifica , que age sobre mim ,

combina-se com minha própria relação , com a relação característica do meu próprio corpo , o que é que acontece ?

 

 

Eu diria que minha Potência de Agir é aumentada ;

ela é aumentada ao menos sob aquela relação .

 

 

Quando , ao contrário , eu faço um encontro

de modo que a relação característica do corpo que me modifica compromete ou destrói uma de minhas relações ,

ou minha relação característica , eu diria que minha potência de agir é diminuída , ou mesmo destruída .

 

 

Nós voltamos a encontrar aqui nossos dois   afetos – affectus –   fundamentais :   a Tristeza  e  a   Alegria .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para reagrupar tudo nesse nível , em função das idéias de afecção que eu tenho , há dois tipos de idéias de afecção :

a idéia de um efeito que se concilia ou favorece minha própria relação característica ,

e a idéia de um efeito que compromete ou destrói minha própria relação característica .

A esses dois tipos de idéias de afecção irão corresponder os dois movimentos de variação do affectus ,

os dois pólos da variação :

 

 

em um caso minha Potência de Agir é aumentada e eu experimento um affectus de Alegria ,

no outro caso minha Potência de Agir é diminuída e eu experimento um affectus de Tristeza .

 

E todas as paixões , em seus detalhes , Spinoza irá engendrá-las a partir desses dois afetos fundamentais :

 

 

a Alegria como aumento da Potência de Agir ,

a Tristeza como diminuição ou destruição da Potência de Agir .

 

 

Isso equivale a dizer que cada coisa , corpo ou alma , se define por uma certa relação característica , complexa ,

mas eu também poderia dizer que cada coisa , corpo ou alma , se define por um certo poder de ser afetado .

 

 

Se vocês considerarem os animais , Spinoza nos dirá com muita força que aquilo que importa nos animais

não são os gêneros e as espécies ; os gêneros e as espécies são noções absolutamente confusas , são idéias abstratas .

 

 

O que importa é : de que um corpo é capaz ?

 

 

E aqui ele lança uma das questões mais fundamentais de toda a sua filosofia   [ antes dele houve Hobbes e outros ] 

 dizendo que a única questão está em não sabermos sequer de que um corpo é capaz ,

nós tagarelamos sobre a alma e sobre o espírito e não sabemos o que pode um corpo .

 

 

Ora , um corpo deve ser definido pelo conjunto das relações que o compõe , ou ,

o que dá exatamente no mesmo :  pelo seu poder de ser afetado.

E enquanto vocês não souberem qual é o poder de ser afetado de um corpo ,

enquanto vocês o aprenderem assim :  ao acaso dos encontros , vocês não estarão de posse da vida sábia , não estarão de posse da sabedoria .

 

 

Saber de que vocês são capazes .

Não como questão moral , mas antes de mais nada como questão física ,

como questão dirigida ao corpo e à alma .

 

 

Um corpo possui algo fundamentalmente oculto :

 

 

pode-se falar da espécie humana , do gênero humano , mas isso não nos dirá o que é capaz de afetar nosso corpo ,

o que é capaz de destruí-lo . Esse poder de ser afetado é a única questão .

 

 

O que distingue uma rã de um macaco ?

 

 

Não são caracteres específicos ou genéricos , diz Spinoza ,

 

mas o fato de que eles não são capazes das mesmas afecções .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Assim, seria preciso fazer , para cada animal , verdadeiros mapas de afetos , os afetos dos quais um bicho é capaz .

 

 

Para os homens é a mesma coisa : os afetos dos quais determinado homem é capaz .

 

 

Nesse momento percebe-se que , segundo as culturas , segundo as sociedades ,

os homens não são capazes dos mesmos afetos .

É bem conhecido o método pelo qual certos governos liquidaram os índios da América  ,

que foi deixar nos caminhos usados pelos índios roupas de pessoas gripadas ,

roupas tomadas nos dispensários , porque os índios não suportam o afeto – gripe .

Nem era necessário usar uma metralhadora , eles caíam como moscas .

 

 

E é óbvio que nós , nas condições de vida da floresta , nos arriscamos a não viver muito tempo .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

Portanto , gênero humano , espécie humana ou mesmo raça ,

Spinoza dirá que isso não tem nenhuma importância enquanto não se fizer a lista dos afetos dos quais alguém é capaz ,

no sentido mais forte da palavra capaz ,

compreendidas aí as doenças das quais ele é capaz .

 

 

É evidente que o cavalo de corrida e o cavalo de carga são da mesma espécie ,

são duas variedades da mesma espécie , e no entanto os afetos são muito diferentes ,

as doenças são absolutamente diferentes , a capacidade de ser afetado é completamente diferente e , desse ponto de vista ,

é preciso dizer que um cavalo de carga está muito mais próximo de um boi do que de um cavalo de corrida .

Assim, um mapa etológico dos afetos é muito diferente de uma determinação genérica e específica dos animais .

 

 

Vocês vêem que o poder de ser afetado pode ser preenchido de duas maneiras :

quando eu sou envenenado , meu poder de ser afetado é absolutamente preenchido ,

mas ele é preenchido de tal maneira que minha potência de agir tende para zero , ou seja , é inibida .

Inversamente , quando eu experimento Alegria , ou seja ,

quando eu encontro um corpo que compõe sua relação com a minha ,

meu poder de ser afetado é igualmente preenchido e minha potência de agir aumenta ,

e tende para… quê ?

 

 

No caso de um Mau Encontro , toda a minha força de existir  [ vis existendi ]  é concentrada ,

tendendo para o seguinte alvo :

investir o traço do corpo que me afeta para repelir o efeito desse corpo ,

de modo que minha Potência de Agir foi diminuída na mesma proporção .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Até agora eu defini unicamente o Aumento e a Diminuição da Potência de Agir ,

ou que a Potência de Agir aumenta ou diminui , sendo o afeto  [ affectus ] correspondente sempre uma paixão .

Seja ele uma Alegria que aumenta minha Potência de Agir ou

uma Tristeza que diminui minha Potência de Agir , nos dois casos trata-se de paixões :

                                                                                                  Paixões Alegres   ou   Paixões Tristes .

 

 

Ainda uma vez Spinoza denuncia um complô no universo daqueles que têm interesse em nos afetar de paixões tristes:

 

 

                                                                                                                                                                                                      Vodpod videos no longer available.

 

O sacerdote precisa da tristeza de seus súditos, ele precisa que seus súditos se sintam culpados.

 

 

 

 

 

Mas eu ainda não defini o que é a Potência de Agir .

 

 

 As auto-afecções ou afetos ativos supõe que nós estejamos de posse de nossa Potência de Agir e que , neste ou naquele ponto ,

tenhamos saído do domínio das paixões para entrar no domínio das ações . 

É o que nos resta ainda para ver .

 

 

 

 

 

Como poderíamos escapar das idéias-afecção ,

como poderíamos escapar dos afetos passivos que consistem no aumento ou diminuição de nossa potência de agir ,

como poderíamos escapar do mundo das idéias inadequadas ,

já que dissemos que nossa condição parece condenar-nos estritamente a esse mundo ?

 

 

 

continua aqui :

http://www.webdeleuze.com/php/texte.php?cle=194&groupe=Spinoza&langue=5

 

 

IMAGENS:

James Jean

 

Fy

 

 

 

 

18 Comments »

  1. Fantástico este ilustrador, rizomático, hehehe

    Tô acompanhando Fy, gostando muito. Excelente o vídeo, excelente e bem colocado.Filosofemos rs

    1. Spinoza define que é possível ao homem 3 gêneros de conhecimento.

    2. O primeiro gênero é o da experiência vaga. Nesta situação a consciência é apenas um encontro de corpos, é um efeito resultante do encontro de corpos. Nossa vida não para de se encontrar com corpos. Meu corpo percebe os efeitos destes corpos sobre o seu, estes efeitos causam a consciência. No primeiro gênero, a consciência é um efeito deste encontro de corpos. Ela não raciocina sobre estes encontros; só sente os efeitos.

    3. Nossa consciência é portanto o resultado de forças que vêm de fora; ela é aquilo que forças externas determinam. Neste primeiro momento, estamos sujeitos à servidão total.

    2º GÊNERO:
    1. Neste segundo gênero o homem começa a entender como se relaciona com a natureza e a formar noções comuns. Nos tornamos capazes de conhecer a ação das causas externas sobre nós.

    2. O homem tem condições de conhecer os objetos que estão fora dele e a maneira como eles os afeta e começa a compreender a sua inserção na natureza.

    3º GÊNERO
    1. NO terceiro gênero de conhecimento, o homem vai aprender novas formas de pensar; produzir novas formas de viver. O segundo gênero busca apenas o conhecimento e o terceiro gênero a usar este conhecimento para produzir melhores maneiras de agir e de viver.

    2. É por isso que para Spinoza há uma articulação entre a liberdade e o pensamento. É pelo conhecimento que se chega à liberdade.

    … continuando os comentários da Lotus e do Gustavo… e do Renato,que conclusão ou qualquer coisa parecida, chegamos ?

    abs

    Comment by Rodrigo — 17/08/2011 @ 3:25 AM

    • Completamente rizomático ! Eu acho o James Jean um mago.

      continuando os comentários da Lotus e do Gustavo… e do Renato,que conclusão ou qualquer coisa parecida, chegamos ?

      Esta semana, foi um mergulho numa ventania brava . – Daqueles, que sopram mudanças, ventos de contato íntimo, da pele tocando nas coisas, “daqueles” que trazem significados pra os nossos significados mutantes e bailarinos , ventanias de percepções… se alargando – se estreitando.

      A frase da semana > impulsionando windmills in my mind :

      nós, ocidentais doentes, achamos que temos de destruir os principios masculino e feminino, que essas oposições duais, binárias, são problema de nossa percepção, quando tudo na natureza se adequa e se harmoniza com estes dois principios, o masculino e o feminino, menos nós, desde q decidimos negar a natureza fora e dentro de nós.

      Guaco Bey

      bj
      Fy
      – é mto bom ter um blog, Ro.

      Comment by Fy — 19/08/2011 @ 1:08 AM

  2. Falta tempo pra comentar mas não pra elogiar e muito menos contribuir.

    abraço
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 17/08/2011 @ 5:04 AM

  3. é bom demais : num guentei :

    Comment by João Pedro — 17/08/2011 @ 5:39 AM

    • Bem forte, isto, amigo JP.

      Spinoza rompe com as ideias de culpa, pecado, castração etc numa época povoada e administrada por isto.

      Para ele a natureza é um campo produtivo de forças e nossa tarefa é produzir forças, pensamentos fortes, poder a cada dia ter uma visão positiva da vida. Meio como Deleuze e Guattari, ele mostra que é necessário criar novas formas de relações com a natureza, com as máquinas, com as pessoas.

      A famosa inversão dos valores humanos, que tem funcionado como uma droga , embotando, alienando, e desde há tanto tempo, ele só sugere que é preciso produzir uma coisa diferente na música, filosofia, no amor, outro tipo de amor. Nosso tipo de amor, este que tanto ‘pregamos’ é o de pura dominação. E nos orgulhamos quais otários. É preciso ter mais afeto pela liberdade.
      Durante muito tempo entregamos a vida a Deus à moral. É necessário libertar a vida e entregá-la às suas próprias forças. Pensá-la sem esta relação com formas, mas de forças que estão por baixo das formas e são construtoras da vida.

      Vida são forças microscópicas que se confrontam, e produzem tudo que está por aí. Pensar a vida sem modelos significativos. A vida é um campo abstrato de forças.

      Não há fantasmas, almas, formas… mas forças produtivas.
      Precisamos saber.

      Comment by Gustavo — 17/08/2011 @ 11:38 AM

      • Não há fantasmas, almas, formas… mas forças produtivas.
        Precisamos saber.

        Os comments no Youtube estão ótimos !!!

        : o cara descreveu exatamente nossa atualidade, de 2011. mundialmente vivemos a nova idade das trevas, com fanatismo digital e menos informação necessária sendo considerada pela população. o material aqui deve ser útil por mais de 500 anos, se a coisa seguir como esta…

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 19/08/2011 @ 3:30 AM

    • Ele é mto bom, sim, João.
      Q vontade publicar tdo!

      Não dá é vontade trocar de post. Eu pensei q poucas pessoas iriam se interessar, só nóis: mesmo : mas a “clicagem” não para.

      Bom q vc voltou intacto, eu ando com medo de viajar…..

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 19/08/2011 @ 1:12 AM

  4. Boa Noite Windmills, Fy,

    (Eu coloquei este comentário no post errado, Fy, voce não se incomodaria de corrigir, se possível?)

    O que será que ainda vai sair desta caixinha de surpresa?
    Vou comentar uma coisa com voces. Espinoza com certeza nos marca por conseguir engendrar um conceito de Deus que não confronta ou nega a Ciencia sob nenhum aspecto e que por sua vez não é negado por ela.
    Corrijam-me se esta opinião é errada, pois é assim que consigo entender.
    Diante de tantas comparações lógicas entre o poder político, o poder econômico e o poder religioso, tudo farinha do mesmo saco, Espinoza dá um salto, uma virada de 380 graus.
    beijo
    Sofia Mastrada

    Comment by Sofia — 17/08/2011 @ 2:23 PM

    • Oi Sofia,

      Concordo sim.

      Spinoza foi – e é – um “herege” – herege das políticas de poder > do poder da mistificação doentia , > do desvio safado q conduz o homem a buscar o alem-da-Vida : distraindo-o de suas possibilidades.

      Mas… a carneirada, marginalizou seu salto > é mais cômodo um salto q não existe > aquele q é sempre pra daquiapouco > aquele q é: estar em busca…. – hahaha e … deixar nas mãos de um deus … q é seu tio … – mas não é do nenem de Darfur …..

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 19/08/2011 @ 1:19 AM

  5. Oi Fy,super sequência, ufa que terminei de ler agora!
    Eu entendo que afecções são causas externas e afecto os efeitos destas afecções.
    Então, entra um componente chave nesta relação.: a ideia
    Podemos ter de afeções ideias inadequadas. Resultados somos passivos e sofremos.
    Podemos ter das afeções ideias adequadas. resultado: somos ativos.
    Acho que a preocupação da filosofia de Spinoza é a de ajudar o homem ter uma ideia clara e distinta de uma afecção.
    “Uma paixão (situação passional) deixa de ser uma paixão à medida que formamos ideias adequadas do que nos afeta.”
    Foi mais ou menos assim que Spinoza escreveu.
    Eu acho que estamos sempre sujeitos ás afecções porque a ordem natural do universo impele ao homem que ele interaja sempre com causas externas. O objetivo principal seria o de formar ideias adequadas de como as afeções nos afetam.O homem é livre quando age sem ser constrangido por uma afeção.
    Digamos que o cigarro nos afete e nos induza o desejo de fumar.
    O homem no entanto sabe que fumar é prejudicial. Ele então decide não fumar. Do ponto de vista de Spinoza este homem está sendo um ser livre. O problema é que ás vezes “vemos o melhor, sabemos o melhor, mas escolhemos o pior”. É o caso da pessoa tivesse optado por fumar. neste caso se configuraria uma situação passional, ou seja o homem tomaria uma decisão contrária à sua razão.
    Mais Spinoza e menos tristeza, isto sim.
    abraço
    Marília

    Comment by Marília — 18/08/2011 @ 3:44 PM

    • “Uma paixão (situação passional) deixa de ser uma paixão à medida que formamos ideias adequadas do que nos afeta.”

      Ah … que pena !!!

      brincadeira! mas é importante a familiarização com o vocab. do Spinoza : o significado de paixão, Alegria, Tristeza , etc….

      senão agente acaba interpretando da forma asséptica : religiosa > hahaha

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 19/08/2011 @ 3:35 AM

    • “O homem no entanto sabe que fumar é prejudicial. Ele então decide não fumar. Do ponto de vista de Spinoza este homem está sendo um ser livre”.

      Gostei do exemplo, Marília. Inserir, os pensamentos, as idéias, no mundo prático nos ajuda a entender assuntos tão interessantes,mas, ao mesmo tempo, tão difíceis e complexos como a filosofia.

      Comment by Marcio — 19/08/2011 @ 6:12 AM

      • É verdade, Márcio. Comentei com a Lotus , lá em cima, justamente sobre isso.
        O q interessa “filosofar”, psicologisar, “transcender” – delirar significados tão distantes do viver que somos nós .

        ” Um pouco de Possível… senão sufoco ” > Deleuze.

        Welcome aboard,
        bj
        Fy

        Comment by Fy — 22/08/2011 @ 1:49 AM

  6. Ventania braba com certeza. The mind has been blown =)
    É lindo como Deleuze explica fácil Spinoza. Aliás, como todo mundo aqui demonstra Spinoza.
    Esses posts tem sido umas maravilhas.

    Interessante a limitação de noção apontada acerca da potência do universo como um todo. É o ponto que sempre me incomodou mais ao estudar qualquer religião ou filosofia pois remete ao propósito de sua existência e de nossa existência como parte do universo.
    Essa ideia de evolução para um objetivo final sempre me soou exdrúxula tanto pela própria redundância quanto pela prepotência que convém, afinal, simultaneamente admite que estamos num patamar irrisório da hierarquia evolutiva enquanto afirma não só perceber o ápice como saber como alcançá-lo. Claro, existem as figuras místicas que servem como mensageiros dessas informações tão além de nós, mas primeiro, é imprescindível que se aplique confiança prévia à veracidade de seu misticismo, e segundo isso não anula nossas limitações como descritas na cadeia hierárquica.

    No caso da potência do universo do Spinoza, ainda persiste o reconhecimento de nossa limitação, mas por experiência, que é obrigatoriamente em relação à noção do universo, de onde se origina nossas noções. Qualquer afirmação acerca das limitações de nossas possibilidades teriam que ser verificadas por experiência, e não por denominação, e estariam sempre em aberto no passo que nossas potências fossem testadas, inviabilizando uma hierarquia pré-estabelecida.

    E o propósito… je ne sais quois.
    Precisamos de um propósito?

    Comment by Lotus Eater — 19/08/2011 @ 5:36 PM

    • Lotus:

      As translúcidas mãos do judeu
      lavram na penumbra os cristais
      e a tarde que morre é medo e frio.
      (As tardes às tardes são iguais.)
      As mãos e o espaço de jacinto
      que empalidece no confim do Gueto
      quase não existem para o homem quieto
      que está sonhando um claro labirinto.
      Não o turba a fama, esse reflexo
      de sonhos no sonho de outro espelho,
      nem o temeroso amor das donzelas.
      Livre da metáfora e do mito
      lavra em árduo cristal: o infinito
      mapa Daquele que é todas suas estrelas.
      Jorge Luiz Borges

      BEIJO
      Marianne

      Comment by Marianne — 21/08/2011 @ 12:42 AM

      • Marianne, ah.. vou usar isto.

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 22/08/2011 @ 1:33 AM

      • Lindo, Marianne =)

        Comment by Lotus Eater — 22/08/2011 @ 4:01 AM

    • Eu acho, em termos de filosofia, q precisamos recuperar o único propósito possível> o amor pela Vida em si.

      ahahah > não é suspeito como isto deixou de ser extravagante ?

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 22/08/2011 @ 1:45 AM


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