windmills by fy

24/08/2011

just love

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:39 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quem não conhece este gesto mágico do derepente ,

este sem mais – nem menos  qualquer , 

canção imprevista que    –  ondeia devagarinho , transbordando charme , imprecisando aconchegos  ,

magiando e dispensando qualquer lógica  com seu dramático , casual e gostosíssimo  nosense .

 

 

Este peregrino dos sonhos,

traceur* cósmico , bailarino  do incerto , artista abusado ,

 

nascido com o dom da  inconsequência certeira ,  

… descompromissado como  Miró  e a quentura do sol , 

faminto como Pollock e seu dripping selvagem… :  [suas ] tequilas peregrinas…  de devires sem fim ,

ou quente como Van Gogh tão envolvente quanto a entrega farta da tarde que termina.

Sem esquecer , é claro : dos piercings  prodigiosos … de Rodin !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Signo ,

replicante ,

trickster trapaceiro e  feiticeiro do possível :  ele se tem , se transforma e se ultrapassa .

 

                                                                                                                                                                   Vodpod videos no longer available.

 

 

 

Pois é , é muito bom falar de amor .

Eu até acho que os ego’s hunters  deveriam falar mais de amor , menos de inconsciente , menos do eu-sou ou do eu-não sou , 

 tentar quebrar este disco , e quem sabe… acordar cheio de amor , voando em histórias mais emocionantes ,

querendo menos este si mesmo , olhando mais a sua volta ,   e desejando todos os dias ,  um bom – dia  cheio – bem cheio –  de paixão .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Sim , a paixão é uma mulher de olhos invisíveis .

 

 

Dizer que a paixão implica em perda da razão não parece correto.                                    

Talvez seja mais apropriado dizer que a paixão carrega uma outra razão.                                                       

A paixão , para mim , é como a leitura de um poema .                                                            

Ou nos arrebata ou não é poesia . Nem paixão .                                                                 

 A paixão é como uma palavra , num poema , uma palavra que busca uma rima .               

Quando duas palavras se beijam , nasce a poesia .

 

 

Para mim , a paixão tem a ver com aquela  ” realidade ficcional ” 

na qual estamos imersos quando lemos um romance : uma suspensão temporária do descrédito do mundo e do outro .

 Mas , antes que acabe ,  ” posto que é chama ” , pintam os sintomas :

 insônia  ( pensa-se naquela pessoa ) , suores e tremores nas mãos  ( pensa-se naquela pessoa ) ,

enfim , dispara-se um mecanismo mental obsessivo  ( pensa-se naquela pessoa ) .

A paixão é patética  ( palavra-irmã de paixão ) .

Pateta é a pessoa apaixonada . Um marmanjo passa a se comportar como um adolescente . Não há como escapar .

A paixão , como a poesia , não tem muito sentido num mundo regido cada vez mais por valores como Mercado e Sucesso .                                                                                        

Pois a paixão não é um valor : ela é um bem , um talento , uma espécie de reserva ecológica da sensibilidade .

 

 

Em nossos dias , a paixão virou artigo de luxo .

A arte de padecer por um amor está se tornando tão exótica quanto a poesia ,

uma arte mais e mais restrita a iniciados , como o foram a falconaria , a numismática , a filatelia .

Pois para o que serve esse negócio que nos acossa , nos deixa em estado de transe , de sítio , de alerta , de poesia ?

Nesses nossos dias velozes e superficiais , ninguém parece ter mais tempo para o tempo que a paixão exige .

 

 

O mundo deveria se adaptar à paixão, e não o contrário.

 

… só uma musa é capaz de despertar essa música em nós, essa irmã da paixão chamada poesia,

e que nos leva a escrever coisas  ” sem sentido ”  como :                               

 ” Imprimo em seus lábios lírios & jasmins /

primícias de cetim em toques de neve /

mixo a ti e a mim nesses senfins /

gravo na boca o cheiro bom do cravo. /

Nenhuma nóia a nos tocar se atreve. /

 

 

/ Ligado, digito os terminais dos teus sentidos /

Regulo o foco do deleite , chupo teus bits & bytes , /

Quando a aurora goza um sono rosa , Danaê , acredite: 

com sentidos assim , quem precisa de inimigos ?  [ … ] .     

 

                                                       

Sim, a paixão é uma mulher de olhos invisíveis.

Rodrigo Garcia Lopes

 

 

 

Rodrigo Garcia Lopes é escritor , poeta , jornalista ,

tradutor  ( Sylvia Plath , Rimbaud , Whitman , Laura Riding )

e compositor , autor do CD de música e poesia Polivox ,

e dos livros de poemas Solarium , Visibilia , Polivox , Nômada .

É um dos editores da revista Coyote e autor do blog    www.estudiorealidade.blogspot.com

 

 

 

 

 

Fy

 

 

23 Comments »

  1. Excelente texto e os dois vídeos são uma preciosidade.
    Não mais que a foto…
    Volto mais tarde, a tarde promete ser mais tranquila, ou menos doida, vamovê
    abraço,beijo pra voce
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 25/08/2011 @ 2:42 AM

    • Mto legal este do Little Red Riding Hood o outro então é maravilhoso – é bisado : já postei .

      Gostou das fotos ? hahahahaha

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/08/2011 @ 6:02 AM

  2. Mes de cachorro louco… é pouco.

    Peguei tudo pra mim.

    lindo!
    bjocas
    Ju

    – depois eufalo alguma coisa decente, juro.

    Comment by Juliana — 25/08/2011 @ 3:29 AM

    • hauuahhauuahhauha

      bj
      Ju… vem pra cá!

      Comment by Fy — 26/08/2011 @ 5:59 AM

  3. mixo a ti e a mim nesses senfins /

    duda

    Comment by Juliana — 25/08/2011 @ 3:32 AM

    • e haja senfins …..

      no frio então ….

      hahaha

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/08/2011 @ 5:58 AM

  4. Bonito o que voce falou Fy !

    “A paixão é como uma palavra , num poema , uma palavra que busca uma rima .

    Quando duas palavras se beijam , nasce a poesia .”

    bjs

    Comment by caio — 25/08/2011 @ 5:09 AM

    • ah… quem dera q eu fosse capaz de falar isto !

      quem falou foi o Rodrigo G. Lopes – super poeta por sinal !

      Mas eu conheço um Caio Garrido, q escreve assim :

      Cavalgar no teu paraíso
      é como entorpecer-me com a força da luz , é a estrela que passa sem decadência ,
      força o couro e expulsa a prece .
      Vem cá e me aquece
      com teu tolo sorriso doce ,
      e deita em mim .

      Jura aquilo que em ti se esconde
      e abrace o que nunca falar-te comecei .
      E nem sei por onde
      Porque se acaso revelar-te
      Até o que há em tua sombra virará arte .

      ha ha ha

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 26/08/2011 @ 5:51 AM

      • rsrs.. vc é fogo, Fy…hehe

        bjs!

        Comment by Caio — 30/08/2011 @ 7:43 AM

  5. Que coisa bonita Fy!

    Então vamos lá:

    (…) Uma sociedade sem poesia careceria de linguagem: todos diriam a mesma coisa ou ninguém falaria, sociedade transumana em que todos seriam um ou cada um seria um todo auto-suficiente. Uma poesia sem sociedade seria um poema sem autor, sem leitor e, a rigor, sem palavras. Condenados a uma perpétua conjunção que se resolve em instantânea discórdia, os dois termos buscam uma conversação mútua. Transformação da sociedade em comunidade criadora, em poema vivo: e do poema em vida social, em imagem encarnada. (…)

    A CONSAGRAÇÃO DO INSTANTE

    (…) As palavras do poeta, justamente por serem palavras, são suas e alheias.

    Por outro lado, são anteriores a toda a data: são um começo absoluto. Sem o conjunto de circunstâncias a que chamamos Grécia nem existiriam a Ilíada nem a Odisseia; mas sem esses poemas tampouco teria existido a realidade histórica que foi a Grécia.

    O poema é um tecido de palavras perfeitamente datáveis e um ato anterior a todas as datas; o ato original com que principia toda história social ou individual; expressão de uma sociedade e, simultaneamente, fundamento dessa sociedade, condição de sua existência. Sem palavra comum não há poema; sem palavra poética tampouco há sociedade, Estado, Igreja ou comunidade alguma.

    A palavra poética é histórica em dois sentidos complementares, inseparáveis e contraditórios: no de constituir um produto social e no de ser uma condição prévia à existência de toda a sociedade. (…)

    O VERBO DESENCARNADO

    (…) Os “poetas malditos” não são uma criação do romantismo: são o fruto de uma sociedade que expulsa aquilo que não pode assimilar.

    A poesia nem ilumina nem diverte ao burguês.

    Por isso desterra o poeta e transforma-o em um parasita ou um vagabundo.

    Daí também que os poetas não vivam, pela primeira vez na história de seu trabalho.

    Seu labor não vale nada e este não vale nada traduz-se precisamente em um não ganhar nada.

    O poeta deve buscar outra ocupação – desde diplomacia até o roubo – ou perecer de fome. (…)

    (…) A poesia não tem cotações, não é um valor que pode transformar-se em dinheiro (…)

    (…) Com a mesma decisão do pensamento filosófico a poesia tenta fundar a palavra poética no próprio homem.

    O poeta não vê em suas imagens a revelação de um poder estranho.

    À diferença das Sagradas escrituras, a escritura poética é a revelação de si mesmo que o homem se faz de si mesmo.

    Desta circunstância procede o fato de que poesia moderna ser também teoria da poesia.

    Movido pela necessidade de fundar sua atividade em princípios que a filosofia lhe recusa e que a teologia só lhe concede em parte, o poeta desdobra-se em crítico. (…)

    (…) A missão do poeta consiste em ser voz desse movimento que diz “Não” a Deus e a seus hierarcas e “Sim” aos homens.

    As Escrituras do mundo novo serão as palavras do poeta revelando um homem livre de deuses e senhores, sem intermediários diante da vida e da morte.

    A sociedade revolucionária é inseparável da sociedade fundada na palavra poética. (…)

    (…) A missão do poeta é restabelecer a palavra original desviada pelos sacerdotes e pelos filósofos.

    “As prisões são construídas com as pedras da Lei”; os bordéis com os ladrilhos da Religião.

    (…) Mas a sociedade que a palavra do poeta profetiza não pode confundir-se com a utopia política.

    A razão cria cárceres mais escuros que a teologia.

    O inimigo do homem se chama Urizel (a Razão), o “deus dos sistemas”, o prisioneiro de si mesmo.

    A verdade não procede da razão e sim da percepção poética, isto é, da imaginação.

    O orgão natural do conhecimento não são os sentidos nem o raciocínio; ambos são limitados e na verdade contrários à nossa essência última, que é desejo infinito: “Menos do que tudo não pode satisfazer o homem”.

    O homem é imaginação e desejo: (…)

    Por obra da imaginação o homem sacia o seu infinito desejo e converte-se ele mesmo em um ser infinito. (…)

    A BUSCA DO INÍCIO

    (…) O homem é criador de maravilhas, é poeta, porque é um ser inocente.

    As crianças, as mulheres, os enamorados, os inspirados e mesmo os loucos são a encarnação do maravilhoso.

    Tudo o que fazem é insólito e não o sabem.

    Não sabem o que fazem: são irresponsáveis, inocentes.

    Ímans, pára-raios, cabos de alta tensão: suas palavras e seus atos são insensatos e, não obstante, possuem sentidos.

    São os signos dispersos de uma linguagem em perpétuo movimento e que desdobra diante de nossos olhos um leque de significados contraditórios – resolvido, por fim, em um sentido único e último.

    Através deles e neles o universo nos fala e fala consigo mesmo. (…)

    OCTÁVIO PAZ – Signos em Rotação

    Octavio Paz Lozano (Cidade do México, 31 de Março de 1914 — Cidade do México, 19 de Abril de 1998) foi um poeta, ensaísta, tradutor e diplomata mexicano, notabilizado, principalmente, por seu trabalho prático e teórico no campo da poesia moderna ou de vanguarda. Recebeu o Nobel de Literatura de 1990. Escritor prolífico cuja obra abarcou varios gêneros, é considerado um dos maiores escritores do século XX e um dos grandes poetas hispânicos de todos os tempos.

    beijo
    (tio Renato)

    Comment by Renato — 25/08/2011 @ 9:18 AM

    • Well Well Well

      vou fazer um post !

      Vc tem este livro ?

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/08/2011 @ 5:57 AM

  6. Desvario, poesia é desvario.Amor deve ser também.
    Meu xará mandou bem… ôoooo Danaê!

    Aê Renato, vambora:

    Se é pra falar de amor,não dá pra esquecer:{colei, se houver algum êrro, perdoem-me}

    A brusca poesia da mulher amada (II)
    A mulher amada carrega o cetro, o seu fastígio
    É máximo.
    A mulher amada é aquela que aponta para a noite
    E de cujo seio surge a aurora.
    A mulher amada
    É quem traça a curva do horizonte e dá linha ao movimento dos
    astros.

    Não há solidão sem que sobrevenha a mulher amada

    Em seu acúmen. A mulher amada é o padrão índigo da cúpula
    E o elemento verde antagônico.
    A mulher amada
    É o tempo passado no tempo presente no tempo futuro
    No sem tempo.
    A mulher amada é o navio submerso
    É o tempo submerso, é a montanha imersa em líquen.

    É o mar, é o mar, é o mar a mulher amada
    E sua ausência.
    Longe, no fundo plácido da noite
    Outra coisa não é senão o seio da mulher amada
    Que ilumina a cegueira dos homens.
    Alta, tranqüila e trágica
    É essa que eu chamo pelo nome de mulher amada.

    Nascitura. Nascitura da mulher amada
    É a mulher amada.
    A mulher amada é a mulher amada é a mulher
    amada
    É a mulher amada.
    Quem é que semeia o vento? – a mulher amada!

    Quem colhe a tempestade? – a mulher amada!

    Quem determina os meridianos? – a mulher amada!

    Quem a misteriosa portadora de si mesma?
    A mulher amada.

    Talvegue, estrela, petardo

    Nada a não ser a mulher amada necessariamente amada

    Quando! E de outro não seja, pois é ela
    A coluna e o graal, a fé e o símbolo, implícita
    Na criação.
    Por isso, seja ela! A ela o canto e a oferenda
    O gozo e o privilégio, a taça erguida e o sangue do poeta
    Correndo pelas ruas e iluminando as perplexidades.

    Eia, a mulher amada! Seja ela o princípio e o fim de todas as coisas.

    Poder geral, completo, absoluto à mulher amada!

    Vinícius {nosso} de Morais.

    abraço

    Comment by Rodrigo — 25/08/2011 @ 9:28 AM

    • Issssso mesmo , Ro, Poder absoluto à mulher amada !

      Como é q agente vai esquecer do Vinícius ?

      Ah…….. no way, sir! –

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/08/2011 @ 5:40 AM

  7. peregrino dos sonhos,

    traceur* cósmico , bailarino do incerto , artista abusado ,

    nascido com o dom da inconsequência certeira ,

    … descompromissado como Miró e a quentura do sol ,

    faminto como Pollock e seu dripping selvagem… : [suas ] tequilas peregrinas… de devires sem fim ,

    ou quente como Van Gogh tão envolvente quanto a entrega farta da tarde que termina.

    Sem esquecer , é claro : dos piercings prodigiosos … de Rodin !

    pra mim foi um tudo!Fyyyyyyy!

    Vou namorar, bjitos procês
    Carol

    Comment by Carol — 25/08/2011 @ 9:41 AM

  8. Renato, que lindo também, é o frio será?, que deixa agente assim romântico, meio que usando uma carência gostosa, de coisas bonitas, quentinhas de Amor?
    Lindo, querido.

    E música?

    Carol e mais beijos procês

    Comment by Carol — 25/08/2011 @ 9:45 AM

    • poisé… Carol… o frio !

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 26/08/2011 @ 2:49 AM

  9. Alo Fy, que lindo. Mas eu acho que infelizmente o amor não é tão fácil assim. Às vezes é uma baita errada.E machuca muito.
    Ainda ontem eu lí este trecho, e é verdade, olha só:

    At this moment there are 6,470,818,671 people in the world. Some are running scared. Some are coming home. Some tell lies to make it through the day. Others are just not facing the truth. Some are evil men, at war with good. And some are good, struggling with evil. Six billion people in the world, six billion souls. And sometimes… all you need is one.
    — Peyton, One Tree Hill
    beijo e parabéns, teu blog é sempre maravilhoso.

    Comment by Camila — 25/08/2011 @ 10:51 AM

    • Camila, tudo bem ? Saudades!

      Do amor, ahahah – ninguem falou q é fácil .

      Mas , eu penso , às vzs que ele foi vítima de muiiiita complicação .

      Mta gente confunde amor com um monte de absurdos.

      Mas, qdo alguma coisa sai do contexto ideal , como qdo não é correspondido ou não o é de maneira satisfatória, “let him go” !

      O amor é, antes de mais nada um marinheiro teimoso > sempre retorna ao porto .

      E…. começa tdo outra vez.
      [ ao mesno os preparativos pra próxima viagem]

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/08/2011 @ 2:48 AM

  10. Fy, eu lí um livro de poesia muito bom, da Flavia Perez. Uma poesia mais realista, mais pele, muito bom humor, gostei mesmo. Vou deixar um poeminha e nome do livro.
    Tudo aqui é demais de bom, viu?

    Chega da poesia de proveta,
    pinaco-bibliotesca,
    de sinônimos e antônimos
    riscados nos dicionários.

    Farta da poesia com muitos olhos
    sem nenhum cheiro
    sem nenhum sonho,

    Flavia Perez

    O livro é “Leoa e gazela: todo dia é dia dela” .
    Adriana

    Comment by Adriana — 25/08/2011 @ 11:04 AM

    • Farta da poesia com muitos olhos
      sem nenhum cheiro
      sem nenhum sonho,

      Ah .. mas isto é comum.

      Eu sou apaixonada – entre outros – pelo Caio Fernando Abreu, que às vzs é até muito e muito cheio de cheiro – sem falar de sonhos – mas q não perde a levada lírica e o encanto da Poesia.

      – … Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também. ” –

      Caio Fernando de Abreu.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 26/08/2011 @ 2:41 AM

  11. …eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações – porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.

    (Vinícius de Moraes)

    beijo, menina

    abraço

    TocaYo

    Comment by ToacYo — 26/08/2011 @ 7:45 AM

  12. Ventos ecoam vozes nos sonhos do ontem
    Totem de sombras e nostalgia
    A Fria névoa entre- mundos se intensifica
    Fica apenas a gota de orvalho
    Retalho na face com gosto de sal

    Imortal fonte de paz e ternura
    Figura a dança de unicórnios de luz
    Seduz o mundo de anjos e fadas
    Fadadas viver o caminho dos sonhos
    Risonhos botões de rosas se abrindo
    Sumindo no templo da teia do tempo
    Momento sagrado consagrado no espaço
    Compasso de espera no brilho da lua
    Nua a noite me chama de volta
    Envolta em sombras em mantos
    Encantos
    Cantos
    Acalantos
    Vozes no vento
    Ecos do tempo…

    Anna Geralda Vervloet

    BEIJO
    Marianne

    Comment by Marianne — 26/08/2011 @ 10:37 AM

  13. Japan

    Thanks for taking time for sharing this article, it was fantastic and very informative. as a first time visitor to your blog Japan for Free

    Trackback by Japan — 09/04/2014 @ 9:01 AM


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