windmills by fy

01/09/2011

20 anos de Nevermind e o Eterno Retorno / Billy Shears

Filed under: Uncategorized — Fy @ 3:55 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com essas palavras , Nietzsche exemplifica a sua teoria do Eterno Retorno .

Não tenho certeza sobre o que ele tinha em mente quando a formulou ,  mas essas palavras fazem muito sentido para mim . 

Não importa o que aconteça , nada é totalmente novo , a vida se repete , a história idem,

os dramas humanos idem com fritas – por favor . . . rs  –  por que ?

 

 

Será que é o fato de que o mundo é um teatro , cujos personagens são os mesmos , só mudando os atores , que se sucedem época após época ? 

Parece – me que sim .

Trazendo esta impressão para o terreno do pessoal ,

cheguei também a conclusão de que isso também acontece em nossas vidas ,

na medida em que mesmo que terminamos um ciclo de nossas vidas e iniciemos outro , algumas circunstâncias e

envolvimentos nos parecem familiares , por exemplo :  

trocamos de cidade , de trabalho , saímos da escola , entramos na universidade , enfim , não importa a mudança de ciclo ,

ou o meio em que nos envolvemos , as situações pelas quais nos deparamos são bastante familiares ; por que  ? 

Será que é o fato de que nós estamos ali ?       Ou seja , aonde que quer vamos , nós levamos o nosso eu .

 

 

 A nossa individualidade contribui para que as situações se repitam em nossas vidas ,

através das trocas que efetuamos com o mundo ;  paradoxalmente ,

as individualidades dos outros também estão presentes nas circunstâncias em que nos deparamos .

E quando essas situações não são agradáveis para nós e os outros ?  

Será que ao olharmos para dentro de nós e notarmos aquilo que é comum em situações anteriores

e que não foi satisfatório e mantermos , mesmo assim , não seria um sinal de pouca inteligência ?

 

 

Esse é o auto conhecimento propiciado pelo eterno retorno –

–  bom , espero que Nietzche , a essa altura , não esteja se revirando no túmulo . . . rs ,  – dizendo : NÃO , NÃO , MANDA ESSE CARA PARAR DE ESCREVER !

 

 

Não raro , percebo uma brisa entrar pela janela

e aquele vento me trazer a sensação de estar em outro lugar , em outro tempo ,

voltando ao passado em uma determinada casa de praia .

O mesmo acontece com determinados cheiros ,

às vezes sinto um cheiro de feijão e parece que estou , por um breve momento , atravessando a cozinha da minha tia há muito tempo atrás .

Mas , entre outras máquinas do tempo , a música é campeã , como diria um amigo meu : “ Isto é fato ” ;   e aí reside a magia que a música encerra .

Foi justamente uma brisa que soprou pela janela da minha sala , ontem ,

e a leitura de uma reportagem sobre os 20 anos do disco  “ Nevermind ”   do Nirvana ,

que me transportaram brevemente para o passado e me levaram a escrever sobre esse tema .

“ Ontem ” , saía da faculdade com o som do carro vibrando com os berros e rifes de guitarra do Kurt Cobain ;

hoje também ! , só que no caminho não está a faculdade , nem tampouco estou vestido com uma blusa xadrez .

 

 

Mas a música visceral está lá e cá , dos dois lados do tempo , indo e vindo ;

eu também estou lá e cá ,  é a mesma pessoa ,  mas  já  não  é  mais  o  mesmo  eu  .

Agora o eu olha para dentro de si e reflete :

“ Cara ,  isso é bom  ,  isso não é  ;  quem sou ?  

Seja o que há de melhor em você .              Digo para o eterno retorno do mesmo

 

                                                                                                                                                                                          

 

 

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Billy  Shears

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30 Comments »

  1. Fy, tô ficando velho! Este post mexeu comigo pra caramba!
    Me comoveu.Melancolia da boa, lembranças felizes, um daqueles rolês pelos momentos que o coração roubou do tempo.
    Excelente.
    Um beijo pra voces.
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 01/09/2011 @ 7:39 AM

  2. JP Claro q vc tá ficando véio!!!
    Fy, ele me interfonou pra ver o post! Mais um pra coleção dos inesquecíveis!
    Quem não ama Kurt Cobain! e Nietzsche! O genial foi ter este insight e mesclar as 2 lembranças.
    Billy, genial!
    Eu sou fã do eterno retorno, e retornaria sem tirar nem por.
    Volto já
    beijos
    Ju

    Comment by Juliana — 01/09/2011 @ 7:52 AM

  3. Inclusive se alguem conhecer um vampiro: bonitinho, por favor, me avise… mando o email,celular, rg, tipo sanguíneo, tudinho.

    Comment by Juliana — 01/09/2011 @ 7:54 AM

  4. Hahaha Ju, pode deixar, se eu topar com algum passo teu email.
    Muito boa sim a colocação do Billy, até porque “nostalgia” não é feita de esquecimento e sim de reminiscência e lembranças.

    E eu me lembrei de uma feliz sacada sobre o urobóros, que lí uma vez, e que se referia ao fato de que a cobrinha , diferente da simbologia do círculo, e como todo mundo sabe, é demarcada por 2 extremos. O rabo e a cabeça, um começo e um fim.
    Daí que mesmo num continuum (ad nauseum ad infinitum) de encontros e choques, hehehe, o rabo não é a cabeça.

    Só entende a mágica deste símbolo aquele que retoma sempre o início sem ignorar sua jornada, mas demarcando um ponto de encontro comum. O que o Billy deixou bem claro no post, e muito bem colocado, quando disse: eu também estou lá e cá, é a mesma pessoa, mas já não é mais o mesmo eu.
    Na natureza, a serpente realiza um processo biológico chamado ecdise. Quando morde o próprio rabo, quer tirar a pele seca e antiga para se renovar, para se livrar dos parasitas externos e expandir o seu corpo.
    Por esse e outros motivos é o símbolo da medicina e da alquimia: saúde do corpo para enobrecimento do espírito. E pra isso a serpente recorre ao próprio rabo. Hehehe, pode parecer engraçado, mas da mesma forma recorremos ao nosso acervo de experiências vividas quando incorremos em alguma nova fase. Portanto, não se trata de o eterno retorno do mesmo (Immergleichen), como no “mito angustiante e infernal de Sísifo , como repete Lowy, e que multiplica sempre a mesma imagem repulsiva” mas onde se encontra a origem, o instante messiânico entre passado e futuro. Aliás, contra este Immergleichen “disfarçado em novidade” (Ibid, alguem lembra?), essa visão promove “o retorno de toda a história do homem tendo em vista a possibilidade objetiva de transformação da sociedade – o que faria do ensinamento de Zaratustra de Nietzsche uma baita reflexão contínua.

    A música que diz come as you are, é uma ótima referência. O que somos além do que vivemos?
    Abraços
    (tio) Renato

    Comment by Renato — 01/09/2011 @ 9:48 AM

  5. êtcha que acho que dá pra parar um pouco!

    Aê Renato, e o que somos senão o que vivemos? Voltamos alguns posts e retomamos o tema do Spinoza , lembrando a importância do “como”. “Como vivemos”.
    Abraço

    Comment by João Pedro — 01/09/2011 @ 10:07 AM

  6. Julianinha, voce tá confundindo Highlander, True Blood, Crepúsculo,com Zaratustra…
    Ainda assim vou ver se providencio um imortal a sua altura.
    beijo
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 01/09/2011 @ 10:26 AM

  7. Estas feras como Nirvana etc são o proprio retrato do eterno retorno, hahaha.
    Eu tava desanimado com este frio molhado, esse som me recuperou!
    A visão de Nietzsche é de um tempo cíclico, não-linear, onde não existe um final. O primeiro fator constituinte do tempo seria o momento (ciclo), e para o momento não há um estágio final, pois o fim de um momento possibilita o surgimento de outro. O momento é imortal e nele eu produzo retorno. Pelo bem desse momento, eu suporto o retorno. (Anotações de Nietzsche).
    Acho que é isto aí.
    Rodrigo

    Comment by Rodrigo — 01/09/2011 @ 11:00 AM

  8. Obrigado pelo elogio, Juliana. Domingo, eu resolvi preencher o tempo escrevendo sobre esses pensamentos que me ocorreram, atendendo a gentil oferta da Fy para escrever algo aqui neste espaço.Foi bom pra mim, porque quando a gente resolve escrever algo que está apenas no plano do pensamento, temos a oportunidade de elaborar melhor as idéias, tornando-as, em certa medida, mais duradouras e amplificadas.

    Ainda sobre o tema, hoje estava conversando com um colega religioso, com quem costumo dialogar muito sobre várias questões no terreno da ética; com ele enfocando mais pelo lado religioso e eu refletindo mais pelo terreno da psicologia e filosofia – dentro, é claro, das minhas limitações de leigo nestes assuntos…rs – e lembrei que muitas vezes a gente tem uma fórmula teórica sobre determinadas atitudes de comportamento, porém, no momento em que acontecem fato, agimos de forma diferente dos pensamentos e ideias que admiramos. Nesse aspecto, creio, não ser algo de todo mal, pois isto faz parte de nossa evolução espiritual ou individual, na medida em que, de acordo com a teoria do eterno retorno – ou pelo menos a minha livre interpretação da ideía nietzschiana…rs, se tivermos a sensatez e a racionalidade necessárias, agiremos de acordo com aquilo que aprendemos no terreno teórico. Novas pessoas, novos ambientes, novas situações, mas ao mesmo tempo, tudo repetido, pois estamos lá e – o que é melhor – evoluídos.

    Comment by billy shears — 01/09/2011 @ 11:24 AM

  9. Oi pessoal,
    O joão Pedro acertou em cheio, “voltamos pra Spinoza”. O próprio post enfatiza esta importância. A vida se torna incrivelmente mais leve quando não só se lê Spinosa, como também se é convencido pelo pensamento do filósofo. Spinosa nos fala de coisas que deveriam ser primordiais, as coisas que realmente interessam, a alegria, a tristeza, os afetos, os encontros da vida!
    Coisas que na filosofia não é muita tradição. Coisas que a escola não nos fala. Coisas que não deveriam, em hipótese alguma, passar tão distante dos cursos de psicologia. Em suma, coisas que a sociedade evita falar, e quando fala, fala para incriminar em um rol de ideais platônicos.
    Saborear os encontros enquanto a potência de agir não se esgotou, não esperar muito do mundo nem das pessoas, pois os encontros são inéditos, singulares e irrepetitíveis, nenhum corpo é sempre o mesmo corpo… até mesmo o pensamento sobre a nossa própria morte, em Spinosa, pode acabar encontrando alegria.
    Mesmo sendo racionalista, criado uma obra metafísica que pretende dar conta do mundo, Spinosa é um deleite para o pensamento, a carne, o sangue e os ossos. Sua obra é antes uma potência para a potência do viver.
    Nem mesmo Nietzsche, que não via nos encontros senão o acaso, o oposto de Spinosa que diz ser o acaso o maior artifício da ignorância, pois atribui a nada aquilo que não se conhece a causa, foi capaz de passar imune ao primeiro filósofo que deu aos afetos o devido lugar para à vida.

    Se tivermos que responder alguma coisa para o demonio,precisamos entender, primeiro, Spinoza.
    beijos Marília

    Comment by Marília — 01/09/2011 @ 11:54 AM

  10. Boa noite friorenta moçada,e belo texto, belo início.

    Eu sempre pensei nesta pergunta e em qual seria minha resposta.
    E como partidário ferrenho da complexidade, eu resolvi que não acredito nela.
    Sou mais nietzschiano do que Nit. A nossa pretensão no finalismo está intimamente relacionada com um modo de pensar mecanicista e determinista, pensamos em Ser, causas e efeitos para fundamentar unidades. Se um intelecto pudesse ver o devir, certamente verificaria que jamais existiu causas e efeitos, mas um continuum; e compreenderia que não há unidade, mas multiplicidade.

    Ora, pensar o mundo como encadeamento de causas e efeitos, com finalidades, estamos apenas imaginando um mundo “à nossa imagem”, que segue o modelo da nossa vontade como causa, projetando para fora de nós ou em nós mesmos, crenças em “preconceitos de linguagem”, como “Eu”, “espírito”, etc. O mundo pensado em termos de vontade e fins, ou em termos de causa e efeito – teoria mecanicista -, implica em “trocar um erro por outro”, visto que há variações de graus nessas interpretações e não unidades; ou, em outras palavras, a unidade é somente um “forçar da nossa vista” diante de um fluxo de complexidade da qual não percebemos.

    Causa e efeito: provavelmente jamais existiu tal dualidade. Na verdade, estamos diante de um continuum, do qual isolamos alguns elementos … Um intelecto que visse causa e efeito como um continuum, e não do nosso modo, como partição e fragmentação arbitrárias, que visse o fluxo do devir – tal intelecto rejeitaria o conceito de causa e de efeito, e negaria todo condicionamento.” – Nietzsche, F. A gaia ciência.

    Como poderia crer em “repetição”, se eu optasse pelo ‘sim’ ? – parafraseando os dois lá em cima, João e Juliana: – perguntem ao Highlander…. huahuahua ?
    beijo a todos
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 01/09/2011 @ 12:19 PM

  11. Amei o post, Billy Shears re-pi-ta.

    Mas a música visceral está lá e cá , dos dois lados do tempo , indo e vindo ;

    eu também estou lá e cá , é a mesma pessoa , mas já não é mais o mesmo eu .

    Agora o eu olha para dentro de si e reflete :

    “ Cara , isso é bom , isso não é ; quem sou ?

    Lembrei da gênia da Frenanda,rsrsrsrsrs :

    Eu devo reconhecer que ninguém me conhece. Não realmente. Os que mais sabem não sabem da metade. Não deixo todos os segredos escaparem de mim, não mesmo. Uma delicadeza com os outros, eu diria, pois não quero assustar as pessoas com meu passado. Em especial aquelas que continuaram gostando de mim após o pouco que souberam. Mesmo porque aquela, que fez aquilo, nao está mais aqui. Eu sou literalmente outra.

    Fernanda Young

    Seja o que há de melhor em você .Digo para o eterno retorno do mesmo
    come as you are! Porque eu sou eu e minhas circunstâncias !

    e quem não é ?

    bjitos da Carol

    Comment by Carol — 02/09/2011 @ 1:22 AM

  12. Eu copiei este trecho, (independente de uma ou outra opinião contrária que eu possa formular), porque é uma explicação excelente sobre o eterno retorno.
    Simples, clara e capaz, talvez… de expressar uma noção de ‘simplicidade’ , que se tornou uma sofisticação em se tratando de um mundo formulado e reformulado como o nosso…
    Vamolá:

    O mais importante – e o mais controverso e obscuro – dos conceitos que Zaratustra vem anunciar é o do “eterno retorno” O conceito fora anunciado no aforismo 341 de A gaia ciência: “E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: essa vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terá de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida haverão de retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência…”

    Em primeiro lugar, a idéia de um eterno retorno nos convida a um experimento mental: representar para nós mesmos o “mundo” – a totalidade dos seres – sem recorrer a qualquer instância metafísica, a um “mundo por trás deste mundo” um mundo “mais verdadeiro e mais real” do que o acessível à nossa experiência natural.
    O “mundo” pensado como eterno retorno é realidade em constante mudança, sem causas nem finalidades, sem forças ou deuses que lhe imponham uma direção definida, à exclusão de outras. Com o eterno retorno, o “mundo” é pensado como entregue ao jogo infinito do tempo e à sucessão caótica de suas forças em luta por afirmação. Dado que o tempo é infinito e as formas de existência que a realidade é capaz de assumir são finitas, pode-se conceber que estas se repetirão indefinidamente e, portanto, retornarão perpetuamente, não importa quão grande seja sua diversidade e número.

    Subjacente a esse experimento, está a idéia de que, dado o eterno retorno do mesmo, cada ocorrência particular de nossa existência supõe todas as ocorrências anteriores, inclusive suas versões prévias. Em outras palavras, suposto o eterno retorno, tanto nossas experiências positivas como negativas não poderiam deixar de ocorrer senão da maneira que ocorreram. Neste caso, cada momento de nossa existência implica toda a série de antecedentes passados que o tornaram possível (e também as séries futuras). Se assim é, não podemos seriamente desejar ou aprovar qualquer aspecto de nossa existência sem desejar igualmente todos os seus antecedentes.

    Portanto, a aceitação de nossas experiências felizes implica na aceitação de nossas infelicidades, pois a aceitação de qualquer parcela de nossa existência supõe a aceitação de toda a nossa existência. Desejar que parcelas de nossa existência tivessem sido diferentes e desejar que o curso da realidade tenha sido distinto do que é ou do que foi. Isto seria desejar o impossível: negar a realidade.

    Eis o experimento moral que Nietzsche nos convida a fazer: desejar viver como se cada momento de nossas vidas fosse retornar. Amor fati, amar o que nos acontece, desejando o nosso destino – esta é a indicação mais aguda de que, de fato, nossa vontade e nossas forças estão inteiramente investidas no que fazemos, coincidentes com o movimento da realidade.

    “Minha fórmula para a grandeza no homem é o amor fati: nada querer diferente, seja para trás, seja para frente, seja em toda a eternidade. Não apenas suportar o necessário, menos ainda ocultá-lo – todo o idealismo é mendacidade ante o necessário – mas amá-lo.”

    O amor pela totalidade de minha experiência deve, pois, derivar do meu reconhecimento e minha aceitação da realidade que a constitui. Devo mostrar apreço à realidade tal qual existe e existiu, pois ela é, nestes termos, a única fonte possível da experiência humana e, portanto, da plenitude humana possível. Qualquer forma de negação da realidade, direta ou indireta, expressa ou oculta, é uma negação do ser humano que efetivamente sou. Em outras palavras: é preciso estar à altura do que nos acontece.

    beijo a todos
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 02/09/2011 @ 2:08 AM

    • Eis o experimento moral que Nietzsche nos convida a fazer: desejar viver como se cada momento de nossas vidas fosse retornar. Amor fati, amar o que nos acontece, desejando o nosso destino – esta é a indicação mais aguda de que, de fato, nossa vontade e nossas forças estão inteiramente investidas no que fazemos, coincidentes com o movimento da realidade.

      desejar viver, e desejar o destino, me parece sinônimos.
      Destino no sentido de Vida , não de condições pré-estabelecidas : não creio nisto e nem em nada que se valha ou derive disto.
      Mas… não abro mão da Realidade. E acho q o gde segredo é gostar dela.

      Sem com isto abrir mão da Imaginação… bem claro… e aí … é pra outro post!

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 02/09/2011 @ 6:46 AM

      • Fy:
        Mas… não abro mão da Realidade. E acho q o gde segredo é gostar dela.

        Sem com isto abrir mão da Imaginação… bem claro… !

        Esta é uma variacao ja conhecida do uroboros que se assemelha ao Taichi: um simbolo que representa duas forças: uma mais densa como a terra-materia [yin] e
        outra mais sutil como o ceu-ideia [yang], que se deparam sem que uma anule ou devore a outra. Nao ha sintese: os extremos sao mantidos, mesmo no equilibrio.A verdade e o equilibrio tonal dessas essencias.

        beijo a todos
        tio Guz

        Comment by Gustavo — 02/09/2011 @ 10:32 AM

  13. O amor pela totalidade de minha experiência deve, pois, derivar do meu reconhecimento e minha aceitação da realidade que a constitui. Devo mostrar apreço à realidade tal qual existe e existiu, pois ela é, nestes termos, a única fonte possível da experiência humana e, portanto, da plenitude humana possível. Qualquer forma de negação da realidade, direta ou indireta, expressa ou oculta, é uma negação do ser humano que efetivamente sou. Em outras palavras: é preciso estar à altura do que nos acontece.

    Aloha, Gustavo

    pra te ilustrar, sem sair do pico do post que se define nesta afirmação tão sensacional e ‘trágica’ quanto Nietzsche: Come as you are.

    huahuhauhau:

    abraço aê
    beijo menina
    TocaYo

    Ô JP > Eu adorei a confusão da Ju > porque voce não gostou ?

    Comment by TocaYo — 02/09/2011 @ 3:02 AM

    • Come as you are! always! exactly!

      bj menino,
      Fy

      Comment by Fy — 02/09/2011 @ 5:21 AM

    • TocaYo,
      Como eu poderia curtir publicidade e não gostar das confusões da Ju?
      Voce jamais vai conhecer qualquer coisa mais confusa que uma agência. Aqui é exatamente o lugar onde lobisomens, vampiros, fadas e anjos falam a mesma língua, o que não refresca muito pois raramente se entendem. Mais e melhor: passam e passeiam entre sí totalmente desapercebidos.
      Ah se não fôsse a Ju!

      Abraço aê, cumpadre
      João Pedro

      Comment by João Pedro — 02/09/2011 @ 10:41 AM

  14. Ôoo Tocayo véio, em cima!

    Paixão! seja lá como for!

    Eu esqueci de colocar a fonte do meu último comentário: Do livro: “Nietzsche”. Jorge Zahar Editor, ano 2002, pág. 41-43

    beijo a todos
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 02/09/2011 @ 4:47 AM

    • ah…. seja lá como, onde e qdo for !

      bj no teu coração
      Fy

      Comment by Fy — 02/09/2011 @ 5:17 AM

  15. Parabéns pelo blog.É lindo e super informativo.Cadastrei!

    Comment by Amandalu — 02/09/2011 @ 8:27 AM

  16. Gostei da placa huahuahhauhua Proibido pra iniciantes!
    Tempo bom… lá se vão 20…. anos!!!! galera… e nóis…. ainda no mar! e no mar da vida! Té fiz um garotão!

    Abraço aê
    Gabriel

    Comment by Gabriel — 02/09/2011 @ 8:31 AM

  17. Super post!
    E o Windmills continua um perigo pra mentes inoperantes! hheeehhheeehhhe
    Alexandre Golaiv

    Comment by Alexandre — 02/09/2011 @ 11:05 AM

  18. Penso que Nietzsche formula a questão do eterno retorno com um objetivo retórico que, como foi dito no post anterior, tem a função de lançar o indivíduo em sua própria aventura ética. Como toda escolha, esta questão envolve a angústia da decisão. Duas alternativas muito claras se impõem: dizer não, dizer sim. Dizendo não, manifesto o meu ressentimento com a vida. Para Nietzsche o ressentimento é o pior dos afetos. Dizendo sim, afirmo o amor ao destino.
    Marcia Tiburi

    Simples assim.

    BEIJO
    Marianne

    Comment by Marianne — 03/09/2011 @ 9:04 AM

  19. Ressentimento é paradoxal no passo que você não teria o discernimento que lhe permitiria ressentir sem ter tido e experiência a qual ressente. Mas em razão desse fenômeno em que vários momentos de sua pessoa coexistem em você, é fácil ter a ilusão de que você poderia ter chegado a esse mesmo patamar, a esse mesmo discernimento, sem que precisasse se espatifar no caminho. O que é físico é o conhecer, a memória de não conhecer é vaga, um sentimento que não se liga mais a nada, e o conhecido permeia tudo, parece que você sempre soube.
    A beleza do amor fati é poder amar a dor também. Qualquer filosofia menos capaz lhe impõe que se pinte as dores com cores severas de tempo perdido e trate de subtraí-lo. Haja tempo pra gastar assim.

    Muito bom Billy =)

    You play, you win, you play, you lose. You play.
    It’s the playing that’s irresistible. Dicing from one year to the next with the things you love.
    What you risk reveals what you value.
    – Jeanette Winterson

    Comment by Lotus Eater — 04/09/2011 @ 4:14 PM

    • For you, Lótus Eater :

      I am the poet of the Body;

      And I am the poet of the Soul.

      The pleasures of heaven are with me, and the pains of hell are with me;

      The first I graft and increase upon myself — the latter I translate into a new tongue.

      Ah… Walt Whitman !

      Bj pra todo mundo , super sol!

      Comment by Fy — 05/09/2011 @ 2:55 AM

      • Thanks Fy, sua satanista! haha

        Comment by Lotus Eater — 05/09/2011 @ 6:24 AM

        • Viu só ?

          Q coisa mais emocionante ?

          Taí um exemplo bem nítido de perfil psicopata. Realenguinho-boy covarde.

          Estranho o Acid permitir, mas… embora ninguem entenda, deve haver alguma explicação.

          Ás vzs é divertido encarar um desiquilibrado, mas à título de qualidade, frequência, – a presença deste esquizo detonou demais.

          Ele transformou mesmo o lance em uma janela pra incautos, um cata-molequecada pra OpusDei.

          bj
          Fy

          Comment by Fy — 06/09/2011 @ 1:01 AM

          • O Acid nunca impediu gigantescas dialéticas épicas com esses tipos, apesar de que os ataques pessoais costumam ser apagados. Acho que o lance é corda pra se enforcarem. Algum incauto já seria fisgado por bem menos, e muito mais provavelmente se não tivesse contra-argumentos por perto pra desarmar o circo.

            Comment by Lotus Eater — 06/09/2011 @ 3:22 AM

  20. Oi pessoal, Lótus,

    Eu pessoalmente Lótus Eater, considero a “autoridade” concedida a este verme um insulto ao público do Acid. Sim, porque ele é um verme. O sujeito mais viscoso e escorregadio que, raramente se encontra, desta maneira, tão explícita.

    Um perfil perigoso, por mais chacotas que façam. E que ele usa o blog, é óbvio, ninguem é otário.

    Pra “que” ele usa, também é óbvio. E este aliciamento é realmente ofensivo, agressivo e na opinião de pessoas esclarecidas, comprometedor.

    Enfim, tem hora que considerar tudo uma piada, também é comprometedor.

    Mas para não perder o bom humor, mesmo que seja “mediavélico”, a sra mãe do tal fulano devia ser bem chegada num sucubo …. hehehehe

    beijo a todos
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 06/09/2011 @ 9:46 AM

    • Ah eu não acho que tem esse calibre não, Guz, de aliciamento, de convocação velada. Ninguém lá dá folga pra que isso funcione. Pior são os Mídia Sem Máscara da vida, censurados à divergência, hipócritas até o osso e muito mais eloquentes, pelo menos em bestagem por metro quadrado =P

      Daí fica entre deixar as patologias ambulantes falando sozinhas, ou juntar-se ao dueto de monólogos. Que pelo menos uma idéia triste caia por terra no interim =)

      Comment by Lotus Eater — 08/09/2011 @ 3:19 PM


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