windmills by fy

15/03/2012

Aporia – 2

Filed under: Uncategorized — Fy @ 9:51 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

The person who risks nothing , does nothing ,

has nothing , is nothing , and becomes nothing .

 

 He may avoid suffering and sorrow , 

but he simply cannot learn and feel

and change and grow and love and live .

– Leo F. Buscaglia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Vodpod videos no longer available.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Pelas metáforas e imagens recebidas ,

pelas significações culturais a nós transmitidas

[ implicando em suas dobras fragmentos holográficos de natureza ] ,

pelo inconsciente maquínico conectado ao fora , pelas técnicas materiais , as escrituras

e as línguas sob a dependência das quais pensamos e produzimos nossas mensagens ,

tudo aquilo através do que experimentamos e vivemos , 

o mundo é precisamente o próprio mundo ,

a começar por nosso corpo de sapiência . 

 

 

 Mais do que grosseiramente adaptado ao seu nicho-universo ,

o organismo vivo é certamente seu produtor ; nisso é preciso seguir Varela .

Mas devemos reconhecer igualmente que o mundo exterior , ou se quisermos ,  “ o meio ”  ,  

já está também sempre incluído no organismo cognoscente que produz .

 

 

No   ‘ vivo ’   , o mundo se redobrou localmente em máquina autopoiética e exopoiética , produtora de si e de seu fora .

 

 

Acima do mundo empírico experimentado por nós ,

o mundo transcendental que evocamos aqui não é certamente redutível a algum estrato físico ,

ou biológico , ou social , ou cognitivo , ou qualquer outro .

 

 

Tampouco é a soma ordenada ou bem articulada dos estratos .

 

 

Trata-se do mundo como reserva infinita , trans-mundo ,

sem hierarquia de complexidade ,

sempre e por toda parte diferente e complicado :

 Cosmópolis . 

 

 

 Corpos , culturas , artifícios , linguagens , significações , narrações…  

o empírico torna-se transcendental e o transcendental faz advir um mundo empírico .

 

 

“Isso” se dobra e se redobra em transcendental e empírico .  

A dobra é o acontecimento , a bifurcação que faz ser .

 

Cada dobra , ação-dobra ou paixão-dobra , é o surgimento de uma singularidade , o começo de um mundo .

 

 

Vodpod videos no longer available.

 

 

A proliferação ontológica é irredutível a uma ou outra camada particular dos estratos ;

igualmente irredutível a qualquer dobra-mestra como aquela do ser e dos entes ,

da infraestrutura e da superestrutura , do determinante x e do determinado y .

 

 

 

O mundo total e intotalizável , o trans-mundo cosmopolita , diferenciado ,

diferenciante e múltiplo é , ao contrário , infinitamente redobrado ,

ele fervilha de singularidades nas singularidades , de dobras nas dobras .

 

 

 

 As oposições binárias maciças ou molares como a alma e o corpo , o sujeito e o objeto ,

o indivíduo e a sociedade , a natureza e a cultura , o homem e a técnica , o inerte e o vivo ,

o sagrado e o profano , e até a oposição de que partimos entre transcendental e empírico ,

todas essas divisões são maneiras de dobrar,

 resultam de dobras-acontecimentos singulares do mesmo  “ plano de consistência ”    – Deleuze e Guattari – .

 

“ Isso ”   poderia ter se dobrado de outra maneira .

E como a dobra emerge num infinitamente diversificado mas único ,

sempre se pode remontar ao acontecimento da dobra ,

seguir seu movimento e sua curvatura , desenhar seu drapê ,

passar continuamente de um lado para o outro .

 

   

Os dualismos achatam e unificam violentamente o que eles distinguem ,

impedindo , assim , de localizar as dobras e as curvaturas pelas quais passam as regiões do ser, uma na outra .

 

 

 

 

 

 

 

Fy

 

 

53 Comments »

  1. Enfim! Enfim!

    Bom saber que voces estão por aqui.Cansaram do frio?

    Que Foto!

    Lendo… amanhã comento.
    abraço a todos,
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 15/03/2012 @ 10:37 AM

    • JP!!!!!

      Saudades tb !

      Olha, eu gosto mto do frio. Gosto do calor tb. Sinto falta dos 2 !

      Também adorei a foto. O Tocayo que achou > ficou fã do meu tumblr. É viciante aquilo ! Mas… somos viciados em imagem…. nãoénão?

      bjs

      Comment by Fy — 16/03/2012 @ 2:20 AM

  2. Enfim mesmo, mas valeu pra dar uma lida no blog,uma atualizada geral. Caracas, como agente fala, não? Muito bom, muito proveitoso tudo isto.
    Lindo post, menina, lindo vídeo este dos paraquedistas. Com efeito… sempre o mundo. Mais tarde volto, pra conversarmos sobre ele, hehe.Nada melhor que este conceito de dobra pra explicar o caráter caráter coextensivo do dentro e do fora. E sem egos no meio, huahuahua.

    beijo a todos,
    me sinto realmente em casa com voces por perto,
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 15/03/2012 @ 11:28 AM

    • .Nada melhor que este conceito de dobra pra explicar o caráter caráter coextensivo do dentro e do fora.

      Oh Yeah > todo um post … numa única frase !

      You are great, man !

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 16/03/2012 @ 2:31 AM

  3. Boa Noite Windmills, Fy, lindo post para matar a saudade!
    Descansou? Pelo visto as férias só fizeram bem ! Desta vez vou acompanharos comentários e aprender, ainda não cheguei neste nível deleuziano rsrs.
    Pensando no que eu já aprendi e descobri por aqui, não demora muito e chego lá! Não duvidem que eu ainda salte de paraquedas! Que sensação maravilhosa, voar.
    Sofia Mastrada

    Comment by Sofia — 15/03/2012 @ 2:18 PM

    • Oi Sofia, saudades tb!

      Ah… férias sempre fazem bem. às vzs, por morar aqui e lá… me sinto mais ou menos sempre assim, hahaha.
      Mto bom o comentário do Renato logo abaixo, – vou aguarda-lo e aí comentamos esta tal linguagem complicadinha!

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 16/03/2012 @ 2:24 AM

  4. Oi pessoal, resumindo porque eu volto depois, … “Espinoza na veia” !
    abraço
    Renato

    Comment by Renato — 16/03/2012 @ 12:40 AM

    • Antes de entrar no mérito do que os filósofos dizem sobre os termos, vou abordar o que eles significam exatamente .

      Transcendente, por definição, é aquilo que ultrapassa e está além deste mundo, ou aquilo que se coloca para além de um certo estado de coisas, quando dizemos que o “transcendemos”.

      Imanente, por definição, é um termo referido ao que está aqui mesmo, isto é, neste mundo ou no interior de um certo estado de coisas, sem transcendê-lo.
      Assim, sintetizando os significados, temos que os termos são opostos, dizem repeito a coisas ou a situações opostas. E opostas em todos os sentidos, inclusive os de localização imaginária ou física .

      Cria-se então a dicotomia. A divisão, e toda a artilharia que esta metralhadora platonica contem em si mesma.

      – Daí concluo o seguinte, não sem reverenciar Spinoza, todo este brilhante conceito de dobra deleuziano, nada mais é do uma transcrição do conceito (panteísta, hehe) de Spinoza.

      – Procure substituir a palavra deus por “imanência” ( ou mecânica da partícula, Salve Marques!) e a palavra “modos” por dobras :

      Primeiro, por ser o homem um modo de Deus e não mais uma substância, como em Aristóteles ou Descartes. Deus é a única substância em Spinoza; todos os demais seres são modos desta substância.

      Abraço
      Renato

      Comment by Renato — 17/03/2012 @ 1:10 AM

      • Peguei um trecho interessante do texto da Rosana Medeiros de Oliveira, Tecnologia e subjetivação: a questão da agência, ressaltando que ela é uma jovem universitária…

        Pra te complementar, Renato, em relação aos dualismos e tambem direcionado à Priscila:

        O filósofo Gilles Deleuze desenvolve uma proposta interessante para contornar a questão da intencionalidade do sujeito. De acordo com ele, a subjetivação como processo constitui um “dentro” que é “a dobra do fora”. O conceito de dobra, utilizado por Deleuze, possibilita escapar ao dualismo de uma exterioridade absoluta e de uma interioridade unificada, ao permitir “localizar as dobras e as curvaturas pelas quais passam as regiões do ser, uma na outra” (LÉVY, 2003). Além disso, “A dobra é o acontecimento, a bifurcação que faz ser. Cada dobra, ação-dobra ou paixão-dobra, é o surgimento de uma singularidade, o começo de um mundo” (LÉVY, 2003). A dobra mostra um cenário diferente daquele que opunha interior/exterior. Abandona-se, assim, a imagem de um círculo onde a parte interna corresponde ao “eu” e a externa ao “mundo”.

        Pensar os processos de subjetivação como dobra implica despojar o sujeito de toda identidade essencialista e de toda interioridade absoluta. A subjetividade é uma dobra do exterior. A “interioridade” dobrada não é um “sistema psicológico”, mas uma superfície descontínua, um dobramento da exterioridade. Este conceito também evita recair no problema já identificado de uma exterioridade unificada, que funciona como um grande agenciamento – a Sociedade, o Discurso ou a Linguagem, por exemplo.

        O conceito de dobra utilizado por Deleuze também é útil para explicar a possibilidade, lançada por Foucault, de um si mesmo constituído por um núcleo de resistência frente a poderes e saberes estabelecidos. Subjetivação como dobra significa pensar em termos dos efeitos da composição de forças, práticas e relações que operam para transformar o ser humano em variadas formas de sujeito, em seres capazes de tomar a si próprios como os sujeitos de suas próprias práticas, sem abandonar a dimensão dos coletivos sociotécnicos – implicados nos fluxos que se dobram – e de sua historicidade, atualizada nas práticas e instituições.

        Nesse sentido, a noção de dobra permite ainda um reconhecimento das possibilidades de transformação e de criação que estão abertas. O sujeito não é apenas o espaço de cruzamento de forças – como na genealogia foucaultiana -, mas constitui-se ao mesmo tempo como uma força dobrada sobre si mesma. Tem agência, produz efeitos. Dessa forma, o sujeito passa a ter um caráter aberto, múltiplo, cambiante, inacabado e ao mesmo tempo pode escapar, criar linhas de fuga aos poderes e saberes que o subjetivam. O sujeito não foi aniquilado, nem desaparece, mas deve ser entendido como uma multiplicidade virtual, uma obra-em-andamento.

        As noções de processo de subjetivação e dobra permitem que se pense em termos de hibridações, de coletivos de humanos e não-humanos. O espaço monádico da interioridade psicológica é abolido em favor da abertura da dobra. A agência não está mais restrita aos humanos-entre-eles, à Linguagem ou à Sociedade. Os agenciamentos são processos de composição que envolvem coletivos sociotécnicos.

        Essa reflexão é essencial para uma análise que não polarize as tecnologias e os sujeitos. É preciso pensar em termos de coletivos sociotécnicos, e como estes estão imbricados nos processos de subjetivação, de singularização.

        (Bruno Latour sustenta, no entanto, que “jamais fomos modernos”, pois, na prática, o sistema moderno de representação do mundo nunca funcionou de acordo com as separações que instituiu. As distinções radicais entre ciência e técnica, natureza e cultura, funcionam apenas como campos de abstrações, mas na prática os híbridos não deixaram de ser criados.)

        beijo a todos
        tio Guz

        Comment by Gustavo — 17/03/2012 @ 3:08 AM

        • O filósofo Gilles Deleuze desenvolve uma proposta interessante para contornar a questão da intencionalidade do sujeito. De acordo com ele, a subjetivação como processo constitui um “dentro” que é “a dobra do fora”. O conceito de dobra, utilizado por Deleuze, possibilita escapar ao dualismo de uma exterioridade absoluta e de uma interioridade unificada, ao permitir “localizar as dobras e as curvaturas pelas quais passam as regiões do ser, uma na outra” (LÉVY, 2003). Além disso, “A dobra é o acontecimento, a bifurcação que faz ser. Cada dobra, ação-dobra ou paixão-dobra, é o surgimento de uma singularidade, o começo de um mundo” (LÉVY, 2003). A dobra mostra um cenário diferente daquele que opunha interior/exterior. Abandona-se, assim, a imagem de um círculo onde a parte interna corresponde ao “eu” e a externa ao “mundo”.
          Gustavo

          – A dobra é o acontecimento > a bifurcação que faz ser .

          – 2 textos bem legais :

          – *Deleuze e as linhas e as dobras

          Reparem no mundo das linhas que se cruzam e se tecem. Nós pensamos que as linhas são os componentes básicos das coisas e dos eventos. Assim tudo tem sua geografia, sua cartografia, seu diagrama diz Gilles Deleuze. Interessa as linhas que constituem os fluxos da globalização e da cidade. Eu tendo a pensar das coisas como jogos de linhas a serem desemaranhadas, mas também para se cruzarem. Eu não gosto de pontos. As linhas não são coisas que funcionam entre dois pontos; os pontos estão onde diversas linhas se cruzam. As linhas nunca funcionam uniformemente, e os pontos não são nada, mas inflexão das linhas. Mas geralmente, não são os inícios e as extremidades que contam, mas os intermédios.
          Deleuze tem interesse no desdobramento, na abertura, no desvelamento, no labirinto infinito da dobra que se desdobra, que produz a topologia do mundo como um do processo que rejeita a ficção dos limites, da fixidez, a permanência, o enclave, o encravamento.
          O que vale destacar é que todas as dobras são igualmente importantes, não há nenhuma hierarquia entre as dobras. Elas não podem ser definidas pelos termos do essencial e o inessential, o necessário e o contingente, ou o estrutural e o ornamental. Cada dobra faz sua parte: cada dobra alarga ‘ a ‘ distante. O evento do origami está no desdobrar, apenas como o presente está em envolver: não como o índice, mas como o processo. Bruno Latour, e Michel Serres observam que as dobras ou /o próximo tornado distante/ não formam uma teoria métrica do espaço (e do tempo), que foi rejeitada a favor de uma teoria topológica em que o espaço-tempo é visto dobrado, enrugado e de modo multi-dimensional.

          Tradução do texto de C. Blake. Apparatus of Capture: The Use of Deleuzian Thought and Actor Network Theory to Conceptualise Urban Power Relations. In site do GaWC: Globalization and World Cities Study Group and Network. Documento 111

          – *A dobra e o labirinto de Leibniz

          Deleuze serviu-se da metáfora do labirinto para explicar o conceito de espaço em Leibniz, em seu livro A Dobra. Diz Deleuze, “Leibniz explica em um texto extraordinário: um corpo flexível ou elástico ainda tem partes coerentes que formam uma dobra, de modo que não se separam em partes de partes, mas sim se dividem até o infinito em dobras cada vez menores, que conservam sempre uma coesão. Assim, o labirinto do contínuo não é uma linha que dissociaria em pontos independentes, como a areia fluida em grãos, mas sim é como um tecido ou uma folha de papel que se divide em dobras até o infinito ou se decompõe em movimentos curvos, cada um dos quais está determinado pelo entorno consistente ou conspirante. Sempre existe uma dobra na dobra, como também uma caverna na caverna. A unidade da matéria, o menor elemento do labirinto é a dobra, não o ponto, que nunca é uma parte, e sim uma simples extremidade da linha”. O espaço leibniziano é constituído como um labirinto com um número infinito de dobras, algo similar à cidade composta de quadras, casas, quartos, móveis, dobras dentro de dobras, dobras que conformam espaços, como um origami, a arte da dobradura do papel.

          Texto de Fernando Fuão. O sentido do espaço. Em que sentido, em que sentido?

          arquitexto 50 in site do Vitruvius

          Gusto, esqueci : Não é Priscila… é Luciana …

          hahahahaha

          bj
          Fy

          Comment by Fy — 19/03/2012 @ 2:06 PM

      • E salve Spinoza! Deleuze se intitula “ladrão de conceitos”, Re . Ah… eu achei um vídeo tão incrível sobre isto, fazendo uma analogia entre uma música do Bob Dylan e esta afirmação dele… – mas não tem jeito de colocar aqui, – no youtube tem um comecinho ridículo… só o comecinho … – o wordpress não aceita a url e o vodpod tb não . Vou achar o endereço e coloco aqui.

        ….são modos desta substância.

        as dobras nada mais são que “modos” do campo de imanência deleuziano.

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 17/03/2012 @ 10:14 AM

  5. Bom Dia Sofia, eu tô com pressa mas espera que eu já volto. Não se impressione com a linguagem aparentemente estranha do vocabulário “deleuziano”, é quase impossível dispensá-lo qundo agente quer papear Deleuze. Mas, a idéia é bem mais simples do que parece. Vou tentar colocar de uma forma mais detalhada, o que eu entendo como spinozismo puro: Com efeito, é sempre o mundo, sua multiplicidade indefinida, sua realidade, sua materialidade, sua topologia singular, as contingências de seu devir… numa tentativa de “inserir” transcedência em imanência.
    Renato

    Comment by Renato — 16/03/2012 @ 12:46 AM

  6. The person who risks nothing , does nothing ,

    has nothing , is nothing , and becomes nothing .

    gostei muito.
    Marianne

    Comment by Marianne — 16/03/2012 @ 5:05 AM

    • Ah…. que especial, Marianne !

      roubei pra mim !

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 17/03/2012 @ 10:23 AM

  7. “Isso ” poderia ter se dobrado de outra maneira .

    E como a dobra emerge num infinitamente diversificado mas único ,

    sempre se pode remontar ao acontecimento da dobra ,

    seguir seu movimento e sua curvatura , desenhar seu drapê ,

    passar continuamente de um lado para o outro .” O que significa DOBRA?

    Lindas imagens Fy. Gostei do post, porém não ter entendido muito bem😉 Esse texto tem alguma relação com a idéia platônica-aristotéilca de paradoxos bem x mal, bonito x feio, bom x ruim?

    BJ

    Comment by Luciana — 16/03/2012 @ 9:13 AM

    • Oi Luciana,

      Esse texto tem alguma relação com a idéia platônica-aristotéilca de paradoxos bem x mal, bonito x feio, bom x ruim?

      [ Uau, Luciana, nada me é mais detestável que a “ metafísica ” dualista de Platão !}

      Olha, eu acho que nada em Deleuze, – e este trabalho do Lévy se baseia todo na filosofia deleuziana – tem qualquer relação com dualismos, a não ser o da anulação .

      A começar pelo dualismo: mente/corpo…. – aiaiai … > Para Platão, o corpo é uma traição da alma, da razão e da mente, que são aprisionadas pela materialidade corporal.

      Aristóteles distingue, também, a matéria da forma, distinção que será depois engenhosamente reconfigurada pela tradição cristã,
      onde a separação mente/corpo foi correlacionada à distinção entre o que é imortal e o que é mortal e toda uma balelaida… bastante simplória….

      ” Durante a vida, mente e corpo formam uma unidade indissolúvel que, com a morte é rompida, tendo a alma sua imortalidade garantida enquanto o corpo vira pó. O famoso dualismo de Descartes institui dois tipos de substâncias: res cogitans, mente e res extensa, corpo. Trata-se de duas substâncias distintas , mutuamente exclusivas ; cada qual habita seu próprio domínio e apresentam características incompatíveis .”

      Não é minha praia… – E eu até acharia divertido e infantil, caso um estrago deste não tivesse feito tanto mal ao mundo.

      A filosofia de Deleuze e Guattari é denominada pelos próprios autores de uma “teoria das multiplicidades”. Estas multiplicidades são a própria realidade, superando assim as dicotomias entre consciente e inconsciente, natureza e história, corpo e alma, etc e etc e é o oposto , o contrário [ completamente ] de todo este sistema .

      O que dá sentido à Filosofia, no entender de Deleuze, é uma teoria das multiplicidades, impregnada pelo devir de Heráclito de um modo processual de movimentos, assumidamente intenso e extenso .

      O significado de dobra se encaixa perfeitamente neste movimento. É…, o Renato foi brilhante em mencionar Spinoza > –

      A “dobra” exprime tanto um “território” subjetivo quanto o processo de “produção deste território” ou seja > ela exprime o próprio caráter extensivo do DENTRO e do FORA .

      Assim : a “dobra” constitui tanto a subjetividade> enquanto “território existencial” – quanto a subjetivação .

      Um exemplo : um processo de subjetivação traduz o modo singular pelo qual se produz a “flexão ou a curvatura” de um certo tipo de relação de forças .

      – singular porque ?

      Cada formação histórica irá “dobrar” diferentemente a composição de forças que a atravessa > dando-lhe um sentido particular .

      A subjetividade pode adquirir uma configuração distinta em função do modo pelo qual se produz a curvatura das forças que a constituem .

      A idéia de “dobra” é – desta forma – fundamental pra que agente entenda o que vem a ser um processo de subjetivação . É como se fosse um operador conceitual para pensar a produção de diferentes modos de constituição da relação consigo e com o mundo , através da historia…. – ou seja, dos diferentes modos de produção de subjetividade.

      A dobra deleuziana é a curvatura ou a inflexão destas linhas infinitamente móveis que percorrem o plano de imanência cuja superfície é povoada por singularidades anônimas e nômades . A dobra exprime a desaceleração deste movimento infinito, produzindo a convergência das singularidades em um dado momento, criando assim um “dentro” que é “coextensivo” ao fora, e que é a condição para que um mundo comece.
      A dobra é, portanto, a expressão de um mundo possível .

      O que significa que o mundo mesmo é acontecimento . É produção contínua do absolutamente novo .

      [ – Mesmo qdo o passado “ se dobra” “nos coexistindo” com algo ou informação remota > desta dobra ou deste movimento, só poderia advir um resultado singular e totalmente novo .]

      parece complicado… mas não é não .

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 17/03/2012 @ 9:58 AM

      • “Olha, eu acho que nada em Deleuze, – e este trabalho do Lévy se baseia todo na filosofia deleuziana – tem qualquer relação com dualismos, a não ser o da anulação . ”

        Sim, Fy, isso eu sei. O que perguntei é o seguinte: se esse conceito de Dobra se confronta, de alguma forma, com esse dualismo de platão.

        Acabei achando um texto do Roberto Machado onde ele explica esses conceitos de Deleuze,como Dobra, agenciamento…

        Pra falar a verdade eu acho complicado sim. Por exemplo, como posso associar, enxergar a idéia de dobra, agenciamento na vida, no meu dia a dia. Como perceber esses conceitos no mundo concreto.

        Bjs

        Comment by Luciana — 17/03/2012 @ 11:10 AM

        • Bom Dia, Luciana,
          Tambem vou dar um pitaco aqui.
          Ao afirmar sua dificuldade em reconhecer os conceitos de dobra, agenciamentos, ferramentas que basicamente estruturam a filosofia de Deleuze, na vida prática ( acho que voce quis dizer isto ao mencionar um mundo concreto) me parece que há um desconhecimento em relação a esta filosofia , ou em relação ao pensamento pós-moderno. O Windmills está repleto de posts interessantes a respeito, e vale a pena uma vez que este tipo de pensamento revolucionou e movimentou inumeras áreas desde a Política, Sociologia, Antropologia, Economia, Cinema e artes em geral. Talvez seu estranhamento deva-se às dificuldades que ela impõe à Psicologia, heheh.

          Mas, ao mesmo tempo seu comentário demonstra uma familiaridade com o “platonismo-aristotélico”, e com certeza, seguindo um mesmo fio-condutor e avançando vinte séculos, Descartes, usando aqui uma possibilidade de aproximação teórica.

          Eu só discordo quando voce determina como paradoxos o dualismo radical de Platão. Não há paradoxo e sim contrários absolutos e determinantes.

          E, fiquei curioso, deduzindo que voce os percebe claramente na vida prática. Como todo este pensamento pós-moderno confronta justamente a impossibilidade destes dualismos serem percebidos, eu queria que voce discorresse sobre como categoriza esta possibilidade em sua vida prática, em vista da dificuldade de reconhecer os contínuos agenciamentos que as dobras deleuzianas nos remetem.

          Beijo a todos
          Tio Guz

          Comment by Gustavo — 18/03/2012 @ 2:05 AM

  8. Sempre que passo por aqui tenho a mesma reação de quando abro uma caixa de doces em um sonho qualquer proibido a diabéticos, sorrio !!!

    “Os dualismos achatam e unificam violentamente o que eles distinguem , impedindo , assim , de localizar as dobras e as curvaturas pelas quais passam as regiões do ser, uma na outra .” Bravo ! Bravo ! Até a mecânica da partícula rende reverências aqui …

    Excelente post …

    Abraços,

    Marques Patrocínio

    Comment by Marques Patrocínio — 16/03/2012 @ 7:49 PM

    • Hi!

      Saudades!

      dos teus textos tb!

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 17/03/2012 @ 10:09 AM

  9. Aloha, gente boa!

    bom demais esta chuva toda pra este pedaço de calor que agente escolheu pra morar.

    Luciana, vou dar aqui um palpite antes da Fy.

    Voce leu esta frase do post que o Marques comentou, lá em cima?

    “Os dualismos achatam e unificam violentamente o que eles distinguem , impedindo , assim , de localizar as dobras e as curvaturas pelas quais passam as regiões do ser, uma na outra .” Bravo ! Bravo ! Até a mecânica da partícula rende reverências aqui …

    é isso, toda a filosofada do Deleuze e afins, detona sim, com este dualismo elaborado por Platão, o amargurado. lendo o Deleuze, voce vai encontrar termos que tem alguma similaridade aparente, palavras, e talvez faça alguma analogia, a princípio. mas logo vai perceber que usando expressões análogas ele detona Platão, o chato e pulveriza estas dicotomias.

    Aí voce pergunta,

    como posso associar, enxergar a idéia de dobra, agenciamento na vida, no meu dia a dia. Como perceber esses conceitos no mundo concreto.

    O mundo não é concreto assim, está em constante movimento e transformações contínuas, rabiscado, chacoalhado , dobrado e redobrado por todos estes “ agenciamentos.”

    a própria vida é uma agenciamento constante e contínuo. voce é este agenciamento, percebendo isto ou não. as dobras nada mais são que capturas, movimentos que nos acontecem e nos transformam continuamente. voce só poderia não ser um agenciamento caso estivesse pronta. ou morta. a grande dificuldade, é justamente o contrário, é fixar-se ou engessar-se ou isolar-se ao ponto de não fazer parte. muita gente faz isto. e faz uma baita força pra se congelar em uma determinada situação em que não hajam agenciamentos, fluxos, movimento. estão sempre em busca do irreal, do que não-é, não conseguem se fertilizar, não acompanham. não evoluem porque buscam um evoluir que não existe , não leva e não chega a lugar nenhum.

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 17/03/2012 @ 12:48 PM

    • Encontrei esse texto, o qual o autor usa um exemplo como um livro para traduzir o que seria o agenciamento. Nesse sentido que eu queria compreender os conceitos de Deleuze no mundo “concreto”. Talvez sem uma linguagem muito “técnica”, digamos mais “simplinha “e infantil😉

      Fy, Tocayo, obrigada pelas explicações. Vcs são doces e generosos!

      Bj!

      “A teoria do agenciamento permite que aceitemos que um livro, uma configuração

      artística, uma música, não representam ou imitam o mundo, mas sim, que possuam conexões com elementos de diversas ordens, em diversos estratos. Ao invés de separar mundo-linguagem-sujeito, o agenciamento compreende a multiplicidade de uma expressão e de um conteúdo. Um livro, por exemplo, é uma multiplicidade de linhas, um composto de matérias, que se interligam por movimentos de territorialização e desterriotorialização, sempre em relação a outros processos, como a máquina que o imprimiu, a árvore que originou seu papel, a memória de quem utilizou a língua escrita para escrevê-lo, a forma das letras, o sentimento que ele suscita, a época em que é lido. É sempre uma inter-relação de um campo real (mundo), um campo de representação (linguagem) e um campo de subjetivação (sujeito-autor), mas não parte de uma Idéia, de uma transcendência, de um sujeito. Um livro faz parte do movimento rizomático da Imanência, um movimento de superfície, ramificado, gramíneo.

      Esse modo de pensar propicia, entre outros benefícios, um realismo em relação à vida que a nossa civilização perdeu. O século XX foi o palco de um niilismo extremado que culminou na morte de inúmeros valores importantes para a vida em sociedade. Podemos mesmo afirmar que vivemos um momento de luto pela perda de tradições e rituais que por muitos séculos nos definiram e nos identificaram. Por um lado, isso é triste. Por outro, permite a abertura de nosso pensamento a novas formas de encarar a vida.

      Entretanto, a filosofia deleuzeana não é uma saída para os problemas atuais. Ela é, antes de tudo, uma injeção de entusiasmo e de alegria num momento em que o desânimo e o pessimismo tomam conta de todas as críticas. Ela nos leva a um tipo de otimismo que não consiste em pensar de forma positiva, racionalista, sempre buscando algo melhor a ser alcançado, como uma forma constante de auto-engano. De uma forma mais realista e pragmática, a filosofia deleuzeana reconhece que tudo repousa sobre uma base frágil, fugidia, contingente, e, assim, tudo pode mudar, tudo pode ser possível, se distanciando, dessa forma, de todo e qualquer tipo de niilismo.

      O pensamento deleuzeano distingue três tipos de niilismo: negativo, reativo e passivo. O primeiro e o segundo são associados ao cristianismo, o terceiro ao racionalismo científico moderno. O negativo consiste em negar a vida em prol de um mundo superior, encarnado pela figura de Deus. Com sua morte, no entanto, surge um novo tipo de niilismo ateu, onde o homem torna-se o centro do conhecimento, e novos princípios como o progresso, a verdade científica, o aperfeiçoamento, a lógica utilitária e a felicidade tomam o lugar dos antigos valores transcendentes. A ciência moderna destrói a crença em um “outro mundo”, mas, ao mesmo tempo, gera uma ausência de valores que nada mais é do que uma outra forma de niilismo, porque prega o momento presente como o único que existe, valorizando o individualismo, o nada, o ceticismo.

      A filosofia de Deleuze e Guattari estimula a singularização e vai contra o individualismo resultante do niilismo. Uma singularidade é sempre um conjunto de coisas-seres-signos-idéias, é sempre um bloco. Por essa via, coloca em xeque a nossa capacidade de acreditar em fazer juntos, em partilhar. A filosofia deleuzeana estimula uma individualidade sabedora de sua dependência com os outros e com o mundo, e nos faz sentir um genuíno amor pela Vida.”

      Comment by Luciana — 18/03/2012 @ 6:34 AM

      • Luciana,

        Muito bom este texto. Todo ele.

        Pra quem quiser:

        http://www.cronopios.com.br/site/ensaios.asp?id=1015

        Aqui no Wind, tem uma porção generosa sobre todas as nuances, possibilidades, voltas e viravoltas sobre a filosofia de Deleuze, Nietzsche, Bergson, Maturama e Varella, Ingold …José Gil – que eu adoro qdo fala sobre dança , e uma porção de outras idéias q se casam com tudo isto que a mim parece humano, verdadeiro e positivo . Esquecí Foucault…, Mick Jagger, Jorge Amado e sei lá, mais quantos.

        Muito bom.

        bj

        Fy

        Comment by Fy — 19/03/2012 @ 1:54 PM

  10. huaHuahAhahahaha ficou pelado aê, camarada?

    Tocayo Zimmerman kd o blog?

    Comment by Gabriel — 17/03/2012 @ 12:55 PM

  11. hahaha, ele não faz ! … acho que o Wind dá mto trabalho…. – Gab, outro dia eu quase deletei…tudo tentando fazer um avatar pra Juliana.

    Eu só sei fazer avatar criando um blog. O Tocayo sabe fazer sem criar um, mas tem preguiça! Qto mais pra montar o dele!

    bj pra Karina e pro Felipe
    Fy

    Comment by Fy — 17/03/2012 @ 12:59 PM

  12. E pra Mim ?

    Comment by Gabriel — 17/03/2012 @ 1:06 PM

    • Claro que tambem !

      BJ
      Fy

      Comment by Fy — 17/03/2012 @ 1:07 PM

  13. Durante muito tempo fui influenciado pelo ponto de vista aristotélico sobre a ética. A virtude estaria no meio-termo, onde o vício se dá na falta ou no excesso. Influência esta adquirida de minhas leituras juvenis da história da filosofia do will durant e da coleção os pensadores. Bom, escolhi uma forma de enxergar a vida em meio ao caos que se me apresentava….rsrs

    Pois bem, hoje, vejo que nos extremos estão presentes também algo daquilo que é seu oposto….caraca, chapei? rsrsrs…..no belo há algo de feio, no mau há algo de bom e por aí vai,e vice-versa…vai por aí…rsrs bom o que eu quero dizer é que: é no ponto de confluência entre os 2 extremos que reside a verdade, não entendida aqui como a “Verdade”, mas uma verdade relativa, aquela inerente à subjetividade dos envolvidos. Essa confluência é que propicia o entendimento. Para enxergar isso, é preciso boa vontade. A boa vontade se aprende na escola da vida. Mas, a lição sabemos de cor só nos resta aprender.

    Pra não perder a viagem, senta que lá vem música….hehehe:

    Valeu!

    Comment by billy shears — 18/03/2012 @ 5:27 AM

  14. Billy, eu fui obrigada a ler no primeiro ano de faculdade Ética a Nicômaco. Aliás, meu professor, disse que o Aristóteles é o maior gênio da humanidade hahahaha. Que bom que também tenho professores que gostam muito do Kant, do Foucault.

    “Durante muito tempo fui influenciado pelo ponto de vista aristotélico sobre a ética. A virtude estaria no meio-termo, onde o vício se dá na falta ou no excesso. ”

    Bom, queria te perguntar uma coisa. Por exemplo,alguém que bebe em excesso, torna-se um viciado, um alcoólatra, como eu “enxergo” o bom, o saudável nessa situação.

    Bj

    Comment by Luciana — 18/03/2012 @ 7:15 AM

    • Luciana,

      No polo oposto teríamos o abstêmio. Seria uma opção correta de vida? Depende. Se o camarada não tem auto domínio, sim. Porém, caso o tenha, o caminho do meio nesse assunto me pareceria mais justo, o famoso “beber socialmente”. No caso em tela, o auto conhecimento é fundamental; até quando o cara opta pelo excesso. Por que ele o faz? Quais as situações que ele vivencia durante o estado alcoólico? Ao tomar contato com as respostas que estão dentro dele, o indivíduo adquire as chaves para a saída do extremo, neste caso vicioso, já que a virtude estaria no meio termo. Mas, e se ele não consegue operar no modo meio termo? Vai-se para o polo oposto: ser abstêmio.

      Mad aristotelic world….rsrsrsrs

      Bj

      Comment by billy shears — 18/03/2012 @ 2:42 PM

      • Que musica linda, não ?

        Eu adoro o Donnie Darko, – filmão – me dá saudades do Thomas.

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 19/03/2012 @ 2:17 PM

    • Luciana,

      eu fui obrigada a ler no primeiro ano de faculdade Ética a Nicômaco. –

      então, que bom q vc leu, – mas se vc não leu a Ética de Spinoza… – recomendo…

      Deleuze ondeia em sua filosofia sómente nas águas de Spinoza, Nietzche, etc afins, até no estoicismo, ele dá um mergulho, … e vira e revira e atravessa de um jeito só dele.

      Vou ver se faço um post sobre as diferenças das duas.

      Mas… valendo : Spinoza rejeita e refuta as explicações do mundo com base no finalismo ou no idealismo, em todas as suas versões medievais, modernas , contemporâneas , blazblazbláz e tal .
      Sem essa de causas finais – / aqui, “virtudes” passam a ter um caráter tão artificial, tão incombináveis com o ser humano, que não passam de ficções, projeções antropomórficas sobre a realidade.

      Nem mesmo as ações humanas se explicam por causas finais e estas balelas todas só fazem mal à realidade…. – as ações humanas só se explicam pelas causas eficientes que articulam as coisas singulares, como disse o Billy.

      Esta coisa de plano divino, decretos de providência, sistema moral, ordem supra-real, blaghhhhh… – já deu…. nenhum modelo de “dever-ser” que possa ser aplicado sobre o plano do ser — que é o plano de imanência absoluta – pode ser considerado na filosofia de Spinoza, ou de Deleuze, etc ….

      Todos estes lances não passam de engodo teórico ou artigo de fé, o mundo das causas finais — grego, cristão, iluminista ou constitucionalista — é um instrumento para submeter o homem à obediência e ao controle, tentando provar-lhe que é menos livre do que pode ser e, assim, querendo que seja menos homem do que é. …. bad idea….

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 19/03/2012 @ 1:32 PM

  15. Suuuuuuuper post!
    beijo!

    Comment by Adriana — 19/03/2012 @ 3:51 AM

  16. Valeu Billy, Aloha! bom som.

    eu vou responder pra Luciana sobre a Ética da Cachaca (com cedilha), lembrando o velho Espinoza,velho poeta, mas vou pegar uma carona na tal subjetividade dos envolvidos, e me valer das confluências,quem passou por esta vida , sem confluências, não viveu, huahhauuhauah: lembrei:

    às confluencias:

    abraco (o notebook da Fy é gringo)
    TocaYo

    Comment by TocaYo — 19/03/2012 @ 1:03 PM

    • Fala, Tocayo!

      Ética da cachaça (baseada na dialética hegeliana):

      Tese: tédio.
      Antítese: cachaça.
      Síntese: sal de frutas eno e/ou ressaca.

      Hehehehehe

      Comment by billy shears — 19/03/2012 @ 3:46 PM

  17. Ah….

    Comment by Fy — 19/03/2012 @ 1:06 PM

  18. gostou, né ?
    beijo, menina

    Comment by TocaYo — 19/03/2012 @ 1:08 PM

  19. gostei.
    2 beijos, menino.

    Billy, saudade!

    Mas é bem por aí, discernimento é bom, e faz bem usar. Mas eu vou fazer um post: Aristóteles X Spinoza.

    bj
    Fy

    Comment by Fy — 19/03/2012 @ 1:12 PM

  20. “The person who risks nothing , does nothing ,

    has nothing , is nothing , and becomes nothing . ” (II)

    Excelent!

    Feliz por vc ter voltado aos posts Fy! Bj

    Comment by caio — 20/03/2012 @ 1:22 AM

  21. Oi pra todos e parabens pelo post, Fy. Muito legal a ilustração, o assunto, e pelo visto voces dobraram as idéias e levantaram a questão da ética.

    Li os comentários, percebi claramente o “desdobramento” de Deleuze sobre o conceito de Imanência em Espinoza, grande sacada por sinal, excelente “maneira” de expressar um conceito. E em relação à tal ética, fica a questão: A ação moral deve considerar as intenções ou os efeitos? A ação moral deve considerar os valores ou os resultados?

    A ética de principios leva em conta o conteúdo que norteia os atos. Ela está fundada em um conjunto de valores impostos como regras; alicerçada em um quadro de princípios instituídos como imperativos. Para agir moralmente, o indivíduo deve obedecer acriticamente uma lista de ordenanças; pautar os seus atos segundo um catálogo de deveres. Assim, podemos dizer que a ética de princípios tem um caráter normativo – a ação moral deriva da submissão aos mandamentos.

    Por outro lado, a ética da responsabilidade leva em conta as conseqüências prováveis da ação. O que importa são os efeitos previsíveis da ação. Isso implica que a medida da ação está na produção direta de seu resultado. O seu estatuto moral depende de alcançar determinados fins. Ora, qual das duas éticas está a serviço do amor? qual das duas éticas expressa solidariedade com o sofrimento? a ética de principios que prefere boas intenções ou ética da responsabilidade que prefere bons resultados?

    André

    Comment by André — 22/03/2012 @ 11:01 PM

    • Ética da responsabilidade que prefere bons resultados.

      Comment by Luciana — 23/03/2012 @ 6:09 AM

  22. Vamos musicar um pouco este silêncio:

    Tenham todos um excelente fim de semana!

    Comment by billy shears — 30/03/2012 @ 1:31 PM

  23. There is certainly a lot to know about this topic.

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