windmills by fy

07/05/2012

Midnight Marie – !

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:55 PM

 


 

 

 

 

 

Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos , Maria da Graça , eu te dou este livro :

“ Alice no País das Maravilhas ” .

Este livro é doido, Maria .  – Isto é: o sentido dele está em ti .

 

Escuta : se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca .

Aprende , pois , logo de saída para a grande vida ,

a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas , inclusive as loucas .

 

 

Aprende isso a teu modo ,

pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade .

 

 

A realidade , Maria , é louca .

Nem o papa [ ha-ha ] , ninguém no mundo , pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha :

” Fala a verdade Dinah ,    – já comeste um morcego ? ” .

 

 

Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível .

Para melhor ou pior , isso acontece muitas vezes por ano .

 

 

 ” Quem sou eu no mundo ? “.    – ah … ]    –  Essa indagação perplexa é o lugar-comum de cada história de gente .

Quantas vezes mais decifrares essa charada ,

tão entranhada em ti mesma como os teus ossos , mais forte ficarás .

Não importa qual seja a resposta ; o importante é dar ou inventar uma resposta . Ainda que seja mentira .

 

 

A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável .

Foi o que Alice falou no fundo do poço :   

” Estou tão cansada de estar aqui sozinha ! ” .   

O importante é que ela conseguiu sair de lá ,   : : :  abrindo a porta .

A porta do poço !  

 

 

Só as criaturas humanas  [ nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados ] conseguem abrir uma porta bem fechada ,

e        [ . . . ]      vice-versa , isto é , fechar uma porta bem aberta .

 

Somos todos tão bobos , Maria .

 

 

Praticamos uma ação trivial ,

e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências .

 

 

Quando Alice comeu o bolo , e não cresceu de tamanho , ficou no maior dos espantos .   

Apesar de ser isso o que acontece , geralmente , às pessoas que comem bolo .

 

 

Maria , há uma sabedoria social ou de bolso ; nem toda sabedoria tem de ser grave .

 

 

 

A gente vive errando em relação ao próximo

e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia  :    ” Oh , I beg your pardon ! ” .

Pois viver é falar de corda em casa de enforcado .

 

 

Por isso te digo , para a tua sabedoria de bolso :

se gostas de gato , experimenta o ponto-de-vista do rato .   

Foi o que o rato perguntou à Alice :   ” Gostarias de gatos se fosses eu ? ” .

 

Os homens vivem apostando corrida ,  Maria .   

Nos escritórios , nos negócios , na política , nacional e internacional , nos clubes , nos bares ,

nas artes , na literatura , até amigos , até irmãos , até marido e mulher ,

até namorados todos vivem apostando corrida .   

 

 

São competições tão confusas , tão cheias de truques , tão desnecessárias , tão fingindo que não é ,

tão ridículas muitas vezes , por caminhos tão escondidos , que , quando os atletas chegam exaustos a um ponto ,

costumam perguntar :  ” A corrida terminou !   – Mas quem ganhou ? ” .   

 

 

É bobice , Maria da Graça , disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu .

Se tiveres de ir a algum lugar , não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar .

Se chegares sempre aonde quiseres , ganhaste .

 

Disse o ratinho :

” Minha história é longa e triste ! ” .   

ah … ]   – Ouvirás isso milhares de vezes .  

Como ouvirás a terrível    [ ui !  ]   variante :   ” Minha vida daria um romance ”  .   

 

 

Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes ,

e como todas as vidas dariam romances , pois o romance é só o jeito de contar uma vida ,

foge !   :  polida mas energicamente , dos homens e das mulheres que suspiram e dizem :

 ” Minha vida daria um romance ! ” .   Sobretudo dos homens . Uns chatos irremediáveis , Maria .

 

 

Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos .

Mas , ao contrário do que se pensa ,

os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente , mas devagar , muito devagar .

 

 

Quero dizer o seguinte : a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde .

Como talvez seja mais tarde , prepara-te para a visita do monstro , [ ha ha ha ]

e não te desesperes ao triste pensamento de Alice :  

” Devo estar diminuindo de novo ” .    . . . Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente .

 

E escuta esta parábola perfeita :

Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo .

Isso acontece muito , Mariazinha . 

  

Mas não sejamos ingênuos , pois o contrário também acontece .   

 

 

E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim :  

 

o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte .

 

 

É isso mesmo .

A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida

uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos

e de rinocerontes que parecem camundongos .   

 

 

O jeito é rir no caso da primeira confusão

e ficar bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo .  

 

 

E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico ,

nunca devemos perder o bom-humor .

 

 

Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor :

uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros ;

uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho ,

para perdoares a ti mesma , para rires de ti mesma ;

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por fim , mais uma palavra de bolso :   

às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento , com uma tal complacência ,

que tem medo de não poder sair de lá .    

Ah … ]    – A dor também tem o seu feitiço , e este se vira contra o enfeitiçado .   

Por isso Alice , depois de ter chorado um lago , pensava :   ” Agora serei castigada , afogando-me em minhas próprias lágrimas … ” .

 

 

 

 

Conclusão :   

a própria dor deve ter a sua medida :  

É feio , é imodesto , é vão , é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor , Maria da Graça .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fy

 

69 Comments »

  1. Fy, este texto é, simplesmente, maravilhoso. Em suma, tudo na vida depende do ângulo a partir do qual enxergamos as situações com as quais nos deparamos. E este ângulo, por sua vez, dependerá da forma como estamos nos sentimos naquele exato momento – triste ou alegre, otimistas ou pessimistas, grande ou pequeno, e por aí vai. Enxotar rinocerontes, quando se está com a auto-estima no devido “nível”, pode ser cansativo, mas não difícil. Mas escurraçar um camundongo quando a auto-estima está no dedão do pé, torna-se quase que missão impossível. Mas nada pior do que tomar um pelo outro… Ou exageramos, usando uma força desnecessária, ou subestimamos e, quando percebemos, o rinoceronte já nos atropelou. Minha marca registrada é a impulsividade. Já ganhei muito com este comportamento, mas também já perdi o dobro por causa dele . Por isso, tudo na vida é uma questão da medida certa – respira, pensa, age. É fácil? Não, nem um pouco… ou, pelo menos, não para mim… ainda! Mas eu chego lá! Hehe Beijão à todos!

    Comment by Miriam Waltrick — 07/05/2012 @ 2:29 PM

    • Minha marca registrada é a impulsividade. Já ganhei muito com este comportamento, mas também já perdi o dobro por causa dele .

      hahahaha > nossa marca !

      e vc acredita q as vzs q eu “tentei” ser “a” sábia… – e me conter…. e me travar… pelo menos um pouquinho… > !holysheet! – juro q me arrependo .

      Vai ver q é pq nossa impulsividade não tem nada de mal. Tá mais pra autenticidade. – aquele lance de não ver mal nenhum em ser-de-verdade!

      você pode me empurrar pro precipício
      não me importo com isso
      eu adoro voar.

      hahahahaha – é da Bruna Lombardi [ e mais algumas q são maravilhosas, – super escritora – e q eu não acho q sejam reconhecidas. … conheço pq minha mãe tem o livro, senão… não conhecia ]

      E mais, eu acho tb q não temos medo das nossas dores. – Eu adoro a dramaticidade dos meus enganos…. – até q enjôo : pronto : fui lá no fundo – exagerei até… , mas adorei meu desempenho! hahahaha

      bj
      Fy
      – bom te ver aqui !

      Comment by Fy — 08/05/2012 @ 11:44 AM

      • “você pode me empurrar pro precipício, não me importo com isso, eu adoro voar…”. Nossa Fy! Neste “reply” acabastes me descrevendo todinha hahahaha No final das contas, sequer sei se realmente me arrependo das coisas que fiz por impulsividade. Sei lá… Reclamo pra caramba quando penso que se tivesse parado para raciocinar, talvez as coisas tivessem sido diferentes…. Mas será? Será que não era para ter acontecido exatamente “daquele” jeito? Vai saber… Well, o fato é que, tendo resultando em algo bom ou ruim, são as escolhas que viermos a fazer daí para frente que decidirão esse impasse. Anjos ou demônios, meu bem, meu mal – duas faces de uma mesma moeda e, no final, é a gente que decide. Beijocas amore!

        Comment by Miriam Waltrick — 08/05/2012 @ 1:05 PM

        • Míriam,

          um rinoceronte, da Bruna: (meu tambem)

          …difícel, …Difícil se acostumar a conviver
          com alguém que usa pijama
          e fica olhando pra gente
          com cara de galã.
          Bruna Lombardi

          Lindo post, Fy

          BEIJO
          Marianne

          Comment by Marianne — 08/05/2012 @ 2:11 PM

          • Valeu Mariane e Bruna!!!! beijocas! obs: espero que esse galã de pijamas retorne logo para minha vida! hahahahah beijos!

            Comment by Miriam Waltrick — 08/05/2012 @ 3:24 PM

        • Ôooo, post bonito !

          Post bonito chama gente bonita ! Marianne, Míriam, mulherada toda se fazendo ouvir. Resta se encantar. Até a Bruna Lombardi, chegou por aqui! Mulher maravilhosa, sabedora de sí, viva.

          // “você pode me empurrar pro precipício, não me importo com isso, eu adoro voar…”. Nossa Fy! Neste “reply” acabastes me descrevendo todinha hahahaha No final das contas, sequer sei se realmente me arrependo das coisas que fiz por impulsividade //

          Taí, pessoal , pra mim, o ‘toque especial’ do post.

          // a própria dor deve ter a sua medida :
          É feio , é imodesto , é vão , é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor , Maria da Graça . //

          – que Dor ? ehê, José,

          A dor de se afogar nas próprias lágrimas … vazias do arriscar, do tentar, do experimentar, do pretender.
          Esta dor,… difícel superar. Pra mim, é a dor do vazio. A dor do não-foi. Ou do não-fui. Ou do não-sei.
          É a dor do Ressentimento : profissão do Ressentido .

          O ressentido volta-se para o seu passado e, ao mergulhar nele, mais objeções encontra contra si e contra o devir do mundo. Se fosse possível, ele desejaria teria feito outras escolhas, talvez não ter se calado, talvez ter enfrentado alguns riscos e incertezas, talvez não ter feito isso e aquilo. Desejaria, até, ter sido outra pessoa – mas como imagina que o seu passado é impossível de ser alterado, resta-lhe olhar para o seu futuro, para o futuro do mundo, e a resposta para a pergunta “Para aonde vai a existência?” parece-lhe teimosamente escapar.

          “Haverá um futuro melhor do que o triste e injusto presente?”, insiste ele. A dor por não viver de acordo com o seu desejo é, de fato, a sua maior objeção contra o mundo. Seu cansaço crescente, a obrigação de cumprir os desejos dos outros, a vida que não pára de passar, a sucessão dos acontecimentos que são desfavoráveis ao seu desejo, as ruminações das impressões que servem para alimentar o seu ódio à vida, o ódio às supostas causas dos seus males, tudo isso lhe faz imaginar que o mundo, sua realidade inalterável, nada mais é do que repressão.

          Cansado também de si mesmo, da inutilidade do seu ódio, o ressentido imagina que sua luta pela vida, isto é, sua busca pela felicidade permanente, é algo que parece ser impossível de ser alcançado. Afinal, ele se dá conta de que as forças da vida excedem o seu desejo – como isso o atormenta, percebe que a vitória sobre o acaso é apenas uma quimera, uma ficção, um engodo. Resta resignar-se com o sentido imposto do exterior, tornando-se cúmplice da ordem moral que se alimenta do seu sangue, que, através dos entorpecentes, faz livrá-lo momentaneamente do terrível sentimento do nada, mas que também o ameaça, castiga, produz medo e … toda a mesquinhez crescente do Ressentimento.

          O Ressentido não “cria. Apenas repete e repete : ressentidamente…, isto desvia seu olhar de sí mesmo, torna-se um Passado, ou um Presente deslocado do estar. Não está: apenas ressente.

          ““Um mundo sem dor, por favor !”” .

          Mas tudo se decide aqui: a dor, para o ressentido, é sempre o começo do seu fim, enquanto para quem é sadio, é apenas o começo da sua liberdade de agir. Mas isso é dizer que, enquanto o ressentido nega a vida, odeia a vida, o outro, o criador, afirma a vida, ama a vida. Mas isso é também dizer que, enquanto o ressentido olha para o seu passado com um olhar de reprovação, o homem afirmador não apenas olha para o seu passado, mas também se diverte, brinca, se alegra com ele, faz alguma coisa realmente grande com ele. Mas isso tudo é, enfim, dizer que, enquanto o ressentido entrega o seu destino nas mãos de um parasita, que promete livrá-lo do “mal”, o homem sadio recusa essa submissão e assume a responsabilidade pelo seu próprio destino – ele não foge, não precisa fugir da vida, porque sabe que não há nada fora da vida.

          abraço, beijo e saudades da Míriam hehe,coisas de fã de carteirinha
          (tio) Renato

          Comment by Renato — 09/05/2012 @ 1:03 AM

          • Oi Renato! Quanto tempo! Saudades de vocês também. Ando mesmo desaparecida não só daqui, como também do meu próprio blog hahahahha Já não o atualizo faz meses. Mas estou sempre trocando ideias com a Fy através do Facebook.

            Quanto ao que tu falastes no teu “reply”, posso dizer que tenho uma filosofia de vida que é mais ou menos assim – “faça certo, faça errado, mas faça! Errado, mesmo, é o não-agir.” Quando disse que não sei se realmente me arrependo das coisas que acabei fazendo por impulsividade, digo porque, todas as vezes que decidi fazer dos (aparentes) erros um trampolim para outras realizações, isso deu muito certo. E nas vezes em que, por motivos que agora não vêm ao caso, decidi não fazer nada (tipo “deixa pra lá”) os “efeitos” das decisões me caçaram, me alcançaram e me atropelaram, tal qual o rinoceronte de que falei anteriormente.

            Mas esta tua frase aqui matou a pau: “enquanto o ressentido entrega o seu destino nas mãos de um parasita, que promete livrá-lo do “mal”, o homem sadio recusa essa submissão e assume a responsabilidade pelo seu próprio destino – ele não foge, não precisa fugir da vida, porque sabe que não há nada fora da vida”. É isso aí! Disse tudo! Portanto, fazendo certo, fazendo errado, o importante é tomar as responsabilidades pelo nosso próprio destino, que, por sua vez, nada mais é do que o conjunto das pequenas decisões que tomamos no nosso dia-a-dia e que resultarão naquilo que todos costumam chamar de “karma”. Portanto, destino, a gente faz! O caminho só existe quando caminhamos…. não é isso que se diz por aí? hehe

            Beijão Renato, Fy, Mariane, Carol, e a todos os frequentadores de windmills!!! ;-))

            Comment by Miriam Waltrick — 11/05/2012 @ 5:02 AM

  2. Nossssa, o texto é excelente, o comentário da Míriam tambem, OIIIII Míriam , e eu não consigo parar de ouvir a música !
    demaissssss
    bjitos da Carol

    Comment by Carol — 07/05/2012 @ 3:34 PM

    • Nem eu ! O TocaYo até enjoou!

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 08/05/2012 @ 11:32 AM

    • Muito boa esta música, né Carol? Corri para postar no Facebook. Afinal, coisa boa a gente tem mais é que espalhar, né? E, aliás, oooiiiii Carol! hahahahah Tempo que eu não aparecia por aqui, né? Só ando trocando ideias com a Fy lá no Facebook. hehe Mas vou procurar passar mais por aqui. beijão à todos!

      Comment by Miriam Waltrick — 08/05/2012 @ 1:08 PM

  3. eu de novo, se alguem quiser alguma receita de morcego… tenho todas. Morcego frito, ensopado, assado, – já provei todas….

    Comment by Carol — 07/05/2012 @ 3:40 PM

    • Go ask Alice
      I think she’ll know

      Enquanto nos encantamos aqui :

      “Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível”

      Somos surpreendidos logo ali:

      “Aprende isso a teu modo ,
      pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade
      A realidade , Maria , é louca .”

      Maria que guarde seus segredos para longe Platão, e mantenha a graça de questionar-se até quanto quer entrar na toca do coelho. Enquanto isso, que as três caixinhas tornem-se um espelho tripardido para o reverso do olhar limitado,excede Maria!

      Excelente texto Fy, um brinde a sabedoria que dança na inocência da infância…

      Abraços,

      Marques Patrocínio

      Ps.: A leitura evocou a letra de uma música que há tempos não contemplo… When logic and proportion, have fallen sloppy dead and the white knight is talking backwards and the Red Queen is off with her head! Remember what the dormouse said: Feed your head! Feed your head ! Feed your head!

      Comment by Marques Patrocínio — 07/05/2012 @ 5:50 PM

      • Ah… meu querido Marques !

        Eu estou em falta com voce, sim ! Vou à sua casa, tomo seu whisky, – agora eu ví que tem café também ! – e nem comento nada, nem falo q fui ! – É q este comecinho de ano …. foi uma doidera , eu ando até meio tonta !

        Go ask Alice
        I think she’ll know –

        – Sometimes I think that the best quality Alice possesses is not knowing. Don’t you ?

        Vou ouvir a música, e depois volto .

        beijo
        Fy

        Comment by Fy — 08/05/2012 @ 11:30 AM

        • This is the trick of all holy serpent called Alice : “that who knows nothing is the knower of all” 😉

          Comment by Marques Patrocínio — 09/05/2012 @ 12:10 AM

      • Baita lembrança, Marques, o White Rabbit do Jefferson Airplain , um clássico que faz parte da trilha sonora de Platoon. Filme inesquecível, Oliver Stone e uma crítica devastadora da imbecilidade humana. Tom Berenger e Willem Dafoe , Charlie Sheen, Forest Whitaker, Kevin Dillon e Johnny Depp numa super interpretação animal! Literal, sua lembrança. Só mesmo o cérebro da bestial Rainha Vermelha poderia representar tão bem estas sinapses aberrantes do des-convívio humano.

        Fy, claro que voce já ouviu!

        abraço a~E, beijo tambem. Volto já
        João Pedro

        Comment by João Pedro — 09/05/2012 @ 1:38 AM

        • “Só mesmo o cérebro da bestial Rainha Vermelha poderia representar tão bem estas sinapses aberrantes do des-convívio humano.”

          Grande! João Pedro, desenhou por completo o cenário. Feed your head! mais que um chamado, propriamente uma fórmula de consecução …😉

          Comment by Marques Patrocínio — 09/05/2012 @ 8:15 AM

        • Caramba! Que música show!!!! Nem lembrava ter sido tema de Platoon. Muito bom mesmo! Beijos, João Pedro!

          Comment by Miriam Waltrick — 11/05/2012 @ 5:07 AM

    • hahahahaha! e q gosto horrível q isto tem !!!! braghhhhh : pq será q agente sempre aposta numa receita nova ?

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 08/05/2012 @ 11:32 AM

  4. Bom Dia Windmills, Fy, e obrigado por mais um “toque” encantador. Mais um toque porque não há nada mais convidativo e fácil do que o vitimismo. E, como sabemos, o que tráz as mais terríveis consequências. Eu, acho que cheguei por aqui assim: cheia de desculpas para minhas insatisfações, culpando não só a vida como as pessoas que me cercavam. Menos eu mesma. Fui acordando, meus pensamentos aprenderam “a dançar”, eu voltei a dançar, e não mais me admiti fugir de minhas responsabilidades para com minha felicidade. Eu devo muito a voces, querida e queridos. Na realidade, mentes bem mais jovens que me ensinaram valores que apesar de intuir, não sabia reconhecer ou utilizar. Linda música!
    Sofia Mastrada

    Comment by Sofia Mastrada — 08/05/2012 @ 1:49 AM

    • Boa Noite Sofia,

      eu adoro saber q vc dança !
      e é mesmo, – a nossa responsabilidade…. a nossa felicidade… – – é muito estranho sim “jogar” esta tarefa nas costas de outro alguem. Não parece uma mochila ? e vai saber q peso tem !!!

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 08/05/2012 @ 11:22 AM

  5. A busca pela carapuça de coitado não é alívio nem escudo. Na maioria das vezes, em gente inteligente é pura chantagem e sacanagem. Detesto coitadez.
    Abraço aê, boa semana gentarada

    Comment by Gabriel — 08/05/2012 @ 2:08 AM

    • ah… tambem acho q não.
      mas é tão comum. Oh Nietzsche tão sábio.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 08/05/2012 @ 11:19 AM

  6. Midnight Marie!

    Excelente título! Parabéns. Vim dar um Oi pra Míriam, Gabriel, Carol- pra esta última deixo minha tietagem pra Katie Melua:irreplaceable > no auge da viadisse.O Marques, sempre excelente de ler. Como este post promete, e eu to no auge do vitimismo escravagista de todas as minhas odiosas segundas feiras, volto depois.
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 08/05/2012 @ 5:29 AM

    • te espero,
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 08/05/2012 @ 11:09 AM

    • Olá pra ti também, João Pedro! E, pelo que estou vendo, todo mundo se apaixonou pelo som da britânica, também… Muuuito bom!!!!! Ontem, acho que escutei umas 4 vezes seguida hahahah Beijos!

      Comment by Miriam Waltrick — 08/05/2012 @ 3:14 PM

  7. Primeiríssimo: parabéns pelo extremo bom-gosto. Divertido, profundo, ácido e encantador. Difícel reunir todos estes quisitos num ínico texto, belissimamente ilustrado. A meu ver, impotência e onipotência são duas faces de uma mesma moeda. Note que quando você entra na onipotência (“tudo posso”), mais cedo ou mais tarde irá cair na impotência (“não sou capaz de nada”).
    São os extremos de uma mesma vibração. Portanto, o saudável é buscar o caminho do meio (o caminho do sábio). Ou seja, se sentir potente (não onipotente ou impotente), capaz, respeitando seus limites e os dos outros; caso contrário, irá se frustrar, se infelicitar.

    Percebo também em algumas pessoas – aquelas que estão sempre cheias de problemas -, que muitas têm um conceito equivocado de ajuda, vindo da cultura judaico-cristã. Aprendemos nessa cultura que “ajudar” é sermos piedosos (ter pena, dó das pessoas). No meu entender, piedade estimula o coitadismo, o vitimismo nas pessoas e, com isso, subtrai o poder pessoal (capacidade, potencial de crescimento e realização) delas. Quando você tem pena de uma pessoa, está vendo-a como um ser “incapaz”, desrespeitando sua capacidade, seu potencial. Se tiver “pena” de todo mundo, lembre-se de que com isso você está estimulando, fomentando também a dependência, a subserviência, em vez de estimular as pessoas a serem autônomas, donas de si mesmas, resgatando sua auto-estima, sua dignidade.
    É mais ou menos o que se lê em Foucault, aliciar o coitadismo nada mais é que uma descarada ferramenta do Poder.
    beijo, Bel

    Comment by Isabel — 08/05/2012 @ 6:35 AM

    • Se tiver “pena” de todo mundo, lembre-se de que com isso você está estimulando, fomentando também a dependência, a subserviência, em vez de estimular as pessoas a serem autônomas, donas de si mesmas, resgatando sua auto-estima, sua dignidade.

      Thank you Bia!

      Pois é, pois é… – mas sabe, eu percebo as pessoas tão arredias , tão desacostumadas à qualquer empatia ou a qualquer gentileza tb, que às vezes eu percebo uma certa arrogância ou um orgulho de ser vítima. Como se isto fôsse um “mérito” que vc não pudesse desmoralizar, entendeu ?

      mad… mad…. world….
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 08/05/2012 @ 11:09 AM

  8. Indivíduos ressentidos, permanecem de mãos dadas para a reprodução de tudo aquilo que envenena a vida humana… Ah, e como eles olham com ódio quando se sentem “incultos” e “medíocres” diante de alguém forte, exuberante, alegre e livre do ressentimento!
    Como se protegem lambendo sagradas feridas. Feridas-refúgios.
    O vitimismo é um poço de sentimentos negativos. Dele surge a tendência para culpar os outros (o pai, a mãe, os irmãos, a sociedade, a vida, o mundo, os maus fados, o destino) e fazer deles os responsáveis pelas nossas próprias mazelas. Dele surgem as couraças de autodefesa que não nos permitem relaxar e viver de modo saudável nossa relação com os outros e conosco mesmos. Dele vem a impressão sempre absurda e impossível de que não precisamos mudar. Os outros é que estão errados. Ele é a pior das cegueiras, pois destrói na pessoa a autocrítica, o discernimento e a capacidade de avaliação racional das situações.

    Demônio de muitas faces, o vitimismo é mestre em matéria de distorção da realidade. Parente próximo da tristeza, quando ele possui uma pessoa coloca diante de seus olhos um filtro cinza e opaco que a impede de apreciar – e se deleitar – com as cores do mundo.

    O vitimismo é doença precoce.
    Dos gatos, o mais pardo. O mais cristão, o mais ocidental.

    Lindo, lindo Fy. … mais uma vez o estranho mundo de Carroll faz sentido.

    beijo a todos,
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 09/05/2012 @ 3:56 AM

    • Gustavo,

      Realmente fantástico, sua visão poderia ser colocada inclusive como adendo a dois trechos do “Uncle Crowley Holy Book”:

      “Mercy let be off; damn them who pity! Kill and torture; spare not; be upon them! ”

      -“Indivíduos ressentidos, permanecem de mãos dadas para a reprodução de tudo aquilo que envenena a vida humana… Ah, e como eles olham com ódio quando se sentem “incultos” e “medíocres” diante de alguém forte, exuberante, alegre e livre do ressentimento!
      Como se protegem lambendo sagradas feridas. Feridas-refúgios.”

      “We have nothing with the outcast and the unfit: let them die in their misery. For they feel not. Compassion is the vice of kings: stamp down the wretched & the weak: this is the law of the strong: this is our law and the joy of the world. Think not, o king, upon that lie: That Thou Must Die: verily thou shalt not die, but live. Now let it be understood: If the body of the King dissolve, he shall remain in pure ecstasy for ever…”

      – “Demônio de muitas faces, o vitimismo é mestre em matéria de distorção da realidade. Parente próximo da tristeza, quando ele possui uma pessoa coloca diante de seus olhos um filtro cinza e opaco que a impede de apreciar – e se deleitar – com as cores do mundo.”

      Abraços

      Comment by Marques Patrocínio — 09/05/2012 @ 8:29 AM

      • Bom Dia, Marques, um prazer ter voce por aqui.

        Puxa, eu tenho sim algum conhecimento sobre Crowley, mas seria muito interessante ouví-lo sobre isto. Taí um tipo de conhecimento reservado à mentes que ainda se preservam a sofisticação da não corrupção pelos proselitismos vulgares e achismos grosseiros.

        Neste momento, o que me ocorre e me perece interessante, pra não dizer tentador, é sugerir a sintonia total entre Nietzsche e Crowley (sendo que o último admirava demais Nietzsche, sendo então meu parceiro neste particular, hehe) deslizando não sem especial reflexão, a uma enriquecedora sintonia a Deleuze e cia. como diz a Fy. Afinal, Deleuze é conhecido como o filósofo do Desejo, em total contra-ponto às filosofadas lacanianas (similares ao cristianismo e ao budismo safadamente comunas) em que o Desejo, não se expressa senão pelas descontinuidades da consciência e deve ser entendido como a sua própria incoerência interna. Vou além, talvez e bastante nietzschiano, e entre tantos significados, coloco o Desejo como Vontade, Thelema.

        A leitura deleuziana pretende mostrar que o desejo se tornou uma falta em virtude de uma série contingente de condições sócio-históricas, as quais exigem e reforçam sua autonegação. Em Nietzsche e a filosofia (Deleuze, 1975), é a “moralidade escrava”,(assim como em Crowley) típica da ideologia cultural judaico-cristã e seus afins , sem esquecer da filisofia –budista-oriental, que a imbecilidade ocidental tanto cobre e recobre de absurdos achismos, e as
        considera responsável ( responsáveis) pela volta do desejo contra si mesmo. No Anti-Édipo de Deleuze e Guattari, essa ideologia é especificada em termos
        contemporâneos pelos efeitos conjuntos da psicanálise (lacaniana,etc) e das práticas de dominação próprias ao capitalismo avançado e degenerado.

        Com o pé na estrada e a cabeça nas estrelas, minhas modestas tentativas de aproximação:

        – Eu te amo! Eu te desejo! Pálido ou púrpura, velado ou voluptuoso,
        Eu que sou todo prazer e púrpura, e embriaguez do senso mais íntimo, te
        desejo. Põe as asas, e acorda o esplendor enroscado dentro de ti … –
        Crowley

        – A saúde pertence a quem tem sede na alma de percorrer com sua vida todo o horizonte dos valores e de quanto foi desejado até hoje , quem tem sede de circum – navegar as costas deste ideal mediterrâneo .
        NIETZSCHE

        E ainda me atrevo a citar o nosso filósofo Francisco Fuchs,grande camarada, :

        Esse é o espírito de gravidade que reúne num mesmo deserto :

        ” o carregador “ e o ” carregado ” ,

        a vida reativa e depreciada ,

        o pensamento negativo e depreciador .

        Então , tem-se apenas uma ilusão de crítica e um fantasma de criação .

        Pois nada é mais oposto ao criador do que . . . o carregador .

        Criar é aligeirar , é descarregar a vida , inventar novas possibilidades de vida .

        O criador é legislador – dançarino .

        Parece difícil , para uma filosofia da Força ou da Vontade , explicar como :

        as Forças Reativas , ou como os “ escravos ” , os “ fracos ” : prevalecem .

        Pois se eles prevalecem formando , todos juntos , uma força maior do que a dos fortes ,
        não dá para perceber o que mudou , e sobre que se pode fundar uma avaliação qualitativa .
        Mas na verdade : os fracos , os escravos não triunfam pela soma de suas forças ,
        mas pela subtração da força do outro : eles separam o forte daquilo que ele pode .
        Eles triunfam não pela composição de sua Potência , mas pela Potência de seu Contágio .
        Eles arrastam todas as forças para um devir reativo .
        É isso a “ degenerescência ” .

        https://windmillsbyfy.wordpress.com/2010/12/29/nietzsche-vontade-de-potencia-gatos-e-lebres/

        – “For these fools of men and their woes care not thou at all! They feel little; what is, is balanced by weak joys; but ye are my chosen ones.”

        – “ Quereis um nome para esse mundo ? Uma solução para todos os seus enigmas ? Uma luz para todos nós , vós , os mais escondidos , os mais fortes , os mais intrépidos , os mais da meia-noite ? – Esse mundo é vontade de potência – e nada além disso ! E também vós próprios sois essa vontade de potência – e nada além disso ! – NIETZSCHE –“

        Os “ escravos” de Nitzsche , os tolos de Crowley, são os Ressentidos.
        E são perigosos.

        O ressentido sente e ressente milhares de vezes a mesma sensação de fraqueza, de frustração de seus desejos de represália. Traduz em todos seus atos e atitudes a ação maléfica dessa paixão: torna-se azedo, amargurado, seus juízes são pérfidos. É um detrator sistemático de todos os valores individuais ou sociais, numa tentativa ilusória de aliviar a sua tensão emotiva. É incapaz de um gesto de gratidão, pois transforma os favores que lhe fazem em material para seu ressentimento. “Senti desde muito cedo a penosa escravidão de agradecimento”, escreveu Robespierre, hehe, um grande ressentido.

        O comentário ficou enorme, hehe, mas além do prazer de te encontrar por aqui, esta é a razão de ser destes encontros. Abraço.

        Beijo a todos,
        Tio Guz.

        Comment by Gustavo — 11/05/2012 @ 12:49 AM

        • Ah… continuem….

          bj
          Fy

          Comment by Fy — 11/05/2012 @ 1:34 AM

        • Gustavo,

          Realmente fantástica tua exposição, na sua “Genealogia da Moral” Nietzsche deixa claro um argumento brilhantemente exposto por você aqui, “Os doentes são o maior perigo para os sãos; não é dos mais fortes que vem o infortúnio dos fortes, e sim dos mais fracos”. E Crowley por sua vez deixa bem clara as intenções em sua”Hagiografia”, ” Eu admito que minhas visões jamais poderão significar para outro homem o tanto que elas significam para mim. Eu não lamento por isto. Tudo o que eu peço é minhas conclusões devem convencer aqueles que buscam a verdade de que há muito mais que vale a pena ser buscado por trás de tudo isto, e que pode ser alcançado com métodos parecidos, ou não, com os meus. Eu não quero ser um pastor de ovelhas, nem ser o fetiche de um grupo de tolos e fanáticos, menos ainda o fundador de uma fé cujos seguidores se sentem contentes em apenas repetir minhas opiniões. Eu quero que cada homem possa traçar seu próprio caminho através da selva.”
          Acredite, o prazer é imensamente meu em encontrar-los por aqui😉

          Abraços

          Comment by Marques Patrocínio — 11/05/2012 @ 6:34 AM

      • Saravá Midnight Marie ! uncle Crowley in this party ? Yeah, vamos dançar! tá ficando bom demais !

        Alice, Alice… – qto poder tem sua magia!

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 11/05/2012 @ 1:33 AM

        • “Alice, Alice… – qto poder tem sua magia!”;)

          E no fim pouco importa o seu nome, Alice, pois aqui também se chama lola, Gustavo, João Pedro, Fy e tantos outros nomes especiais…

          E quanto poder tem sua magia ….

          Comment by Marques Patrocínio — 11/05/2012 @ 6:37 AM

      • Saravá Midnight Marie ! uncle Crowley in this party ? Yeah, vamos dançar! tá ficando bom demais

        Então,

        Mais um convidado pra esta festa…

        … por isso, pode-se dizer que o Zaratustra – que adota, de certa maneira, a forma de uma novela – é o fim de todo Bildunsgroman (romance de formação).

        Zaratustra sai a viajar, em busca de discípulos, mas não retorna “mais pleno” de conhecimentos e de ensinamentos, a não ser mais
        vazio: menos além-mundos, menos deveres, menos idéias sublimes o atravessam.

        Assim, ele é um viajante (Wanderer), um caminhante sem meta , que não narra, em sua história, grandes feitos ou epopéias, mas: Acasos, Encontros, Sonhos.

        Nesse sentido, Zaratustra contrapõe-se à figura do erudito, que Nietzsche descreve de maneira magistral em Além do bem e do mal:

        nquanto aquele que concebe o pensamento como um penoso ter que seguir e ser forçado, como uma tarefa lenta, vacilante, e não como algo leve, afim ao baile .

        Por isso, aprender a pensar significa saber dançar, saber captar os matizes, saber bailar com os pés, com os conceitos, com as palavras: saber “ bailar com a pena.”

        Bailar com a pena talvez seja o que fazem aqueles livros que são máquinas de guerra, para Deleuze, em lugar de aparelhos de Estado.

        Bailar com a pena talvez seja o trajeto do nômade, que está sempre “entre dois” pontos , intermezzo.

        Bailar com a pena é o exercício que faz a própria obra de Deleuze:

        obra escrita com um outro – seja Guattari, seja o próprio Deleuze enquanto outro – e que se abre ao atravessamento da Estranheza e à Outridade, num encontro “fortuito e inevitável”

        Um paralelo, huahuahua, porque vamo lá… Não é a Arte o que nos eterniza?

        I bring ye wine from above,
        From the vats of the storied sun;
        For every one of yer love,
        And life for every one.
        Ye shall dance on hill and level;
        Ye shall sing in hollow and height
        In the festal mystical revel,
        The rapurous Bacchanal rite!
        The rocks and trees are yours,
        And the waters under the hill,
        By the might of that which endures,
        The holy heaven of will!
        I kindle a flame like a torrent
        To rush from star to star;
        Your hair as a comet’s horrent,
        Ye shall see things as they are!
        I lift the mask of matter;
        I open the heart of man;
        For I am of force to shatter
        The cast that hideth -Pan!
        Your loves shall lap up slaughter,
        And dabbled with roses of blood
        Each desperate darling daughter
        Shall swim in the fervid flood.
        I bring ye laughter and tears,
        The kisses that foam and bleed,
        The joys of a million years,
        The flowers that bear no seed.
        My life is bitter and sterile,
        Its flame is a wandering star.
        Ye shall pass in pleasure and peril
        Across the mystic bar
        That is set for wrath and weeping
        Against the children of earth;
        But ye in singing and sleeping
        Shall pass in measure and mirth!
        I lift my wand and wave you
        Through hill to hill of delight :
        My rosy rivers lave you
        In innermost lustral light..
        I lead you, lord of the maze,
        In the darkness free of the sun;
        In spite of the spite that is day’s
        We are wed, we are wild, we are one.

        Trago-vos vinho de cima,
        Dos barris do sol célebre;
        Para cada um de seu amor,
        E a vida para cada um.
        Vós dançareis no morro e na planície;
        Vós cantareis no buraco e na altura
        Em alegria mística e festiva,
        O extasiante rito bacanal!
        As rochas e as árvores são suas,
        E as águas sob o monte,
        Pelo poder daquilo que perdura,
        O santo céu da vontade!
        Eu acendo a chama como uma torrente
        Para correr de estrela a estrela;
        Seu cabelo como a cauda de um cometa,
        Vereis as coisas como elas são!
        Eu levanto a máscara da matéria;
        Eu abro o coração do homem;
        Pois eu sou forte para quebrar
        O elenco que esconde – Pã!
        Seus amores engolirão o massacre,
        E respingadas com rosas de sangue
        Toda filha querida desesperada
        Nadará no dilúvio ardente.
        Trago-vos o riso e lágrimas,
        Os beijos que espumam e sangram,
        As alegrias de um milhão de anos,
        As flores que não têm sementes.
        Minha vida é amarga e estéril,
        Sua chama é uma estrela errante.
        Passareis em prazer e perigo
        Ao outro lado da barreira mística
        Isso é posto para a ira e o choro
        Contra os filhos da terra;
        Mas vós ao cantar e ao dormir
        Deve passar em ritmo e alegria!
        Eu ergo meu bastão e te aceno
        Através de monte a monte de delícia:
        Meu rios rosados te lavam
        Na mais íntima luz lustral…
        Eu te conduzi, senhor do labirinto,
        Na escuridão livre do sol;
        Apesar do despeito que é do dia
        Estamos casados, somos selvagens, somos um.

        Dionysus
        Aleister Crowley

        Bonito demais, moçada!

        (tio) Renato

        Comment by Renato — 11/05/2012 @ 3:02 AM

        • Putz, que beleza. Mesmo.

          Ainda jogando na linha do Crowley – Nietzsche – Deleuze e cia. fui parar no final dessa quarta parte do Zaratustra – na qual aparecem
          os homens superiores, na festa do burro –, onde não se ensina nenhum “ensinamento”, mostrando-se, em vez disso, o poder do riso, que
          torna leve o tom sério e dogmático de todo ensinamento.

          Quando os homens superiores argumentam das mais diversas maneiras para justificar sua adoração ao burro, o homem mais feio afirma:
          /
          /
          /

          Se ele vive ainda ou vive do novo ou está bem morto –quem de nós dois
          sabe isso melhor? Pergunto-o a ti.

          Uma coisa eu sei, porém – aprendi-a, certa vez, de ti mesmo, ó Zaratustra:
          quem quer matar do modo mais cabal, esse ri.

          ‘Não com a ira, se mata, mas com o riso’ – assim falaste tu um dia. Nietzsche
          /
          /
          /

          O riso, como “ensinamento”, destrói, justamente, todo ensino,
          pois dessacraliza qualquer fé e mostra o caráter ridículo das grandes verdades.

          /

          – “Ao outro lado da barreira mística
          Isso é posto para a ira e o choro
          Contra os filhos da terra; “ – Crowley

          /

          Ridículo, na medida em que as grandes verdades apresentam-se como “originárias”: o riso explicita a insignificância das origens, as “razões” contingentes que construíram as verdades sublimes.

          O humanismo, como diz Deleuze, pretende recuperar para o homem todas as propriedades e fazer dele “uma potência que afirma e que se afirma” .

          Mas, em que consiste esse afirmar do homem superior?

          Não se trata, certamente, da afirmação de Zaratustra.

          Nesse outro tipo de afirmação, o homem superior “acredita que afirmar é carregar, assumir, suportar uma prova, encarregar-se de um fardo” .

          Por isso, os animais de Zaratustra são o burro e o camelo, animais de carga.

          Mas, o que o homem superior ignora é que a afirmação não é levar cargas, mas “livrar-se” das mesmas, criar valores que tornem leve a vida, em vez de transformá-la numa carga pesada e difícil de suportar.

          [ Aqui também desvirtua-se o budismo ]

          Por isso, para Deleuze, o homem superior é Teseu, o homem do conhecimento, que enfrenta a vida com o fio que lhe permite sair do labirinto que é a própria vida ;

          enquanto Dioniso , grande Dionísio, é a força que a alivia das cargas.

          Dioniso ensina a leveza que torna evidente que as supostas afirmações do homem superior são resultados do ressentimento, da necessidade de vigilância (por isso o fio), da má consciência que acredita que a fortaleza encontra-se no carregar, arrastar, assumir o peso.

          Teseu não é grego mas alemão, como a pesada música wagneriana.

          Dioniso é o grego das superfícies. Assim como Teseu conhece mapas e fios, que asseguram a viagem e a conquista da saída do labirinto, “Dioniso
          já não conhece outra arquitetura senão a dos percursos e trajetos”, afirma Deleuze .

          /

          “ – Através de monte a monte de delícia:
          Meu rios rosados te lavam
          Na mais íntima luz lustral… “ – Crowley

          /

          Nesse sentido, Dioniso é a figura do mestre, paralela à de Zaratustra, e, ao mesmo tempo, a contrafigura de qualquer humanismo.

          Enquanto os homens superiores representam, para Deleuze, modos inferiores da vontade de poder, sobretudo como vontade de domínio –
          do querer agarrar –, o ultra-homem, Dioniso, o artista, considera a vida como ligeireza, transformação, risco, desapego.

          Por isso, o ensinamento de Nietzsche, o ensinamento de Deleuze, através de Nietzsche e de Zaratustra, é o ensinamento da ausência de ensinamento, do “largar” mais que do agarrar, do livrar-se mais que do encarregar-se.

          Estranhos, muito estranhos ensinamentos.

          Talvez, os estranhos ensinamentos sejam justamente os que ensinam a “amar” o estranho.

          Teseu sabia matar monstros, mas não podia reconhecer o monstro nele mesmo.

          Assim, Dioniso está mais próximo da figura do ultra-homem, em que “chegar a ser o que se é” não supõe nenhuma idéia de “formação” (Bildung), como “resultado” de um processo de “construção de si mesmo”.

          Dioniso e o ultra-homem são figuras da anti-Bildung, já que não existe uma idéia prévia de “homem”, que possa ser cultivada mediante valores.

          Sempre que se quer “formar”, sabe-se previamente o que se forma, qual essência de humano deve ser cultivada, para que télos deve avançar a humanidade.

          Quando, no “Prólogo” do Zaratustra, é caracterizada a figura do ultra-homem a partir dos dezoito “eu amo” [ Nietzsche] , o que se destaca é a característica da não conservação de si: “Amo aquele que prodigaliza a sua alma, não quer que lhe agradeçam e nada devolve: pois é sempre dadivoso e não quer conservar-se” .
          Se não existe conservação, não pode existir Bildung, porque não há uma identidade do humano a ser cultivada e apropriada.

          Por isso, Deleuze enfatiza a questão do “desprender-se”: desapegar-se de toda “figura essencial e constitutiva do humano”, para constituir-se, paradoxalmente, em figura – que se des-figura – da desapropriação e da não conservação de si. Por isso, o que se ensina é uma filosofia do abandono e do desapego; a qual, como afirma o parágrafo 41 de Além do bem e do mal, não se prende à nada, nem sequer ao seu próprio desprendimento (Loslösung) (Nietzsche).

          O “perigoso talvez” nietzschiano, a filosofia do risco, é este ensinamento estranho de amor ao estranho, que se arrisca a toda completa perda de si:

          /

          – “Apesar do despeito que é do dia
          Estamos casados, somos selvagens, somos um.” – Crowley

          /

          Por isso, para além das lógicas binárias opositivas, que devem escolher entre opções extremas (ou uma ou outra), a filosofia nietzschiana habita no “entre”: ali, onde a ontologia não fixa, mas que dissolve e desarticula; ali, onde não há garantias nem fios fixados previamente.

          O grande risco não é o do herói temerário que investe contra o vento e a maré, na conquista de si mesmo, mas o risco de perder toda posse de si, toda autonomia, todo domínio.

          Reconhecer o monstro em si, reconhecer a estranheza na suposta interioridade moderna – assinalada pelas características do representável e do cognoscível – é um modo de perder esse domínio.

          Deste ponto de vista, Zaratustra, como figura do mestre, é o antimestre: não ensina nada, a não ser o esquecimento; não ensina a segui- lo, mas a separar-se dele.

          É aquele que torna evidente o gesto do desaparecimento, talvez, do devir-imperceptível, que é a estética deleuziana.

          beijo a todos,

          tio Guz

          Comment by Gustavo — 11/05/2012 @ 3:51 AM

        • “Por isso, aprender a pensar significa saber dançar, saber captar os matizes, saber bailar com os pés, com os conceitos, com as palavras: saber “ bailar com a pena.”

          -Na escuridão livre do sol;
          Apesar do despeito que é do dia
          Estamos casados, somos selvagens, somos um.

          Excelente Renato, excelente!

          Comment by Marques Patrocínio — 11/05/2012 @ 6:39 AM

  9. Excelente post, Fy!

    Para discernirmos como agir quando estamos diante de um camundongo ou um rinoceronte, é preciso desenvolver uma mente introspectiva, olhar para dentro, reconhecer nosos medos, nossos desejos; enfim é preciso se auto conhecer. Dessa maneira, você conhece o seu tamanho diante de qualquer obstáculo; a partir daí, você é uma Alice grande ou pequena, o bolo que você come é o seu auto conhecimento.Mas, cuidado para não comer bolo demais, pois seu Ego pode ficar maior que o mundo. Até porque se o bolo tem uma cobertura saborosa de chocolate, fica irresistível…rsrs…não sei se é coincidência, mas saber e sabor têm os mesmos radicais semânticos. Vai daí…devemos saborear com sabedoria….

    O inferno são os outros, mas o tamanho desse inferno é inversamente proporcional ao paraíso que você tem dentro de si.

    João Pedro,

    Platoon é um filmaço, me traz boas recordações; quando ele passou no cinema, eu tava servindo o quartel e passava por momentos turbulentos na minha vida, os quais coincidiram com a dureza que estava enfrentando nos treinamentos e nos serviços. Tanto, que fui várias vezes ao cinema para vê-lo, não só pela qualidade do filme, mas pela mensagem que passava, de companheirismo, postura ética diante da adversidade (Sgt Elias), sabedoria para aprender com os exemplos corretos e não se deixar levar pelo “lado negro da força” (Taylor).

    A música é de primeira,

    Valeu!

    Comment by billy shears — 10/05/2012 @ 3:22 PM

    • Belíssimo comentário, Billy Shears!

      Muito bom, mas… devo confessar que toda a vez que começo a ler algum comentário seu espero pela trilha sonora, por algum dos seus achados, como se fizesse parte daquilo que vou ler, hehehe.

      O inferno são os outros, mas o tamanho desse inferno é inversamente proporcional ao paraíso que você tem dentro de si.

      Abração, Billy

      beijo a todos,
      tio Guz

      Comment by Gustavo — 11/05/2012 @ 12:56 AM

    • Oh Billy, gde Billy!

      e como é preciso desenvolver a mente da forma mais saudável possível. ah… an unordinary mind.

      – Escreve um post, vai ? hahahahaha

      E… o som ?

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 11/05/2012 @ 1:16 AM

      • Fy e Gus! Valeu, esssa semana tenho ouvido muito a banda Meat Puppets, que influenciou o Kurt Cobain, tendo, inclusive participado do unplugged do Nirvana. A letra de backwater é bastante interessante, começa assim: “E quando eu levanto de manhã, pra sentir o amanhecer do dia no meu rosto….Algumas coisas nunca mudarão. Elas esperam lá olhando o que passou Meio inconscientes da dor.”
        Hoje, enquanto a ouvia, resolvi mudar a rotina e ao invés de correr a tarde/noite, decidi correr pela manhã, acabei indo a piscina e pegando um bronze amazônico – o sol aqui é de rachar…rsrsrs
        Acho que a rotina oferece uma falsa sensação de segurança e controle ao indivíduo, e em doses normais é até benéfica, mas às vezes é bom fazer diferente, só pra quebrar a rotina…

        Comment by billy shears — 13/05/2012 @ 8:28 AM

  10. Vixe!!!!!! Quanta fera !

    Já falei, que quem cai aqui nunca mais consegue ser comum ?

    Míriam !!!! saudade ! Kd voce?

    Marques, Renato, Gustavo, Kd o TocaYo?

    Nossa nem pensei que o meu almoço ia ser tão tchanzzzzz e de graça!

    Use all your skills to survive the scorching sun and unordinary conditions on this mysterious island and find your way back home… or BETTER: to your next adventure.

    Comment by Juliana — 11/05/2012 @ 3:58 AM

  11. o ipad pulou aqui, beijinhos pessoas, da Ju.

    Comment by Juliana — 11/05/2012 @ 4:00 AM

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    Comment by Cariza — 15/06/2012 @ 3:29 PM

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    Comment by naveedrawal.com — 05/11/2014 @ 5:12 AM

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    Comment by http://www.exn.ro/ — 09/11/2014 @ 10:36 AM

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    Comment by Kristine — 10/11/2014 @ 12:40 AM

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    Comment by Jerilyn — 12/11/2014 @ 7:44 PM

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    Comment by worldpollbooth.com — 15/11/2014 @ 11:38 AM

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    Comment by http://www.sptgeotecnia.es — 01/12/2014 @ 9:46 PM

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    Comment by xchatz.com — 13/03/2015 @ 9:16 PM

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    Comment by http://www.hangoutpad.com/profile_info.php?ID=3717 — 08/07/2015 @ 8:56 PM

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    Comment by dermico.com.au — 10/07/2015 @ 7:28 AM

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    Comment by Zelda — 18/07/2015 @ 1:37 AM

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    Comment by Hollis — 18/07/2015 @ 4:53 AM


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