windmills by fy

31/05/2012

before the next ….

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:03 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

                                            

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

     

 

                    

  

 

 

Pedes:

 

 

– um café ,

– um lugar à frente ,

– um  ” combinado ” e um copo de tinto ,

– uma caneca de cerveja ,

– uma escova de dentes ,

– uma agenda .

 

 

Pagas , metes no bolso , sentas-te , consomes .

Pegas no Le Monde que está no topo da pilha de jornais

e colocas duas moedas de vinte cêntimos no prato do vendedor .

Nunca dizes se faz favor , bom-dia , obrigado , adeus .

Não pedes desculpa .

Não perguntas onde hás-de ir .

 

 

Andas por aí ,

Andas por aí ,

Andas por aí .

 

 

Caminhas .

 

 

Todos os momentos têm a mesma importância ,

todos os espaços se parecem uns com os outros .

Nunca tens pressa , nunca te perdes .

Não vês as horas nos relógios .

 

 

Não tens sono .

Não tens fome .

Nunca bocejas .

Nunca ris às gargalhadas .

( … )

 

 

A indiferença dissolve a linguagem , baralha os sinais .

És paciente e não esperas ,

és livre . . .    . . .  e não escolhes ,

estás disponível e nada te mobiliza .

 

 

Não pedes nada ,  não exiges nada ,  não impões nada .

Ouves mas não escutas , vês mas nunca olhas : as fendas do teto , os tacos do assoalho ,

o desenho dos ladrilhos , as rugas em redor dos teus olhos ,

as árvores , a água , as pedras , os carros que passam ,

as nuvens que desenham no céu formas de nuvens .

 

 

Agora , vives no inesgotável .

 

 

Cada dia é feito de silêncios e de ruídos , de luzes e de negro ,

. . .   de espessuras ,  de esperas ,  de arrepios .

 

 

O dia é feito de silêncios . Sem ruídos .

 

 

Não há luzes , não há negros .

 

 

Não há espessuras ,   não há esperas .

 

 

Não há arrepios  .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Fy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

39 Comments »

  1. The camera don’t lie
    You’re coming back down and you really don’t mind

    Comment by duda — 31/05/2012 @ 5:22 PM

    • And I’m not wrong !

      bjs, duda!

      Comment by Fy — 01/06/2012 @ 5:29 AM

  2. roulette gratuite
    Hi there, I had been researching the internet & I discovered your website site. Continue the exceptional work.

    Comment by casino gratuit — 31/05/2012 @ 7:36 PM

  3. Bom Dia moçada, Bom Dia duda, muito frio aí no sul? Nós aqui terminamos uma semana abafada com uma chuva bem vinda!
    Fy, curti o nome do post: antes do próximo. O antes do próximo é quase um nenhum, hehehe, excelente!
    Sem querer ser maldoso e sendo agradavelmente sarcástico, este texto do Perec caricaturiza esplêndidamente o contorno kafkiano do seu “ex” blog, hehehe. Eu diria mesmo que este livro seria um misericordioso e mórbido , como o procurado… orgasmo “interior” e “interior”… e interior. Um orgasmo centrífugo espiralado em parágrafos e parágrafos de pura demagogia, vazio de mundo. É a pura e viscosa retórica do Ressentido. O detestável Ressentido. O Homem que Dorme, que por sinal não recomendo à pessoas depressivas que procurem curas saudáveis.
    Volto depois, beijo a todos,
    Tio Guz

    Comment by Gustavo — 01/06/2012 @ 12:04 AM

    • Mas é justamente a busca pelo tal do “NENHUM” o leitmotif deste povo. Eles nascem para não-ser ! hahahahaha : e é mto engraçada a “cara de inteligente” …. que eles usam pra falar em termos “iluminados”…. ou traduzir em iluminação a des- iluminação que eles encontraram pela vida.

      Sarcástico ? – aiaiai : vc foi é muito gentil :::: – CREEPY ….. Terrifying!

      Aquilo faz mal!

      Bj
      Fy

      Comment by Fy — 01/06/2012 @ 6:12 AM

  4. HaHauHahah: antes do próximo: o brasileiro!
    Fy, que descrição magnífica. Sinto muito pela opinião, mas atualmente, é o que melhor expressa a indiferença tupiniquim.
    abraço aê moçada!

    Comment by André — 01/06/2012 @ 12:15 AM

    • Uai…. mas não é justamente q esta cambada de politicozinhos, metidos a ditadores cucarachas mais deseja ? A nossa Indiferença… – Por enquanto ele cria esta “doença” produzindo uma sensação de conformidade com o bem estar “programado” oferecido à ” população da tv em 36 vezes ” – e aos infelizes dependentes da bolsa-família, q comem o q o governo determina . Daqui a pouco : a conformidade torna-se tão dependente…. qto é a dos indianos…. e a salvação da tal da alma…. q se sofrer bastante… não encarna mais…. fica purinha-purinha.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 01/06/2012 @ 6:49 AM

    • poizé seu Zé!

      Respondi sobre isso no reply do comment do Gustavo.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 03/06/2012 @ 9:44 AM

  5. “Caminhas .

    Todos os momentos têm a mesma importância ,

    todos os espaços se parecem uns com os outros .

    Nunca tens pressa , nunca te perdes .

    Não vês as horas nos relógios .”

    oi fy
    me parece um estado meditativo este.
    nao sei se o intuito é positivo ou negativo o desse texto, mas gostei

    bjs

    Comment by caio — 01/06/2012 @ 2:29 AM

    • Hi Writer !

      ah…. aqui eu vou discordar total: – me parece um estado meditativo este.

      Claro, depende do q vc entende por meditar. Mas se acaso meditar me torna-se assim :

      Todos os momentos têm a mesma importância ,

      todos os espaços se parecem uns com os outros .

      Nunca tens pressa , nunca te perdes .

      Não vês as horas nos relógios .”

      eu jamais meditaria …..

      Até pq não entendo a meditação como inserida em nenhuma religião. Talvez eu a entenda diferente. Pra mim é um exercício de relaxamento, delicioso, e ao contrario, é justamwente me manter atenta por um determinado período de tempo, à realidade presente disponível aos meus sentidos. Sem analisa-los. Atenta justamente aos meus sentidos.

      E no momento em q todos os momentos tiverem a mesma importância – todos os espaços ou seja: Tudo, me parecer igual…. e, eu não consiga mais perceber a pressa, a urgência ou a demora, a paciência ou a brevidade…. e as horas não mais forem percebidas…. – Caio…. : perdi o Desejo. Perdí meus sentidos…. – a Realidade não mais me afeta… não mais existe… e eu…. – I’m not alive anymore.

      Isto é mto interessante para a política de classes q sempre existiu lá… na terra do gordo buda.

      Lá… qto menos a vida for percebida…. e o Sansara > mais terrível…. mais cedo a tal da “alma” dos mendigos indianos se liberta. Enquanto isto eles trabalham e somem de tão esqueléticos e desnutridos, bem : quietos.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 01/06/2012 @ 6:29 AM

      • Até pq não entendo a meditação como inserida em nenhuma religião.

        when the men take me to the devil tree
        i will be free and shining like before
        papa dont tell me what i should’ve done
        she’s the one who begged me
        “take me home”

        when the wind wraps me like the reaper’s hand
        i will swing free until they cut me down
        papa dont tell me what i could’ve done
        she’s the one who begged me
        “take me home”

        when the sea takes me like my mother’s arms

        i will breathe free as any word of god
        papa dont tell me what you would’ve done
        she’s the one who begged me
        “take me home”

        abraço,
        João Pedro

        Comment by João Pedro — 01/06/2012 @ 6:58 AM

  6. Ôba, Caio! Vamos lá,

    Um Homem que Dorme é uma obra esgotada, pra lá de interessante, Caio. O próprio escritor, o Georges Perec foi um cara sui-generes.É uma historia instigante, uma crítica absolutamente negativa e densa à alienação. É a historia de um cara jovem, por volta dos 25 anos, prostrado num total estado de ataraxia. ( depois coloco o significado, o original e o considerado hoje em dia).

    Ele narra justamente os sintomas de um cara jovem que se desprende de tudo, como, por exemplo indica o parágrafo que voce citou. O sujeito se desprende, se desliga de tudo e descobre, quase com uma espécie de embriagues que nada lhe pesa, nada lhe agrada ou desagrada. E percebe simultaneamente que não é feliz. Até porque,pra atingir este estado, precisaria ‘ser’. Percebe-se num tal estado de lassidão que nada o comove, percebe-se desprovido de qualquer sentimento, nem alegria e nem tristeza, um homem que não vive, um sonâmbulo, traunsente morto-vivo, e nas ruas de uma das cidades mais vivas do mundo, Paris.

    Um cara invisível, ‘límpido’, transparente, um cara que não existe mais. A sucessão das horas, dos dias, a mudança das estações, o escoamento do tempo, a indignação, o amor, a revolta, a simpatia, enfim: nada, um algo assim que nem é uma mosca ou uma ostra ou um rato.

    E, sim, existe no budismo e no hinduísmo o conceito de Nirvana, estado consciencial em que o praticante se libera do apego aos sentidos… ou da ‘ilusão’ do mundo…. ou qualquer outra bizarrice deste tipo. E através desta prática tão badalada por quem não raciocina ou raciocina criando milhares de interpretações diferentes, ridículas em sua pretensão, atribui-se a esta prática uma maior identificação com o universo. Imediatamente um paradoxo. Mas, apesar de me parecer engraçado, este anti-humanismo absurdo, cada um, cada um.

    O Homem que Dorme é sim uma crítica a esta condição de imobilidade – seja mental ou física – proposta errôneamente pela meditação quando interpretada por esta veia orientalista.É a historia de alguem que se ‘libertou’… dos sentidos…. alguem muito mais uma árvore que um ser humano, uma mistura híbrida de planta e fantasma, como diria Zaratustra.

    E, ao lê-lo nos deixa a sensação contrária: porque é uma profunda reflexão sobre O QUE É A VIDA e o QUANTO estamos despertos para VIVÊ-LA COM INTENSIDADE!

    abraço
    (tio) Renato

    Comment by Renato — 01/06/2012 @ 7:35 AM

    • Então Gustavo, existe sim, o conceito arraigado de meditação em que meditar é se desligar do aqui e agora e ir para outras esferas, entrar em contato com algum outro mundo…. pq este não é real…. – e blasblasblaz absurdos e tal. Claro q “recitados” num discurso tão mais absolutamente absurdo > q só mesmo os “entendidos” : aqueles q fazem aquela cara ridícula de asnos-superiores > hahahaha > claro, conseguem entender. “alcançar” – como dizem eles. Enquanto a própria Vida se torna um mar de amarguras…. por pura incompetência…. como diria Nit.

      No meu contexto, e palavra q não me desculpo por ele, meditação não é se desligar do aqui e agora, não é imaginação ou visualização, não é a busca de poderes mentais ou de percepções extra-sensoriais, não tem relação com religiões ou crenças, não é repressiva, não é uma prática necessariamente parada, não é inutilizar a mente, não leva à seriedade, não é a tentativa de substituir pensamentos negativos por positivos, não é refletir ou pensar sobre algum tema e não é concentração. Pra mim, meditação é simplesmente me encontrar no presente e manter este encontro imperturbado [ existe isso ? ] por um determinado período de tempo!

      E isto, ao contrário…. é mto intenso….! Para o corpo : para a mente.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 03/06/2012 @ 9:42 AM

      • Eu penso da mesma forma, Fy. E vou além, acho que cada um de nós deve encontrar sua propria forma de meditar. A Carol por exemplo dança, quando medita. E é muito bonito de ver, inclusive. E com certeza é uma palavra com muitos significados.
        beijo a todos
        tio Guz

        Comment by Gustavo — 03/06/2012 @ 10:00 AM

        • Isso … hj em dia tem Prozac e derivados….. eu lí qualquer coisa sobre um tal de Êxodus… não sei se escreve assim . Mas, as pessoas q escrevem sobre isso – ou sobre a apatia provocada por estas drogas, – o q com certeza “substitui” a depressão , se auto denominam : O Idiota Feliz.

          bj
          Fy

          Comment by Fy — 03/06/2012 @ 10:13 AM

        • Aloha Gustavo

          A Carol por exemplo dança, quando medita. (é lindo de ver, se é!)

          Observação é meditação. O que você observa não é a questão; o objeto não é a questão.

          A qualidade da observação, a qualidade de estar consciente, alerta – é isso o que é meditação.

          Lembre-se de uma coisa: Meditação significa Consciência. O que quer que você faça com consciência é meditação. A ação não é a questão, mas a qualidade que você traz para a ação. O caminhar pode ser uma meditação, se você caminha alerta. Sentar-se pode ser uma meditação, se você se senta alerta. Ouvir os pássaros pode ser uma meditação, se você ouve com consciência. Simplesmente ouvir o barulho interior da sua mente pode ser uma meditação, se você permanece alerta e observador.

          A questão toda resume-se em não mover-se adormecido. Então o que quer que você faça é meditação.

          Osho.

          TocaYo

          Comment by TocaYo — 03/06/2012 @ 10:24 AM

          • Eu to lendo voces, e pensando.

            Eu sempre encanei com estes lances meio forçados. Medita pra cá, medita pra lá. Eu não acredito que exista uma tecnica comum , uma formula correta pra isto. Dar um tempo, relaxar, desentupir a mente qdo ela fica confusa, cansada, viciada nos mesmos raciocínios, é um lance recomendável. Muito bom, é necessário, faz bem. Mas tambem creio que cada um tem uma maneira particular de relaxar. A Carol dança, eu sinto isso no mar, e por aí vai.

            té já, pessoal.

            Comment by Gabriel — 03/06/2012 @ 10:32 AM

          • Aloha, Tocayo

            ‘A questão toda resume-se em não mover-se adormecido.’

            hehehe, na verdade, o Homem que dorme é um apático mesmo, como explicou o Renato. E pra quem já leu Melville vai reconhecer o homem que dorme em seu Bartleby, o Escrivão, como o próprio Perec o resume, no final do livro.

            É claro q eu fiz uma analogia, qdo a Ju nos deu este toquezinho , hehe. E em relação ao não-perceber, ao não-sentir, ou a este tal nirvana original ( como diz a Fy, não me refiro aos nirvanas interpretados e sim, ao original) o absurdismo só pode terminar mal. Se bem que o pobre Jung, tão interpretado que nem ele mesmo sabe mais quem é ou o que disse, explicou claramente as impossibilidades desta pastaquada toda.

            Eu copiei um resumo do Melville só pra ilustrar melhor tudo o que foi discutido aqui, é meio comprido, mas vale a pena conhecer o Bartleby:

            Bartleby, o Escrivão ou Bartleby, o Escriturário é um conto do escritor estadunidense Herman Melville (1819-1891).

            A história apareceu pela primeira vez, anonimamente, na revista americana Putnam’s Magazine, divida em duas partes. A primeira parte foi publicada em Novembro de 1853, e concluída na publicação em Dezembro do mesmo ano. O conto foi relançado no livro The Piazza Tales em 1856 com pequenas alterações.
            O conto parece ter sido inspirado, em parte, pelas leituras de Melville das obras de Ralph Waldo Emerson, e alguns ainda fazem paralelos específicos ao ensaio de Emerson “The Transcendentalist”.
            O narrador, um antigo advogado que comanda um confortável negócio, onde ajuda homens ricos a lidar com hipotecas e títulos de propriedade, relata a história do homem mais estranho que ele já conheceu.

            O narrador possui dois escrivães, Nippers e Turkey. Nippers sofre de indigestão crônica e Turkey é um bêbado, mas o escritório sobrevive porque pela manhã Turkey está sempre sóbrio apesar de Nippers estar irritado, na parte da tarde Nippers acalma-se e Turkey fica bêbado.

            Ginger nut, o office boy, possui este nome devido aos bolos que ele leva a seu patrão. O narrador publica um anúncio procurando um novo escrivão, é quando Bartleby aparece disposto a assumir o cargo.

            O velho homem contrata o jovem aparentemente desesperado, esperando que sua calma influencia os outros escrivães.

            Certo dia, quando o narrador pede a Bartleby para revisar um documento, o jovem simplesmente responde “Eu preferiria não fazer”.

            É a primeira das várias recusas de Bartleby. Para a consternação do narrador e irritação dos outros escrivães, Bartleby executa cada vez menos suas tarefas no escritório. O narrador tenta por diversas vezes entender Bartleby e aprender sobre ele, mas o jovem repete sempre a mesma frase quando é requisitado a fazer suas tarefas ou dar informações a seu respeito: “Eu preferiria não fazer”.

            Em um fim de semana, quando o narrador passa pelo escritório ele descobre que Bartleby está morando no lugar. A vida de solidão de Bartleby toca o narrador: à noite e aos Domingos, Wall Street é tão desoladora quanto uma cidade fantasma. Ele fica ora com pena, ora com raiva do comportamento bizarro de Bartleby.

            Enquanto isso, Bartleby continua a negar os trabalhos que têm para fazer, respondendo sempre com um “Eu preferiria não fazer”.

            Isso continua até chegar ao ponto em que Bartleby não faz absolutamente nada. Mas mesmo assim o narrador não despede o jovem Bartleby. O relutante escrivão tem um estranho domínio sobre seu patrão, e o narrador sente que não pode fazer nada para prejudicar seu desesperado empregado. A urgência aumenta quando os sócios do narrador se perguntam sobre a presença de Bartleby no escritório, reparando que o jovem não faz nada.

            Prevendo que sua reputação possa ser arruinada, o narrador se vê obrigado a agir. Suas tentativas de despedir Bartleby, no entanto, são ineficazes. Então o narrador muda o escritório para um novo endereço, pensando que assim se livraria de Bartleby. Embora isso funcione para o narrador, pois Bartleby não os segue, os novos inquilinos do antigo escritório do narrador pedem ajuda ao narrador, pois Bartleby não quer sair do velho escritório. Embora os novos inquilinos tenham expulsado Bartleby, ele simplesmente voltava pelo saguão. O narrador vai até Bartleby em uma última tentativa de se entender com ele, mas Bartleby o rejeita.

            Decidido a ficar ausente do trabalho por alguns dias, com medo de que ele se envolvesse na nova campanha dos inquilinos de evitar Bartleby, quando o narrador retorna vê que Bartleby foi preso por recusar-se a sair do velho escritório. Na prisão, Bartleby parece ainda mais melancólico que antes. Ele recusa a amizade do narrador.

            Contudo, o narrador suborna o polical que cuida de Bartleby para garantir que o jovem seja bem alimentado. O narrador volta alguns dias depois e descobre que Bartleby morreu – ele “preferiria não” comer e morreu de fome.

            Algum tempo depois, o narrador ouve um rumor que desfaz o discernimento da vida de Bartleby. O jovem trabalhava no Dead Letter Office, mas perdeu seu emprego. O narrador percebe que as cartas mortas teriam feito qualquer um com o temperamento de Bartleby se afundar em grande melancolia.

            As cartas são emblemas de nossa mortalidade e a falha de nossas boas intenções. Através de Bartleby o narrador olhou o mundo como os miseráveis escrivães o vêem.

            As últimas palavras da história são do narrador: “Oh Bartleby! Oh Humanidade!”.

            Embora a história não tenha se tornado muito popular na época da publicação, “Bartleby, o Escrivão” tornou-se um dos mais famosos contos americanos.

            Tem sido considerado como o precursor do Absurdismo na literatura, abordando vários temas existentes na obra de Kafka, especialmente em O processo e Um artista da fome.

            Entretanto, não há provas de que Kafka era familiarizado de Melville, que era totalmente desconhecido até a morte do escritor de língua alemã.

            Albert Camus cita Herman explicitamente como uma grande influência em uma carta pessoal escrita a Liselotte Dieckmann, que foi publicada na French Review em 1998.
            O escritor espanhol Enrique Vila-Matas escreveu o premiado romance “Bartleby & Co.” que cria um catálogo de muitos “Bartlebys” na literatura: escritores que desistem de escrever, a “Literatura do Não”, escritores que vivem da negação. Desses escritores se diz que têm Síndrome de Bartleby.

            No pensamento político moderno, escritores como Michael Hardt e Toni Negri deram exemplos, baseado em Bartleby, do assunto revolucionário na luta contra o imperialismo e o capitalismo.

            Foi adaptado para o teatro por Alexander Gelman e Company of Organic Theater Company, em Chicago, Illinois. Estreou em 16 de Março de 2007.

            O conto “Os Diamantes chegaram”, de Luis Fernando Veríssimo, possui semelhanças notáveis com a história de Bartleby.

            Ele conta a história de Ubiratan S., um funcionário público que cumpre suas tarefas muito burocraticamente e parece assim agir em todas as esferas de sua vida: quando recebe um telefonema de madrugada, acredita que se trata da morte de um tio e a única coisa em que pensa é na mudança que vai ter que fazer em sua rotina graças a isso.

            As ligações e envelopes que recebe de uma tal Helga, dizendo histórias sobre diamantes e espiões, a princípio, incomodam-no e ele julga ser isso coisa de desocupados, mas, depois de perceber que estava sendo vigiado numa sorveteria, sua atitude muda: A história acaba com ele se tornando um espião e essa atitude radical parece ter dado, finalmente, um pouco de sabor à sua vida até então muito apagada: quando ele parte para procurar Helga, está “eufórico”.

            As duas histórias mostram personagens com ocupações bastante burocráticas recusando a banalidade de seus cotidianos e as diferenças dizem respeito às consequências de suas atitudes:

            a de Ubiratan S. o leva a ter uma vida um pouco mais excitante;

            a de Bartleby leva, no limite, ao fim de sua vida.

            e… qualquer semelhança… é mera coincidência, hehehe

            beijo a todos,
            tio Guz

            Comment by Gustavo — 04/06/2012 @ 11:03 AM

            • Comment by Gustavo — 04/06/2012 @ 11:05 AM

            • Fala Gustavo!

              Enfim encontrei a síndrome do brasileiro. Não é brasileirismo, hauhauhauhaua : é “bartleblyismo”. A síndrome do “eu prefiria não fazer”! Bom demais, brother! Taí a causa dos stresses de todos os engenheiros que eu conheço! A mão de obra Bartleby!
              abraçoaê

              Comment by Gabriel — 05/06/2012 @ 9:44 AM

  7. Gente, aquilo só pode ser piada!!!!****!!!!!!!!- Kafka? Ó gentil Gustavo, Zé do Caixão conta melhor, vá…me deu enjôo, palavra, enjôo. Fy, acuda! Virou um hospício! huahuahuahuaHUAHUA!

    ***************

    O Daniel Powter é um gato, não é?

    —————

    Cinza?

    Cinza-Zumbi, amiga.
    bjitos da Ju

    Comment by Ju — 01/06/2012 @ 7:59 AM

    • haHaHahAhah> virou ?

      ah…. vc é boÓzinha DeMaIs! ….

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 03/06/2012 @ 9:30 AM

  8. Tô melhor que o Billy the Shears e ninguem me dá um reply, caramba!

    Chove aí pessoal, venham pra cá!

    Comment by João Pedro — 01/06/2012 @ 9:35 AM

    • Pronto!

      Mto bom > e eu não conhecia! Dei uma olhada em outras músicas e adorei. Olha que linda:

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 03/06/2012 @ 9:28 AM

  9. Por falar em estado meditativo, hoje de manhã, qdo ia para o trabalho, tocou uma música no rádio – “Fé Cega, Faca Amolada” – e um trecho ficou na minha mente, como um mantra:
    Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranquilo
    Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo
    Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar faca amolada

    No post tem essa citação:
    “Tememos as nossas maiores possibilidades (…). Normalmente, temos medo de nos tornarmos naquilo que vislumbramos nos nossos momentos mais perfeitos, nas mais perfeitas circunstâncias, em tempos de grande coragem. Regozijamo-nos com as possibilidades que vemos em nós, nesses momentos aúreos, e, no entanto, simultaneamente, estremecemos de fraqueza, espanto e medo, diante dessas mesmas possibilidades. ”

    É preciso passar a faca amolada na fraqueza, no espanto e no medo e deixar a nossa luz brilhar.

    Comment by billy shears — 01/06/2012 @ 10:58 AM

    • Ah… nem fale, Billy.

      Amei a musica!

      Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada
      Agora não espero mais aquela madrugada
      Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca
      amolada
      O brilho cego de paixão e fé, faca amolada
      Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranquilo
      Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo
      Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar faca amolada
      Irmão, irmã, irmã, irmão de fé faca amolada
      Plantar o trigo e refazer o pão de cada dia
      Beber o vinho e renascer na luz de todo dia
      A fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada
      O chão, o chão, o sal da terra, o chão, faca amolada
      Deixar a sua luz brilhar no pão de todo dia
      Deixar o seu amor crescer na luz de cada dia
      Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser muito
      tranquilo
      O brilho cego de paixão e fé, faca amolada

      Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada
      Agora não espero mais aquela madrugada
      Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca
      amolada
      O brilho cego de paixão e fé, faca amolada.

      Qdo agente perde a paixão, a 1ªs coisas que somem é a fé em si mesmo e a fé na força e beleza da vida. O resto vai sumindo tudinho…. depois.

      Kd o post novo ?

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 03/06/2012 @ 9:24 AM

      • Ei, Fy, tudo bem?

        To meio sem ideia aqui….se aparecer alguma inspiração, te passo por e-mail…rsrs

        Por ora, vou lá agitar o esqueleto….vamos malhar? hehe

        Bjs

        Comment by billy shears — 04/06/2012 @ 11:28 AM

  10. Parabens pelo blog. Ganhou mais um leitor e participante assíduo. Passei horas na compania de voces esta noite, e foi um enorme prazer.

    Comment by Eduardo Queiroz — 01/06/2012 @ 11:17 PM

    • Que bom, Eduardo: escreva quanto e o que quiser.

      Fy

      Comment by Fy — 03/06/2012 @ 9:19 AM

  11. Ataraxia (Ἀταραξία “tranquilidade”) é um termo grego usado por Pirro e Epicuro para um estado lúcido, caracterizado pela ausência de preocupação.

    Para os epicuristas,a ataraxia era sinônimo da única verdadeira felicidade possível para uma pessoa. Significa o estado de tranquilidade robusta que deriva de evitar a fé na vida após a morte, sem temer os deuses porque eles estão distantes e despreocupados conosco, evitando a política e as pessoas vexatórias, cercando a si mesmo de amigos confiáveis e afetuosos e, o mais importante, sendo uma pessoa afetuosa, virtuosa, digna de confiança.

    Para os pirrônicos, devido à própria incapacidade de dizer quais impressões sensoriais são verdadeiras e quais são falsas, é a quietude que surge da suspensão do julgamento de crenças dogmáticas ou de qualquer coisa não-evidente e da continuação em inquirir. Da experiência foi dito ter caído sobre o pintor Apeles que estava tentando pintar a saliva espumosa de um cavalo. Ele foi tão mal sucedido que, em um acesso de raiva, desistiu e jogou a esponja, com a qual estava limpando seus pincéis, no ambiente, deste modo produzindo o efeito de espuma do cavalo.

    Os estóicos, também, procuravam tranquilidade mental, e viram a ataraxia como algo a ser desejado e freqüentemente fizeram uso do termo, mas para eles o estado análogo, atingido pelo sábio estóico, foi apatheia (APATIA) ou Ausência de Paixão.

    taí, conforme prometi.
    Êta chuvinha boa.

    Sampa, JP, com chuva?

    (tio) Renato

    Comment by Renato — 01/06/2012 @ 11:54 PM

  12. Bom Dia moçada antenada! Mais uma vez voces me surpreenderam. A Fy, com este post e os excelentes comentários. Excelente analogia entre o escapismo, mal contemporâneo, alienação, centralizações e individualismo, tão explorados pelos psicologismos consumistas. Perfeita comparação com o budismo e sua insistência em esvaziar as mentes e ilusionar a vida transformando-a em um transe passageiro e insignificante.

    O Homem que dorme foi transformado em filme por Bernard Queysanne em 1974, Um Homme qui dort e como ninguem citou nos comentários pensei em deixar o trailer, ilustrando ainda mais o post.

    O título de Bernard Queysanne e obra de Georges Perec de 1974 assombra – Un homme qui dort – baseado no romance de Perec é do mesmo nome), traduz, grosso modo, “um homem adormecido”, e que é uma descrição precisa do caráter único neste conto maravilhosamente fraturada de alienação e isolamento.
    Ausente de si mesmo, preso, porém, de inexplicáveis fantasmas que deformam a realidade, ele se vê na iminência de perder-se por completo. Um homem que dorme num quarto alugado com pacotes de nescafé vazios. Baseado no livro homônimo de Georges Perec.
    Não sai do quarto. Desiste. O mundo é-lhe indiferente, ele não está lá nem sabe que o mundo vem ter com ele. É misantropo ou pensa que é misantropo. Quer dormir, é ocioso, sonâmbulo. A vida moderna não está preparada para ele. Não quer mais nada senão esperar, ir vivendo, dormir.
    Música no filme é escassa, mas utilizada de forma eficaz, alternando entre um tom agudo ambiente que crescendos arbitrariamente, sem aviso, e um galope urgente clicar, pontuada por golpes duros com um piano.

    abraço, Bel

    Comment by Isabel — 02/06/2012 @ 12:26 AM

    • Ausente de si mesmo, preso, porém, de inexplicáveis fantasmas que deformam a realidade –

      Bel …. – um filme noir….. – um resultado até mesmo irônico pra não dizer patético… – mentes deformadas só podem produzir interpretações deformadas. Como disse a Ju, um hospício! – e como disse o Gustavo…. puro ressentimento….. – mas, quem não disse?
      bj e adorei o comentário!
      Fy

      Comment by Fy — 03/06/2012 @ 9:16 AM

  13. Excelenteeeeee! Eu conheço tanta, mas tanta gente assim! Sabe estas pessoas que dá vontade estalar os dedos e gritar : “Se liga’! “Acorda”! rsrsrsrs
    beijo a todos! Adorei a música tambem.

    Comment by Adriana — 02/06/2012 @ 10:48 AM

    • É terrível, não é? É melhor estalar os dedos fazendo 3 figas, o meu vizinho diz q corta energia negativa, hahahahahha

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 03/06/2012 @ 9:04 AM

  14. Boa noite Windmills, Fy,

    Bem, com certeza eu devo ter parecido cinza por muito temo, até para mim mesma. Sei bem como é estar ou se sentir assim. Mas posso dizer, com toda a autoridade que é um total desperdício.
    Um ótimo final de semana, Windmills! Sem bad days!

    Sofia Mastrada

    Comment by Sofia — 02/06/2012 @ 11:01 AM

    • um desperdício, sim. Sabe Sofia, eu cácomigo penso q as pessoas que realmente não são a favor do viver, consideram tudo uma horrível ilusão, deveriam dedicar suas insuportáveis vidas tentando ajudar quem adoraria viver e por qualquer razão não podem ou conseguem. Seria bem mais digno do que estar espalhando esta amargura cinzenta, que nada mais é do q o fel do ressentido. como disse o Gustavo.
      Super final de semana pra vc tb,
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 03/06/2012 @ 9:01 AM

  15. Andas por aí.

    Andas por aí.

    Andas por aí.

    Perfeito, menina, um beijo.

    Bel, vou baixar o filme.

    JP, venham pra cá voces, agente agita alguma coisa lá em casa. Desce com a Ju.

    Billy, pra variar, mais um ponto, amigo! Renato, Gustavo, Caio e quem mais vier, Aloha!

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 02/06/2012 @ 11:08 AM

  16. Bom Dia Windmills, Fy,

    Saudades de voces, a Fy está viajando?

    Sofia Mastrada

    Comment by Sofia — 13/06/2012 @ 3:57 AM


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