windmills by fy

03/08/2012

hoLd on …

Filed under: Uncategorized — Fy @ 4:09 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Antes de mais nada , Parabéns  Brittany Howard !

 

Ah … neste som atravessado ,  deslizado em  southern rock , soul , gospel ,

num rock bluezado , lindo assim , cheio de Joplin e   muita …  Paixão .

 

Brittany é uma dessas vozes que podem levar meio século para dar o ar da graça , dizem os críticos .

 

 

Pois é ,  e foi o que me lembrei de colocar neste post , [ depois deste tempão … ] que fala justamente sobre a Paixão .

Tenho este texto faz tempo , e , dando uma volta pela internet , revisitando alguns blogs aqui e alí , me lembrei dele . 

 

 

Lembrei porque , incluindo o facebook , com algumas poucas exceções ,  percebo que as pessoas escrevem ,

e escrevem – ou continuam escrevendo  – … –  com uma enorme Prudência …  um ” cuidado ”  estudado,

 

 

… mesmo quando quaaaase escorregam  pra fora daquela linha que os faria parecer … autênticos …

mas ,  que com certeza ,  os excluiria – hahaha –  fora e bem longe daquelas mesmices

ou cacoetes dos grupinhos ou Ordens …  ou sei-lá-oque ,  

ou seitas , dos quais fazem parte … ou…. “se fazem parte” …

 

 

… aiaiai : basta se empolgar  quase-um-pouco que já se depara com um broxante amén …

ou com alguem despencando ou delirando em algum galho desenhado há milênios …

duro , bem sêco , fantasiado por algum   mistério empapelado e

emoldurado pelo significado momentaneamente mais conveniente .

 

 

E , falando em exceção , – e porque eu adoro esta palavra –

não posso deixar de recomendar o Marques Patrocínio

e seu bem pra lá de excelente :  

                                           A Quadra do Universo: Voleibol para Crianças Prodígios, Mães Perdidas e Tias Cegas                 

      

 

– e também  Caio Garrido , que vou publicar em breve ,  … again – hahaha –

esnobando KafKa em Woody Allen :

                                           http://psiqueativa.blogspot.com.br/2012/07/kafka-as-avessas.html 

  com muito charme em deliciosas  experiências  com a 7ª arte .

 

 

 

So…       

 

– Voilà :

 

 

 

 

 This > para a Paixão   &   That > para a Prudência :

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                          Paixão e Prudência são inimigas

                                                               desde o tempo da inocência .

 

 

 

São como duas irmãs que se amam incondicionalmente mas …  se odeiam permanentemente pelo que a outra tem .

 

 

 

São como vultos invertidos num espelho fantasma . Fogem uma da outra como o diabo foge da cruz .

Enquanto uma tudo pode , a outra …  tudo retém .

… e retém …. e retém …

 

 

A Prudência é como as carolas de missas , ultrapassadas .

Carolas que se vestem de preto quando na verdade queriam ser :

Carolinas , Marias , Magnólias , mulheres de vermelho . – … the repentant Marys … –

 

 

As duas  estão constantemente em desafio .

 

 

Uma desafiando as horas    … nos sonhos que planta ,

a outra    …rosários …    , em suplicas de amor próprio .

 

 

A Prudência escurece ao primeiro toque , como as camélias , por isso não permite que a toquem !

Por isso não permite que as pessoas se toquem antes da última canção .

 

 

 

Só a Paixão nos aproxima de nós mesmos  –

exatamente por ser capaz de  nos tirar de nós sem a menor cerimônia

e é quando não estamos em nós que o melhor de nós acontece .

 

 

A Paixão nos faz esquecer quem somos .

Devíamos ser gratos a ela ,  … pois não existe pequenez maior do que a tentativa de ser o Mesmo a vida toda .

Ela não exige nada em troca além da Coragem .

 

 

 

 

                                                              Ela é um convite para a festa chamada Infância dos Olhos .

 

 

Quando ela passa , seu perfume de lírio levanta as marés .

 

 

É impossível ficar indiferente a ela .

Sua força arrasta cidades , acorda vulcões adormecidos .

 

 

Ela nos faz retomar livros esquecidos , musicas inacabadas .

Nos faz refazer amizades empoeiradas pelo tempo ,

andar quilômetros em busca de um primeiro beijo .

 

 Ela nos faz papel na ventania , perdidos de amor pelo vento.

 

 Amante do Medo , a Prudência só nos quer intocáveis .

Eternamente amarrados aos nossos calcanhares ,

como pássaros selvagens em gaiolas de ouro ,  

como uma criança impedida de jogar bola para não sujar a roupa branca .

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                               A Prudência é branca . 

  

                                                                                                                        

 

    

 

 

     

                                                                                                                                                                  

 

 

O que ela quer de nós , ?

–   …  ah ….   

é Coragem .

 

 

Apenas :   Coragem .

 

 por  Monica Montone

 

 

 

 

 

– E por isto mesmo, e muito mais  : Paixão… é um Privilégio .

– A filha única  da  Intensidade .

– E está se tornando um clube cada vez mais  …  seleto .

 

 – Privilégio daqueles que não estão acorrentados a sí mesmos 

e nem  presos em muros construídos por palavras mortas ,

circulando em black&white empty spinnings que apenas giram no mesmo lugar.

– Privilégio dos que apenas se percebem  aptos à esta  Aventura  total que se chama Viver .

– Privilégio dos que radicalmente … querem tudo isto :  e  mais .

 

e Mais .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 um beijo cheio de saudade ,

Fy

45 Comments »

  1. “São demais os perigos dessa vida pra quem tem paixão…”

    Sabe, a paixão me deu algumas das minhas melhores lembranças e algumas das minhas maiores cicatrizes. Aquelas que ainda doem no inverno e quando muda o tempo.

    Out of some misplaced hope, tirei a idéia de que talvez (e apenas talvez) seja possível equilibrar copos cheios e vazios, como quem casa Áries e Escorpião…

    Se der certo eu aviso.

    Comment by Anarcoplayba — 03/08/2012 @ 4:23 AM

    • Hi Lawyer ,

      Sabe, eu não acho o equilíbrio uma coisa ruim. Desde que ele não se torne uma obsseção. Ou uma preocupação constante. E desde que ele também não elimine a paixão.

      E ultimamente, aqui e alí , tem tido seu significado alterado… –

      Qdo leio sobre budismo, por exemplo, percebo todos os sintomas do Altismo sendo enaltecidos como Equilíbrio.

      Quando leio tambem sobre o malabarismo estático entre as sephirot – percebo que lá o equilíbrio apresenta os mesmos sintomas… E, de repente percebo que talvez exista sim, uma ausência de coragem no Sentir destas pessoas . Ou talvez elas constantemente precisem destas regras esclerosadas para ampararem sua omissão ou se auto-intitularem engraçadamente superiores . Ou ainda talvez… vivam uma vida tão chata e sem motivo que precisem encontrá-los sómente em parágrafos… hahaha … incompreensíveis…. aquela coisa dos “iluminados” …. – vamos “atrás” daquele “alí” : hahaha : “ele” … “entendeu” … – You know: Quem tem olho …. em terra de cegos é rei ” …..

      Não sei se eu gostaria de viver no “entre” destas duas Paixões : tão fogo … tão água. Não sei nada ! Sei sim . Eu detestaria . As duas são igualmente intensas,e pra mim, necessárias. Eu acho que elas tem seu momento, seu lugar : assim : como são.

      Melhor : seja lá qual for o temperamento de cada um, ou a forma de as manifestar, elas são naturais a nós, assim como são. Sem ninguem pra controlá-las… ou moldá-las ou pendurá-las em algum nome esquisito… ou em 72.

      E… todos nós temos Discernimento …

      O pior dos piores é viver sem a coragem transparente do Ariano ou jamais provar a profundidade de Escorpião. – entre outras coisas – Isto não é Equilíbrio : é nada .

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 06/08/2012 @ 3:47 AM

      • Não dá pra gente viver só com as paixões que aumentem nossa potência de agir?!!!!

        O problema é descobrir, a priori, quais são elas . Enquanto isso vou assoprando as feridas hahahhah

        Bj

        Anarco, acho que equilíbrio só pra quem vive fora da realidade, da vida.
        bjs

        Comment by luciana — 07/08/2012 @ 6:56 AM

        • A-do-rei! E vou pegar uma carona aqui neste comentário da Luciana. Tambem acho que equilíbrio é pra quem vive fora da real. E gostei sobre a frase do discernimento. Este sim, é o único capaz de modular nossas reações. Eu tenho vontade de eliminar certas coisas ou pessoas. Mas nem por isso seria capaz de matá-las. Não mato nem mosca. Mas sei perfeitamente o quanto o mundo seria melhor sem elas. E sei com a certeza de quem ainda consegue se indignar. E definitavente não me regulo se tiver que ter alguma reação escandalosamente indignada diante destas pessoas ou fatos.Aliás acho que o mundo precisa mais é disto, pessoas que tenham reações e não admitam certas ocorrencias.Com todas as forças, com um exagero condizente à indignação que elas provocam. Ao invés disto temos um povo letárgico, que diz que se abisma mas não reage.
          Um OI pra todo mundo, é bom ter voces de volta!
          Adriana

          Comment by Adriana — 07/08/2012 @ 7:31 AM

    • Isto não é Equilíbrio : é nada .

      Huahuaha , pra mim, o meio termo, famoso nem trepa nem sai de cima, sempre acaba no nem isso e nem no aquilo. Taí a melhor e mais bem construída fórmula do insucesso. Até porque o sucesso incomoda. E quem se ilude pensando que ele não é sofrido, batalhado, e eu diria que até sangrado, no mínimo tá muito enganado. Só mesmo a paixão, e quanto mais forte melhor, pode contrabalançar preenchendo as lacunas com os prazeres do retorno feliz proporcionado por um sucesso malhado.

      Quanto às cicatrizes, Anarco… a mulherada gosta! Nada de lizura, Huahuahuah!

      Taí:

      Quem já passou por essa vida e não viveu
      Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
      Porque a vida só se dá pra quem se deu
      Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
      Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
      Nao há mal pior do que a descrença
      Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
      Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
      Pra que somar se a gente pode dividir
      Eu francamente já não quero nem saber
      De quem não vai porque tem medo de sofrer
      Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão

      !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      Pra mim este é o resumo do post, e da vida .
      Abraço, João Pedro

      Comment by João Pedro — 07/08/2012 @ 3:01 AM

  2. Welcome baby ! Tá lindo, vou ler agora. Excelente escolha o Alabama Shakes, a menina é fera e foram a revelação de 2012. Cheia de Joplin e de Paixão. Frases da Fy . Frases que fazem falta.
    Fala aí grande Anarco, copos cheios ou vazios, onde é que agente vai ler isto ? Claro que de copos cheios, hehehe.
    Volto aí depois.
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 03/08/2012 @ 5:15 AM

    • demaisssss. O Tocayo que me trouxe um cd!

      e ela diz que nem acredita … neste baita sucesso …

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 06/08/2012 @ 4:51 AM

  3. Marie Cardinal ?
    Puxa Fy, que bacana voce citá-la. Foi um prefácio fantástico.
    Mulher de palavras fortes.

    Complementando tuas palavras e o argumento do post :

    Eu não era ninguém. Não tinha desejos, não tinha vontade, não tinha gosto nem desgosto. Fora modelada para parecer o mais possível com uma figura humana, que eu não escolhera e que não me convinha. Dia após dia, desde o meu nascimento, me haviam fabricado: meus gestos, minhas atitudes, meu vocabulário. Tinham recalcado minhas necessidades; meus desejos, meus impulsos foram postos de lado, maquilados, disfarçados, aprisionados. Depois de me terem esvaziado a cabeça, encheram-na de pensamentos adequados que me iam tão bem quanto um avental numa vaca. E quando tiveram certeza de que o enxerto estava bem preso, de que eu não tinha condições de rechaçar as ondas que subiam do fundo de meu ser, deixaram-me viver livremente.
    Marie Cardinal.

    Parabéns pelo texto, magnífico.
    Isabel

    Comment by Isabel — 03/08/2012 @ 5:41 AM

    • … entre outros… vou colocar este parágrafo em meu próximo post !

      bj

      Fy

      Comment by Fy — 06/08/2012 @ 4:49 AM

  4. Fazer o traço fora do desenho.
    Achar o contentamento no caos.
    O que é a vida sem correr o risco?

    Excelente texto, Fy.

    Comment by Thomas — 03/08/2012 @ 6:05 AM

    • Que saudade Fy, não escrevo muito, mas leio tudo e todos, sempre. O comentário do Thomas me lembrou :

      ” Não é merecedor do favo de mel aquele que evita a colméia porque as abelhas têm ferrões. ”
      William Shakespeare

      beijos pra todo mundo, Ju que saudade!
      Karina

      Comment by Karina — 03/08/2012 @ 11:56 AM

      • Eu tb fico com saudade, o Wind ficou sendo um cantinho dagente … e é mto bom.

        Mesmo aqueles q agente vê todo o dia, de vez em qdo escrevem alguma coisa que surpreende todo mundo . Uma coisa inesperada … um lado que agente não sabia… mesmo convivendo.

        Shakespeare tb escreveu : “A prudência é inimiga da vida.”

        Por isto – ah … sem ser repetitiva : ela recebe o Título de Virtude !

        Se vc for um nabo …. > vc é virtuoso ….

        Mesmo numa época em q era necessário “escorregar” em brilhantes atalhos literários pra não ser queimado nas fogueiras das Virtudes … Blake brilhantemente escreveu :

        “A prudência é uma rica, feia e velha donzela cortejada pela Impotência.”
        William Blake

        Comment by Fy — 06/08/2012 @ 4:46 AM

        • Bom Dia, boa virada de tempo, bateu noroeste e a chuva voltou.

          Blake! Lembrei dos Doors.

          Aldous Huxley e William Blake, ambos citados como fonte de inspiração para o nome dos The Doors.

          De Huxley, o nome foi tirado do livro The Doors of Perception (As Portas da Percepção – Editora Globo), livro que conta as experiências do escritor com mescalina. A edição nacional deste livro, bastante interessante, traz o ensaio O Céu e o Inferno.
          Eu, pessoalmente prefiro os futuristas O Macaco e a Essência, A Ilha e, zuzu bem, Admirável Mundo Novo.

          Mas de Blake a citação veio de um verso:

          “If the doors of perception were cleansed, everything would appear to man as it is, infinite”

          O trecho citado foi retirado da obra O Casamento do Céu e do Inferno, escrito em 1793. E é nesta obra que está o mais famoso texto de Blake: Proverbs of Hell. Puta visão mordaz, crítica e, sobretudo, profética, Blake enfilera ataques contra as principais instituições, dentre a maior, a igreja.

          Vamolá… que Blake é Blake:

          Provérbios do Inferno

          No tempo da semeadura, aprende; na colheita, ensina; no inverno, desfruta.

          Conduz teu carro e teu arado por sobre os ossos dos mortos.

          A estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria.

          A Prudência é uma solteirona rica e feia, cortejada pela Impotência.

          Quem deseja, mas não age, gera a pestilência.

          O verme partido perdoa ao arado.

          Mergulha no rio quem gosta de água.

          O tolo não vê a mesma árvore que o sábio.

          Aquele, cujo rosto não se ilumina, jamais há de ser uma estrela.

          A Eternidade anda apaixonada pelas produções do tempo.

          A abelha atarefada não tem tempo para tristezas.

          As horas de loucura são medidas pelo relógio; mas nenhum relógio mede as de sabedoria.

          Os alimentos sadios não são apanhados com armadilhas ou redes.

          Torna do número, do peso e da medida em ano de escassez.

          Nenhum pássaro se eleva muito, se eleva com as próprias asas.

          Um cadáver não vinga as injúrias.

          Se o louco persistisse em sua loucura, acabaria se tornando Sábio.

          As Prisões se constroem com as pedras da Lei, os Bordéis, com os tijolos da Religião.

          O orgulho do pavão é a glória de Deus.

          A luxúria do bode é a glória de Deus. A fúria do leão é a sabedoria de Deus. A nudez da mulher é a obra de Deus.

          O excesso de tristeza ri; o excesso de alegria chora.

          A raposa condena a armadilha, não a si própria.

          Os júbilos fecundam. As tristezas geram.

          O que hoje se prova, outrora era apenas imaginado.

          A ratazana, o camundongo, a raposa, o coelho olham as raízes; o leão, o tigre, o cavalo, o elefante olham os frutos.

          A cisterna contém; a fonte derrama.

          Um só pensamento preenche a imensidão.

          Dizei sempre o que pensa, e o homem torpe te evitará.

          Tudo o que se pode acreditar já é uma imagem da verdade.

          A águia nunca perdeu tanto o seu tempo como quando resolveu aprender com a gralha.

          Assim como o arado vai atrás de palavras, assim Deus recompensa orações.

          Os tigres da ira são mais sábios que os cavalos da instrução.

          Da água estagnada espera veneno.

          Nunca se sabe o que é suficiente até que se saiba o que é mais que suficiente.

          Ouve a reprovação do tolo! É um elogio soberano!

          Orações não aram! Louvores não colhem! Júbilos não riem! Tristezas não choram!

          A cabeça, o Sublime; o coração, o Sentimento; os genitais, a Beleza; as mãos e os pés, a Proporção.

          A gralha gostaria que tudo fosse preto; a coruja, que tudo fosse branco.

          A Exuberância é a Beleza.

          Onde o homem não está a natureza é estéril.

          É suficiente! Ou Basta.

          William Blake

          Bom demais! Tirei alguns pra não ficar muito longo. Mas não devia ter tirado, HuahUhauahua.

          Abraço,
          (tio ) Renato

          Comment by Renato — 06/08/2012 @ 5:35 AM

          • aiaiai , mais chuva …

            Can we fix our perceptions? Can we learn to see things as they really are? In addition to being a poet and a painter, and engaging in other forms of the visual arts (e.g., drawings, engravings, etc.), Blake is here concerned with what is fundamentally a philosophical question: to what extent can humans have clear and unhindered access to reality? To what extent can I escape my own bias and prejudice to see things as they really are?

            … as they really are.

            Outro dia comentei com a Míriam Waltrick no Facebook , o quanto a Simplicidade se tornou sofisticada … – virou heresia ? hahaha : sempre foi .

            bj e devia sim, ter colocado tudo . Nunca consegui fazer um post pequeninho .

            Fy

            Comment by Fy — 06/08/2012 @ 5:52 AM

    • Ah…. saudade , Thomas !

      Agora o texto ficou mais excelente ainda …. trouxe vc aqui !

      Kd vc ?

      bjs

      Comment by Fy — 06/08/2012 @ 5:01 AM

  5. Quero lutar para derramar a VIDA nas palavras ,
    na linguagem ,
    para que o texto saia da passividade , da fatalidade , do irremediável ,
    para que o dinamismo que vem do fundo do corpo alimente as palavras
    e as impregne de tudo o que circula no organismo vivo.
    Chantal Chawaf
    Des femmes en mouvements

    Não adianta tomar compridos, não adianta se rebuscar em parágrafos engessados, e nem brincar de cobra cega dançando “Procurando-Tu” e se auto-flagelar. Nada disso adianta.
    Crescer adianta. E só se cresce vivendo.
    O que realmente importa é a vontade real de querer mudar. E o mudar de fato. Viver o mudar.
    Teoria sem a prática, nesse caso, morre no mundo das idéias. É intangível e imaturo. E, por mais paciência que a humanidade tenha, definitivamente, isso cansa.

    Mude voce mesmo e mudará o mundo. ***&&¨¨%%¨&&** não aguento mais ouvir esta babanice budista ou sei lá quem foi o esperto que descobriu que o mundo tá sentado…. esperando que voce ache voce mesmo por aí.
    Lindo lindo lindo! amei tudo.
    E o Anarco tambem.

    Apareceu? Vamo nessa: to casando tudo com tudo. E sem essa de mistério. Não suma !
    beijitos pra todos e pro Anarco.
    Ju

    Comment by Juliana — 03/08/2012 @ 9:36 AM

    • “Teoria sem a prática, nesse caso, morre no mundo das idéias”

      É verdade. Tudo se tona um blablabla chato, que ninguém aguenta.

      Fy, que lindo. Saudade dos teus posts.

      Por acaso, tu chegou a fazer o resumo de um texto do Deleuze que falava sobre pensamento e que “somos forçados” a pensar?

      Bjs!

      Comment by Luciana — 04/08/2012 @ 7:27 AM

      • Oi Luciana,

        É… e pior : existem teorias que roubam nossas idéias também …

        Sabe como : “ensinando” e “controlando” a forma como as colocamos em prática.

        Deve ser mto horrível fazer parte destes cirquinhos cheio de mestres e iluminados…. agora tem Fattrer pra cá e pra lá ou qualquer coisa parecida….. fatter, sei lá.

        Uma coisa meio início do século ….passado . Qto mais ridículo for o “nome” : mais importante… o cara é . Lamentável.

        ——————

        Este ensaio do Deleuze é muito bom > super – idéia publicá-lo.

        Eu acho q nunca publiquei… talvez um pensamento ou outro … mas , acho q não.

        Vc quer publicar ? Manda pra mim por email : Fy2hns@hotmail.com

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 06/08/2012 @ 4:10 AM

    • bjssss

      Fy

      Comment by Fy — 06/08/2012 @ 4:47 AM

    • Bjinho pra vc tbm, Jú! E prometo que vou ser menos lurker agora.

      Comment by Anarcoplayba — 11/08/2012 @ 7:30 AM

      • Bom Dia Anarco!
        (eu acho que voce tá é lurking dos meus beijos!) Legal, espero os resultados da tua experiência, mesmo sem entender o que voce está experimentando!

        beijos da JU !

        Comment by Juliana — 14/08/2012 @ 1:51 AM

  6. Acabei de ler o comentário da Bel. Sublime, bel, esta Marie tenho que ler!
    E o Thomas! Vi agora tambem.
    Fy, faça um por semana, meus neurôninhos andam tão preguiçosos… adoro isto aqui!
    Bel, mil beijitos!

    Comment by Juliana — 03/08/2012 @ 9:51 AM

  7. Bom Dia moçada, e que belíssimo Dia !

    Fy, mais uma vez parabens pela escolha. Excelente texto.
    Quando lí tuas observações, hehehe, escrevi Prudência no google e cliquei .
    Milhares de sites religiosos, esotéricos e esquizotéricos se abriram mais rápido do que minhas consultas sobre preço de filmadoras.

    Todos, sem exceção , apresentando suas regras de bom-comportamento, nivelação mental e métodos adequados para que nenhum carneiro se afaste da fila. Claro que Aristóteles recitado por Platão foi torcido e ressecado por todas elas em seu comportado discurso sobre todos os componentes necessários para criar um único padrão de Cinza. A Prudência é o ‘meio-termo’. Aquele que não é termo. É meio.

    “Nunca gostei do meio-termo – o lugar mais tedioso do mundo!” ( Louise Nevelson )

    Mas, nem todos se sentem mal quando vitimados pelo que não tem cor. Ou pelo que não é.

    Espinosa bem sabia que nem todo mundo pode fazer filosofia. (…) Fazer filosofia tem uma causa; não fazer, também. Uma das causas da não-filosofia é que a regra, em uma sociedade, é antes a superstição, a servidão e a obediência, em vez do conhecimento, da liberdade e da compreensão . (André Scala)
    E, servidão, superstição e a obediência é tudo o que a Prudência nos ensina.

    Se retirar? Se calar? Dar tempo ao tempo? Isso é o que ensina a prudência e a covardia .
    A relutância, a fraqueza, características fácilmente engulidas por um grito mais forte, são requisitos básicos para a sedução das massas, para seu controle. Por isto a Prudência é considerada virtude. E convenhamos, virtude nada mais é que a versão fascista da obediência.

    beijo a todos,
    tio Guz

    Eu adorei esta invasão rosa que é o avatar da Juliana. Como faz este negócio? Chega de cinza!

    Comment by Gustavo — 04/08/2012 @ 4:23 AM

    • Eu quero comentar vc, a Bel, todo mundo…. – mas volto no final da tarde.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 04/08/2012 @ 5:56 AM

    • Pode deixar , vou fazer um pra vc .

      “Nunca gostei do meio-termo – o lugar mais tedioso do mundo!” ( Louise Nevelson )

      Pois é…. mar sem ondas …. dia sem sol …. noite sem lua …. ou só um pouquinho …..

      hahaha > é o ideal dos “só-um-pouquinho” !

      É a tão buscada tiphereth…. aquela que “diz” que ordena todo o caos. A madre superiora… a diretora …. : o controle fantasiado de “harmonia” .

      A centralização … a imposição da ordem… ao caos de Dahat.

      Espertíssima esta composição…. Ninguem pode negar que os governos sempre se aproveitaram da imbecilidade do povo… desde a mais remota … época.

      ” E convenhamos, virtude nada mais é que a versão fascista da obediência.”

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 06/08/2012 @ 4:29 AM

  8. Esqueci de cumprimentar a Bel pelo comentário. Marie Cardinal,Chantal Chawaf..
    Figuras totalmente fora do fora do pertencimento, do comum, do culto, huahuahuaha. Só mesmo uma cabecinha aquariana capaz de voar e nos trazer Sorbone, l ‘ Ecole du Louvre , num lampejo uraniano inesperado, e nos fazer experimentar o que a prudência tão negativamente saturniana não experimentaria jamais.

    beijo a todos

    Comment by Gustavo — 04/08/2012 @ 4:50 AM

    • Ah… até parece que ninguem conhece as fontes destas inspirações ou “quem” traz estas personagens inacreditáveis pra ilustrar intermináveis papos….

      beijo no coração,

      Fy

      Comment by Fy — 04/08/2012 @ 5:55 AM

  9. Falaê gente,
    Muitíssimo bom, Fy! Textos, vídeos,comentários, tudo.
    Nem acreditei que a Ka comentou!

    abração,
    Gabriel

    Comment by Gabriel — 04/08/2012 @ 5:07 AM

  10. Também gostei Gab, faz tempo q eu tenho este texto.
    Mas nesta correria palavra q eu não encontrava tempo. Qdo eu encontrava > ele saía corendo, hahahahaha.
    Imagine a Karina, com nenem e tdo mais….

    beijos pra vcs
    Fy

    Comment by Fy — 04/08/2012 @ 5:52 AM

  11. good work done by the blogger, keep up the work going.

    Comment by Aida — 04/08/2012 @ 9:27 AM

    • Hi,

      Be Welcome … and sail with us !

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 06/08/2012 @ 4:02 AM

  12. …a emoção que corrói sua confiança é a culpa, e sua senha é a “prudência” .

    São atormentados pelo futuro e nunca estão onde a vida realmente acontece ; no presente . Estão sempre “fora”, ou melhor “dentro” de si mesmos…

    São os governados pelo “e-se … ?” Assumir riscos é algo estranho à sua filosofia de vida, além de sempre trazer muitos perigos.

    Estão sempre “controlando” extravagâncias” e planejando tudo para evitar possíveis armadilhas .

    A segurança é essencial e o menos do que certo é muito doloroso para ser contemplado .

    Quando estão jantando preocupam-se com a possibilidade de não haver sobremesa .

    Enfim: a Preocupação é seu guia. Vivem verificando se está tudo sob controle e não se arriscam a sair de seu círculo de confiança .

    Post maravilhoso.
    Obrigada
    Marianne

    Comment by Marianne — 04/08/2012 @ 5:29 PM

    • Hey YOU ! saudades !

      Vivem verificando se está tudo sob controle e não se arriscam a sair de seu círculo de confiança .

      Pois é, Marianne, e estes círculos estão ficando cada vez mais ridículos.

      É só colocar seu nome no facebook e eles começam a te circular … brigando por mais um “adepto” que pague pelos seus workshops e sapatos…

      Free- fair of mysteries !!!! mais barato aqui > mais caro lá …. depende do palhaço que …. leu em algum livro …. q vc tb leu …. e, que vai te vender o mais que manjado :”VC não entendeu” ….

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 06/08/2012 @ 3:59 AM

  13. hello! i wanted to thank you for this great read!! i am definitely enjoying every little bit of it i have you bookmarked to check out new stuff you

    Comment by Barbiere — 05/08/2012 @ 8:02 AM

  14. Desculpem, mas acabei de ler o Renato e viva William Blake:

    Da água estagnada espera veneno.

    Nunca se sabe o que é suficiente até que se saiba o que é mais que suficiente.

    Ouve a reprovação do tolo! É um elogio soberano!

    Comment by Adriana — 07/08/2012 @ 7:35 AM

  15. Fy,

    Fantástico esse texto, e com essa trilha sonora fica difícil sair daqui, a voz da Brittany enfeitiçaria qualquer sereia, e essa guitarra nas mãos do Heath Fogg nos confirma Confúcio com o batido “música é vibração”! Agora sobre prudência e paixão… Todo processo simbólico de escrita que coaduna com qualquer manifestação de prudência está fadado a estática de forma a inércia da originalidade, ao registro e difusão de informação. E isso é tão pouco quando a possibilidade de construção de conhecimento só depende de nossa paixão pela ousadia, e não digo aquela ousadia que nos faz pular a fenda enorme de um rochedo ao invés de retornar e buscar uma passagem mais segura rumo ao destino, mas aquela ousadia que nos permite a dúvida sobre qualquer certeza encontrada em nós mesmos quando procuramos expandir nosso entendimento além do próprio espaço e tempo(dois filhos tacanhos da prudência em outras vertentes), aquela que aparece no texto de um sorriso malicioso após dizer amém a tolice de um deus qualquer. A prudência só é bem vinda em cálculos estruturais, ainda necessitamos de prédios erigidos, contudo queremos pontes de Norman Foster de um hemisfério a outro de nosso cérebro e sem o pedágio da prudência, só assim a paisagem da comunicação, acentuada pelo movimento livre da ordem, continua apaixonante…

    Abraços.

    Comment by Marques Patrocínio — 07/08/2012 @ 9:18 PM

    • Bom Dia Marques e nossas desculpas, a Fy viajou e o blog prendeu comentários, não sei porque. Tomara que o meu agora saia. Já tentei várias vezes. Quando ela voltar, verificará o problema.

      De qualquer forma, dificelmente o prazer de um excelente scotch será maculado pelo tempo. E parabéns pelo extraordinário jogo de volei, só lamento não estar presente na torcida, efetivamente. E, como dizia o interessante e véio Dostoyevsky sobre o sarcasmo refinado : “é o último refúgio dos modestos e (verdadeiramente) virtuosos quando a privacidade das suas almas é invadida vulgar e intrusivamente”. E,como a Titia Vulgaridade tem se manifestado cada vez mais intrusiva … só nos resta torcer !
      Abraço,
      Tio Guz

      Comment by Gustavo — 11/08/2012 @ 4:01 AM

  16. A vida é como um salto em queda livre
    Podemos estar despreparados
    desamparados
    Pode ser intensa se estivermos conscientes

    A vida é abismo infinito
    Em que:
    ou caímos
    apreciando a vista
    ou nos imputamos o sacrifício de ficarmos dependurados
    ilusoriamente seguros
    nos galhos que
    cedo ou tarde
    também se quebrarão

    Fy, belo post,

    Adorei o que falou sobre a prudência… “A Prudência é como as carolas de missas, ultrapassadas“ E as “…súplicas de amor próprio”

    Ah… great song hein! dá-lhe Brittany… (And thanks pela menção do “artigo”)

    E falando em paixão, li agora pouco uma matéria na Revista Piauí falando sobre o escritor Raduan Nassar. Deixo aqui um trecho do livro dele “Lavoura Arcaica”, que está na matéria, e que acho que tenha a ver com Paixão; Neste trecho, o pai – prudente – fala ao filho apaixonado:

    “O equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que se deve pôr nas coisas não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é”, afirma. Mas “ai daquele que queima a garganta com tanto grito: será escutado por seus gemidos; ai daquele que se antecipa no processo das mudanças: terá as mãos cheias de sangue; ai daquele, mais lascivo, que tudo quer ver e sentir de um modo intenso: terá as mãos cheias de gesso, ou pó de osso, de um branco frio, ou quem sabe sepulcral […]”.

    André, o filho diz: “Toda ordem traz uma semente de desordem; a clareza, uma semente de obscuridade.” O chefe da família se mostra surpreso. “É muito estranho o que estou ouvindo”, diz ao filho. “Estranho é o mundo, pai, que só se une se desunindo; erguida sobre acidentes, não há ordem que se sustente.”

    bj

    Comment by Caio — 08/08/2012 @ 11:31 AM

  17. Bom Dia Caio,

    Belas palavras. Mas eu sugiro que olhemos a vida com um pouco mais de condescendencia para com a topografia, hahuahuahuah. Seria muito improvável encontrarmos apenas uma paisagem tão homogênea. Temos planícies, montanhas, e talvez entre elas os abismos não percam a beleza. Concordo totalmente com o garotinho. Diante de uma paisagem tão eclética, por ser natural, a busca por uma ordem artificial é o que nos levou a tantas catastofres.

    abraço,
    beijo a todos,
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 11/08/2012 @ 4:11 AM

  18. Mandei no email errado, Fy apaga que eu vou colocar a carinha ! ohhhhhhhhh, Ju!

    Comment by Juliana — 14/08/2012 @ 1:55 AM

  19. mais beijo , Anarco!!!!!!! huahuahuah ( fiquei nervosa, querido, errei o email!)

    Bom Dia Anarco!
    eu acho que voce tá é lurking dos meus beijos!) Legal, espero os resultados da tua experiência, mesmo sem entender o que voce está experimentando!

    beijos da JU !

    Comment by Juliana — 14/08/2012 @ 2:02 AM

  20. Fala Gustavo!
    boa! hehe

    a topografia é muito mais complexa e variada mesmo…

    talvez essa paisagem que executei em palavras sejam tendências provocadas pela topografia do trabalho.. sao os muros que nao me revelam, por ora, as paisagens ambivalentes das possíveis outras existências…

    abraços

    Comment by caio — 14/08/2012 @ 4:54 AM

  21. rock on! i love this stuff.

    Comment by chacal — 20/08/2012 @ 2:24 PM

  22. this is very nice.

    Comment by Anonymous — 13/10/2012 @ 9:00 AM

  23. thanks for effective news! your online site is exceptionally useful for me. i bookmarked your online site!

    Comment by Anonymous — 26/10/2012 @ 11:01 AM


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