windmills by fy

19/02/2013

A Era da Inveja e O Ataque dos Medíocres

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:08 AM

 

foto post inveja z 2 w

foto a branco divisão mais larga

Quando lí  Ayn Rand   pela 1ª vez , sentí uma certa estranheza em relação à suas idéias.

Fiquei curiosa.

Sua postura e segurança atravessada por uma solene simplicidade foi me conquistando,

assim como conquistou publicamente a obviedade de sua filosofia .

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Sem o menor resquício de hipocrisia, falsos valores, doutrinas alienantes e

uma franca confiança no raciocínio e no discernimento, ela apresenta valores e critérios muito interessantes .

 

 

Partidária do  princípio  em que Magia é sómente aquilo que agente realiza  ….

– defensora de uma  Democracia verdadeira, de um Individualismo singular e natural ,

capitalismo  saudável, livre mercado etc e talz ,

[ podemos passear em sua filosofia nos próximos  posts ]

A.R. parece brincar , quando literalmente dissolve argumentações que  questionem suas idéias ,

valendo-se dos princípios básicos de nossa verdadeira  identidade como humanos ,

apenas apresentando-os sob um outro ponto de vista

que não o  psicologizado até as raias do ridículo….

ou o condenado por crenças absurdas e humanamente depreciativas .

Seu olhar é firme ,  mas tão límpido e claro como suas respostas .

Ah … eu adorei Ayn  Rand  –  e achei importante conversarmos sobre Discernimento , leitmotifv de suas idéias ,

antes de trazer um excelente  ensaio do Billy Shears onde ele passeia pela 7ª arte  esnobando objetividade , emoção e …. discernimento .

E é Incrível como isto tudo… misturado assim ,  cria um caldo delicioso e … – hahaha :  nutritivo  “ de verdade ”

numa época em que nossa Consciência , Opinião , nossa Participação Efetiva , nossa Coragem enfim, passaram a ter significados absurdos…

como ” ego ” … –  ” falta de iluminação…. ” –  ” Ilusão… ”  e outras incitações à Imbecilidade .

Há muito o que escrever sobre Ayn Rand além de seu olhar verdadeiro e uma primeira estranheza ….  ,

mas achei esta introdução excelente para o artigo do L.G.R. sobre a Mediocridade  e suas ameaças.

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– Go on : starring Ayn Rand  and L.G.R. at the first time in our blog :

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–  O Ataque dos Medíocres :

A incapacidade para criar e apreciar a Excelência, ou seja, a Mediocridade, é necessária para a estabilidade social:

um mundo de genios , ah … seria ingovernável. [ e … o lance é : governar … e governar ….]

Todavia , possui também uma vertente maligna que procura destruir qualquer indivíduo que se destaque.

Quando surge um verdadeiro génio no mundo , podemos reconhecê-lo pelo seguinte sinal : hahaha :

todos os medíocres conspiram contra ele .

Foi assim que o médico, aventureiro e escritor irlandês Jonathan Swift -1667–1745 – ,

autor de As Viagens de Gulliver ,

resumiu a eterna tensão entre Excelência e Mediocridade ,

duas características da psicologia humana que exercem grande influência no funcionamento da sociedade .

 

 

 

 

 

 

 

Cada uma se rege pelas suas próprias leis e ambas são necessárias :

uma promove o progresso , a outra assegura a estabilidade social .

 

 

 

 

Aspirar a ultrapassar-se a si próprio , quer através da própria criatividade ,

quer apoiando e admirando indivíduos notáveis ,

constitui uma qualidade intrínseca de um ser humano são .

Sem essa tendência natural , não desejaríamos ser melhores como pessoas ,

nem aprender bem um ofício ;

não existiria progresso ou desenvolvimento ,

nem nada de novo à face da Terra .

Viveríamos em cavernas .

 

 

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Todavia , o valor oposto , a Mediocridade ,

não é tão indesejável como pode parecer à primeira vista .   – De fato . . . ,

desempenha uma função como parte de uma estratégia altamente evolutiva :

proporciona o contraponto de estabilidade ao fator de mudança introduzido pelos génios

[ pensadores , artistas , inventores , investigadores … ] ,

que são , por definição , inovadores .

 

Se todos fôssemos criadores geniais , o mundo seria um caos .

No entanto . . . 

há uma variante de mediocridade maligna que tem como único objetivo

prejudicar o talento alheio e quem se destaca pelos seus méritos .

 

Luís de Rivera , catedrático espanhol de Psiquiatria ,

define a mediocridade como a incapacidade para valorizar , apreciar ou admirar a excelência ,

e distingue três graus:

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1 º GRUPO  –   A Mediocridade Comum :

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é a forma mais simples e inócua .

Os seus sintomas são a hiper – adaptação , a falta de originalidade

e uma normalidade tão absoluta . . .

que poderia ser considerada patológica : a chamada “ Normopatia ” .

 

 

 

 

Os que a manifestam não têm ponta de criatividade e não sabem distinguir a excelência ,

mas respeitam [ e respeitam / e respeitam ] as indicações que lhes dão

e são consumidores bons e obedientes .

[ Não percebem que abóbora é sempre abóbora … ]

O conformismo permite que se sintam razoavelmente felizes . [ e … ” explicados ” … ] .

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2 º GRUPO –   a Mediocridade Pseudocriativa

acrescenta à anterior uma tendência pretensiosa para imitar os processos criativos normais .

Enquanto o Medíocre Comum não se esforça para além do mínimo exigível ,

o Pseudocriativo sente necessidade de aparentar e ostentar poder .

A Imagem é tudo para ele , mas , como não distingue o belo do feio ,

o bom do mau ,

não mostra inclinação para favorecer progressos de qualquer tipo e incentiva as manobras repetitivas e imitativas .

– [ às vezes se outorgam ” títulos ” incompreensíveis …  tão abstratos quanto se faz necessário,

para explorarem os Medíocres Comuns ] –

 

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3º GRUPO –    M I A :       Síndrome da Mediocridade Inoperante Ativa  :

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[ ah  …. Eu denomino esta categoria infame de Frog Collectors:

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 foto post inveja frog 1

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Trata-se do mais prejudicial e agressivo,

pelo que encaixa no perfil da maioria dos praticantes de assédio .

Enquanto as categorias anteriores são simplesmente incapazes de reconhecer o génio ,

os MIA também se propõem destruí-lo por todos os meios ao seu alcance .

O indivíduo afetado por esta síndrome desenvolve uma grande atividade que não é criativa nem produtiva ,

e possui um enorme desejo de notoriedade e influência .

Por isso , tende a infiltrar-se em organizações complexas ,

nomeadamente as que já se encontram minadas por formas menores de mediocridade ,

com o objectivo de entorpecer ou aniquilar o progresso dos indivíduos brilhantes .

 

Foi o espírito MIA que esteve por detrás da morte do filósofo grego Sócrates ,

dos crimes da Inquisição ,

da perseguição das elites intelectuais pelas ditaduras ,

do exílio de Freud e de Einstein e de incontáveis outros judeus ,

da queima de livros ,

da marginalização e absoluta pobreza em que morreram tantos artistas , da censura, do assédio

e do abandono que vitimaram personalidades notáveis de todas as épocas e cantos do mundo .

 

Se o ser humano , como defendia o psicólogo norte-americano Abraham Maslow ,

tem inclinação para a excelência por natureza ,

então é preciso analisar o papel desempenhado pela cultura e pela educação .

 

“ Será possível que estejamos condicionados por uma espécie de selecção cultural que nos condena à imbecilidade ? ” ,

– questiona o escritor italiano Pino Aprile no seu livro : Elogio do Imbecil . –

 

Conclui que sim e que existe uma razão para todos os sistemas sociais advogarem a mediania :

“ A Inteligência é como a areia que se introduz nas engrenagens : pode obstruir os mecanismos . ”

O génio é subversivo , não apenas por discutir a norma em vez de a aplicar ,

mas também por bloquear , através da sua atuação , o percurso habitual de qualquer sistema burocrático .

 

 

Por isso , segundo o autor :

– “ o Poder de uma organização social humana será tanto maior quanto maior for a quantidade de Inteligência que conseguiu destruir ”. –

 

[ Há sistemas políticos que o fazem de uma forma mais óbvia do que outros  :

A Religião , o Budismo, o Comunismo , os ismos , enfim todos os totalitarismos … ,

infelizmente… a Psicologia … foi pelo mesmo caminho … ]

– no Camboja de Pol Pot , os khmers vermelhos matavam qualquer indivíduo que não tivesse calos nas mãos ,

sinal de que poderia ser um intelectual e pensar pela própria cabeça .

Outras culturas gabam-se de fomentar o individualismo e a meritocracia ,

mito que os Estados Unidos , por exemplo, sempre procuraram vender .

Era também o ideal do liberalismo inglês do século XIX :

se uma única pessoa quiser empreender algo diferente do que fazem os restantes mortais ,

tem o mesmo direito de escolher o caminho do que o conjunto maioritário ,

dizia o filósofo inglês John Stuart Mill , na obra Sobre a Liberdade .

 

Todavia . . . ,

o mais frequente é que a Imposição da Mediocridade e a Perseguição da Excelência

continuem a ser exercidas de forma insidiosa e sutil nas sociedades , e isso desde a mais tenra infância .

 

 

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O Indivíduo Medíocre representa uma jóia para o sistema ,

pois é o consumidor ideal , [ vítima de qualquer produto incluindo fosforecentes abóboras divinais –  ]

é fácil de manipular , e não questiona a autoridade – ah … e … nem as normas .

[ Entre eles , as mais variadas categorias de pastores , monges , mestres,  e líderes boçais  …. se prolifeeeera … ]

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Talvez por esse motivo , . . .

o modelo educativo dominante não se dá geralmente

ao trabalho de fomentar a Excelência , a Criatividade ou a Iniciativa .

 

 

 

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– Insistindo na cópia eficiente do modelo   ismo :   investindo no mesmismo:

 

 

 

As crianças usam o mesmo uniforme , preenchem as mesmas fichas

e quase não tomam apontamentos ;

acompanham a lição num livro , . . . “ igual ” para todos .

 

 

 

 

Não interessa se uma delas é ótima em matemática e odeia línguas ,

ou se tem talento para desenhar mas não se interessa por álgebra .

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[ Todas tem de fazer , ser , e ocupar … o ” mesmo ” …. tal qual  bolachas …. amontoadas num mesmo pacote .

Adaptar-se sem se destacar demasiado ….  –  não causar conflitos …

 usar a mesma cor para serem inóspita e serialmente abóboras ,     ” todas : um …. “

O que se espera delas é que sejam “ igualmente normais ” ….

e que  ” caibam ”  no pacote .

Que sómente repitam  modelos … em um Mundo-Espelho . ]

 

 Enfim  . . .  a  Mediocridade e o seu oposto , a  Excelência ,

surgem ligadas a uma série de características contraditórias:

– a primeira costuma ter por aliados a inveja , a imitação , o conformismo , a adaptação , a tradição , a inércia e a rotina ;

– a segunda é amiga da admiração , da criatividade , do inconformismo , da rebeldia , da inovação , da curiosidade e da iniciativa .

                                                                                                                                                                                                                                                                                               L.G.R.

foto a branco divisão mais larga

– continua…

Fy

 

FONTES:

Ayn  Rand

L.G.R.

and Me .

GRAVURAS:

Michael Parkers

Web

52 Comments »

  1. Fy, Fy… (adoro quando voce me surpreende nas segundas ensandecidas da paulicéia!) Mas, não aguentei e lí meio que correndo, acho que meio a la paulista segundista atordoado. Grande Ayn Rand e sobre Mediocridade, é um problema sério, mais sério ainda do que foi apresentado. Temos aí grandes exemplos nestes últimos dias, desde o papa salafro até a salafrarice de um Malafaia exposta e discutida publicamente .

    A melhor frase do post: “ o Poder de uma organização social humana será tanto maior quanto maior for a quantidade de Inteligência que conseguiu destruir ”. –

    Volto aê quando esta doidera aqui “se” acalmar ,
    abraço a todos

    João Pedro

    Comment by João Pedro — 19/02/2013 @ 3:13 AM

    • Xiiii tá chovendo gelo aí ?

      Aqui a energia tá com soluço ….

      Poiséseuzé, Inteligência, Conhecimento, é Escolha.

      Que poder seria magnanimo caso admitisse a Escolha ?

      bjs em Sampa,
      Fy

      Comment by Fy — 19/02/2013 @ 9:52 AM

      • “oiséseuzé, Inteligência, Conhecimento, é Escolha.”

        Será mesmo escolha?!?!?! Nuumm sei não. Acho que vagalume não tem escolha entre brilhar e não brilhar . Demais o blog.

        Comment by Mila — 19/02/2013 @ 3:21 PM

        • Oi Mila, seja bem vinda. Acho que não me expressei bem. O q eu quiz dizer é q Conhecimento, Inteligência, proporcionam Escolha. E, isto não é favorável a nenhum esquema que administre o Poder .

          Ah… vagalumes sortudos!

          bj

          Fy

          Comment by Fy — 21/02/2013 @ 10:29 AM

  2. Bom Dia João! tá uma loucura mesmo, é o carnaval do dia a dia, amigo, se esparramando nas avenidas. É melhor pensar assim.

    Texto que vem a calhar. Que terror esta corja religiosa, heeeeem? Claro que o alimento de tudo isto é a mediocridade. Não há corja que não se alimente desta fonte. Outra novidade publicada neste final de semana, endossando mais e mais a farra destes criminosos por todo o canto:

    Acordo de livre comércio entre os EUA e a União Europeia reforçará crise da economia brasileira
    Marcha à ré – Lambança é a palavra mais apropriada para classificar o desempenho de Celso Amorim à frente do Itamaraty, durante os dois governos de Luiz Inácio da Silva. O ex-chanceler conseguiu não apenas estender a mão a ditadores truculentos e dar guarida a adeptos do golpe, mas alcançou a proeza de atrapalhar a participação do Brasil nas negociações da Organização Mundial do Comércio, a OMC. Em qualquer país do planeta Amorim seria punido, mas no Brasil ele foi recompensado pela companheira Dilma e agora está no comando do Ministério da Defesa.

    Enquanto Celso Amorim via a banda do comércio internacional passar e as autoridades econômicas do governo posavam de parentes de Aladim, Estados Unidos e União Europeia tratavam dos detalhes de um acordo econômico que há quase cinco décadas era discutido. Nesses dez anos em que o PT gazeteou nos quatro cantos do planeta, com Lula empunhando o trompete da mentira, União Europeia e Estados Unidos avançaram na criação do maior acordo de livre comércio de todos os tempos, que prejudicará ainda mais a já combalida economia brasileira. Nesse período, o Palácio do Planalto, impulsionado pelo messianismo que brota na Esplanada dos Ministérios, se dedicou a patrocinar litigâncias que deram em nada.

    Para se ter ideia do tamanho do estrago que representará a pasmaceira do governo brasileiro, o comércio entre norte-americanos e europeus movimenta perto de US$ 700 bilhões por ano, o que representa aproximadamente um terço do comércio internacional. Esse acordo comercial não começa a funcionar dentro de alguns dias, pois regras ainda precisam ser estabelecidas, mas a catástrofe já faz eco antecipado no Brasil.

    e a mediocridade aplaude…vota…

    Comment by André — 19/02/2013 @ 3:43 AM

    • ah … isto merece uma resposta e tanto …

      Papa … que papa ? Claro que a bandidagem se prolifera … imagine o que … vai se publicar daqui há uns 10 anos … – esta é a pontinha do iceberg !

      Eu tenho mta vontade fazer um post sobre o genocídio no Canadá. É tão monstruoso , tão vergonhoso, seilámaisq , que me faz mal só de pensar .

      International Tribunal calls on Napolitano to “not collude in criminality”, and announces global campaign to occupy Vatican property and launch human rights inquiry in Italy.

      Como pode a humanidade deixar pra lá toda esta monstruosidade ?

      – Em relação ao acordo de livre comércio entre os EUA e a União Europeia, que se virem os petistas … ainda precisam de muita m…. pra entenderem este governo . Aliás… entenderem é muito. Só não vão gostar de amassar a lama que ajudaram a construir .

      Vcs vão cansar de ouvir o “quanto” os EUA e a União Européia são vilões e o miserável Lula : um santo . Legal ler o artigo inteiro. Mto bom, André.

      bj

      Fy

      Comment by Fy — 19/02/2013 @ 10:13 AM

  3. Ayn Rand é uma coisa que eu ainda tenho que ler… Por um lado, acho maravilhoso que a maior parte da filosofia dela vem em forma de arte, não de tediosos ensaios, teses e monografias…

    Por outro, ela foi adotada (unilateralmente) como musa pelos Elefantinhos Republicanos nos EUA…

    Comment by Anarcoplayba — 19/02/2013 @ 3:43 AM

    • Ah… e isso é só um P.S. pra assinar os comentários.

      Comment by Anarcoplayba — 19/02/2013 @ 3:44 AM

    • Hi Anarco ,

      – Ayn Rand é uma coisa que eu ainda tenho que ler –

      Vale a pena sim, Ayn Rand , é pra lá de interessante , e é em todos os sentidos, já que viver é uma Arte .

      Mas veja… Man … A.R. é uma leitura complexa. Não é nada casual… É mergulhar num objetivismo puro em que não se pode confundir – ah … nem um pouquinho … – Egoísmo com Individualismo saudável. E isto é quase complicado .

      Em relação aos elefantinhos, vc deve estar se referindo à Economia, uma vez que os critérios absolutamente ateus e realistas de Ayn ocasionam , inquestionavelmente , uma trombada feroz qdo colocados frente aos princípios arcaicos dos republicanos norte americanos .

      Mesmo assim, o grande seguidor de Ayn, Alan Greenspan , republicano moderado, ex-presidente do Federal Reserve , critica textual e francamente , Bush e congressistas republicanos em sua auto-biografia – tb vale a pena ler – . Critica economicamente, que é o que se pode discutir em relação à Ayn .

      Na verdade ela promoveu uma guerra contra o socialismo, apontando a inviabilidade do comunismo. Por isto , os mais medíocres – os que não sabem exatamente o que seja uma coisa ou a outra – acusavam-na de defender um capitalismo selvagem … que na verdade, Von Mises chama de livre-mercado e q hj em dia, é a solução mais viável , a meu ver .

      Temos Rothbard, um economista americano da Escola Austríaca – minha preferida – [ Ludwig von Mises ] amplamente coerente com a Filosofia de Ayn Rand , [ – embora tenham discutido bastante – ] que ajudou a definir o conceito de moderno libertarianismo e fundou uma vertente de capitalismo baseada no livre mercado, denominada “anarco-capitalismo”.
      Uma declaração bastante elucidativa neste caso :

      – Muitos valores liberais tradicionais caíram assim
      em mãos dos conservadores, que interpretaram a liberdade de acordo
      com sua própria posição privilegiada dentro do moderno estado
      previdenciário-militarista. –

      Tudo isto foi denunciado por Rothbard e
      seus companheiros nos incisivos artigos que publicaram em Left and
      Right, encabeçados pelo texto inicial escrito pelo próprio Rothbard,
      no primeiro número da revista, na primavera de 1965. –

      Desta forma, “adotar” certas ideias e estrangular aquilo que não se encaixa , não é exatamente se inspirar … é adaptar , ah … quase roubar .

      Bj

      Fy

      Comment by Fy — 19/02/2013 @ 10:18 AM

  4. Oi Fy,

    Ayn Rand?
    Eu adoro a forma como voce descobre e apresenta estas figuras decerto polêmicas, contrapondo com um assunto que é a antítese de Ayn Rand, a mediocridade. Excelente contraponto.
    Com certeza o Anarcoplayba vai encontrar inúmeras críticas à ela. É uma renovadora! Uma pessoa contrária ao pragmatismo, doença viral contaminando nossa época.
    Se pensarmos o quanto foi criticada a influência que outros grandes defensores filosóficos da liberdade tiveram no passado. John Locke se dedicou a lbertar indivíduo da tirania das autoridades religiosas pela enunciação da doutrina da separação entre igreja e Estado. Hoje, essa doutrina é a pedra angular de qualquer democracia liberal no mundo. Da mesma forma, Adam Smith redigiu sua grande defesa do livre comércio para rebater as ideologias mercantilistas dominantes na Europa do século XVIII. Hoje, a causa do livre comércio — apesar de ocasionais acessos de protecionismo — vem ganhando terreno no mundo inteiro.Infelizmente a cruzada em que Rand lutou por toda sua vida: a derrocada do socialismo, que parecia ao alcance da mão há apenas duas décadas, quando caiu a União Soviética, agora parece ter regredido para os anos 30, quando FDR usou a crise econômica para intervir enormemente na indústria privada.
    O renascimento de Rand é certamente um antídoto bem-vindo à arremetida de intervencionismo pelo qual países estão passando no momento. Na era dos pacotes emergenciais, o mundo certamente precisa ouvir — em alto e bom som — a mensagem da liberdade pessoal, bem como seu corolário, a Responsabilidade Pessoal. Parabéns pela apresentação e pelo texto. Foi uma surpresa agradável encontrar Ayn.

    Bel

    Comment by Isabel — 19/02/2013 @ 1:12 PM

    • Nossa Bel ! Eu nem tinha lido vc!!!!!! Mais uma vez obrigado pela excelente participação !

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 21/02/2013 @ 10:34 AM

  5. Olá, todo mundo,
    Fy amei! Eu fico aqui pensando em quantas Madonnas já existiram…. rsrsrrs Me lembrei de Give it to me rsrsrsrs Não sei se é o melhor vídeo, mas vale pra agitar um pouco, Ayn merece !

    What are you waiting for?

    Nobody’s gonna show you how

    Why wait for someone else

    To do what you can do right now

    (o Gab tá pesquizando mil pra colocar o vídeo aqui rsrsrsr)

    Olhem o que eu achei: Rand nos faz lembrar que prazer é uma necessidade real, um requerimento psicológico da consciência humana. Depressão psicológica não apenas é possível como é disseminada em nossa cultura pregadora de deveres e autodegradação. A alternativa não é “curtição” superficial de curto prazo, mas prazer real, autorrecompensador. Em sua filosofia, se você faz algo que você normalmente pensaria como “curtição”, você o faz sob uma premissa diferente e um sentido mais profundo: que você precisa de prazer, que você está intitulado a ele e que o propósito e justificação de sua existência é: conseguir o que VOCÊ quer, o que realmente quer, com plena consciência e dedicação…
    Para Ayn Rand é o momento de desafiar qualquer imposição de dever, de reafirmar seu amor pelos seus valores e de honrar o princípio de que a alegria de viver é um fim em si mesmo.

    Esta mulher tem muito do Nietzsche.
    beijo na galera toda,
    Karina

    Comment by Karina — 19/02/2013 @ 11:12 PM

    • Ka, é Nit na veia , sim. Tocayo se inspirou, lá em baixo .

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 21/02/2013 @ 10:35 AM

  6. Oi Fy, Bom Dia a todos voces,
    Adorei o assunto. E como professora, lidando com adolescentes em escolas públicas diariamente, posso discorrer sobre mediocridade por horas… Mediocridade que é disseminada tal qual vírus pelo governo, religião, pelas instituições em geral e, pela própria família. Eu diria com propriedade, que temos uma geração profundamente atingida pelo vazio da mediocridade. A verdadeira agressão é dirigida ao Conhecimento, ao Saber. Professores apenas representam esta “nefasta” perda de tempo. Os jovens não têm em sua maioria , ideal de vida, a Escola deixou de ser importante para que eles melhorem a sua condição social. No espaço escolar , ouvimos o tempo todo. Estudar prá quê? Isso é coisa de otário , só véio!!!?(?)
    E o fracasso escolar vem se configurando ao longo dos últimos anos , como uma grave consequencia da mediocridade social reflexo de um governo que exalta a ignorancia .

    Comment by Adriana — 20/02/2013 @ 12:00 AM

    • Oi Adriana, sabe, eu acho que este é um dos pontos mais importantes em que a mediocridade atua. Nossa, este comentário não só embaza o post mas preencheria páginas e páginas e mais páginas sobre a alienação perigosa que vem se alastrando. Uma superficialidade, um deixapralá , um religiosismo atordoante e falso, enfim, uma estimulação perigosa e favorecente [ ai vc é professora e eu invento palavras em portugues… ] à tal normopatia apática e preguiçosa. Mentes cada vez mais entregues à apatia. É uma pena significativa.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 21/02/2013 @ 10:44 AM

  7. voltou a mil, Windmills!

    Comment by du@a — 20/02/2013 @ 12:12 AM

  8. Le Talent c’est l’audace que les autres n’ont pas

    como os mediocres definiriam audacia?

    beleza de post.

    Comment by Celso — 20/02/2013 @ 12:35 AM

  9. Voces estão adorando a versão Ju/2043,pelo visto.Eu tambem. Mais tarde eu volto, JoãoRandex-et está a mil… insuportável….mente desmedíocre. Bom passei pra dizer que o post tá demais, que eu não entendí o 2º comentário do Anarco, que o Br se f…. mais uma vez, que os comentários estão excelentes cheios de excelencia, e que é consolador não respirar mediocridade neste espaço.Mas como eu não guento………. falar mal do Br, lembrei do hino nacional…., geeeente…. nóis temo que nos destacá…….

    eu volto, tô morrendo de fome…
    bjocas da Ju

    Comment by Juliana — 20/02/2013 @ 3:34 AM

  10. Olá a todos voces,

    Dei uma lida nos comentários e me surpreendi.

    Mas notei que os maiores aplausos foram dirigidos à Ayn Rand, não sem merecimento, mas eu, simplesmente adorei o texto sobre Mediocridade. Este cara é um gênio!
    Quanto à Ayn, caso nos dispusermos a decodificar razões que a desmereçam, teremos que identificá-las através de críticos brasileiros… considerando que em outros países seus livros aparecem frequentemente nas listas dos mais influentes do mundo .
    Sob meu ponto de vista, em um país onde a Cultura é tão precária e obsoleta a ponto de sermos governados por um analfabeto que rosna, o que esperar de um povo preguiçoso, mergulhado em toneladas da mais pobre e criminosa hipocrisia religiosa – vide a lamentação de católicos diante da atitude asquerosa deste papa, criminoso e degenerado – mulheres, digo, sacos de merda assumidas, porque “católicas” , chorando , no mínimo porque seus filhos não foram estuprados por nenhuma santa celebridade , como poderia Ayn Rand ser interpretada?

    Ela defende liberalismo, individualismo, racionalismo e capitalismo. Verdadeiros. E é “ouvida” como defensora do Egoísmo e como disse a Fy, do Capitalismo Selvagem, que não sei bem o que é .

    Como logo mais teremos uma vasta demonstração da capacidade de nossos analistas econômicos ( com exceções, sempre) , poderemos então arrematar nossa opinião sobre os princípios sugeridos por Rand.

    E, para uma preliminar, acho que devíamos discutir a diferença, nada sutil por sinal, entre Egoísmo e Individualismo . E, francamente, se esta beócia confusão argumenta a desfavor da tremenda Ayn Rand, é importantíssimo lembrar que além de beócia , ela é uma das mais eficazes ferramentas do coletivismo (comunismo) quer político ou político religioso.

    Estamos na era da individualidade, o que nada tem a ver com egoísmo! O egoísta não dispõe de energia própria; ele se apossa e apaga o outro; parasita e consome a energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

    Podemos definir o individualismo como a capacidade de exercer a própria individualidade. É curioso porque a palavra individualidade tem conotação positiva, como a conquista de um estado de autonomia.

    Beijo a todos,

    Tio Guz

    Comment by Gustavo — 20/02/2013 @ 12:38 PM

  11. buenas pessoal, bem vindos à Lua mais linda que eu já ví.

    alguem aí em cima disse que a Ayn lembra Nietzsche. o Gustavo, amigão, foi certeiro ao mencionar toda esta hipocrisia grudenta do proselitismo comuna e religioso. e, já que então, o véio Zaratustra arremata as duas observações numa levada mansa como o vôo do falcão, vamo lá ver o que ele tem a dizer…

    /
    /
    /

    E esta hipocrisia foi a pior que encontrei entre eles: que também aqueles que mandam fingem as virtudes daqueles que servem.

    “Eu sirvo, tu serves, nós servimos” — assim reza também, aqui, a hipocrisia dos dominantes — e ai quando o primeiro senhor é somente o primeiro servidor!

    Ai, também em suas hipocrisias voou e se perdeu a curiosidade de meu olho; e adivinhei bem toda a sua felicidade de moscas e o seu zumbir em torno de vidraças ensolaradas.

    Quanto vejo de bondade, vejo de fraqueza. Quando vejo de justiça e compaixão, vejo de fraqueza.

    Redondos,ndosos são eles uns com os outros, como grão-zinhos de areia são redondos, justos e bondosos com grãozinhos de areia.

    Modestamente abraçar uma pequena felicidade — a isto chamam “resignação”!

    e enquanto isso já espreitam modestamente com o rabo do olho por uma nova pequena felicidade.

    No fundo o que mais querem é simplesmente isto: que ninguém lhes faça mal. Assim antecipam-se aos outros e lhes fazem bem.

    Isso, porém, é covardia: embora se chame “virtude”.

    E se alguma vez falam com rudeza, essa gente pequena: eu só ouço sua rouquidão — pois cada golpe de vento os torna roucos.

    Prudentes são eles, suas virtudes têm dedos prudentes. Mas faltam-lhes os punhos, seus dedos não sabem enfiar-se atrás de punhos.

    Virtude, para eles, é aquilo que torna modesto e manso: por isso fizeram do lobo o cão e do próprio homem o melhor animal doméstico do homem.

    “Pomos nossa cadeira no meio” — diz-me seu sorriso satisfeito — “e a igual distância de gladiadores moribundos e de porcos contentes.”

    Isso, porém, é — Mediocridade: embora se chame comedimento.

    Nietzsche, Assim falou Zaratustra, Terceira parte.

    ///

    //
    um beijo, menina que a Mediocridade não atinge nem…. se esguelando toda, hHuahuaha

    abraço aê,

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 20/02/2013 @ 1:30 PM

    • boa lembrança, Tocayo.

      um beijo menino!
      Fy

      Comment by Fy — 21/02/2013 @ 5:17 AM

  12. fizeram do lobo o cão e do próprio homem o melhor animal doméstico do homem.

    assim falou Zaratustra e assim “profetizou” Nietzsche.

    Troughout the centuries there were men who took first steps down new roads armed with nothing but their own vision .
    Ayn Rand

    Citação de Ayn Rand numa placa do Walt Disney World, que diz:

    “Ao longo dos séculos, existiram homens que tomaram os primeiros passos para novas estradas, armados apenas com a sua própria visão”

    Comment by Marianne — 20/02/2013 @ 2:11 PM

    • Saudades, Marianne!

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 21/02/2013 @ 5:15 AM

  13. Fantástico este post,Fy

    beijo
    Marianne ( esqueci!)

    Comment by Marianne — 20/02/2013 @ 2:13 PM

  14. great ideas. have just found you here, and will bookmark to come back. top work. mestreseo mestreseo mestreseo mestreseo mestreseo

    Comment by mestreseo — 20/02/2013 @ 11:37 PM

  15. ah eu tô adorando os comments . Cada um . Volto já já pra este papo incrível do “não somos todos um ” hahahahahah .

    bjs

    Fy

    Comment by Fy — 21/02/2013 @ 1:50 AM

  16. Aloha galera entusiasmada!
    Bravos pra todos os comentários.
    Eu sei que vou dar uma de chato. Mas, os argumentos convidam à uma especulação mais detalhada. Então , vambora numa leitura mais longa, porem bacana pra caramba e oportunamente esclarecedora que eu achei por aí:

    Outro equívoco bastante comum quando se fala em individualismo é o de vinculá-lo a “isolamento”. Nada poderia ser tão evidentemente estúpido para qualquer ser pensante e, mesmo assim, tenho visto muitos espertinhos dispostos a atacar o liberalismo sob o argumento banal de que o homem é um ser eminentemente cooperativo. Esse é um daqueles tipos de argumentação que chega a ser patético, pois ninguém, muito menos um liberal em sã consciência, poderia negar que a cooperação entre os homens e a vida em sociedade produzem tremendos benefícios para os indivíduos. Nenhum liberal jamais questionaria as enormes vantagens da divisão do trabalho, da associação humana, do comércio voluntário ou qualquer outra interação cooperativa.

    A benéfica cooperação entre pessoas, utilizada como um meio para a consecução dos objetivos individuais, todavia, não pode ser confundida com o infame ideal coletivista que pretende transformar as sociedades humanas em algo semelhante a uma colméia ou formigueiro. Como muito bem colocou o saudoso professor Og Francisco Leme, no magnífico ensaio “Entre os cupins e os homens”, enquanto a abelha, a formiga ou o cupim são insetos cujo comportamento é previsível, estando sempre dispostos à permanente renúncia individual em favor da comunidade, bastando-lhes a programação genética sob cujos auspícios nasceram, o homem, ao contrário, é um animal muito mais complexo. Para este, a vida em sociedade significa coexistir com outros indivíduos, todos diferentes entre si, com propósitos pessoais específicos, interesses diversos e, acima de tudo, com a necessidade de compartilhar valores, princípios e objetivos diferentes. O drama de qualquer sociedade, portanto, está no fato de indivíduos, biológica e eticamente diferenciados, possuidores de interesses pessoais muitas vezes conflitantes, terem de ajustar-se a uma coexistência pacífica, em seus próprios benefícios.
    Assim como é natural que nas sociedades dos animais gregários os indivíduos estejam subordinados aos interesses do “todo”, certamente estará destinada ao fracasso qualquer tentativa de organização social fundamentada no pressuposto de que os homens estarão sempre dispostos a abrir mão dos seus interesses particulares e preferências específicas em prol da comunidade. Se é certo, como vimos anteriormente, que muitas vezes os homens estarão propensos a sacrifícios em favor do semelhante, é também evidente que, na maioria das vezes, ele colocará os respectivos interesses e bem-estar em primeiro plano.

    Constitui imensa agressão à condição humana a submissão do indivíduo aos propósitos do grupo – seja ele uma raça, uma classe, um Estado – ou mesmo à esta fantasia que se convencionou chamar de “bem comum”. São os homens, individualmente, que têm valores, ideais, desejos, ambições, enfim, VIDA. Eis porque a base de toda a filosofia individualista está na crença de que o ser humano é um fim em si mesmo, e não um meio a ser utilizado para fins “maiores”. O Estado, ao contrário, não é a personificação do bem, pairando acima dos homens como querem os coletivistas (comunistas) , mas mera instituição criada pelos indivíduos para facilitar a consecução dos seus projetos, mediar conflitos de interesse e zelar pelas suas vidas, liberdades e propriedades.
    João Luiz Mauad
    Abraço
    (tio) Renato

    Comment by Renato — 21/02/2013 @ 2:57 AM

    • Renato, adorei isto! me manda este texto pra fazer um post . a filosofia individualista está na crença de que o ser humano é um fim em si mesmo > é esta a filosofia da Ayn.

      Claro que há mts maneiras de se interpretar isto, distorcendo … traduzindo de uma forma depreciativa, e levantando a questão do egoísmo.

      Pra mim soa como uma afirmação clara, real e de forma nenhuma exclui o bem do próximo.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 21/02/2013 @ 5:26 AM

  17. Oi todo mundo por perto e todo mundo que tá mais longe, eu nem sei o que comentar, porque todo mundo foi brilhante. E, por falar em brilho, nunca mais ou esquecer esta historinha do sapo. Como ela é verdadeira! É a tal da Inveja medíocre. Podre. Mas, não vamos esquecerda Inveja construtiva, o post também fala sobre isto. Inveja branca, inveja do bem. Aquela que entusiasma, serve de modelo, inspira.
    É isso aí.

    bjitos e saudades do povo todo,
    Carolzinha

    Comment by Carol — 21/02/2013 @ 3:12 AM

    • Hi Carol!

      pois é… esta inveja branca, não é medíocre, hahahahahaha

      bj até já,
      Fy

      Comment by Fy — 21/02/2013 @ 5:27 AM

  18. Texto muito interessante, Fy!
    Em especial a parte sobre a medriocridade, mas ela me deixou com a sensação de que foi escrita somente para justificar uma opinião, que por algum motivo foi deixada de lado aqui.
    Achei divertido a forma como essa lacuna no texto foi preenchida nos comentários. Parece que todos se viram incluídos e passaram a ver a mediocridade como agente motivador das dificuldades mundanas, desde a sala de aula, passando pelos nossos conterrâneos “sacos de merda”, chegando até uma esfera que muito poucos estão inclusos: a presidência.
    Ver essa postura aqui além de divertido foi surpreendente, quero dizer, entendo que todo mundo advoga em causa própria e que qualquer argumento pode ser plastificado para justificarmos nossos atos, mas a forma como isso foi feito e a escolha de palavras aqui na seção de comentários me deu a impressão de que o texto foi fagocitado numa velocidade digna de internet, como se assumir a excelência fosse a ultima peça do quebra-cabeça da vida. É uma rapidez se assemelha muito a uma reação emotiva e o tom usado se assemelha à um ódio. E o mais divertido de tudo é que mediocridade não é agente motivador de nada, na realidade é o ódio que motiva a medriocridade.
    Não digo que os comentários foram medriocres, mas devo dizer que o modus operandi foi o mesmo. Entretanto não sei bem que conclusão tirar disso. Hahahaha

    Para complementar a discussão: http://www.youtube.com/watch?v=iG-OGc1bufs

    Thomas.

    Comment by Thomas — 21/02/2013 @ 4:16 AM

    • Thomas! Sumido!

      Faz tempo que vc não escreve. Ah… e eu não copio .

      Sabe, eu considero sim a Mediocridade, tema do post, um dos mais ferozes agentes de dificuldades, entre outros que fogem ao tema, incluindo as mundanas .

      Eu não entendí sobre a sala de aula, se alguem falou nisto além do autor, ainda não lí. E, francamente não discordo dele.

      Em relação aos “sacos de merda ” , acredito que não tenha sido nem trocadilho, pois assim são denominadas as mulheres por um dos maiores ícones católicos, São Odo de Cluny e sua famosa filosofia : Abraçar uma mulher é como abraçar um saco de esterco. Pois é… um Santo desta seita e um comentário até que suave em vista de outros. E, sempre há as que se lamentam pela perda de tal personalidade nefasta : o papa .

      – chegando até uma esfera que muito poucos estão inclusos: a presidência. –

      Sim… muito poucos…. e eu entendí lá no comment do Gustavo que , claramente não estamos incluídos de forma alguma … justamente pela mediocridade dos interesses do povo brasileiro . Se parece divertido, logo mais o próprio povo vai perceber q não é não .

      Bom te ver por aqui!

      Bj
      Fy

      Comment by Fy — 21/02/2013 @ 5:05 AM

  19. vou ver se sai o vídeo q o Thomas inseriu, se eu não consegir , apago este comment :

    Comment by Fy — 21/02/2013 @ 5:08 AM

  20. Thomas… eu não suporto o Pondé….

    Até achei estranha esta introdução do Leandro Karnal… Eu tenho uma entrevista do Pondé onde ele afirma que a Inquisição, o genocídio dos índios norte-americanos, entre outras passagens [ católicas ] nada mais foram que alguns idiotas mortos…. aqui e ali .

    bj
    Fy

    Comment by Fy — 21/02/2013 @ 5:20 AM

  21. Já volto…..
    Fy

    Comment by Fy — 21/02/2013 @ 5:28 AM

  22. Thomas,

    Onde foi q vc viu ódio? Tb não consegui ler ou encontrá-lo ns comments ou no post . Maybe.. I’m wrong .

    Ódio não é indignação .

    ´

    Veja só :

    – O imaginário adolescente é claro: o cristianismo, este perverso, patriarcal, destruiu uma sociedade onde homens e mulheres viviam em comunhão sem opressão. Para eles, queimaram-se milhares de mulheres e homens inteligentíssimos na Idade Média. A verdade é que provavelmente a maior parte dessas infelizes vítimas era gente boba mesmo. – Pondé … entre outras imbecilidades….

    http://entrevistasbrasil.blogspot.com/2008/12/caf-filosfico-entrevista-com-luiz.html

    Justamente contra este tipo de hipocrisia imbecil – sim, até pq pra ser hipócrita e bem sucedido é necessário um mínimo de des- mediocridade, hahahahaha, haja visto o Malafaia… – se bem que grana [ roubada ] e status não é exatamente ao que o autor se refere qdo usa o termo excelência .

    Quando um cara vai à televisão e afirma publicamente q assassinatos e genocídios são bem vindos qdo os mortos são ” bobos “, ou que o deus dele – ou da empresa dele – funciona a base de barganhas e recompensas … – e não vai pra cadeia…. … mais : continua ganhando grana ou continua sendo filósofo…. é pq é aplaudido por um bando de medíocres .

    A mim provoca a indignação que talvez vc chame de ódio [ ? ] .

    bjs

    Fy

    Comment by Fy — 21/02/2013 @ 5:55 AM

  23. Vou tentar explicar meu ponto de vista e como eu absorvi esse seu post, mas muito brevemente, pois acho isso vai tirar a atenção sobre o que realmente importa: a mensagem que você passou com ele.

    Não conheço esses autores citados, por isso as minhas conclusões podem ter fugido do molde, se as premissas dos autores não são essas, me perdoe, mas não há por que invalidar minhas palavras por causa disso. Quando li acerca da mediocridade eu percebi que ela antes de se tornar expressa, antes de moldar o comportamento do indivíduo, é nada mais nada menos do que uma perturbação, uma inconformidade, uma negação, um ódio perante alguém que na ótica do indivíduo não deveria portar nada de excelente, mas que, por razões desconhecidas ao medíocre, se sobressai e ofusca quem não tem capacidade de fazer o mesmo.
    Mas esse mesmo sentimento, esse ódio, também pode surgir no indivíduo excelente quando considera que ele só não pode brilhar mais por que os medíocres estão agarrando seus pés e o puxando para baixo. Posso dizer que esse ódio é o mesmo que motiva o medíocre por que ele é fruto da mesma relação inter-subjetiva, a saber, uma diferença consciente entre as capacidades de realização entre um sujeito e os que os cercam.

    Como foi isso que eu pude extrair do post(aliás, muito obrigado por me permitir essa reflexão) eu vi em alguns comentários esse mesmo ódio sendo perpetuado. As senhoras católicas que lamentam o papa podem até parecerem tolas por não se preocuparem com “questões importantes” mas duvidar e debochar da realidade de mundo, da forma como eles sentem e vivem, é demais para mim, e foi isso que me espantou nos comentários. Eu conheci diversas senhoras católicas, evangélicas, e até macumbeiras, e seus sentimentos e a forma estrutural com a qual organizaram suas vidas é tão importante e tão real quanto a minha é e quanto a de qualquer um é. Duvidar de suas ladainhas e suas lágrimas derramadas sobre o papa e julgar como pouco importantes em vista “dos problemas que sofremos” é uma transgressão que vai muito longe. Isso por que eu considero que todo sentimento, desde que nasça no indivíduo, é muito precioso, pois têm uma função muito específica e importante para o ser.
    Mas isso é o que eu vi e o que eu considero digno para um ser humano, nunca duvidar da realidade de alguém. Posso discordar e tentar mudar, mas desmerecer, nunca. No fim das contas a única coisa que resta para cada um de nós é a forma como vemos e interagimos com o mundo. Destituir ou não dar valor a isso é o mesmo que não considerar um indivíduo como um ser.

    É nesse sentido, portanto, que agiu o ódio, o indivíduo excelente ao se deparar com um problema maior que ele mesmo, a sociedade, naturalmente culpa quem não tem as mesmas capacidades que ele, pois são esses que “não fizeram o seu trabalho”. Foi portanto esse ódio que transpareceu a meu ver nos comentários, e ainda mais: foi algo sutil cujo gatilho foi o pensamento “estou fazendo tudo o que posso fazer”. Um pensamento que surgiu da falta de objetivo do texto sobre a mediocridade, quero dizer, você o usou com o objetivo de refletir sobre a inveja como uma relação entre o ser e os outros seres e suas raízes, porém a idéia captada, pelo teor dos comentários não foi essa, isso se deve ao fato de a categorização ser muito mais ampla do que a inveja, o que a tornou uma ferramenta de análise pelos leitores que comentaram, usando então a ótica da mediocridade foi possível que encaixássemos nossas concepções nisso víssemos uns aos outros como medíocres, entretanto vou tomar a liberdade de não citar nada.

    Uma outra liberdade que eu tomei foi a de expressar uma opinião contrária: Ao enviar o comentário eu pensava nisso tudo e achava muito engraçado a mutualidade do ódio, essa particularidade desse sentimento me pareceu muito cômica, digna de Monty Python. O humor pode ser agressivo, principalmente quando mal-compreendido. Eu fugi da análise mais óbvia do tema de propósito, foi uma falha minha não ter expressado e deixado claro o que queria dizer, mas isso é uma coisa que não pretendo mudar.

    O vídeo nada tem a ver com o Pondé, nem com suas opiniões, eu mesmo não compartilho de suas idéias, acredito que nem o professor Karnal. Sim, de fato, o vídeo está incluso em um programa de palestras organizado pelo Pondé, mas as comunicações feitas são de responsabilidade criativa do próprio comunicador. Nele o Karnal faz um panorama sobre o ódio, não especificadamente sobre o que vou discorrer, mas sobre o sentimento como um todo. Eu o recomendei simplesmente por que lá o tema é apresentado e discutido com muito mais desenvoltura do que eu poderia fazer.

    Não sei muito sobre o Pondé, essa afirmação dele a princípio me causa incômodo, também. Mas veja bem, pelo que eu sei ele tem um senso de humor bizarro, que teima em aparecer mesmo em seus artigos “sérios”, não considero que ele ache que os mortos eram gente boba. Mas não vou defendê-lo, posso muito bem estar errado.

    Não sei se foi possível, mas espero que tenha conseguido me fazer claro dessa vez.

    Thomas.

    Comment by Thomas — 21/02/2013 @ 8:00 AM

    • Thomas, deu um tempinho aqui, posso responder, eu lí teu comentário , e ví que no primeiro parágrafo voce descreveu um medíocre, exatamente como o autor do post , só que com suas palavras. O que ele me passou foi exatamente isto, o medíocre é um cara que precisa se sobressair mesmo que a custa do não desempenho alheio, da falta de opinião alheia como diz o Guz. É o cara que não reconhece a genialidade ou o melhor, o mais esforçado o mais interessado e o desmerece. Tipo aquele ditado antigo e verdadeiro, Aquele que não consegue ser grande, começa a diminuir os outros. Se os que tem a excelência se preocupassem, perdessem seu tempo, com estes que o autor designa como medíocres, teriam suas idéias, suas colaborações, suas descobertas, enevoadas, obstruídas pela mediocridade dos tais. E, como diz o post estaríamos ainda em cavernas e morrendo de gripe.
      Eu tambem não admito o desprezo pelo Conhecer, pelo Saber. Conheço varias senhoras católicas, que não tem a menor idéia ou nada sabem sobre sua religião. São apenas fascinadas pela fé. Tão fascinadas que talvez ignorem os massacres, a Pedofilia, as picaretagens financeiras e, a sordidez que é camuflada por esta fé. Sim, são bondosas, são pessoas boas ou boózinhas? não. Não na minha opinião. Justamente este alheamento, esta avidez pela fé em nome de “suas” necessidades pessoais é que permitiu toda esta barbaridade, principalmente com as crianças e mulheres pela historia a fora. Digo isto porque sendo mulher, é o que mais me agride . Mas imagine a agressão a nível de sociedade então .
      O negócio é religião. Não importa mais nada. Isto é medicridade.
      O que o post me passou é justamente o perigo da mediocridade. E nos comentários agente pode perceber as diversas áreas que ela ameaça. Por isto é tão protegida ou justificada com palavras como “amor ao próximo”, piedade, sacrifício, bem aventurança e todo o resto. Ela é indiferente muitas vezes. E é isto o que interessa .

      Bjitos da Carol.

      Comment by Carol — 21/02/2013 @ 9:52 AM

    • – Um pensamento que surgiu da falta de objetivo do texto sobre a mediocridade, quero dizer, você o usou com o objetivo de refletir sobre a inveja como uma relação entre o ser e os outros seres e suas raízes, porém a idéia captada, pelo teor dos comentários não foi essa, isso se deve ao fato de a categorização ser muito mais ampla do que a inveja, o que a tornou uma ferramenta de análise pelos leitores que comentaram, usando então a ótica da mediocridade foi possível que encaixássemos nossas concepções nisso víssemos uns aos outros como medíocres, entretanto vou tomar a liberdade de não citar nada. –

      Thomas, eu não encontrei isto nos comentários.
      Olha só, nem mesmo a Ayn coloca a Inveja como uma característica nefasta deste ou daquele ser-humano. Ela a coloca como uma Ideologia disseminada e útil como ferramenta de poder . Vc assistiu o vídeo ?

      Jamais como uma relação característica entre os seres e muito menos se refere à suas raízes ou status . Ela apenas a destaca como uma oportuna doutrina endeusadora do pior, do menor, do menos. E os elogios e a valorização do menos .

      O mais, significa interesse e esforço em nossa época. Todos sabemos disto. E, derepente é isto o que a Inveja, e o Medíocre mais tentam menosprezar .

      Eu não percebí ninguem se justificando ou se classificando como “excelência” , mas percebí e até me sinto aliviada , que existe interesse e preocupações com o desenvolvimento de todos nós. Sejam estudantes, profissionais, votantes, políticos ou sei lá mais que.

      Acho que é isto.

      E vc jamais precisa tomar alguma liberdade aqui : ela é de todos nós. Sem esquecer que vc é o autor dos textos mais lidos por aqui, por anos . Saiba q por isto o Windmills sairá na folha do wordpress, segundo um aviso que eles me deixaram . Sei lá o que é isto, hahahaha , mas de qq forma é retornante e, eu não ia deixar de contar .
      Bj
      Fy

      Comment by Fy — 21/02/2013 @ 11:12 AM

      • Fiz confusão com as coisas, então, deixemos estar…

        Hahahaha, por que será que eles são tão lidos? Eu ainda não consegui entender… Mas se está funcionando para nós dois, está ótimo! Imagino que isso trará mais visitas para cá. Qualquer dia eu deixo meu blog de lado e começo a escrever pra esses lados daqui.

        Comment by Thomas — 21/02/2013 @ 1:28 PM

      • – Eu conheci diversas senhoras católicas, evangélicas, e até macumbeiras, e seus sentimentos e a forma estrutural com a qual organizaram suas vidas é tão importante e tão real quanto a minha é e quanto a de qualquer um é. –

        Sorry Thomas, … eu dei uma lida com mais atenção nos comments e achei legal esclarecer isto .

        Eu não tenho nada contra a crença de ninguem . Minha opinião sobre estas crenças espalhadas pela historia do mundo, estão super claras pelo Windmills a fora. Mto embora ele seja pequenininho pra apontar todo o prejuízo humano que elas causam e causaram . Mas mesmo assim, veja , eu me coloco contra toda e qualquer organização humana ou estrutural que desumanize ou desestruture o ser-humano.

        Ser católico, crente ou macumbeiro é ou deveria ser uma opção idêntica à qualquer profissão cujas inclinações pessoais de algum indivíduo o levasse a escolher . Mas pense comigo, … ser engenheiro é apenas ser engenheiro. Ninguem tem nada com isto . MAS… se como engenheiro vc constroe um edifício desestruturado, vc construiu uma ameaça.

        É sobre isto que as pessoas comentaram.

        Ser alguma coisa… não é exatamente “se responsabilizar” por ela. E ser por ser : é Mediocridade.

        Qdo vc abre uma vala e descobre centenas de corpos de crianças, torturados, assassinados e estuprados por uma entidade católica, e chora por um líder miserável que ocultou tudo isto, alem de espalhar fascínoras deturpados pelo mundo, em busca de criancinhas torturáveis…. Ah …. que tipo de estrutura vc pode colocar em sua propria vida ?

        Que estrutura pode ter uma vida em que vc se torna conivente com a perseguição de gays, entre outras eugenias e genocídios odiosos, ou aquela demonstração de opulência [ tão degenarada qto dourada ] do tal vaticano ?

        Se eu for enumerar… vai ficar complicado .

        Eu adorei o comment da Bia, lá em cima, e partilho de sua opinião:

        o mundo certamente precisa ouvir — em alto e bom som — a mensagem da Liberdade Pessoal, bem como seu corolário : a Responsabilidade Pessoal.

        E é esta… – A Responsabilidade Pessoal – que a Mediocridade dispensa .

        Bj

        Fy

        Comment by Fy — 22/02/2013 @ 11:04 PM

  24. Alo Thomas, Fy ,

    Ainda não assisti ao vídeo, mas adianto que gosto do Karnal e já tive a oportunidade de lê-lo . E estou escrevendo antes de ler teu último comentário. Acabei de ver .

    Tambem me parece que o Thomas esteja se referindo a meu comentário. E, talvez ele tenha razão em mencionar ódio. Eu creio que a linha entre Indgnação e Ódio é tênue demais, ou até vai ver que a Indnignação seja uma manifestação do Ódio que também pode ser uma manifestação da Indgnação e assim por diante e mais a balelaiada toda da dialética. O mais importante em meu comentário é que eu reafirmo minha repulsa em relação ao referido papa, e porque não chamá-la de ódio ?
    Este ódio não gera mediocridade Thomas. Este ódio se chama humanidade.
    Abster-se dele, ou sublimá-lo, no máximo, hehe , ou não sentí-lo , classificaria ou alguma irracionalidade da qual o humano normal não seria capaz, ou a tal dita mediocridade fabricada pela alienação e falta de comprometimento .

    Este post é uma chamada à realidade, é um não ao pragmatismo . O “ódio” ou Indgnação, a repulsa ou a negação de certas circunstâncias em absoluto promove a Mediocridade. A mediocridade maior e mais perniciosa está na falta de opinião, na falta de posicionamento, na aceitação apática das circunstâncias . O mesmo em relação ao tal presidente e ao governo a quem o povo se admite ser roubado até em sua dignidade e que “por amor” ou quiçá “Mediocridade” oferece a outra face. Sublime .
    Comodismo, omissão e pragmatismo andam sempre de mãos dadas. Seu melhor nome é mediocridade .
    Me perdoe amigão, mas é assim que eu penso . O que está longe de desfazer a importância de sua opinião .

    Beijo a todos,
    (tio) Guz

    Comment by Gustavo — 21/02/2013 @ 8:18 AM

  25. Fy, corrige aí meus erros que eu escrevi correndo.

    Comment by Carol — 21/02/2013 @ 9:54 AM

  26. Fy, eu entendo perfeitamente os teus argumentos e os do Gustavo. E entendí o post. O que o Thomas talvez não tenha entendido é que a filosofia da Ayn Rand ou a mensagem do tal L.R.G. é um ataque à filosofia do bonzinho.
    “We speak in hushed voices as not to wake our memories. The things we’ve done, the things we’ll continue to do for fear of breaking the cycle”.
    Tanto um como o outro são e foram quebradores de ciclos. E, esta turminha daqui, não ganha Óscar por mansidão .
    O tolerante, a meu ver é o perigoso conivente. E como disse Bukowski, Não se pode superestimar a imbecilidade geral.
    Uma pessoa que se “filia” a uma religião, e não lhe conhece bulhufas, é um medíocre. E sem rodeios ou dialéticas que andam em círculos, ou façons de parler que só forçam a barra , …. um cretino .
    Uma mulher que se diz católica e não sabe que sua religião a considera um saco de merda, é uma ignorante. E, pior, não é católica. É uma investidora que não leu o contrato antes de assiná-lo. Que safadeza não se interessa por investidores beócios assim ?
    Claro, podemos seguir pela vida, alheados, ancorados no que se foda se tá bom pra mim, se é passável no aqui e agora. Que mal existe em ser nazista, deixa eles, eu não sou judeu. Ódio ou indignação, pra que? Eles eram pais de família, trabalhavam, estruturavam sua vidas também, nos intervalos do terror que praticavam ou com o qual pactuavam. Como diz Hanna Arendt, o Mal tambem tem sua banalidade.
    Os argumentos levantados nos comentários se dirigem a coisas sérias, à areas significativas. Eu sinceramente não entendí o porque do Thomas criticar ou se surpreender com os comentários, me fugiu um pouco a ideologia em que ele se baseou. Ou o que pareceria uma forma amorosa de se lidar com a mediocridade mas que não lhe fôsse solidária. O texto sobre ela é super esclarecedor. Um dos mais devastadores efeitos desta característica é a falta de opinião, a conivência.
    “ A realidade atual está submersa por uma anestesia geral. Como podemos admitir a absorção do inaceitável?
    Abraçoaê,
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 23/02/2013 @ 12:44 AM

  27. “Para muita gente a verdadeira perda do sentido político consiste em se juntar a uma formação partidária, submeter-se a sua regra, sua lei. Para muita gente também quando se fala de apolitismo, fala-se antes de tudo de uma perda ou de uma ausência ideológica. Eu não sei o que vocês pensam quanto a isso. Para mim a perda política é antes de tudo a perda de si, a perda de sua cólera assim como a de sua doçura, a perda de seu ódio, de sua faculdade de odiar assim como a de sua faculdade de amar, a perda de sua imprudência assim como a de sua moderação, a perda de um excesso assim como a perda de uma medida, a perda da loucura, de sua ingenuidade, a perda de sua coragem como a de sua covardia, a de seu terror diante de tudo assim como a de sua confiança, a perda de suas lágrimas assim como a de seu prazer. É isso o que eu penso.” (Marguerite Duras, “La perte politique”, Cahiers du Cinéma nº 312-313, junho de 1980).

    ôba João, gostei do comentário.

    Comment by Alexandre Golaiv — 23/02/2013 @ 1:12 AM

  28. Oi Alexandre, eu penso assim tambem.

    bj
    Fy

    Comment by Fy — 24/02/2013 @ 11:30 AM

  29. i love the presentation and design of this website.

    Comment by carlosp.a — 05/03/2013 @ 9:20 AM

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    Comment by clariana — 13/03/2013 @ 3:55 AM

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    Comment by carolina ys — 20/03/2013 @ 3:23 AM

  32. Japan

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    Trackback by Japan — 26/05/2014 @ 9:54 AM

  33. ramoneur

    A Era da Inveja e O Ataque dos Medíocres | windmills by fy

    Trackback by ramoneur — 14/02/2015 @ 7:30 AM


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