windmills by fy

07/05/2013

the same old games –

Filed under: Uncategorized — Fy @ 10:52 AM

 


foto a psique foto-post-imaginac3a7c3a3o-promethea-a

 

 

foto psique e imaginação sentidos fire

Eu tenho lido fantásticos absurdos .

 

 

Blablablás … e blablablás :

verdadeiros nós ,  emaranhando palavras em significados confusos ,

 

 

atravessando – sem cerimônia ou sentido –  conceitos destacados de seu contexto …

e atirados – sem cuidado – em artigos aleatórios ,

onde adquirem significados totalmente alheios a seu significado original .

 

 

Me parece espantoso , porque não bizarro ? –

esta impropriedade com que certos temas são des-tratados ,

deformados e estranhamente  “re”- significados conforme a conveniencia do assunto em questão .

 

 

Um drop  contrário,  que desliza sempre na direção do não-possível,

que dissolve qualquer movimento do intelecto em direção à criação de pontes,

às ligações ao mundo exterior, – sim … aquele onde habitam os animais com asas e . . .  seus casulos .

 

 

Discursos paralisantes do devir, da metamorfose, porque necessários ao crescimento do individuo e da comunidade .

Discursos que projetam um narcísico looping  endeusado de “sís”  e de “mesmos” .

E  fico me perguntando . . .  se esta ginástica psicológica  toda em torno destes  discursos vazios de realidade ,

viciados em pressupostos , blablablás comicos  em sua demagogia  fabulosamente  divina  ,

não acabará por levar o Homem a uma derrota irreversível.

Estes parágrafos do Adrien ,  que usei como introdução ,

traduzem tão bem este carnaval abstrato,  sombrio e   “ hospicioso ”

com o qual certas correntes de pensamento vestem seus absurdos e paranóicos  parâmetros ,

bordando-os com ideais inatingíveis ,

desumanizando qualquer possibilidade a não ser a do velho blablablá … alien

hahaha : – é exatamente o que este ensaio de  Michael Vannoy Adams parece nos dizer :

 

 

 

 

Tradução : Marcus Quintaes e Clarissa Oliveira .

Quando comecei a imaginar o que poderia falar com relação à pergunta  “ Por que Hillman importa ?

me veio à mente uma passagem de Memórias , Sonhos , Reflexões .

 

 

É a passagem em que Jung diz :

“ Olhando retrospectivamente , posso dizer que eu sozinho busquei logicamente

os dois problemas que mais interessaram a Freud :

o problema de  ‘ vestígios arcaicos ’   e  o   problema da sexualidade ”  

– 1963: 168 – .

 

 

Eu diria que James Hillman sozinho buscou logicamente o problema que mais interessou a Jung :

o problema da Imaginação .

 

 

Imagine então a minha surpresa quando ,  alguns dias mais tarde ,

relando a crítica de Wolfgang Giegerich à psicologia imaginal de Hillman no livro The Soul’s Logical Life ,

encontrei a seguinte passagem :

 

 

HILLMAN é provavelmente a única pessoa que respondeu a aquilo

que era germinalmente inerente no projeto junguiano .

JUNG havia dito que ele fora a única pessoa a buscar logicamente

os dois problemas que mais interessaram a FREUD .

 

 

 

Da mesma maneira ,  podemos dizer que HILLMAN desenvolveu logicamente

aquilo que mais interessava a JUNG .   – 1999: 104 –

 

 

Na minha primeira leitura de The Soul’s Logical Life ,  havia marcado a margem dessa passagem a lápis .

Portanto ,  não há dúvida de que a passagem havia me causado uma impressão no passado .

Seria isso um caso de criptomnésia ?

Ou simplesmente imaginamos Hillman da mesma maneira , Giegerich e eu ?

 

 

Será que isso importa ?  Será que Hillman importa ?   E se importa , por que ?

Giegerich não diz que o que mais interessava a Jung era a imaginação

e que foi Hillman sozinho que logicamente buscou esse interesse .

 

 

Talvez porque o que mais interessa a Giegerich ,

e também o que ele busca tão logicamente seja a alma ,

ele diz que o que Hillman busca também é a alma .

 

 

No livro Re-Visioning Psychology ,

Hillman realmente diz que o que lhe interessa é  “ a psicologia da alma ” ,

mas também diz imediatamente que o que baseia esse projeto é   “ a psicologia da imagem ”   – 1975: xi – .

 

 

A Imaginação é a base da psicologia Hillmaniana .

 

 

Hillman poderia até concordar comigo que a Imaginação

era o problema que mais interessava a Jung , mas ele não iria concordar ,   imagino eu ,

que ele sozinho buscou esse problema .

 

 

Ele provavelmente diria que a Imaginação também tem sido a busca de muitos outros .

Independente de se Hillman estava sozinho na busca da Imaginação ou não ,

eu diria que se Hillman não tivesse buscado a Imaginação da maneira em que o fez ,

os Estudos Junguianos contemporâneos seriam ainda mais “ Estudos de Jung ”   do que já são .

 

 

O que seria dos Estudos Junguianos sem o Hillman ?

E se Hillman nunca tivesse existido ?

 

 

 

Será que os junguianos teriam de inventá-lo ?   

Será que os junguianos teriam de imaginá-lo ? 

 

 

 

Jung pode ter dito :   “ Graças a Deus que sou Jung e não um junguiano ”  .

Eu diria o inverso :   “ Graças a Deus que sou um junguiano e não Jung ” .

Ou , talvez eu diria :  “ Graças a Deus que sou um Hillmaniano . ”

 

 

Ou talvez eu perguntaria :

“ Será que dá para imaginar que talvez um dia venha a existir uma International Association for Hillmanian Studies – uma IAHS ? ”

 

 

 

O  título dessa conferência do IAJS é   “ Psique e Imaginação ” .

 

 

Para Jung , Psique e Imaginação não são duas coisas diferentes : são uma única coisa, são iguais .

 

“ Todo processo psíquico ” , diz Jung ,   “ é uma imagem e um imaginar ”   – CW  11: 544 , par. 889 – .

Ele define o complexo como  “ uma coleção de imaginações ”   – CW 2: 601, par. 1352 – .

Ele diz que  “ a psique consiste essencialmente de imagens ”   – CW 8: 325, par. 618 –

e que   “ Imagem é Psique ”   – CW 13: 50, par. 75 – .

 

 

Por essa perspectiva , o título dessa conferência do IAJS não deveria ser   “ Psique e Imaginação ”  ,

mas   “ Psique como Imaginação ” .

 

 

Hillman nega ter fundado uma   “ linha ”  de psicologia .

Insiste em dizer que ele meramente enfatizou uma certa  “ direção ” dentro da psicologia junguiana  – Adams 1997: 103 – .

 

 

E qual direção seria esta ?

 

A psicologia pós-junguiana foi  “ levada a sério durante os últimos trinta anos ” ,

particularmente na Grã-Bretanha ,  diz Christopher Hauke ,

“ em grande parte por causa do trabalho do analista junguiano americano James Hillman ”   – 2000: 8 – .

 

 

Hillman pode ser ou não um   “ pós-junguiano ”  ,  mas ele é certamente   “ pós-Jung ” .

Ele é um   – e é de longe o mais original –   dos integrantes da primeira geração de junguianos   “ depois de Jung ” .

 

 

Hillman estava no Instituto Jung em Zurique quando Jung ainda era vivo ,

mas ele não estava lá com Jung de nenhuma maneira pessoal .

 

 

– “ Para falar a verdade , é engraçado , mas eu nem tentava passar tempo com Jung ,

mesmo que poderia ” ,  disse Hillman .

“ Eu o encontrava em palestras ou festas nos anos cinqüenta ,

e às vezes sentava com ele para falar sobre assuntos do Instituto ,

mas foram quatro anos em que tive a oportunidade de ir lá e nunca fui ”   – 1983: 102-3 – . –

 

 

 

Se Hillman não foi lá , para onde ele foi ?

Foi em direção da Imaginação .

 

 

 

A primeira vez em que ouvi o nome   “ James Hilllman  ”   foi vinte e cinco anos atrás em Londres ,

da poetisa e especialista em William Blake Kathleen Raine ,

enquanto ela me servia chá com biscoitos ingleses e geléia e creme .

 

 

 

Raine me disse que , ao retornar aos Estados Unidos , eu deveria conhecer Hillman .

Blake disse :

 

 

” A Imaginação não é um Estado: é a própria Existência Humana ”   – 1976: 522 – .

 

 

 

Ao longo dos anos , Hillman tem sido para mim não um deus ,

mas um  “ kindred spirit ”   [ “ espírito irmão ” ]  –

e ,  como um espírito ,  ele me inspirou . Como nenhum outro junguiano , ele tem sido fonte de inspiração para mim .

 

 

 

Imagino-me no espírito de Hillman .

Espírito significa respiração , ar ,  e Hillman tem sido para mim um sopro de ar fresco

na atmosfera mofada de Jung , Jung , Jung e mais Jung .

 

 

 

No  “ Festival de Psicologia do Arquétipo para Honrar James Hillman ”   na Notre Dame University em 1992 ,

fiz uma apresentação intitulada   “ Meu Hillman Imaginal ” .

 

 

Hillman tem sido uma imagem para mim .  – Qual imagem seria esta ?

É a imagem de possibilidade de eu ser um junguiano e , ao mesmo tempo , não ser um junguiano –

ou seja , é a possibilidade de eu ser eu mesmo .

 

 

 

Paul Kugler uma vez me perguntou :  “ Michael , quando você vai parar de dizer   “os junguianos ”

e passar a dizer   “nós junguianos”    ?  ”

 

 

Da mesma maneira , Hillman admite :    “  “os jungianos ”   são um complexo monstruoso para mim ”  .

 

 

Ele diz :

“ Sou um deles e , portanto , não os suporto – com a exceção de alguns amigos íntimos ”  – 1983: 36 – .

O que torna  “ os junguianos ”  tão insuportáveis para Hillman é o fato de que eles repetem Jung sem parar ,

de uma maneira automática , sem críticas e sem criatividade .

 

 

 

Se existe algo como um   “ culto de Jung ”  , não é somente um culto de personalidade

mas também um culto de teoria e prática .

 

 

 

O resultado não é a Imaginação  – ou a individuação –  mas meramente a imitação monótona de Jung por mediocridades ;

como resultado , Estudos Junguianos é ,  para eles , simplesmente   “ Estudos de Jung ” .

 

 

 

David Tacey publicou uma apreciação crítica de Hillman –

ou talvez seria mais correto dizer que ele publicou uma crítica apreciativa de Hillman –

visto que , mesmo quando aprecia Hillman , o critica completamente .     [ – hahaha – ]

No artigo   “  Twisting and Turning with James Hillman  ”  ,

Tacey me identifica como um dos   “ muitos acadêmicos ”   que   “ apóiam Hillman fervorosamente ”   – 1998: 220 – .

Eu sou um acadêmico – trabalhei no corpo docente de várias universidades e faculdades há mais de trinta anos .

No entanto , não diria que apoiei Hillman .

Pelo contrário , diria que a Imaginação de Hillman deu o apoio para a minha Imaginação .

Felizmente para mim , o interesse de Hillman pela Imaginação

por acaso coincidiu com o meu interesse no mesmo assunto :   uma feliz coincidência .

Em resposta à pergunta    –  “  Por que Hillman importa  ? ”  

eu proponho tratar de somente uma das questões abordadas por Tacey.

 

 

 

Hillman  raramente  fala  sobre  o  Self  .

 

 

 

Quando Andrew Samuels discute Hillman em Jung and the Post-Jungians ,

ele nota quão   “ pouco ele fala sobre o self ”   – 1985: 107 – .

Por exemplo , na obra Visioning Psychology , não há no índice nem mesmo uma instância de   “ Self ” .

 

 

 

Quando Hillman dispensou o Self , Tacey diz :

 

 

–  ” talvez ele não sabia o que estava fazendo ”  –   1998: 230  –  .

 

 

Eu diria : –  pelo contrário , que Hillman sabia exatamente o que estava fazendo .

 

 

 

Ele sabia que , para re-visionar a psicologia junguiana conservadora e convencional ,

ele precisava rejeitar aquilo que chama de    “ o dogma da dominação do self ”    – 1981: 136 – .

 

 

O Self tem dominado dogmaticamente a psicologia junguiana , 

e Hillman sabia muito bem que ele precisava repudiá-lo .

 

 

Uma das razões pelas quais Hillman considera o Self dispensável

é que ele é a favor de uma   Psicologia Imaginal   ao invés de uma Psicologia Conceitual .

 

 

O Self é um Conceito ,  não uma Imagem .

 

 

Jung reconhece que :

 

 

“ o self é nada mais que um conceito psicológico ”    – CW 7: 238, par. 399 – .

 

 

 

Da mesma maneira, quando Hillman fala sobre o ego e o Self ,

ele diz que ambos são   “ conceitos abstratos ”   e   “ não imagens ”   -1983: 83 – .

Para Hillman , conceitos são generalizações abstratas , ao contrário de imagens , que são particularizações concretas .

Imagens ,  ele nota , são muito mais específicas que conceitos .

 

Hillman endossa a Psicologia da Imaginação que é uma psicologia da especificidade .

– [ QUALIDADE DAQUILO QUE É ESPECÍFICO ] –

 

 

 

Uma outra razão pela qual Hillman considera o Self dispensável é que este não é simplesmente qualquer outro conceito .

Na psicologia junguiana , o Self é   “ o conceito acima dos conceitos ”  .

 

 

O Self é o Conceito , com letra maiúscula .

É Deus com letra maiúscula .

É Yahweh com letra maiúscula .

Jung diz que   “ no lugar de um Deus ciumento ” ,

Freud substituiu a sexualidade ,

que depois assumiu   “ o papel de um deus absconditus , um deus escondido ou velado ” .

 

 

 

No entanto , de acordo com Jung ,

“ as características psicológicas desse dois opostos racionalmente mensuráveis – Yahweh e sexualidade –

continuaram as mesmas ” – só mudou o nome   – 1963: 151 – .

 

 

 

Da mesma forma ,  no lugar de Deus ,  Jung substitui o Self ,  que é tão ciumento quanto Yahweh .

Da mesma maneira que , para Freud , a sexualidade é Deus , para Jung o Self é Deus com outro nome .

 

 

 

Quando Freud fala sobre Deus , ele menciona que   “ nenhuma imagem deverá ser feita dele ”   – SE 23: 18 – .

 

 

Freud enfatiza   “ a abstração sublime ”   dessa restrição .

 

 

 

O segundo mandamento dentre os dez ,  Freud nota ,

é a proibição   “ contra a criação de uma imagem de qualquer criatura viva ou imaginada  ”   – SE 23: 19 – .

 

 

 

O segundo mandamento ordena :

” Não farás para ti imagem de escultura ,  nem alguma semelhança do que há em cima nos céus ,

nem em baixo na terra , nem nas águas debaixo da terra ”   – Êxodo 20: 4 – .

 

 

 

Essa ampla proibição ,  que reprime imagens concretas ,  é tão importante ,  diz Freud ,

porque sublima deus como   “ uma idéia abstrata  ”    – ou seja ,  um conceito abstrato   – SE 23: 113 – .

 

 

 

A psicologia junguiana comete uma sublimação e repressão parecida .

O   Self   é   sublimado   e  é  repressor  .

 

 

 

Uma das características proeminentes dentre as características psicológicas que o Self ,  enquanto conceito ,

compartilha com Yahweh é o que eu chamaria de ciúmes das imagens .

Por essa perspectiva ,  as imagens são idólatras e o Self ,  enquanto conceito , é iconoclástico .

Uma terceira razão pela qual Hillman considera o Self dispensável

é que ele reduz a multiplicidade à unidade .

Hillman rejeita a noção da psique   “ como , em última instância , uma unidade do self ”  – 1975: 41 – .

Na controvérsia sobre o Único e o Muito ,  a psicologia junguiana é uma teologia .

 

 

 

É , como Hillman mesmo diz , um   “ monoteísmo ”  – 1981 – .

É uma teologia monista ,  e não a psicologia pluralista que Hillman primeiro ,

e depois Samuels defendem  – 1989 – .

 

 

 

“ Monismo , como uma tendência geral da psicologia ” ,   diz Jung  , procura estabelecer

“ uma ou outra função como o princípio psicológico supremo ”  .

 

 

 

Jung critica   “ o monismo psicológico , ou melhor ,  o monoteísmo ”  como simples , porém defeituoso ,

porque ele implica a   “ exclusão da diversidade e rica realidade da vida e do mundo  ”

admite   “ nenhuma possibilidade real de desenvolvimento humano ”   – CW 7: 288, par. 482 – .

 

 

 

Como conseqüência ,  Jung diz que o pluralismo deve ,  em última instância ,  superar o monismo .

Ele diz que no futuro a psicologia   “ terá de reconhecer a pluralidade de princípios e acomodar-se a eles ”   – 7: 288-9, par. 483 – .

 

 

 

No entanto , na teoria e na prática , Jung estabelece uma função , o Self ,

como o princípio psicológico supremo ,

e ele explicitamente o correlaciona   “ com o monoteísmo ”    – CW 9,2: 268, par. 427 – .

 

 

 

Por outro lado ,  quando Hillman re-visiona a psicologia junguiana ,

ele reconhece a pluralidade dos princípios .

 

 

 

Ele é a favor de uma psicologia que valoriza o que ele chama de   “ a pluralidade das diferenças individuais ” .

 

 

 

Ele diz que   “ são justamente essas diferenças que queremos manter em mente ” .

 

 

 

O que Hillman propõe é uma psicologia de  “ diferenciação ”   – 1981: 124 – . 

É uma psicologia que multiplica ao invés de unificar ,

mas Hillman não privilegia o muito sobre o único .

Como ele mesmo diz , ele privilegia   “ os muitos e os diferentes ”

  

sobre   “ o único e o igual ”   – 1981: 114 – . 

Como já mencionei antes ,

Gregory Batesom e Jacques Derrida enfatizam   “ a importância decisiva da ‘diferença ”   – Adams 1991: 225 –  – assim como Hillman .

 

 

 

Hillman adota o que eu chama de uma posição diferencial com relação às imagens .

Imagens diferentes e as diferenças entre elas são o que lhe interessam .

Ao invés de reduzir as muitas e diferentes imagens a um único e igual conceito :  o Self     – uma unidade conceitual –

                                                                                   Hillman radicalmente afirma a multiplicidade e alteridade imaginal .

Tacey diz que Hillman oferece  “ ao analista clínico pouco ou nada com que se trabalhar ”   – 1998: 218 – .

Pelo contrário ,   Hillman oferece ao analista tudo com que se trabalhar :

a multiplicação e alteração espontânea e autônoma das imagens emergentes .

 

 

 

O que Hillman oferece ao analista é o que a psique como imaginação oferece – imagens ,  imagens e mais imagens .

 

 

 

Nesse aspecto , a psicologia imaginal é o que eu poderia chamar de  “ Psicologia do Bezerro de Ouro ”,

e ,  assim sendo , é intrinsecamente idólatra .

Como Moshe Halbertal e Avishai Margalit notaram ,  o bezerro de ouro é   “ a epítome da idolatria na Bíblia ”    – 1992: 3 – .

Enquanto Moisés recebe os Dez Mandamentos de Yahweh no Monte Sinai ,

Arão funde os brincos de ouro das esposas , filhos e filhas dos israelitas e   “ com uma ferramenta para esculpir ”  ,

faz uma imagem esculpida ,   “ um bezerro fundido ”  – Êxodo 32: 4 – .

Os israelitas começam a brincar e a dançar .

foto ballet mexe tumblr_m6dctlQ7BX1qlq9poo1_500

Quando Moisés retorna , ele quebra , com raiva , as duas tábuas em que o dedo de Yahwwh escrevera os Dez Mandamentos .

Depois queima o bezerro de ouro no fogo , mói até virar pó e espalha sobre a água ,

fazendo com que os israelitas depois bebam da água .

Quando Yahweh oferece o tratado da Terra Prometida ao Povo Escolhido ,

ele diz que ele expulsará os amoritas , cananitas , hititas , perizitas , hivitas e os jebusitas ,

mas que os israelitas deveriam   “ quebrar suas imagens ”   – Êxodo 34: 13 –  pois Yahweh é um Deus ciumento .

 

 

 

Na verdade , o próprio nome de Yahweh é  “ Ciumento ” , com letra maiúscula  – Êxodo 34: 14 – .

A psicologia junguiana , em que o Self é simplesmente Yahweh com outro nome ,

um conceito iconoclástico , também quebra as imagens com ciúmes – imagens que ela considera idólatras .

Do ponto de vista de psicólogos junguianos conservadores e convencionais ,

Hillman é um idólatra ; não um Moisés do Self , mas um Arão de imagens .

Ele brinca e dança ao redor dos bezerros dourados que a psique continuamente esculpe .

 

 

Em última instância , Hillman importa porque as imagens importam – imagens estas que são concretas , particulares , múltiplas e diferentes .

– MEU CORAÇÃO –

Lindo trabalho feito por crianças no Haití.

Um Projeto maravilhoso idealizado por Donna Karan;

ONE MILLION HEARTS

from Haiti – 2013

– FONTE :

 Alan Moore

René Schérer

Trechos do Artigo:

http://www.rubedo.psc.br/artigosc/bezerro.htm

– e :

Fy

45 Comments »

  1. Fy, tenho que concordar com a Roberta que comentou no post anterior, como é lindo este Windmills! E quantas rajadas e ventanias ele provoca em nossas meeeeeentes.
    Belíssimo post, belíssima lembrança e bárbara de tão oportuna. Preciso ler mais sobre James Hillman, dedicar mais tempo ao Himma e a este nosso brilhante Marcos Quintaes. Mas por agora, eu e meu vinho deixamos um “obrigado” por esta leitura tão significativa e mais um parágrafo revelador e provocante:
    “Quando a idéia de progresso através de estágios hierárquicos é suspensa, há mais tolerância pelos componentes da psique que não crescem, não sobem e são desordenados. Há mais espaço para a diferença quando mais lugar é dado para a variedade. Poderemos então descobrir que muitos dos julgamentos que foram anteriormente chamados de psicológicos eram antes teológicos. Eram afirmações sobre sonhos, fantasias e comportamentos, e pessoas também, vindo de um ideal monoteísta de totalidade (o si-mesmo), que desvaloriza a multiplicidade primordial das almas.”
    James Hillman
    Sofia

    Comment by Sofia — 07/05/2013 @ 1:09 PM

    • “Quando a idéia de progresso através de estágios hierárquicos é suspensa, há mais tolerância pelos componentes da psique que não crescem, não sobem e são desordenados. –

      Complementando, Bia :

      Considerar a possibilidade de vários Deuses, isto é, o politeísmo, implica numa proposta de afirmação da tolerância das diferenças e da aceitação das diversidades representadas pelos próprios Deuses. Politeísmo é condição de polêmica. O discurso politeísta é regido pela retórica da polêmica e será caracterizado pela fuga e evitação de qualquer tipo de pensamento marcado por desejos de totalitarismo e unificação em torno de um único centro, um único modo, um único discurso ou uma única verdade.

      Aonde impera um único Deus, não há espaço para a polêmica. O monoteísmo , o culto exclusivo a um único Deus se confunde com narcisismo e como já bem o disse Caetano Veloso: “ É que Narciso acha feio o que não é espelho”. Abandonar a miragem narcísica do espelho, espaço onde as diferenças são subtraídas e apagadas, e adentrar no campo rico e fértil das diversidades do outro, esta pode ser considerada como uma das intenções da Psicologia Arquetípica de James Hillman.
      Politeísmo é considerar o outro em sua radical diferença. É diálogo com a alteridade e a polêmica é uma das formas que este diálogo pode assumir. Neste sentido, polemizar é afirmar identidade, é não se submeter aos desígnios do outro, é condição da individuação. Polemizar é declaração de guerra ao mesmo, é provocação de atrito, é criar resistências.

      Penso que Hillman e a Psicologia Arquetípica se fazem herdeiros diretos do pensador pré-socrático Heráclito quando este propôe ser a polêmica ( Polemos) a condição fundadora e geradora de todas as coisas do mundo.

      e… infelizmente … a Psicologia Junguiana… o “progresso da psique ” ou em torno de …. “transformou-se” em uma seita monoteísta …. – um circo fantasmagórico onde o impulsos do trampolim arremessam nossas mentes em nadismos espectrais de um culto ou outro qualquer ….

      Circles ….. we’re going in circles …

      bjs

      Fy

      Comment by Fy — 09/05/2013 @ 5:08 AM

      • Oi Bia!
        Numa hora destas, em que um palhaço aboçalado é digno da telinha, pregando boçalidades que apenas geram conflitos e preconceitos, desenhando um modelo deficiente e retrógado como perfil a ser adotado em prol de seu próprio bolso , este post foi de uma sutileza “brutal”, Fy!

        Ameeeeeei!

        “… Quando eu te encarei
        Frente a frente
        Não vi o meu rosto
        Chamei de mau gosto o que vi
        de mau gosto o mau gosto
        É que Narciso acha feio
        o que não é espelho …”

        Norberto Bobbio (filósofo e jurista italiano (1909-2004) diz:“os preconceitos nascem na cabeça dos homens. Por isso, é preciso combatê-los na cabeça dos homens, isto é, com o desenvolvimento das consciências e, portanto, com a educação, mediante a luta incessante contra toda forma de sectarismo. Existem homens que se matam por uma partida de futebol. Onde nasce esta paixão senão na cabeça deles? Não é uma panacéia, mas creio que a democracia pode servir também para isto: a democracia vale dizer, uma sociedade em que as opiniões são livres e, portanto são forçadas a se chocar e, ao se chocarem, acabam por se depurar. Para se libertarem dos preconceitos, os homens precisam antes de tudo viver numa sociedade livre.”
        Bobbio deixa claro que não existe nenhuma justificativa que apóie a idéia de que um determinado grupo de homens pode ser de alguma forma, superior a outro. No final das contas, o que todos nós precisamos mesmo é construir uma sociedade madura e justa, onde todos possam viver, indistintamente, com dignidade.

        Para se libertarem dos preconceitos, os homens precisam antes de tudo viver numa sociedade livre.”

        beijo e vamolá, galera !
        Karina

        Comment by Karina — 09/05/2013 @ 5:37 AM

  2. Uma vez eu lí em algum lugar que a terapia de contar a Sua história, a narração, é cada vez mais comprovada como sendo a mais profunda e melhor de todas as terapias:
    Ainda será reconhecido que a maior descoberta de Freud não foi a inconsciência, mas a afirmação que uma pessoa recebe no simples ato de contar sua estória para um ouvinte atento.A história de uma pessoa é a realidade de quem conta naquele momento. E o mais importante, o essencial é “ficar” com a hstória. No momento em que o terapeuta passa a interpretar, analisar ou apontar um significado simbólico, destroe a história, destroe a realidade de quem está contando e puxa quem conta para a história do terapeuta. Qualquer implicação de que o “real significado do que você está falando é. . .” só pode ser uma mensagem de que sua experiência significa alguma coisa alheia à sua experiência ou que nada tem a ver com ela. A experiência do estar no mundo é a ferramenta mais eficaz que uma pessoa tem para acumular informações e decidir por si mesmo o significado de suas experiências. Quando uma pessoa ouve sua voz, ela assume sua própria história.
    Eu já fiz terapia e cansei de ouvir interpretações completamente absurdas, nas quais nunca pensei e nem sabia que existiam. Cansei de me espantar com diagnósticos extraordinários por ter sonhado com minha vizinha.

    Comment by Marco Cézar — 07/05/2013 @ 1:56 PM

    • Huahuaha , Marco Cezar, sonhar com a vizinha é um processo bizarro terapeuticamente falando! Voce começa pedindo café e acaba como um personagem do Lars Von Trier implorando por um exorcismo junguiano masturbado por anjos castrados numa seção de torture-porn psicológico . Com certeza voce sai da terapia chocado e convencido de alguma específica tendência incestuosa e maligna, latente e pronta pra te atacar saltando das margens das penumbras do seu pecaminoso inconsciente. Isto sem contar com as legiões de demônios ancestrais encarcerados por lá durante eras e eras sem fim: os cárceres do inconsciente coletivo… Véio, além de ser caro, ninguem escapa.

      Volto já,
      beijo a todos,
      Tio Guz

      Comment by Gustavo — 08/05/2013 @ 2:36 AM

      • os cárceres do inconsciente coletivo…

        ah … Deleuze ….

        bjs
        Fy

        Comment by Fy — 09/05/2013 @ 4:50 AM

    • Olá César, seu comentário tem tudo a ver com uma entrevista dada por Hillman para a Revista República. e também com esse incrível post. Segue um pedaço:

      “O sr. hoje ainda pensa em termos de terapia? Considera-se um psicanalista?

      Felizmente estou salvo (risos). Não tenho mais que receber pacientes. Sou um terapeuta das idéias. As pessoas sofrem por idéias. Conseguindo fazer algumas mudanças nas suas idéias, elas se libertam. Hoje há um movimento para que os problemas sejam abordados como filósofos e não como problemas psicológicos pessoais. A morte, o dinheiro, o valor, as prioridades, o amor, a moralidade, a solidão e a depressão são problemas filosóficos profundos, não são exclusivamente pessoais. É preciso falar deles de um ponto de vista filosófico. No Brasil, os jovens não estudam filosofia na escola, não é verdade? Como nos Estados Unidos. Nossos países privilegiaram a psicologia e a sociologia.

      No fim do livro As Palavras e as Coisas, Michel Foucault anunciava que o homem, como matéria de estudo científico, era um objeto recente cujo fim estaria próximo. Referia-se ao nascimento da psicologia e das ciências humanas no fim do século XVIII.

      Acho que há tantos jovens que ainda querem ser psicólogos… Milhares ainda se inscrevem nas faculdades de psicologia. O que é um desastre, pois não ajuda a sociedade. Estamos em um planeta muito difícil do ponto de vista ecológico, moral, ético. Há muitas coisas mais difíceis no mundo do que estudar psicologia. E muito mais necessárias.

      “O sofrimento tem a ver com a ignorância no sentido socrático. Nem Freud queria cancelar o sofrimento”

      Mas o sr. não acha que ajuda as pessoas nas dificuldades, no sofrimento…

      Sinceramente, não. Acho que o sofrimento tem a ver com tragédia, tem a ver com ignorância, no sentido socrático. Porque, se não existe um entendimento mais profundo da tragédia, da ignorância, a terapia acaba fazendo o que a farmacologia faz: leva embora a dor de cabeça, leva embora a depressão, leva embora a importância, a obsessão. Não quero cancelar o sofrimento. Nem mesmo Freud queria. Em um certo nível, a psicologia ajuda. Seu marido foi embora de casa, e você está desesperada e não tem com quem falar… Mas por que ir a um profissional? É preciso restabelecer as relações que contemplem esses aspectos.

      “Os pais têm com os psicólogos a mesma atitude de quem leva o carro ao mecânico”

      Mas e o papel ancestral desempenhado pelos sábios, pelos oráculos, pelos xamãs nas tribos?

      Isso é bobagem. Os psicólogos que vão à universidade não são xamãs. A psicologia clínica mantém os problemas da alma no reino do humanismo secular. Como se fossem só problemas mecânicos. Quando os pais levam uma criança para um instituto, têm com as psicólogas profissionais a mesma atitude de quem leva o carro para o mecânico: quando volto para buscar?, quanto vai durar?, quanto vai custar (risos)? O que é isso numa sociedade? As crianças estão tão desesperadas. Não é significativo que 20% das crianças em idade escolar tenham problemas de asma? Como deve se sentir um ser de 8 anos de idade que não consegue respirar por causa da poluição, por causa dos problemas econômicos e sociais do capitalismo? E então? Vou para a terapia e digo que me sinto sufocado, que minha mãe não me deixa respirar. Quem vai ajudar as crianças? Olhe para as ruas do Brasil. Parece um pesadelo. ”

      Abraços

      Comment by Melissa — 09/05/2013 @ 6:06 AM

      • Oi Melissa,

        Excelente Texto.

        E, voltando ao comentário do Marco Cezar que retrata bem o “escorregão” da tal Psicologia além de enfatizar o comentário genial de James Hillman :

        “Cem anos de psicoterapia e o mundo continua cada vez pior”.

        Existe uma expressão em inglês, “a blinding flash of the obvious” que pode ser traduzida como “um estupefato reconhecimento do óbvio”, ou

        com menos dramaticidade, “caiu a ficha”. E minha forma de argumentar sobre isto , a favor de Hillman, é: – Quando psicologia vira uma especialidade e a psique é elaborada em textos acadêmicos, a alma desaparece. . . Assim, a psicologia acadêmica tem sido uma psicologia sem alma desde o início.
        Existe uma cortina de ferro entre a terapia e a Teoria.

        Poderíamos dizer a mesma coisa sobre os monoteísmos :

        Temos fé em textos que só pioraram as coisas há 2 mil anos e lá vai pedrada .

        Mas, textos ou substantivos abstratos , não explicam a Natureza Humana. Não decifram a psique de ninguem e muito menos estados de ser.

        Hillman procura se aproximar desta ideologia trazendo a redescoberta da palavra alma. Ele volta às origens deste conceito na Grécia antiga e aplica em
        nossa sociedade, hoje, com um efeito profundamente revolucionário.Hillman começa com a literatura, sociologia e filosofia da Grécia antiga
        (os Gregos não tinham uma palavra para teologia – inventamos isto mais tarde) começando com Homero, Platão e aprofunda seu desenvolvimento
        através de Plotinus, Ficino, Vico, Dante, Shakespeare, Blake, Yeats e Whitman. Sem contar que foi amigo e grande admirador de Deleuze e cia.

        Pessoas com um mínimo de inteligência descaracterizam este estigma de tentar ser perfeito e viver com toda essa culpa gerada pela cultura cristã monoteísta.

        Como Picasso falou, “Eu não desenvolvo, eu sou”.

        E aqui poderíamos desfiar toda a filosofia de Nietzsche, incansavelmente, mas o Wind é todo enriquecido por ela.

        Hillman é sedutor,faz mágica com palavras as quais ele chama de anjos. Principal e paradoxalmente porque delas retita todo e qualquer dogmmatismo, transportando-as para o real, para a Vida e para o mundo. Nosso mundo.E enfatiza: Tento explicar, não expor.

        Aqui estão algumas idéias centrais de psicologia Hillmiana:

        – Alma: Uma perspectiva poética, não uma coisa.

        – Imagem: Todo o drama não só aquilo que está aparente.

        – Arquétipos: As formas primárias que governam a alma.

        – Mitos: Estórias que expressam os arquétipos, imagens e alma.

        – Teoria de personalidade: Múltiplas personalidades.

        – Metáforas: Tudo.

        Lembrando que a abordagem aqui é Poética, não Literal.

        Temos dificuldade em ficar com uma percepção da realidade que é essencialmente poética.

        O LITERAL

        A linguagem Literal é feita mais de substantivos e é a maneira pela qual nós geralmente estamos acostumados a falar em nossa civilização. É
        direta, exata, rigorosa e científica.

        Em nossa cultura de hoje, utilizamos uma forma muito literal para descrever conceitos que são extremamente abstratos como se eles fossem
        coisas. Por exemplo, nos referimos à alma, subconsciência, céu, inferno ou Deus, como se fossem “coisas concretas” num lugar específico.

        ( o que, como bem disse a Fy, não deixa de ser cômico, mesmo!)

        Até a psiquiatria e a psicologia como praticadas hoje são expressas numa
        linguagem muito Literal: ego, libido, transferência, repressão.

        O Literal tem a tendência de ser analítico, sempre se utilizando das partes, procurando responder às perguntas por que ou como.

        Por que isto está acontecendo ou como isto funciona? É superficial. Fragmenta as coisas.

        O Literal não é a linguagem do emocional ou da beleza.

        O POÉTICO

        A linguagem poética utiliza mais adjetivos, é inexata e indireta.

        Por exemplo, a poesia, a música, dança, a arte ou um sonho, despertam em nós uma percepção mais profunda do que as palavras.

        No poético, ouvimos com a Imaginação, mais do que com o intelecto.

        São sintéticos, aglutinam as coisas.

        A Linguagem da Poesia usa exemplos, metáforas, adjetivos. A linguagem poética abre uma perspectiva diferente para cada um, mas ao mesmo
        tempo é universal para todos.

        Ela responde à pergunta: O que está acontecendo?

        Uma resposta em perspectiva que nunca se fixa, mas que está sempre se aprofundando.

        É a linguagem das emoções e da beleza.

        Percebemos mais do que entendemos.

        Hillman caiu fora dos Manuais Memórias, Sonhos e Reflexões (Jung). Sem antes lembrar esta triste conclusão de Yandell em “The Imitation of Jung”,

        em que o autor cita a frustração de Jung ao ser imitado por seus discípulos através da estória do velho na caverna que fez desenhos nas paredes e esses desenhos foram erroneamente considerados a “verdade” e como seus discípulos se juntaram para defender essa “verdade”.

        Beijo a todos,
        Tio Guz

        Comment by Gustavo — 09/05/2013 @ 7:08 AM

  3. Fy voce faz arte, ( vou inaugurar uma revista: Fy) . Aliás o que voce faz com os recursos do wordpress é inacreditável.

    Ainda estou lendo o post, mas tenho alguma noção sobre Hillman desde aquela época famigerada em que voce publicou alguma coisa naquele outro blog.
    Hillman é um reformador e um crítico feroz, mesmo contando com uma simpatia contagiante. Submergir deste ranço junguiano, trazer a Psicologia analítica ou não pra fora deste cenário fantasmagórico, é sobretudo anti comercial. O público interessado é numeroso e ávido por qualquer parágrafo que lhes substitua a crueza da frustração e da alienação por algum sistema de comparações mitico patológicas que lhes confiram alguma importância mórbida ou fabulosa. O papo do inconsciente coletivo é tão indiscritivelmente patético, que não merece comentários. Vale lembrar o seu Run, Lili Run e as marionetes do Rivera.

    In time, este trabalho da Donna Karan é muito bonito, alem de contar com a arte do David Belle , fotógrafo e film-maker de primeira.

    Vou seguindo os comentários,

    João Pedro

    Comment by João Pedro — 08/05/2013 @ 4:39 AM

    • É verdade, Jonas, a psicologia do Jung se tornou um banquete para depressivos alienados e idosas mal comidas. Interpretada como um verdadeiro transe alcoólico ou qualquer outro psicoativo, com direito a perturbações da consciência, das faculdades cognitivas, da percepção, do afeto ou do comportamento, ou de outras funções e respostas naturais. É escolher um Buraq à gosto e cavalga-lo , qual Maomé, rumo à iluminação catatônica pós-morte, em vida. O Lars Von trier , com toda genialidade possível, não deixa de explorar exatamente este mesmo público. Extrapolando e apostando na morbidez que identifica tão bem este povo.
      Certa vez, lendo uma “certa” análise do Antichrist, alem de “marear” o estômago, nítidamente percebí a lascívia patológica com que as mais degradantes cenas do filme preenchiam o glossário mal traduzido e pobremente interpretado da terminologia junguiana.

      Não que eu não abra mão de Jung, com brilhantes exceções. Mas , não há como negar as conclusões de Hillman e a satisfação do público que mencionei acima.

      Tão doentiamente genial quanto Freud, é preciso “pescar” os parâmetros que merecem um desenvolvimento, uma continuidade, um repensar .

      Este post merece mais, Fy, eu estou pesquisando um material interessante e à noite talvez já tenha organizado melhor o próximo comentário.
      Abração aê,
      (tio) Renato

      Comment by Renato — 08/05/2013 @ 6:04 AM

      • Olha Renato, quando eu começo a ler qualquer “negócio” destes ou quando alguem entra no papo com estes nhenhens de que a vida não passa de ilusão, desilusão, paranóia ou alucinação, e que fulano matou a mãe porque o inconsciente coletivo nhanhanhou-lhe o “ego” , e o ego mais o ego, porque o ego , deixo o papo rolar sózinho no inconsciente … do tãtã, fui… , até porque QUEM ainda fala nisso ?
        Só se for pra “pescar no inconsciente coletivo” as fantasmas do blog paranóico que a minha amiga foi se enfiar , quáquáqua´. Aquilo é uma Teoria da Conspiração empalhada contra a Vida e a Inteligência de qualquer mortal .
        Eu adorei o comentário da Adriana, pena que eu não sabia desta homenagem, podíamos ter ido hem Fy?
        (É que por aqui, embaixo de Equador, pecado é saúde e boa sorte, amiga …. )
        Fy, cadê voce ?
        Bjocas da Ju

        Comment by Ju — 08/05/2013 @ 7:24 AM

        • aiaiai – credo , Ju > é só fazer um post novo que começa a doideira …. fui até aí e voltei …… – a Bia precisava de uma carona p/ o aeroporto…..

          Mais aiaiai p/ este lance de “ego”…. – “self” …. > esta é a paranóia de quem não soube ou não sabe viver. Verdade, tem gente que nasce com esta incompetência , e precisa substituir por um estado de contínua alucinação … sempre em busca do inatingível . O comentário da Adriana é especial em relação a isto .

          Pecado é saúde e boa sorte! … e boa sorte é estar vivo, conectado ao que está TAMBÉM … hahahaha,

          em Paris … de pé no chão :

          bj

          Comment by Fy — 09/05/2013 @ 3:22 AM

      • o grande questionamento empreendido por Nietzsche é o seguinte: “(..) é absurdo querer direcionar seu ser até uma finalidade qualquer. Nós inventamos o conceito de «finalidade»: na realidade falta a finalidade (..), não existe nada que possa julgar, medir, comparar, condenar nosso ser, pois isto significaria julgar, parar, condenar o todo … Porém, não há nada fora do todo!”

        Aquelas pessoas não encontraram nadíssima de nada em suas próprias vidas, isto ficou mais que claro. Por isto vivem nesta masturbação mental contínua, mofada e doentia. Vivem trepando de galhos em galhos metafóricos – metáforas mais que exploradas – sem chegar a lugar nenhum . É tudo igual e estático .

        hahaha e aiaiai de quem “criar” uma atmosfera que renove aquele corredor mofado ….

        hahaha > aquela “análise do Anticristo ” é um convite ao suicídio… > esperto o Lars Von Trier > . Eu simplesmente me recusei a ver aquele filme.

        estamos te esperando … – então
        bj
        Fy

        Comment by Fy — 09/05/2013 @ 3:35 AM

    • – O público interessado é numeroso e ávido por qualquer parágrafo que lhes substitua a crueza da frustração e da alienação por algum sistema de comparações mitico patológicas que lhes confiram alguma importância mórbida ou fabulosa.-

      hahaha , super-frase. [ eu que o diga!]

      Olha João, uma das coisas q mais me surpreende no Br é a quantidade de pessoas que se enquadram nesta frase.

      Um país tão rico, tão lindo.

      Claro … posso constatar q isto é uma consequência da mediocridade criminosa com que a Educação é destratada. Não há Educação … por aqui. Chega a ser chocante !

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 09/05/2013 @ 3:42 AM

    • – Hillman é um reformador e um crítico feroz –

      Hillman é um desconstrutor como Derrida .

      Jonas, Hillman é Ariano > puro fogo e muita coragem .

      “ Acredito na minha raiva. É o meu demônio favorito.
      Ficar bravo e escrever caminham juntos.”
      James Hillman

      Marte me guia mais que Saturno, Hermes mais que Atená.
      Me sinto claustrofóbico quando submetido a generalizações e leis e grito “ paranóico” quando sou requisitado a entrar em algum sistema unificador.

      Um texto que eu gosto :

      Ao se recusar a se fixar em um determinado ponto revendo sua obra constantemente, Hillman escapa do literalismo paranóico da leitura correta, isto é, da crença paranóica na existência da leitura correta, definitiva, final e unívoca. A crença no sentido único é a condição de morte da pluralidade das diferenças.
      Ao propor diferentes perspectivas de leitura do seu texto, abrindo-o para o campo multifacetado de significações, Hillman escapa de cair na tentação da paranóia do Um, da tirania da unificação, de se posicionar como sujeito da exceção que se acredita ser único.

      A polêmica como antídoto contra a paranóia. Psicologia Arquetípica como método anti-paranóico.
      Se a razão paranóica é o lugar do discurso homogêneo, centralizador, apagador das diferenças e promulgador de um lugar de verdade e saber único em relação à realidade, Hillman, mercurialmente, fiel ao seu espírito Puer e a sua descendência astrológica: plutão em ascenção, sol e lua em Áries, um “ filho de marte”, resiste a ser capturado por esta trama.

      Lutar contra a paranóia é defender a multiplicidade e a diferença como condições fundadoras de qualquer possibilidade de exercício do cultivo da Alma, o amor pelas imagens. Trata-se aqui de um imperativo ético em nome da liberdade de expressão das imagens e do livre exercício do pensamento e das idéias. Esta é a batalha, este é o combate.

      Finalizando, para lutar contra a paranóia da tirania da unificação, do pensamento único, é necessário que exista um verdadeiro amor pela guerra: Guerra não como aniquilação do outro, mas guerra como condição de respeito pela alteridade, resgate do heterogêneo, luta a favor do imperativo ético, pelo convívio das diferenças , amor pelo outro da diferença.

      Eros e Marte. Afrodite e Ares. Juntos.

      Marcus Quintaes

      bjs

      Fy

      Comment by Fy — 09/05/2013 @ 4:49 AM

  4. Fy, conserta aí pra mim, coloquei o link errado : http://vimeo.com/29276643 , é o correto .

    beijo

    Comment by João Pedro — 08/05/2013 @ 4:43 AM

    • Hey > adorei o link errado !!!!!!!!

      bjs

      Comment by Fy — 09/05/2013 @ 2:45 AM

      • João vou procurar no youtube, pra ver se dá pra colocar aqui .

        Comment by Fy — 09/05/2013 @ 3:36 AM

  5. Oi Fy,
    Teu post tá lindo, pra variar, e respondendo ao João Pedro, demorou …
    Adorei a música!
    Falando em James Hillman, tivemos a pouco tempo uma homenagem a ele muito bacana promovida pela Unicamp.
    Vou deixar o link e algumas linhas , que tem tudo a ver com as tuas palavras, no início do post:
    James Hillman foi o grande re-leitor da obra de Carl Gustav Jung. Desejando voltar às ideias que embasaram a psicologia Junguiana—retirando a rigidez metódica que parecia haver tomado conta—Hillman retomou os gregos, a importância da visão politeísta como fundadora do ocidente e, talvez seu legado mais importante, a alma, contrapondo-se ao espírito. Hillman olhou verticalmente para o lado contrário, não para o ideal, o superior, um Deus inalcançável acima de todos, mas para baixo, para o Sul, onde há dúvida, tensão, incoerência e, consequentemente, uma humanidade mais próxima de sua natureza esquecida.
    http://www.tributoahillman.com.br/

    Beijos pra todos , e continue nos presenteando com estes visuais lindos e significativos,
    Adriana

    Comment by Adriana — 08/05/2013 @ 6:23 AM

    • Oi Adriana, Thank you !

      Nossa, deve ter sido muito bom ter assistido esta Homenagem. Palavra que não fiquei sabendo [ tb… como ficar sabendo de tudo …. ] – A chamada está ótima. Um dos aspectos de Hillman q eu mais admiro .

      – Hillman olhou verticalmente para o lado contrário, não para o ideal, o superior, um Deus inalcançável acima de todos, mas para baixo, para o Sul, onde há dúvida, tensão, incoerência e, consequentemente, uma humanidade mais próxima de sua natureza esquecida. –

      Arre, estou farto de semideuses!
      Onde é que há gente no mundo?
      Fernando Pessoa

      Bjs
      Fy

      Comment by Fy — 09/05/2013 @ 2:40 AM

  6. “Ousai acreditar um pouco em vós próprios e no que tendes no ventre! Quem não acredita em si próprio, mente”

    Assim Falou o Zaratustra, e Kundera arrematou:

    Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação.

    — Milan Kundera

    Não existem teorias, terapias, ou conceitos capazes de nos roubar esta ventura.

    Obrigado
    Marianne

    Comment by Marianne — 09/05/2013 @ 11:52 AM

  7. Oi pessoal, há um tempo atráz, não sei se voces lembram que eu falei sobre minha esposa, que adoeceu e mesmo após ser curada de câncer nos seios sofreu uma depressão profunda. Eu me lembro que na época voces foram muito bacanas e eu nunca mais deixei de frequentar o blog. Tentamos de tudo e confesso que neste tudo não faltaram opções alternativas, sugeridas por parentes e conhecidos, tudo o que voces possam imaginar de umbanda a gurus variados, de tratamentos nos Estados Unidos à hortomolecular, incluindo acupunltura e moxabustão, etc… sem abandonar, claro o tratamento médico apropriado, psiquiatra, remédios, Minha esposa “curada” de câncer estava morrendo de depressão.

    Faço questão de contar que sua cura, pelo menos há 1 ano ela se encontra perfeitamente saudável e em plena atividade física e mental, deve-se a uma circunstância extraordinária que nos aconteceu . Nós contratamos uma moça para os serviços de casa, que não sabíamos e estava grávida. Acompanhamos a gravidez, demos-lhe toda a assistência necessária, e a criança nasceu, uma menina. Minha mulher se apaixonou pela criança. Nossos filhos já são adultos, e aquela menina, pequenininha enterneceu totalmente minha mulher. Quando o bebe completou 3 meses mais ou menos, a moça nos avisou que queria voltar para o norte, de onde nasceu e não podia levar a criança. Pois havia vindo para cá justamente por estar grávida e querer esconder o fato de sua família. Perguntando se sabíamos quem poderia adotar a menina. Foi o suficiente. Adotamos a criança, uma alegria, e a salvação de minha mulher.

    Terapia por amor, ocupacional? Não sei. Mas criar este ser humano, voltar-se para ele, sentir-se necessária, foi o alento necessário para que ela voltasse a vida. Imaginem como eu amo esta menina, minha filha.
    Abraço a todos voces,Jorge

    Comment by Jorge — 10/05/2013 @ 4:19 AM

    • Aloha amigo Jorge, que notícia maravilhosa! Claro que me lembro de seu comentário, e leio esta notícia com imensa satisfação. Valeria um post!
      Este fato, aliás muito interessante em todos os sentidos, resume em si mesmo todo o sentido do post. Porque me é claro a influência de Deleuze, Nietzsche e de Espinoza, entre outros seguidores da mesma linha de pensamento, nos discursos de James Hillman.

      “Por afeto compreendo as afecções do corpo, pelas quais sua potência de agir é aumentada ou diminuída, estimulada ou refreada, e, ao mesmo tempo, as idéias dessas afecções” (Espinosa 15, EIII Def.3). Se as afecções produzem alegria, nossa potência de agir é aumentada, caso contrário, se são causa de tristeza, ela diminui. Isto é, a alegria e a tristeza são afetos passivos ou paixões pelas quais a potência de cada indivíduo, ou o esforço de perseverar em seu ser, é aumentado ou diminuído. Portanto, “a alegria e a tristeza são o próprio desejo ou apetite, enquanto ele é aumentado ou diminuído, favorecido ou reduzido por causas exteriores” (Espinosa 15, EIII DP57).

      Então, podemos dizer que Espinosa apresenta a totalidade corpo/mente como esta potência imanente (ou conatus), capaz de variação positiva e negativa, aumento ou diminuição, traduzida pelos afetos alegres ou tristes. A alegria, então, seria o sentimento que experimentamos quando nossa potência de agir aumenta, e a tristeza o efeito de um encontro com outros corpos, indivíduos ou coisas, que diminui nossa potência de agir.

      Em resumo, para Espinosa, todos nós somos dotados de uma potência de agir, sendo que na interação que temos com o mundo encontramos coisas que favorecem ou criam obstáculos ao pleno exercício dela. Se o que nos afeta é causa de alegria, fazemos um bom encontro (occursus), e isto satisfaz nosso desejo (não como desejo de alguma coisa, como se esta ação tivesse uma finalidade determinada, mas como a afirmação da própria potência ou força de existir), caso contrário, fazemos um mau encontro, se o que nos afeta nos entristece e frustra o nosso desejo ou nossa potência de agir ou força de existir (Cf. Espinosa 15, EIII SP39).

      Sendo assim, saiba que o Windmills, todos nós, brindamos este Bom Encontro onde o Amor pode atravessar Vidas , Acontecer e Realizar !

      Grande abraço,
      Tio Guz

      Comment by Gustavo — 11/05/2013 @ 12:03 AM

    • Ah…… que coisa mais q boa !

      fe li ci da des, Jorge !

      um beijo pra ela !
      Fy

      Comment by Fy — 14/05/2013 @ 12:26 AM

  8. Aloha Jorge, pessoal, dia lindo, muito sol, boas notícias, começando bem o final de semana.
    Faço minhas as palavras do Gustavo, do véio Nietzsche, Espinoza, e do amor que atravessa. Grande abraço sim, amigo Jorge, e tem que ser grande mesmo, estamos celebrando o encontro de tantas vidas afinal! Lembrando que o amor não conhece este papo mórbido de self enclausurado, esta coisera de eu pequeno, de eu enfiado em sí mesmo buscando redenções e eugenias. Felicidades neste encontro tão visceral !
    Depressão sai correndo quando os braços se estendem e se oferecem pro Amor.

    Post lindo menina, e que hoje cedo, me fez lembrar umas palavras que Kafka disse pra Milena, quando leu algumas palavras que ela escreveu

    “In a way, you are poetry material; You are full of cloudy subtleties I am willing to spend a lifetime figuring out. Words burst in your essence and you carry their dust in the pores of your ethereal individuality.”

    Franz Kafka, Letters To Milena

    Beijo menina
    Abraço aê e um ótimo fim de semana.
    TocaYo

    Comment by TocaYo — 11/05/2013 @ 4:57 AM

  9. Um verso de uma música velha:

    “A Mídia… a Mediocracia. Muito Zorro, nenhum Sargento Garcia. Francamente…”

    Comment by Anarcoplayba — 11/05/2013 @ 9:11 AM

    • Muito Zorro, nenhum Sargento Garcia.

      Mais , nenhum Tornado…

      Muito Quixote sem Panza!

      Bel

      Comment by Isabel — 11/05/2013 @ 11:44 PM

    • Hi Man,

      É isto aí, sim, … boa lembrança.
      Eu não conhecia a musica , e achei outra frase q descreve super bem uma das idéias engessadas, e absurdamente adotadas – sem nenhum critério, raciocínio ou discussão [ embora seja a mais polêmica e criticada por pós-junguianos -] a do tal Inconsciente Coletivo …. que em sí é um absurdo total , além de submeter nosso Inconsciente a um lixão irreciclável….

      “dessa tentação de uma subjetividade partilhada de uma maneira demasiadamente universal, aquela em que a busca sem saída da identidade e a generalidade vazia se confundem .”

      – Minha cabeça pesa quase dois séculos…

      Bj

      Fy

      Comment by Fy — 14/05/2013 @ 12:25 AM

      • Esse CD… especificamente, é o meu favorito deles… E olha que eu gosto muito de vários deles… ouvia horrores quando menor… do mesmo CD vem uma que eu acho que vc tbm gostaria:

        “as mentiras da arte são tantas…
        …são plantas artificiais
        artifícios que usamos
        para sermos (ou parecermos)
        mais reais

        um pedaço do paraíso
        uma estação no inferno
        uma soma muito maior do que as partes:
        as mentiras da arte”

        (Ah, e respondendo mais pra acompanhar a discussão. ;*)

        Comment by Anarcoplayba — 17/05/2013 @ 6:38 AM

        • Anarco, peraí : a Bia quer te responder, eu tb mas eu estou terminando um post … – aiaiai – e minha internet cai ……. acho q vai ter uma tempestade aqui !

          já já eu volto .

          bj
          Fy

          Comment by Fy — 17/05/2013 @ 8:54 AM

  10. Its such as you learn my thoughts! You seem to grasp so much about this, such as you wrote the e-book in it or something.
    I feel that you simply could do with some % to pressure the message house a little
    bit, but other than that, that is great blog. A great read.
    I’ll certainly be back.

    Comment by Elbert — 13/05/2013 @ 12:18 AM

  11. Ei, Fy!

    Parabéns pelo post; proporcionou aqui algumas reflexões, sobretudo sobre o momento em que vivo. Entendo que é sedutor atribuir significados a alguns acontecimentos que, muitas vezes não são perfeitamente entendidos em si mesmos, porém, tendo a fazer isso com frequência, talvez num esquema junguiano de interpretações, pela lógica das sincronicidades, vou filtrando a realidade e seus acontecimentos rotineiros.

    Como por exemplo: outro dia, dentro do alojamento, onde trabalho, tranquei meu armário com a chave dentro, numa sexta-feira, isso iria me trazer o maior transtorno, já que tinha um compromisso, em seguida ; tive que arrebentar o cadeado e correr o risco de deixar a porta aberta durante todo o final de semana, porém, só tinha um camarada, ainda, no alojamento, que percebendo o que acontecia, me ofereceu um cadeado de reserva – e com chave – pronto! o problema aconteceu e instantaneamente foi resolvido.

    Fiquei pensando na probabilidade de num alojamento, vazio, com dezenas de armários, já num horário bastante fora do expediente, o único cara que ainda iria utilizar o alojamento, além de mim, ter um cadeado reserva.Talvez, uma sincronicidade? ou mais uma coincidência entre tantas?

    Algumas perguntas ficam sem respostas, ou cada pessoa imagina uma, sendo essa imaginação a sua verdade, ou como disseram lá nos comentários do SDM: o seu túnel de realidade.

    ” A Imaginação não é um Estado: é a própria Existência Humana ”

    Um pouco de música, pra variar..rs….recomendo o ótimo “chaos and creation at abbey road”, no qual Paul explica o processo de composição de algumas músicas – se é que sua genialidade pode ser explicada.

    bjs

    Comment by billy shears — 17/05/2013 @ 4:25 AM

    • hi Billy !

      Nossa q muito bom este amigo e um cadeado novo ! Ah… estas “surpreendencias incríveis” já me aconteceram também! – Acho q pra todos nós.

      Qto à sincronicidade de Jung, é associada diretamente à sua Teoria do Inconsciente Coletivo, – mais que discutida atualmente…. e descartada por pensadores expressivos.

      Mais : o próprio Jung em suas diversas fases foi contraditório em relação a esta sua teoria :

      ‘ O lago é um símbolo do inconsciente. (…) Porque quando você tenta olhar no inconsciente, você não vê nada, você só vê seu ego, nada mais. Por ser escuro embaixo e claro em cima, você só vê a si mesmo. Mas você sabe que milhares de coisas estão afundadas lá… monstros, a noite eterna…, o mundo de nossos ancestrais, até o nosso mundo de criança ainda se encontra nestas profundezas (…). Podemos assumir que todo um mundo está naufragado no fundo do mar – como Atlantis – e não vemos nada a não ser nosso próprio reflexo refletido naquela superfície brilhante”(Jung, 1930, p. 20) ‘

      em seguida : estudiosos junguianos afirmam que :

      ” – Jung afirma que o inconsciente não é subproduto da consciência nem mero depósito de desejos recalcados e frustrações sexuais, como pensava Freud.”

      Well : – de acordo com o parágrafo acima ;;; é um lixão ….

      O contra ponto, e que me parece extremamante mais consistente, verdadeiro e producente :- go on:

      “No pensamento de Nietzsche há uma linha que nos guia à crítica aos conceitos de Vida que se desenvolveram na história da filosofia. Em sua filosofia, a vida passa a ser entendida como uma “superfície absoluta”, como plano de imanência, no qual só há forças múltiplas, que estão o tempo todo em relações, produzindo realidade em suas composições singulares e contingentes. Tais forças estão atreladas à vontade de potência.

      Há nessa filosofia algo que seria da ordem do inconsciente, entendido como formação de potências.

      Deleuze e Guattari acreditam que a principal tarefa da filosofia é criar conceitos, e em sua filosofia, o pensamento de Nietzsche é um aliado na construção dos conceitos. Assim, o conceito de Inconsciente Maquínico e Desejante que surge em O Anti-Édipo está estritamente ligado a este aspecto da filosofia nietzschiana: a Vida e o Inconsciente como Processo de Produção Ininterrupto, como Multiplicidade e Criação Incessante de Novas Formas. ”

      Eu vou elaborar direitinho minha opinião sobre isto, pois não descarto a Sincronicidade, apenas não a compreendo através dos argumentos de Jung .

      Ah … esta música ! Uma vez eu a enviei pra vc , lá no SDM, lembra? – Justamente num comentário que as relacionava com crianças molestadas pela igreja.

      Creia ou não : estou para fazer um post sobre isto e ia iniciá-lo com esta música.- Pura sincronicidade!!!!!!!!!!

      É um assunto tão miserável, triste e revoltante … que precisei deixar passar o primeiro imapacto para conseguir expressar minha mais honesta revolta, o meu horror …. diante do que é “possível” acontecer através de religiões .

      bjs

      Fy

      Comment by Fy — 20/05/2013 @ 12:05 AM

  12. Hoje tive vontade de ouvir Love Will Tears Apart, música do Joy Division, e vi no youtube que nesta data, há 30 anos, o vocalista Ian Curtis se suicidou.

    Fica a lembrança:

    Comment by billy shears — 19/05/2013 @ 6:07 AM

    • Nossa ! ele devia ser jovem !

      Olha Billy, taí um assunto interessante pra um post … interessante.

      Suicídio …

      Coragem ou covardia ?

      Eu sei q pode parecer controverso, mas, considerando razões, circunstâncias, e possíveis análises, eu considero o suicídio um direito inalienável.

      E, pensando bem, ele tem tantas versões ….

      A pior, [ e justamente a que passa por louvável ou respeitável … ] é o suicídio em vida, tão elaboradamente pregado por religiões , filosofias constritoras . As que condenam a vida, as que a estreitam, a ofendem …. eliminando toda a espontaneidade daquilo que é Vivo e Saudável. Como uma doença , sabe ?

      Eu acredito que existam pessoas incapazes, por exemplo, de tolerar uma existência que não possa desabrochar… devido a um mal assim, insuperável.

      – Mais e mais música !!!! – Nenhuma idéia para um post ?

      bjs

      Fy

      Comment by Fy — 20/05/2013 @ 12:21 AM

      • Quanto eu tinha uns 17 anos meu professor de filosofia sugeriu a leitura desse livro aqui: http://www.amazon.com/Man-Against-Himself-Karl-Menninger/dp/0156565145

        O Autor é um psicanalista (portanto com um viés filosófico) que, basicamente, passou as 450 páginas fazendo um estudo LINDO sobre o Suicídio, no qual ele esmiuçou as razões que levam alguém a se matar.

        Se matar por medo, dor, doença, etc, é algo “compreensível”. O problema é que tinha gente que se matava, por exemplo, depois de uma promoção no trabalho. Gente que se matava porque não “merecia” ser feliz. (Obviamente, esse mérito era um auto-julgamento).

        Mas ele não parou no suicídio… Auto-mutilação, auto-sabotagem, comportamentos de risco… passou por vários. Foi um wake up call de se ler na época…

        Comment by Anarcoplayba — 21/05/2013 @ 7:15 AM

        • Hi Man ,

          O Gustavo não passou por aqui … ele gosta muito deste autor .

          Taí um livro q ele deve ter e q eu vou buscar .

          “Não merecer ser feliz ” > Vc pensa que isto é incomum ?

          Ah … agente nem precisa ir mais pra lá …. ou pra cá …. na historia das religiões …. me diga .. qual seria o interesse político em uma filosofia que produzisse homens aptos para a felicidade real ?

          Ou homens que não sofressem de Culpa … por buscá-la ? Ou por encontrá-la na verdadeira simplicidade de simplesmente ser ?

          Por isto Nit afirmou que sua filosofia é pura dinamite !!!!; ela não tolera a culpa :

          – Muitos tomam Nietzsche como um filósofo superficial, que só queria agredir, pois sua forma de se expressar é radicalmente diferente dos demais filósofos, que eram “certinhos”. No entanto, ao ler seus livros e montar o mosaico de suas ideias, percebe-se uma profunda crítica aos valores da sociedade ocidental feita de forma poética e apelando aos instintos do leitor. A própria forma de se expressar já era uma crítica à filosofia ocidental, que “deveria” ser “logicamente estruturada”. Para ele, toda a filosofia ocidental após Sócrates é uma tragédia, uma lástima. Nietzsche acreditava que os pré-socráticos estavam certos, pois faziam filosofia com instintos, poesia e mitos, tinham uma filosofia a favor da vida. Nietzsche afirma categoricamente que todo o pensamento ocidental após Sócrates é uma negação da vida, que teve seu ponto alto com os valores cristãos, que ele chamava de “filosofia de escravos”. Nietzsche não é um filósofo que se lê, é um filósofo que se enfrenta. O próprio Nietzsche alerta o leitor: “eu não sou um homem, eu sou dinamite”. –

          bjs

          Fy

          Comment by Fy — 22/05/2013 @ 12:52 AM

  13. Pensavo di mettere il vostro logo sul nostro sito con il vostro link per dar modo ai nostri visitatori di conoscere il vostro blog. Cosa ne pensi?

    Comment by tommaso — 19/05/2013 @ 11:41 AM

  14. Aloha Anarco, Fy,

    Vejam eu não lí este livro do Menninger, e não posso opinar sobre os argumentos que te impressionaram, Anarco.
    Mas a Fy deve estar confundindo com outro autor, porque embora considere o Menninger um sujeito bem intencionado, não é minha linha de pensamento. Famoso, teve sua importância, sem dúvida, mas totalmente suscetível a críticas. É uma outra embrulhada entre Psicanálise e religião, que observa e endossa , com louvor , o pensamento da crentaiada, tipo, a conversão cura a homosexualidade. Foi um grande humanista, um homem de muito trabalho, mas segue uma linha que não me agrada.
    Eu lí WHATEVER BECAME OF SIN? , que não passa de uma sessão evangélica e uma forma simplista de analisar a loucura, alem do pessimismo ameaçador caracteristico cristão.

    Ele exalta a eficiência dos sacerdotes, huahuhaua, que, como representando deus, podem aliviar a culpa dos pecadores…. e acrescenta que se pudesse convencer os pacientes nos hospitais psiquiátricos de que seus pecados foram perdoados por padres e por deus , 75% deles receberiam alta no dia seguinte.

    Claro que com esta facilidade , as atrocidades bárbaras cometidas pela historia da psiquiatria poderiam ter sido amenizadas. Mas como, se as igrejas foram as grandes manipuladoras de hospícios, matadouros e horrores ?

    Mas, voltando ao tema do suicídio, eu concordo com voce Fy, desde que seja uma decisão consciente.

    Beijo a todos,
    Tio Guz

    Comment by Gustavo — 22/05/2013 @ 5:50 AM

  15. Completando meu ponto de vista , Anarco, no livro WHATEVER BECAME OF SIN? Traduzido como o PECADO EM NOSSA ÉPOCA , o tal internacionalmente famoso Karl Menninger conclama os pais e educadores a recolocarem deus no coração dos jovens, e com deus a consciência do pecado e da santidade, para que possam dizer sim ao que constrói e não ao que destroem, evitando , assim, que o mundo se torne um mundo cão .

    Tendo por pano de fundo a realidade de um deus que é amor, o pecado constitui uma das mais úteis tensões construtivas da personalidade, um magistral fator educativo de qualquer coração.

    Está superada a visão superficial e supersticiosa que via na noção de pecado uma fornalha de neuróticos.

    Um cara deste não pode ser Psiquiatra ….

    Este tipo de afirmação que corresponde ao discurso cínico pastoral , reduz a Inteligência Humana a uma Inteligência Ovina ( carneiros, ovelhas, Ovis aries) funcionando sob a tensão do Medo, transformado em lei cuja transgressão seria castigada pelo chicote de algum deus criado pelos espertos. Nada felicianamente diferente.

    Isto na opinião dele Normatizaria, hehe, a sociedade .

    Fico com Artaud !

    Beijo a todos
    Tio Guz

    Comment by Gustavo — 23/05/2013 @ 12:58 AM

  16. Articolo molto interessante… di sicuro non sempre i soliti consigli triti e ritriti… grazie per lo spunto.

    Comment by roma-traslochi — 23/05/2013 @ 1:45 AM

  17. Non mi capita mai di fare commenti sui blog che leggo, ma in questo caso faccio un’eccezione, perché il blog merita davvero e voglio scriverlo a chiare lettere.

    Comment by alessio — 23/05/2013 @ 1:45 AM

  18. Posso solo dire con sollievo che ho trovato qualcuno che sa realmente di cosa sta parlando! Lei sicuramente sa come portare un problema alla luce e renderlo importante. Altre persone hanno bisogno di leggere questo e capire questo lato della storia.

    Comment by trasloco-ufficio — 01/06/2013 @ 10:41 AM

  19. Free Japan

    We wanted to share with you the best way impressed I’m in your service and product. I really wanted one to know that am almost certainly going to order extra of my own stuff via you due to their low fee in freight along with the speedy shipping and del…

    Trackback by Free Japan — 27/06/2014 @ 11:34 PM


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

Blog at WordPress.com.

%d bloggers like this: