windmills by fy

21/05/2013

downtown

Filed under: Uncategorized — Fy @ 8:29 AM

                                                                                                                                  

foto branco 1 cidade espaço

foto cidade gus

 

 

 

 

 

– explorar todo um circuito de conceitos , ondear em várias praias ,

procurar reflexões mais significativas pra não cair no   “ again and again ”   das análises clichês

e continuar resumindo o enredo inteiro no pas de deux mirabolante e chatinho :

ego – self – sombras – deus – céu – inferno – bem e mal – – – –

ou

[ again ]

. . . o ego e o self … – cansadinhos ….

aiaiai …. se perseguindo pelo palco do New York State Theater ,

terminando sempre num bizarro fouetté > . . . au contraire …

– ah … um pouco de possível . . . – sempre .

 

 

 

– explorar estas margens do circuito atual , daquilo que nos afeta , que nos constroe ou desconstroe ,

daquilo que aceitamos ou modificamos – : nos construindo , nos modificando ,

tentar burlar de alguma forma a circulação de imagens que se nos apresenta de maneira mais óbvia e direta ,

para encontrar aquilo que pode hoje proporcionar reflexões significativas , efetivas . . .

além das manifestações de modismos e /ou fetiches – ” aleluiosos ” e detestavelmente vazios .

 

 

Este é o lema da psicologia arquetípica , fundada por James Hillman .

 Fazer alma, cuidar da alma do mundo, e eu enfatizaria : No Mundo !

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Des-identificar a alma de uma fantasia cientificista cerebral

e também de uma localização intra-psíquica ou … [ estrambólicamente metafísica …. ,

celebrada pela clínica representacional do século XX e . . . caminhar …

em direção a uma psicologia fenomenológica : em direção a uma clínica imaginal !

A Imaginação ou Fantasia , em termos mais precisos ,

como matéria-prima da realidade psíquica não é privilégio de uma esfera ou outra ,

pois se apresenta em diferentes circunstâncias ,

individuais ou coletivas , evidentemente ,

com características peculiares a cada um desses contextos !

Independentemente da idéia de uma alma internalizada no indivíduo –

resquício de uma – [ “in” ] – ” compreensão metafísica ” da obra de Jung que . . .

sabemos , hahaha – : não se dá à toa –

há a Alma do Mundo , das Cidades , dos Grupos para ser contemplada e re-imaginada .

Mas antes da falar sobre Hillman , ou de seu Fazer Alma ,

é preciso compreender o que é Alma neste contexto .

E então  achei melhor dividir este tema em duas partes ,

[ meus posts nunca ficam pequenos …. ] até porque esta primeira eu já devia pro Anarco – que , tão deliciosamente

encontrou , ” sentiu ”   e nos trouxe a Alma de Sampa em seu incrível  :

 

 

 

foto anarco post hillman

 http://anarcoblog.wordpress.com/?s=eu+te+amo

Então … o que é      ” alma “       para a psicologia arquetípica de James Hillman ?

Alma é uma palavra que incomoda .

Devido as suas conotações religiosas ,

falar em alma abala a psicologia naquilo que Hillman denominou ” complexo de ciência “ ,

que leva à eliminação de importantes experiências psíquicas

por não se encaixarem dentro de um determinado conceito de cientificismo .

 

 

 

É importante lembrar que tanto Freud como Jung usaram a palavra alma – ” seele ” em alemão –

para expressar a experiência da interioridade .

Foi o tradutor oficial de Freud para o inglês quem contribuiu decisivamente

para a diminuição do valor da palavra alma dentro da psicologia .

Em vez de traduzir ” seele “ por ” soul “ ,

preservando a formação romântica de Freud ,

escolheu optar por ” mind ” , palavra de sonoridade acentuadamente científica .

A palavra ” mind “ afasta-se do campo poético e religioso

para fortalecer seus vínculos com o registro biológico .

 

Fica então estabelecida a associação entre mente-cérebro-orgânico-concretude .

Prova disso são os próprios cérebros concretos , fedorentos e desnecessários ,

levados às salas de aula nos cursos de psicologia .

E a alma ?

Pode ela ser levada , mostrada e verificada em algum grau de concretude ?

A alma resiste a qualquer tentativa de conceituação com a intenção de fixá-la numa definição precisa .

A principal característica da psicologia arquetípica é a sua posição re-visionista em relação a própria psicologia .

Esta revisão se faz a partir do ponto de vista da alma .

 

 

 

 

 

O trabalho da psicologia é oferecer um caminho

e achar um lugar para a alma dentro de seu próprio campo .

Hillman nos fala que cada área de conhecimento possui a sua raíz metafórica ,

o seu princípio básico de funcionamento .

 

 

 

 

 

 

Se para a medicina a raíz metafórica é o corpo , para psicologia sua raíz metafórica é a alma .

Podemos apresentar a alma como sendo um outro que se revela com seus desejos ,

que se expressa através do jogo fenomenológico das imagens com seu discurso que é ,

fundalmentalmente : metafórico .

 

 

O que a psicologia arquetípica quer ressaltar é que a alma é uma Perspectiva : não uma substância .

 

 

 

É um ponto de vista em relação as coisas ,

um instante de reflexão entre pensamento e ação .

Alma é o que torna possível a existência de significados , pois transforma eventos em experiências .

Esta transformação se opera quando penetramos no interior dos eventos

para que eles possam entrar em contato com o nosso interior .

Por isso , tudo que toca a alma passa a assumir uma sensação de grande importância .

A alma de qualquer coisa é sua parte mais fundamental e vital .

Dizer que algo toca nossa alma é dizer que esse algo é fundamental.

Um evento é uma vivência externa ,

ao passo que uma experiência é uma vivência interna plena de significados ,

justamente por envolver a alma , que por sua vez nos conduz a um aprofundamento nesta mesma vivência .

Alma e Profundidade são inseparáveis , um dá sentido ao outro e vice-versa .

Hillman reconhece os perigos da utilização da palavra alma .

Corre-se o risco de ser substancializada , transformando-se numa espécie de ser invisível .

Alma nos interessa no seu uso imaginativo , metafórico e retórico:

alma como metáfora primária da psicologia arquetípica .

 

 

 

 

 

Cultivar a alma : é esta a proposta de Hillman ,

cultivo este que será construído passo a passo nas relações entre o ego e a alma .

A alma será cultivada na medida em que o ego for se transformando num ego-imaginal ,

isto é, na medida em que aceite e aprenda a conviver no Imaginal : a viver no mundo das imagens .

A expressão para ” cultivo da alma “ em inglês é     ” soul-making “

que numa tradução literal significaria     ” fazer alma ”   .

Cultivar e fazer são verbos de ação que transmitem adequadamente a idéia de que deve haver um trabalho de construção

para obtermos um sentido de alma .

 

 

 

 

Porém, o verbo fazer é mais pertinente,visto que ele é a tradução da palavra grega   ” poiesis “   , poesia .

 

 

Por este motivo, Hillman coloca seu trabalho sob o signo da retórica da poética ,

” o poder persuasivo de imaginar em palavras ” .

Sua psicologia assume que a alma possui uma base poética e é a partir desta base que a alma cria suas ficções .

A expressão ” soul-making “ foi retirada de um trecho de uma carta do poeta inglês John Keats :

 

 

” chame o mundo , por favor , de vale de fazer alma , . . .

. . . descobrirás , então , para que serve o mundo ” . . .

 

 

 

 

 

Ao utilizar esta expressão ,

Hillman revela que seu fazer é totalmente calcado no mundo ,

que a alma a ser cultivada não é apenas a ” minha “ , encontrada no meu ” interior “ ,

mas também : a alma do mundo , ou seja : a alma dos carros , edifícios ,

negócios , doenças , esportes , televisões , transportes , tetos …

Tudo é objeto para uma reflexão psicológica .

 

 

Para cultivarmos a alma temos que estar no mundo ,

pois as imagens sobre as quais nos debruçamos pertencem a ele e não a nós .

 Vodpod videos no longer available.

Para que ocorra o cultivo da alma é imprescindível que vivamos a vida inseridos no mundo ,

que não busquemos nada para além dele como nas disciplinas espirituais que negam ou desvalorizam o mundo ,

nem que busquemos algo para aquém dele como nas práticas psicológicas

que se interessam unicamente pelos aspectos subjetivos .

O movimento em direção à alma é um movimento de interiorização , um olhar para o interior das coisas .

Porém esta interiorização não deve ser confundida como o interior do homem ,

mas sim o interior das coisas , de todas as coisas .

Hillman resgata a antiga idéia neoplatônica de Anima Mundi , a alma do mundo ,

para mostrar que tudo possui alma ,

que em tudo é possível haver interiorizações .

 

 

 

 

 

O olhar proposto pela psicologia arquetípica se assemelha ao olhar do poeta

que percebe o mundo não como se ele fosse uma res extensa cartesiana , um mundo de objetos vazios .

O olhar do poeta/psicólogo irá perceber o mundo como uma fonte inesgotável de imagens ,

interessando-se em descobrir a sua retórica .

 

 

Perceber as imagens do mundo é fotografá-lo com a máquina do devaneio ,

devaneio no sentido de Gaston Bachelard ou …

Sem devaneio , o mundo permanece imerso na escuridão , apagado , escondido e sem poesia .

Em oposição à concepção do mundo como um lugar de objetos vazios ,

resgatamos a idéia de Anima Mundi , a alma do mundo ,

pela qual entende-se que cada coisa oferece a sua imagem através da sua forma visível e disponível para a imaginação .

A idéia de Anima Mundi possui também conexões políticas

fazendo com que a psicoterapia desloque o seu interesse com questões exclusivamente subjetivas

para um interesse na psicoterapia do mundo .

 

 

 

 

 

O mundo , agora, é o nosso verdadeiro paciente .

Se o mundo se apresenta em formas ,

cores ,

cheiros e texturas

faz-se necessário recuperar um senso estético .

 

 

A intenção de Hillman é a de desenvolver um senso estético para a psicologia .

Senso estético não se confunde com uma preocupação com o embelezamento .

Hillman emprega a palavra estética no seu sentido grego de aiesthesis: percepção , > qualquer coisa percebida é estética .

O que Hillman está propondo é que a psicologia necessita de Beleza .

 

 

Se concebermos a psicologia ainda como fundamentada na visão médica do comportamento humano

e de sua vida emocional , o valor primário para ela será a noção de saúde .

Porém se reinvidicarmos uma psicologia fiel as suas origens arquetípicas e etimológicas ,

isto é , uma psicologia à serviço da alma ,então o objetivo do nosso trabalho ,

diferentemente da visão médica não será a saúde , mas sim a Beleza .

 

 

 

 

 

Recuperar a Beleza como um propósito da psicologia

é criar uma resposta estética para as coisas do mundo .

O que queremos é uma psicologia estética que resgate uma relação sensual com as imagens .

Uma psicologia animada pela Beleza é necessariamente uma psicologia que resgata

a importância da percepção para a alma .

 

 

Não à percepção dominada e aprisionada pelos laboratórios e

dinâmicas psicologizantes que insistem em manter a dicotomia

entre uma realidade psíquica constituída de sujeitos animados

e uma realidade exterior composta de objetos inteiramente destituídos de alma .

Queremos nos aproximar dos gregos e de sua noção de aiesthesis ,

palavra usada por eles para se referir à percepção .

Aiesthesis significa uma reação de susto , espanto e surpresa

frente as imagens apresentadas .

Perceber não é mais uma operação do olhar regida pelo Logos da consciência .

Ser fiel a noção de aiesthesis implica em poder deslocar o órgão da percepção do olhar para o coração .

Privilegiar a Beleza é poder reagir com o coração , despertá-lo de seu entorpecimento ,

muitas vezes provocado pelos ansiolíticos da vida moderna ,

e convocá-lo a assumir o lugar que lhe é devido .

 

 

 

 

 

Privilegiar a Beleza é poder reagir com o coração , despertá-lo de seu entorpecimento ,

muitas vezes provocado pelos ansiolíticos da vida moderna ,

e convocá-lo a assumir o lugar que lhe é devido .

Para os antigos , o órgão responsável pela percepção era o coração ,

ele era associado as coisas do sentido .

Para os gregos o coração era o órgão da sensação e da imaginação .

Se a sua função no mundo antigo era apreender imagens ,

perceber pelo coração é promover uma reação estética frente as imagens apresentadas pelo mundo .

A palavra coração não deve ser entendida no seu sentido literal ,

devemos evitar o inimigo principal da psicologia que é o literalismo

visto que o discurso da alma é e sempre será metafórico e poético .

 

 

 

 

 

Não se trata do coração músculo ,

menos ainda um coração que supostamente sedia os sentimentos pessoais .

Trata-se de um outro coração , o coração da ” vera imaginatio “ .

O pensamento do coração não precisa estar ligado

a experiências e vivências que o ” eu “ por acaso teve ,

pois o seu pensamento é imaginativo .

O pulsar deste coração é ficcional ,

dele não brotam confissões subjetivas mas : relatos objetivos sobre o mundo das imagens .

 

 

 

 

 

Propor uma psicologia baseada na Alma , Beleza e no Coração é considerá-la

menos um método de compreensão cognitiva

e mais um modo de cultivar nossa sensibilidade estética ,

é operar um deslocamento significativo dos neuro-transmissores cerebrais

para as imagens metafóricas do coração .

 

 

 

 

 

Privilegiar o coração é se mover em direção ao reino da imaginação , movimento este que se faz psicológico por excelência .

 

 

 

 

 

A psicologia arquetípica nos ensina a existência de um deus em cada perspectiva ,

em cada posição assumida por nós .

Estamos sempre envolvidos dentro de uma fantasia arquetípica e de uma ficção mítica .

Deste modo , buscamos que a psicologia se distancie serenamente de Apolo , Hera e Atená , deuses da razão ,

representantes dos princípios da consciência e do Logos

e que ela venha se aproximar mais de Eros , Dioniso e Hermes , deuses ligados ao mundo dos mistérios e das transformações .

 

 

 

 

 

Neste novo cenário , a psicologia inicia o seu culto a uma nova deusa e seu nome é Afrodite ,

a Deusa da Beleza para os gregos .

Reconhecer a presença de Afrodite é reconhecer que cada coisa sorri , possui fascinação e provoca aiesthesis .

 

 

É Afrodite quem nos permite considerar o mundo

não apenas como uma assinatura codificada para ser decifrada em busca de significados ,

mas o mundo como uma fisionomia a ser encarada , isto é ,

o mundo se apresentando sensorialmente como um rosto revelando sua imagem interior

e sua disponibilidade para a imaginação .

 

 

Com Afrodite percebemos o mundo em sua visibilidade ,

em sua diversa e infindável variabilidade de formas , cores , texturas , sons , . . .

 

 

 

 

 

Perder a Deusa é cair num mundo seco e árido desprovido de imagens estéticas ,

repleto de abstrações conceituais onde os deuses se tornam anônimos por perderem suas imagens , seus mitos e seus rostos .

 

 

Afrodite é um imperativo para a psicologia e Beleza é sua necessidade .

 

 

 

 

 

É importante ressaltar que quando falamos de Beleza ,

estamos afastados de qualquer preocupação com embelezamento ,

nenhum critério artístico sobre o que é belo ou feio , nenhum julgamento acadêmico sobre o belo .

 

 

 

 

 

Seguimos a tradição neoplatônica que concebe a Beleza como ” pura manifestação ” ,

Beleza é a exposição de fenômenos .

Ela não se localiza nem no sujeito , isto é , no olho do observador como também não está no objeto ,

onde a beleza é reduzida a formalismos conceituais .

Queremos imaginar a Beleza como algo constitutivo do mundo , inerente a ele ,

Beleza como permanentemente dada , sempre à mostra em suas qualidades .

E a esta Beleza que se refere Afrodite , a Deusa dourada e sorridente .

É através dela que todos os outros deuses podem vir a se manifestar deixando de ser abstrações teológicas

para poderem manifestar suas qualidades aos sentidos .

Os deuses se desligam de sistemas conceituais metafísicos

e encarnam nas coisas do mundo podendo serem vistos , ouvidos e sentidos .

Os deuses revelam suas faces seja no sabor de um vinho ,

na cólera de uma discussão , seja no delicado passeio dos dedos pelos cabelos de uma mulher .

 

 

 

 

 

Na ausência de Afrodite , na supressão da Beleza , formas, fenômenos e deuses

ficariam para sempre condenados a se ocultar . . . , impedidos de realizarem suas aparições .

 

 

 

 

 

É esta a noção de Beleza que interessa para a psicologia .

Beleza regida por Afrodite como percepção sensorial ou aiesthesis ,

apostando na visibilidade do mundo e seus objetos

e afirmando que a aparência é uma das formas da alma se revelar .

Se o mundo só é possível de ser conhecido através de sua Beleza ,

devemos sofisticar nossa percepção ,

aprimorar nossa aiesthesis .

 

 

 

 

 

Devemos reeducar nossos olhos , mãos e ouvidos para obter uma nova sensibilização para os detalhes ,

para apreciar a singularidade com que cada evento se apresenta para nós .

Nossa educação deve se voltar mais para a alma e a imaginação ,

retomar a noção de paidéia dos gregos e a formação humanista do homem renascentista .

 

 

A alma requer estudos de História , Antropologia , Artes , Literatura , História dos Costumes , etc .

Para os psicólogos : menos leitura de livros de psicologia e mais ensinamentos sobre como ler livros psicologicamente .

 

 

A alma e Beleza se alimentam muito mais de quadros e esculturas de Salvador Dali ,

de filmes de Frederico Fellini , da literatura de Machado de Assis e de músicas de Caetano Veloso

do que da pesquisa de comportamento de ratos em laboratórios ,

de estudos estatísticos ou de análise dos distúrbios de atenção na consciência .

 

 

 

 

 

– Hillman nos diz :

” se você quer estudar Jung , não leia Jung . Leia o que Jung leu . Leia o ” Fausto de Goethe ” .

Atualmente na Psicologia só se lê Psicologia .   Ninguém lê Literatura ou Filosofia   !

 

 

 

 

 

Retornando a nossa deusa , afirmamos :

perceber é o modo de conhecer o mundo e Afrodite é a sedução ,

a nudez das coisas como elas se revelam para a imaginação sensual .

Cultivar uma relação estética é nos aproximar-mos da inteligibilidade aparente das coisas ,

seus sons , seus cheiros e suas formas ,

falar através das reações de nossos corações , respondendo a olhares ,

tons e gestos das imagens entre as quais nos movemos .

 

 

 

 

 

É este o nosso desejo :

suspender a repressão a Beleza e convidá-la para retornar ao campo da psicologia .

Uma psicologia com alma e regida por Afrodite , a deusa da Beleza ,

aquela que para os gregos mas também para nós : ” possui o sorriso que torna o mundo mais prazeroso e amável ” .

Trabalho difícil , apaixonado , árduo e laborioso .

Porém , fundamentalmente , trabalho feito com Alma em nome da Beleza .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

– Marcus Quintaes

fy

 

40 Comments »

  1. Aprendemos, dentro de uma tradição teológica, que a alma existe antes dessa vida e persiste após ela. O problema é que não nos lembramos do que antecede o nosso nascimento e nem tampouco sabemos o que acontece post mortem. Então o que sabemos da alma, no presente, é o que está em nossa mente, que possui diversas camadas, nem todas facilmente conhecidas, pelo menos é que nos diz a psicanálise.

    Logo, o que vem antes e o que acontece depois é uma questão metafísica. Já o que acontece entre o nascimento e a morte é o que passa diante dos nossos olhos. O que á alma? Seria o que trazemos para este mundo, o que adquirimos ou perdemos e o que levamos?

    Será errôneo dizer que um gênio como Mozart não trouxe algum talento para a sua existência? Como explicar a sua genialidade, já notada na infância? Memória genética?

    Creio na dúvida. Pois a dúvida é o que nos movimenta, nos faz caminhar para a evolução. A certeza do nada ou de algo, não nos permite duvidar. O que movimenta a alma é a dúvida. Duvide de si mesmo e evolua. Duvide de sua evolução e evolua. Acredite em suas dúvidas e duvide de suas crenças. Vivemos para evoluir. Quando evoluímos, a alma se eleva. E o caminho da alma virtuosa é o amor.

    Comment by billy shears — 21/05/2013 @ 11:31 AM

    • – Aprendemos, dentro de uma tradição teológica … –

      Hi Billy !

      Sim, conheço por curiosidade e interesse diversas interpretações teológicas sobre o que somos, quem somos e porque somos.
      E as respeito como significantes no terreno em que operam. Mas considero este terreno fantasioso,

      E, como o próprio Hillman afirma, neste ensaio que escolhi, também possuímos a fantasia , interagimos com e através dela. Sempre.

      Em relação à existencias anteriores , reencarnação, evolução espiritual através de vidas e vidas, carmas, ou juízo divino, não é a fantasia que me atrai ou convence .

      Eu creio nesta Vida como único palco de nossa experiência. Como única ferramenta de nossa evolução .
      Eu só posso imaginar a evolução através da experiência .

      A crença em outras vidas, em outros mundos, ou mundos espirituais [ pq creio na existência de vida em outros planetas, claro ] é um excelente paliativo para o velho medo da morte . Mas veja : não que eu não a tema, ou a deseje …. hahaha – mas sei – e todos sabemos – que nasci , vivo e morrerei > e isto é natural .

      Não creio que venhamos com marcas ou talentos ou tendências anteriores. Creio que cada um de nós possua sim tendências, afinidades , facilidades diferentes . Mas também sei que precisamos de um mundo apto a nos receber permitindo que estas características se aprimorem , mais : se exteriorizem.

      Este interesse : o interesse por um mundo melhor, onde as oportunidades sejam acessíveis a todos, – independente dos que a buscam ou não – só é possível para os que estão interessados no mundo : neste Mundo . Nesta Vida .

      – Veja, existe uma afirmação do mal-amado Kardec, em que ele diz que a Terra é o purgatório .

      Creia : aquele purgatório que os católicos inventaram !!!! Assim como inventaram um deus tão “humano” qto o mais torpe entre eles . Inventaram um céu, um mundo … hahaha cheio de anjos insalubres e assexuados, voando pra cá e pra lá : cantando amén .

      “Ofertaram-nos” também com a única maneira ou mapa de chegarmos até lá : – ignorando nossa humanidade , nossa verdadeira identidade com tudo o que ela naturalmente possui e nos resignando a cantar Amén acompanhando um coro inexistente .

      Eu tenho um post fantástico, de um filósofo que adoro : brasileiro e pra lá de inteligente : o Fuchs que responde até com uma pitada de humor poético quando interrogado sobre reencarnação e imortalidade – vale a pena ! :

      https://windmillsbyfy.wordpress.com/2010/09/01/conversando-com-thomas/

      – Creio na dúvida. Pois a dúvida é o que nos movimenta, nos faz caminhar para a evolução. A certeza do nada ou de algo, não nos permite duvidar. O que movimenta a alma é a dúvida. Duvide de si mesmo e evolua. Duvide de sua evolução e evolua. Acredite em suas dúvidas e duvide de suas crenças. Vivemos para evoluir.-

      bj

      Fy

      Comment by Fy — 22/05/2013 @ 12:39 AM

  2. Oi todos,

    Nossa quase comentei no post errado, cliquei no Guz! Fyyyyyy – SEX – SOUL and the City !!!!!

    Genialíssimo! Até parece que fui euzinha quem deu a dica do Armani…. lindas propagandas, a idéia foi sublime .

    Billy, Billy, eu sempre me perguntei qual é a deste papo de espírito. Tanto espírito, todos sábios, beleza, massss, o que é que isto resolveu ou resolve?Porque esta atração tão grande por qualquer coisa que não esteja viva, participante ou que prescinda de um corpo ?

    Fy vou continuar em outro, o espaço do comentário encrencou de novo.

    Comment by Juliana — 22/05/2013 @ 6:30 AM

  3. então, eu resumo tudo isto nesta questão, almas, anjos, deuses, e todas as mandracarias religiosas, nos levaram aonde? nos trouxeram o que?

    Infelizmente Jung caiu nesta confusão metafísica, que não satizfaz nenhum parâmetro: nem o científico e nem o religioso. Ficou uma coisa assim, solta no ar, lunática, uma distração pra quem não tem o que fazer, e morre em vida de insatisfação crônica, como no caso da bacia das almas..##44##@&** Procurando self, matando ego, dando nó em pingo d´agua… enquanto o que não falta no mundo é a necessidade da participação efetiva de quem acredita nele. Parabéns pra Hillman! E que seja bem vinda a Imaginação mais rica de Vida e de Atitudes, é dela que o nosso mundo precisa.

    bjitos pra todos ,

    Ju

    Comment by Juliana — 22/05/2013 @ 6:55 AM

  4. Eu não sou de ler mas tá melhor que hq. Lí tudo. Bom demais.Voces sabem tão bem quanto eu que este papo de self, pirou o cabeção de muita gente e terminou em Zurich entre JungXcrazy spirits tomando cha. Ou cachaça. Acho que cachaça. Perdidaços na doideira cristã. Imagina só topar com um psicólogo assim. É bonito pra ingles ver, ou suiço, ou pra fräulein von Franz.

    Comment by duc@ — 22/05/2013 @ 7:36 AM

  5. Fy e Juliana:

    Bom, dentro de um perspectiva questionadora, por que não duvidar que além deste mundo material que vemos, possa existir um outro mundo/dimensão, que convive com este. Outros seres, imateriais, que ainda que não sejam onipotentes, e, portanto não têm o poder de nos fazer de marionetes, possam interagir conosco, nos influenciarem para o bem e para o mal. Por que não?

    Há tantos fenômenos que não conseguimos explicar; nem mesmo os mais céticos, podem afirmar com certeza as suas crenças materialistas, pelo menos para mim.

    É apenas o meu ponto de vista; uma esperança, talvez. Entender que há algo além do plano material, é uma conclusão que tenho chegado, cada vez mais, de acordo com algumas situações que já me deparei ao longo da minha vida.

    Tudo bem, pode ser uma atribuição de sentido aos fatos, que só se aplica ao meu caso específico. Sim, por que não? Não estou fechado em copas para nada. A vida sempre irá me surpreender. Só a morte que não, pois ela é certa…rsrsrs

    Comment by billy shears — 22/05/2013 @ 10:17 AM

    • Oi Billy,

      Eu penso que esta questão lançada por voce seja, talvez a mais importante neste quadro de comentários. Pois vai de encontro diretamente à razão que inspirou o discurso deste pensador , o James Hillman, neste post e no anterior.

      Veja lá, em torno desta idéia, lançada por ele, em busca de outros parâmetros para a Psicologia, e que eu também chamaria de Filosofia, ou Sociologia, ou mesmo Antropologia, gira fractal e abrangente a noção de Super Homem nietzschiana, tão mal compreendida.

      Sim, é esta a noção que serve como “papel” para os escritos destes pensadores atuais. (Deleuze, Derrida, Foucault, Artaud, e outros que não me ocorrem de imediato, mas a lista é grande e produtiva)

      Vamos dissecar esta sua dúvida:

      por que não duvidar que além deste mundo material que vemos, possa existir um outro mundo/dimensão, que convive com este. Outros seres, imateriais, que ainda que não sejam onipotentes, e, portanto não têm o poder de nos fazer de marionetes, possam interagir conosco, nos influenciarem para o bem e para o mal. Por que não?

      Não há dúvidas em que possamos duvidar .

      Sem dúvidas ou questionamentos ainda morreríamos de gripe.

      Mas creio que não seria possível, dentro de seu raciocínio ,que seres de outra dimensão pudessem nos influenciar para o Bem ou para o Mal se não nos considerássemos marionetes ou sem que eles tivessem este poder.

      Veja que não há diferença nesta sua afirmação e outras afirmações falaciosas e religiosas que, resumindo, atribui a seres metafísicos este exato ‘poder’.

      Temos então o Homem reduzido ao Homem-Escravo de Nietzsche. O Homem simulacro de Platão , eternamente sujeito à forças superiores à sua capacidade e à batalhas desgastantes e contínuas em busca de uma perfeição fantasiosa.

      É justamente contra esta idéia de Homem- Escravo que surge o Super-Homem de Nietzsche.

      Justamente criticando este Homem-Escravo é que surge a Filosofia “dinamite” do amigo bigodudo .

      Ele como nos esbofeteia, atirando contra nossos rostos a verdaeira natureza do Homem. Suas capacidades, suas RESponsabilidadeS por tudo ou qualquer coisa que ele pense, raciocine ou decida.

      ‘A pessoa que faz uma livre escolha pode se basear em uma análise relacionada ao meio ou não, e a escolha que é feita pelo agente pode resultar em ações para beneficiá-lo ou não. As ações resultantes das suas decisões são subordinadas somente a vontade consciente do agente.

      A expressão, livre-arbítrio, costuma ter conotações objetivistas e subjetivistas. No primeiro caso as conotações indicam que a realização de uma ação (física ou mental) por um agente consciente não é completamente condicionada por fatores antecedentes. No segundo caso elas indicam o ponto de vista da percepção que o agente tem de que : a ação originou-se na sua Vontade. Tal percepção é chamada algumas vezes de “Experiência da Liberdade’.

      É esta: ‘A Experiência da Liberdade’ – que embora seja um ‘fato’ , os homens fracos, segundo Nietzsche, se recusam a encarar .

      E a Experiência da Liberdade, segundo a filosofia de Nietzsche é a que não admite a linguagem que, na sua tentativa de reprodução ou de justificativa , paralise a vida ao invés de entranhar-se nela, ao invés de imprimir-se nela como objeto concreto e passível de dedução, lógica e experiência.

      É uma Filosofia que nos atira sem delongas em nossa real capacidade, a retira de eternas suscetibilidades metafísicas ou não e, nos devolve o tão temido Poder de Decisão e Discernimento.

      Se tomarmos o termo ‘meio’ a que me referí lá em cima, podemos facilmente atribuir ao ‘meio’ sejam quais influencias forem : metafísicas ou não, independente do que acreditarmos ou do que ainda pode nos surpreender .

      Eu, particularmente penso que a busca por este Homem, consciente e senhor de sí e de seu mundo seja uma das últimas esperanças de nossa historia como raça.

      De outra forma, teremos que não ter resposta ao questionamento da Juliana.

      Beijo a todos
      Tio Guz

      Comment by Gustavo — 23/05/2013 @ 1:54 AM

      • É, gente,eu acho que a Psicilogia e a religião tem muito o que devolver ao mundo.
        E, sabe o que eu acho, Gustavo, que tirando a prova dos nove, o super-homem é inevitável, mesmo que ele esteja escondido ou camuflado dentro de nós. Seja por Coragem ou por Covardia ele está lá, nos provando que o que conta é a vida, e o nosso pique de decidir vivê-la ou o de passar por ela.

        Quanto a espíritos, almas ou anjos e demonios, tambem acho estranho como eles só existem pra quem acredita neles.
        E tambem não suporto Kardec. Haja ladainha e humilhações.
        bejinhos da Carolzinha que adora um “vamos ver”! Adorei o post, amiga!

        Comment by Carol — 23/05/2013 @ 2:27 AM

        • e as músicas !

          Comment by Carol — 23/05/2013 @ 2:28 AM

          • Tb adoro um vamos ver !

            bj
            Fy

            Comment by Fy — 24/05/2013 @ 6:44 AM

      • Putz cara, sempre li que o Nit foi um grande crítico desse “livre arbítrio” tao falado. Estaríamos de uma certa forma envolvidos em nossa natureza e instintos.

        Comment by cassiano — 23/05/2013 @ 2:31 AM

        • “Onde quer que as responsabilidades sejam procuradas, aí costuma estar em ação o instinto de querer punir e julgar. Despiu-se o vir-a-ser de sua inocência, quando se reconduziram os diversos modos de ser à vontade, às intenções, aos atos de responsabilidade. A doutrina da vontade é inventada essencialmente em função das punições, isto é, em função do querer-estabelecer-a-culpa. (…) Os homens foram pensados como “livres”, para que pudessem ser julgados e punidos – para que pudessem ser culpados. Conseqüentemente, toda ação precisaria ser considerada como desejada, a origem de toda ação como estando situada na consciência (- com o que a mais fundamental fabricação de moedas falsas transformou-se, no interior do psicologicismo, em princípio da própria psicologia…) [Nietzsche, 2000: 49]”

          Comment by cassiano — 23/05/2013 @ 3:01 AM

          • Aloha Cassiano,

            Outro excelente argumento… o post promete.

            Voce tem razão, amigo, a expressão ‘livre-arbítrio’ ganha um sentido bastante provocador na filosofia de Nietzsche.

            Mas, e a meu favor, a utilizei aqui em minha argumentação com o Billy, como referência e lembrança aos ensinamentos da Doutrina Espírita. E embora tenha citado Nietzsche , não a citei em seus parâmetros universais.

            Voce colocou trechos de um artigo muito interessante que utiliza o ponto de vista nietzschiano como mediador em relação à política de leis, transgressões e punição .
            http://www.cei.unir.br/artigo70.html

            Muito bom por sinal, e deixo o link à disposição.

            Troquemos então a expressão Livre-arbítrio, para isentar, livrar a ‘Livre-Escolha’ ou Liberdade – em seu sentido mais puro, como salienta Nietzsche – da visão do filósofo em relação à primeira.

            Mas, enfatizando seu comentário, Nietzsche denomina “livre-arbítrio” à interessantíssima escolha “concedida” ao homem “dentro” dos parâmetros de moral estabelecidos pelo Estado ou pela melhor idéia e estratégia do Estado : a Religião.

            Sim , “dentro” destes dois receptáculos detentores da Moral que a estabelecem como Lei , estaria constrangida a escolha do homem ou sua liberdade : melhor definida na expressão “livre-arbítrio”.

            Exatamente por isto Nietzsche a acusa de falsa .

            hehe, incluindo seu verdadeiro sentido : a escolha é sua : ser punido ou não .

            Isto não é Liberdade , segundo os parâmetros do filósofo Nietzsche. Podemos discorrer sobre isto em muitos comentários, pois a explicação procede .

            E entendendo Nietzsche corretamente, incluindo minha argumentação com o Billy, incluo certa ênfase no diagnóstico de Nietzsche sobre o século XIX, ou a clara indicação da predominância de grande cansaço na humanidade principalmente pelo modo de vida desenvolvido pela civilização ocidental judaico-cristã e absorvida em seus princípios pelo Estado centralizador.

            Esse cansaço do homem revela-se no niilismo. Apesar de ser um diagnóstico pertinente a um contexto histórico específico, percebe-se que vai além e ressoa na realidade presente.

            O niilismo ou a redução ao nada é sintoma do enorme cansaço acometido na sociedade civilizada constituída como rebanho, posto que guiado pelas forças que lhes são alheias. (dos parâmetros de moral estabelecidos pelo Estado ou pela melhor idéia do Estado : a Religião., como eu citei acima)

            Em verdade, Nietzsche anuncia o fim dos fundamentos transcendentais da existência de um deus como justificativa e fonte de valoração para o mundo, tanto na civilização quanto na vida das pessoas (mesmo que não queiram admitir).

            E enfatiza um acontecimento cultural quando menciona “fomos nós que o matamos”.

            Tal frase não traduz exaltação e nem lamentação e, sim, a constatação a partir da qual ele traça seu projeto na superação de um deus e das dicotomias presentes nos preconceitos metafísicos que julgam o nosso mundo.

            Assumir a morte de deus seria livrar-se dos pesados ídolos do passado e assumir sua Liberdade, tornando-nos estes mesmos deuses. Ou assumindo que sempre o fomos.

            Claro que esta filosofia acarreta um vasto leque de possibilidades , o que por sua vez acarreta uma enorme e real Responsabilidade , o que muitos não estariam dispostos a enfrentar.

            Pois a maioria ainda necessita de ter regras, autoridades dizendo “o quê fazer” , como julgar, como adentrar no significado do mundo, enfim como ler o mundo. O que é o Bem, o Mal e o quê fazer .

            E claro, utilizar o cômodo cardápio onde alguma Moral Artificial e Instituída distribuiu seus produtos a disposição de sua escolha, neste caso : seu livre-arbítrio.

            Abraço,
            beijo a todos,
            Tio Guz

            Comment by Gustavo — 23/05/2013 @ 6:11 AM

            • Gustavo, vamos temperar um pouquinho a tal questão do niilismo, livre-arbítrio, ou o Marcus Quintaes (brilhante o texto sobre Hillman) com a A Vontade de Poder no pensamento de Nietzsche.
              Vontade de Poder é a expressão da vida, sem nenhuma outra conotação, seja metafísica, religiosa, moral ou psicológica. Para seu entendimento como filofema (proposição filosófica) foram analisados outros conceitos tais como vida e existência , sendo a vida a expressão puramente biológica e a existência a construção psicológica que atribui um sentido à vida; ser humano, como o ente que se construiu, criando e desenvolvendo características específicas como a razão, a inteligência, a memória, o querer e a concrescência, o conhecimento, como recurso para construção da existência. Para entendimento deste ser humano, no pensamento de Nietzsche, é necessário enquadrá-lo dentro daquilo que ele chama de espírito histórico, civilização, mundo e forças vitais. Somente dentro deste conjunto de conceitos a Vontade de Poder se sobressai não só como a expressão da vida, mas também como seu enaltecimento.

              A vida ou se fortalece continuamente ou perece.

              A maioria dos interpretes , no entanto, se dedicou a analizar a Vontade de Poder – Wille zur Macht – sob o aspecto metafísico. Martin Heidegger , Karl Jaspers, etc.

              A expressão Vontade de Poder nas obras de Nietzsche, tanto nas que foram publicadas como nas que não foram, não tem esta conotação metafísica, em hipótese alguma.
              Ele não estava nem um pouco preocupado com a questão metafísica da Vontade de Poder.
              Sua preocupação era com a vida, e a vida “neste mundo”, que havia, segundo ele , perdido o sentido porque se fundamentou sobre valores supostamente absolutos e eternos, mas que ao perderem sua validade possibilitaram o surgimento do niilismo.

              Para Nietzsche , portanto e sem mais nenhum tipo de argumento, Vontade de Poder é enaltecimento da vida e nada mais ! E a vida, em implicita e total interação com o ambiente em que se manifesta, óbviamente.

              Éeste para mim o material que resume a Psicologia de Hillman e esta excelente apresentação do Marcus Quintaes.

              Bravos, Fy, mas estou curiosíssima sobre o filme que desencadeou toda esta interessante discussão.

              Bel

              Comment by Isabel — 23/05/2013 @ 10:32 AM

              • A vida ou se fortalece continuamente ou perece.

                então, Bel, como existem muitas maneiras de perecer, e outras muitas de enfraquecer a vida, explica-se perfeitamente a redundância que certas ideologias possuem, e que lhe são necessárias para que seus absurdos sejam engolidos e – hahaha – metabolizados…. –

                Acabei de ler nos comments do SDM, aquele frenético [ Assistam o Exorcista … Assistam o Exorcista … ] oferecendo mais um show de retrocesso e grosseira ignorância acompanhada por todo seu particular desequilíbrio. Pena … que pena .

                Mas isto se resume em cercar rebanhos … atrair como papel de mosca ,enfraquecer instintos, expulsar paixões; e com isso, a vontade de Potência ! Humana e tão natural à Vida.

                – Para Nietzsche , portanto e sem mais nenhum tipo de argumento, Vontade de Poder é enaltecimento da vida e nada mais ! –

                Não só para Nit como para a Humanidade. O resto é roubo , deturpação … e doença.

                bj
                Fy

                Comment by Fy — 24/05/2013 @ 6:08 AM

                • Esqueci : vou colocar o filme no próximo post .

                  Comment by Fy — 24/05/2013 @ 6:10 AM

            • – Exatamente por isto Nietzsche a acusa de falsa .-

              Ah … Gustavo > com 7 anos eu já acharia esta mandracaria estúpida ….

              – a maioria ainda necessita de ter regras, autoridades dizendo “o quê fazer” , como julgar, como adentrar no significado do mundo, enfim como ler o mundo. O que é o Bem, o Mal e o quê fazer .-

              papas… Felicianos …. Lulas … Castros …. e outros boçais …. como diz a Bia …

              bj
              Fy

              Comment by Fy — 24/05/2013 @ 6:34 AM

        • Cassiano, tem uma frase do Hume que gosto muito e que perpassa teu comentário : ‘” A razão é, e deve ser, apenas a escrava das paixões, e não pode aspirar a outra função além de servir e obedecer a elas”. “eu, eu, eu”” acredito nisso heheh.

          Abraço, amigo.

          Comment by Amélia — 23/05/2013 @ 12:45 PM

          • Oi Amélia, bem lembrado… Hume, o filósofo das Paixões …

            A razão é a faculdade que julga sobre a verdade e a falsidade, e pode julgar se as nossas idéias são verdadeiras ou falsas porque elas representam
            outras coisas.

            A paixão, ao contrário, é uma existência original ou uma modificação de existência, não uma cópia de algo, razão pela qual ela não pode ser nem verdadeira nem
            falsa [nem contraditória, nem ilógica], e portanto, não pode em si mesma ser nem razoável nem não-razoável.

            Mas como eu estava pensando em Nit, comentando lá com a Bel, lembrei de um lance que vale a pena colocar: Nietzsche diz que a tragédia grega, depois de ter atingido sua perfeição pela reconciliação da “embriaguez e da forma”, de Dioniso e Apolo, começou a declinar quando, aos poucos, foi invadida pelo racionalismo, sob a influência “decadente” de Sócrates. Assim, Nietzsche estabeleceu uma distinção entre o apolíneo e o dionísiaco: Apolo é o deus da clareza, da harmonia e da ordem , no caso : a razão ; Dioniso, o deus da exuberância, da desordem e da música : que aqui coloco como a Paixão . Segundo Nit, o apolíneo e o dionisíaco, complementares entre si, foram separados pela civilização em nome do chato do Sócrates …. hahaha
            Bjs
            Fy

            Comment by Fy — 24/05/2013 @ 6:23 AM

        • oi Cassiano ,welcome aboard,

          vc disse :

          Estaríamos de uma certa forma envolvidos em nossa natureza e instintos –

          e eu pergunto :

          – de certa forma ?

          bj
          Fy

          Comment by Fy — 24/05/2013 @ 7:02 AM

          • Eu disse sim. E ,se me permite, vou dizer mais alguns absurdos .. O que seria viver com

            total entrega a sua natureza e instinto? Isso existe?

            Ontem estava vendo uma entrevista com Mário Vargas Llosa, onde ele faz um paralelo

            Entre a deslumbrante e extraordinária obra do Jorge Luis Borges e a própria vida

            do autor Argentino, o qual foi extremamente pacata, comum, simples. Essa idéia do

            peruano me levou a pensar em Nit, o qual, apesar de todas sua idéias revolucionárias,

            sua literatura, me parece ter tido uma vida enquanto movimento, experiências, muito

            sem graça. Sei lá o cara viveu algum amor, sofreu por amor, teve amigos, teve filhos,

            passou boa parte do dia sentado escrevendo

            O mesmo penso do Deleuze. Também vi uma entrevista dele dizendo que teve uma vida

            Muito “sem graça” . Ia para a faculdade dar suas aulas de filosofia e voltava para seu

            Apartamento. Todo dia tudo sempre igual. Disse que nunca gostou de viajar ?????

            E que isso lhe deixa um pouco sentido em relação a sua mulher Fani, que sempre

            Gostou de viajar, mas não o fez, pois ele não a acompanharia. Mas que tudo

            bem, afinal ela lia muito livros, muita literatura. Não estou desprezando tudo aquilo que

            se obtém com os livros. Mas Pra mim, a vida

            Está no mundo, conhecendo lugares, junto com as pessoas, rindo com os amigos,

            mexendo o esqueleto PqP há uma discrepância entre o que esses caras põem no papel e

            o seu dia-dia sem Graça. Perdão deus ando muito platônico-ignorante-niilista-hegelianista Hahahaa. Abraço pessoal.

            Comment by Cassiano — 24/05/2013 @ 8:07 AM

            • Ah … deve ser isso que eu estranhei em seu 1º comment, Cassiano.

              Vc está analisando o q seria nossa vida se “nos entregássemos aos instintos e a à nossa natureza” , mas pelo que vc entende por Natureza e Instintos .

              Eu continuo sem entender ao que vc se entrega ou de que vc vive , caso não seja de sua natureza ou de seus instintos. Vc vive a natureza de quem ? e sobrevive com os instintos de que “ser” ?

              Veja, as palavras “Natureza” e “Instinto” são muito mais extensas do que vc me deu a entender que considera.

              E aí vc prossegue dizendo que a vida de um dos maiores escritores foi simples e pacata …. que Deleuze não gostava de viajar , e que isto é um absurdo porque VOCE gosta …. de viajar ?!

              E a vida de Einstein … ou de qualquer médico, por exemplo ?

              Ou de um engenheiro ? Ou de um psiquiatra, etc ?

              A realização de uma vida plena está inserida de antemão em algum manifesto que nos generalise… a este ponto ?

              Me perdoe, Cassiano, mas cada um mexe o esqueleto como prefere, convive com os amigos que escolhe, desenvolve seus interesses como achar melhor e claro, também tem o direito de achar sua vida ou a minha muito sem-graça.

              Outra coisa que eu não entendí, pq vc pede perdão a deus por estar sendo muito platônico, e porque vc se considera assim, se em seu comment vc diz exatamente o contrário ?

              Bj
              Fy

              Comment by Fy — 24/05/2013 @ 9:07 AM

              • Amiga, o perdão é uma brincadeira. Sou ateu desde sempre.

                Em suma, o que queria dizer é que é muito chato, sem graça viver no mundo das abstrações. Melhor é a filosofia da vida. Sim, sim sim pra yo.

                Abraço

                Comment by Cassiano — 24/05/2013 @ 10:49 AM

  6. In every frame of our lives, there are so many stories meeting, crossing and interweaving.
    Giorgio Armani

    Excelente Fy, muito bom mesmo. E como negar esta interação?

    Respondendo ao post e à nossa insuperável Juju , a verdade é que todo este blablablá de individuação , caça ao self, que mais parece uma partícula quântica, aparece e desaparece escorregando entre parágrafos e parágrafos de divagações alucinantes, foi substituido a tempos por alguma coisa que tenha sentido e acrescente algo às nossas vidas, e não é esta a vida do mundo? Ninguem normal tem tempo pra passar a vida entregue a esta masturbação neurótica de autoconhecimento quando enxerga mais longe e se ocupa com auto-realização. E peitar este lance, materializar este conceito não é e não tem conversa pra boi dormir.
    Como diz o post, encarar a verdadeira face do mundo, e devanear depois. Alguem em algum post anterior falou sobre isto por aqui. Interagir com a realidade e permitir que nossos devaneios brotem desta interação. Chega de criar e recriar conceitos vazios que não nos levam a canto nenhum a não ser a uma interiorização labiríntica e sem fim .

    Quanto às questões da Ju, são coerentes sim. E como disse o Billy nada como a dúvida. Mas de qualquer forma, meu recado às almas penadas ou espíritos iluminados é que cuidem do mundo deles, e deixem o meu em paz assim como ele realmente é.

    Permanço ateu como nasci. Ateu e impermeável, jamais associei bondade ou justiça aos insondáveis misterios do além. Aliás, não conheço nada mais humano e mutável do que estes atributos ou qualquer outra caracteristica com a qual conceituamos o além, hahahaha.

    Virtude é ter coração! Se as almas do Billy tiverem coração, gosto delas também. No mínimo devem ter bom gosto musical!

    Mais, não vou deixar de elogiar esta página do Anarco, é muito bom ler isto!

    Parabéns Fy, tô com uma revista inteira aqui na minha cabeça, esperando sua formatação.
    Abraço aê pra todos, que eu vou enfrentar minha cidade.
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 22/05/2013 @ 10:21 AM

    • In every frame of our lives, there are so many stories meeting, crossing and interweaving.
      Giorgio Armani

      Nossa, Jonas eu adorei esta campanha! Tudo a ver com esta idéia de interagir com o mundo, no mundo… – sem contar que é uma campanha de “óculos” – tipo : ressaltando o valor dos sentidos, do olhar, que possibilita o toque e q é o que faz rolar …

      Ao contrário o clichesismo da “ilusão” e do nadismo, – que sensa esta homenagem à Sensação!

      Frames of Life, the eyewear campaign launched in 2010, makes its return. The setting this time is a café in a big city square, with a constant flow of people coming and going. A medley of different stories, hopes, and emotions, tied together by a common element: their Frames of Life eyewear. The protagonists are: Luc, a writer; Carlos, a young barman; Nina, a talented cellist; Lucille and Adrian, two successful young architects.

      To view the campaign in its entirety, with exclusive content and interactive features, visit http://www.framesoflife.com

      …. até copiei de mim mesma , hahahahah :

      Aprender em Ingold que o mundo em que habitamos não é nem um mundo de uma natureza dada a priori, nem um mundo de uma cultura somente construída. O mundo se constitui continuamente e nele nos constituímos.

      Acompanhar o balanço desta antropologia de inúmeros ritmos, recusar o silêncio histórico das dicotomias mudas entre natureza e cultura; humanidade e animalidade; corpo e mente; pessoas e coisas; sociedade e natureza; e recuperar a relação dialógica do envolvimento mútuo das pessoas no mundo em que habitam . A cultura , a vida, o mundo , nesse sentido , constitui-se como um campo de relações .

      Mas pra que se possa usufruir desta experiência e, conseguir justificar sua riqueza, é preciso se libertar destes despotismos psico – conceituais de selfs estanques , mapeados em eus superiores e inferiores, des-significar estas autópsias psíquicas , deixar-se invadir pela alteridade , pelo outramento, e reconhecer enfim , uma identidade mutante, constantemente suscetível à contínuas atualizações sem que com isto perca sua singularidade .

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 24/05/2013 @ 5:43 AM

      • E o cara acertou. E a humanidade mais que nunca tá precisando de óculos…O projeto ganhou tanta repercussão que esse ano eles trouxeram de novo esse conceito para a linha 2012 e as cenas dessa vez foram gravadas em Saint Tropez, mais solar e covidativo impossível, voce viu ? taí:

        abraço
        João Pedro

        Comment by João Pedro — 24/05/2013 @ 9:27 AM

  7. Well, well, well… here we go again.

    Uma das coisas que eu lembrei lendo o texto (e que eu escrevi no comentário que se perdeu) é que não é só a psicologia que sofre com a falta de beleza. É tudo. Quando eu li o texto, o autor falava da arquitetura. Não nos damos mais ao trabalho de gastar um grama de concreto com beleza. As formas são diretas, simples, retas. Aceita-se a beleza quando ela não implica em custos.

    “Já que vai ter que ter vidro mesmo, coloca vidro azul que não é tão mais caro.”

    Acho que tão cedo não veremos a arquitetura do barroco do centro de São Paulo novamente.

    Ah, e consegui lembrar o resto do comment: conheci o professor Goffredo (uma lenda na Sanfran) no meu primeiro ano de facul. O escritório dele era forrado de livros. Em determinado momento ele disse que os livros mais importantes de todos estavam ao alcance da mão dele. Dante. Petrarca. Camões. Homero. Os clássicos. Porque para ser um bom profissional, você precisa ser um bom ser humano. E você só se torna um bom ser humano com experiência. E só os clássicos podem fazer você ter mais experiência que as que você viveu.

    Comment by Anarcoplayba — 22/05/2013 @ 11:04 AM

    • Uma insistência metafísica: a crença na existência de um “eu” unificado e coerente, fixo e permanente, de um “eu” que é a origem e a causa da ação.

      O eu substancial, o ego transcendental, o self centralizador, o cogito cartesiano colocam o sujeito no centro da ação.

      Se algo é feito presume-se que foi feito por alguém: o “eu”.

      Predicado, ação; logo sujeito, ator, autor. Fez. Quem fez? O “eu”, o sujeito.

      Apenas o hábito e a gramática, entretanto, é que nos fazem sediar e concentrar no eu e no sujeito uma constelação de forças que desbordam, em muito, aquele núcleo unificado que chamamos de “eu” – self – ou sujeito.

      Trata-se menos de ligar um efeito (ação) a uma causa (sujeito) do que de registrar um acontecimento: “chove”. Antes a impessoalidade do “chover” que a atribuição de autoria do “eu fiz”.

      O “eu penso, logo existo” cartesiano – ato inaugural da instauração do sujeito – é a expressão máxima dessa tirania da gramática. É hilário.

      A fórmula provaria, supostamente, a existência do “eu”.

      Mas o “eu penso” não faz mais do que verificar a existência do ato de pensar.

      O “eu penso” não prova a existência do eu: apenas confirma que a gramática atribui a ação de pensar a um suposto “eu”.

      A existência do eu não é um “fato” provado, mas tão-somente uma suposição da gramática.

      De novo, é apenas um hábito gramatical que nos obriga a atribuir uma ação (neste caso, o pensar) a um suposto agente.

      O sujeito não é uma substância, um elemento transcendental, um ponto original.

      Tal como as outras categorias da metafísica, o sujeito não passa de uma ficção que se caracteriza não por sua falsidade, mas por sua utilidade.

      A crença no sujeito permite estancar a instabilidade e a incerteza do incessante movimento, a insegurança (belíssima) do permanente devir.

      Ali, no turbilhão e na vertigem da corrente vital, um ponto de apoio que permite a ilusão da permanência e da unidade: o sujeito. Não saia de casa sem ele.

      Primeiro artigo de fé da crença no sujeito: a identidade do eu consigo mesmo.

      De novo, o cogito cartesiano: o eu coincide com o pensamento sobre si. O eu é aquilo que ele pensa que é: eu=eu.

      Uma volta sobre si mesmo, uma volta em torno de si mesmo, uma viagem sem sair do lugar. A trajetória que pretendia mostrar a existência do sujeito volta ao lugar de onde partiu. Não saiu do lugar.

      É o eu validando a si mesmo, “provando” sua existência pela tautológica afirmação de si mesmo. Nenhum espaço aqui para o desencontro, a divergência, a distância entre o eu pensado e o eu que pensa.

      A diferença é devorada pela identidade.

      O espaçamento é coberto pela sobreposição. Fecha-se a brecha entre o “eu” e o eu que se pensa como eu. Sujeito: pura identidade.

      Identidade, por sua vez, supõe, exige permanência.

      A permanência é a identidade no tempo, a identidade ao longo do tempo: o que é agora é igual ao que foi e igual ao que será.

      A crença no eu supõe a crença na sua estabilidade.

      Por outro lado, o caráter de permanência do sujeito é correlativo à sua definição como substância.

      Uma substância não muda, não flutua, não difere.

      Ela permanece igual, idêntica, ao longo de todas as suas manifestações.

      A crença num sujeito substancial implica a crença num núcleo essencial – Self – que permanece idêntico ao longo de seus desdobramentos em diferentes disfarces.

      A substância é o outro da diferença.

      O sujeito substancial é o “outro” do devir-sujeito: a afirmação de sua impossibilidade.

      Abraço a todos, e um beijo para este seu post lindo!
      (tio) Renato

      Comment by Renato — 22/05/2013 @ 11:50 AM

      • …a afirmação de sua impossibilidade.

        e sinonimo de cristalização!

        bj

        fy

        Comment by Fy — 24/05/2013 @ 5:17 AM

    • Boa noite Windmills, Fy,

      Anarcoplayba, assino em baixo de seu comentário. Ainda ontem à noite assisti um documentário sobre o Maine, nos Estados Unidos, que me deixou encantada. A arquitetura, o respeito pela paisagem, enfim, a preservação do estilo, mesmo nas residências mais modernas… chega a ser emocionante.Não encontrei nenhum site que o reproduza integralmente, mas aqui temos uma pequena amostra:
      http://www.smithsonianchannel.com/sc/web/home
      E mais uma vez me sinto lisongeada por estar aqui. Tanta coisa nova, tantas formas de analisar a vida, o mundo, eu mesma. Isto é alegre e cheio de vida. Renato,que comentário interessante!
      Boa noite a todos, preciso ler novamente e elaborar melhor minhas opiniões e palpites!
      Sofia

      Comment by Sofia — 22/05/2013 @ 12:45 PM

      • Um post sem seu palpite nem é um post, nossa querida Sofia !

        bj
        fy

        Comment by Fy — 24/05/2013 @ 5:15 AM

    • Também assino em baixo, Anarco, aceita-se a beleza quando ela não implica em custos. Sou engenheiro e enfrento esta briga diariamente.
      Oh Fy, este post é um carinho aqui na engenheirada!
      abraçoaê
      Gabriel

      Comment by Gabriel — 23/05/2013 @ 9:20 AM

      • hahaha Claro que foi !

        bjs pra todos,

        fy

        Comment by Fy — 24/05/2013 @ 5:14 AM

    • Aceita-se a beleza quando ela não implica em custos.

      Hey Man , vc bem que podia fazer um post e derivar esta frase.

      Custos > olha quantos sentidos podem atravessar o significado desta palavra no contexto q vc criou . Taí : uma palavrinha que virou duende .

      bj

      fy

      Comment by Fy — 24/05/2013 @ 5:21 AM

  8. Oi,

    Respondendo à Bia e ao tio Guz
    Há, parece-me, há a necessidade de superarmos, mais do que a crise — este termo, tão banalizado que parece já a reificação dos maus humores de um qualquer mundo transcendente —, os velhos paradigmas da micro-política — onde só são preciso duas pessoas. A relação escravo-senhor, o entendimento de sangue, o interesse de classe, o impulso gregário… tudo deve ser renovado para que um novo proselitismo humanista, isento de qualquer teologia, faça emergir o homem capaz de amar sem condições.

    Não sei se será verdadeiramente importante onde recai esse amor — próximo ou longínquo, merecido ou desperdiçado… —, importa é que sejamos capazes de amar sem condições, de estarmos afectados por uma vontade indomável de afirmação da vida.

    dialogos Gilles Deleuze e Claire Parnet III

    Marianne

    Comment by Marianne — 23/05/2013 @ 10:48 AM

    • Hi Marianne ! os Diálogos deviam ser leitura obrigatória ! Eu não canso de ir buscar respostas, idéias e me encantar .

      ” importa é que sejamos capazes de amar sem condições, de estarmos afectados por uma vontade indomável de afirmação da vida.”

      ah … foram lentes que o Spinoza poliu… .

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 24/05/2013 @ 5:13 AM

  9. Human . After all.

    Comment by anonymous — 23/05/2013 @ 11:39 AM

    • After all ! Welcome aboard anonymous !
      fy

      Comment by Fy — 24/05/2013 @ 5:09 AM

  10. Belo post, Fy.

    É, num mundo tão populado, quanta necessidade de gente, de alma. Todo mundo entocado, na verdade morrendo de medo. Medo do mundo, dos outros, de sí mesmos.
    Quanto ao resto do papo, lembrei de uma passagem dos “Os Irmãos Karamazov”, onde Dostoievski descreve o encontro de um cardeal, chamado de o grande inquisidor, com Deus. O cardeal lhe diz: “para o homem, não há maior tortura que essa necessidade de encontrar o quanto antes alguém a quem confiar o dom da liberdade que a infeliz criatura recebe ao nascer”.

    abraço

    Comment by André — 23/05/2013 @ 2:22 PM

    • hahahaha, é verdade sim…. – a liberdade é como um vinho especial … – segundo Nit … nem todos possuem paladar à altura !😉 – infelizmente.

      bj em todos por aí,

      fy

      Comment by Fy — 24/05/2013 @ 5:08 AM


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