windmills by fy

03/07/2013

… ainda nas ruas !

Filed under: Uncategorized — Fy @ 6:20 AM

 

Pierre Lévy conversou com O Globo  na tarde de segunda ,  via Twitter , 

sobre os protestos que vêm ocorrendo no Brasil nas últimas semanas e que surgiram das redes sociais.

 

 

– Nos últimos anos ,  muitos protestos emergiram da internet para as ruas .

Como o senhor os compararia com manifestações do passado , como Maio de 1968 ?

 

Há uma nova geração de pessoas bem educadas , trabalhadores com conhecimento ,

usando a internet e que querem suas vozes ouvidas .

A identificação com 68 está no fenômeno geracional e na revolução cultural .  A diferença é que não são as mesmas ideologias

 

 

– Mas qual é a nova ideologia ?

No Brasil , críticos falam da dificuldade em identificar uma ideologia única nas ruas .

 

Uma comunicação sem fronteiras , não controlada pela mídia .

Uma identidade em rede .

Mais inteligência coletiva e transparência .

Outro aspecto dessa nova ideologia é o  “ desenvolvimento humano ”  :   educação ,  saúde ,  direitos humanos  etc.

 

 

– E qual seria a solução ?   Como os governos devem lidar com os protestos ?

 

Lutar com mais força contra a corrupção ,  ser mais transparente ,

investir mais em saúde , educação e infraestrutura .

Porém ,  a  “ solução ”   não está apenas nas mãos dos governos .

Há uma mudança cultural e social   “ autônoma ” em jogo .

 

 

– No Brasil , um dos problemas é que não há líderes para dialogar .

Qual seria a melhor forma de se comunicar com movimentos sem lideranças ?

 

A falta de líderes é um sinal de uma nova maneira de coordenar , em rede .

Talvez nós não necessitemos de um líder .

Você não deve esperar resultados diretos e imediatos a partir dos protestos .

Nem mudanças políticas importantes .

O que é importante é uma nova consciência , um choque cultural que terá efeitos a longo prazo na sociedade brasileira .

 

 

– E as instituições ?   Elas não são mais necessárias ?   É possível ter democracia sem instituições ?

 

É claro que precisamos de instituições .

A democracia é uma instituição .

Mas talvez uma nova Constituição seja uma coisa boa .

Porém , sua discussão deve ser ainda mais importante do que o resultado .

A revolta brasileira está acima de qualquer evento emocional , social e cultural .

É o experimento de uma nova forma de comunicação .

 

 

– Então , o senhor vê os protestos como o início de um tipo de revolução ?

 

Sim, é claro .

Ultrapassou-se uma espécie de limite .

Uma consciência surgiu .   Mas seus frutos virão a longo prazo .

 

 

 – O que separa a democracia nas comunicações da anarquia ?

Pode-se desconfiar do que é publicado na mídia ,  mas o que aparece nas redes sociais é ainda menos confiável .

 

Você não confia na mídia em geral ,  você confia em pessoas ou em instituições organizadas .

Comunicação Autônoma significa que  ” sou eu ”   que decido em quem confiar ,  e ninguém mais .

Eu consigo distinguir a honestidade da manipulação ,

a opacidade da transparência .

Esse é o ponto da nova comunicação na mídia social .

 

 

– O senhor teme que os governos tentem controlar as redes sociais por causa de protestos como os que ocorrem no Brasil e na Turquia ?

 

Eu não temo nada .

É normal que qualquer força social e política tente tirar vantagem da mídia social .

Mas é impossível  “ controlar ”   a mídia social como se faz com a mídia tradicional .

Você só pode   “ tentar ”   influenciar tendências de opiniões .

 

 

– E e o risco de regimes ou ideias totalitaristas ganharem força por conta dos protestos ,

como já ocorreu no passado na América Latina ?

 

 

Isso é pouco provável no Brasil , por conta de sua alta taxa de pessoas com educação .

A chave é ,  como sempre ,  manter a Liberdade de Expressão , como ela é garantida pela lei .

Não é preciso ter essa paranoia com o fascismo .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Teoria do Cisne Negro não tem nada a ver com dança ou com aquele filme americano que todos conhecemos .

Ela foi criada em 2001 por um bilionário e investidor americano de origem libanesa que ,

entre a contagem de um milhão de dólar e outro , leciona atualmente em Oxford .

 

Especulador sacana ou não , uma coisa é certa :

um sujeito desse tipo não pode ter sua inteligência subestimada .

 

 

Segundo a Teoria do Cisne Negro ,

há certos eventos imprevisíveis e capazes de mudar o destino de um ser humano,

de uma sociedade ou de uma geração inteira .

 

 

O que caracteriza esses eventos , explica Nassim Nicholas Taleb , é que ficamos desnorteados

e tentamos compreendê-los com racionalizações apressadas , que ignoram informações relevantes .

 

 

Em outras palavras : arranjamos uma explicação que conforta nossa mente confusa ante o inesperado , mas essa explicação é falsa .

Somos , em seguida , atropelados pelas consequências do evento, sem sabermos de onde veio o maldito trem que passou por cima de nós .

 

 

Um evento Cisne Negro pode ser bom ou mal .

No primeiro caso , nossa incompreensão impede que aproveitemos as oportunidades que oferece .

No segundo , a mesma incompreensão pode trazer a tragédia .

 

 

Podemos evitar o erro , se resistirmos a tentação de explicar o evento com as primeiras obviedades que aparecem em nossa cabeça .

Ocorreu um Cisne Negro na Revolução Francesa , quando os nobres acreditaram que a revolta do povo era passageira

e seria resolvida com a usual repressão de seus líderes .

 

 

Ocorreu um Cisne Negro no fim da União Soviética , assim como na derrubada do muro de Berlim .

 

 

 

A lição da história é sempre clara :

nunca subestime um Cisne Negro .

Jamais tente explicar por meio de lugares-comuns algo que começa a assumir proporções inesperadas .

 

 

Jamais diga , sem uma maior reflexão :

os protestos são apenas contra o aumento da passagem ” ,

“ os protestos são apenas manobras de partidos da oposição ” ,

“ os protestos são realizados por jovens baderneiros ” ,

“ os protestos vão acabar quando a Copa das Confederações começar .”

 

 

 

A Teoria do Cisne Negro

 

 

 

Este artigo , portanto , não pretende explicar as manifestações contra o reajuste da passagem de ônibus .

Este artigo tenta usar palavras como quem usa uma marreta :

 

para tentar rachar a parede em que penduramos nossas explicações mais fajutas.

 

Vejam bem, falei em marreta, e NÃO em martelo e foice .

Uma marreta é um grande martelo de dois lados ,

que pode bater tanto na direita como na esquerda .

 

 

Nas manifestações , ao invés de “ mandar ” e “ obedecer ” , há apenas o “ compartilhar ” :

compartilhar passos , palavras de ordens e a mesma vontade de mudar coisas que ,

consensualmente , parecem estar muito erradas .

 

 

E há poucas dúvidas de que em São Paulo está acontecendo , com maiores proporções ,

o mesmo fenômeno que em Porto Alegre .

A causa aparente é a mesma :

aumento de centavos no preço da passagem .

 

 

Há alguma participação de partidos de esquerda , mas a maioria das pessoas que sai às ruas é apartidária ,

não defende qualquer ideologia , e alguns são de direita .

 

Tanto em Porto Alegre como em São Paulo , casos isolados de depredação ,

não apoiados pela maioria dos participantes ,

são supervalorizados por parte de alguns veículos da mídia

 

 

 

e utilizados como desculpa para a repressão policial .

As explicações dadas ao fenômeno tanto em Porto Alegre como em São Paulo também foram semelhantes .

 

 

Para opositores ao protesto , é coisa de jovens baderneiros , manipulados pela oposição .

Já quanto aos participantes , as motivações são várias .

 

 

Para alguns, se trata de economizar uma grana no fim do mês ;

para outros , o objetivo é opor-se aos desmandos de uma classe política que capturou o Poder Público ;

para os mais ousados , o que desejam mesmo é mudar o mundo , ou , pelo menos , o Brasil .

 

A verdade é que , independente dos motivos de cada um ,

há uma crença por trás de todas as muitas razões para se colocar o pé fora de casa

e participar de manifestações como as que estão ocorrendo em diversas capitais brasileiras .

 

Trata-se da crença de que todos os cidadãos , unidos apesar de suas diferenças e sem obedecer a líderes ,

são capazes de transformar a sociedade , ainda que um pouco , quando perdem o medo de ocupar espaços públicos .

É como se essas motivações pessoais dos participantes fossem peixes em um cardume :

cada uma aponta para uma direção ligeiramente diferente das outras ;

nenhuma é , isoladamente , determinante para o movimento de todo o conjunto ,

mas o cardume segue um rumo bem definido e é inabalável em sua trajetória .

 

 

Inabalável não como uma pedra que rola morro abaixo derrubando tudo pela frente ,

mas como uma corrente de água descendo uma montanha ,

adaptando-se aos acidentes do relevo , contornando os obstáculos com fluidez , sem agressão , pacificamente .

 

 

Na verdade , a metáfora da água — ou melhor , da corrente de água — parece muito mais adequada a essas manifestações .

 

Uma corrente não é uma substância , mas um tipo de energia que move as águas ,

algo capaz de mover um barco , agitar oceanos e , até mesmo , destruir cidades inteiras .

 

 

 

foto post brasil anonymous

O mar de gente

Um protesto pode ser uma grande corrente ou apenas algumas ondas de um movimento maior .

A corrente pode ser pequena como um rio ou vasta como um oceano ,

causar pequenas ondulações ou estar presente em um maremoto .

 

 

O importante é percebermos o movimento das ondas e anteciparmos seus efeitos ,

é estarmos preparados quando o Cisne Negro for trazido pelas águas .

O que está acontecendo em São Paulo, Porto Alegre, Goiânia, Rio de Janeito e outras tantas cidades é , de certa forma ,

o que vem acontecendo no mundo inteiro em ondas .

 

 

É um movimento espontâneo e pouco organizado que , aparentemente ,

começou no Occupy Wall Street e passou pela chamada “ Primavera Árabe “ ,

inundando com manifestações também Istambul , Teerã , Londres e Madrid .

 

 

Em todos esses movimentos , tudo começou sem organização central , sem um líder específico ,

como um impulso de parte da sociedade coordenando-se através de redes sociais na internet ,

movimentando uma multidão às ruas em uma manifestação contra algum problema concreto :

 

aumento na passagem de ônibus ( Brasil ) , alterações urbanísticas ( Turquia ) , crimes financeiros ( EUA ) ou décadas de autoritarismo ( Egito ) .

É como se o motivo do protesto fosse uma gota d’água na paciência da população .

 

 

Mas o curioso é que tantas gotas d’água caiam ao mesmo tempo em lugares tão distantes ao redor do mundo ,

 

 

 

 

 

 

causando transbordamentos simultâneos de Indignação .

 

 

E essas manifestações tem outra coisa em comum .

Todas são inspiradas na crença de que todos nós , unidos sem lideranças oportunistas

e sem qualquer uniformização de nossos sonhos pessoais ,

podemos fazer transformações importantes ao sairmos de nossas casas para protestarmos em lugares públicos ,

a fim de mostrarmos aos governantes quem é que está no comando .

 

 

O que não é muito diferente do que ocorreu , guardadas todas as devidas proporções ,

com a Revolução Francesa , a Revolução dos Cravos , a Primavera de Praga , os protestos contra a Guerra do Vietnã ,

o parisiense maio de 1968 e a ocupação da Praça da Paz Celestial .

 

A diferença , agora , é que o fenômeno não estaria ocorrendo em um local isolado , mas no mundo inteiro .

A diferença , agora , é que não são anos que separam tais manifestações umas das outras , mas meses — às vezes , semanas .

É como se um movimento subterrâneo houvesse surgido lá atrás no tempo e começado , neste momento ,

a reverberar nas ondas do mar com força e ritmo crescentes .

Em um resumo bem simples, para Rupert Sheldrake haveria , na natureza ,

determinadas forças ainda não identificadas pela Física e pela Biologia .

Ele decidiu batizá-las de “ campos mórficos “ ,

adaptando um conceito da biologia

chamado de “ campos morfogenéticos “ .

 

 

Esses campos seriam padrões de organização que , ressonando através do espaço e do tempo ,

moldariam eventos aparentemente isolados e desconexos .

 

Tais padrões influenciariam , até mesmo , a mente e o comportamento de animais e seres humanos .

 

Foi essa proposta que tornou bem popular a Teoria do Centésimo Macaco ,

segundo a qual uma transformação decisiva na consciência ou no comportamento

dos membros de um grupo pode ocorrer automaticamente , em vários lugares e ao mesmo tempo ,

sem uma relação de causa e efeito .

 

Bastaria, para isso, que um determinado número de membros , não necessariamente a maioria ( no caso da metáfora , 100 macacos ) ,

adotasse a nova postura em sua vida : o “ efeito de campo ” resultante dessa alteração do comportamento de alguns membros

ressoaria automaticamente no comportamento e na forma de pensar de todos os demais que ainda estariam presos à velha forma de viver .

 

 

Tais “campos” seriam capazes de induzir saltos evolucionários que obedeceriam a certos padrões .

E esses padrões nem sempre seriam percebidos ao olharmos cada um dos evento isoladamente :

muitas vezes , apenas olhando de longe os eventos , como observadores , é que poderíamos reconhecer o padrão subjacente .

 

 

Mas não precisamos acreditar e comprar todo o combo de especulações de Rupert Sheldrake .

 

Já é suficiente aceitar como metáfora essa sua concepção de que há forças

que ressoam por grandes distâncias , influenciando comportamentos ,

e de que a mudança de atitude de um número de pessoas basta

para alterar a atitude de todas as demais , ainda que seja por inspiração ou pressão social .

 

 

E as manifestações ao redor do mundo são um terreno promissor

para supormos a existência de um padrão , para cogitarmos se essas agitações na superfície da terra ,

aflorando pontualmente em diversas cidades ao redor do mundo , não são , na verdade ,

os efeitos de um movimento único , que ocorre nas placas tectônicas da consciência coletiva de toda a humanidade .

 

 

Como se algo maior , como se o inconformismo com os desmandos das autoridades ,

com as especulações de agentes financeiros , com a degradação do meio ambiente

e com outras tantas crises sistêmicas , irrompesse em fúria e levasse cidadãos comuns às ruas .

 

 

Se for esse o caso , temos diante de nós um espaço exploratório excepcional para a participação de desviantes , de outsiders .

Uma oportunidade para todos os indivíduos que sempre tiveram a coragem de resistir ostensivamente às imposições sociais ,

às avenidas pavimentadas do conformismo , por desconfiarem que essas avenidas são , muitas vezes , caminhos que levam a algum tipo de prisão .

 

 

Os outsiders , mais do que qualquer outro indivíduo ,

movimentam-se facilmente nos espaços livres e caóticos onde a norma tradicional de conduta está sendo confrontada .

Muitos dos que vão aos protestos usam a máscara de Guy Fawkes ,

tal como criada pelo artista David Lloyd

para ilustrar uma sensacional história escrita por Alan Moore .

 

 

Acho que li essa história mais de uma dúzia de vezes desde a adolescência ,

e ainda pretendo escrever a seu respeito.

 

 

Coincidência ou não , o fato é que o escritor , músico , poeta , mago , dublê de Gandalf

e sósia de Rasputim chamado Alan Moore certa vez apresentou , em um documentário sobre suas ideias ,

a noção histórica de que o total de conhecimento acumulado pela humanidade está dobrando , ao longo da história ,

cada vez com maior velocidade .

 

 

Entre o primeiro ano da Era Cristã até a Renascença , o total de informações acumulado pela humanidade dobrou .

Depois esse intervalo diminuiu , e a quantidade de conhecimento voltou a dobrar mais rápido ,

no intervalo entre a Renascença e a Revolução Francesa .

 

 

É uma teoria endossada pelo autor Robert Wilson , por especialistas da IBM e por economistas de Berkley .

 

 

O curioso é que , a partir do século vinte , o conhecimento total da humanidade

está dobrando uma vez a cada década , e esse ritmo está se acelerando .

 

 

Com a internet , essa velocidade aumentou ainda mais .

A estimativa feita por Alan Moore é que em algum ponto próximo a 2015 ,

o conhecimento total da humanidade dobrará a cada hora . Logo a seguir , talvez , a cada minuto .

 

 

Qual o reflexo disso em nossas consciências ?

Qual o reflexo disso na estrutura de nossa sociedade ?

 

 

Alan Morre , que também gosta de dar suas marretadas , especula :

 

– ” Todos nós estamos em grupo tateando rumo a percepção de algo que parece ser uma espécie de consciência coletiva –

estamos , no momento , tentando sentir qual sua forma .

Ela ainda não está aqui , e um bocado de gente , provavelmente , anda falando um bocado de coisas tolas a seu respeito .

Isso é compreensível , pois há algo estranho despontando no horizonte humano .

Se você desenha um gráfico de nossa consciência , parece haver um ponto para o qual parece que estamos nos dirigindo ” –

Alan Moore – Interview por Matthew De Abaitua – extraído de Alan Moore: Conversations – 2011

 

 

Antigamente , apenas um pequeno grupo de pessoas detinha conhecimento suficiente

para influenciar grandes eventos políticos ,

em parte manipulando as necessidades da população como massa de manobra .

 

 

Hoje , qualquer adolescente medianamente bem educado tem acesso , na internet ,

às principais obras sobre história , política , economia e estratégia militar .

fy

30 Comments »

  1. Infelizmente nossa política está repleta de analfabetos disfuncionais, eleitos por nós. Apartidarismo, Cisne Negro, Sheldrake ? Elegemos bestas humanas, não exigimos nada e nem o mínimo, verdade seja dita. Caso contrário não estaríamos perdendo nosso tempo com cartazes contra o beócio do Feliciano, e sim nos dedicando por causas verdadeiras e que merecem esta luta.Legal esta visão geral sobre o fenômeno, tomara que o Brasil seja mesmo um exemplo de Vitória, muita coisa está em jogo!
    Abraço

    Comment by Jorge — 03/07/2013 @ 7:44 AM

    • ah … elegemos bestas humanas , sim .

      [ apesar de eu nunca ter votado no PT …}

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 04/07/2013 @ 12:09 PM

  2. Sabe, eu tive o privilégio de participar de uma das manifestações e, sob certos aspectos, tbm tive o privilégio de ver o PSTU atuando. Não que fosse algo agradável. Não era. Mas o que tanto assusta a velha política é o fato de que o sistema de representação e debates atual é um jogo no qual eles entendem as regras e são muito bons. Mas não necessariamente é o único. E mudar as regras desse jogo (“Não me interessa o que o seu partido tem a dizer, aqui é sem partido!”) dá uma bicuda no pedestal de vidro deles.

    Comment by Anarcoplayba — 03/07/2013 @ 10:46 AM

    • Hi Man …

      Tambem acho um privilégio estarmos assim, na linha de frente por tantas mudanças e por tantas realidades! O lance de tudo isto é a Inconformidade . Levá-la adiante me parece ser o único caminho.

      O que vc viu de legal na atuação do PSTU ? Vc é socialista?

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 04/07/2013 @ 12:08 PM

      • Sou socialista nada. Nem FO%$#&. O privilégio foi um privilégio meramente sociológico. A atuação deles é nojenta, revoltante, mas… inteligente.

        Prática 1) Quando o pessoal começava a gritar “sem partido” eles começavam a puxar o grito de guerra contra o aumento, pra tentar (e conseguir) silenciar os opositores.

        Prática 2) Quando começavam a ser hostilizados, imediatamente começavam a gritar “Pára de Rachar!” como se o racha viesse daqueles que os hostilizavaqm, não deles mesmos, que iam uniformizados, com agenda e ideologia específica, típica e individual.

        Comment by Anarcoplayba — 04/07/2013 @ 1:42 PM

  3. Oi Jorge, Anarco,
    tambem me surpreendo com a necessidade de manifestações contra um Feliciano. Mas em matéria de religião, é sempre a mesma merda. Lá vem um papa (que na realidade, ninguem sabe quem é e por si só representa o contrário do que lemos neste post) dando opinião sobre as reinvindicações dos brasileiros, com certeza escavando uma deixa para redistribuir pedófilos pela Amazonia. São dissonâncias, retratos de uma civilização paradoxal.

    Anarco, realmente é um privilégio participar de um momento como este, mesmo com o ‘termine como terminar’ incluído. Mas divergimos quanto ao privilégio no caso do PSTU.

    Embora neste momento os ratos estejam em disputa, pois como dizem a situação faz o ladrão, não creio que haja carniça suficiente para Militarismos ou Socialismos.

    Não deixa de me lembrar fósseis como o Feliciano. O mundo anda cansado… Temos mais é mesmo que mudar as regras. Haja bicuda, pedestais de vidro é o que não faltam!
    Abraço, beijo a todos, volto amanhã
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 03/07/2013 @ 12:45 PM

    • então … Feliciano ……

      ah ….

      sem comentários ….

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 04/07/2013 @ 11:40 AM

  4. Bom Dia Windmills, Fy, em tempos agitados… Cá estamos nós colhendo o que plantamos. Resultados de um povo despolitizado e acomodado.
    Excelente assunto, lembrando que não temos nada passível de ser chamado esquerda ou direita e sim uma quadrilha governando e sugando uma nação. Não consigo ser otimista completamente em relação às melhorias propostas de “última hora” por estes sujeitos aquem conferimos poder. Mais me parece um sossega-leão de última-hora dirigido (inescrepulosamente) a um povo revoltado e cansado, construído por marqueteiros, que devem estar ganhando fortunas neste momento, com a intenção de segurar a boiada e manter o circo da copa. Sinceramente, luto contra isto, mas não acredito muito em nosso povo. Tomara que eu esteja errada e tudo isto não se torne um assustador carnaval .
    Sofia Mastrada

    Comment by Sofia — 04/07/2013 @ 1:31 AM

    • Hi Sofia !

      – Mais me parece um sossega-leão de última-hora dirigido (inescrepulosamente) a um povo revoltado e cansado, construído por marqueteiros, que devem estar ganhando fortunas neste momento, com a intenção de segurar a boiada e manter o circo da copa.-

      ah … tomara que nos enganemos… mas penso da mesma forma….

      Olha lá a Dilma toda ofendida com o quadrilheiro do Evo … Morales …. se doendo pelo cumpanhero …

      Brasil ? … como é mesmo ???? é comigo ? ???

      ah …..

      quadrilha de bandidos e ditadores …. ladrões !

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 04/07/2013 @ 11:39 AM

  5. Oi pessoal! Achei excelente, Fy, mas um pouco pretencioso em termos de Brasil. Acho que dou razão para a Sofia em termos de povo. Me explicando melhor, não boto fé na ambição do nosso povo. Existe um desprepraro tão gritante em termos de politização, direitos, e porque não dizer cultura e conhecimento?
    É preocupante pensar no que pode satisfazer o povo. Não esqueçamos que o Lula foi (e quem garante que não é?)considerado o messias do povo. O salvador do Brasil. E isto é de arrepiar. Sabe lá se não há uma big manobra por detrás de tudo isto. Vamos em frente, vamos encarar o que nos espera, pensando no melhor.
    beijão,
    Marília

    Comment by Marília — 04/07/2013 @ 3:12 AM

    • Claro que vc tem razão, Marília. A origem de todo este problema está lá… no voto . Ninguem pode negar . E é no voto querendo ou não, que vc percebe as verdadeiras aspirações de um povo.

      Mais um parágrafo que eu achei mais que coerente:

      O Brasil continua vulnerável ao culto do personalismo – é bem verdade que hoje predominantemente urbano – sem a sujeição da época do “coronelismo” da Primeira República majoritariamente rural – vassalagem ao “coronel” na mistura de patriarcalismo, ignorância e gratidão –, porque a cidade dilui controles. O patriarcalismo rural decresceu e cresceu a força do populismo, também nutrida na fragilidade cultural e socioeconômica, esquema que, tal como o do “coronelismo rural”, não assegura a inclusão cidadã. Aspecto instigante da evolução é que à época do “coronelismo” oligárquico o processo eleitoral, embora viciado pela fraude, produzia razoável proporção de representação de bom nível, coerente, é claro, com a ordem socioeconômica de então. No pós-1930, a indústria e os serviços se somaram à agricultura, ampliando-se assim as classes média e proletária urbanas, hoje majoritárias. Com a migração do campo para as cidades, “na onda” nacional-desenvolvimentista, a tradição personalista mudou do patriarcalismo rural para o populismo, com algum comprometimento da qualidade da representação.

      A interação insatisfatória dos terceiro e quarto requisitos da democracia é alimentada pelo circo da propaganda moderna, que confere ao processo eleitoral uma conotação mais de disputa publicitária manipuladora da ilusão do que de disputa política pautada por ideias. O sensacionalismo midiático afeta sensivelmente o mercado político, hoje mais a TV que, combinando imagem e texto de precários níveis mental e estético, influencia por impacto visual-auditivo sem exigir saber ler, cria mitos e coopta usando recursos sedutores – dos impulsos primitivos (emoção, esperança mítica, enaltecimento da imagem) até simplesmente às estultices simpáticas à cabeça folgazã de parte do eleitorado. A mistificação leva os vulneráveis a ela a abdicarem de sua soberania mental ao fascínio da bufonaria, que atende a necessidade psíquica de ilusão. Já no eleitor judicioso, seu dissabor estético é acompanhado pelo receio de desastre caso os autores das estultices sejam eleitos e isso frequentemente acontece.

      Além de deturpado pela propaganda, o mercado político brasileiro também o é pelos comícios apoteóticos, que são hoje praticamente espetáculos alienantes, de espalhafatoso ritual coreográfico, em que as ideias propositivas, na verdade de fraco interesse para a maioria dos presentes, são substituídas por slogans, ilusões e fetiches vazios da acrobacia retórica ilusionista e por apresentações musicais do teatro vulgar. No fundo, é a política travestida de diversão, a ética e a responsabilidade ausentes do enredo lúdico e fantasioso.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 04/07/2013 @ 11:34 AM

  6. Leiam isto:
    David Alendete (Facebook · Twitter)

    Do El País (Facebook · Twitter)

    com agências internacionais (Facebook · Twitter)

    Publicado:2/07/13 – 7h00

    Atualizado:2/07/13 – 7h00

    Manifestantes protestam na cidade de Alexandria contra o presidente do Egito, Mohammed MursiASMAA WAGUIH / REUTERS

    Cairo. – O desemprego. O preço da gasolina. O abuso de poder. A promoção dos aliados islamistas. Não uma razão apenas para que milhões de egípcios tenham saído às ruas para protestar contra o presidente Mohammed Mursi, exigindo sua saída. Os motivos são um complexo de desencontros e decepções que levaram a massa heterogênea de egípcios ao estado de indignação que tomou as praças. Quase todos, no entanto, concordam em algo: Mursi não é digno de liderar o processo de transição que se abriu com as revoltas de 2011, acabando com 30 anos do regime de Hosni Mubarak.

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    A crise econômica é um poderoso combustível. O desemprego passa de 13%. Há apagões e escassez de alguns produtos.

    – As filas no posto de gasolina são de quase duas horas. É indigno, merecemos algo melhor – disse Hassan Asagbi, de 42 anos, que recolhe assinaturas na Praça Tahrir pelo fim do mandato de Mursi.

    Incapaz de garantir a segurança nas ruas, o presidente viu desmoronar o número de turistas, uma das fontes de renda do país. Outros se incomodam com o estilo de governo do presidente.

    – Não só liberta os terroristas como os coloca em postos do governo – reclamou Mohairib al Masri, de 27 anos, referindo-se à nomeação de Adel al-Jayat para o governo da província de Luxor.

    Jayat é um ex-membro do grupo terrorista Gama Islamiya. A pressão de empresários e opositores levou o novo governador a se demitir sete dias após a nomeação.

    Outros fatos se somam. No ano passado, o presidente tentou, sem sucesso, aprovar um decreto que lhe daria poderes quase absolutos. Também está entre as razões dos protestos o temor do avanço do islamismo, ou seja, o medo de que o Egito se converta em um posto avançado de uma tomada de poder regional da Irmandade Muçulmana.

    Quando chegou ao poder, Mursi militava no Partido Justiça e Liberdade, braço político dessa organização que durante décadas foi reprimida por Mubarak. Hoje, quando ela está no poder, é vista por muitos egípcios seculares e moderados como uma ameaça aos novos valores democráticos do país. Em dezembro, Mursi chegou a aprovar uma Constituição de inclinação islâmica.

    – O problema é que, com Mursi, a Irmandade Muçulmana chegou ao poder. Ela é o problema. Quer instalar um califado no Egito para continuar se expandindo para outros países – afirmou Ahmad Shafay, um engenheiro agrícola de 35 anos.

    Até o momento, não houve nenhuma grande medida executiva de Mursi que indique um plano de islamização. O que irritou os manifestantes foram pequenos detalhes, como em setembro, quando uma apresentadora de TV apareceu com um véu islâmico cobrindo os cabelos e o pescoço. Há ainda o que consideram uma traição e o abandono dos princípios da revolução iniciada em 2011.

    – Três eram os princípios daquela revolução: pão, justiça e liberdade. Mursi não cumpriu nenhum deles. Teve um ano, e o país só piorou. Deve sair – disse Zaid Sultan, de 35 anos e que ficou ferido durante os protestos contra Mubarak em 2011.

    Aquela revolta acendeu muitas ilusões e promessas de representatividade, respeito às minorias e melhoras nas liberdades civis. Agora, muitos egípcios que a protagonizaram consideram que seu presidente não está à altura.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/por-tras-das-manifestacoes-decepcao-no-egito-8877092#ixzz2XzcbQeRH
    © 1996 – 2013.

    http://oglobo.globo.com/mundo/por-tras-das-manifestacoes-decepcao-no-egito-8877092

    Resumindo, qualquer reação do povo brasileiro é mais que bem vinda, seja lá como for, claro! É quase ridículo de tão óbvio que estávamos caminhando pra este tipo de ditadura através das manipulações do PT. E, isto desde o ínício. Pôrrrrrrrrrrrra, um cara que declara abertamente que seu ídolo é o canalha assassino do Fidel, que entre outros fascínoras é seu professor e guru desde a adolescência,(tem um post aqui no Wind sobre isto) vai trabalhar em que sentido? A Sofia, a Marília tem razão sim, corremos perigo. Daqui a pouco o tal do filha da puta aparece proclamando a salvação do povo irado… Já deve estar decorando o discurso! Ir para as ruas não é o suficiente, muito menos pensar em líderes neste momento. O principal é a conscientização. E eu acho que isto é pedir demais para um povo desabituado ao conhecimento .
    abraços
    (tio) Renato

    Comment by Renato — 04/07/2013 @ 3:34 AM

    • E o Egito conseguiu !!!!!

      Tomara , tomara mesmo que desta vez eles acertem !

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 04/07/2013 @ 11:29 AM

      • Olha Fy, não sei. Ainda mantenho uma certa expectativa não definida em relação ao Egito.

        Há dias atrás o Gustavo Chacra colocou muito bem esta situação :

        Neste momento, existem três possibilidades para o Egito. Na primeira, os militares literalmente derrubam Morsy da Presidência ou agem como no Brasil pós renúncia de Jânio Quadros. Isto é, Morsy seria uma espécie de Jango em um novo regime parlamentarista, abrindo espaço para um referendo sobre o sistema de governo no futuro.

        A segunda hipótese seria Morsy abrir mão do poder por conta própria, montando um governo de coalizão com os opositores. Seria algo comum em uma democracia avançada, mas complicado no Egito e especialmente para uma organização como a Irmandade.

        A terceira probabilidade seria a de Morsy e a Irmandade decidirem lutar contra as Forças Armadas para se manterem no poder. Como lembra Hani Sabra, analista de Egito da consultoria de risco político Eurasia, eles ainda contam com o apoio de milhões de egípcios e enorme organização. Neste caso, o mais provável, haverá uma escalada para o caos.

        Vamos aguardar .

        beijo a todos,
        tio Guz

        Comment by Gustavo — 05/07/2013 @ 1:52 AM

        • Aloha pessoal

          Também tenho minhas dúvidas, Gustavo. São séculos de formatação mental. A própria idéia de democracia é deformada por lá.
          Lembrando o véio Bakunin, anarquista pra daqui um século..

          “Quem quer, não a liberdade, mas o Estado, não deve brincar de Revolução”

          beijo menina,
          TocaYo

          Comment by TocaYo — 05/07/2013 @ 3:02 AM

          • Aloha amigo!

            Boa lembrança.

            O Lucio Manfredi foi muito feliz aqui : ‘ descolonizem a porra de suas mentes. Difícel,mas possível.’

            E, como já disse o Pierre Lévy, a Internet , o sistema mais anárquico do momento, é o grande passo para esta descolonização .

            “Temos uma visão de como será o futuro da criatividade humana em um mundo de interconexão global.” (Eben Moglen)

            Rato tem medo de gato.

            Gato tem medo de cachorro.

            A Elite (mafiosa), a Mídia e seus Políticos Corruptos tem medo (cagaço) da Internet Livre.

            Beijo a todos
            Tio Guz

            Comment by Gustavo — 05/07/2013 @ 3:21 AM

  7. Bom Dia, brasileirada!
    No fundo todo mundo tá meio que aturdido com este maremoto inesperado. E diz o Renato que o principal é a conscientização. O que deve desesperar mentes mais sensatas. Infelizmente, a mente do povo está cauterizada pela política assistencialista do Estado e descompromissada com os méritos próprios.

    “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão”. (…) ”Somente quando os oprimidos descobrem, o opressor, e se engajam na luta organizada por sua libertação, começam a crer em si mesmos, superando, assim, sua “convivência” com o regime opressor. Se esta descoberta não pode ser feita em nível puramente intelectual, mas da ação, o que nos parece fundamental é que esta não se cinja a mero ativismo, mas esteja associada a sério empenho de reflexão, para que seja práxis”. Paulo Francis

    Vamos com fé. Não podemos é parar! ( Imaginem o Brasil parado!)

    Abraço,
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 04/07/2013 @ 3:52 AM

    • é … Jonas, mas eu me surpreendí ! Claro tenho receios também… – não esqueça que vim morar aqui, e é inacreditável – surreal – incrível a desinformação do povo : mais humilde. E eu estou a poucos km de Sampa… pertinho … – e basta um encanador ou chaveiro entrar em sua casa pra que vc perceba onde foi parar o quisito Educação neste país….

      É com esta população que nossos políticos contam. Exatamente como os tais pastores destas igrejas infames. Eles prometem doces, simplesmente isto . É difícel encontrar uma solução. Quem dera encontrar pessoas realmente preparadas para melhorar a condição do povo, pq é lamentável. E, com certeza, por mais que pareça estranho, falar ou questionar este problema, não creio que o povo esteja preparado para “se” auxiliar realmente.

      Hoje eu lí uns parágrafos interessantes, veja este aqui :

      – Essa fragilidade sociopolítica “facilita a vida” de modelo político novamente em ascensão na América do Sul, inclusive no Brasil: o modelo ao estilo populista, em que políticos hábeis na eloquência oportunista ajustada à plateia do momento e na cooptação mais emocional que racional, vendem o futuro com promessas fantasiosas e protegem-se criando bodes expiatórios (bancos, elites, capital, FMI, países ricos, globalização, Consenso de Washington, o nebuloso neoliberalismo).

      Seus aiatolás maiores, em geral carismáticos, não costumam ameaçar a ordem estabelecida com ideias revolucionárias.

      Pragmáticos, tampouco se prendem a diagnósticos, soluções e projetos racionalizados por ideologias ou programas.

      “Namoram” sem compromisso nem escrúpulos com o conjunturalmente útil ao projeto de poder, tanto do arsenal marxista como da direita nacionalista.

      Induzem a crença no redentorismo da vontade política, preconizam utopias mistificadas e objetivos fantasiosos, criam aparências simpáticas e alimentam esperanças que camuflam a realidade e respondem à necessidade popular do entusiasmo extasiante.-

      É preocupante, sim.

      bjs
      Fy

      Comment by Fy — 04/07/2013 @ 11:27 AM

  8. Nossa quanta descrença!!!!!!!!!!!!!!! Tá mais que na hora do pau quebrar meeeesssssmo, gente! Certo, que nós somos meio lerdos, devagar, latino-americanos, mas tamo reagindo!!!!!!!!!!!! Chega desta enganação descarada!

    Eu lí no Estadão e lembrei , (João, voce vai lembrar também, trabalhamos nisto, já *****) do Ivo Gormley, alguem lembra? um documentário chamado US Now? Trata de uma discussão sobre como empresas e governos não têm mais condições de fazer só o que querem e são constantemente fiscalizados e denunciados pela internet. A população ganha cada vez mais voz e ferramentas para pressionar os poderosos. Ele foi feito por um jovem cineasta britânico, chamado Ivo Gormley e com 27 anos na época, e mostra também exemplos concretos de como a sociedade pode, democraticamente, se unir pela rede ou não para discutir e definir os rumos da política.

    e tem tudo a ver com o post:

    vejam e comentem

    bjitos da Ju

    Comment by Juliana — 04/07/2013 @ 4:14 AM

  9. Legal a lembrança Ju.
    Vale assistir, e pra quem não tem saco de procurar no Estadão:

    Ação colaborativa pode mudar forma de gerir o mundo

    As fronteiras entre cidadãos, governos e empresas estão prestes a cair. A era em que governantes e marcas famosas empurravam o que queriam – e escondiam o que também queriam – chega ao fim. Da mesma forma em que, na internet, qualquer banda pode concorrer cada vez mais de igual com artistas de grandes gravadoras, a voz de pessoas comuns interligadas em rede coloca instituições antes inatingíveis no mesmo patamar de qualquer um. Com informações correndo livremente fica fácil acompanhar os passos dos poderosos, sejam eles eleitos ou magnatas do mercado. E, a partir daí, passar a participar das suas decisões.
    A teoria é do jovem cineasta Ivo Gormley. Ele nasceu e mora em Londres e tem apenas 27 anos. Há dois meses, disponibilizou de graça na rede um documentário sobre como as pessoas podem e devem influenciar nas decisões de instituições públicas e privadas e como estas devem ouvir os internautas sob risco de sumirem do mapa. O documentário – seu primeiro longa metragem – foi rodado em 2008, antes da eleição de Barack Obama, ou seja, se antecipando à consolidação da tendência mundial de se discutir a presença dos governos na internet, que já levou até o presidente Lula a anunciar para breve o lançamento de um blog.

    O documentário tem o sugestivo nome de Us Now, em português, Nós Agora, e está disponível no site http://www.usnowfilm.com. A justificativa de Ivo para essa mudança nas relações entre cidadãos e instituições é que, na era da internet, onde cada vez mais as pessoas publicam informações sobre si, as relações virtuais baseiam-se em índices de confiabilidade, os quais são medidos em sites como o Ebay, por exemplo, em que os vendedores são julgados pelos compradores. Quanto mais avaliações positivas o primeiro tiver, maior a rua reputação. E isso, como Ivo mostra em entrevistas e casos interessantes, também migra para o mundo real.
    “Pela internet, as pessoas podem acompanhar as vidas umas das outras. Está se tornando difícil esconder se você é uma pessoa má, pois tudo o que você fizer virá à tona, seja por você mesmo ou pelos outros”, disse ao Link. “Com governo e empresas é a mesma coisa. As informações estão na rede. Se houver corrupção, tentativa de enganar, os cidadãos irão saber. Se antes empresas, por exemplo, conseguiam controlar o que saía sobre elas, hoje não podem mais. Se for ruim, as pessoas vão começar a publicar isso.”

    Embora essas possibilidades estejam cada vez mais evidentes, Ivo diz que elas ainda não estão em prática como deveriam. Ele, inclusive, afirma que a democracia não funciona como deveria. “As possibilidades da internet ainda são ignoradas”, constata. Mesmo assim, Ivo acredita numa pressão da sociedade. Ainda que estejamos numa época em que as pessoas não sejam muito engajadas politicamente, já há sinais de que isso está mudando. As últimas manifestações no Irã neste ano, por exemplo, em que internautas se mostraram contrários ao presidente eleito, são sinais de que “a internet é um grande entrave à ditadura”. Manifestações contra leis que querem punir com a perda da internet quem baixa conteúdo ilegal, como a França queria instituir, também mostram a força dessa mobilização, diz.
    “Ninguém consegue calar a internet. As pessoas acham uma forma.” Para Ivo, as pessoas hoje se interessam, sim, por política. Só não querem saber da estrutura velha, de partidos. “As pessoas acham que os partidos estão muito distantes. Mas se importam com coisas que afetam diretamente a elas, como melhorias num parque”, diz. No documentário, há casos como o de uma cidade em que os investimentos públicos são discutidos com os cidadãos na praça da cidade. E há um time de futebol em que os torcedores, pela web, escolhem a escalação nos jogos. “Acredito que, como têm voz e acesso à informação, as pessoas irão começar a questionar as prioridades dos governos e instituições, começar a fiscalizar, ver os erros deles. E exigirão participação.”

    abraço
    João Pedro

    O WordPress que nos perdoe mas tá complicado este espaço de comentar. Dei espaço, mas não sei se vai sair.

    Comment by João Pedro — 04/07/2013 @ 5:33 AM

  10. Nossa que desatualização …. nem nunca ví este documentário! Muito legal! Eu deveria ter visto antes do post : vou colocar lá agora !

    bjs
    Fy

    Comment by Fy — 04/07/2013 @ 5:36 AM

  11. Tô lendo voces lá em cima , e a rataiada tá mesmo se convulsionando! Quem sai, quem fica! Quem puxa a sardinha pro próprio lado. Vão começar a se degladiar:

    Para o presidente do PSDB, o governo federal não quis conversar com a oposição e não há mais sentido em ter essas conversa com a presidente. “Nós apresentamos ao Brasil uma agenda positiva. A presidente não gosta do diálogo, prefere o monólogo. Para isso, fez uma reunião com governadores e prefeitos, constrangendo a todos, apenas ela falou”, disse. Ele destacou que a “agenda que interessa ao Brasil mais uma vez está sendo adiada pelo governo”.

    Hoje no Estadão.

    Tô pagando pra assistir este espetáculo!
    Fy, somos dois desatualizados, não conhecia também. Muito bom.
    Até mais, pessoal
    André

    Comment by André — 04/07/2013 @ 6:04 AM

    • Nossa André, é nojento! É tanta mas tanta cara de pau, que realmente não dá pra acreditar ! O Brasil possui os POLITICOS MAIS CAROS DO MUNDO. Isto é trágico ? ah … mas é cômico também !
      São os ladrões mais impunes do mundo ! É um descaramento absoluto. – Se alguem pensa que eles estão “assustados” ou qualquer coisa assim…. mais decente…. – é nada ! Estão é indignados. E, tenho o mesmo temor que alguem lá embaixo comentou : passando a Copa – são milhões rolando para o bolso de todo mundo alí – eles vão começar a reagir … aí vamosver ….

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 04/07/2013 @ 10:52 AM

  12. Vídeo fundamental para entender de uma vez por todas como a oligarquia midiática destrói um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação.
    Didático, a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho.

    Em pleno século XXI, é vergonhoso para o Brasil que a pornográfica distribuição de concessões de rádios e TVs feitas por (e para) políticos e empresários picaretas no século passado ainda renda esse atraso monstruoso da mídia que, a despeito da sua milionária estrutura física e técnica, faz jorrar todos os dias uma programação de péssima qualidade para os brasileiros. E quando alguém ousa “competir” com esse poder midiático (montando, por exemplo, uma rádio comunitária), eis que todo o poder constituído se une (oligarcas da mídia, políticos, governos, ANATEL, polícia, Justiça etc.) para confiscar, prender, multar e processar aquele que cometeu o crime de tentar – como faz a poderosa mídia – se comunicar de forma eficaz com os seus iguais.

    E como mudar tal estrutura se a maioria dos políticos e empresários tem interesse direto ou indireto em deixar tudo do jeito que está? Digo “direto” porque muitos políticos são privilegiados donos de rádios e TVs – e foi exatamente por causa disto que conseguiram se eleger; e digo “indireto” porque a outra parcela de políticos (os que não são donos de veículos de comunicação), certamente recebem apoio daqueles que detém o “poder midiático”.

    Este vídeo foi postado originalmente com o nome “Levante a Sua Voz”. Eis o crédito do mesmo:

    Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

    Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
    Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
    Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
    Direção de Arte: Anna Luiza Marques
    Produção de Locação: Diogo Moyses
    Produção de Arte: Bia Barbosa
    Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
    Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
    Animações: Pedro Ekman
    Voz: José Rubens Chachá

    Comment by Gabriel — 04/07/2013 @ 11:27 PM

  13. ‘A internet é um experimento de anarquia e liberdade’
    10 de junho de 2012

    O fundador do Atari Teenage Riot, defende o hacktivismo e uma internet 100% livre e transparente .

    Fundador e líder do grupo alemão de digital hardcore Atari Teenage Riot, que se apresenta sexta-feira, 15, em São Paulo, o alemão Alec Empire, 40 anos, é fanático por música – do menos óbvio jazz ao evidente punk. Mas, ao longo de mais de uma hora ao telefone, falou pouco sobre isso. Sua atenção – e não é de hoje – está muito voltada para política e, principalmente, para o uso político da internet. Disso, ele fala muito. E sem parar.

    —-
    • Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook, no Google+ no Tumblr e também no Instagram

    Alec é um catalisador de ideias libertárias que encontram na internet um ambiente perfeito para se propagarem e se alimentarem de outros pensamentos. Mas ele não se limita a pensar. Está sempre ligado à ação.

    Sua atuação aparece claramente no que diz em suas letras, no que exibe em seus vídeos, mas, principalmente, nas posturas que assume.

    E, após 10 anos de intervalo nos trabalhos com sua banda, ele retomou as atividades justamente enquanto o mundo descobria as ideias defendidas pelo movimento Occupy Wall Street, que rapidamente chegou a diversos outros lugares além de Nova York. A internet foi de grande importância para espalhar as ideias e, entre os vídeos virais que circulavam, estava o da música “Black Flags”, em que aparecem tanto os manifestantes do OWS como integrantes do Free Anons, instituição que recebe doações para apoio financeiro a pessoas ligadas ao grupo hacktivista Anonymous que estão sendo processadas, e que Alec apoia ativamente. “Em ‘Black Flags’ eu parto do princípio de que o governo também é parte do problema. E falo de coisas como WikiLeaks e o caso de Bradley Manning (ex-soldado americano preso e processado por supostamente ter acessado e divulgado informações sigilosas dos EUA para o WikiLeaks). Crimes verdadeiros foram expostos por eles e, por isso, tiveram muitos problemas. Não existem justificativas para esse tipo de coisa”, sentencia.

    Para Alec, diferente do uso que muitos artistas costumam fazer, a internet é mais do que apenas um acumulado de redes sociais para manter contato e aumentar o número de fãs e seguidores. Para ele, é uma experiência que viabiliza a liberdade e a anarquia, em sentidos mais filosóficos – um espaço para se debater e fazer política, além de ajudar na organização de ações que contestem e investiguem governos e a própria sociedade.

    “Acredito que cada indivíduo tem mais poder do que realmente sabe. Falta entendermos realmente as possibilidades do que fazemos online”, explica. “Uma das melhores coisas que vieram com a internet é o fato de as pessoas aos poucos perceberem que elas podem fazer algo acontecer de verdade”, explica.

    Alec se refere, entre outras ações, à organizações como o WikiLeaks de Julian Assange e também menciona sites de compartilhamentos de arquivos – em comum aos dois, existe a atenção especial de instituições como o FBI. Desde os primeiros downloads, lá nos tempos de Napster, o escritório federal de investigação dos EUA tem passado cada vez mais tempo pensando em maneiras de limitar as ações de troca de conteúdo na rede – o que pode significar, de certa maneira, limitar drasticamente o fluxo livre de informações que nasceu com a própria internet.

    E isso o músico e ativista alemão considera inaceitável. “Quanto mais você tenta regular mais você a destrói”, sentencia. “As pessoas pensam, então precisam assumir a responsabilidade e estimular as mentes passivas.”

    A postura de hoje exemplifica o ativismo que deu projeção ao Atari Teenage Riot, e consequentemente ao próprio Alec, no início da década de 90, quando usaram recursos tecnológicos para criar melodias extremamente agressivas. Era o peso necessário para ilustrar as mensagens antifascistas e antinazistas que eles cantavam, justamente em uma época em que pensamentos neonazistas voltavam a ganhar força, principalmente na Europa.

    E, hoje, com o que se vê – seja em comentários em sites e blogs ou em grupos declaradamente de intolerância, entre inúmeros outros exemplos – é que esse tipo de pensamento infelizmente ainda tem vocação para crescer. “Você pode ser quem você quiser na internet. Pode até ser um imbecil, que escreve coisas estúpidas. Mas sempre defenderei uma sociedade em que a internet seja livre e de graça”, conclui.

    Para chegar a essa conclusão, Alec parte do que considera um importante papel da rede: “O primeiro argumento dos conservadores que acreditam que a internet deve ser regulada é o suposto crescimento de coisas como a pornografia infantil”, diz, para em seguida contestar. “Vejo de maneira muito diferente. Há 20 anos, eu não tinha ideia de que havia tantos pedófilos investindo tempo e dinheiro nesse crime horrível. Então acredito que a internet não é um caminho para incentivar esse tipo de coisa. É um meio para as pessoas perceberem mais profundamente o problema, terem a dimensão de que é maior do que parece. A luz no fim do túnel é uma tela de computador”.

    bjs
    Fy

    Comment by Fy — 05/07/2013 @ 12:09 AM

  14. Durante a leitura do post e dos comentários, me recordava o quanto escrevemos em 2010 sobre como seria inevitável isso tudo que vem acontecendo, i.e., elegendo essa dama déspota como presidente (mesmo as outras opções de voto serem igualmente ridículos em representatividade) aprovariamos a continuidade do populismo encobrindo os gargalos de gestão e corrupção nesse país. Antes mesmo das mobilizações nas ruas começarem, o brasileiro tinha dado seu poder de fúria quando do falso anúncio do cancelamento do bolsa família, todo aquele povo revoltado na porta das agências bancárias e a exaltação do ícone de uma mãe inconformada com o fato de não poder comprar uma calça de R$300,00 para filha com o dinheiro recebido por esse benefício, levando inclusive nossa presidente a manifestar contra tal boato com a mesma interpretação Evita Perón. O meu cetismo com mudanças concretas a longo prazo começa quando o poder executivo consulta marketeiros ou invés de ciêntistas políticos e sociais… Como enxadrista, reverencio a jogada dessa dama enquanto cercada por peões, no entanto alguns jogos continuam a se mostrar óbvios depois de certa experiência… Tenho uma esperança enorme de que no final das contas, o povo enfim reconheça seu poder… Mas no momento sou o chato da voz dissonante, meu pensamento ainda se associa ao do bigode ” …não gosto dos agitadores fantasiados de heróis que usam o capuz mágico do ideal em suas cabeças de palha”… Mas novamente, continuo na esperança de que essas manifestações incendeiem essas cabeças de palha e que o fogo tornando-a cinza faça de vez o povo descobrir que não precisa de máscaras ou fantasidas, o herói é encontrado diariamente do espelho de todos que ousam erguerem suas cabeça para enxergar sua imagem além de qualquer condicionamento alienatório… O povo na rua me trouxe uma nova alegria que nunca imaginei rever… Avante, o jogo apenas começou e fico feliz por ao menos ter o visto começar !!!!

    Abraços,

    Marques Patrocínio

    Comment by Marques Patrocínio — 08/07/2013 @ 1:12 PM

    • Como vai Marques Patrocínio? Muito bom ler sua opinião sobre as manifestações.

      …alguns jogos continuam a se mostrar óbvios depois de certa experiência …

      Ontem, dia do Rock, não pude deixar de lembrar… HuahUaha, que no xadres o Roque apenas protege e garante o Rei!

      Claro, amigo, não vamos deixar de celebrar a alegria de assistir o povo nas ruas, reinvindicando, ou mesmo apenas lembrando que existe!

      Mas não és o único “chato” , ou a única voz dissonante.

      Leia o Guilherme Fiuza, que também fez-se ouvir em 2010, 11, 12… fiz questão de copiar:

      Revoltados e atrasados

      Vocês chegaram tarde, meus caros revolucionários. Se o bolso dói, é porque
      o estrago já é grande

      O melhor diagnóstico até agora sobre as manifestações de rua veio do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência. Ele disse que as revoltas são estaduais e municipais. Não deixa de ser um alívio. Quem quiser ficar a salvo da confusão, já sabe: refugie-se no Brasil federal. Nada de ficar vagando pelo Brasil estadual e municipal, porque esse anda muito perigoso, cheio de gente insatisfeita e nervosa. No Brasil federal não, está tudo tranquilo.

      Por sorte, Dilma Rousseff também está no Brasil federal, portanto a salvo do tumulto. Desse lugar calmo, sem culpa, ela disse que o que os manifestantes querem é o que o governo quer. São praticamente almas gêmeas. “Meu governo está ouvindo essas vozes pela mudança. Está empenhado e comprometido com a transformação social”, informou Dilma. Disse que passeata é uma coisa normal, que ela mesma já fez muito. Parecia prestes a botar uma mochila nas costas e ir para a Avenida Paulista fazer a transformação social.

      E mostrou sua visão de estadista: “Esta mensagem direta das ruas contempla o valor intrínseco da democracia”. Às vezes, Dilma exagera na erudição. Vai acabar deixando Luís de Camões encabulado. Ela já explicara que o combate à inflação é “um valor em si”, demonstrando conhecimento profundo sobre as coisas da vida e seus valores intrínsecos. “Esta mensagem direta das ruas é de repúdio à corrupção e ao uso indevido de dinheiro público”, afirmou Dilma, praticamente uma porta-voz dos revoltosos contra tudo isso que aí está.

      Olhando para o circo, só há uma conclusão possível: os revoltosos – os do passe livre, os dos 20 centavos, os do Ocupem Wall Street sucursal brasuca, os do turismo cívico e os do civismo vândalo – merecem Dilma. Repetindo: os revoltosos merecem Dilma. Mais que isso: são cúmplices dela, pois estavam sentadinhos em casa, enquanto a grande líder mulher brasileira perpetrava suas obras completas de explosão das finanças públicas – a céu aberto, para quem quisesse ver. Agora a inflação dói no bolso? Tarde demais, meus queridos justiceiros.

      Essa “presidenta”, que vive lá na calmaria do Brasil federal com seus 40 ministérios (contando o do marketing, de João Santana, o único essencial), presidiu, entre outras festas, a distribuição de dinheiro público para o milagre da multiplicação de estádios da Copa. Em São Paulo, numa jogada comandada por Lula e seus amigos empreiteiros (que ele representa no exterior), o histórico Morumbi foi mandado para escanteio. Em seu lugar, surgiu o Itaquerão, novinho em folha, presente do ex-presidente ao seu clube do coração. Um mimo de R$ 1 bilhão. Sabem de onde vem esse dinheiro, bravos manifestantes?
      Exato: dos vossos bolsos. E onde estavam vocês quando nos esgoelávamos, aqui da imprensa, sobre essa gastança populista, protegida por índices lunáticos de aprovação da “presidenta”, e avisávamos que a conta chegaria? Vocês não leem jornal?

      Onde estavam vocês, quando a CPI do Cachoeira – com revelações da imprensa – estourou o esquema da Delta, empreiteira campeã de obras superfaturadas do PAC? Vocês sabiam que mais esse ralo de dinheiro público do governo popular ficou impune porque a CPI foi asfixiada por Dilma e sua turma? Por que vocês não saíram às ruas para gritar contra esse golpe?

      Onde estavam vocês quando a “faxineira” asfixiou a CPI do Dnit e a investigação do maior foco parasitário de um governo que – no seu primeiro ano! – teve de demitir sete ministros suspeitos? Vocês não desconfiaram de nada? Vocês não leram que o dinheiro de vocês escoava para ONGs de fachada em convênios fantasmas? Vocês não viram essa praga, espalhada por vários ministérios do governo popular, apesar de a imprensa esfregar o escândalo na cara do Brasil? Vocês não notaram que a tecnologia do mensalão, a privatização partidária do dinheiro público, nunca saiu de cena, de Dirceu a Rosemary?

      Vocês chegaram tarde, meus caros revolucionários. Quando o bolso dói, é porque o estrago nas contas públicas já é grande. Bem, antes tarde do que nunca. Mas prestem atenção: entendam logo o que vocês estão fazendo nas ruas, senão suas passeatas em breve estarão no mesmo museu dos escândalos que vocês não viram.

      http://colunas.revistaepoca.globo.com/guilhermefiuza/2013/03/24/o-novo-ministerio-zomba-do-brasil/

      abraço

      tio Guz

      Comment by Gustavo — 16/07/2013 @ 9:08 AM

  15. A manifestação organizada pelas centrais sindicais mais prometeu do que cumpriu – ainda bem. Estava na cara que eles não tinham o que dizer, porque no fundo representam apenas interesses classistas, os quais não abarcam a pauta maior da população, que é o combate à corrupção e a consequente melhora nos serviços públicos fornecidos pelo Estado. Sem falar que o governo petista está atônito, até agora, em busca de uma estratégia perdida e cisma em tentar se identificar com os anseios populares – como se não fossem eles um dos causadores destes anseios.

    Mas a boa notícia é que os cleptocratas estão se mexendo, às vezes até sai algo interessante no meio daquele balaio de demagogias em forma de propostas, plebiscitos, pecs, etc.

    Viva o dia mundial do Rock!!!!!!!!!!

    Comment by billy shears — 14/07/2013 @ 12:17 PM

    • fala Billy ! Cleptocratas foi sensacional !

      E quer saber ? Viva o Rock and Roll!

      abraço, beijo a todos

      tio Guz

      Comment by Gustavo — 16/07/2013 @ 9:17 AM

  16. Free Japan

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