windmills by fy

27/01/2014

A Lógica do Sentido

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:31 PM

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[  Ah … é sempre uma oportunidade – quando não, um previlégio –

perceber  a mestria de Nietzsche  ao recolocar certos conceitos sob outros prismas .

Isto significa torná-los fluidos , na medida em que o horizonte de um mesmo conceito

pode se deslocar tão logo suas condições de uso se modifiquem ,

podendo um único conceito receber , sob condições diferentes , novos e mais novos significados . ]

Outro dia em uma conversa ,   espantosamente   –  [ meu espanto sempre  se justifica diante de minhas expectativas …. ]  –

percebí que os argumentos despencavam  “ ao contrário ” . . . –  e me lembrei  do famoso buraco profundo em que Carroll mergulhou Alice.

Despencar ao contrário…. significa tentar subir e subir vertiginosamente ao se atirar num buraco . . .

> ….  UaU … –  isto  me parece ser o que acontece quando se tenta significar o Absurdo .

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao contrário deste clichesismo gritante ,

[ ao qual é difícilimo perceber a surdez vazia em que hiperbólicamente se anuncia ]  ,

Carroll , não briga com a gravidade e nem discute com o Absurdo !  Ao contrário :

desliza em seus espantos com a qualidade rara dos que não encaixotam a Imaginação .

Talvez não seja simples lançar-se nesta ou nestas extremas aventuras , quedas livres em que ,  entre espaços ,  estantes e potes de geléias

percebemos claramente que não há nada embaixo que se pareça com o que está em cima ….

e que não há repetições ou cópias impostas ,  refrões vazios ou ecos ordinários ,

afinados em partituras pretenciosas de verdades que siginificam

e classificam  tudo  ,   maestradas pelo velhos e comuns regentes do   “ Mesmo ”  .

Indeed… … Adventures in Wonderland é um espaço nietzschiano onde o apavorante e imortal Jabberwocky

é eliminado e desmistificado por uma menina  [ ! ]  …

que não se assusta ou se paraliza diante de  “ dogmas ” ,   “ conformismos ” ,   “ superstições ”  ou   “ medos ” ,

e trata de conduzir  e significar seus próprios desígnios .

O homem massificado evita a qualquer custo a controvérsia .

É conformista, indiferentista e não têm preocupações supremas :

cristaliza-as em suas impossibilidades descritas em livros sagrados …

acha a vida aborrecida – acaba se tornando igual ,   cínico e vazio .

Acabando por viver significados emprestados ,   justificando-se presunçosa e hipócritamente em sua insignificância aprendida .

Wonderland é uma Oportunidade !

Em Wonderland  – aprende-se uma grande lição … –

[   talvez a verdadeira idéia ou argumento no qual deslizará todo o enredo fabuloso em que  envolve Alice ,

sem que percamos o fluxo natural e lógico do imprevisível e fascinante nonsense  ]

–  as coisas acontecem na superfície ,

elas não vão a fundo, pois não é preciso ir ao fundo ,

– o conhecimento das coisas, a sua percepção :   estão ligadas àquilo que ela vê : na superfície .

Uma carta de baralho humanizada ,  uma lagarta falante que fuma um narguilé ,

um gato que desaparece no ar deixando apenas seu sorriso ,  –  esses   NÃO  são elementos que ela precisa entender ,  ao contrário ,  a sabedoria está em não tentar entendê-los . –

 

Deixar que o Absurdo exista por si mesmo ,  eis aqui uma grande reversão do pensamento cartesiano .

Deleuze em Lógica do Sentido , afirma que o Absurdo é aquilo que não tem significação, mas que porém : possui um Sentido . . .

 

Assim ,  as coisas impossíveis que Alice encontra em seu caminho ,

não podem significar nada além de sua descrição física ,  já que são impossibilidades ,

e o sentido a que elas pertenceriam não seria o sentido comum a que se está acostumado ,

ou seja ,  objeto físico ,  real ,  designável ,  como mesa ,  cadeira ,  pé ,  mão .

[ … ] o sentido não é nunca princípio ou origem ,   ele é produzido .   Ele não é algo a ser

 Descoberto , restaurado ou re-empregado , mas algo a produzir por meio de novas

 Maquinações .   Não pertence a nenhuma altura ,  não está em nenhuma profundidade ,

 mas é efeito de superfície ,  inseparável da superfície como de sua dimensão própria .

 – Deleuze –

Percebe-se que o sentido é algo que deve ser produzido a partir daquilo que está na superfície ,

por isso , os Absurdos não significam ,   mas possuem Sentido .

Os Absurdos não podem ser designados por sua aparência ,    mas : SIM :

a partir do que se vê no Absurdo pode-se produzir um Sentido . . .

–  mesmo que este sentido produzido seja um Não-Sentido .

Desse modo, um Sentido pode derivar de qualquer coisa .

E é  isso que Alice faz durante todo seu percurso no País das Maravilhas ,

ela tenta dar Sentido ao Absurdo .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas este  “ dar sentido ”    ao Absurdo não significa tentar realocá-lo ,

colocando-o no patamar daquilo que é real ou verdadeiro , 

 

 

ao contrário :

 

 

 

 

o Sentido que Alice dá ao Absurdo é justamente o admitir como Absurdo .

Ver um camundongo falante e incorporá-lo como fato , sim , um camundongo falante é impossível ,

mas não é preciso tentar colocá-lo no nível das coisas possíveis ,  apenas incorporá-lo como coisa impossível ,

sem justificar …. – porque cairia no ridículo –  sem tentar entender … e SIM :  o impossível pelo Impossível .

 

 

É por isso que o Sentido se dá na superfície , pois ao se tentar ir mais a fundo a relação se desmancha  . . .

< e se desmancha chocando-se contra sí mesma …. >  – assim como se desmancha a possibilidade de poder admitir o Absurdo.

E então o jogo acaba e desperta-se do sonho .

Perceber é diferente de Imaginar .   Pois Imaginação também pode ser produtora de percepções , no sentido de fantasiar ou alucinar .

Mas . . .  usar este dom – a Imaginação –  como argumento controlado…  ou como lei ,  ou como  premissa …

ah … é querer confinar o universo em algum  contorno pré fabricado .

O sentido do Absurdo  não tem referente além de si mesmo ,  isto é ,

ele não representa coisa nenhuma ,   a não ser . . . :  a que possamos produzir .

Não há uma causa ,   somente . . . Repercussão .

[ – não consigo deixar de citar o assassinato de Kauã …. que, lamentávelmente ,

entre tantas outras  “ repercussões ”  desastrosas e inumanas referencia esta explicação de Deleuze… tão bem . ]

Nenhuma imagem, nem mesmo a do Absurdo , nos impõe suas próprias regras .

Isto nos reduziria às miseráveis cópias-simulacros de Platão .

Quando o Absurdo  se torna um fenômeno irredutível , – daqueles sobre os quais não se pode nem …. pensar – raciocinar ou falar  ….

– um fenômeno  imediato e polissêmico : – Ah …. :

o Imaginante está em seu Sentido …. ao invés do Sentido estar no Imaginante  –

e … brincando com Spinoza :  it’s a Bad Repercussion !!!! : e um péssimo encontro .

Mas ,  não podemos esquecer que existem pessoas que  gostam de ser colhidas como se fossem flores.

Talvez porque a fé , deuses , leis e significados  lhes sejam  prontamente entregues numa bandeja

cujo sentido implica uma repercussão normativa , idêntica , idiotizante  e eficaz .

E ,  claro ,  as poupam de Pensar . – Pensar é reagir .

Não Pensar é : seguir . apenas .

Qualquer coisa é tanto isto como aquilo, consoante às situações  – ou deuses –  que dela se apoderam .

A interpretação adquire profundidade OU repercussões  quando o intérprete percebe que um “ único ” sentido

só pode aparecer e apropriar-se de um objeto ao atuar, desde o início, como Máscara . . .  dos significados que se arranjam a cada instante .

E esta é a indiscutível proposta platônica : Impor um limite a este  ou qualquer devir :

ordená-lo ao “ mesmo ”, –  torná-lo semelhante  –   e , . . .  para a parte que permaneceria rebelde … ou humana e singular ,

recalcá-la o mais profundo possível […]

tal é o objetivo do platonismo em sua vontade de fazer triunfar os ícones sobre os simulacros .

Ícones  que assombraram a Idade Média e permanecem, através dos séculos, como ícones do pior que reside em cada sociedade .

O modelo platônico é   “ o ”   MESMO  – –  :   sendo necessário , óbviamente , neutralizar potências …. : 

–   ele se contenta em balizar o seu domínio ,   isto é ,  em fundá-lo ,  selecioná-lo ,  excluir dele tudo o que viria embaralhar  “ seus ”  limites .  

– Deleuze

E … convenhamos … Nada mais inteligente  ou natural  do que a proliferação de linhas de fuga ,

deslimites ,  devires ilimitados ,  rupturas férteis e intensificadoras ,

produtoras de Sentidos …   do que Wonderland genialmente  criada por Lewis Carroll …

E Alice ?  O que é Alice ?

Pensemos em uma personagem da qual não se tem a definição –

Alice é menina, fada, bruxa, serpente, gigante, anã e monstro.

Tudo e nada ao mesmo tempo. Relaciona-se com as mais inusitadas figuras e vivencia situações inesperadas.

Alice é o mergulho e a travessia .

 

Alice  é  poder  ser .

FOTO alice livro 2 texto a

[ um livro “não-democrático” . . . ? ]  – [ mergulho sem travessia … ] –

 

Taí a  questão que reverbera em sua obra – dada a extrema iconicidade que ela atinge

e a capacidade inusitada de estabelecimento de inúmeros diálogos .

Instaurando-se na História e atravessando o ambiente tempório-espacial que o homem tece através da e na linguagem ,

a  Alice de Carroll acompanha tranquila e em múltiplos diálogos o advento de novas lógicas ,

novas geometrias ,  de novas fronteiras espaciais ,  novas físicas ,  novas matemáticas ,  de novas tecnologias e novas formas de relações sociais .

 

O hibridismo de gêneros e códigos , as referências e as contínuas operações intersemióticas ,  que permeiam a própria composição da obra ,  revelam uma mirada metalinguística ,  uma intensa consciência de linguagem , mesmo no interior do ato criativo .

Esse processo ininterrupto de diálogo e de criação de signos – a que chamamos semiose –

instalou-se na obra e faz de Alice no País das Maravilhas uns dos constructos ficcionais do século XIX

com as mais fortes feições estéticas do século XXI.

Alice faz-se em formas de metamorfoses , modos de conexão , tal qual como um complexo diagrama da cadeia de pensamentos ,

e que ao fim e ao cabo , entre o risco e o rigor , em seu fluxo , enuncia e denuncia ,

por outro universo do Absurdo, o absurdo de determinadas regras e valores instituídos por sistemas criados para regerem a vida do homem .

Lewis Carroll, em uma produção para crianças, arquiteta, a partir do nonsense e de paradoxos,

caminhos labirínticos na justaposição de mundos entre o real e a fantasia.

Os labirintos em Alice desestabilizam noções de tamanho, tempo, espaço e corrompem as molduras da lógica aristotélica :

– na esteira de Deleuze, destroem paradigmas esclerosados.

Fontes :

Adriana Peliano

Maria Augusta Vilalba Nunes

Gravuras :

David Delamare

Internet

Fy

 

41 Comments »

  1. Existe uma patologia na sabedoria, qual seja, que se todos se compreendem mutuamente, então é verdade.

    Querer uma doutrina, por exemplo uma doutrina sobre a vida, é querer ser compreendido universal e univocamente por todos. Nesse sentido, a metafísica está, historicamente, ainda inserida no tempo das doutrinas e sistemas, na medida em que ela é “anseio por uma des-individualização da argumentação” e “exigência por uma doutrina supra-individual.”
    Trata-se da ideia de que os conceitos são independentes dos indivíduos, que esses conceitos podem ser também comunicados independentemente deles juntamente com seus significados e, por fim, que os indivíduos que comunicam não são influenciados por tais conceitos ou “que a comunicação em nada altera do que é comunicado.

    Toda “vontade de sistema” expressa através de uma doutrina é, pois, a exigência incondicional por uma compreensão inequívoca e de validade universal. Acrescente-se ainda que a instrumentalização desse imenso processo de des-individualização de argumentos é a criação de um sistema de conceitos e uma lógica que seja capaz de proceder às suas derivações, cujo fundamento é o “pendor predominante de considerar o semelhante como como igual”, bem como a negação da “fluidez” mesma da vida .

    À base dessa exigência por compreensão universal está a des-individualização do próprio homem e das suas condições peculiares de vida, quer dizer, a exigência por ter algo “em comum” (gemein) com as coisas e com os outros. Gemein é uma palavra que também pode significar “vulgar” e “inferior”.

    Neste aspecto, a exigência de compreensão universal é a des-individualização da própria vida em proveito de um gigantesco processo de vulgarização, na medida em que os indivíduos se “comun-icam” sempre sob determinadas condições de vida em que possuem algo ’em comum’ entre si e com o mundo: O homem massificado.

    Gostei muito, Fy,lembrando que nunca abordamos a Lógida do Sentido.

    beijo a todos,
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 28/01/2014 @ 8:23 AM

    • O homem massificado é o royalty do Populismo , prática estatista que busca associar a atividade estatal aos desígnios de uma figura carismática chave, tanto faz Lula ou Jesus, exemplificando. O mais importante para a prática populista é fazer parecer aos olhos das massas que a infinidadede prolixa de planos descoordenados de coerção mútua façam parte de um único plano tutelado pela figura chave. Amaciado pela simpatia que esta figura pode gerar . É uma estratégia ideológica e prática de uma certa elite detentora ou aspirante à detenção do poder. Esta estratégia busca aliviar a maior pressão dos aspirantes a membros desta elite, pressão inerente a uma configuração estatal-democrática e, que os ameaça. A manobra , sempre sórdida, fica mais bonitinha atrelando sua reputação a reputação da figura carismática chave. É importante fazer parecer que o status quo seja compatível com os planos de ação de todos os agentes, compatibilidade designada pela figura chave, portanto crível. Ao utilizar uma figura carismática chave, tanto a formação de opinião quanto a blindagem a opiniões opostas se torna mais eficaz. Quantas vezes uma figura carismática “chave” é o veículo ideal para que estratégias infames sejam postas em prática sem que o homem comum-nizado ou massificado as perceba ?

      Comment by Renato — 29/01/2014 @ 12:17 AM

      • Renato, que excelente ! E é admirável como uma tática tão óbvia, – até infantil – explorada à beça , repetitiva … funciona . Sem dúvida, é infame.

        bj
        Fy

        Comment by Fy — 29/01/2014 @ 10:52 AM

    • ah … eu é q gostei – como sempre – da sua opinião .

      bj

      Fy

      Comment by Fy — 29/01/2014 @ 10:53 AM

    • êeeee amigão! Ficou isolado também por aí ? Caiu tudo por aqui, telefone, internet, sistema…. êta cidadezinha que só faz ser linda. de resto …. uma nhaca.

      toda a vontade de sistema se expressa através de uma doutrina.

      e, como acabamos de ver por aqui, todo o sistema cai…. – e novas doutrinas, e novos sistemas….

      tem trouxa pra tudo .

      abraçoaê

      Tocayo

      Comment by TocaYo — 31/01/2014 @ 7:02 AM

      • tem trouxa pra tudo.

        e tudo o que é trouxa nasce no Brasil. Será que é algum fenômeno paranormal?

        Aloha!

        Comment by Gabriel — 31/01/2014 @ 10:59 AM

  2. Oi pessoal ,

    Mais sem sentido do que segundona neste calor infernal ? Gustavo, voce deveria trabalhar com propaganda! Esta habilidade em sintetizar todo o post em um único comentário é admirável !

    Trata-se da ideia de que os conceitos são independentes dos indivíduos, que esses conceitos podem ser também comunicados independentemente deles juntamente com seus significados e, por fim, que os indivíduos que comunicam não são influenciados por tais conceitos ou “que a comunicação em nada altera do que é comunicado”

    Vou deixar um texto muito bom sobre esta observação,

    http://papodehomem.com.br/o-cubo-de-necker-no-texto-polissemia-linguagem-crepuscular-e-logica-paraconsistente/

    abração, volto amanhã
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 28/01/2014 @ 12:29 PM

    • João Pedro, fabuloso este texto. Merecia uma postagem. Me diverti ontem à noite no site do cara. Abraço

      Comment by Renato — 29/01/2014 @ 12:21 AM

    • Oi Jonas ! tb adorei o texto, e, vale um post sim !

      Comment by Fy — 29/01/2014 @ 10:48 AM

  3. Oi Fy, oi todo mundo!!!! Que post maravilhoso e que saudade que estava do teu cantinho!! Bom, como já li os comentários anteriores, tenho de fazer côro com o João Pedro e dizer que o poder de síntese e de análise do Guz é sempre admirável!

    Dando uma perspectiva histórica ao teu post Fy, o momento histórico em que Lewis estava inserido caracterizou-se por um período de bastante tensão, em que os embates entre a tradição e o novo começam a travar suas primeiras lutas. Na época, um dos principais veículos de comunicação com o público eram os livros e, mais especificamente, a literatura – as “novels”. Através dos romances para adultos, poesia, ou histórinhas para crianças, os valores sociais vigentes eram repassados e reenfatizados ad eternum de maneira lúdica, ou seja, de forma a serem facilmente assimilados e reproduzidos.

    Até onde posso lembrar, de todos os autores britânicos da época vitoriana que já li, Carroll é um dos poucos que conseguiu burlar os “censores” da época. Até então, literatura considerada de entretenimento não poderia, em hipótese alguma, disseminar quaisquer tipos de valores morais que não estivessem explícita ou implicitamente alinhados com aqueles da rígida sociedade vitoriana.

    Nesta época, a psicologia ainda engatinhava. Porém, já se havia percebido (há muitos séculos!) o poder, a eficiência, da disseminação de ideologias através da literatura, visto ser a leitura um hábito para lá de bem cultivado entre as camadas sociais mais proeminentes da época (o público-alvo!). Apesar de não me recordar do autor, lembro de ter lido que os ingleses vitorianos recorriam à literatura por razões que iam da pura distração, até a necessidade de um conselho ou o de reforçar um dogmatismo qualquer, ou seja, fizesse chuva, fizesse sol, qualquer tempo era tempo ideal para uma leitura!

    E os escritores que não se dedicaram à literatura lúdico-pedagógica, escreveram textos (maioria publicados em jornais que não se alinhavam aos interesses dominantes) criticando a sociedade inglesa vitoriana e sua postura.

    Mas o que me impressiona no Lewis é o fato de ele não ter se enquadrado em nenhum dos dois tipos de textos – nem literatura pedagógica, nem textos com críticas diretas. Produzindo uma literatura do “absurdo”, conseguiu passar o recado… para aqueles que tivessem olhos para ver, claro! Afinal, levando-se em consideração que mesmo a rainha Vitória caiu de amores pela obra de Lewis… a ponto de OFICIALMENTE elogiá-lo (em outras palavras, passou pela censura, mesmo com uma “Rainha de Copas” que não deixava sombra de dúvidas sobre quem Lewis estava se referindo…), temos de admitir que o cara foi um gênio… mesmo que este gênio tenha sido fortemente estimulado pela paixão que nutria pela menina que inspirou sua personagem – Alice – filha do vice-reitor da Universidade de Oxford, onde ele lecionava.

    Ele apaixonou-se pela menina quando esta ainda era uma criança. De acordo com seus biógrafos, quando a Alice-de-verdade atingiu a maioridade, foi pedida em casamento por Lewis. Porém, pelos protocolos de época, o pedido da mão da “donzela” teria de ser feito ao pai que, inclusive, e até então, era amigo de Lewis. Porém, o pedido lhe foi negado por uma única razão: Lewis era um “simples” professor de Oxford, não possuía títulos, brasões ou fortuna. Por conta disto, lhe foi negado a mão de Alice e, como consequência, os laços de amizade entre ele e a família do vice-reitor foram prontamente desfeitos. Este foi um dos tristes episódios, que pipocaram aos milhares!, da época vitoriana, de uma sociedade (quase que) totalmente estática, preconceituosa, patriarcal, sufocada por inúmeras regras sociais e estas, SIM, completamente ABSURDAS.

    Beijos Fy e cia limitada!!!

    ps: logo estarei voltando para o facebook, Fy. Te encontro por lá!🙂 Saudadeeeeessssssss

    Comment by Miriam Waltrick — 28/01/2014 @ 5:49 PM

    • Míriam! Seu fã inveterado agradece a visita. Tenho te lido e quero te ler cada vez mais .Interessantíssimo comentário, eu não sabia que Lewis havia pedido Alice em casamento. Estou de saída, mas volto pra comentar suas informações! beijo pra voce tambem. Renato

      Comment by Renato — 29/01/2014 @ 12:18 AM

      • Puxa Renato, quanto tempooo!!!! Mas se andas lendos meus escritos, provavelmente são os jurássicos, posto que, praticamente, abandonei meu blog rsrsrs Com o advento do facebook, já sabe né? Fui tragada por aquela realidade… ou quase! Ando fazendo uma depuração braba e a Fy sabe disso!😉 Sobre o pedido de casamento feito por Lewis, seus biógrafos, posteriormente, juntando peças aqui e ali, incluindo os livros escritos por ele, como continuação de Alice, além de algumas cartas trocadas entre eles (Lewis e Alice) puderam deduzir a confusão que houve… Tem um vídeo que assisti no youtube. e fala um pouco sobre como tudo se passou. Vou procurá-lo e, mais tarde, posto por aqui. Beijão Renato e até!! ps: tens facebook?😀

        Comment by Miriam Waltrick — 29/01/2014 @ 2:51 PM

      • Opa! Achei Fy e Renato!! Aqui vai o vídeo que havia prometido, sobre Lewis Carroll e sua “verdadeira” Alice – como tudo começou, como se desenvolveu, o momento em que Lewis teve a ideia de escrever o livro e por aí vai. Assistam quando tiverem um tempinho, visto que é quase uma hora de vídeo. Espero que gostem. Beijos e até!!!

        Comment by Miriam Waltrick — 29/01/2014 @ 3:27 PM

        • Vou assistir agora, Míriam, neste calor insuportável só estou conseguindo produzir à noite!

          E não tenho facebook, não. Não dá tempo e não me atrai muito. Vou ver e depois volto

          té já,

          Comment by Renato — 30/01/2014 @ 10:53 AM

          • Oi Renato! Já conseguiu assistir ao vídeo ou acabou derretendo com o calor?😀 Aqui em Floripa está o mesmo calor insuportável. Só não tô reclamando muito porque o inverno, aqui no sul, para compensar, é congelante… brrrr

            Beijos querido e até!

            Miriam

            Comment by Miriam Waltrick — 02/03/2014 @ 9:23 AM

            • Olha Míriam , este povo não curte o facebook, de jeito nenhum …. hahaha. Adorei o vídeo .

              Comment by Fy — 11/03/2014 @ 9:59 AM

      • nossa eu tb nunca soube disto.

        Comment by Fy — 11/03/2014 @ 10:00 AM

    • Ah ! O cantinho agradece e vive com saudades de vc !

      Carroll será sempre genial !

      – Porém, já se havia percebido (há muitos séculos!) o poder, a eficiência, da disseminação de ideologias através da literatura, visto ser a leitura um hábito para lá de bem cultivado entre as camadas sociais mais proeminentes da época (o público-alvo!). –

      Míriam eu lí a respeito, nesta análise feita pela Caroline Garcia de Souza – até queria encontrar mais artigos escritos por ela – dá uma olhada : http://www.wwlivros.com.br/IIjornadaestlit/artigos/estrangeira/SOUZACaroline.pdf

      Eu tb não sabia q ele pediu a mão de Alice.

      To te esperando então > aqui e lá no facebbok !

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 29/01/2014 @ 10:47 AM

      • Não é preciso ir até a época vitoriana. Tem um crítico que diz assim , “Retratados sem maniqueísmos os familiares de Alice, não são meros simulacros. São verossímeis e se não residem dentro da nossa casa, estão ao lado, no parente distante.”.

        Comment by duda — 29/01/2014 @ 11:53 AM

        • Como costumo dizer, Duda, o passado passa mas a mentalidade fica… Puxa, comentário conciso e direto no alvo! Isso mesmo! Beijos!

          Comment by Miriam Waltrick — 29/01/2014 @ 3:33 PM

      • Puxa Fy, obrigado pelo (re) welcome!!! Sobre o link que postaste, da Caroline, acabei de baixar e quero dar uma lida sim! Dei uma lida no abstract e me parece bem interessante! Quem sabe não rende um bom post para o face?, mas que também farei questão de postar aqui, claro!😉 Sobre o pedido de casamento, como já havia dito para o Renato, no comentário acima, logo mais vou procurar no youtube um vídeo que assisti há uns tempos atrás e que fala um pouco sobre como tudo se passou. Assim que achar, posto aqui nos comments, ok?

        A gente se fala. Beijos mil!!!

        Comment by Miriam Waltrick — 29/01/2014 @ 2:57 PM

  4. Qualquer leitura se processa em um entrelugar da afetividade do saber. E sempre um saber precário, que não se quer totalitário nem totalizante, mas que raramente consegue ser totalmente liberal, no que diz respeito a conferir ao texto um sentido consistente e unívoco. Reparem como um mesmo texto ou mensagem vai adquirindo significados diferentes quando espaços intercalam sua releitura . O leitor contemporâneo é parte do texto que lê, uma vez que encontra no texto as diversas possibilidades de entendimento que sua experiência lhe forneça quando lhe permite um devir constante e variável em atualizações.
    Adorei o post, é uma delícia rever Alice.

    Acabei de ler, com imenso interesse o comentário da Míriam e prometo um replay mais tarde.
    Quanto ao Guz, todos concordaremos.
    Bel

    Comment by Isabel — 28/01/2014 @ 11:38 PM

    • Sem dúvida Bel, sempre – sempre conferimos a qq texto um significado : um pouquinho de nós, do nosso momento.

      Terrível , como disse o Gustavo , é a leitura cujo significado ou interpretação pretenciosamente se estabelece como um único e indiscutível sentido .

      bj

      Fy

      Comment by Fy — 29/01/2014 @ 9:52 AM

      • Qualquer leitura se processa em um entrelugar da afetividade do saber.

        que bonito, Bel!
        Aloha!

        Comment by TocaYo — 31/01/2014 @ 6:57 AM

    • Oi Bel, tempo que não falava contigo também amada! Quanto ao teu comentário, simplesmente perfeito. Costumo dizer que um texto terá tantas (re) leituras e interpretações quanto existirem estrelas no céu. Lembro da frase de uma autor (também não recordo o nome! rsrs) que diz mais ou menos assim: o que eu escrevo é problema meu, o que você interpreta é problema seu. E é exatamente isso. Quantas vezes quis dizer algo que nada correspondia com as interpretações que vieram em seguida! Em alguns momentos, as interpretações são bastante interessantes, enriquecedoras e, em outras, a má-interpretação geraram críticas acirradas….. Vixi! Por isso, aquela frase em que dizes “O leitor contemporâneo é parte do texto que lê, uma vez que encontra no texto as diversas possibilidades de entendimento que sua experiência lhe forneça quando lhe permite um devir constante e variável em atualizações.” se aplica muito bem ao caso.😉

      Beijokas e até!!

      Comment by Miriam Waltrick — 29/01/2014 @ 3:08 PM

  5. Eu já lí aqui no Windmills algum post ou citação sobre o Discernimento. Tudo a ver com estas observações sobre o sentido do que se lê e de como ele pode variar, conforme a interpretação de cada um . Mas vamos e convenhamos, existem leituras que mesmo analisadas sob a luz do discernimento, fazem um mal bárbaro pra cabeça. Parecem mensagens gravadas repetindo-se em nossas mentes. É preciso avaliar nossa capacidade de sermos influenciados ou não e trabalhar isto. Um bom exemplo são as crianças, que dependendo da idade recebem certas informações ao pé da letra.
    Gostei muito, Fy. Mas quem não gosta ou carrega uma Alice dentro de sí ? Ou várias ?

    Adriana

    Comment by Adriana — 29/01/2014 @ 6:27 AM

    • Oi Adriana !

      Super bem lembrado este lance das crianças . São facilmente influenciáveis, por isto o perigo da doutrinação sob qualquer aspecto. São tremendas as consequências futuras ! As culpas, os medos, as impotências, baixo-estima…. e… por aí vai .

      ————

      Quem não carrega Alices dentro de sí ?

      Eu creio que até mesmo aqueles que responderem : nenhuma.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 29/01/2014 @ 9:49 AM

    • Adriana, pior é que não são apenas as crianças a serem afetadas por conteúdos considerados “bárbaros”, para utilizar as tuas palavras… Em minhas navegações pelo facebook, fico chocada com a quantidade de pessoas que, simplesmente, deslumbradas pela titulação de fulano ou fulana de tal, simplesmente dão AMÉN a todo e qualquer absurdo postado. E, o pior!, à priori, são pessoas de quem esperava o mínimo de discernimento, sabe? Será que, como já denunciara o filósofo e linguista Noam Chomsky, dos 8 aqos 80, contamos hoje com uma maioria populacional infantilizada, totalmente idiotizada, preza fácil de qualquer guru? Dá medo viu? Aliás, muito pertinente este teu comentário. Parabéns!

      Abraços!

      Comment by Miriam Waltrick — 29/01/2014 @ 3:17 PM

      • Nossa Míriam, nem fale ! Eu expliquei que este post foi escrito por causa de uma conversa , absurda conversa . E, exatamente como a Duda escreveu lá embaixo, o que mais choca é deparar com estas idéias em pessoas que vc jamais pensaria capazes de se infantilizar tanto ! Mas no fundo, eu acho muito legal que agente se surpreenda ! Que agente não se sinta engolida por esta banalização, esta mesmice idiotizante . E quanto à guruzada , às vzs me dá um ataque de cinismo…. pq tanta burrice enjoa… : e fico pensando : certo eles… – caramba … dinheiro fácil… aplausos… fama … > em terra de cego quem tem olho é rei !

        Eu não vejo a hora de vc reaparecer lá no facebook ! Eu convidei a Mariana pra vir aqui, entrar nesta nossa sintonia gostosa… – pra nós – … eu sei q ela tb vai se sentir super à vontade.

        bjs
        Fy

        Comment by Fy — 30/01/2014 @ 11:32 AM

        • Aloha ! cansado, suado, mas Aloha!

          Atualmente o alvo da des-cultura de massa é produzir uma relativação conceitual onde tudo é semelhante a tudo. Qualquer um pode em algum momento desempenhar qualquer papel. Aquilo que aparece como um “caos programado”, discurso vomitado, passa a possuir uma estrutura, ordem e sentido. Os dispositivos bestificantes são trazidos pra qualquer sala de estar. Se você, no pensamento e na ação, aceita o que todos pensam e fazem, então você pode participar do mundo de um modo relativamente seguro. Em troca do conformismo é estabelecido um prêmio social da fruição em comum e novamente topamos com a produção do Homem Massificado. bestificado. O Homem sem sentido, sem significações. o homem que não precisa pensar, imaginar, escolher, analisar e julgar. O que é uma violência, não esquecendo que o mesmo processo torna a própria violência comensurável, comestível, comum-izada, inconsequente e conformista .

          Eu aposto que esta conversa da Fy rolou no absurdo da religião. Caraca, qualquer referência à religião numa época secularizada fornece o fundamento, a resposta rápida, mesmo que obscura ou absurda, pra aquilo que exigiria algum esforço próprio pra ser elucidado ou resolvido. As designações permanecem tão vagas que qualquer um ou qualquer imbecil pode estabelecer abobrinhas sobre o que quiser sobre qualquer conceito. Quando alguem , aparece com esta prezepada do “eu creio” e porque eu creio “isto é” já se pode esperar aquele bla bla bla esquizofrênico de “creios e creios” que, de fato, são nauzeantes. Eu não tenho nada contra conceitos, nada contra teorias, mesmo as absurdas, mas tenho contra o comando, contra o estabelecer. Tem um lance do Deleuze sobre a distinção entre aliança e filiação. O legal é usar teorias como aliadas. Surfar em todas. esta, aquela, não todas, não sempre. Caixa de ferramentas. Multiplas, diversificadas. E, se possível, num contínuo, ser capaz de inventar as próprias ferramentas… , muitas.

          Beijo menina
          Abraçoaê moçada!

          que bom te ler, Míriam.

          Comment by TocaYo — 31/01/2014 @ 6:55 AM

          • Oi Tocayo, quanto tempo não falava contigo, meu querido!😀

            A respeito da tua resposta, quando dizes que a conversa da Fy rolou no absurdo da religião, tenho de concordar contigo que deve ter sido este o assundo da pauta… apesar de que só a própria Fy poderá confirmar ou não nossas suspeitas… kkkk De qualquer forma, o que tenho percebido, em boa parte das pessoas que se dizem ateístas, é que, incapazes de viver sem ter nada para adorar ou reverenciar, abandonaram o discurso de “conteúdo” religioso e adotaram as ideologias, de toda a sorte, e, da mesma forma que qualquer fanático, tentam nos empurrá-las goela abaixo! Em outras palavras, deixaram de ser seguidores e/ou sacerdotes de um Deus, para se tornarem seguidores e/ou sacerdotes de uma ideia! E ai de quem tente refutá-las!! Aliás, os esquerdistas fundamentalistas que o digam! Mas n’ao s[o eles, claro.

            As pequenas coisas ou as ações cotidianas é que são as questões fundamentais da vida. Também não tenho nada contra teorias… desde que não virem doutrinas, ideias e idealismos que nos queiram vender a qualquer preço. Como tu mesmo disseste, utilizar teorias como aliadas, como ferramentas, é formidável. A erudição, num momento inicial, quando começamos a caminhar, é necessária. Afinal, precisamos saber tudo aquilo que já foi pensado, proposto ou dito antes da gente. No entanto, alguns eruditos caem na armadilha de se tornarem apenas cuspidores de teorias, deixam-se aprisionar por elas e jamais conseguem sair do “círculo invisível” que apelidei de não-me-passe. Ou seja, parece que têm medo de inovar, de embaralhar as pecinhas, olhar para o mundo que os cerca e lançar propostas mais ousadas e mais de acordo com o que a realidade que os cerca.

            Aliás, nem preciso dizer que Nietzsche estaria totalmente de acordo com o que disseste, não é mesmo? Afinal, ele era um ferrenho combatente dos eruditos (principalmente seus contemporâneos), posto que a maioria acaba por se fechar para as novas ideias e discursos e, pior, combater a quem tenta mudar este estado de coisas. É como se a invençao de novas ferramentas (para utilizar as tuas palavras) consistisse em crime hediondo contra os “grandes pensadores”. O próprio Nietzsche se reconhece como um produto-antítese da filosofia de Schopenhauer, assim como o discurso de Platão desenvolveu-se a partir da filosofia de Sócrates. E não há como ser diferente. O “igual”, a mesmisse, o lugar-comum pertence aos eruditos que estacionaram na fase da erudição: vomitam e cospem citações em todas as direções quando, muitas delas já não fazem o mesmo sentido.

            Beijão Tocayo!

            Foi muito bom te ler também!

            Até a próxima

            Miriam

            Comment by Miriam Waltrick — 02/03/2014 @ 9:18 AM

        • Olá.Fy, e Miri (mums)!

          Puxa! Estou explorando esse “cantinho” e, não imaginas o quanto estou gostando. Obrigada, por me convidar a vir pra cá! E que sintonia, Fy!

          Quanto ao texto, encontrei tantos comentários interessantes que, não sei o que acrescentar!

          E Miri, assim como a Fy, não vejo a hora, de voltares para o Facebook. Como nós já dissemos, se não fosse uma pela outra, e por outras poucas pessoas, teríamos abandonado aquilo!

          E para quem eu não conheço aqui, será um prazer interagir com vocês!

          Beijos
          Mariana Guerra

          Comment by marianaguerranietzsche — 05/02/2014 @ 1:14 PM

          • Aêeee Mariana !

            Eu tava com a Fy no face, bicando a conversa também. Seja bem vinda ! Saiba que é um canto amigo. Vou dizer pra ela que voce comentou.
            beijo
            TocaYo

            Comment by TocaYo — 05/02/2014 @ 1:20 PM

            • Obrigada!

              Beijos.

              Comment by marianaguerranietzsche — 05/02/2014 @ 1:22 PM

          • Yuhuuuuu ! Viu ? hahahaha agente consegue !

            Seja bem vinda Mariana , e olha, não precisa pensar mto pra escrever, não ! Agente fala sério, mas brinca mto também !

            adorei !

            téjá, bj
            Fy

            Comment by Fy — 05/02/2014 @ 1:41 PM

          • Oi Marianita! Então, finalmente resolveste aparecer por aqui, no cantinho da Fy, minha amada! Puxa, que legal!!! Mais uma pitaqueira de plantão! uhuuuuu Pois é, como tinha te dito, foi por aqui que comecei minha amizade (mesmo que ainda virtual!) com a Fy e a tchurma toda. Fiquei um bom tempo longe devido ao buraco negro do facebook (sim, ele engole a todos nós! kkkkkk). Bom, faço coro com a Fy e o Tocayo, então, seja bem vindaaaaaa!!!!! xxxxxx

            Comment by Miriam Waltrick — 02/03/2014 @ 8:06 AM

        • Oi Fy! Me chamou atenção esta última frase com que fechaste o teu texto “em terra de cego quem tem olho é rei”. Outro dia estava pensando sobre a bendita… Olhando à minha volta, seja no mundo real ou lendo as postagens do mundo virtual, tudo o que percebi é que estamos rodeados por cegos. E se estes cegos, que formam a manada, são maioria, será que, realmente, é uma vantagem ter “olho” quando vivemos em ambiente tão inóspito? Quando, a cada passo que tu te atreves a dar, meio milhão cai em cima de ti e, o que é pior, com argumentos que não são argumentos e, sim, uma questão de fé ou “achismos” de toda sorte? Ah! E não estou me referindo apenas às questões religiosas não! Antes fosse! Bom, fica aí a dúvida… rsrsrsrs

          Sobre o Face, vou ver se apareço por lá pelo menos para agradecer às felicitações de aniversário senão vai ficar meio chato né?… rsrs Sinto muita falta de trocar figurinhas com pessoas como tu e a Mariana que, para mim, são para lá de especiais. Aliás, dia destes, tava falando para a Marianita que, mesmo não indo ao facebook, minha mãe, vez em quando, vem me falar sobre as postagens de vocês duas. É muito legal!😀 Ela gosta demais de vocês!

          E, aliás, já dei as boas vindas para a Marianita. Puxa, esse cantinho tá cada vez mais que demais!!!!!!

          Beijos beijos e até!

          Miriam

          Comment by Miriam Waltrick — 02/03/2014 @ 8:23 AM

          • Oi querida !

            Viu q legal, a Mariana ?

            então … – hahaha , boa pergunta …. e acho até que não tem resposta… – não consigo nos imaginar “cegas” … – mas q não é fácil nem simples, ah … não é não . E olha, não é que não gostemos da diversidade … – muito ao contrário – alías, completamente ao contrário : mentes pequenas adoram achismos … vazios e detestam as diferenças … > pq não as compreendem .

            Míriam … ando cansada do Brasil .

            – adoro qdo vc vem aqui !

            bj
            Fy

            Comment by Fy — 11/03/2014 @ 9:55 AM

  6. The following is a stanza from Lewis Carroll’s poem, “All in the Golden Afternoon” – where he tells of the afternoon boat ride when he improvised the tale which became “Alice” for the 3 daughters of Henry George Liddell.

    Thus grew the tale of Wonderland
    Thus slowly, one by one
    Its quaint events were hammered out ~
    And now the tale is done
    And home we steer, a merry crew,
    Beneath the setting sun

    Alice! A childish story take
    And with a gentle hand
    Lay it where childhood dreams are twined~
    In memory’s mystic band
    Like pilgrim’s wither’d wreath of flowers
    Plucked in far-off land

    Como sempre maravilhoso.
    Marianne

    Comment by Marianne — 29/01/2014 @ 12:57 PM

  7. olá todo mundo, mais absurdo, e dos inteligentes, pra agente se divertir um pouco: DICIONARIO IRREFLETIDO •

    História: Uma coisa que não aconteceu contada por alguém que não estava lá. • Ideologia: Bitola estreita para orientar o pensamento. Não existe pensador católico. Não existe pensador marxista. Existe pensador. Preso a nada. Pensa, a todo risco. A ideologia leva à idolatria, à feitura e adoração de mitos. E, finalmente, ao boquete ideológico. • Justiça: Sistema de leis legalizando a injustiça. • Lapidar: Verbo antigamente usado para atirar pedras em mulheres adúlteras. Hoje, desmoralizado no ocidente como punição, serve como prêmio e alto elogio: “Teu artigo, escritor, é lapidar”. Também usado nos cemitérios (nas lápides) para elogios fúnebres. Não há canalhas nos cemitérios. • Medida: “Todo homem nasce duas doses abaixo do normal.” (Humphrey Bogart) • Meyer: Bairro do Rio de Janeiro. Quando nasci, o Meyer era o umbigo do mundo. Vivíamos com a consciência, inconsciente, de que nunca teríamos que abandonar o bairro e a cidade (como muito mais tarde eu iria aprender que era o normal na maior parte das cidades pobres e tristes do Brasil) para sobreviver. • Ofensas: “O perdão às ofensas é uma grande virtude.” (Moralismo tedioso de Machado de Assis. Do livro Pensamentos e reflexões de Machado de Assis) • Pão: O pão que o diabo amassou. Expressão incompreensível pois em nenhum lugar da Bíblia ou da História se diz que o Diabo era padeiro. • Propaganda: A madrasta da prostituição. • Televisão: Maravilha tequinológica que levou ao extremo o barateamento da popularidade. Criando a glória prêt-à-porter.
    abração
    André

    Comment by André — 02/02/2014 @ 6:18 AM

  8. Especialíssimo. Parabéns.

    Comment by Marisa — 12/02/2014 @ 5:25 AM


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