windmills by fy

27/02/2014

chasing

Filed under: Uncategorized — Fy @ 2:58 AM

Afora os aspectos que reúnem em um só platô as filosofias de Nietzsche e Deleuze, há um que considero primordial e marca a aliança entre os dois pensadores: o pensamento como receptor da vida é tão-somente:

 MOVIMENTO

.

Movimentos e superfícies organizam um jogo do pensamento que Deleuze chama  ” o jogo ideal ” ,

e que pode ser comparado pelas suas especificidades com os esportes .

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas ,  se o pensamento ,  por seu movimento intempestivo ,  supera todos os limites ,  o esporte pode tão-só encontrar sua validade no próprio limite .

O surf é um jogo , como todo esporte , mas equipado de um aspecto lúdico que lhe é intrínseco .

 

 

 

 

 

 

 

O surf pode tão-só se emancipar mediante duas condições :

o surf é desenvolvimento da alegria pelo corpo , surfar é criar movimento .

 

 

 

 

 

 

O que qualifica um bom surfista é ,  pois ,  a facilidade com a qual ele realiza seu movimento numa superfície de jogo

pertencente a uma velocidade nômade do movimento e do tempo da onda .

 

 

 

 

 

 

 

No entanto, ele brinca de brincar com a onda excedendo os limites da própria onda e de suas regras não estabelecidas .

Sua ação poderá superar a chegada da vaga , fazendo dos limites o lugar de transmutação da conformidade e da violência da calma da própria onda .

 

 

 

 

 

 

 

Superar regras e limites é o que Deleuze nomeia O jogo ideal e que ,  pessoalmente ,  chamo um movimento louco para um jogo ideal .

 

 

 

 

 

 

 

Jogar para além do acaso , no acaso das próprias ondas ,  é uma arte ,

um conhecimento de seu corpo e do corpo da onda: gorda ou magra ,

ela tem um corpo ,  um corpo sem órgãos ,  uma leveza ativa ,

que é a própria leveza do ser em devir .

 

 

Um limite vale tanto pelo que contém quanto pelo que rejeita ,

e marca a sedentariedade do surfista à espreita da boa onda .

Se o surfista é o  ” sedentário do esporte ”  ,

é parado que ele se movimenta mais :

parar é ter o corpo em movimento ,  em articulações e namoro com a onda .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O jogo ideal é sem regras , sem vencedor e sem vencido .

É a afirmação de todos os acasos .

 

 

 

 

 

 

 

É o jogo do contra-senso ,  pois não põe um conjunto de objetos distintos ,  cujo agenciamento organizaria um sentido ,

sob o signo da boa estrela ou a boa sorte .

Os objetos do jogo ideal são impessoais , não se organizam pela fórmula ganhadora que daria os dados ,

mas pelos lances de dados a cada vez .

O mar não tem gramática, apenas alfabeto órfão: sua única verdade é a efemeridade da verdade. Essa negação do jogo tradicional impõe a afirmação do acaso proscrito, sem aniquilar, porém, o jogo: eleva-o a sua plena potência do acaso.

A onda é o acaso do surfista, como o tubo é para ele o experimento da imanência.

O surfista é a onda com a onda , e não onda sobre a onda ;  ele não existe apenas para aquilo que o tornará vencedor ,

mas se realiza afirmando o acaso ;

temos aqui certamente uma bela definição do ser , sempre em devir .

É um puro sensitivo à escuta do meio no qual ele dança com seu corpo-onda para não  ” dançar ”  na vida .

Escorregar é antes de tudo reduzir o esfregão ,  o caldo , a  ” vaca ” .

 

 

 

 

 

 

 

O surf é caracterizado pela superfície na qual se evolui , superfície que como o fora não é o exterior ,

mas a possibilidade de um fora/dentro ,  desejo maior do surfista .

 

 

 

 

 

 

Ele fica à espreita do grande momento , num instante de duração não linear do tempo que tatua o corpo não com marcas visíveis ,

mas com um devir imperceptível que inebria a superfície de um dentro em núpcias com o fora .

 

 

 

 

 

 

É o momento em que o surfista fura a onda , torna-se tubo com o tubo .

A inércia é aparência , é silêncio para não afugentar os devires .

Trata-se de perfurar a onda e não de ficar sob a onda ,  o que é muito mais rico do ponto de vista do corpo projétil .

 

 

 

 

 

 

 

O surfista se situa num experimento ou posição claramente contracorrente ,  sem jogo de palavras ,  mas que o auxilia em seu desejo de sensação plena .

Mormente ,  o surfista ,  ao contrário do nadador ,  dispõe de um material extra-humano :  a prancha e a força motora extracorporal , isto é:  a onda .

É claro que o trabalho ,  a técnica ,  o treino ,  a escuta do corpo ,  da onda e alianças desses dois elementos nutrem a sensação do surf-imagem-movimento ,

inserido numa filosofia vitalista ,  a imanência ,  uma Vida .

“ O dia em que Gottfried Been pegou a onda ”

                                                                                                                                                                                                                                                                do escritor-pensador Alberto Pucheu:

É preciso aprender a ficar submerso

por algum tempo. É preciso aprender.

Há dias de sol por cima da prancha,

há outros, em que tudo é caixote, vaca,

caldo. É preciso aprender a ficar submerso

por algum tempo, é preciso aprender

a persistir, a não desistir, é preciso,

é preciso aprender a ficar submerso,

é preciso aprender a ficar lá embaixo,

no círculo sem luz, no furacão de água

que o arremessa ainda mais para baixo,

onde estão os desafiadores dos limites

humanos. É preciso aprender a ficar submerso

por algum tempo, a persistir, a não desistir,

a não achar que o pulmão vai estourar,

a não achar que o estômago vai estourar,

que as veias salgadas como charque

vão estourar, que um coral vai estourar

os miolos – os seus miolos –, que você

nunca mais verá o sol por cima da água.

É preciso aprender a ficar submerso, a não

falar, a não gritar, a não querer gritar

quando a areia cuspir navalhas em seu rosto,

quando a rocha soltar britadeiras

em sua cabeça, quando seu corpo

se retorcer feito meia em máquina de lavar,

é preciso ser duro, é preciso aguentar,

é preciso persistir, é preciso não desistir.

É preciso aprender a ficar submerso

por algum tempo, é preciso aprender

a aguentar, é preciso aguentar

esperar, é preciso aguentar esperar

até se esquecer do tempo, até se esquecer

do que se espera, até se esquecer da espera,

é preciso aguentar ficar submerso

até se esquecer de que está aguentando,

é preciso aguentar ficar submerso

até que o voluntarioso vulcão de água

arremesse você de volta para fora dele.

 

Surfar o surf para além da doxa de seu heroísmo eufórico ,  de seus dias de glória ,

de seu vídeo Show .

O surf longe dos estereótipos do surfista campeão de surf .

E mais longe ainda do “ Surfista calhorda ” ,

com  “ Prancha importada assombrando a meninada/ Corpo de atleta e rosto de Baby Johnson ” , como gritavam os punks Replicantes dos anos 80 .

 

 

 

 

 

 

 

Um exercício de ver-ouvir que nos expulsa de toda possível superficialidade do surf ,  o que

não significa de suas superfícies ,  se entendermos que ,  nesse caso ,  superfície e

profundidade não se opõem ,  mas se dão e se doam como passagens ,  perspectivas ,

dobras de uma mesma onda ,  um mesmo mar ,  um mesmo devir-água .

 

 

 

 

 

 

 

As palavras do poema ,  com sua cadência circular ,  com a aspereza de suas

consoantes ,  com a fúria crescente de suas imagens ,  com seu tratamento diretamente

dirigido ao   “ você ”  do leitor ,  a cada giro ,  nos arranca do conforto de nossos  “ dias de sol

por cima da prancha ”  e nos  “ arremessa ”   mais e mais para o escuro turbilhão dos

intestinos do surfar   –  a dimensão diabólica, intraduzível de seu  “ círculo sem luz ”  – ,  nos

levando à precisão do aprender  “ aguentar ficar submerso ” ,  aprender a disciplina de

assumir o perigo indisciplinado da água no perigo do próprio corpo ,  quando o corpo  “ se

retorcer feito meia em máquina de lavar ” .

 

 

 

 

 

 

 

Assim como a onda vive de sua repetição e ,

simultaneamente ,  de sua novidade  – uma mesma onda é, sempre, outra onda, um  “ eterno

retorno da diferença ”  –     para lembrarmos o diálogo Deleuze-Nietzsche  –    o poema parte de

um bordão :

 

 

 

 

 

 

 

“ É preciso aprender … ” .

E a cada retorno preciso de seu aprendizado sonorosintático-

Semântico ,   se abrem  ,   em sua precisão formal ,   novos furacões de palavras .

Trata-se de um poema que ouve e faz ouvir ,  na violência de suas palavras ,  a violência

criadora ,  cruel ,  caótica da água-onda .

A água que o homem não pode prever e conter ,

a água que o homem ,  por inteiro ,  não pode surfar no seu surfar ,  não pode escrever no seu

escrever .

 

 

 

 

 

 

Água-borda que ,  constantemente ,   “ o arremessa ainda mais para baixo ,/ onde

estão os desafiadores dos limites/humanos . ”

Água-onda-mar que não deixa a criança em paz ,  que faz a criança ,  inquieta ,

subir e saltar da prancha ,  entrar e sair do mar e ,  de novo ,  entrar e ,  de novo ,  ser levada

pela onda a sair e ,  de novo ,  “ persistir ” ,  tentar entrar ,  criar entradas ,  brincar de  “ não

desistir ”  e ,  de novo ,  aprender a dura disciplina de  “ ficar submersa por algum tempo ” ,  de

não se esconder da violência do viver ,  mas aprender a surfá-la ,  surfando-a , como as

palavras de Pucheu se surfam e se escrevem em onda ,  como a câmera do vídeo de

Danielle Fonseca surfa o surf das palavras de Pucheu e o surf da criança ,  deles se

perdendo e se encontrando no que se filma , no que se ouve e se vê filmar , na ondamúsica

do mar ,  na onda-cadência do poema ,  na criança que se enquadra ,  se

desenquadra , na pulsão da onda que faz a imagem levar  “ caixote ,  vaca ,  caldo ” ,

mergulhar no embrulho da onda ,  dobrando-se com ela a ver-não-ver céu ,  a ver-não-ver

onda ,  a ver-não-ver navio ,  a ver-não-ver criança .

 

 

 

 

 

 

 

E tudo isso de novo :   na edição dobrada da sequência que persiste no infilmável do que se filma ,

no inaudívelinescritível do que se ouve-escreve ,  no isurfável-surfável que se faz criança .

 

 

 

 

 

 

 

Trata-se ,  em tudo isso ,  de um encontro rigoroso do caos e do cosmos.

 

 

 

 

 

 

 

Disciplinas ,  trans-disciplinas ,  indisciplinas .  Ressonâncias das melhores lições

extemporâneas de nossos totens que ,  há muito ,  e de muitos modos ,  vem tentando nos

fazer ouvir:

 

 

 

 

 

 

 

o mundo é vasto e em sua vastidão o que o mundo-mundo quer conosco é

sempre um mais de sua potência a não se adaptar em zonas de conforto .

 

 

 

 

 

 

 

É sempre uma natureza indócil que não se deixa representar em seu puro devir ,  que não se deixa

Humanizar ,  que tudo une e tudo fere em caos comum .

Um caos inevitável que ,  justamente por ser inevitável ,  nos exige ,  para com ele ,  toda nossa precisão .

 

 

 

 

 

 

 

Precisão como necessidade de encarar todo o perigo criador e com ele ,  não simplesmente viver o vivido ,  ou o vivível ,

mas criar ainda mais perigo com o acontecimento de seus impossíveis .

 

 

 

 

 

 

 

Ou como resume o próprio Pessoa ,  “ Viver não é necessário ;  o que é necessário é criar . ”

Mas , preciso ,  também ,   como idéia de se fazer ,  de se tentar fazer algo de modo rigorosamente acurado .

Precisão como capacidade de se criar máscaras provisórias ,  suportes finitos para o

insuportável infinito do viver :  um tanto de Apolo ,  um tanto de Ariadne para o que não

se pode precisar do todo dionisíaco .

 

 

 

 

 

 

A pena de um poeta ,  o conceito de um filósofo ,  a prancha de um surfista ,  a ginga de um toureiro ,

a câmera de um cineasta ,  a panela de um cozinheiro podem ser máscaras precisas ,  ou não .

 

 

 

 

 

 

Não importa o suporte disciplinar em si ,   a disciplina em si ,

mas o movimento vital que uma disciplina qualquer é capaz de traduzir em sua singularidade povoada .

 

 

 

 

 

 

 

Disciplinas, tal como as penso aqui , não são categorias ,  são pousos , repousos provisórios para o indisciplinado texto da vida .

É preciso aprender a fazer com que o viver não se envergonhe em nós ,  não

desista de nós ,  não morra em nós .

 

 

 

 

 

 

 

Ou ,  ainda ,  virar molécula diante da enorme onda de sua grandeza .

É preciso resistir sabendo que nossa resistência se constrói naquilo mesmo ,

com aquilo mesmo que nos faz aprender a ficar ,  por algum tempo , submersos .

 

 

 

 

 

 

 

A vida nos exige uma disciplina-indisciplina de guerra .

Não a guerra do ressentimento, mas a guerra do esquecimento .

Por isso, volto de  novo   ( sempre de novo )   às últimas palavras do poema de Pucheu :

 

 

 

 

 

 

 

é preciso aguentar esperar

até se esquecer do tempo, até se esquecer

do que se espera, até se esquecer da espera,

é preciso aguentar ficar submerso

até se esquecer de que está aguentando,

é preciso aguentar ficar submerso

até que o voluntarioso vulcão de água

arremesse você de volta para fora dele.

 

 

 

 

 

 

 

Não adianta brigar com a vida .   É preciso ir com ela e esquecê-la .

Esquecer para lembrar o que ainda não é  .

Esquecer como a criança que surfa esquece do caixote ,

do caldo ,  da vaca da última onda para pegar uma onda nova .

 

 

 

 

 

 

 

Esquecer para não esquecer ,

como não esquecia Nietzsche ,  do lema de Píndaro que ele tanto amava :   “ torna-te aquilo

que és ”  .   E o que és ,  o que é ,  o que somos senão o próprio  “ tornar ” ?

 

 

 

 

 

 

 

Ou melhor: um próprio e sempre único tornar-se povoado pelo eterno tornar-se da vida .

O que distingue uma pessoa de outra pessoa ,  uma música de outra música ,  uma disciplina forte de outra

disciplina forte é a singularidade de seu próprio e necessário tornar-se .

 

 

 

 

 

 

 

É preciso aprender a esquecer para lembrar que nunca é tarde
para ouvir a voz do vento que

passeia , aqui e agora . . .

FONTES :

– Meu surfista tão mais que preferido

– Danielle Fonseca

A relação entre o surf e a inspiração do filósofo francês Gilles Deleuze

– O Vertebral

 

 

 

 

 

 

 

 

É preciso aprender a ficar (in)disciplinado

– André Monteiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

– Alberto Pucheu

 

 

 

 

 

 

 

 

– e o Mar .

“ O mar e seu alfabeto sem língua , sem linguagem ou

gramática , é pura intensidade marcada por uma estética do

efêmero ,  da qual o surfe é uma perfeita ilustração ”

Fy

 

18 Comments »

  1. Espetacular, Fy !

    Merece ser lido, relido, e absorvido em cada parágrafo, com muita calma. Uma beleza. Muita beleza.
    Preciso pensar, surfar, e aí então procurar palavras-mar, palavras-vida, palavras-ondas,e palavras-imensidão para depois, comentar.

    Voce é linda!
    beijo a todos
    Tio Guz

    Comment by Gustavo — 27/02/2014 @ 6:19 AM

    • Muita beleza mesmo! E também me senti sem palavras. Acho que me sentí, pensamento? pensamentos?
      Uma das mais belas lições de vida que já lí ? Não sei se lí, se ví ou sentí ? Fy, que trabalho magnífico!
      Não envergonhar a vida.
      Frase fortíssima. Viva.Um desafio, um abraço? Uma dignidade?
      Amanhã eu volto, quero ler novamente, e novamente, como disse o Gustavo.
      Bel

      Comment by Isabel — 27/02/2014 @ 11:20 AM

  2. Fy !
    m o r r i – m e!

    amanhã, estarei sweellando o Kelly Slater ….

    beijinhos
    Ju

    Comment by Juliana — 27/02/2014 @ 10:33 AM

  3. a benção, Artaud Gray, Aaron Lieber, Deleuze, Danielle, Daniel Lins, Pucheu, e à Fy.

    Eu sou tudo isto e nem sabia.
    é isto, gente, menos agressividade, mais amizade; menos localismo, mais locais para surfar; menos “guerras” sem sentido, mais sentido de alegria;

    Mais ALOHA!

    Comment by du@a — 27/02/2014 @ 11:41 AM

  4. Que lindo, Fy! Esta parte do “é preciso saber ficar submerso” é demais.
    Vou deixar uma lembrança que eu tenho de ver o Gab surfando, num dos lugares mais lindos que eu já fui, nestas nossas aventuras. Nem acreditei quando encontrei este vídeo! Faz um tempinho, mas foi maravilhoso.

    beijo, Karina

    Comment by Karina — 27/02/2014 @ 12:01 PM

  5. diz o vento.
    quanta coisa diz o vento.
    super carnaval pra ti.

    Comment by duda — 28/02/2014 @ 11:37 AM

  6. Putz, como agente esquece de tudo isto! Teu blog é diferente, indispensável e feliz.

    Comment by Carlos Eduardo — 02/03/2014 @ 1:30 AM

  7. Pois é, coisa bonita mesmo.
    Coisas de um mundo bonito, farto, que só faz se entregar. Tão generoso e tão inteiro em sua entrega que até perde em grandiosidade quando tomado por mentes incapazes.
    A filosofia que Deleuze encontrou no surf, porque sim, ele encontrou, é uma daquelas coisas simples, simples demais para que sejam importantes nestas mesmas mentes incapazes.
    Uma das melhores partes está aqui : é o ser onda. Não o “estar” na onda. As mentes mais preguiçosas, e eu lamento, “estão na vida. é até engraçado . elas encontram um meio que lugar, e alí se estatelam achando que mandam nela, na vida, e se lamentam e se enfurecem muito quando ela não obedece.hahahahaha, e então viram uma enciclopédia de opiniões, ou de críticas, ou porta bandeiras das mais obsoletas e também lamentáveis crenças, destas que ofendem a vida, desclassificam a vida e afogam os imbecis em sua secura.

    Imbecis são os sem-movimento, duros, engessados na própria incompetência. Com certeza se surfassem era uma vaca atrás da outra. É um favor que não surfem. E nem seria um favor que não vivessem, porque já não vivem.

    Eu aprendi que assim como o mar, a vida não gosta de ser subestimada.

    Ser com a vida é como ser com o mar. E, às vezes o terral é bravo. Pai do melhor surf. Das melhores ondas. maestro e rei.

    Aloha !
    TocaYo

    Comment by TocaYo — 12/03/2014 @ 6:24 AM

  8. e tem aquela coisa do mar, uma coisa dançante, uma coisa que ondeia na alma, derepente tudo sol, tudo mundo, tudo vida, movimento em que se deixa, em que se tem , em que se quer.porque as ondas do teu mar são douradas e a espuma é doce como o mel. mar em que há planaltos e vales desavergonhados de sombra e luz. mar de aromas mornos e risos úmidos que me embalam. Enquanto as tuas marés, ciclos e luas, invadem e invadem as minhas praias.

    beijo, minha em tudo, a preferida.

    TocaYo

    Comment by TocaYo — 12/03/2014 @ 6:35 AM

  9. êeeeeeeta brabera braba! Cayto cavando, rasgando e tubando no peito ! Huahuahahahaha, bonito! Até que enfim, Súbito Rei pra galera!
    Beleza de post, Fy
    Abraço

    Comment by Gabriel — 12/03/2014 @ 7:18 AM

  10. Peguei !!!!!!!

    muiiiiito bommmm isto !

    Comment by Fy — 12/03/2014 @ 9:29 AM

  11. Bravoooo!

    O fenômeno Gabriel Medina, 20 anos, conseguiu mais um feito inédito ao se tornar o primeiro brasileiro a ser campeão do Quiksilver Pro Gold Coast na Austrália. A final foi contra o ídolo local Joel Parkinson, 32 anos, e a vitória foi de virada nos últimos minutos como já havia feito com Taj Burrow, 35, na semifinal e com o atual campeão mundial Mick Fanning, 32, nas quartas-de-final.

    Clique aqui para ver as fotos das finais http://waves.terra.com.br/waves/competicao/wct/medina/e/campeao

    Além disso, Medina foi o segundo “goofy footer” da história do evento a conquistar o título surfando de “backside” as direitas de Snapper Rocks. A vitória valeu um prêmio de US$ 100 mil e o Brasil larga na frente na corrida pelo caneco de melhor do mundo no Samsung Galaxy ASP World Championship Tour 2014.

    Comment by Gabriel — 12/03/2014 @ 9:39 AM

  12. só pra ver se tambem tá bloqueado

    Comment by Gabriel — 12/03/2014 @ 9:51 AM

  13. Tô rindo sózinho aqui. ” Medina foi o segundo “goofy footer” da história do evento a conquistar o título surfando de “backside” as direitas de Snapper Rocks” – o moleque detonou… Óilà o Slater colocando a barba de molho/////

    Belezura a Stephanie ///

    Dennis Mestre e ídolo do Medina

    Comment by Dennis — 12/03/2014 @ 10:03 AM

  14. Dennis, não sei. Se o Slater resolver mesmo colocar a barba de molho, não sei se sobra pra alguem, não. Ainda, pra mim, é invencível. Não abro mão.

    se o Nietzsche visse isto …

    post incrível. Fy.

    Abraçoaê,
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 12/03/2014 @ 1:22 PM

  15. belo belo… nao preciso nem comentar… bjo fy!

    “É preciso aprender a ficar submerso
    por algum tempo, é preciso aprender
    a aguentar, é preciso aguentar
    esperar, é preciso aguentar esperar
    até se esquecer do tempo, até se esquecer
    do que se espera, até se esquecer da espera,
    é preciso aguentar ficar submerso
    até se esquecer de que está aguentando,
    é preciso aguentar ficar submerso
    até que o voluntarioso vulcão de água
    arremesse você de volta para fora dele.”

    Comment by Caio — 29/03/2014 @ 2:55 AM

  16. nao preciso nem comentar –

    Ah … seu comentário é sempre precioso, por aqui !

    Mas tb precisa vir pegar umas ondas neste mar de cá – hahahahahaha

    bj

    Comment by Fy — 01/04/2014 @ 5:30 AM


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